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sábado, 25 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Abril

PRIMEIRA GUILHOTINA

    Em 1792, durante a Revolução Francesa (1789-99), a primeira guilhotina é instalada na Praça de Greve, em Paris, para executar um ladrão.

É uma máquina de matar, supostamente com menos sofrimento. Tem duas hastes de madeira por onde cai uma lâmina metálica pesada que corta o pescoço da vítima. Antes da Revolução Francesa, é usada na Inglaterra, na Escócia e em outros países europeus para executar nobres condenados.

A degola por espada ou facão muitas vezes exigia vários golpes, aumentando o martírio da vítima. A revolução visava a criar um mundo moderno com base na ciência. Em 1789, o médico e deputado da Assembleia Nacional Joseph-Ignace Guilhotin defende um projeto de lei para que todas as execuções sejam feitas por máquina para torná-las mais humanas, com menos sofrimento.

Depois de algumas experiências com cadáveres, a guilhotina é usada pela primeira vez em 25 de abril de 1792. Em 1793, o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, e os líderes do Período do Terror, Georges-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre, são guilhotinados. Ao todo, cerca de 16 mil pessoas morrem na guilhotina durante a revolução.

A maneira científica de matar evolui para as armas químicas, usadas na Primeira Guerra Mundial (1914-18), e nucleares na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Na França, a guilhotina é usada pela última vez em 1977. Em setembro de 1981, o país abole a pena de morte e aposenta definitivamente a guilhotina.

TELÉGRAFO SEM FIO

    Em 1874, nasce em Bolonha, na Itália, o físico Guglielmo Marconi, inventor do telegrafo sem fio em 1896 e depois do rádio, que ganha o Prêmio Nobel de Física de 1909.

Filho de pai italiano e mãe irlandesa, Marconi estuda física e concentra suas pesquisas nas ondas eletromagnéticas a partir dos ensinamentos de James Clerk Maxwell e Heinrich Hertz, e consegue fazer transmissão de sinal sem fios a curta distância.

Quando descobre que usando uma antena de metal com um prato ou cilindro na ponta conectada a outra igual a uma distância de 2,4 km, se convence do potencial do novo sistema de comunicação. 

Em 1896, Marconi registra uma patente em Londres. Três anos depois, consegue transmitir sinais do Código Morse através do Canal da Mancha. É o telégrafo sem fio. Em setembro de 1918, ele faz a primeira transmissão de rádio da Inglaterra para a Austrália.

O sociólogo canadense Marshall McLuhan, o papa da comunicação, o pensador que mais previu a revolução tecnológica atual, chama o mundo eletroeletrônico criado pelas telecomunicações de Galáxia de Marconi, em contraste com a Galáxia de Gutenberg, o mundo criado pela tecnologia da imprensa.

TURANDOT POR TOSCANINI

    Em 1926, a ópera Turandot, do compositor italiano Giacomo Puccini, incompleta, é apresentada postumamente no Teatro La Scala, em Milão, sob a direção do maestro Arturo Toscanini.

Puccini nasce em 22 de dezembro de 1858 em Luca, na Toscana, onde por dois séculos sua família dá o diretor musical da Catedral de São Martinho. Fica órgão da pai aos 5 anos. O governo municipal ajuda sua família.

Ao assistir a uma apresentação da ópera Aída, de Giuseppe Verdi, em 1876, em Pisa, Puccini decide que sua principal vocação é a ópera. Em 1880, ele vai estudar no Conservatório de Milão.

Sua primeira ópera, La Villi, é rejeitada num concurso, mas seus amigos bancam a estreia no Teatro Verme, em Milão, em 31 de maio de 1884. É um sucesso. O produtor musical Giulio Ricordi, que se torna um grande amigo, compra os direitos e encomenda uma segunda ópera. Edgar é apresentada no Scala, em Milão, em 1889 e fracassa.

Ricordi o manda para Bayreuth, na Alemanha, estudar a obra do compositor alemão Richard Wagner. Na volta à Itália, Puccini compõe suas maiores óperas: La Bohème (1896), Tosca (1900), Madame Butterfly (1904) e Turandot, que não termina.

LIBERTAÇÃO DA ITÁLIA

    Em 1945, o Comitê de Libertação da Alta Itália proclama a insurreição em Milão e Turim, que ainda estão sob ocupação nazifascista. É o feriado em homenagem à resistência nacional contra duas décadas de ditadura fascista de Benito Mussolini.

O Duce chega ao poder com a Marcha sobre Roma em outubro de 1922, faz uma aliança com a Alemanha Nazista de Adolf Hitler, chega a ser modelo para Hitler, e leva a Itália à Segunda Guerra Mundial.

Quando os aliados invadem a Itália, em 1943, Mussolini cai e é preso, mas os nazistas o resgatam e o instalam no poder na República Social Italiana numa área do Norte do país sob seu controle. Mussolini é executado pela resistência e pendura de cabeça para baixo em Milão em 28 de abril de 1945.

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

    Em 1974, o Movimento das Forças Armadas, formado por oficiais que lutaram nas guerras coloniais na África, deflagra a Revolução dos Cravos ou Revolução de Abril, depõe a ditadura do Estado Novo, instaurada por António Oliveira Salazar em 1933, e inicia o processo de democratização em Portugal. Uma nova Constituição, de orientação socialista, entra em vigor em 25 de abril de 1976.


Com a adesão em massa da população, o regime praticamente não resiste. Há quatro mortes e 45 saem feridos pelos tiros da Diretoria Geral de Segurança (DGS), a polícia política da ditadura.

O governo é entregue à Junta de Salvação Nacional. Em 15 de maio de 1974, o general Antônio de Spínola assume a Presidência da República. É o autor do livro Portugal e o Futuro, sobre a obsolescência das guerras coloniais na África, um debate que esteve no centro da revolução portuguesa.

É um período de grande agitação civil, política e militar conhecido como Processo Revolucionário em Curso (PREC), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos armados. Vai até 25 de novembro de 1975.

Quando a situação se acalma, uma Assembleia Constituinte aprova uma nova Constituição, que entra em vigor em 25 de abril de 1976, data das primeiras eleições parlamentares da nova república.

TELESCÓPIO ESPACIAL

    Em 1990, o Telescópio Espacial Hubble, um sofiscado observatório ótico fabricado nos Estados Unidos sob a orientação da NASA (Aministração Nacional de Aeronáutica e Espaço), entra em operação, acionado pela tripulação do ônibus espacial Discovery, numa órbita a 600 quilômetros de distância da Terra.

A atmosfera da Terra gera uma névoa que ofusca a observação do Universo. Por estar em órbita, o telescópio espacial dá uma visão mais clara, mais brilhante e mais detalhada. Pode captar a luz visível, os raios ultravioleta e infravermelhos.


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segunda-feira, 2 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Março

 VASCO DA GAMA EM MOÇAMBIQUE

    Em 1498, o navegador português Vasco da Gama chega à ilha de Moçambique, na costa oriental da África, na primeira viagem marítima de europeus à Índia.

Ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, a frota de Vasco da Gama entra em mares nunca antes navegados por europeus. Os portugueses avançam lentamente ao longo da costa da Zululândia. O objetivo é encontrar cidades ou povoações onde possam se reabastecer de água e saber qual a distância para a Índia, talvez até conseguir um piloto que os guiasse até o destino.

Depois de uma tempestade, a frota explora a costa do que hoje é Moçambique até chegar à ilha do mesmo nome. Logo, percebem que é um lugar diferente dos que vêm encontrando, com uma cultura muçulmana, um povo que entende árabe, veste roupas coloridas de linho e algodão, usa touca e é formado por mercadores.

Há desconfiança mútua. O sultão local promete ajudar, mas dá informações erradas e não fornece um piloto. A frota tem problemas também em Mombaça, hoje parte do Quênia. Só em Melinde consegue um piloto que os guia até a Índia.

Depois de 20 mil quilômetros de viagem, os portugueses chegam em Calicute em 20 de maio de 1498.

INDEPENDÊNCIA DO MARROCOS

    Em 1956, o Marrocos, um país que ao longo da história é colonizado por Portugal, Espanha e França, declara independência da França. O rei Muhammad V forma o governo do novo país.

A expansão árabe no fim do século 7 toma o Norte da África, a região do Magrebe. Em 1415, Portugal conquista Ceuta, marco inicial do Império Português. Nos próximos séculos, o país vive sob dominação europeia.

Com a Revolução Industrial na Europa, a colonização da África se aprofunda. Em 1830, a França mostra interesse no Marrocos para proteger sua fronteira na Argélia. O Tratado de Fez, de 1912, transforma o Marrocos num protetorado francês. A Espanha mantém seu protetorado.

Pela proximidade com a Europa, o Marrocos se envolve na Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Guerra civil Espanhola (1936-39) e na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Depois da Segunda Guerra Mundial, com base na Carta do Atlântico, assinada em 1941 pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, o povo marroquino pede a volta do rei Mohammad V.

Como enfrenta a Guerra da Independência da Argélia (1954-62), a França decide ceder. Em 1955, aceita a independência do Marrocos.

RECORDE DE PONTOS NO BASQUETE

    Em 1962, Wilt Chamberlain estabelece um recorde de 200 pontos num jogo de basquete, não superado até hoje.

O Philadelphia Warriors, de Chamberlain, hoje Golden State Warriors, vence o New York Knicks por 169-147. Ele é o primeiro jogador a marcar mais de 4 mil pontos numa temporada e também detém até hoje o recorde de rebotes na carreira.

CHINA x URSS

    Em 1969, de manhã, cerca de 30 soldados da República Popular da China andam sobre as águas congeladas do Rio Ussúri e enfrentam 70 guardas de fronteira da União Soviética perto de uma ilha reivindicada pelos chineses. A escaramuça termina com dezenas de mortos e feridos, confirmando o cisma entre as duas grandes potências comunistas, que continuaria até o fim da Guerra Fria.

Pelo Tratado de Beijim de 1860, a fronteira ficava na margem chinesa do rio, e não no meio. A disputa da ilha de Zhenbao ou Damansky, próxima da margem chinesa, deflagra o conflito fronteiriço sino-soviético, seis meses de uma guerra não declarada. 

Pelos dados oficiais dos regimes, 58 soldados da URSS e 72 da China morreram. Os soviéticos afirmam que mataram cerca de 800 chineses.

Os Estados Unidos aproveitam o conflito sino-soviético para se reaproximar da China e fazer a détente com a URSS, com viagens do assessor de Segurança Nacional, Henry Kissinger, e do presidente Richard Nixon a Beijim e Moscou. A China vira uma virtual aliada não sócia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no fim da Guerra Fria.

A demarcação da fronteira só é realizada depois do fim de URSS, em 1991, como resultado de vários acordos. O último, assinado em 14 de outubro de 2003, dá centenas de ilhas nos rios fronteiriços à China, inclusive Zhenbao.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Socialista vence extrema direita em Portugal

O candidato socialista moderado António José Seguro obteve uma grande vitória no segundo turno da eleição presidencial em Portugal no domngo, com 30 pontos de vantagem sobre o candidato da extrema direita André Ventura graças ao apoio de uma aliança antifascista. Vai cumprir um mandato de 5 anos a partir de 9 de março.

Com quase 100% das urnas apuradas, Seguro, do Partido Socialista (PS), tem 66,6% dos votos válidos contra 33,4% para Ventura, do Chega. É a maior vitória numa eleição presidencial no país. No ano passado, o ultradireitista Chega fez a segunda maior bancada no parlamento.

"Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia", declarou o presidente eleito no discurso da vitória. "A resposta que o povo português deu hoje, o seu compromisso com a liberdade, a democracia e o futuro do nosso país deixa-me naturalmente comovido e orgulhoso da nossa nação."

Seguro nasceu em Panamacor, uma vila da região de Castelo Branco, no Interior de Portugal, em 11 de março de 1962. Depois de anos de militância, ele fez licenciatura em relações internacionais na Universidade Autônoma de Lisboa e depois mestrado em ciência política. 

Foi presidente do Fórum da Juventude da União Europeia (1985-89), líder da Juventude Socialista (1990-94), presidente do Conselho Nacional da Juventude e vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas..

Como deputado (1991-95), é um dos articuladores do governo do primeiro-ministro António Guterres ma Assembleia da República. Como deputado do Parlamento Europeu (1999-2001), é vice-presidente do Grupo Parlamentar Socialista, o segundo maior.

Em 2002, volta à Assembleia da República, onde lidera a bancada socialista (2004-5). Depois da derrota do PS nas eleições de 2011, Seguro foi eleito secretário-geral, líder do partido. Nas eleições regionais de 2013, o PS obtém uma de suas maiores vitórias. No ano seguinte, vence a aliança de centro-direita nas eleições para o Parlamento Europeu. Mas a liderança de seguro é desafiada e António Costa vence a disputa em 2014.

Seguro renuncia à liderança do partido, ao cargo de conselheiro do Estado e de deputado na Assembleia da República.

Desde 2023, criticava o governo do então primeiro-ministro socialista António Costa. Em 2024, cogita uma candidatura à Presidência e passa a fazer um comentário chamado Liberdade na CNN em Portugal. Em 3 de junho do ano passado, anunciou a candidatura. Foi o mais votado no primeiro turno, com 31,1% dos votos.

Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado, um cargo mais decorativo. Cabe a ele, por exemplo, sancionar as leis aprovadas pela Assembleia da República, apelar ao Tribunal Constitucional para declarar uma lei inconstitucional e dissolver o parlamento numa crise política grave. Mas quem governa de fato é o primeiro-ministro. Desde junho de 2025, é o conservador Luís Montenegro, líder do Partido Social-Democrático (PSD).

O cordão sanitário funcionou. Mais uma vez, os partidos republicanos e democráticos se uniram para barrar a ascensão da extrema direita, a exemplo do que era a regra na Europa. 

Esta regra foi contestada há um ano pelo vice-presidente dos Estados Unidos, James Vance, Na Conferência sobre Segurança de Munique, ele acusou os europeus de excluir parte do eleitorado do proesso político ao se negar a fazer alianças com a extrema direita. É uma tentativa de não naturalizar o extremismo político.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Janeiro

 DESCOBRIMENTO DO BRASIL

    Em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, comandante da Niña, uma das três naves da frota de Cristóvão Colombo na Descoberta da América pelos europeus, em 1492, é provavelmente o primeiro navegante europeu a estar ao Brasil.

A frota de Yáñez Pinzón chega ao Cabo de Santo Agostinho, hoje parte do estado de Pernambuco, no Nordeste, e segue ao longo da atual costa brasileira até a Foz do Rio Amazonas.

Em 22 de abril daquele ano, Pedro Álvares Cabral chega a Porto Seguro e reivindica o território para a coroa portuguesa com base no Tratado de Tordesilhas (1494).

COLÔNIA PENAL

    Em 1788, o capitão Arthur Phillip chega com 11 navios de condenados para fundar a colônia penal de Nova Gales do Sul, dando início à colonização britânica da Austrália.

A data, comemorada como Dia da Austrália, é polêmica porque marca o início da invasão europeia e da opressão dos aborígenes, que chamam Dia da Invasão e só tiveram seus direitos reconhecidos a partir dos anos 1960.

A frota chega a Baía Botany em 18 de janeiro, mas considera as condições inadequadas e vai para Porto Jackson, na região onde fica hoje o porto de Sídnei, a maior e mais rica cidade australiana.

O país tem duas colônias penais, em Nova Gales do Sul e na Tasmânia, chamada na época de Terra de Van Diemen. Mais tarde, o Império Britânico cria uma terceira no Rio Cisne, no Oeste da Austrália.

Essa combinação de colonização e punição, com invasão, exílio em massa, trabalhos forçados, exploração e genocídio dos nativos, é uma das tragédias promovidas pelo Império Britânico sob o pretexto de levar a "civilização" a povos tecnologicamente mais atrasados.

É um passado trágico e até pouco tempo ignorado pela história oficial, que dava como marco da colonização da Austrália a corrida do ouro, descoberto em Nova Gales do Sul em 12 de fevereiro de 1851.

EUA ENTRAM NA GUERRA NA EUROPA

    Em 1942, a primeira força expedicionária dos Estados Unidos chega à Irlanda do Norte para entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Quando a guerra começa, os EUA ficam neutros, mas logo compreendem a ameaça representada pelo nazifascismo e começam a apoiar os aliados com suprimentos. O presidente Franklin Roosevelt prepara o país para entrar na guerra. Em 14 de agosto, Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico, estabelecendo os princípios da ordem internacional liberal do pós-guerra.

O ataque do Império do Japão à 7ª Frota dos EUA, baseada em Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941 leva o país à guerra. Em 11 de dezembro, o ditador nazista Adolf Hitler declara guerra aos EUA. 

Sete semanas depois, em 26 de janeiro de 1942, cerca de 6 mil soldados do 133º Regimento de Infantaria e da 34ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA desembarcam em Belfast, no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. 

REPÚBLICA DA ÍNDIA

    Em 1950, a Índia se torna uma república, consolidando a independência do Império Britânico.

A própria ideia de Índia vem do Império Britânico. A Companhia das Índias Orientais domina a região de Bengala por 100 anos, de 1757 e 1857, quando o país passa para a administração direta do império. Em 15 de agosto de 1947, torna-se independente. 

Com mais de 1,2 mil povos que falam 900 línguas, a Índia é é a maior democracia e tem a maior diversidade cultural do planeta. Quando se torna independente, o território administrado pelo Império Britânico é dividido entre Índia e Paquistão, que viram inimigos. Desde então, travam quatro guerras e desenvolvem armas nucleares.

O Dia da República é a data em que entra em vigor a Constituição da Índia, substituindo a Lei de Governo da Índia, de 1935, no período imperial. Aí o Domínio da Índia, o nome imperial, vira República da Índia.

A Constituição declara que é a Índia uma república soberana, socialista, secular e democrática. Assegura aos seus cidadãos justiça, igualdade e liberdade, e se esforça para promover a fraternidade. 

As principais características da Constituição são o sufrágio universal para todos os adultos, o sistema parlamentar de governo no modelo britânico a nível federal e estadual, e o Poder Judiciário independente.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Dezembro

 INÍCIO DA SECESSÃO

    Em 1860, depois da eleição de Abraham Lincoln para a Presidência dos Estados Unidas, a Carolina do Sul é o primeiro estado do Sul a se separar da União por causa das ideias abolicionistas do novo presidente.

Antes do início da Guerra da Secessão (1861-65), outros cinco estados do Sul com grande produção de algodão com mão de obra escrava, Alabama, Flórida, Geórgia, Louisiana e Mississípi, se afastam da União em janeiro de 1861 e o Texas em 1º de fevereiro. Formam os Estados Confederados da América antes da posse de Lincoln. O Arkansas, a Carolina do Norte, o Tennessee e a Virgínia aderem pouco depois do início da guerra. O Missouri e o Kentucky no fim de 1861.  

A Guerra da Secessão, travada por Lincoln contra os Estados Confederados da América (Sul) para manter a União, começa começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul atacam o Forte Sumter, em Charleston, na Carolina do Sul. Vai até 9 de abril de 1865, quando o comandante militar da Confederação (Sul), general Robert Lee, se rende ao comandante militar da União, general Ulysses Grant, depois da derrota na Batalha de Appomattox. 

Em 1º de janeiro de 1863, no meio da guerra, Lincoln faz a Declaração da Emancipação, um decreto com o objetivo de estimular os escravos a fugir do Sul e aderir às forças do Norte. Mais de 200 mil negros se alistam para lutar pelo Exército e a Marinha da União. São mais de 10% das forças federais.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, abolindo a escravidão, é aprovada em novembro de 1864 pelo Senado e em 31 de janeiro de 1865 na Câmara de Representantes. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865, depois de ser ratificada por três quartos dos estados, como prevê a carta magna dos EUA.

Com cerca de 620 mil mortes, a Guerra da Secessão é a pior guerra da história dos EUA.

ELVIS RECRUTADO 

    Em 1957, quando passa o Natal na recém-comprada mansão de Graceland, em Memphis, no Tennessee, Elvis Presley, o Rei do Rock, é convocado para servir o Exército dos Estados Unidos na Alemanha, onde fica um ano e meio.


Elvis Aaron Presley nasce em Tupelo, no Mississípi, em 8 de janeiro de 1935. Ele trabalha como motorista de caminhão. Aos 19 anos, entra num estúdio para gravar uma música para a mãe e o produtor se encanta com a voz e o talento.

O Rei do Rock começa a carreira na onda do rock and roll dos anos 1950. Seu rebolado é considerado sensual demais para o puritanismo norte-americano. As televisões só o enquadram da cintura para cima.

Mais tarde, John Lennon diz que "Elvis morreu quando serviu o Exército". 

Na volta da Alemanha, vira um ator de Hollywood. Faz filmes e canta músicas românticas. O álcool e drogas de farmácia causam uma morte precoce, em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos.

INVASÃO DO PANAMÁ

    Em 1989, os Estados Unidos intervêm militarmente no Panamá para depor e prender o ditador e ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligência) general Manuel Noriega, sob a acusação de tráfico de drogas.

Noriega se refugia na Nunciatura Apostólica, a embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá. Os soldados cercam a nunciatura com caixas de som poderosas e a bombardeiam com rock pesado a alto volume 24 horas por dia para não deixar ninguém dormir. O general se entrega em 3 de janeiro de 1990.

O general Cara de Abacaxi é sentenciado a 40 anos de prisão em abril de 1992. Cumpre 17 anos e é extraditado para a França, onde é condenado a 7 anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro. Em 2011, a França o extradita para o Panamá, onde ele cumpre pena por crimes cometidos durante a ditadura.

Noriega morre de câncer no cérebro em 29 de maio de 2017.

FIM DO IMPÉRIO PORTUGUÊS

    Em 1999, doze anos depois de um acordo, Portugal devolve Macau à China, assim como o Reino Unido faz com Hong Kong dois anos antes. É o fim do imperialismo europeu na China e do Império Português, que começa com a conquista de Ceuta, no Marrocos, em 1415 e do qual o Brasil é o maior fruto.

A região administrativa especial de Macau fica no canto sudoeste do estuário do Rio das Pérolas, perto da cidade de Cantão (Guangzhou). Hong Kong fica do lado leste do estuário. Macau é formada por uma península que se projeta da Província de Cantão (Guangdong) e as ilhas de Taipa e Coloane. As línguas oficiais são o cantonês e o português, mas a grande maioria fala também inglês.

Os portugueses se estabelecem em Macau em 1557 e vão ocupando gradualmente a região. Macau tem grande desenvolvimento no fim do século 16 e no início do século 17. Entra em decadência quando os ingleses tomam, no fim da Primeira Guerra do Ópio (1839-42), Hong Kong, que se torna o porto mais importante daquela região da China.

Mesmo assim, Macau constrói em 1865 o primeiro farol no Mar do Sul da China, o Farol da Guia. Só em 1887, no Tratado de Cooperação Sino-Português, a China reconhece oficialmente a soberania portuguesa sobre Macau.

FORÇA ESPACIAL

    Em 2019, o presidente Donald Trump sanciona a Autorização de Defesa Nacional que cria a Força Espacial, um dos seis ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado de Exército, Marinha, Força Aérea, Corpo de Fuzileiros Navais e Guarda Costeira. Tem por lema Semper Supra, "sempre acima" em latim.


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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 11 de Novembro

FIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1918, um armistício assinado pela Alemanha e os aliados às 5h entra em vigor às 11h e marca o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os canhões silenciam na undécima hora do undécimo dia do undécimo mês do ano. A guerra, que no início todos acreditam que seja breve, dura quatro anos e acaba com a Era dos Impérios. Saem de cena os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

Cerca de 20 milhões morrem na guerra e 50 milhões na pandemia da Gripe Espanhola, disseminada pela movimentação dos soldados.

A Primeira Guerra Mundial é o conflito que forja o século 20. Em 1917, com a Revolução Russa e a entrada dos Estados Unidos no conflito, entram em cena as duas superpotências que dominariam o mundo na segunda metade do século. 

O Nazismo e o Fascismo são reações à ascensão do comunismo e à humilhação sofrida pela Alemanha na Conferência de Paz de Versalhes.

"A guerra para acabar com todas as guerras", argumento do presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar na guerra na Europa, leva à paz para acabar com todas as pazes na Conferência de Versalhes, que impõe grandes perdas à Alemanha e alimenta o revanchismo nazista.

Quando a França se rende em junho de 1940, o ditador Adolf Hitler faz questão de que a rendição seja assinada no mesmo vagão em que a Alemanha se rende em 1918 para deixar claro que a Segunda Guerra Mundial é uma continuação da Primeira Guerra Mundial.

EUA REDUZEM IDADE PARA SERVIR NAS FORÇAS ARMADAS

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Congresso dos Estados Unidos aprova a redução para 18 anos da idade mínima para servir as Forças Armadas e limita a idade máxima a 37 anos.

O Congresso aprova o serviço militar obrigatório em tempo de paz em setembro de 1940, mais de um ano antes dos EUA entrarem na guerra.

A convocação dos homens de 21 a 36 anos começa um mês depois. São 20 milhões nos EUA. A metade é rejeitada no primeiro ano por problemas de saúde e 20% dos convocados por serem analfabetos.

Com o país em guerra, a idade mínima de convocação diminui. Os negros são discriminados por racismo. São considerados menos capazes e há dúvidas sobre a eficiência de um exército misto racialmente.

Isto muda em 1943, quando é estabelecida uma cota de 10,6% para negros, o percentual de sua participação na sociedade norte-americana. De início, eles ficam nas "unidades de trabalho". Mais tarde, entram em combate.

Quando a guerra termina, em 1945, o total de alistados é de 34 milhões; 10 milhões servem nas Forças Armadas dos EUA. Cerca de 416,8 mil soldados norte-americanos morrem na guerra.

URSS SE NEGA A JOGAR NO CHILE

    Em 1973, a União Soviética anuncia que não vai disputar uma partida contra o Chile pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1974 marcada para 21 de novembro no Estado Nacional de Santiago.

Depois do golpe militar do general Augusto Pinochet, que derruba o presidente socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, o Estádio Nacional é usado como centro de concentração, tortura e execução dos aliados do governo deposto. Victor Jara, o músico popular mais famoso do Chile, é morto lá. 

INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

    Em 1975, com a retirada dos portugueses depois da Revolução dos Cravos, em 1974, a República de Angola declara a independência. O Brasil é o primeiro país a reconhecê-la.

Os portugueses estão presentes no território do que hoje é Angola desde o século 15, quando exploram a costa da África em busca de um caminho marítimo para as Índias. O primeiro europeu a chegar lá é o navegador português Diogo Cão, que cai em desgraça por anunciar que havia descoberto o extremo sul da África, o que não se confirma.

Portugal mantém entrepostos comerciais em portos africanos, inclusive para o tráfico de escravos. A ocupação efetiva do território, ordenada para Conferência de Berlim (1884-85), que faz a Partilha da África entre as potências europeias, só começa nos anos 1920.

Com a descolonização da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Portugal é a potência colonial que mais resiste. A queda da ditadura salazarista na Revolução dos Cravos abre caminho para a independência das colônias portuguesas.

A independência de Angola é proclamada pelo Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), um movimento guerrilheiro de esquerda apoiado pela União Soviética que se converte no partido que domina a política do país até hoje. De 1975 a 2002, o país enfrenta uma guerra civil travada principalmente entre o MPLA e a União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA), que têm o apoio da África do Sul e dos Estados Unidos dentro da Guerra Fria.

MORTE DE YASSER ARAFAT

    Em 2004, morre em Paris Yassar Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de 1994 a 2004 e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de 1969 a 2004 e líder da Fatah (Luta), sua principal facção.

Filho de um casal palestino, Arafat nasce no Cairo, a capital do Egito, em 24 de agosto de 1929. Ele estuda engenharia na Universidade Rei Fuad I, onde abraça o nacionalismo árabe e o antissionismo.

Quando o Estado de Israel é fundado, em 1948, Arafat luta ao lado da Irmandade Muçulmana na Guerra da Independência de Israel (1948-49), que os árabes perdem. Em 1959, ele funda a Fatah, mas é o ditador do Egito Gamal Abdel Nasser que funda a OLP em 1964. Só depois da derrota árabe na Guerra dos Seis Dias (1967), a Terceira Guerra Árabe-Israelense, Arafat assume o controle da OLP, em 1969, e passa a liderar a luta guerrilheira contra Israel.

A tentativa de golpe contra o rei Hussein, da Jordânia, causa o massacre de palestinos conhecido como Setembro Negro (1970). A OLP foge para o Líbano. Isto desequilibra a relação entre cristãos e muçulmanos no país e ajuda a provocar a Guerra Civil Libanesa. A OKP faz incursões através da fronteira com Israel, especialmente a partir de 1978, e. Isso provoca a invasão de Israel ao Líbano, em 1982, para expulsar a OLP, que foge para a Tunísia.

Em 15 de novembro de 1988, Arafat anuncia o reconhecimento do direito de existência de Israel para participar de negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos. Durante a Guerra do Golfo (1991) para expulsar os iraquianos do Kuwait, ele apoia o Iraque de Saddam Hussein, que propõe sair do Kuwait em troca da retirada de Israel dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias sem a menor chance de que isso tenha a menor chance de acontecer.

Por isso, a OLP é marginalizada das negociações sobre a paz no Oriente Médio iniciadas na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991. Como os negociadores palestinos não fazem nada sem consultar a OLP, ela participa das negociações secretas na Noruega que levam aos Acordos de Oslo (1994).

Em 13 de setembro de 1993, Arafat aperta a mão do primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, no jardim da Casa Branca, diante do presidente Bill Clinton, quando é anunciada uma declaração de princípios.

Os Acordos de Oslo criam a ANP, com jurisdição inicial sobre a Faixa de Gaza e Jericó e Arafat como presidente interino, e a promessa de criação de uma pátria para o povo palestino dentro de 10 anos. Arafat divide o Prêmio Nobel da Paz de 1994 com Rabin e o ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres. Em 1996, ele é eleito presidente.

No fim do governo Bill Clinton (1993-2001), o presidente dos EUA tenta negociar um acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, mas as negociações entre Arafat e o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, fracassam. Arafat faz a aposta errada. Imagina que será possível negociar um acordo melhor no governo de George W. Bush (2001-9) porque tradicionalmente o Partido Democrata é mais a favor de Israel.

Com as ações terroristas do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que defende a destruição de Israel, e a volta da direita ao poder em Israel, o processo de paz não avança. A guerra em Gaza, por pior que seja, cria uma oportunidade. Arafat morre em 2004. Sua mulher, Suha Arafat, acusa Israel de envenená-lo com polônio radioativo, mas investigadores franceses e russos não veem indícios de crime. 

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sábado, 1 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

 TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso." Já Jean-Jacques Rousseau, alega que os pobres não escolheram morar em casebres vulneráveis.

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânicos em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças. O presidente Donald Trump está destruindo toda uma ala para construir um salão de baile.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike. A arma reproduz a reação que produz a energia e a luz do sol e das estrelas, com efeitos devastadores, para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.


A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 quilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. a Bomba Czar, de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada. Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016.

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Reconhecimento da Palestina tem valor simbólico

Com o reconhecimento da independência da Palestina por  Austrália, Canadá, França, Portugal e Reino Unido, a situação não muda no campo de batalha. Israel conquistou hegemonia militar no Oriente Médio. Só pode ser parado pelos Estados Unidos e o presidente Donald Trump não mostra a menor intenção de fazer isso. Mas o significado simbólico é importante.

É uma tentativa de salvar a proposta de paz com a criação de dois países, Israel e Palestina, para dividir o território histórico da Palestina, como previa a resolução das Nações Unidas que criou Israel em 1947. O governo de extrema direita de Israel rejeita totalmente esta possibilidade e ameaça anexar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Este é o grande desafio do países que reconhecem a Palestina: transformar declarações em realidade e resgatar a dignidade do povo palestino. Já são 157 dos 193 países-membros da ONU. 

sábado, 21 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Junho

RATIFICADA A CONSTITUIÇÃO DOS EUA

    Em 1788, Novo Hampshire se torna o nono estado a ratificar a Constituição dos Estados Unidos, que assim recebe a aprovação final para entrar em vigor em 4 de março de 1789.

A Convenção Constitucional se reúne em 25 de maio de 1787 sob a presidência de George Washington, comandante do Exército Continental, e redige uma Constituição com um governo federal forte, assinada em 17 de setembro por 38 dos 41 convencionais, que entra em vigor ao ser ratificada por pelo menos 9 dos 13 estados da União, 75% do total.

A partir de dezembro, cinco estados ratificam rapidamente a Constituição dos EUA: Delaware, Pensilvânia, Nova Jérsei, Geórgia e Connecticut. Massachusetts é contra pela falta de proteção a direitos fundamentais como as liberdades de expressão, de imprensa e religiosa.

Diante da promessa de que serão aprovadas emendas para garantir os direitos fundamentais, Massachusetts, Maryland e a Carolina do Sul ratificam a carta magna. Novo Hampshire é o nono estado a aprovar, seguido pela Virgínia e por Nova York.

Em 25 de setembro de 1789, o Congresso criado pela Constituição aprova 12 emendas. Dez seriam ratificadas até 1791 para garantir os direitos fundamentais.

A Carolina do Norte ratifica a carta em novembro de 1789. Rhode Island resiste, por ser contra a adoção de uma moeda única, até ser ameaçado de corte das relações comerciais pelo governo federal. Só ratifica em 29 de maio de 1790. 

A Constituição dos EUA é a mais antiga constituição nacional escrita em vigor no mundo. 

A Constituição de Massachusetts é mais antiga, de 1780. Tem cláusulas democráticas como o direito de qualquer cidadão de propor emendas. Todo ano a Assembleia Legislativa recebe de 5 a 7 mil emendas de iniciativa popular, que são examinadas por uma comissão para ver se são compatíveis com a carta magna antes de tramitar.

IBÉRIA LIVRE

    Em 1813, a França perde a Batalha da Vitória, na Guerra Peninsular, para forças do Reino Unido, da Espanha e de Portugal. Depois de nova derrota, na Batalha dos Pirineus, em 25 de julho, as tropas francesas saem em outubro do território espanhol. É o fim da invasão napoleônica da Península Ibérica, iniciada em 1807, quando a família real portuguesa foge para o Brasil.

A pretexto de reforçar as tropas que ocupam Portugal, o imperador francês Napoleão Bonaparte manda invadir a Espanha em 16 de fevereiro de 1808. É um momento crítico das guerras decorrentes da Revolução Francesa, que assolaram a Europa de 1792 a 1815. 

Em semanas, a invasão francesa toma Pamplona e Barcelona. O rei Felipe IV é obrigado a abdicar ao trono em 19 de março. Quatro dias depois, as tropas francesas sob o comando do general Joachim Murat conquistam Madri.

O Levante de 2 de Maio de 1808 contra as atrocidades cometidas pelo invasor causa uma resposta brutal de Murat, com a morte de cerca de 400 rebeldes e o fuzilamento de 44, registrado em quadros do pintor Francisco de Goya. 

Em 15 de junho, Napoleão proclama seu irmão José Bonaparte como rei da Espanha, deflagrando uma revolta generalizada na Península Ibérica. 

Uma força expedicionária britânica sob o comando do general Arthur Wellesley, o Duque de Wellington, intervém em 1809 e consegue libertar Portugal. 

A guerra na Espanha se arrasta, com a participação de bandos armados irregulares. As guerrilhas lançavam ataques rápidos e surpreendentes aos franceses e se retiravam em seguida. Uma antiga tática de guerra contra ocupações estrangeiras e exércitos mais poderosos ganha o nome de guerrilha durante a Guerra Peninsular.

A derrota da França é selada em 21 de junho de 1813, quando uma força aliada de 80 mil homens, sob o comando de Wellesley, vence o exército de 66 mil soldados de José Bonaparte. Em outubro, a Península Ibérica está liberada. 

Os aliados continuam a ofensiva. Invadem a França e vão até Toulouse. A ofensiva termina quando Napoleão abdica, em 11 de abril de 1814, e vai para o exílio na Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo, de onde foge com 700 homens em 25 de fevereiro de 1815. De volta a Paris, em 20 de março, reassume o trono por um breve período de 110 dias.

Sob o comando do Duque de Wellington, forças do Reino Unido, da Holanda, da Prússia e de principados germânicos derrotam Napoleão definitivamente na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho de 1815. O imperador morre seis anos depois, em 5 de maio de 1821, no exílio na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.

MORRE GENERAL QUE PERDEU PARTE DO MÉXICO

    Em 1876, morre na miséria na Cidade do México o general Antonio López de Santa Anna, que invade o Texas e vence a Batalha de El Álamo, mas depois perde mais de 40% do território do país para os Estados Unidos.

Santa Anna ganha destaque na Guerra da Independência do México (1810-21). Eleito presidente em 1833, proclama-se ditador em 1835 e entra em conflito com o movimento pela independência do estado mexicano do Texas, liderada pela população de origem europeia.

Para esmagar o movimento independentista, Santa Anna invade o Texas em 1836, derrota os rebeldes nas batalhas de El Álamo e Goliad, e ordena pessoalmente a execução de 400 prisioneiros. "Lembrem do Álamo" vira o grito de guerra da Revolução Texana.

Num ataque de surpresa em 21 de abril de 1836, os texanos aniquilam o exército de Santa Anna em São Jacinto. Capturado, sob ameaça de execução, Santa Anna ordena a retirada. O Texas se torna independente e pede anexação aos EUA.

Com a instabilidade política no México, o general Santa Anna toma e perde o poder 11 vezes até ser definitivamente deposto em 1855. É um dos responsáveis pela Guerra Mexicano-Americana (1846-48), em que o México perde mais de 40% de seu território.

Quando os EUA finalmente anexam o Texas, em 1845, o México não aceita. Não reconhece o Tratado de Velasco, assinado pelo general Santa Anna e o estado que era parte do território mexicano. Em 1844, James Polk havia sido eleito presidente dos EUA com a promessa de expandir o país territorialmente e anexar o Texas e o Oregon.

Diante de conflitos na fronteira entre o Texas e o México ao longo do Rio Grande, os EUA enviam tropas à região. Depois que as forças mexicanas atacam os norte-americanos em 25 de abril de 1846, o Congresso dos EUA declara guerra. 

No fim do conflito, pelo Tratado de Guadalupe Hidalgo, o México cede territórios que hoje são os estados da Califórnia, Nevada, Utah, a maior parte do Arizona e partes do Colorado, do Novo México e de Wyoming, no total de 1,37 milhão de quilômetros quadrados, mais de 41% do território mexicano. O México tem hoje 1,958 milhão de km2.

O escritor e naturalista americano Henry David Thoreau cria o conceito de desobediência civil ao se negar a pagar impostos que financiam a guerra contra o México e se recolhe para suas terras junto ao Lago de Walden, em Massachusetts. Uma tia paga os impostos e multas para que ele não seja preso. Suas ideias paficistas e seu conceito de "desobediência civil" influenciaram Leon Tolstoy, Mohandas Gandhi e Nelson Mandela.

MÉXICO CONTRA-ATACA

    Em 1916, o Exército do México ataca uma força invasora dos EUA liderada pelo general John Pershing, que tenta punir o exército revolucionário de Pancho Villa pela execução de 16 norte-americanos. Mais de 30 mexicanos morrem. Os EUA têm 22 baixas.

Com a renúncia do presidente Victoriano Huerta, em 1914, Villa trava uma luta pelo poder com Venustiano Carranza, antigo aliado na Revolução Mexicana. No fim de 1915, derrotado, Pancho Villa e seu exército se refugiam nas montanhas do Norte do México.

Para se vingar do apoio do presidente Woodrow Wilson a Carranza, Villa executa 16 norte-americanos em Santa Isabel, no Norte do México. Em 9 de março de 1916, o exército rebelde invade a cidade fronteiriça de Columbus, no Novo México, mata 17 norte-americanos e incendeia o centro da cidade.

Seis dias depois, sob as ordens de Wilson, uma força de 10 mil soldados sob o comando de Pershing lança a operação punitiva. Pela primeira vez, o Exército dos EUA usa forças mecanizadas, incluindo carros de combate e aviões.

Durante 11 meses, os norte-americanos perseguem o líder revolucionário, que escapa por conhecer o terreno e ter apoio popular. A ação quase deflagra uma nova guerra entre o México e os EUA. Não há conflito porque os EUA estão perto de entrar na Primeira Guerra Mundial (1914-18) na Europa.

Além do ataques a navios norte-americanos pela Alemanha no Oceano Atlântico, uma das razões da intervenção militar americana na Europa é o Telegrama Zimmermann.

Em 16 de janeiro de 1917, o ministro do Exterior alemão envia um despacho ao embaixador no México, Heinrich von Eckart. Propõe uma aliança militar em que a Alemanha ajudaria o México a recuperar o território perdido na Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

Pancho Villa continua com suas ações revolucionárias no Norte do México. É anistiado em 1920, no fim da Revolução Mexicana, e assassinado três anos depois em Parral.

FIM DA BATALHA DE OKINAWA

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos vencem a resistência japonesa em Okinawa, uma ilha estratégica situada entre Taiwan e o Japão, alvo da maior operação de assalto anfíbio da Guerra no Pacífico, iniciada em 1º de abril com 60 mil soldados norte-americanos contra mais de 100 mil japoneses.

A partir do dia 4 de abril, ondas de ataques suicidas lançadas por pilotos japoneses, os kamikazes, visam as forças norte-americanas. Ao todo, 2 mil kamikazes dão a vida para defender a ilha. 

O Japão perde ao menos 110 mil soldados e de 40 a 150 mil civis na batalha e os EUA, 12,5 mil soldados. Os comandantes dos dois lados morrem. Dos 36 navios aliados destruídos, a maioria é alvo dos pilotos suicidas.

Como a moral japonesa considera a rendição degradante e humilhante, o heroísmo está em morrer no combate, menos de 8 mil japoneses se entregam.

Depois da vitória em Okinawa, os EUA começam a preparar a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês. Antes, na Batalha de Iwo Jima, de 19 de janeiro a 26 de março de 45, morrem cerca de 18 mil japoneses e 6.821 americanos; 216 japoneses se rendem e cerca de 3 mil continuam resistindo numa guerra de guerrilhas.

Diante das perdas em Iwo Jima e Okinawa, os EUA estimam que uma invasão às quatro grandes ilhas do Japão poderia custar um milhão de vidas. As bombas atômicas lançadas contra Hiroxima em 6 de agosto e Nagasaki em 9 de agosto levam à rendição japonesa em 15 de agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. 

Pelo menos 140 mil pessoas morrem imediatamente nos únicos ataques da história com armas nucleares, 80 mil em Hiroxima e 60 mil em Nagasaki. Com as mortes que continuam até hoje por causa da radiação, o total de mortes passa de 300 mil.

Nunca mais houve guerra direta entre grandes potências. A corrida armamentista entre os EUA e a URSS durante a Guerra Fria leva ao equilíbrio do terror nuclear porque a destruição era mutuamente assegurada.

Hoje, com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, a ameaça de uma guerra nuclear está de volta.

ROCK RURAL

    Em 1965, a banda The Byrds (Gene Clark, Chris Hilman, Roger McGuinn, David Crosby e Michael Clarke) lança seu primeiro disco, Mr. Tambourine Man, iniciando a revolução do folk-rock, o rock rural.


 Logo, se torna um grande sucesso e a música-título do álbum conquista o primeiro lugar nas paradas de sucesso como compacto simples. É a única canção de Bob Dylan a chegar ao topo da lista de mais vendidas.