DIA DO CANADÁ
Em 1867, o Império Britânico reconhece oficialmente o Canadá, uma confederação das províncias da Nova Escócia, Nova Brunswick e do Canadá, que seria dividida nas províncias de Ontário e do Quebec.
É o Dia do Canadá, a data nacional do país. A partir da união dessas províncias, o Canadá começa a conquistar autonomia dentro do Império Britânico e a ter seu próprio governo. O Parlamento Britânico e o governo do Reino Unido controlam as relações exteriores, a defesa nacional e as mudanças constitucionais.
O Canadá luta ao lado das forças britânicas em duas guerras mundiais, assim como australianos, indianos, paquistaneses e neozelandeses
Em 11 de dezembro de 1931, o Estatuto de Westminster, uma emenda do Parlamento Britânico, dá independência às ex-colônias britânicas da Austrália, do Canadá, da Zona Zelândia e da Irlanda. O governo irlandês ignora o estatuto por entender que o tratado da independência da Irlanda, de 1921, acabara com o direito do Parlamento de Westminster de legislar sobre seu país.
A Terra Nova também não adota o Estatuto de Westminster e se une ao Canadá em 1949, depois de um plebiscito realizado no ano anterior.
Com a aprovação da Lei de Constituição, em 1982, o Canadá se torna totalmente independente.
INÍCIO DA BATALHA DO SOMME
Em 1916, começa a Batalha do Somme, uma as maiores e mais importantes da Primeira Guerra Mundial (1914-18), travada pela França e o Império Britânico contra a Alemanha, que termina em 18 de novembro com a vitória dos aliados.
É o dia mais sangrento da história militar britânica, com 19.240 mortes.
Mais de 3 milhões de soldados lutam na Batalha do Somme. Entre mortos e feridos, o total de baixas é de mais de 1,1 milhão de homens, o que a torna uma das batalhas mais sangrentas da história.
NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR
Em 1968, os Estados Unidos, a União Soviética, o Reino Unido e outros 59 países assinam o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) para conter a disseminação de armas atômicas pelo mundo. Entra em vigor em 5 de março de 1970. Hoje, tem 191 países signatários.
O TNP é controvertido desde o início porque cria duas categorias de países: as potências nucleares, que têm a bomba quando o acordo é fechado; e os países não nucleares, que recebem a promessa de receber ajuda para o uso pacífico da energia atômica e de que as potências nucleares se desarmariam, o que não é uma perspectiva realista. A Índia nunca assinou porque, como uma ex-colônia, não aceita acordos internacionais que a coloquem em inferioridade.
Além das cinco potências nucleares que não por coincidência são os países com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia), tem a bomba atômica hoje Israel, a Índia, o Paquistão e a Coreia do Norte. Esses quatro não fazem parte. A África do Sul democrática pós-apartheid abre mão do programa nuclear militar da ditadura da minoria branca. O Brasil e a Argentina aderem quando assinam um acordo nuclear.
Se o tratado tem um vício de origem, o regime de não proliferação nuclear contém até agora a proliferação de armas atômicas. O maior candidato para entrar no clube sem autorização no momento é o Irã, que pode já ter adquirido capacidade nuclear. Se o Irã tiver armas atômicas, isso poderá deflagrar uma corrida armamentista no Oriente Médio. Outros países com ambição a potência regional, a Arábia Saudita, o Egito, a Síria e a Turquia, também vão querer.
MORTE DE PERÓN
Em 1974, morre em Buenos Aires o político e militar Juan Domingo Perón, figura dominante da política na Argentina, depois de um terceiro e breve governo de menos de 10 meses.
Em 4 de junho de 1943, o Grupo de Oficiais Unidos, uma sociedade secreta nacionalista, derruba o presidente Ramón Castillo a pretexto de acabar com as fraudes eleitorais da “década infame”.
PRIMEIRO WALKMAN
Em 1979, a empresa eletroeletrônica japonesa Sony, a mesma que havia popularizado o rádio de pilha nos anos 1950, lança o primeiro Walkman.
Os radinhos não tinham a qualidade do som estereofônico que as pessoas ouviam em casa. O Walkman, com uma fita cassete, melhora a qualidade de som e cria a primeira geração de pessoas que andam pelas ruas de fones de ouvido, imersas no seu próprio mundo.No primeiro mês, a Sony só vende 3 mil aparelhos. Em agosto, a estratégia de marketing muda radicalmente. Agentes da Sony abordam transeuntes nas ruas de Tóquio para que experimentem o novo invento. Antes do fim de agosto, os estoques se esgotam.
A criação do iPod, lançado pela Apple em 23 de outubro de 2001, acaba com a era do Walkman. Permite armazenar mil canções com uma bateria de 10 horas de duração. Hoje a música está integrada aos telefones inteligentes.
DEVOLUÇÃO DE HONG KONG
Em 1997, mais de um século e meio depois da Primeira Guerra do Ópio (1839-42), o Reino Unido devolve Hong Kong à China, que promete manter o regime político liberal durante pelo menos 50 anos dentro da fórmula "um país, dois sistemas", que o então líder Deng Xiaoping cria pensando também na reunificação com Taiwan.
Com a Lei de Segurança Nacional imposta em 2020 a Hong Kong, o regime comunista chinês acaba, na prática, com as liberdades democráticas no território, quebrando o compromisso de mantê-las durante pelo menos 50 anos.
Ao festejar o aniversário da devolução, o ditador Xi Jinping costuma citar várias vezes "um país, dois sistemas", a fórmula que enterra para submeter a ex-colônia britânica a seu poder absoluto.
TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL
Em 2002, começa a funcionar em Haia, na Holanda, o Tribunal Penal Internacional (TPI), criado pelo Estatuto de Roma (1998) para investigar e processar indivíduos envolvidos em casos de genocídio, crimes de guerra, crimes de agressão e crimes contra a humanidade quando há omissão da Justiça dos países-membros e assim combater a impunidade. Para instalar o tribunal, pelo menos 60 países precisam ratificar o Estatuto de Roma, o que acontece em 11 de abril de 2002.
Como não tem competência retroativa, o tribunal julga os casos acontecidos a partir desta data. Os Estados Unidos e a Rússia assinam o tratado, mas nunca ratificam. Os EUA queriam submeter o procurador-geral ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A China e a Índia nem assinam. Em princípio, estes países estão imunes em seus territórios nacionais, mas não seus agentes no exterior ou mesmo seus governantes por crimes cometidos no exterior.A ideia de criar um tribunal internacional para crimes de guerra surge na Conferência de Paz de Versalhes (1919) depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Liga das Nações realiza uma conferência em Genebra em 1937 para criar um tribunal internacional permanente para julgar atos de terrorismo internacional. Treze países assinam a convenção, mas nenhum a ratifica. Ela não entra em vigor.
Depois da Segunda Guerra Mundial, há a criação do Tribunal Militar Internacional de Nurembergue, na Alemanha, para julgar os criminosos nazistas, e o Tribunal Militar Internacional de Tóquio para julgar os japoneses, ambos temporários.
Durante a Guerra Fria entre EUA e União Soviética, a ideia de um tribunal penal internacional é inviável.
Nos anos 1990, há dois tribunais internacionais temporários para os crimes de guerra e contra a humanidade cometidos na Iugoslávia e em Ruanda. Em 1994, a Comissão de Direito Internacional apresenta o projeto do Tribunal Penal Internacional à Assembleia Geral da ONU e recomenda a realização de uma conferência internacional para aprová-lo.
Após várias reuniões preparatórias, a conferência é convocada para Roma. Em 17 de julho de 1998, 120 países aprovam o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. Sete votam contra (Catar, China, EUA, Iêmen, Iraque, Israel e Líbia) e 21 se abstêm. Hoje 125 países são membros do tribunal.
Em 2009, o TPI decretou a prisão do ditador do Sudão, Omar Bachir, pelo genocídio da Darfur. Ele vai a uma reunião da União Africana na África do Sul. A Suprema Corte sul-africana manda prender, com base no compromisso do país como signatário do Estatuto de Roma, mas o governo não executa a ordem judicial.
Mesmo que a Rússia não seja parte do tribunal, em março de 2022, o tribunal emite uma ordem de prisão contra o ditador da Rússia, Vladimir Putin, por sequestro e deportação de menores ucranianos levados para russificação, o que configura crime de genocídio.
O TPI também investiga possíveis crimes de guerra cometidos por Israel e pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Guerra de Gaza mesmo Israel não sendo parte porque a Palestina é e os crimes de que Israel é acusado aconteceram principalmente na Faixa de Gaza.
Em 2024, o procurador-geral pediu a prisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, e de três dirigentes do Hamas, o líder máximo, Ismail Haniya; o comandante do braço armado do grupo, Mohamed Deif; e do líder em Gaza, Yahya Sinwar, considerado o mentor do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. Um painel de três juízes aceita o pedido, mas os três líderes do Hamas são mortos na guerra.
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