domingo, 4 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Outubro

GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1853, o Império Otomano (Turco), que tem o apoio da França e do Reino Unido, declara guerra à Rússia. É o início da Guerra da Crimeia, que dura mais de dois anos e termina com a derrota russa. 

As causas geopolíticas do conflito são a decadência do Império Otomano, a expansão do Império Russo até o Mar Negro no século anterior, sob Catarina II, a Grande (1762-96), e guerras russo-turcas do passado, que começam em 1568.

A causa imediata é a exigência da Rússia de proteger os cristãos ortodoxos que vivem no Império Otomano, o que os turcos consideram uma intervenção totalmente inaceitável. Também há uma disputa entre a Igreja Católica da França e a Igreja Ortodoxa da Rússia sobre o controle dos lugares sagrados para o cristianismo na Palestina.

Apesar do acordo entre as igrejas, o imperador Napoleão III, da França, e o czar Nicolau I, da Rússia permanecem irredutíveis.

Em julho de 1853, tropas russas ocupam principados no Rio Danúbio, hoje parte da Romênia. Com o apoio francês e britânico, os otomanos declaram guerra à Rússia. Sob o comando de Omar Pachá, os turcos adotam uma postura defensiva. Conseguem conter o avanço russo na Silistra, hoje parte da Bulgária. Mas a Rússia vence a batalha naval de Sinop, em novembro de 1853.

Por medo do colapso das forças do Império Otomano, as marinhas de guerra da França e do Reino Unido entram no Mar Negro. No Norte, uma frota franco-britânica impõe um bloqueio que fecha o acesso da Rússia ao Mar Báltico. A Rússia é obrigada a deixar um exército para defender São Petersurgo.

O comando aliado tenta então tomar Sebastapol, sede da principal frota russa no Mar Negro. Os aliados desembarcam em 14 de setembro de 1854 e vencem a Batalha de Alma em 20 de setembro.

O cerca de Sebastopol começa em 17 de outubro de 1853. A Rússia contra-ataca em 25 de outubro na Batalha de Balaclava, imortalizada no poema A Carga da Brigada Ligeira, de Alfred, Lord Tennyson. É repelida, mas vence em Inkerman

Em 1855, um exército do reino da Sardenha-Piemonte, um embrião da Itália, manda uma força para lutar ao lado dos aliados. Sebastopol cai em 11 de setembro de 1855, depois de quase 11 meses de cerco.

É a última grande batalha da Guerra da Crimeia. Vencida e isolada, a Rússia pede paz. A França e o Reino Unido aceitam. A guerra é impopular nesses países. O Tratado de Paris é assinado em 30 de março de 1856.

A Guerra da Crimeia tem várias inovações tecnológicas como bombas navais, estradas de ferro, o telégrafo e a fotografia, com ampla cobertura jornalística de repórteres fotográficos e de texto.

O Império Russo entra em decadência, exaurido economicamente. Em 19 de fevereiro de 1861, o novo czar reformista Alexandre II (1855-81) abole a servidão.

ALEMANHA PEDE TRÉGUA

     Em 1918, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Max von Baden, primo do kaiser (imperador) Guilherme II, envia telegrama ao presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, propondo um armistício na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os EUA declaram guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, depois de ataques a navios norte-americanos no Oceano Atlântico e do Telegrama Zimmermann, em que o ministro do Exterior alemão propunha aliança ao México, oferecendo em troca apoio para este país recuperar os territórios tomados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

Como não têm forças na Europa, os EUA só entram em combate um ano depois. Em março de 1918, a Alemanha está ganhando a guerra. Seis meses depois, os aliados empurram as tropas alemãs para trás da sua última linha de defesa, a Linha Hindenburg.

Então, o general Erich Ludendorff, arquiteto da ofensiva da primavera, exige numa reunião do Conselho Real um cessar-fogo imediato com base no plano de paz de 14 pontos de Wilson. Com a autoridade abalada, o chanceler Georg van Hartling pede demissão imediatamente.

O novo chefe de governo toma posse em 1º de outubro. Von Baden não tem a intenção de admitir a derrota, mas dois dias depois o comandante supremo do Exército da Alemanha, general Paul Hindenburg, aceita a recomendação de Ludendorff.

"O Exército da Alemanha ainda está firme, se defendendo de todos os ataques. A situação, no entanto, está se tornando mais crítica a cada dia e pode levar o Alto Comando a tomar decisões graves", declara Hindenburg. "Nestas circunstâncias, é imperativo para a luta para poupar o povo alemão e seus aliados de sacrifícios desnecessários. Cada dia a mais custa a vida de milhares de bravos soldados."

INÍCIO DA ERA ESPACIAL

    Em 1957, no início da Corrida Espacial, a União Soviética lança o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, e assusta os Estados Unidos, que temem que o inimigo na Guerra Fria possa usar o espaço para fazer um bombardeio nuclear.

O Sputnik tem 56 centímetros de diâmetro e pesa 84 quilos. A uma velocidade de 28,8 mil quilômetros por hora, dá uma volta na Terra a cada hora e 36 minutos numa órbita elíptica com apogeu (distância máxima da Terra) de 934 km e perigeu (menor distância da Terra) de 229 km.

Em janeiro de 1958, o Sputnik sai da órbita e pega fogo ao reentrar na atmosfera.

Os EUA lançam seu primeiro satélite, o Explorer, em 31 de janeiro de 1958. Antes, em 3 de novembro de 1957 os soviéticos colocam no espaço o Sputnik 2 com a cachorrinha Laika a bordo. Ela morre no espaço.

A URSS sai na frente na Corrida Espacial. Envia o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, que descobre que "a Terra é azul", em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valtentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963, hoje deputada governista no Parlamento da Rússia; e o primeiro homem a sair da nave e passear no espaço, Alexei Leonov, em 18 de março de 1965. 

Os EUA se recuperam e enviam a primeira missão espacial tripulada à Lua, onde Neil Armstrong dá "um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade" em 20 de julho de 1969.

JANIS MORRE DE OVERDOSE

    Em 1970, Janis Joplin, a maior cantora da história do rock, morre de dose excessiva de heroína depois de ascender em quatro anos do anonimato a ícone de uma geração com apresentações antológicas nos festivais de Monterrey e Woodstock.

Janis nasce em Port Arthur, no Texas, em 1943, e vai para São Francisco da Califórnia em 1966, onde entra para o grupo Big Brother & The Holding Company. Depois do álbum Cheap Trills, de 1968, inicia carreira solo

Um crítico a definiu como "segunda, atrás apenas de Bob Dylan, como criadora, cantora e encarnação da história e da mitologia de sua geração".

BATALHA DE MOGADÍSCIO

    Em 1993, a Batalha de Mogadíscio, na Somália, termina com a morte de 18 soldados dos Estados Unidos e entre 500 e 600 somalianos, de acordo com a estimativa da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).

O conflito é resultado de uma operação militar dos EUA dentro de uma missão de paz das Nações Unidas.

A Somália vive em estado de anarquia desde a queda, em 26 de janeiro de 1991, do ditador Mohamed Siad Barre, que troca de aliado durante a Guerra Fria. Passa do lado soviético para o norte-americano. Com o fim da Guerra Fria, o país perde sua importância estratégica.

Para monitorar um cessar-fogo na guerra civil que derrubou Barre e levar ajuda humanitária, em abril de 1992, é aprovada a Primeira Operação das Nações Unidas na Somália (UNOSOM).

Em dezembro de 1992, depois de perder a reeleição para Bill Clinton, o presidente George Herbert Walker Bush decide enviar soldados dos EUA para apoiar a missão humanitária e distribuir alimentos na Somália, onde a guerra civil causa fome com imagens que lembram as guerras de Biafra (1967-70) e da Etiópia nos anos 1980.

Quando Bill Clinton assume, sem experiência em política externa, tenta transformar a missão humanitária numa operação punitiva contra o líder da da Aliança Nacional Somaliana, o senhor da guerra Mohamed Farah Aidid, que domina a região da capital somaliana e mata, em 5 de junho de 1993, 25 paquistaneses da força de paz, no pior dia em décadas para soldados da ONU.

Os EUA não têm o equipamento militar para enfrentar o senhor da guerra. Um documento falso da CIA (Agência Central de Inteligência) alega que Aidid está prestes a lançar um grande ataque contra a missão da ONU. 

Em 12 de julho de 1993, na Segunda-Feira Negra, na tentativa de capturar Aidid, forças norte-americanas atacam a casa do ministro do Interior somaliano, Abdi Awale, durante um encontro do conselho de anciães do clã do senhor da guerra. Dezessete helicópteros de combate cercam a casa, bombardeada com 16 mísseis antitanque e 2,2 mil disparos de canhões de 20 milímetros durante 6 a 8 minutos.

Depois, há um ataque por terra em que os norte-americanos matam 15 sobreviventes. Ao todo, 54 somalianos são mortos e 161 feridos, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional. O ataque provoca uma revolta popular. Quatro jornalistas estrangeiros que vão até a casa são linchados pela multidão enfurecida.

Em 3 de outubro de 1993, os EUA pretendem capturar dois subcomandantes de Aidid durante um encontro dentro da cidade. O ataque, previsto para durar apenas uma hora, se estende com um impasse pela noite e uma operação de resgate na madrugada. É a Batalha de Mogadíscio. 

O objetivo é atingido, mas é uma falsa vitória, uma vitória de Pirro, general que derrotou os romanos duas vezes com enormes perdas e perdeu a terceira batalha. 

Com granadas lançadas por foguetes, os somalianos derrubam três helicópteros tipo Falcão Negro. Dois caem em território inimigo. A operação vira uma batalha desesperada para defender os sobreviventes dos helicópteros que atravessa a noite. É a batalha com o maior número de soldados norte-americanos mortos depois da Guerra do Vietnã.

É mais um vexame do Exército dos EUA. Em resposta, o presidente Clinton retira as forças norte-americanas da Somália. Pior ainda: no ano seguinte, não intervém para evitar o genocídio de Ruanda. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, o exército do governo da maioria hutu, diante da derrota iminente mata cerca de 800 mil pessoas da minoria tútsi e hutus moderados.

Clinton considera esse seu maior erro de política externa. 

sábado, 3 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Outubro

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), para celebrar a vitória do Exército da União sobre os Estados Confederados do Sul na Batalha de Gettysburg, o presidente Abraham Lincoln torna o Dia Nacional de Ação de Graças um feriado oficial nos Estados Unidos, festejado naquele ano em 26 de novembro.

A data é celebrada na quarta quinta-feira de novembro. É um dos principais feriados do país. Marca o início da temporada de compras para as festas de fim de ano. As famílias norte-americanas comemoram comendo peru.

A origem do Dia Nacional de Ação de Graças é uma festa feita pelos peregrinos do Mayflower em 1621, um ano depois de chegar por engano no que hoje é o estado de Massachusetts, onde enfrentam um inverno rigoroso, mas conseguem uma boa colheita. Participam 53 colonos e 90 índios da tribo wampanoang.

INDEPENDÊNCIA DO IRAQUE

    Em 1932, o Iraque entra na Liga das Nações e termina o mandato do Reino Unido para administrar o país depois de séculos de domínio do Império Otomano (turco) e 17 anos de controle britânico.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Reino Unido apoia a Revolta Árabe (1916-18) e liberta a Arábia do domínio otomano. Em 1920, recebe um mandato da Liga das Nações para administrar o Iraque.

O país é criado artificialmente pelo então subsecretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill. Ele quer um Iraque suficientemente forte para conter o Irã. Para isso, une as províncias árabes de Bagdá e Bássora à província curda de Kirkuk, rica em petróleo, enterrando a proposta de fundar um Curdistão independente.

 ITÁLIA FASCISTA INVADE ETIÓPIA

    Em 1935, o Exército da Itália invade a Etiópia por ordem do ditador fascista Benito Mussolini, que sonha em criar um "novo Império Romano" para libertar o país da "prisão do Mar Mediterrâneo", mas tem pouco a apresentar nos primeiros 13 anos de governo.

Na época, a Etiópia é um dos poucos países independentes na África, quase toda dominada pelo imperialismo europeu. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pelos italianos, serve de pretexto para a invasão fascista.

Sem uma declaração de guerra, sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, um exército de 200 mil italianos enfrenta uma resistência feroz e precisa de armas químicas para vencer o fraco, mal treinado e mal equipado Exército da Etiópia. A Itália obtém uma vitória decisiva no Lago Achangui em 9 de abril de 1936 e toma Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país. Vira um herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas por não incluir um embargo ao petróleo, que paralisaria as Forças Armadas fascistas. O Reino Unido e a França temiam jogar a Itália nos braços do ditador nazista Adolf Hitler, mas a aliança nazifascista era inevitável e seria sacramentada com a guerra.

A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

Em 10 de junho de 1940, depois da invasão da Alemanha Nazista à França, a Itália declara guerra à França e o Reino Unido. Em 20 de janeiro de 1941, durante a guerra, forças britânicas e etíopes invadem na Etiópia. Em 5 de maio, o imperador entra em Adis Abeba. Num desafio às autoridades britânicas, logo reconstitui seu governo.

IRA ENCERRA GREVE DE FOME

    Em 1981, depois de sete meses e dez mortes, milicianos do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, encerram uma greve de fome na prisão Maze, em Belfast.

O primeiro a morrer é Bobby Sands, deputado eleito para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico quando está preso. Ele inicia o protesto em 1º de março por estar no isolamento numa prisão de segurança máxima. 

Antes, os presos do IRA podiam usar roupas civis, tinham liberdade de movimento dentro da cadeia como prisioneiros de guerra. A partir de 1976, são considerados prisioneiros comuns.

Sands só toma água e sal. Perde mais de 27 quilos até morrer, em 5 de maio, como um dos mártires da luta dos republicanos, católicos e nacionalistas irlandeses pela unificação da Irlanda.

A greve continua. Mais nove militantes do IRA morrem. Depois do fim da greve, o governo Margaret Thatcher (1979-90) cede às reivindicações dos prisioneiros e autoriza o uso de trajes civis, a receber cartas e visitas. Em 1983, começam as articulações pela paz na Irlanda do Norte. No ano seguinte, Thatcher escapa de um atentado do IRA durante a convenção anual do Partido Republicano em Brighton, no Sul da Inglaterra.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, depois de 45 anos de ocupação e divisão do país no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se fundem para reunificar a Alemanha.

No fim da guerra, a União Soviética toma Berlim e ocupa o lado leste da Alemanha, enquanto os aliados (EUA, França e Reino Unido) ocupam o lado oeste. A divisão do país é sacramentada em 1949 com a fundação da República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, comunista. 

Berlim é dividida entre Berlim Ocidental, um enclave capitalista e liberal-democrático na Alemanha Oriental, e Berlim Oriental, a capital do país comunista.

Durante a Guerra Fria, a Alemanha dividida fica na linha de frente do conflito Leste-Oeste. Para conter a fuga em massa dos alemães-orientais para o Ocidente, o regime comunista ergue em 13 de agosto de 1961 o Muro de Berlim.

Com a abertura democrática promovida a partir de 1985 pelo líder soviético Mikhail Gorbachev e o degelo na Guerra Fria, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989 e o caminho está livre para a reunificação da Alemanha.

O. J. SIMPSON ABSOLVIDO

    Em 1995, num julgamento midiático transmitido ao vivo pela televisão, o ex-jogador de futebol norte-americano Orenthal James Simpson é absolvido do duplo assassinato de sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e seu namorado Ronald Goldman.


A principal prova do crime é uma luva ensanguentada encontrada diante da casa de O. J., igual a outra recolhida na cena do crime. O problema para a acusação é que a luva é achada pelo policial Mark Fuhrman, que havia feito declarações racistas. Com base neste argumento, usando a carta racial, O. J. não é condenado, mas a opinião pública fica convencida da sua culpa.

Simpson é considerado culpado num processo civil e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões para as famílias das vítimas.

O ex-jogador volta a ter problemas com a polícia ao invadir armado um quarto de hotel de Las Vegas a pretexto de recuperar artigos de sua carreira esportiva que alega terem sido roubados.
 

Em 3 de outubro de 2008, Simpson é condenado por 12 acusações, inclusive sequestro e assalto à mão armada, e sentenciado a 33 anos de prisão. Ele sai da cadeia em 1º de outubro de 2017 em liberdade condicional. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Outubro

SALADINO TOMA JERUSALÉM

    Em 1187, o exército do sultão Saladino entra em Jerusalém depois de um breve cerco, tomando a cidade que estava em poder dos cristãos desde a Primeira Cruzada, em 1099.

Depois de uma vitória decisiva em Hattin, o sultão negocia a rendição, poupando civis para permitir uma retirada ordeira dos cristãos. A conquista de Jerusalém choca a Europa.

A Terceira Cruzada (1189-92), a Cruzada dos Reis (Frederico Barbarruiva, do Sacro Império Romano-Germânico; Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra; e Felipe Augusto, da França), tenta retomar a cidade sagrada para três religiões (cristianismo, islamismo e judaísmo), mas não consegue.

DARWIN VOLTA À INGLATERRA

    Em 1836, o naturalista Charles Darwin chega a Falmouth, na Cornualha, no Sudoeste da Inglaterra, depois de cinco anos de viagem a bordo do navio Beagle em que coleta espécimens e faz observações que servem de base à sua Teoria da Evolução das Espécies através da seleção natural e da seleção sexual, que seria apresentada no livro A Origem das Espécies.

O objetivo da expedição é fazer um levantamento cartográfico da costa da América do Sul, inclusive a longitude do Rio de Janeiro. A viagem é retardada pelo mau tempo. Sob o comando do capitão Robert FitzRoy, o Beagle zarpa em 27 de dezembro de 1831. Passa pela Ilha da Madeira e as Ilhas Canárias. O diário começa no Arquipélago de Cabo Verde.

Da África, passa pelos Rochedos de São Pedro e Paulo e Fernando de Noronha. Chega ao Brasil em Salvador, onde fica maravilhado pela floresta tropical e chocado pela escravidão, abolida no Reino Unido em 1807 e no Império Britânico em 1834.

Durante toda a viagem, Darwin desce várias vezes na terra para mandar cartas e coleções para o Reino Unido. Ele explora a Patagônia com gaúchos e os vê laçando emas com boleadeiras. Encontra ossos gigantes de espécies extintas. Chega às Ilhas Malvinas em 1833, pouco depois de serem ocupadas pelos britânicos, causa da guerra de 1982.

Em 13 de agosto de 1833, Darwin conhece o general, caudilho e ditador argentino Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires, que trava uma guerra de extermínio contra os índios da Patagônia, e fica indignado com brutalidade do que talvez seja o caudilho mais importante da história da América Latina.

O Beagle dá a volta pelo Sul do continente. No Chile, Darwin vai Valdívia, Concepción e Valparaíso, onde compra cavalos para chegar até Mendoza, na Argentina, na Cordilheira dos Andes. Depois, para em Lima e uma semana depois, em 15 de setembro de 1835, chega às Ilhas Galápagos, no Equador, onde se impressiona com as tartarugas-gigantes, que lhe parecem antediluvianas.

A expedição deixa Galápagos em 20 de outubro e segue rumo ao Taiti, à Austrália e à Nova Zelândia. Darwin está impactado com o contado com homens que considera selvagens, os fueguinos da Terra do Fogo e os maoris da Nova Zelândia, que vê como inferiores aos taitianos, vivendo em casas "sujas e imundas". Com uma visão imperialista, vê benefício nas fazendas dos colonos. Gosta mais da Austrália, onde chega em 12 de janeiro de 1836, especialmente da cidade de Sídnei.

Em Albany, na Austrália, o biólogo participa de uma dança aborígene, que descreve "uma cena rude e bárbara" com "tudo se movimentando numa harmonia horrível", mas gosta dos aborígenes, "bem-humorados" e "com espírito elevado".

O Beagle chega em 1º de abril de 1836 à Ilha dos Cocos, no Oceano Índico, que tem uma economia baseada no coco. Em 31 de maio, Darwin desembarca no Cabo da Boa Esperança, onde sabe por carta da irmã que suas cartas sobre a geologia da América do Sul foram publicadas.

Darwin deixa a Cidade do Cabo em 18 de junho, passa pela Ilha de Santa Helena, volta a Salvador e vai a Olinda e Recife, onde fica mais uma vez revoltado com a escravidão. Com ironia, "comemora" o fato de que o Brasil, um país escravocrata, seja o único país onde é maltratado.

Na etapa final da viagem, o Beagle sai de Pernambuco em 19 de agosto de 1836, reabastece no Arquipélago dos Açores e chega à Inglaterra em 2 de outubro.

FASCISTAS PREPARAM INVASÃO DA ETIÓPIA

    Em 1935, o imperador Hailé Salassié ordena a mobilização do Exército diante de informações de que a Itália Fascista de Benito Mussolini está prestes a invadir a Etiópia. É o início da Segunda Guerra Ítalo-Etíope.

A Etiópia é um dos poucos países independentes em uma África dominada pelo imperialismo europeu em 1934. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pela Itália, serve de pretexto para a invasão fascista em 3 de outubro de 1935.

Sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, os italianos vencem o mal equipado e mal treinado Exército da Etiópia, mas enfrentam uma resistência feroz e usam armas químicas. Conseguem uma vitória decisiva no Lago Achangui, em 9 de abril de 1936 e tomam Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país, o que o torna num herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas. A conquista da Etiópia pela Itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

FIM DO LEVANTE DE VARSÓVIA

    Em 1944, os últimos rebeldes poloneses se rendem à Alemanha Nazista, que ocupa a Polônia desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Dois meses antes, sabendo do avanço do Exército Vermelho, que está derrotando as forças nazistas na frente oriental, a resistência polonesa inicia uma rebelião. 

O Levante de Varsóvia começa em 1º de agosto e dura 63 dias. Durante pelo menos 40 dias, a resistência domina a situação. É a maior empreitada militar de uma resistência na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. 

O Exército Vermelho estaciona a 10 quilômetros do centro da capital polonesa e não intervém a favor dos rebeldes. Stalin quer o controle absoluto do território conquistado, sem dividir com a resistência.

PRIMEIRO NEGRO NA SUPREMA CORTE

    Em 1967, o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, Earl Warren, dá posse a Thurgood Marshall, primeiro juiz negro do supremo tribunal norte-americano.

Como chefe da assessoria jurídica da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), Marshall defende mais de uma dúzia de causas na Suprema Corte contestando a discriminação racial, especialmente nas escolas. É um dos arquitetos da legislação que acaba com a discriminação legal nos EUA nos anos 1960s.

MORRE TOM PETTY

    Em 2017, o cantor e compositor de rock Tom Petty morre aos 66 anos em Santa Mônica, na Califórnia, de uma overdose involuntária por mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, entre eles provavelmente fentanil, a droga que mais mata hoje nos Estados Unidos.

Thomas Earl Petty nasce em Gainesville, na Flórida, em 20 de outubro de 1950. Aos 10 anos, um tio o apresenta a Elvis Presley durante uma filmagem na Flórida. Dois anos depois, começa a tocar guitarra. Ele larga a escola no ensino médio para viajar com sua banda Mudcrutch.

Quando chega a Los Angeles, a banda se dissolve. Surgem Tom Petty and the Heartbreakers, que lançam um álbum do mesmo nome em 1976, sem grande sucesso nos Estados Unidos. Mas a música Breakdown estoura no Reino Unido.

Em 1986, os Heartbrakers tocam na turnê de Bob Dylan. Tom Petty, Dylan, o ex-beatle George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne formam o supergrupo Travelling Wilburys, que ganha um Prêmio Grammy em 1989. Ele lança dois álbuns solo de grande sucesso, Full Moon Fever e Wildflowers (1994), que vende milhões de cópias.

O divórcio de sua mulher de mais de 20 anos, em 1966, é um grande abalo psicológico. Tom Petty começa a usar heroína. Nesta época, ele lança seu álbum mais intimista, Echo (1999). Petty casa de novo em 2001, com show de Little Richard no casamento. Em 2002, Tom Petty and the Heartbreaks entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Outro marco da carreira com os Heartbreakers é fazer o show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato nacional de futebol norte-americano, a maior audiência da televisão nos EUA

Em outubro de 2017, quando os Heartbreakers festejam 40 anos, Tom Petty morre. Tem uma parada cardíaca total por overdose involuntária com uma mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, provavelmente fentanil, a droga que matou 72 mil norte-americanos num ano.

 

JAMAL KHASHOGGI ESQUARTEJADO

   Em 2018, o jornalista saudita residente nos Estados Unidos Jamal Khashoggi entra no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento que precisa para se casar. É torturado, esquartejado e morto, ao que tudo indica por seguranças do príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, o homem-forte da ditadura teocrática saudita.

O corpo nunca é encontrado. Uma tropa de choque saudita chega a Istambul para cometer o crime e volta para a Arábia Saudita no mesmo dia.

A morte de Khashoggi provoca uma reação internacional que isola a monarquia saudita num primeiro momento. O então presidente norte-americano Donald Trump, que fez sua primeira viagem ao exterior como presidente à Arábia Saudita, declara acreditar que o príncipe herdeiro é inocente. 

O presidente Joe Biden inicialmente trata MbS como um pária. Com a Guerra da Ucrânia e a crise energética causada pelas sanções econômicas à Rússia, tenta negociar com o príncipe saudita um aumento na produção de petróleo. MbS opta por se associar a Moscou para aumentar os preços, que rondam os US$ 100 por barril.  

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país, desconsiderando Lady Jane, rainha por nove dias.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos e a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689.

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor, como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial que lançam a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas de 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial, da Revolução Científica e da Revolução Militar, e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas.