quinta-feira, 18 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Junho

INÍCIO DA GUERRA DE 1812

    Em 1812, o presidente James Madison declara guerra ao Império Britânico. Começa a Guerra de 1812 ou Guerra Anglo-Americana, uma consequência das guerras napoleônicas na Europa.

Como o Reino Unido é seu grande inimigo, Napoleão decreta o Bloqueio Continental, proibindo os países do continente europeu de negociar com os britânicos. Isto causa a fuga da família real de Portugal, antigo aliado da Inglaterra, para o Brasil.

Nos EUA, os federalistas apoiam o Reino Unido enquanto os republicanos preferem a França Revolucionária. Os britânicos, que dominam os mares, têm relações comerciais com os sulistas e tentam impedir acordos entre os franceses e os nortistas, infringindo os direitos comerciais e de navegação dos EUA. Com a guerra, tentam reconquistar a ex-colônia.

Os EUA invadem o Canadá, tomam várias cidades e tentam convencer os colonos a romper com a coroa britânica e se juntar aos EUA, mas os britânicos mobilizam uma grande quantidade de tropas, obrigam os invasores a recuar, invadem os EUA e incendeiam Washington, inclusive a Casa Branca, em 24 de agosto de 1814.

A guerra termina com o Tratado de Gante, que restaura o status quo anterior à guerra, em 17 de fevereiro de 1815. A reconstrução da capital dos EUA vai até 1819.

BATALHA DE WATERLOO

    Em 1815, a Sétima Coligação (Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia), vence o imperador francês Napoleão Bonaparte e põe fim a 23 anos de guerras entre a França Revolucionária e outras potências europeias.

Napoleão nasce em 15 de agosto de 1769 em Ajácio, a capital da ilha da Córsega, que dois anos antes se torna parte da França. Com a derrocada da aristocracia na Revolução Francesa de 1789, Napoleão ascende rapidamente na hierarquia do Exército, onde antes para ser general precisava ter quatro gerações de nobreza.

General aos 24 anos, depois da campanha do Egito, em 1798, Napoleão é nomeado cônsul em 1799 e acaba com a revolução na França, enquanto seu exército cidadão luta contra as monarquias europeias. Em 1804, Napoleão se coroa imperador.

A França não consegue invadir a Inglaterra por causa das derrotas para o almirante Horácio Nelson em Abukir (1799) e Trafalgar (1805). Mas controla a maior parte do continente, inclusive a Península Ibérica, o que provoca a fuga da família real portuguesa para o Brasil e a independência da América Latina.

Seu maior erro é a invasão da Rússia em 24 de junho de 1812 com o Grande Exército, de 600 mil homens. Depois de uma vitória francesa com enormes perdas na Batalha de Borodino, o Exército russo recua e incendeia Moscou, deixando os franceses sem abrigo e sem comida no início do outono no Hemisfério Norte. A fuga termina em 14 de dezembro. Napoleão nunca se recupera da Campanha da Rússia.

Em 1813, a Sexta Coligação contra Napoleão (Áustria, Prússia, Rússia, Reino Unido, Suécia e alguns estados alemães) o derrota na Batalha de Leipzig. No ano seguinte, seus inimigos invadem Paris. Em 11 de abril de 1814, Napoleão abdica e vai para o exílio na Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo.

O general foge de Elba em fevereiro de 1815 e retoma o poder em 20 de março, mas o segundo reinado dura apenas 110 dias. Um exército da Sétima Coligação (Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia), sob o comando do Duque de Wellington, vence Napoleão na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho de 1815. Ele abdica em 22 de junho e vai preso para a Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

IMIGRAÇÃO JAPONESA

    Em 1908, começa a imigração japonesa no Brasil com a chegada de 781 pessoas ao porto de Santos no navio Kasatu-Maru.

Hoje o Brasil tem a maior colônia de descendentes de japoneses do mundo, cerca de 2 milhões de nikkeis. A grande maioria (1,3 milhão) vive no estado de São Paulo. Também há comunidades importantes no Paraná, no Mato Grosso do Sul e no Pará.

NASCE PAUL McCARTNEY

    Em 1942, nasce em Liverpool, na Inglaterra, James Paul McCartney, músico, compositor, cantor, multi-instrumentista, empresário, vegetariano e ativista dos direitos dos animais que conquistou a fama como baixista dos Beatles e teve 29 canções em primeiro lugar nas paradas de sucesso nos Estados Unidos.

Paul conheceu John ao assistir a um show da banda Quarrymen, de John. A tia de Lennon teria se oposto à amizade porque Paul vinha da classe operária. Logo, os dois começam a compor juntos. Em 1958, Paul convence John a convidar George Harrison para a banda.

Em 1960, The Beatles vão tocar em Hamburgo, na Alemanha, onde John entra no palco com um quepe e faz a saudação nazista: "Heil, Hitler!". Paul e Pete Best, então baterista da banda, são expulsos da Alemanha ao provocar um incêndio no hotel onde estão hospedados.

The Beatles fazem o primeiro show no Cavern Club, em Liverpool, em 21 de março de 1961. Neste ano, voltam a Hamburgo e conhecem Brian Epstein, o empresário que consegue um contrato com a gravadora EMI. Em 1964, depois do sucesso na Inglaterra, eles estouram nos Estados Unidos.

Paul é o principal autor das músicas românticas dos Beatles. Yesterday é a música mais regravada por outros artistas da história. Em 1979, o Guinness – o Livro dos Recordes o considerou o compositor de maior sucesso da música pop.

Aos 84 anos, Paul continua em atividade. Conseguiu recriar a voz de John Lennon com inteligência artificial para gravar Now and Then, o último sucesso dos Beatles.

GOLPE DA CIA NA GUATEMALA

    Em 1954, com cobertura aérea dos Estados Unidos, 480 homens liderados por Carlos Castillo Armas invadem a Guatemala, no início do segundo golpe de Estado organizado pela CIA (Agência Central de Inteligência) durante a Guerra Fria, depois da queda do primeiro-ministro do Irã, Mohamed Mossadegh, em 1953, que nacionalizara o petróleo.

A Revolução Guatemalteca começa em 1944, quando uma revolta popular derruba o ditador Jorge Ubico. Na primeira eleição democrática da história deste país da América Central, Juan José Arévalo é eleito presidente em 1945 com 86% dos votos. Ele introduz o salário mínimo e programas de alfabetização. Sobrevive a 25 tentativas de golpe e não disputa a reeleição.

Em 1951, é eleito Jacobo Árbenz, que faz uma reforma agrária, nacionaliza as terras da companhia bananeira United Fruit, a distribui a camponeses e legaliza o Partido Comunista. Nacionalista de esquerda, é descrito nos EUA como comunista.

O presidente Harry Truman autoriza o golpe em 1952, mas a mudança de governo, com a eleição de Dwight Eisenhower, o comandante militar aliado na Segunda Guerra Mundial (1939-45), adia a queda de Árbenz, apesar da plataforma anticomunista do novo presidente.

Em agosto de 1953, Eisenhower autoriza a operação da CIA, que financia, arma e treina os 480 soldados de Carlos Castillo. A propaganda anticomunista e uma estação de rádio fomentam o golpe e tentam isolar a Guatemala internacionalmente.

Quando os golpistas invadem, os EUA fazem um bombardeio aéreo e um bloqueio naval. Os mercenários de Castillo fracassam nas primeiras tentativas, mas a guerra psicológica e a ameaça de uma invasão norte-americana intimidam o Exército da Guatemala, que não resiste. Árbenz tenta armar a população civil, mas acaba renunciando em 27 de junho.

Dez dias depois, Carlos Castillo toma o poder, impõe uma ditadura, proíbe os partidos políticos, prende tortura e mata oposicionistas, e anula as reformas sociais da revolução. É o início de uma guerra civil de quatro décadas de guerrilhas de esquerda contra governos apoiados por Washington, uma das mais brutais da Guerra Fria na América Latina, só comparável à da Colômbia, com um genocídio do povo maia e 150 a 200 mil mortes.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

NOVA ALBION

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar parte do que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra.

Drake zarpa em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passa pelo Cabo dos Chifres, o lugar mais perigoso da navegação mundial, no extremo sul da América do Sul.

Depois de saquear colônias espanholas na costa do Pacífico, Drake ancora um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chama o território de Nova Albion.

O corsário da rainha Elizabeth I fica um mês na Califórnia reparando o navio e segue até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem ao norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessa os oceanos Pacífico e Índico e dá a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. 

A frota do português Fernão de Magalhães é a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morre em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. Drake é o primeiro capitão a completar a volta ao mundo.

ESTÁTUA DA LIBERDADE

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York.

São 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. A estátua é inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre com seu nome, que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoia os colonos norte-americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os norte-americanos apoiam a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico luta pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Tom Paine escreve Semente do Homem, livro que leva as 13 colônias a declarar independência, é deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

GUERRA COMERCIAL DEPRESSIVA

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos.

As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, deflagram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1929, o protecionismo e as retaliações de outros países causam uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levam à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

URSS INVADE A LETÔNIA

    Em 1940, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Letônia, que assim como os outros dois pequenos países bálticos, a Estônia e a Lituânia, é anexada por Josef Stalin e se torna uma república soviética.

A Letônia declara independência em 18 de novembro de 1918, depois das Revoluções de 1917 na Rússia. Em 11 de agosto de 1920, faz um acordo de paz com a Rússia Soviética.

Assim como a divisão da Polônia, a anexação dos países bálticos pela URSS é consequência do Pacto Germano-Soviético, o pacto de não agressão fechado por Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 1989, na Era Mikhail Gorbachev, a URSS repudia o acordo com Hitler e a Letônia inicia o processo para recuperar a independência.

FRANÇA FORMALIZA RENDIÇÃO

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. O ditador nazista Adolf Hitler retira de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinou a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e faz questão de que a França assine a rendição nele, indicando que uma guerra é a continuação da outra. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefia um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle faz um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. 

Os aliados invadem a região da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se torna o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fogem sob a cobertura dos nazistas, mas são presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comuta a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morre em 1951.

INVASÃO DO EDIFÍCIO WATERGATE

    Em 1972, cinco homens são presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington.

É o início do Escândalo de Watergate, que derruba o presidente Richard Nixon e faz hoje 54 anos.

Três são exilados cubanos, um cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, são encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chama a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobre que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os leva ao presidente e vários ministros. 

Nixon cai por mentir e tentar obstruir a Justiça depois que a Suprema Corte o obriga a entregar as fitas com as gravações do Salão Oval da Casa Branca. Renuncia em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment. Todos os ministros envolvidos são presos. Nixon recebe perdão do presidente Gerald Ford.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Junho

MONTANHA RUSSA 

   Em 1884, a primeira montanha russa dos Estados Unidos é inaugurada na ilha de Coney, no bairro do Brooklyn, em Nova York.

A Montanha Russa nasce na Rússia com incentivo da poderosa czarina Catarina II, a Grande (1762-96), em São Petersburgo, com trenós em pistas construídas no inverno sobre montanhas de gelo, de onde descem por gravidade de uma altura de cerca de 20 metros, com uma inclinação de 50 graus.

Com o sucesso, são logo copiadas. Paris faz a sua em 1812. O primeiro looping é feito em Paris com um projeto inglês. O carrinho dá uma volta no ar num círculo de cerca de 4 metros de diâmetro.

Nos, EUA, os carrinhos andam a 10 quilômetros por hora e o ingresso custa um níquel. O sucesso é imediato.

FUGA DE NUREYEV

    Em 1961, o bailarino russo Rudolf Nureyev, número um do Balé Kirov, de Leningrado (hoje São Petersburgo), se livra dos guardas da Embaixada da União Soviética no aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, e pede asilo político à França.

O jovem bailarino se apaixona por Paris. Fica fascinado pela Sainte-Chapelle. Quer experimentar tudo. Num restaurante, pede chá, chocolate quente e coca-cola. 

Quando o diretor da companhia lhe diz que não irá para Londres, que tem de voltar a Moscou porque sua mãe está doente e o ditador Nikita Kruschev quer que dance no Kremlin, tem a certeza de que estão mentindo. Teme nunca mais poder sair da URSS e talvez nem mais dançar. Com ajuda de amigos franceses e proteção da polícia, consegue se livrar dos agentes russos

Ao chegar a Londres, o diretor de companhia declara que Nureyev havia voltado para a Rússia porque sua mãe estava doente. 

MULHER NO ESPAÇO

    Em 1963, a cosmonauta soviética Valentina Tereshkova se torna a primeira mulher a viajar ao espaço.


A URSS larga na frente na corrida espacial. Lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957. Manda o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961, e a primeira mulher.

A bordo da nave Vostok-6, ela dá 48 voltas sobre a Terra. Hoje é deputada da Duma do Estado da Rússia e aliada fiel do ditador Vladimir Putin.

PEDRAS QUE ROLAM

    Em 1965, o cantor e compositor Bob Dylan grava Like a Rolling Stone, talvez seu maior sucesso.

Com guitarras elétricas e órgão, a canção marca uma virada na carreira de Dylan. Como tem 6min34seg, os executivos da Columbia Records decidem não lançar a música como compacto simples. 

Em setembro, Like a Rolling Stone chega ao segundo lugar nas paradas de sucesso, atrás de Help, dos Beatles.

LÍDER SOVIÉTICO

    Em 1977, Leonid Brejnev é eleito presidente da União Soviética.

Ele é secretário-geral do Partido Comunista desde a queda de Nikita Kruschev, em 1964, quando faz parte de uma troika, dividindo o poder com o primeiro-ministro Alexei Kossigin e o presidente do Soviete Supremo, Nikolai Podgorny. 

Ao ser eleito presidente, Brejnev passa a acumular a chefia do Estado e do partido, tornando-se dirigente máximo da URSS. A Era Brejnev (1964-82) é a mais longa da história da URSS depois do período stalinista (1927-53). 

É um período de estagnação. Depois dos breves governos de Yuri Andropov (1982-84) e Konstantin Chernenko (1984-85), o reformista Mikhail Gorbachev (1985-91) ascende à liderança do partido e do governo e é o último líder da URSS.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 15 de Junho

JOÃO SEM TERRA ACEITA MAGNA CARTA

     Em 1215, sob pressão da nobreza e do clero, o rei João Sem Terra, da Inglaterra, põe o selo real na Magna Carta, considerada a primeira Constituição escrita da história.

O documento exige que o rei respeite os direitos e privilégios feudais, mantenha a liberdade da Igreja e introduz o direito de habeas corpus, obrigando o rei a apresentar os presos à Justiça. Ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal.

João sem Terra é acusado de tentar usurpar o trono quando seu irmão, Ricardo I, o Coração de Leão, luta na Terceira Cruzada. Ascende ao trono em 1199, com a morte do irmão. 

Seu reino é desastroso. Perde o Ducado da Normandia para o rei da França, aumenta os impostos pagos pelos nobres, briga com o papa Inocêncio III e vende igrejas para financiar suas aventuras militares. 

Depois da derrota na tentativa de reconquistar a Normandia, o arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, conclama os barões a exigir uma carta do rei para garantir as liberdades. João Sem Terra viola a Magna Carta, deflagrando a Primeira Guerra dos Barões (1215-17).

A Magna Carta tem um preâmbulo e 63 artigos. Mais importante é o princípio de que o rei também é obrigado a respeitar a lei. 

O artigo 39 estabelece que "nenhum homem livre será detido ou encarcerado ou desapropriado ou banido ou exilado ou vitimado de qualquer maneira... exceto por um julgamento justo por seus pares com base nas leis do país."

GENERAL WASHINGTON

   Em 1775, no início da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental nomeia George Washington comandante do Exército Continental das 13 colônias. Ele seria o primeiro presidente dos EUA (1789-97).

A família Washington recebe terras do rei Henrique VIII da Inglaterra, mas quebra durante a Revolução Puritana. John Washington, bisavô do primeiro presidente dos EUA, migra para a América em 1657 e se instala na Colônia da Virgínia.

Washington nasce em 22 de fevereiro de 1732 pelo calendário atual no Condado de Westmoreland, na Virgínia. Pouco se sabe de sua infância. Na escola, é bom em matemática, estuda geografia e provavelmente um pouco de latim e os clássicos ingleses.

Aos 14 anos, Washington escreve um texto sobre preceitos morais, Regras de Civilidade e Comportamento Decente em Companhia e Conversação. Ele aprende a cultivar tabaco, um dos grandes negócios da colônia, e a criar gado. Trabalha como topógrafo e agrimensor até herdar os negócios da família aos 20 anos. Pelos próximos 20 anos, ele trabalha em Mount Vernon.

Seguindo a tradição militar da famílila, em 1752, Washington é nomeado ajudante de ordens. Em 31 de outubro de 1753, ele é enviado para negociar com os franceses, que tentam ocupar o Vale do Rio Ohio.

A missão fracassa. O conflito leva à Guerra Franco-Indígena (1754-63), parte da Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América, na Europa e na Ásia. Os algonquinos e hurões se liam aos franceses e os iroqueses aos britânicos. O Império Britânico e aliados vencem e tomam as possessões francesas na Índia e parte das possessões francesas na América do Norte.

A Guerra dos Sete Anos é uma causa tanto da independência dos EUA quanto da Revolução Francesa de 1789. Com os cofres da coroa britânica exauridos, o rei George III decide aumentar impostos. 

Os colonos norte-americanos, que haviam contribuído com homens e recursos para o esforço de guerra, se rebelam. Rejeitam os impostos cobrados por Londres com o slogan: "Não à taxação sem representação", no caso, no Parlamento Britânico.

Em 1774, Washington é eleito um dos sete delegados da Virgínia ao Congresso Continental, o parlamento das colônias. De início, ele se opõe à independência, mas não aceita "a perda daqueles direitos e privilégios valiosos que são essenciais à felicidade de qualquer Estado livre e sem os quais a vida, a liberdade e a propriedade se tornam totalmente inseguros."

A Guerra da Independência começa em 19 de abril de 1775 com as batalhas de Lexington e Concorde, na Colônia da Baía de Massachusetts. Logo, Washington assume o comando. Os rebeldes não almejam a independência.

É a publicação de um panfleto de 50 páginas, Senso Comum, pelo revolucionário britânico Thomas Paine, em janeiro de 1776, que muda a história. Ele defende a ideia de que os colonos devem se livrar da tirania do rei e criar sua própria nação independente para se autogovernar. Em 4 de julho, o Congresso Continental aprova a declaração de independência.

VULCANIZAÇÃO DA BORRACHA

    Em 1844, Charles Goodyear recebe a patente da vulcanização da borracha, uma revolução que cria os pneus e tem forte impacto no Brasil, que tinha praticamente o monopólio das seringueiras, e gera o Ciclo da Borracha.

Goodyear nasce em New Haven, em Connecticut, nos Estados Unidos, em 29 de dezembro de 1800. Ele trabalha com o pai numa empresa da família que quebra em 1830. Começa então experiências para descobrir uma maneira de tornar a borracha resistente a grandes variações de frio e calor.

Em 1839, Goodyear derrama acidentalmente uma mistura de borracha com enxofre na chapa de um fogão quente. A mistura ferve e ele descobre a vulcanização da borracha. Obtém a primeira patente em 1844, mas só recebe a definitiva em 1852.

Uma empresa francesa que fazia vulcanização com base no seu processo vai à falência. Em 1855, ele é preso por dívidas na França, enquanto sua patente é violada sistematicamente nos EUA.

Ao morrer, em 1º de julho de 1860 em Nova York, Goodyear deixa dívidas de US$ 200 mil. 

FRONTEIRA EUA-CANADÁ

    Em 1846, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado do Oregon, estabelecendo a fronteira entre os EUA e o que hoje é o Canadá a oeste das Montanhas Rochosas, no paralelo 49º Norte. 

Os EUA ficam com o território onde hoje estão os estados do Oregon, Washington, Idaho e Montana. O Império Britânico mantém a ilha de Vancouver e o direito de navegação no Rio Colúmbia.

No mesmo ano, começa a Guerra Mexicano-Americana, em que os EUA conquistam cerca de 40% do território do México, consolidando a expansão de costa a costa

CADETE NEGRO EM WEST POINT

    Em 1877, Henry Ossian Flipper se torna o primeiro cadete negro a se graduar na Academia Militar de West Point, em Nova York.


Flipper nasce escravo em Thomasville, no estado da Geórgia, em 1856. A academia é criada pelo Congresso em 1802. 

O primeiro negro, James Webster Smith, é admitido em 1870, depois da Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul, contrários à abolição a escravatura, querem se separar da União, mas não chega a se formar.

FRANÇA SE RENDE AO NAZISMO

    Em 1940, um dia depois da ocupação de Paris, a França se rende à Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).


Um armistício é assinado em 22 junho. O ditador nazista Adolf Hitler manda retirar de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinara a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e obriga os franceses a assinarem o armistício nele. Anula simbolicamente a derrota alemã de 1918.

Durante a ocupação, a França é governada pelo regime colaboracionista de Vichy, sob o comando do marechal Henri-Philippe Pétain, herói na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia, em 6 de junho daquele ano.

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domingo, 14 de junho de 2026

Acordo consolida derrota estratégica de Trump no Irã

Um mês depois que o presidente Donald Trump anunciou que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã era iminente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, principal mediador, finalmente confirmou que as duas partes chegaram a um acerto para prorrogar em 60 dias a trégua frágil em vigor desde 8 de abril e reabrir o Estreito de Ormuz, com a expectativa de acabar com a guerra. 

O acordo deve ser assinado na sexta-feira em Genebra, na Suíça. É uma derrota estratégica para Trump, que não atingiu nenhum de seus objetivos políticos. Não tem vitória para cantar, embora alegue que conseguiu sucesso onde "todos os presidentes falharam."

Todas as ações militares devem cessar, inclusive os ataques de Israel ao Líbano. O Irã vai reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz, que estava aberto antes da guerra, e os EUA vão suspender o bloqueio a portos iranianos. Trump previu que a reabertura total vai levar cinco dias. Será necessário remover minas colocadas pelo Irã, que promete não cobrar pedágio durante a extensão da trégua, o que também não fazia antes da guerra. 

Os preços do petróleo caíram em média 5%. A normalização do tráfego de navios vai depender da reação das seguradoras. Pode levar meses. E não há garantia nenhuma de que o estreito não será fechado de novo se as negociações fracassarem.

Mais de 6 mil pessoas morreram nesta guerra inútil, quase todas no Irã e no Líbano, mas também no Iraque, em Israel e nas monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, além de pelo menos 13 militares norte-americanos. A economia mundial fui abalada pela queda na oferta de petróleo, com grande impacto sobre os países em desenvolvimento. E Trump sai desmoralizado. A guerra mostrou que o uso da força não basta para resolver questões internacionais complexas como os conflitos no Oriente Médio e pode ser contraproducente.
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Hoje na História do Mundo: 14 de junho

LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul.

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros.

O Bounty leva mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 ficam marinheiros. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro são enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem se casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha Nazista ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados ocidentais em 6 de junho daquele ano.

PRIMEIROS PRESOS EM AUSCHWITZ

    Em 1940, os primeiros prisioneiros políticos poloneses chegam a Auschwitz, um antigo quartel do Exército da Polônia convertido pela Alemanha Nazista no pior campo de concentração e de trabalhos forçados e principal centro de extermínio do Holocausto, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Auschwitz fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Para lá, os nazistas deportaram os judeus, especialmente depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em janeiro de 1942 a "solução final da questão judaica". Em Auschwitz, os prisioneiros morrem em câmaras de gás e seus corpos são queimados em fornos crematórios.

Cerca de 6 milhões de judeus, 60% da população dos judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45)’ morrem no Holocausto. Na entrada de Auschwitz, a expressão de toda hipocrisia criminosa do nazismo: "O trabalho liberta."

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de dez semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cai no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina são julgados e cinco condenados, mas recebem indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1990. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos.

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sábado, 13 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Junho

MORTE DE ALEXANDRE O GRANDE

    Em 323 antes de Cristo, morre aos 33 anos na Babilônia, hoje parte do Iraque, Alexandre, o Grande, da Macedônia, um dos maiores generais de todos os tempos.

Filho de Felipe II, da Macedônia, Alexandre é discípulo do filósofo Aristóteles. 

Aos 16 anos, Alexandre Magno lidera as primeiras tropas em combate. Depois da morte do pai, invade o Oriente Médio. Em 330 antes de Cristo, derrota o Império Persa e conquista todo o Oriente Médio. Em 327 AC, tomara o Afeganistão, a Ásia Central e o Norte da Índia.

REVOLTA CAMPONESA SAQUEIA LONDRES

     Em 1381, durante a Revolta Camponesa, um exército camponês liderado por Wat Tyler invade, saqueia e incendeia Londres. Vários prédios públicos são destruídos, prisioneiros libertados e um juiz decapitado.

A Revolta Camponesa tem sua origem na pior pandemia da história, a Peste Negra (1346-53), segunda pandemia da peste bubônica, quando morrem 30% a 60% da população da Europa, com estimativas de mortes variando de 70 a 200 milhões de pessoas. 

A escassez de mão de obra força uma alta de salários, mas o Parlamento Britânico resiste à mudança do sistema feudal, aprova leis para conter os salários e estimula os proprietários de terra a exercer seus direitos de senhorio e manter a servidão. Quando o Parlamento aprova uma lei restringindo o direito de voto ao aumentar o valor de um imposto cobrado por pessoa, em 30 de maio de 1381, estoura a Revolta Camponesa.

Wat Tyler, líder rebelde do Condado de Kent, marcha sobre Londres com seu exército camponês. No caminho, toma Maidstone, Rochester e a Cantuária depois que a corte rejeita seu pedido de uma audiência com o rei Ricardo II.

No dia seguinte, o rei, de apenas 14 anos, se reúne com líderes camponeses em Mile End e aceita acabar com a servidão e com as restrições no mercado de trabalho. Mas a revolta prossegue. Tyler toma a Torre de Londres, na única vez que a fortaleza é conquistada, e executa o arcebispo da Cantuária.

Quando o rei encontra Tyler em Smithfield, em 15 de junho, o líder rebelde faz novas exigências, inclusive confiscar as propriedades da Igreja. Irritado com a arrogância de Tyler, o prefeito de Londres, William Walworth, o ataca e mata a golpes de espada.

O rei suspende as concessões, mobiliza um exército de 4 mil homens e derrota a rebelião. Até novembro, pelo menos 1,5 mil rebeldes são mortos.

PRIMEIRO JUIZ NEGRO DA SUPREMA CORTE 

   Em 1967, o presidente Lyndon Johnson nomeia o juiz federal Thurgood Marshall como primeiro ministro negro da Suprema Corte dos Estados Unidos. O Senado aprova a indicação por 69 a 11.

Bisneto de escravos, Marshall nasce em Baltimore, no estado de Maryland, em 2 de julho de 1908. Ele se forma em direito em 1933, sob a tutela do advogado defensor dos direitos civis Charles Houston. 

Três anos depois, começa a trabalhar no setor jurídico da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP). De 1938 a 1961, como principal advogado da NAACP, ele defende 32 causas junto à Suprema Corte.

NY TIMES PUBLICA PAPÉIS DO PENTÁGONO 

   Em 1971, o jornal The New York Times publica os Papéis do Pentágono, ou A História do Processo de Tomada de Decisões dos EUA sobre o Vietnã, uma análise sobre o envolvimento do país na Guerra do Vietnã.

Os documentos dos governos John Kennedy (1961-63) e Lyndon Johnson (1963-69) são furtados por Daniel Ellsberg, um ex-analista do Departamento da Defesa que vira ativista contra a guerra. O governo Richard Nixon (1969-74) tenta proibir a publicação. Em 30 de junho, a Suprema Corte decide que o jornal tem o direito de publicar.

CÚPULA DAS COREIAS

    No ano 2000, o presidente da Coreia do Sul, Kim Dae Jung, se encontra com ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Il, na primeira reunião de cúpula dos dois países.

O Japão ocupa a Coreia de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). A União Soviética declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, dia em que os Estados Unidos jogam a bomba atômica em Nagasáki, invade o Norte da Península Coreana e as Ilhas Kurilas do Sul. Os EUA, que derrotam o Japão, ocupam o Sul.

Com o país dividido no início da Guerra Fria, o Norte se transforma na República Popular Democrática da Coreia, comunista, aliada da URSS, sob a liderança de Kim il Sung, líder da guerrilha comunista contra a ocupação japonesa. O Sul vira a República da Coreia, capitalista, aliada dos EUA. Ambas reivindicam a soberania sobre toda a Península Coreana.

Em 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte invade o Sul e começa a Guerra da Coreia (1950-53), que termina com a restauração do status quo anterior à guerra, sem que nenhum dos lados consiga unificar o país. A guerra acaba com um armistício. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo.

Kim Dae Jung é o grande líder da democratização da Coreia do Sul, sequestrado pela ditadura militar num plano para matá-lo e condenado à morte por traição. Com a redemocratização, é o primeiro líder da oposição eleito presidente, em 1998.

Sua política do Brilho do Sul, uma tentativa de melhorar as relações entre as duas Coreias, leva à reunião de cúpula com Kim Jong Il.

Em 2006, sob Kim Jong Il, a Coreia do Norte faz sua primeira explosão atômica e vira uma potência nuclear, agravando ainda mais a situação na Península Coreana, a última fronteira da Guerra Fria. Desde então, o país faz ao todo seis testes nucleares e desenvolve mísseis de longo. Tem hoje entre 50 a 60 ogivas nucleares. O atual ditador, Kim Jong Un, que sucede o pai em 2011, anuncia que pretende ampliar significativamente o arsenal nuclear.