terça-feira, 23 de setembro de 2014

Israel abate avião de guerra da Síria

Um míssil de defesa Patriot derrubou um avião de caça MiG-21 da Força Aérea da Síria que tentava se infiltrar no território de Israel, informou há pouco o jornal liberal israelense Haaretz. O avião foi derrubado na região de Cuneitra, nas Colinas do Golã, quando atacava posições da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda.

Desde 1989, as Forças de Defesa de Israel não interceptavam um avião sírio. Os dois países não chegaram a um acordo de paz desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão), em 1973. Travam guerras indiretas, mas a fronteira comum esteve calma nas últimas décadas.

Com a guerra civil que arrasou a Síria nos últimos três anos e meio, houve vários incidentes na fronteira, mas nada como o abate de um avião de combate. A ditadura de Bachar Assad afirmou que o ataque mostra que Israel apoia o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, duas milícias terroristas muçulmanas.

Egito apoia mas pede a Obama que amplie guerra ao terror

O presidente do Egito, marechal Abdel Fattah al-Sissi, apoiou o ataque aéreo dos Estados Unidos e cinco aliados árabes contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas pediu ao presidente Barack Obama que amplie a guerra contra o terrorismo além da Síria e do Iraque.

Em entrevista ao chegar a Nova York para a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o marechal citou ameaças na Líbia, no Sudão, no Iêmen e na Península do Sinai. Al-Sissi chegou ao poder num golpe de Estado em 3 de julho de 2013 e tomou posse como presidente eleito em junho de 2014.

Para combater o terrorismo, o ditador egípcio defende uma estratégia ampla combinando desenvolvimento econômico, educação e tolerância religiosa com o enfrentamento direto dos grupos terroristas: "Não podemos reduzir a ameaça à região ao Estado Islâmico. Temos de levar em conta todas as peças do quebra-cabeças. Não podemos limitar a confrontação ao Estado Islâmico."

Depois do golpe contra o presidente Mohamed Mursi, a Irmandade Muçulmana foi banida como um grupo terrorista. Mais de mil pessoas foram mortas. As liberdades civis duramente conquistadas na Primavera Árabe, em 2011, foram suprimidas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

EUA e aliados árabes atacam EIIL na Síria

Os Estados Unidos e cinco aliados árabes, a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia, estão bombardeando a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria, perto da fronteira com a Turquia, de onde mais de 130 mil curdos fugiram nos últimos dias. O ataque vai durar horas.

A Força Aérea e a Marinha dos EUA estão usando caças-bombardeiros, inclusive os F-22, invisíveis aos radares, aviões não tripulados, os drones, e uma torrente de mísseis de cruzeiro Tomahawk disparados de navios.

Um dos principais alvos é a cidade de Raca, a capital de fato do Califado proclamado pelo EIIL em junho nas regiões que ocupa na Síria e no Iraque. Os 20 objetivos principais incluem arsenais, depósitos de suprimentos, centros de treinamento, quartéis e prédios usados para comando e controle.

É o primeiro ataque em território da Síria. Abre uma nova frente de combate num país em guerra civil há três anos e meio, com mais de 193 mil mortos desde então. A delegação síria nas Nações Unidas disse ter sido avisada pelos EUA.

O governo sírio tem uma das melhores defesas antiaéreas do Oriente Médio. Foi advertido pelos EUA a não interferir nas ações contra o EIIL. O presidente Barack Obama ameaçou bombardear a Síria há um ano por causa do uso de armas químicas. Recuou depois de um acordo mediado pela Rússia para eliminar o arsenal químico sírio.

Turista francês é sequestrado por jihadistas na Argélia

Um turista francês de 55 anos chamado Hervé Pierre Gourdel foi sequestrado por uma milícia extremista muçulmana no domingo, 21 de setembro de 2014, em Tzi Ouzou, a 100 quilômetros a leste de Argel, confirmou hoje o ministro do Exterior da Argélia.

O grupo Jund al-Khalifah (Soldados do Califado), que recentemente declarou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, exige o fim dos bombardeios aéreos da França contra posições do grupo no Iraque. Deu prazo de 24 horas ao presidente François Hollande para suspender os ataques. Caso contrário, ameaça matar o refém.

Imigrantes no Brasil mandam milhões de euros para Portugal

O Banco de Portugal registrou até julho, em 2014, a entrada de 14,5 milhões de euros (R$ 44,56 milhões) em remessas de imigrantes portugueses radicados no Brasil, um aumento de 51,5% em relação a 2013, noticiou o sítio Portugal Digital. São mais de 2 milhões de euros, cerca de R$ 6,15 milhões, por mês.

Neste ritmo, 2014 vai bater recorde em remessas de portugueses para sua terra natal. Em 2013, foram 16,5 milhões de euros, bem acima dos 10,7 milhões de euros de 2012 e dos 8,7 milhões de 2011, informa o Banco de Portugal. O total de julho, 2,53 milhões de euros, foi 40% superior a julho de 2013.

O Brasil é hoje o terceiro país de fora da Europa em remessas de imigrantes portugueses, depois dos Estados Unidos (19,5 milhões de euros em julho) e do Canadá (8,3 milhões de euro no mesmo mês). A lista começa com três países europeus: Suíça (119 milhões de euros), França (90,6 milhões) e Alemanha (19,8 milhões).

Ao todo, em 2013, Portugal recebeu 3 bilhões de euros em remessas de emigrantes portugueses. Foi uma contribuição importante para enfrentar a crise que obrigou o país a recorrer a seus parceiros da União Europeia, ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional. A situação começou a melhorar no ano passado, mas o desemprego permanece elevado, atingindo mais de 13% da população ativa.

Paquistão nomeia novo chefe do serviço secreto militar

O primeiro-ministro Nawaz Sharif indicou o general Rizwan Akhtar, próximo do comandante do Exército, general Rahil Sharif, para diretor-geral do poderoso serviço de inteligência das Forças Armadas do Paquistão, informou hoje o jornal paquistanês Dawn. Ele toma posse em 8 de outubro.

A mudança limita a capacidade do chefe de governo de impor a autoridade dos civis sobre os militares. No momento, o primeiro-ministro Sharif está acuado por uma onda de protestos liderada pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, ligado aos militares. Desde 15 de agosto, Khan pede nas ruas a demissão de Sharif e a realização de novas eleições parlamentares.

Akhtar tem experiência em operações de contrainsurgência e antiterrorismo. Serviu no Waziristão do Sul, área de atuação da milícia dos Talebã no Paquistão.

Nawaz Sharif é visto com suspeita pelos militares desde que tentou derrubar o então comandante do Exército, general Pervez Musharraf, e foi deposto num golpe militar em 12 de outubro de 1999. Ele voltou ao poder em 5 de junho de 2013, mas não conseguiu reeimpor sua autoridade, especialmente sobre os militares.

Por causa do conflito histórico com a Índia, as Forças Armadas são a principal base de poder no Paquistão. Desde a independência do Império Britânico, em 1947, o país foi governado pelos militares durante 33 anos.

EIIL pede morte para cidadãos de países inimigos

Em uma mensagem divulgada em várias línguas, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) convocou hoje seus militantes e simpatizantes a matar cidadãos dos países da aliança internacional articulada pelos Estados Unidos para combatê-la no Iraque e na Síria.

Os Estados Unidos e a França estão lançando ataques aéreos contra posições do EIIL no Iraque. Outros 24 países prometeram apoio à luta contra os jihadistas, que no momento atacam a região curda de Kobane, no Nordeste da Síria.

Turquia fecha parcialmente fronteira com a Síria

A Turquia fechou parte das passagens de fronteira com a Síria depois de choques ontem entre as forças de segurança turcas e curdos que protestam contra a falta de apoio aos civis que fogem da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) no Nordeste da Síria.

O governo turco tenta impedir o trânsito de guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), convocados para defender a cidade curda de Kobane, chamada de Ayn al-Arab em árabe, diante da ofensiva dos jihadistas, que tomaram dezenas de vila na região curda da Síria.

No domingo, o EIIL estava ontem a dez quilômetros de Kobane. Hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados afirmou que 100 mil curdos fugiram para a Turquia desde sexta-feira para escapar da guerra civil na Síria. Para o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulman, já são 130 mil refugiados.

Cem mil curdos da Síria fogem para Turquia

Uma ofensiva fulminante da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante contra dezenas de vilas do Nordeste da Síria provocou a a fuga para a Turquia de cem mil pessoas desde sexta-feira, informou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

A ofensiva do grupo terrorista, uma dissidência da rede terrorista Al Caeda que anunciou a fundação de um califado em junho, levanta dúvidas sobre a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para conter, degradar e destruir o EIIL, que se baseia no poderio aéreo sem enviar soldados americanos para a luta no solo.

Diante do fracasso do governo sírio em defender seu território, o combate aos jihadistas em terra está sendo feito por guerrilheiros curdos do braço sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que os EUA consideram "um grupo terrorista". No Iraque, a luta cabe às precárias forças de segurança e aos peshmerga, guerrilheiros ligados ao governo autônomo do Curdistão iraquiano.

Os bombardeios aéreos não serão suficientes para derrotar o Estado Islâmico e as forças terrestres disponíveis não mostram capacidade militar para isso, enquanto os EUA se negam a coordenar suas operações aéreas com o Irã, a ditadura de Bachar Assad e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), que estão enfrentando os jihadistas na Síria.

domingo, 21 de setembro de 2014

Governo e rebeldes fazem acordo no Iêmen

Depois de dias de luta e da demissão do primeiro-ministro Mohamed Bassindua, o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi e os rebeldes xiitas do grupo huti assinaram um acordo de paz para pôr fim à guerra civil no país, anunciou a televisão árabe Al Jazira.

Durante os combates, os rebeldes xiitas apoiados pelo Irã e a milícia fundamentalista libanesa Hesbolá (Partido de Deus) tomaram vários prédios públicos, inclusive uma emissora de rádio na capital, Saná, e um grande quartel ao norte da cidade.

Assim, a guerra civil no Iêmen se insere no conflito maior entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece na Síria e no Iraque. Foi neste clima de intolerância e violência que surgiu o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), uma dissidência da rede terrorista Al Caeda que proclamou um Califado em junho e acaba de conquistar várias aldeias curdas do Norte de Síria.

Nos últimos dias, mais de 45 mil curdos sírios pediram refúgio na Turquia. A fronteira turca com a Síria agora é com o Califado. O acordo de paz no Iêmen é apenas uma tênue esperança.

Candidatos anunciam união nacional no Afeganistão

Depois de meses de acusações mútuas e de uma recontagem nos votos da eleição presidencial, os dois candidatos que disputaram o segundo, Abdullah Abdullah e Achraf Ghani, anunciaram um acordo para formar um governo de união nacional no Afeganistão. Achraf Ghani foi declarado presidente eleito pela Comissão Nacional Eleitoral. Abdullah vai indicar o primeiro-ministro.

O maior desafio do novo governo será manter o controle do país depois da retirada das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos que invadiram o Afeganistão em outubro de 2001 em resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, sede do Departamento da Defesa. Na época, o país era governado pela milícia fundamentalista dos Talebã e lá ficavam as bases da rede terrorista Al Caeda.

Acabar com a Guerra do Afeganistão, que já é a mais longa da história dos EUA, é uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama de 2008. A partir de 2015, devem ficar no país menos de 10 mil soldados americanos para treinar e assessorar as forças de segurança afegãs, sem entrar em combate.

Com a ofensiva do Estado Islâmico nas regiões sunitas e curdas do Iraque, há um debate nos EUA sobre a conveniência de manter uma contingente maior no Afeganistão.

Preço do leite sobe até 279% na Venezuela

A Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconômicos da Venezuela aprovou novos aumentos nos preços oficiais de leite, café, arroz, milho branco e amarelo. O país enfrenta a pior inflação do mundo, acima de 60% ao ano, e uma crise de desabastecimento.

O litro de leite fresco na granja subiu 279%, de 3,60 para 13,65 bolívares. O leite pasteurizado em embalagens de 200 mililitros passou de 1,45 para 4,58 bolívares, uma alta de 215,8%. Na embalagem de 400 ml, o aumento foi de 213%. Na quantidade mais procurada, 900 ml, houve um reajuste de 172,7%, de 6,60 para 18 bolívares.

Apesar dos níveis elevados de aumento, a indústria de leite e laticínios afirma que os preços ainda estão muito abaixo dos custos reais. O leite estaria sendo vendido no curral a 25 bolívares o litro e o pasteurizado em embalagem de 900 ml, pelos cálculos dos produtores, deveria estar em 37 bolívares, pouco mais do dobro do novo limite.

O milho branco subiu 218,8%; o arroz, 244%; e o café, 69,3% para os produtores.

Para agravar a situação, o preço médio do petróleo vendido pela Venezuela caiu na semana que terminou em 19 de setembro de 2014 para US$ 88,39 por barril, US$ 1,80 abaixo da semana anterior, a menor cotação em três anos.

sábado, 20 de setembro de 2014

Alguns tratamentos agravam câncer na próstata

Os tratamentos para o câncer na próstata baseados num grupo de esteroides chamados glucocorticoides podem ser úteis no combate inicial à doença, mas trazem risco de causar mutações genéticas que levam ao crescimento do tumor, concluíram pesquisas realizadas pelas maiores instituições anticâncer do Reino Unido, informa o jornal The Independent.

A principal instituição beneficente britânica de combate a este tipo de câncer, Prostate Cancer UK, quer ampliar a amostragem do estudo, realizado num pequeno grupo de homens. Aconselha aos pacientes que fazem tratamento com esteroides a não parar sem consultar um especialista.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas do Câncer, do Hospital Real Marsden e da Universidade de Trento, na Itália, defendem a realização de exames de sangue rotineiramente para detectar até onde os esteroides são úteis e quando possam a ser efeito negativo.

Para o professor Paul Workman, diretor executivo do Instituto de Pesquisas do Câncer, a resistência aos medicamentos é "o maior desafio que enfrentamos no tratamento e pesquisa do câncer. Esta descoberta revela como alguns tratamentos contra o câncer podem permitir a sobrevivência das células cancerígenas mais agressivas."

Em vários pacientes, acrescenta o Independent, "o uso de esteroides coincide com a emergência destas mutações" e o progresso do câncer para formas mais avançadas e mais graves da doença. As conclusões da pesquisa foram relatadas na revista médica Science Translational Medicine.

Estado Islâmico liberta 49 reféns no Iraque

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico libertou 46 turcos e três iraquianos mantidos como reféns desde que o grupo tomou em junho o Consulado da Turquia em Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que eles foram soltos numa "operação de resgate" e que não foi pago nenhum dinheiro em troca. Como não houve conflito com os milicianos, esta versão está sob suspeita.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

França bombardeia Estado Islâmico no Iraque

Caças-bombardeiros Rafale da Força Aérea da França atacaram hoje no Iraque pela primeira vez a milícia extremista Estado Islâmico, noticiou hoje o jornal francês Le Monde.

Ao anunciar ontem a decisão de bombardear os jihadistas como parte da grande aliança contra o grupo liderada pelos Estados Unidos, o presidente François Hollande deixou claro que a França só vai atacar no Iraque e não vai enviar tropas terrestres.

Os EUA também não pretendem enviar soldados para combater em terra, mas vão atacar a milícia terrorista no Iraque e na Síria. Hoje, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice, declarou que os EUA não vão anunciar seus bombardeios na Síria.

A ditadura de Bachar Assad, que há três anos e meio trava uma violenta guerra civil contra diferentes grupos de oposição sírios, a China e a Rússia consideram ataques sem consentimento do governo local nem autorização do Conselho de Segurança da ONU uma violação da soberania nacional da Síria.

Na verdade, nem Assad nem seu aliado Putin acredita que os EUA vão se limitar a bombardear posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, podendo aproveitar a oportunidade para virar definitivamente a guerra civil síria contra o atual regime. O treinamento de rebeldes sírios na Arábia Saudita reforça a suspeita. Ontem, o Senado aprovou a ajuda aos rebeldes.

O presidente Barack Obama estaria supervisionando pessoalmente a escolha de alvos na Síria para evitar acusações de abuso de poder.

Alibaba tem alta de 36% no início das negociações

As ações da companhia chinesa Alibaba, a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, lançadas ontem na Bolsa de Valores de Nova York, começaram a ser vendidas hoje a US$ 92,70, 36% acima do preço inicial, de US$ 68 por ação. O valor total da empresa subiu para US$ 229 bilhões.

Na maior oferta inicial de ações já realizada nos Estados Unidos, Alibaba levantou US$ 21,8 bilhões, rivalizando com o Banco Agrícola da China, que chegou ao recorde mundial de US$ 22 bilhões em 2010.

A oferta inicial estava reservada a grandes investidores e fundos de investimento, que devem estar entre os grandes investidores na companhia por muitos anos.

Com mais de 500 milhões de clientes, a Alibaba é responsável por 60% das transações de comércio eletrônico na China.

Sarkozy é candidato a líder do partido gaulista

Em uma tentativa de relançar sua carreira política depois da derrota para François Hollande na eleição presidencial de 2007, o ex-presidentef Nicolas Sarkozy anunciou há pouco a intenção de se candidatar à presidência da União por um Movimento Popular (UMP), principal partido de centro-direita da França na linha política do presidente Charles de Gaulle, que refundou o país no pós-guerra.

Com a queda da popularidade de Hollande para apenas 13% do eleitorado, a menor de um presidente francês desde 1958, a UMP tem grandes expectativas de retomar o Palácio do Eliseu em 2017.

Primeiro-ministro da Escócia renuncia ao cargo

Depois da derrota no plebiscito sobre a independência, o primeiro-ministro Alex Salmond acaba de anunciar a renúncia à chefia de governo e à liderança do Partido Nacional Escocês. Por 55% a 45%, os escoceses decidiram continuar sendo parte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

"Meu tempo como líder chegou ao fim, mas o sonho da Escócia não deve morrer nunca", resignou-se Salmond, não sem antes cobrar a transferência de poderes prometida pelos líderes dos três grandes partidos britânicos na reta final da campanha do plebiscito.

No início da manhã de hoje, ao celebrar a vitória, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu entregar mais poderes ao governo semiautônomo da Escócia. As reformas prometidas devem introduzir o federalismo no sistema de governo britânico, redistribuindo poderes entre as diferentes regiões do país.

Não à independência vence oficialmente plebiscito na Escócia

Com 30 dos 32 distritos eleitorais apurados, o não venceu o plebiscito sobre a independência da Escócia com mais de 1,9 milhão de votos, 55% do total. O comparecimento às urnas superou 85%.

A Escócia continuará sendo parte da Grã-Bretanha e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, mantendo uma união que vem desde 1707.

Em pronunciamento na sede central da campanha pela independência, o primeiro-ministro do governo semiautônomo da Escócia, Alex Salmond, agradeceu pelos "1,6 milhão de votos pela independência".

"Neste momento, a Escócia resolveu não se tornar um país independente", lamentou Salmond. "Aceito o veredito e conclamo todo o povo escocês a aceitar este resultado democrático", mas insistiu que foi "um passo importante para a independência".

Salmond cobrou a transferência de poderes "em curto prazo" prometida pelos líderes dos três grandes partidos britânico, o primeiro-ministro conservador, David Cameron; o vice-primeiro-ministro liberal-democrata Nick Clegg; e o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband.

Escócia rejeita a independência

Com as urnas de 26 dos 32 distritos eleitorais apuradas, o eleitorado da Escócia rejeitou em plebiscito a independência do Reino Unido por 54% a 46%. A televisão pública britânica BBC projeta a vitória do não. O comparecimento foi de 84%.

Desde o início da apuração, o não tomou a dianteira. Só no sétimo distrito eleitoral, o sim obteve sua primeira vitória. Ganhou também em Glasgow, a maior cidade escocesa.

Para evitar a independência da Escócia, o primeiro-ministro conservador, David Cameron, o vice-primeiro-ministro liberal-democrata, Nick Clegg, e o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, prometeram entregar vários poderes do Estado ao governo semiautônomo da Escócia.

Na prática, para sobreviver, o Reino Unido vai passar por uma ampla reforma constitucional para se transformar numa espécie de federação em que as diferentes regiões, especialmente a Escócia, receberão muito dos poderes concentrados hoje no governo central, em Londres.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Curdos da Síria pedem ajuda contra Estado Islâmico

As milícias curdas sírias pediram hoje ajuda a guerrilheiros curdos da Turquia, depois que o Estado Islâmico tomou 21 vilas do Noroeste da Síria em menos de 24 horas, aproximando-se da fronteira turca. Os curdos estão cercados em Kobane, na província síria de Alepo.

Um vídeo divulgado pelos curdos na Internet mostra milicianos das Unidade de Proteção Popular se defendendo com fuzis kalachnikov de um ataque de tanques do EIIL, noticia o jornal inglês Financial Times.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que historicamente trava uma luta contra a Turquia, convocou "os jovens do Norte do Curdistão", numa referência às áreas de maioria curda na Turquia "a se juntar à resistência histórica e honorável em Kobane".

Desde o sequestro de 46 turcos no Consulado da Turquia em Mossul, o governo turco adota uma postura cautelosa em relação ao Estado Islâmico para preservar a vida de seus diplomatas. Um massacre de curdos em Kobane poderia deflagrar uma reação violenta, capaz de abalar as negociações de paz governo Recep Tayyip Erdogan com o PKK.

Depois da ameaça de genocídio da minoria curda yazidi, Kobane é agora o alvo da fúria assassina da "guerra santa" do EIIL.

Escócia decide hoje se fica no Reino Unido

Quase 4,3 milhões de eleitores estão aptos a votar no plebiscito sobre a independência da Escócia, realizado até as 22 horas de hoje (18h em Brasília). A expectativa é de um índice de comparecimento recorde. As últimas pesquisas indicam um empate técnico, com a maior parte dando vitória ao não dentro da margem de erro.

Se a maioria votar sim, será o fim de uma união formalizada em 1707 e que na prática existia desde a União das Coroas, em 1603, quando Jaime VI, da Escócia, filho de Maria Stuart, se tornou Jaime I da Inglaterra. Esse país, a Grã-Bretanha, liderou a Revolução Industrial na segunda metade do século 18 e formou o Império Britânico, o maior da história.

Em 1801, o país se tornou Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Desde então, a maior mudança constitucional foi a independência da República da Irlanda, em 1922. Virou Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

No fim do século 19 e no início do século 20, o Reino Unido foi superado pelos Estados Unidos e a Alemanha como maior potência econômica mundial. Depois da Segunda Guerra Mundial, começou a descolonização do Império Britânico, que pode ter uma de suas últimas etapas se a Escócia se tornar independente. Mas o Reino Unido é uma das cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A campanha do sim, liderada pelo primeiro-ministro do governo semiautônomo da Escócia, Alex Salmond, promete prosperidade e o fim da submissão a governos britânicos conservadores. O país ficaria mais rico graças ao petróleo do Mar do Norte, mas os críticos alertam que essa riqueza está se esgotando.

Os defensores do não alegam que a economia será abalada e o país terá menos força em foros internacionais. A Escócia independente poderia manter a libra esterlina como moeda, mas perderia o direito de influir nas decisões do Banco da Inglaterra, o banco central do Reino Unido. Gostaria de aderir ao euro. Antes, teria de negociar a adesão à União Europeia.

No setor financeiro, todos os grandes bancos escoceses planejam transferir sua matriz para Londres se a Escócia se tornar independente. O terceiro maior setor depois de energia e finanças, a indústria do uísque, também vê com apreensão a divisão do país.

Há ainda a questão nuclear. O Reino Unido tem submarinos nucleares e outras armas atômicas estacionadas na Escócia. Quando a União Soviética acabou, a Rússia ficou com as armas nucleares em troco de garantias de seguranças a Bielorrúsia, Casaquistão e Ucrânia, onde agora fomenta uma guerra civil. Não vai acontecer o mesmo com países democráticos, mas é uma questão séria numa separação que o movimento nacionalista escocês compara com o Divórcio de Veludo, entre República Tcheca e Eslováquia, em 1993.

O resultado será conhecido ainda hoje à noite ou na madrugada de amanhã.

França aprova bombardeios ao Estado Islâmico

O presidente François Hollande autorizou hoje a Força Aérea da França a atacar posições da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico no Iraque.

"Não iremos além disso", afirmou Hollande, tentando tranquilizar o eleitorado francês. "Não haverá tropas terrestres e só atacaremos no Iraque."

EUA autorizam ataques a Estado Islâmico na Síria

O alto comando das Forças Armadas dos Estados Unidos autorizou bombardeios aéreos contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) em território da Síria, revelou hoje o secretário da Defesa, Chuck Hagel.

A ditadura de Bachar Assad e a Rússia e a China, que a apoiam, consideram ilegal qualquer ataque sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Depois de muito relutar, o presidente Barack Obama decidiu usar a força contra o EIIL, responsável pela degola de dois jornalistas americanos sequestrados na Síria, por vários massacres e pela perseguição de minorias.

Obama promete manter o controle sobre a escolha dos alvos a serem atingidos na Síria.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Venda de carros na Europa sobe há 12 meses

As vendas de veículos novos cresceram 5,6% em julho e 2,1% em agosto, o 11º e o 12º meses consecutivos de avanço, revelou hoje a Associação Europeia dos Fabricantes de Veículos.

Em julho, foram emplacados 1.041.683 veículos. A França foi o único grande mercado a registrar queda, de 4,3%. Em agosto, o recuo atingiu a França (-2,6%), a Alemanha (-0,4%) e a Itália.

Nos primeiros oito meses de 2014, o crescimento em relação ao ano passado foi de 6%, com a venda de mais de 8,3 milhões de carros e utilitários.

Entre as empresas, em agosto, a Ford vendeu 15,2% mais do que em agosto de 2013, seguida pela maior empresa europeia do setor, a Volkswagen (+9,3%), a Peugeot Citroën (+1,6%) e a Nissan (+1,5%). As maiores baixas foram da Opel-Vauxhall (-15%), subsidiária da General Motors, seguida pela Renault (-3,3%).

Chefe do EIIL em Mossul é morto por curdos

Os guerrilheiros curdos conhecidos como peshmerga mataram o comandante da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na cidade de Mossul, a segunda maior do Iraque, informou hoje a agência de notícias turca Anatólia.

Nos últimos dias, a Força Aérea dos Estados Unidos intensificou os bombardeios aéreos em apoio ao Exército do Iraque, aos guerrilheiros curdos e às tribos sunitas que fazem o combate em terra.

Estado Islâmico desafia soldados dos EUA

Horas depois que o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, general Martin Dempsey, admitiu enviar forças terrestres ao Iraque, se os bombardeios aéreos não forem suficientes para conter o Estado Islâmico, a milícia terrorista divulgou um vídeo na Internet advertindo que está esperando as tropas americanas.

O vídeo de 52 segundos promete derrotar a intervenção militar dos EUA.

Em discurso hoje numa base militar americana em Tampa, na Flórida, Obama insistiu que não vai enviar soldados dos EUA para os combates no solo, que ficarão a cargo do Exército do Iraque, de guerrilheiros curdos e de soldados de países árabes que se disponham a fazê-lo.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

EUA podem enviar mais soldados ao Iraque

Se os bombardeios aéreos não forem suficientes, os Estados Unidos podem enviar tropas terrestres para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, declarou hoje o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do país, general Martin Dempsey.

Em depoimento no Congresso, o general foi muito além do que havia sido anunciado pelas autoridades civis. Diante da relutância do presidente Obama, que se elegeu prometendo acabar com as guerras no Afeganistão e no Iraque, está dizendo, em outras palavras, que precisa dos instrumentos necessários para cumprir a missão.

Carro-bomba mata soldados da OTAN no Afeganistão

Num dos piores atentados do ano contra as forças internacionais na capital do Afeganistão, um terrorista suicida detonou um carro-bomba hoje junto a um comboio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto da Embaixada dos Estados Unidos em Cabul. Dois soldados americanos e um polonês foram mortos.

A milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) reivindicou a responsabilidade pelo atentado, que lembra ao presidente Barack Obama que os EUA ainda travam uma guerra no Afeganistão, onde devem manter 9,8 mil soldados depois que o grosso das tropas se retirarem no fim de 2014.

À medida que os analistas traçam paralelos entre o Afeganistão e o Iraque, onde a Força Aérea dos EUA voltou a atacar, diante da fragilidade do governo afegão, aumenta a pressão sobre Obama para manter uma força maior no país.

Estado Islâmico derruba avião de guerra sírio

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou um avião da Força Aérea da Síria que bombardeava a cidade de Raca, capital do Califado proclamado pelo grupo, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

É o primeiro avião derrubado desde que começaram os ataques aéreos contra os jihadistas, alvo de uma ampla aliança liderada pelos Estados Unidos. A ditadura síria não faz parte da coalizão.

Parlamento da Ucrânia ratifica acordo com UE

O Parlamento da ex-república soviética da Ucrânia ratificou hoje o acordo de associação com a União Europeia, que afasta o país da órbita da Rússia, em meio a uma intervenção militar dissimulada promovida pelo Kremlin que causou o maior atrito com o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

A ruptura das negociações com a UE em novembro de 2013 deflagrou uma revolta popular que levou à queda e fuga do país, em fevereiro de 2014, do presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. No mês seguinte, depois de um plebiscito não reconhecido internacionalmente, a Rússia anexou a província da Crimeia, que pertencia à Ucrânia.

Desde o início da abril, Moscou fomenta uma rebelião da população de origem russa no Leste da Ucrânia, provocando uma guerra civil em que mais de 2,6 mil pessoas foram mortas, inclusive 298 de um avião civil da Malaysia Airlines aparentemente abatido por engano pelos rebeldes separatistas.

A Rússia nega qualquer interferência no país vizinho, considerando o conflito uma problema interno ucraniano, mas mantém milhares de soldados de prontidão do outro lado da fronteira. Armas, equipamentos militares e voluntários russos apoiam a revolta.

Os Estados Unidos e a UE impuseram sanções econômicas à Rússia e seus agentes na Ucrânia, até agora sem grandes resultados práticos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está reforçando sua presença na Polônia e nas ex-repúblicas soviéticas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia), que se sentem ameaçada pela agressividade russa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Irã não vai cooperar na luta contra EIIL

A República Islâmica do Irã não colaborar com a ampla aliança formada pelos Estados Unidos para combater a milícia extremista muçulmana sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante, avisou hoje o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei.

Na sua opinião, os EUA estão buscando "um pretexto para fazer no Iraque e na Síria o que já fazem no Paquistão - bombardear qualquer lugar sem autorização".

O desacerto vem no momento em que as negociações para desarmar o programa nuclear do Irã atingem o momento crítico e tornam a possibilidade de um acordo ainda mais distante.

Obama adverte Assad a não interferir

O presidente Barack Obama declarou numa reunião fechada que a Força Aérea dos Estados Unidos vai destruir as defesas antiaéreas da Síria, se a ditadura de Bachar Assad interferir na luta contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A advertência foi feita depois que o regime sírio alegou que qualquer ataque em seu território sem autorização do governo seria considerado uma agressão à soberania nacional. Sem as defesas antiaéreas, a ditadura teria problemas para resistir à pressão dos rebeldes que lutam há três anos e meio para derrubá-lo.

Greve para metade dos voos da Air France

Por causa de uma greve de pilotos, a metade dos voos da companhia aérea francesa Air Francesa previstos para hoje não decolou, noticiou o jornal francês Le Monde.

Seis voos entre o Brasil e Paris foram cancelados. A empresa sugere aos passageiros com viagens marcadas entre 15 e 22 de setembro de 2014 que as adiem sem custo extra para a semana de 23 a 30 de setembro. Quem não puder mudar será reembolsado.

A greve, com duração prevista para uma semana, deve se intensificar amanhã, quando apenas 40% dos voos da Air France devem decolar. O presidente do Sindicato Nacional de Pilotos, Jean-Louis Barber, acusa a empresa de se recusar a negociar e ameaça parar totalmente as operações a partir de quarta-feira. Deve ser o conflito trabalhista mais difícil para a companhia desde 1998.

Os pilotos reclamam da redução do quadro de pessoal da empresa para tentar voltar a dar lucro. Eram 4.912 em 2009. No fim de 2014, serão 3.750.

Com um prejuízo diário estimado em 10 a 15 milhões de euros por causa da paralisação, a Air France vê seus planos de voltar a ter lucro em 2014 ameaçado.

França faz voos de reconhecimento no Iraque

A França realizou na madrugada de hoje seus primeiros voos de reconhecimento em áreas do Iraque sob controle do Estado Islâmico como parte da aliança liderada pelos Estados Unidos para combater e aniquilar a milícia.

Em Paris, o presidente da França François Hollande, abre neste momento uma conferência em que os EUA e seus aliados vão tomar medidas práticas na guerra contra o terrorismo de Barack Obama, a começar pelo apoio ao novo governo do Iraque.

domingo, 14 de setembro de 2014

Esquerda volta ao poder na Suécia

Apuradas mais da metade das urnas nas eleições parlamentares da Suécia, as projeções indicam a vitória do Partido Social-Democrata e seus aliados, com 43,7% dos votos.

O novo primeiro-ministro deve ser o líder do partido, Stefan Lofven. Depois de oito anos de governos conservadores, ele promete combater o desemprego e o declínio dos níveis de educação: "Estamos numa situação difícil, com milhares de desempregados e desempenho escolar declinando mais do que em qualquer outro país da OCDE" (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Os Democratas de Suécia, de extrema direita, com origem no movimento neonazista, ficaram em terceiro lugar, com 13%.

Jihadistas da Argélia trocam Al Caeda por Estado Islâmico

Uma milícia extremista muçulmana autointitulada Soldados do Califado abandonou a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e jurou lealdade ao Estado Islâmico, reportou hoje a televisão árabe Al Jazira.

Os Soldados do Califado declararam que Al Caeda de se desviar do "verdadeiro caminho".

A Argélia enfrentou uma guerra civil brutal com mais de 100 mil mortes depois que o regime militar que governa o país desde a independência da França, em 1962, anulou, em 1992, eleições parlamentares que dariam a vitória à Frente Islâmica de Salvação (FIS).

Catar expulsa líderes da Irmandade Muçulmana

Sob pressão do Egito, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, o emirado do Catar deu ontem dez dias de prazo para sete líderes da Irmandade Muçulmana deixarem o país. Eles prometeram sair sem problemas.

O atual governo egípcio é resultado do golpe militar que derrubou, em 3 de julho de 2013, o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para combater a influência ocidental.

Ainda não está claro o que vai acontecer com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido islamita palestino. O dirigente supremo do Hamas, Khaled Mechal, vivia exilado na Síria sob a proteção da ditadura de Bachar Assad.

Quando estourou a guerra civil na Síria, em 2011, a Irmandade ficou ao lado dos rebeldes sunitas, que lutam contra o regime de Assad, dominado pela minoria alauíta, um dos ramos do xiismo. Mechal e a liderança do Hamas foram então para o Catar, que está sendo acusado de apoiar e financiar grupos extremistas muçulmanos.

Coreia do Norte condena americano a 6 anos de prisão

O Supremo Tribunal de Justiça da Coreia do Norte condenou o cidadão americano Matthew Miller a seis anos de prisão e trabalhos forçados pelas acusações de tentar ilegalmente no país, espionagem e "atitude hostil", informou a agência oficial de notícias norte-coreana.

A sentença afirma que Miller, de 24 anos, morador na Califórnia, rasgou seu visto de turista e pediu asilo ao entrar no aeroporto de Pionguiangue em 10 de abril "para experimentar a vida na prisão e assim investigar a situação dos direitos humanos" na ditadura stalinista da Coreia do Norte, o regime mais fechado do mundo.

Estado Islâmico anuncia degola de refém britânico

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou ontem um vídeo com a decapitação do assistente social britânico David Haines, sequestrado na Síria em março de 2014 quando trabalhava em ajuda humanitária. O governo do Reino Unido investiga a autenticidade do vídeo.

Se confirmada, será a terceira degola de reféns ocidentais pelo grupo terrorista em menos de um mês. Os outros dois foram os jornalistas americanos James Foley e Steve Sotloff. Eles foram mortos em retaliação aos bombardeios aéreos dos Estados Unidos contra posições do EIIL no Iraque para defender minorias ameaçadas.

Na quarta-feira passada, o presidente Barack Obama anunciou a formação de uma ampla aliança para combater, degradar e exterminar o EIIL. Os EUA devem atacar pelo ar e dar apoio ao Exército do Iraque e guerrilheiros curdos para fazerem o trabalho em terra.

sábado, 13 de setembro de 2014

Rebeldes dominam fronteira da Síria com Israel

Depois de tomar mais duas cidades na sexta-feira, os rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad dominam quase toda a fronteira da Síria com Israel, noticiaram a televisão saudita Al Arabiya e o jornal conservador israelense The Times of Israel. A missão de paz das Nações Unidas está se retirando das Colinas do Golã. Vai se instalar provisoriamente em Israel.

Ao conquistar Rawadi e Hamídia em violentos combates contra as Forças Armadas da Síria, os rebeldes da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, assumiram o controle de quase toda a província de Cuneitra, que figa junto às Colinas do Golã, ocupadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Só resta uma pequena cidade em poder do governo.

"O governo está em retirada diante do avanço dos rebeldes", declarou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição. "O governo perdeu o controle de mais de 80% da província de Cuneitra."

Com base em fontes da oposição síria, o jornal árabe Asharq al-Awsat afirmou que o Catar pagou à Frente al-Nusra de US$ 20 milhões a US$ 45 milhões pela libertação de 45 soldados das ilhas Fíji que participam da missão de paz da ONU no Golã.

Ucrânia repele ataque ao aeroporto de Donetsk

As forças do governo da Ucrânia repeliram um ataque dos rebeldes separatistas apoiado pela Rússia contra o aeroporto de Donetsk, no Leste do país, noticiou hoje a agência France Presse, citando como fontes militares ucranianos.

O aeroporto de Donetsk continua em mãos das forças governamentais, enquanto os rebeldes apoiados pelo Kremlin dominam a cidade ao redor. A retomada dos combates viola o frágil cessar-fogo negociado entre Ucrânia e Rússia, que deveria estar em vigor desde 3 de setembro.

Produção industrial volta a crescer na Eurozona

A produção industrial dos 18 países da União Europeia que adotam o euro como moeda cresceu 1% em julho de 2014, depois de cair 0,3% em junho, informou ontem o Eurostat, escritório oficial da estatísticas do bloco europeu. O crescimento foi de 1,9% na Alemanha e de apenas 0,2% na França, enquanto na Itália houve queda de 1%.

Na UE como um todo, de 28 países, o avanço foi de 0,7% em julho depois de recuo de 0,1% em junho. Em relação a julho de 2013, houve uma expansão de 2,2% na Eurozona e de 2% em todo o bloco.

As altas mais fortes em julho foram na Irlanda (11,3%), que se recupera fortemente depois de ter recorrido à UE e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), na Estônia (2,8%), Eslovênia (2,3%) e Croácia (2,1%). As maiores baixas foram na Dinamarca (4,7%), Malta (4,2%) e Grécia (1,7%).

EUA obtêm apoio de países árabes

A Arábia Saudita, o Egito, a Jordânia, o Líbano, o Iraque, o Catar e os Emirados Árabes Unidos formalizaram no Comunicado de Jedá sua participação na ampla aliança articulada pelos Estados Unidos para combater a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico, que controla hoje cerca de um terço dos territórios sírios e iraquiano.

Pela última avaliação da Agência Central de Inteligência (CIA), o Estado Islâmico teria entre 20 e 31,5 mil homens em armas.

Depois de um encontro com o secretário de Estado americano, John Kerry, na quinta-feira, os países árabes prometeram financiar a guerra e tentar estancar o fluxo de militantes estrangeiros que aderem ao grupo, mas não se comprometeram a enviar soldados.

Na Turquia, o primeiro-ministro islamita Recep Tayyip Erdogan negou ontem autorização para o uso das bases da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Sul do país para bombardear o EI.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Discutindo o marco civil da Internet

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) realiza em 16 de setembro, o debate “Governança da Internet: do Marco Civil à NETmundial”. O evento discutirá a aplicação da lei e sua relação com o documento final da NETGlobal. Estão confirmadas as presenças do deputado Alessandro Molon, da pesquisadora Adriana Abdenur, professora do IRI/PUC-Rio) e de Daniel Oppermann (Pesquisador do NUPRI-USP).

O debate acontecerá no Rio de Janeiro, a partir das 10h, na Avenida Pasteur, 250 – Urca (Auditório Manuel Maurício/Campus UFRJ – Praia Vermelha). 

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail presidencia@cebri.org.br ou nos seguintes telefones: 2206-4417/4411 (Leonardo Paz ou Bárbara Brant).

Israel vai intervir se Estado Islâmico invadir a Jordânia

Israel não aderiu abertamente à aliança formada pelos Estados Unidos para combater a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), mas vai colaborar em operações de inteligência e entrar na guerra se os jihadistas invadirem a Jordânia.

Diante da ofensiva do EIIL, o governo da Jordânia pediu há meses ajuda a Israel.

França teve mais 91% atos antissemitas em 2014

Nos primeiros sete meses de 2014, houve pelo menos 527 ações antissemitas notificadas na França, denuncia o Conselho Representativo das Instituições Judaicas no país. É um aumento de 91% em relação ao mesmo período no ano passado.

A difusão do extremismo muçulmano entre jovens europeus e a guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) estão entre as razões do aumento da intolerância e da discriminação. Por medp do antissemitismo, os franceses lideram hoje a imigração para Israel.

Paquistão prende talebã que atacaram Malala

O Exército do Paquistão anunciou hoje a prisão de dez suspeitos de atirar na adolescente Malala Youssafzai, que faz campanha em defesa da educação feminina. Para calar a menina, a milícia dos Talebã (Estudantes) invadiu um ônibus escolar e disparou contra as estudantes, em 2012.

Aos 11 anos, em 2009, ela começou a escrever um blogue na língua urdu sobre sua vida no vale do Swat, no Paquistão, uma região dominada por milícias tribais e grupos jihadistas. Isso irritou os extremistas muçulmanos, que decidiram matá-la.

Malala levou um tiro no rosto e passou por longo tratamento na Inglaterra. Sobreviveu e se tornou um símbolo da luta pelo direito das mulheres à educação. Outras duas meninas foram feridas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pistorius é absolvido de homicídio doloso

O atleta paraolímpico sul-africano Oscar Pistorius foi absolvido hoje da acusação de homicídio premeditado pela morte da sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, em 14 de fevereiro de 2013. A juíza Thokozile Masipa deve anunciar amanhã um veredito de homicídio culposo, sem a intenção de matar.

Pistorius, obrigado a amputar as duas pernas na altura do joelho com seis anos de idade, tornou-se fum herói nacional na África do Sul como o blade runner, por correr com duas lâminas no lugar das pernas. Ele ganhou medalhas de ouro e bronze nos Jogos Paraolímpicos de Atenas, em 2004.

Em 2008, Pistorius foi autorizado pela Justiça a disputar a Olimpíada de Beijim, na China, mas não conseguiu se classificar. Conquistou mais quatro ouros na Paraolimpíada de Beijim.

Quatro anos depois, em Londres, Pistorius tornou-se o primeiro amputado a disputar as olimpíadas. Em 2012, chegou à final do revezamento 4x400m e à semifinal individual dos 400 metros. Na Paraolimpíada de Londres, mostrou falta de esportividade ao perder para o brasileiro Alan Oliveira na final dos 200m.

Reeva foi morta por quatro tiros quando estava escondida no banheiro depois de uma discussão do casal no Dia dos Namorados. Pistorius alegou suspeitar da presença de um assaltante dentro do banheiro.

A juíza não aceitou a tese do promotor e deve culpar o agora ex-atleta por homicídio culposo por "negligência", que dá uma pena máxima de 15 anos pela lei sul-africana. A sentença por homicídio doloso seria prisão perpétua.

Maior banco escocês ameaça ir para a Inglaterra

Se a Escócia votar pela independência no plebiscito convocado para 18 de setembro de 2014, o Royal Bank of Scotland vai mudar sua matriz para a Inglaterra. É mais uma tentativa de convencer os escoceses de que têm mais a perder com a separação. Várias empresas transferiram seu dinheiro para a Inglaterra nos últimos dias.

Ontem, os líderes dos três maiores partidos no Parlamento Britânico, o primeiro-ministro conservador David Cameron, o vice-primeiroministro liberal-democrata Nick Clegg e o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, foram à Escócia num apelo conjunto em apoio à campanha do não. O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, líder da campanha do sim, ridicularizou a iniciativa como um gesto de desespero.

Desde o Ato de União de 1707, a Escócia faz parte do Reino Unido. O fundo azul da bandeira da Grã-Bretanha vem da Escócia. Pode ser a penúltima descolonização do Império Britânico. Restará o País de Gales, além de algumas ilhotas perdidas pelo mundo como as Malvinas, reivindicadas pela Argentina.

O governo britânico adverte que uma Escócia independente não será beneficiada por uma união monetária para continuar usando a libra esterlina como moeda. O movimento nacionalista garante que o petróleo do Mar do Norte será suficiente para dar aos escoceses um nível de vida melhor do que eles têm hoje pertencendo à União.

Síria, Rússia e China rejeitam ataques dos EUA na Síria

Qualquer bombardeio aéreo contra o território sírio sem coordenação com o governo será considerado um ataque ao país, advertiu hoje o ministro do Exterior da Síria, que recebeu o apoio da Rússia e da China.

Sem a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, advertiu o governo russo, "seria um ato de agressão, uma séria violação do direito internacional". A China afirmou hoje que "se opõe a qualquer forma de terrorismo e defende a cooperação da sociedade internacional para atacar o terrorismo", mas, ressalva, "na luta contra o terrorismo, o direito internacional deve ser respeitado, assim como a soberania, a independência e a integridade territorial das nações."

Ontem, ao anunciar sua estratégia para "destruir" o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente Barack Obama autorizou as Forças Armadas dos Estados Unidos a atacar posições do grupo na Síria e prometeu realizar um longa e intensa guerra aérea contra o grupo jihadista.

Obama declarou que não vai incluir o governo sírio na ampla aliança formada para combater a milícia extremista muçulmana, alegando que a ditadura de Bachar Assad perdeu totalmente a legitimidade ao atacar seu próprio povo na guerra civil que matou mais de 193 mil pessoas em três anos e meio.

A Rússia e a China apoiam Assad e vetaram todos os projetos de resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o governo sírio pelo conflito. A Coalizão Nacional Síria (CNS), grupo de oposição apoiado pelo Ocidente, elogiou a guerra aérea de Obama.

Ao mesmo tempo, os EUA darão treinamento e apoio a rebeldes sírios da CNS. Já pediram à Arábia Saudita para treinar os rebeldes em território saudita.

Desde o fim de fevereiro, a Rússia intervém militarmente na ex-república soviética da Ucrânia, negando-lhe o direito à independência, mas alega tratar-se de um conflito interno entre populações russófonas e o governo central de Kiev, que acusa de ser ilegítimo, fruto de um golpe de Estado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Obama anuncia estratégia para destruir Estado Islâmico

O presidente Barack Obama acaba de declarar em rede nacional de televisão que os Estados Unidos vão liberar uma grande coalizão para degradar e destruir o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, uma milícia extremista muçulmana.

Na véspera do 13º aniversário dos atentados de 11 de setembro, Obama está dizendo neste momento que a ameaça do terrorismo não acabou e vem principalmente hoje do Oriente Médio, onde o EIIL "não reconhece governos nem os povos que conquista".

"Estes terroristas são únicos na sua violência, degolam, estupram, escravizam e matam", acusou Obama. Lembrando a morte de dois jornalistas americanos, o presidente disse que o EIIL é uma ameaça a todos os povos do Oriente Médio.

Em primeiro lugar, os EUA vão liderar uma campanha aérea. "Se vocês atacam os EUA, não terão onde se esconder", advertiu Obama.

Em segundo lugar, os EUA vão apoiar forças terrestres do novo governo do Iraque e dos curdos que combatem os jihadistas no solo. Mais 475 militares americanos serão enviados ao país para apoiar as tropas locais sem entrar em combate.

A luta contra o EIIL vai se estender à Síria. Obama autorizou bombardeios aéreos a posições do EIIL e pediu ajuda ao Congresso para armar e treinar rebeldes, alegando não poder contar com a ditadura de Bachar Assad, que os EUA e a Europa acusam de ter perdido toda a legitimidade ao atacar seu próprio povo na guerra civil síria.

Em quarto lugar, os EUA prometem aumentar a ajuda huminatária às vítimas da ofensiva terrorista e da guerra civil na Síria.

O secretário de Estado americano, John Kerry, está no Oriente Médio tentando arregimentar aliados para combater o EIIL. Obama descreveu sua decisão como "a política externa dos EUA no que tem de melhor. Foram os EUA que removeram as armas químicas da Síria. São os EUA que se aliam aos muçulmanos para combater o terrorismo. Lutamos pela liberdade."

Ao citar uma carta de uma família yazidi salva no Norte do Iraque, Obama disse que "é isto que nos torna um país diferente".

"Somos mais fortes como país quando o presidente e o Congresso trabalham juntos. Agradeço o apoio do Congresso", acrescentou. "Será necessário tempo para erradicar um mal como o EIIL, mas será diferente das guerras no Iraque e no Afeganistão. Vamos atacar os terroristas pelo ar enquanto aliados combatem em terra, como temos feitos no Iêmen há anos."

Em menos de 15 minutos, o presidente dos EUA declarou guerra aos jihadistas. Mostrou firmeza e convicção, mas terminou como uma série de autoelogios que podem soar falsos para parte do eleitorado americano.

Espanha eleva nível de alerta contra o terrorismo

Com medo de extremistas muçulmanos, a Espanha elevou o nível de alerta contra o terrorismo, afirmou hoje o ministro da Segurança, Francisco Martínez, informa o jornal El País.

A maior preocupação vem do estabelecimento do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e o sonho declarado dos jihadistas de recriar o Império Andaluz, que dominou parte da Península Ibéria durante sete séculos e foi finalmente derrotado na Batalha de Granada, em 1492.

Como há muitos jihadistas europeus lutando no Oriente Médio, sendo pelo menos 50 espanhóis, há o temor de que na volta para a Europa eles resolvam atacar alvos no continente. Desde 2011, as forças de segurança da Espanha realizaram mais de 25 operações antiterrorismo contra jihadistas no país.

Presidente indica membros da Comissão Europeia

O novo presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou hoje sua nova composição. Apesar das restrições da Alemanha, o ex-ministro das Finanças da França Pierre Moscovici será o comissário de Finanças. A pasta de serviços financeiros ficou com o britânico Jonathan Hill.

Para acalmar os críticos, especialmente o Reino Unido, que tentou vetar sua indicação por considerá-lo federalista, Juncker criou várias vice-presidências. Várias foram entregues a países pequenos como a Bulgária, a Eslovênia, a Finlândia e a Letônia. Sua função será trabalhar em conjunto com os demais comissários, mas os vices terão poder de veto.

Dos 28 comissários, um de cada país-membro, 15 são de partidos de direita e centro-direita, conservadores e democratas-cristãos, 8 são socialistas e 5 liberais.

A França ganhou a pasta que queria, mas Moscovici estará sob a supervisão de vice-presidentes conservadores. O Reino Unido dará o comissário de Serviços Financeiros, importante para o país, que teme o prejuízo de regulamentações oriundas da Zona do Euro para o centro financeiro de Londres.

Juncker justificou ter dado o cargo a Moscovici porque "a França entende as políticas de crescimento que a Europa precisa implementar". Trata-se de um plano de investimentos de 300 bilhões de euros. A França, a Itália e a Espanha responsabilizam o rigor fiscal imposto pela Alemanha pela estagnação da retomada econômica do bloco.

Ao ministro do Exterior da Holanda, Frans Timmermans, caberá atacar a burocracia e aplicar o princípio de subsidiariedade. Isso significa realizar localmente o que puder ser feito localmente, sem intrometer a União em todas as atividades dos países-membros. Há anos, Holanda e Reino Unido protestam contra a burocratização da UE.

A Grécia, que enfrenta o desafio de ondas de refugiados das guerras no Oriente Médio, ficou com a pasta da Imigração. A Alemanha, tão preocupada com a privacidade na Internet, será encarregada da política digital.

Todos os comissários serão submetidos a sabatinas no Parlamento Europeu, que precisa aprovar as nomeações.

Milícias sequestram 25 soldados na Líbia

Milicianos islamitas devem ser responsáveis pelo sequestro de 25 soldados e a morte de outros cinco, declarou hoje um comandante do Exército da Líbia citado pela agência Reuters.

Os países vizinhos estão cada vez mais preocupados com o caos na Líbia, que não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, há três anos, durante uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ontem, o ministro do Exterior da França, Jean-Yves le Drian, defendeu uma nova intervenção militar no país para apoiar o governo provisório, mas a confusão é tanta que é difícil identificar quem tem legitimidade.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Moody's rebaixa expectativa para dívida do Brasil

Por causa do baixo crescimento econômico, a agência de classificação de risco Moody's mudou hoje de estável para negativa sua perspectiva para a dívida do governo do Brasil. Isto significa que, se a situação não melhorar, a nota de crédito do país será rebaixada.

"Enquanto outros países da América Latina também registram taxas de crescimento em declínio, a desaceleração econômica do Brasil tem sido mais pronunciada e prolongada", declarou a agência Moody's ao justificar a decisão. Com a queda no investimento e a deterioração nas contas públicas, "o próximo governo vai enfrentar condições econômicas deprimidas", previu a Moody's.

Como aspectos positivos, a agência destacou o volume de reservas cambiais em moedas fortes, a baixa dívida pública externa e a solidez do sistema bancário.

 Em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor's tinha rebaixado a nota de crédito soberano do Brasil para um grau acima de lixo. Uma avaliação de risco negativa geralmente faz um país e suas empresas pagarem juros mais altos para tomar empréstimos no mercado internacional.

Americanos apoiam ação militar contra Estado Islâmico

Mais de 60% dos Estados Unidos são a favor de atacar a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que degolou dois jornalistas americanos, indica uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão NBC.

O presidente Barack Obama recebeu hoje líderes do Congresso no Salão Oval da Casa Branca e amanhã, véspera de 11 de setembro, anuncia sua estratégia, que combinará bombardeios aéreos com apoio ao novo governo do Iraque a grupos que ataquem o EIIL em terra.

A pesquisa aponta ainda que 34% são a favor tanto de bombardeios aéreos como do uso da tropas terrestres, uma grande mudança em relação ao ano passado, quando Obama ameaçou atacar a Síria em retaliação pelo uso de armas químicas. Outros 40% querem apenas bombardeios aéreos e apoio a outras forças terrestres.

Socialistas dissidentes não devem apoiar governo Valls

Os deputados rebeldes do Partido Socialista devem se abster durante o voto de confiança a que o novo governo nomeado pelo primeiro-ministro Manuel Valls terá de se submeter na Assembleia Nacional da França, declarou o deputado dissidente Christian Paul ao jornal Le Parisien.

Ao se abster em vez de votar contra, a facção dissidente evita derrubar o governo e mantém sua posição nas negociações com o presidente François Hollande, que bateu na semana passada o recorde de impopularidade para um chefe de Estado francês na 5ª República, fundada em 1958.

Só 13% dos franceses apoiam Hollande, o que enfraqueceria a posição dos socialistas em eleições gerais antecipadas. O primeiro-ministro Valls é mais popular, mas enfrenta resistência interna da esquerda do partido, que o considera "social-liberal".

Avião da Malaysia Airlines foi abatido na Ucrânia

O Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia em 17 de julho de 2014 foi atingido por "um grande número de projéteis em alta velocidade", afirmou hoje um relatório preliminar divulgado pelo Escritório de Investigação de Segurança Aérea da Holanda. Isso é consistente com a hipótese de que o avião foi atingido por um míssil.

Todas as 298 pessoas a bordo do voo MH 17 morreram. A maioria era holandesa. Alguns corpos não foram resgatados até agora.

As maiores suspeitas recaem sobre rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia que lutam para anexar partes do Leste da Ucrânia à Federação Russa.

França defende nova intervenção na Líbia

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves le Drian, está articulando o apoio dos países aliados na União Europeia para uma ação conjunta para controlar a violência na Líbia e atacar as milícias islamitas que tomaram o controle da capital, Trípoli, e lutam para dominar a segunda maior cidade do país, Bengázi.

A França pode mover suas tropas estacionadas em outros países africanos rumo à fronteira líbia. Recentemente a França interveio no Mali e na República Centro-Africana para conter a ação de milícias islamitas e a anarquia. A Líbia não tem governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, há três anos.

Europa mediterrânea se prepara para onda de protestos

Os países do Sul da Europa se preparam para uma primavera de protestos e agitação social, adverte a empresa americana de estudos estratégicos Stratfor.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Federação dos Empregados e Operários da Indústria Metalúrgica da Itália anunciaram ontem uma série de greves para outubro, enquanto o primeiro-ministro esquerdista Matteo Renzi luta contra a recessão e o desemprego em alta, e tenta aprovar reformas estruturais para estimular o crescimento. A Itália está estagnada desde o início do século.

Na Espanha, o Ministério do Interior gastou cerca de um milhão de euros (R$ 2,94 milhões) em equipamentos para a polícia de choque. Tem dois desafios à frente: agitação social contra a crise econômica e movimentos separatistas.

A Coordenadoria 25 de Setembro, um dos grupos que surgiram dos protestos dos Indignados, em 2011, anunciou uma série de manifestações contra o desemprego e a crise para a primavera. Grupos de esquerda planejam protestos contra restrições ao aborto impostas pelo governo conservador espanhol.

Outra questão importante na Espanha envolve os movimentos nacionalistas pela independência da Catalunha e do País Basco. Ontem, o líder do movimento Esquerda Republicana, Oriol Junqueras, defendeu a "desobediência civil", se o governo central de Madri bloquear a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha previsto para 9 de novembro de 2014.

Se a Escócia conquistar a independência no referendo de 18 de setembro, a pressão na Espanha e em outros países europeus com movimentos separatistas vai aumentar muito.

Na França, a aprovação do presidente François Hollande caiu a um nível recorde de impopularidade para a 5ª República, fundada pelo general Charles de Gaulle em 1958 para criar uma Presidência forte. Só 13% dos franceses apoiam Hollande. A nomeação de um governo socialista mais à direita gerou um conflito interno no PS.

Os pilotos da companhia aérea Air France convocaram uma greve para o fim de setembro. Com a economia estagnada e o desemprego em alta, a França pode esperar uma onda de greves e protestos até o fim do ano.

Este descontentamento no Sul da Europa aumenta a tensão com a Alemanha, que resiste a pressões dos países meditarrâneos para desvalorizar o euro, estimular o investimento público e privado, e flexibilizar as metas de estabilidade fiscal da Eurozona - nada que a Alemanha pareça disposta a fazer.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Economia do Japão recuou ainda mais

Sob o impacto do aumento do imposto sobre consumo, a economia do Japão recuou 1,8% no segundo trimestre de 2014 e não 1,7% como anunciado na estimativa inicial, revelou hoje o governo japonês. Foi o mais forte recuo trimestral desde que o país foi submetido a um choque triplo em março de 2011: terremoto, tsunames e acidente nuclear.

A projeção anual desta queda daria uma recessão de 7,1%. Os investimentos das empresas e o consumo doméstico baixaram 5,1%.

Além de um aumento de 5% para 10% no imposto sobre vendas no varejo que entrou em vigor em 1º de abril, o mau tempo desencorajou os consumidores a saírem de casa. Esse aumento de impostos para equilibrar as contas públicas neutralizou as medidas de estímulo adotadas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para estimular a terceira maior economia, que enfrenta há duas décadas um misto de deflação e estagnação.

Krugman adverte para risco da independência escocesa

Se a Escócia se tornar um país independente sem moeda própria depois do referendo de 18 de setembro de 2014, será a receita para o desastre, adverte o economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, lembrando a crise recente dos países da periferia da Zona do Euro.

A libra sofreu uma forte queda hoje, depois da primeira pesquisa dando vantagem aos nacionalistas escoceses por 51% a 49%, publicada ontem. Seria o fim de 307 anos de união entre Inglaterra, País de Gales e Escócia.

Em sua coluna no jornal The New York Times, Krugman alerta: "Você pode pensar que a Escócia pode virar um novo Canadá, mas é muito mais provável que se transforme numa Espanha sem o sol."

Krugman faz a comparação porque são dois países mais à esquerda, com vizinhos com economias muito maiores com os quais ambos têm fortes relações. A maior diferença é que o Canadá tem sua própria moeda, pode imprimir dinheiro, salvar bancos. "Uma Escócia independente não poderia. E isso faz uma grande diferença."

O movimento nacionalista escocês quer manter a libra esterlina como moeda, mas os três principais partidos britânicos recusam a união monetária. Aí entra o paralelo com a Eurozona.

Caso os países que abriram mão de suas moedas para aderir ao euro fizessem parte de um sistema federativo, a união arcaria com parte das perdas. O economista lembra que tanto a Espanha quanto a Flórida experimentaram grande valorização de seus imóveis de 2000-7, seguida da uma explosão espetacular da bolha especulativa. As arrecadações de impostos diminuíram e os gastos sociais aumentaram para enfrentar a crise.

Na Flórida, parte do choque foi absorvida pelo governo federal dos EUA, que manteve os pagamentos da Previdência Social, assistência médica e seguro-desemprego. Muitos contratos imobiliários não foram honrados, levando bancos à falência, mas a maioria dos prejuízos ficou com agências federais, e os depósitos a vista foram garantidas por um seguro federal.

"Na prática", acrescenta Krugman, "a Flórida recebeu ajuda em larga escala num momento de dificuldades."

Por outro lado, como a Alemanha não quis bancar os prejuízos dos países da periferia da Eurozona, a Espanha teve de arcar sozinha com os custos do estouro da bolha imobiliária. O resultado foi um desequilíbrio nas contas públicas agravado pela ameaça de uma crise bancária.

Em consequência, os juros pagos para refinanciar a dívida pública espanhola dispararam e o governo foi obrigado a adotar "medidas brutais" de austeridade econômica que elevaram o desemprego entre os jovens acima de 50%. A Espanha recém ensaia uma recuperação, mas o desemprego voltou a subir.

Uma Escócia independente não terá voz dentro do Banco da Inglaterra, como a Espanha tem no Banco Central Europeu (BCE), concluiu Krugman: "Se os eleitores escoceses foram convencidos de que é seguro tornar-se um país independente sem uma moeda própria, foram enganados."

Supremo Líder do Irã é operado de câncer na próstata

O Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ali Khamenei, quem manda de fato no país, foi submetido "com sucesso" a uma cirurgia da próstata, anunciou hoje a Agência de Notícias República Islâmica (IRNA, do inglês).

"Não há com que se preocupar", declarou Khamenei antes de se internar. "Não quero dizer que orações não sejam bem-vindas, mas é uma cirurgia normal."

Khamenei, de 75 anos, está no poder há 25 anos, desde que sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da revolução islâmica, falecido em 1989. Seu câncer deflagra um debate censurado sobre a sucessão e alimenta a luta interna pelo poder na ditadura teocrática do Irã.

Apesar da divergência histórica com os Estados Unidos, descrito pelos aiatolá iranianos como o "Grande Satã", Khamenei autorizou dias atrás a coordenação de forças iranianas e americanas no combate à milícia extremista muçulmana sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Irã é ameaça maior do que Estado Islâmico, diz Kissinger

Aos 90 anos, o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger ainda é um dos principais articuladores do pensamento realista ou conservador nas relações internacionais. Em seu novo livro, Ordem Mundial, ele manifesta pessimismo diante da decadência do Ocidente e alerta que o Irã é uma ameaça maior do que o Estado Islâmico.

Em entrevista à Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos para divulgar o livro, Kissinger observa que os países sempre tentam criar sistemas para pôr ordem no mundo, mas eles costumam durar pouco. Mais uma vez, em face ao declínio dos EUA e da Europa, o ex-secretário teme um retrocesso com o fortalecimento relativo de grandes potências antidemocráticas como a China e a Rússia.

Kissinger considera o conflito com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante mais administrável. Como o grupo é muito radical, não irá muito longe, vai acumular inimigos e precisaria de uma base territorial sólida para se firmar como Estado.

O desafio do Irã é muito maior, na análise do estrategista: "Surgiu uma espécie de arco xiita que vai de Teerã a Beirute passando por Bagdá. Isto dá ao Irã a oportunidade de restaurar o Império Persa - desta vez sob o rótulo do xiismo - na reconstrução do Oriente Médio que inevitavelmente terá de acontecer quando as novas fronteiras forem traçadas, porque as fronteiras do acordo de 1919-20 estão entrando em colapso."

Este arco xiita é uma plataforma estratégica para o Irã projetar sua força internacionalmente. "O EIIL é um bando de aventureiros com uma ideologia muito agressiva. Eles precisam conquistar mais e mais territórios antes de se tornarem permanente e estrategicamente relevantes.

Como o grupo terrorista degolou dois jornalistas americanos diante de câmeras, Kissinger defende o uso da força contra o EIIL atacando-o pelo ar sem colocar soldados americanos em combate em terra. "Mas devemos ter objetivos estratégicos e frustrar qualquer meta que eles queiram atingir, o que podemos fazer com nossa superioridade aérea. Se conseguirmos alistar outros países, ou grupos locais para dar combate em terra, poderemos destruí-los."

domingo, 7 de setembro de 2014

Londres oferece mais autonomia à Escócia

Diante de pesquisas que indicam a vitória do sim no referendo sobre a independência da Escócia, marcado para 18 de setembro de 2014, o Reino Unido está disposto a dar mais autonomia em matérias como impostos, gastos governamentais e políticas sociais, declarou hoje o chanceler do Erário (ministro das Finanças), George Osborne, noticiou a agência Bloomberg.

A última pesquisa aponta uma vitória do movimento nacionalista escocês por 51% a 49%, informa o jornal The Guardian, apesar das advertências para os riscos econômicos decorrentes do divórcio. Sem moeda própria, a Escócia passaria por uma transição arriscada, teria de iniciar do zero uma negociação para aderir à União Europeia e perderia as vantagens da integração à economia britânica.

Por outro lado, o eleitorado escocês costuma votar mais à esquerda do que o eleitorado britânico como um todo. Dos 59 representantes da Escócia na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, só um é do Partido Conservador.

Nas últimas semanas, o Partido Nacional Escocês defendeu a independência como uma maneira de evitar que a Escócia seja governada por ingleses conservadores como o primeiro-ministro David Cameron.

"Temos dez dias para salvar a União", alertou hoje o jornalista Will Hutton em artigo no jornal The Observer. Ele defende a federalização do país.

A Inglaterra, a Escócia e o País de Gales formam o Reino Unido desde o Ato de União de 1707.

Arábia Saudita faz cerca na fronteira com Iraque

A Arábia Saudita está erguendo uma cerca ao longo de sua fronteira com o Iraque para manter à distância contrabandistas e ameaças à segurança nacional, declarou o sultão Abdala Abdulaziz al-Saud, citado por agências de notícias internacionais.

O projeto prevê a construção a construção de oito centros de comando e 32 centros de reação rápida onde serão estacionados três esquadrões de reação rápida.

Uma das maiores preocupações da monarquia saudita é a ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que proclamou no fim de junho a fundação de um califado nas terras que tomou na Síria e no Iraque. O EIIL segue a interpretação puritana do islamismo adotada na Arábia Saudita, o wahabismo, só que com uma orientação muito mais radical.

Quando a Arábia Saudita se tornou um país, em 1932, o sultão Abdulaziz al-Saud teve de conter essa tendência mais radical que queria converter os infiéis do resto do mundo com sua "guerra santa". É a corrente que levou a Ossama ben Laden e à rede terrorista Al Caeda. O Estado Islâmico é uma dissidência d'al Caeda.

Depois de anos de rivalidade no Oriente Médio e de travar guerras indiretas em conflitos entre sunitas e xiitas, a Arábia Saudita e o Irã voltaram a dialogar por causa do Estado Islâmico, o mais violento e poderoso grupo jihadista de que se tem notícia, inimigo das potências regionais ao se apresentar como único representante legítimo dos muçulmanos do mundo inteiro.

Sobrevivente conta fuga dramática do EIIL

Desde que se tornou uma força importante nas guerras civis no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico cometeu uma série de massacres, inclusive a matança de cerca de 500 soldados iraquianos de uma só vez, em Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto pela invasão americana de 2003.

Ali Hussein Kadhim, único sobrevivente desse massacre, contou sua história ao jornal The New York Times. Os jihadistas fuzilam suas vítimas ao som de orações. Ele se fingiu de morto para escapar.

Líder do Estado Islâmico pode ter sido morto

O líder supremo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o autoproclamado califa Abu Baker al-Baghdadi, pode ter sido morto pelos bombardeios aéreos dos Estados Unidos contra sua milícia extremista muçulmana, mas o Departamento da Defesa não confirmou nem desmentiu.

O Pentágono disse que não atacou Baghdadi diretamente, mas lançou hoje uma nova onda de ataques para impedir os jihadistas de tomar a barragem de Haditha, uma das mais importantes do Iraque, situada a 240 quilômetros a noroeste de capital. A agência de notícias Bas News informou que ele foi ferido e estaria em tratamento na Síria.

sábado, 6 de setembro de 2014

Al Chababe anuncia novo líder

A milícia extremista somaliana Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, anunciou hoje a indicação de Ahmed Omar como novo líder, informou a televisão pública britânica BBC. Ele substitui Ahmed Abdi Godane, morto por um bombardeio dos Estados Unidos na segunda-feira passada, 1º de setembro de 2014.

Pouco se sabe sobre Ahmed Omar, mas o comandante militar do grupo, Abu Mohamed, disse que a decisão foi unânime. Al Chababe promete vingar a morte de seu líder. O governo provisório da Somália, que controla a capital e pequenas áreas do interior, entrou em alerta contra possíveis retaliações.

Rússia ameaça reagir a novas sanções da UE

A Rússia vai reagir se a União Europeia impuser novas sanções por causa da crise na Ucrânia, ameaçou o Ministério do Exterior russo, informa a televisão pública britânica BBC.

As novas sanções, contra 24 cidadãos russos, entram em vigor na próxima segunda-feira, 8 de setembro de 2014. Podem ser suspensas se a Rússia retirar suas forças do Leste da Ucrânia e respeitar o cessar-fogo acertado ontem entre o governo central de Kiev e os separatistas apoiados pelo Kremlin.

Serra Leoa vai parar para conter epidemia de ebola

O governo de Serra Leoa decidiu paralisar todas as atividades no país durante quatro dias a partir de 18 de setembro de 2014 para tentar conter o alastramento da epidemia da febre hemorrágica ebola que atinge a África Ocidental, anunciou hoje a agência de notícias Reuters.

De 18 a 21 de setembro, os cidadãos e outros residentes em Serra Leoa não poderão sair de casa. Durante este período, agentes de saúde tentarão descobrir novos casos da doença em seu estágio inicial.

Mais de 2 mil pessoas morreram nesta que é a pior epidemia da doença, transmitida pelo vírus ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a situação está fora de controle.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Geração de empregos cai nos EUA

Com um saldo de 142 mil empregos, agosto foi o primeiro mês desde janeiro de 2014 em que a economia dos Estados Unidos criou pelo menos 200 mil postos de trabalho a mais do que fechou, revelou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A expectativa agora era de 230 mil empregos.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 6,2% para 6,1%. Cerca de 3 milhões de americanos deixaram de procurar emprego.

OTAN faz coalizão contra Estado Islâmico

Os Estados Unidos aproveitaram a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para articular uma aliança para combater o Estado Islâmico. A Austrália, o Reino Unido, a França, o Canadá, a Alemanha, a Turquia, a Itália, a Polônia e a Dinamarca concordaram em apoiar grupos que lutam contra o EI no Iraque e na Síria.

"Não é uma política de contenção", esclareceu o secretário de Estado americano, John Kerry. O objetivo é acabar com o EI, descrito como um grupo "ambicioso e genocida, com um califado, quase um Estado e um exército irregular". Permitir sua sobrevivência "seria deixar um câncer que vai voltar para nos aterrorizar".

No momento, a proposta é apoiar as forças de segurança do Iraque e os guerrilheiros curdos, os peshmerga, e rebeldes moderados da Síria. Ao todo, estes grupos devem receber US$ 500 milhões dos EUA já em outubro. Depende apenas da aprovação do Congresso, praticamente certa depois que os jihadistas degolaram dois jornalistas americanos.

Hollande é o presidente mais impopular da 5ª República

Com uma queda de cinco pontos percentuais num mês, o presidente François Hollande tem o apoio de apenas 13% do eleitorado da França. É o mais impopular da 5ª República francesa, iniciada em 1958. O recorde de impopularidade anterior era de Jacques Chirac, que tinha o apoio de apenas 16% dos franceses em julho de 2006.

Nicolas Sarkozy caiu a 20% em maio de 2011 e François Mitterrand nunca teve menos do que 31% de aprovação.

Ebola já matou mais de 2 mil pessoas na África

A mais grave epidemia da febre hemorrágica ebola já matou 2.097 pessoas na África Ocidental, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde. Um terço dos mortos eram funcionários dos serviços de saúde. O total de casos confirmados está em 3.944.

A doença atinge principal a Guiné, a Libéria e Serra Leoa. Também há casos na Nigéria, no Senegal, na Costa do Marfim e na República Democrática do Congo. Os governos destes países lutam contra a falta de recursos e estrutura para enfrentar o problema.

No momento, a expectativa é que a epidemia dure vários meses antes de recuar.

Maduro muda ministério para não mudar políticas

Sob pressão de uma crise econômica com desabastecimento e inflação superior a 60% ao ano, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta semana uma reforma ministerial para "fazer os ajustes necessários" para lançar "cinco revoluções: econômica, do conhecimento, das missões socialistas, da política estatal e do socialismo territorial". Na prática, apontam os críticos, muda para não alterar as linhas básicas da "revolução bolivarista" pregada pelo falecido caudilho Hugo Chávez.

O fato mais notável dessa "mudança cosmética", nas palavras do jornal francês Le Monde, foi a substituição de Rafael Ramírez, vice-presidente para questões econômicas, ministro da Energia e presidente da companhia estatal Petroleos de Venezuela S. A. (PdVSA), onde ele estava há uma década, pelo tecnocrata Eulogio del Pino.

O poderoso Ministério do Petróleo e da Mineração foi entregue a Asdrubal Chávez, sobrinho do presidente morto por um câncer há um ano e meio. Um tecnocrata assumiu a direção da PdVSA.

Para o jornal americano The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, isso indica que Maduro "não rompeu com o núcleo mais radical no seio do partido no poder". Ramírez era considerado "menos dogmático".

Sua substituição não alimenta esperanças de mudança numa administração tão desastrosa e incompetente que a Venezuela, país com maiores reservas mundiais de petróleo, está prestes a se tornar importador, observa o comentarista Andrés Oppenheimer no jornal Miami Herald.

Enquanto a oposição ensaia uma retomada das manifestações de protesto e o governo não divulga índices de inflação desde maio, quando chegou a 60% ao ano, Maduro insiste em levar a revolução chavista até o fim.

O delírio é tanto na Venezuela que foi feita uma versão do Pai Nosso para canonizar Chávez, durante um encontro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV): "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, delegados, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje a tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixeis cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime e do contrabando. Porque nossa é a pátria por séculos e séculos. Amém. Viva Chávez!"

EUA confirmam morte de líder rebelde da Somália

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos confirmou hoje a morte do líder da milícia extremista muçulmana Al Chababe (Os Jovens), principal grupo rebelde da Somália. Ahmed Abdi Godane foi alvo de um bombardeio aéreo americano na última segunda-feira.

A Somália não tem governo desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. A milícia Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, controla cerca de um terço do território somaliano, mas perdeu o domínio da capital para um governo provisório apoiado por uma força de paz da União Africana.

Como o vizinho Quênia foi um dos principais fornecedores de soldados para a missão de paz, o grupo rebelde contra-atacou esse país, inclusive um centro comercial de Nairóbi e praias do litoral do Oceano Índico.

Nos últimos anos, os piratas da Somália extorquiram mais de US$ 400 milhões como pagamento de sresgate por sequestros de navios e suas tripulações.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Setor privado criou mais 204 mil empregos nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 204 mil empregos a mais do que fecharam em agosto de 2014, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. Os analistas esperavam um saldo de 220 mil vagas.

Com a revisão dos dados, em julho, foram gerados 212 mil postos de trabalho, bem menos do que os 281 mil de junho, o melhor resultado desde novembro de 2012. O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho será divulgado amanhã.

O número de novos pedidos de seguro-desemprego, um indicador do número de demissões, aumentou em 4 mil na semana passada, chegando a 302 mil, mas ainda está nos níveis mais baixos desde 2007.

Nos últimos meses, a economia americana teve um saldo de mais de 200 mil novos empregos por mês.

BCE corta juros para evitar deflação

O Banco Central Europeu baixou para praticamente zero, de 0,15% para 0,05% ao ano, a taxa de refinanciamento que cobra para emprestar dinheiro aos bancos. A taxa para deixar o dinheiro depositado no BCE, que já estava negativa, foi rebaixada para -0,20%.

As novas taxas foram anunciadas hoje de manhã pelo presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, apelidado de Super Mario desde que prometeu fazer tudo o que fosse necessário para manter a estabilidade do euro diante da inação dos governos, paralisados pela determinação da Alemanha de impor políticas de austeridade fiscal e não de estímulo ao crescimento.

O objetivo central do BCE é evitar uma deflação, uma queda de preços, o que desestimula a produção e o consumo. A inflação na Zona do Euro, de 18 países, caiu para 0,3% ao ano em agosto de 2014, muito abaixo da meta de 2% ao ano.

Outra agravante foi a crise na Ucrânia. As sanções econômicas à Rússia atingiram a combalida economia da Eurozona.

O desemprego continua elevado e voltou a aumentar com a fraqueza da recuperação. Cerca de 75% dos que perderam o emprego durante a crise ainda não conseguiram trabalho.

Reino Unido pode armar curdos do Iraque

O Reino Unido está considerando a possibilidade de armar os curdos do Norte do Iraque para que eles possam enfrentar a milícia extremista Estado Islâmico, admitiu hoje o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

A Força Aérea Real (RAF) tem feito missões de vigilância, transporte de ajuda e de suprimentos militares às tropas curdas aliadas ao governo central em Bagdá.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Governo Valls será submetido a voto de confiança dia 16

O novo governo formado pelo primeiro-ministro Manuel Valls terá de receber um voto de confiança da Assembleia Nacional da França em 16 de setembro de 2014, logo depois de um discurso em que ele apresentará suas propostas, noticiou hoje a revista Le Point.

A votação será um teste para os rebeldes do Partido Socialista, que acusam Valls de "social-liberalismo". É improvável tentem derrubar o novo governo. Isso levaria à convocação de eleições antecipadas. Como a popularidade do presidente François Hollande está abaixo de 20%, com certeza, muitos deputados socialistas não se reelegeriam.

Valls, da ala direitista, mais próxima do mercado, do PS francês, foi convocado por Hollande para formar num novo governo depois que três ministros criticaram as políticas de austeridade econômica adotadas para enfrentar a crise.

O ex-ministro da Economia, Arnaud Montebourg, deflagrou a atual crise no govenro francês ao denunciar estas políticas como "absurdas" e uma "submissão à obsessão alemã" de não aceitar medidas de estímulo adotadas nos Estados Unidos e no Reino Unido, como imprimir dinheiro para aumentar a quantidade de moeda em circulação. A Alemanha, traumatizada pela inflação de 30.000% ao ano de 1923, rejeitou propostas para reinflar a economia da Zona do Euro.

França suspende entrega de porta-helicópteros à Rússia

Sob pressão dos Estados Unidos e de seus aliados na União Europeia, o presidente François Hollande anunciou há pouco que a França suspendeu a entrega de um navio porta-helicópteros encomendado pela Rússia, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Diante da intervenção militar russa na Ucrânia, Hollande tinha prometido entregar o primeiro porta-helicópteros e observar o comportamento da Rússia para decidir se entregaria o segundo. O aumento da presença militar da Rússia na Ucrânia nos últimos dias levou ao cancelamento da primeira entrega.

Putin impõe condições para cessar fogo na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou hoje os termos de uma trégua proposta pela Ucrânia, mas declarou que pode aceitar um cessar-fogo a partir de sexta-feira, se o governo ucraniano aceitar certas condições como a retirada de suas forças de centros populacionais e a abertura de um corredor para o trânsito de refugiados e de ajuda humanitária, informou a agência de notícias russa Interfax.

Horas antes, a Ucrânia havia anunciado um cessar-fogo permanente que disse ter sido negociado pelos presidentes Putin e Petro Porochenko, mas voltou atrás diante da negativa russa e retirou a declaração de trégua.

Como a Rússia afirma não ter nada a ver com o conflito, não ter controle sobre os separatistas ucranianos, o Kremlin alega que não poderia negociar um cessar-fogo.

Mais de 2,5 mil pessoas foram mortas desde o início da rebelião das populações étnica e linguisticamente russas do Leste da Ucrânia a partir de abril, depois da anexação da península da Crimeia pela Rússia numa manobra ilegal à luz do direito internacional.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

EUA atacam líder de milícia jihadista na Somália

Os Estados Unidos atacaram com aviões não tripulados um comboio que levaria o líder da milícia extremista muçulmana somaliana Al Chababe (Os Jovens), ligada à rede terrorista Al Caeda, Ahmed Abdi Godane, mas ainda não sabem se conseguiram atingir o objetivo.

Godane está na lista dos procurados pelo Departamento de Estado.  Há um prêmio de US$ 7 milhões por sua morte ou captura. O Pentágono afirma que está avaliando os resultados da operação.

Al Chababe luta para impor um Estado islâmico à Somália, que vive em estado de anarquia, sem governo central, desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria, quando o país perdeu sua importância estratégica. Seus milicianos controlam um terço do território somaliano, mas há dois anos perderam o controle da capital, Mogadíscio.

Líder da Renamo deixa refúgio nas montanhas

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição de Moçambique, Afonso Dhlakama, deve deixar na quinta-feira seu refúgio na Serra da Gorongosa e ir a Maputo para se encontrar com o presidente Armando Guebuza, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido que governa o país desde a independência, em 1975.

Durante o lançamento da campanha do partido para as eleições gerais de outubro, na cidade de Nampula, no Norte do país, Ivone Soares, sobrinha de Dhlakama e líder da Liga Jovem da Renamo, declarou ter encontrado o tio em Gorongosa, onde ele vive desde agosto de 2013. Ela confirmou o encontro dos dois líderes na próxima sexta-feira na capital moçambicana.

Ivone Soares foi até o refúgio de Dhlakama em companhia de três italianos, o vice-ministro para o Desenvolvimento, Carlo Calenda, o embaixador Roberto Vellano e o líder da comunidade religiosa de Santo Egídio, Matteo Zuppi, um dos mediadores do acordo de paz assinado entre a Frelimo e a Renamo em 4 de outubro de 1992, em Roma.

Será a primeira vez que Dhlakama irá à capital desde 2009. Ele não é visto em público desde maio. Depois de dois anos de uma guerra de guerrilhas de baixa intensidade, os dois grupos assinaram há pouco novo acordo para cessação das hostilidades e a realização das eleições.

Frente al-Nusra quer sair de lista de grupos terroristas

A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, confirmou a captura de 45 soldados das Ilhas Fíji que participam da missão de paz das Nações Unidas nas Colinas do Golã, atribuindo-a à falta de apoio às populações locais durante o conflito.

Para soltar os reféns, o grupo quer ser excluído da lista de entidades terroristas, a distribuição de ajuda humanitária em Damasco e compensação pela morte de três militantes em confronto com tropas da ONU.

Na segunda-feira, houve novos combates entre o Exército da Síria e a Frente al-Nusra, que tomou na semana passada o posto de fronteira de Cuneitra. Não está claro se o governo conseguiu reconquistar Cuneitra.

Jihadistas degolam mais um jornalista americano

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico acaba de divulgar um novo vídeo mostrando a segunda decapitação de um jornalista americano, deste vez Steven Sotloff, que era judeu, em protesto contra a intervenção militar da Força Aérea dos Estados Unidos no Norte do Iraque.

Sotloff trabalhava como autônomo para as revistas Time e Foreign Policy. Tinha sido visto pela última vez na Síria, em agosto de 2013, até ressurgir no vídeo de sua execução sumária. A mesma voz com sotaque britânico declarou: "Estamos de volta, Obama!... enquanto seus mísseis atingirem nosso povo, nossas facas vão continuar cortando gargantas", justificando a atrocidade como uma reação aos bombardeios aéreos de que é alvo no Norte do Iraque.

Em 20 de agosto de 2014, a milícia tinha anunciado a execução sumária do jornalista James Foley.

O grupo, que anteriormente se autointitulava Estado Islâmico do Iraque e do Levante, proclamou um califado nas regiões sobre seu controle no Iraque e na Síria, de cerca de um terço dos territórios destes países. Está perseguindo minorias e cometendo uma série de atrocidades contra quem não adere à sua versão do islamismo.

Estado Islâmico sofre novas derrotas no Iraque

Depois de romper no domingo o cerco da milícia extremista Estado Islâmico à cidade turcomano xiita de Amerli, o Exército do Iraque, reforçado por guerrilheiros curdos e milícias xiitas, com cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos, conseguiu reassumir o controle da cidade de Suleiman Bek, a 175 quilômetros ao norte de Bagdá, e da vila próxima de Yankaja.

Pelo menos 1.420 pessoas foram mortas no mês passado no Iraque, estimam as Nações Unidas. Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos decidiu enviar uma missão para investigar as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, que persegue minorias religiosas, massacrou centenas de soldados sírios depois de tomar uma base aérea no país, faz conversões à força, escraviza, tortura e mata.

Um relatório divulgado hoje pela organização não governamental Anistia Internacional denuncia "uma campanha sistemática de limpeza étnica" para "eliminar todos os traços de populações não árabes e de muçulmanos não sunitas" do Norte do Iraque.

A Anistia afirma ter provas de "assassinatos em massa" em agosto na região de Sinjar, onde o povo yazidi, uma minoria curda não muçulmana, foi alvo de ataque dos jihadistas em agosto. Acusa o Estado Islâmico de sequestrar "centenas, talvez milhares" de mulheres e crianças.

Mesmo assim, o Brasil condenou a intervenção militar dos EUA, afirmando que a solução correta seria fortalecer o novo governo do Iraque, como se isso bastasse para conter as atrocidades cometidas pelos jihadistas. Mais uma vez, o Brasil se omite criminosamente.

Manifestantes invadem TV estatal no Paquistão

Manifestantes que exigem a renúncia do primeiro-ministro Nawaz Sharif por suposta fraude eleitoral invadiram ontem a sede da televisão estatal do Paquistão, tirando o canal do ar por alguns minutos. Um grupo que tentava chegar à residência do chefe de governo entrou em choque com a polícia.

Os protestos são liderados pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, que teria o apoio das Forças Armadas, sempre interessadas em manter sua preeminência política no país, que enfrenta uma grave crise econômica e uma guerra civil contra extremistas muçulmanos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Alemanha confirma contração no segundo trimestre

Depois de uma alta de 0,7% no primeiro trimestre, a economia da Alemanha, a maior da Europa e quarta do mundo, recuou 0,2% no segundo trimestre, confirmou hoje o Destatis, órgão oficial da estatísticas do país, em sua segunda estimativa. Na comparação com o mesmo período no ano passado, a economia alemã cresceu 1,2%.

A formação de capital bruto caiu 0,2% no segundo trimestre, e o investimento na construção 4,2%.

A Alemanha resiste às pressões da França e da Itália para que a Zona do Euro adote medidas de estímulo econômico, no momento em que a inflação baixou para 0,3% ao ano, indicando risco de deflação, uma queda de preços que desestimula a produção e o consumo.

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, impuseram políticas de austeridade econômica para enfrentar a crise dos países da periferia da Eurozona. Recentemente, pressionaram o presidente do Banco Central Europeu, o italiano Mario Draghi, que defendeu em encontro de dirigentes de bancos centrais realizado na semana passada nos Estados Unidos a adoção de políticas de estímulo ao crescimento para evitar o agravamento da crise na Europa.

Desde a hiperinflação de 1923, uma das causas da ascensão do nazismo, a Alemanha tem uma obsessão anti-inflacionária que fez o país rejeitar qualquer proposta de sair da crise gastando mais, em vez de cortar gastos, e imprimindo mais dinheiro.

Reino Unido vai cassar passaportes de jihadistas

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou há pouco mais de uma hora novas medidas para combater a ameaça terrorista causada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a participação de jovens cidadãos britânicos no grupo.

Uma das medidas anunciadas é a cassação dos passaportes de quem lutar no exterior ao lado de grupos extremistas muçulmanos.

O sinal de alerta foi disparado pela voz de sotaque britânico que narra o vídeo sobre a degola do jornalista americano James Foley pelos terroristas. Cameron suspendeu as férias e voltou a Londres para tomar providência.

A maior ameaça é que jovens jihadistas treinados e enrijecidos nas guerras do Oriente Médio organizem atentados na volta para casa.