terça-feira, 25 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Agosto

CONCÍLIO DE NICEIA

    Em 325, o Concílio de Niceia, a primeira reunião de cúpula da Igreja Católica para discutir os princípios da fé, termina com o estabelecimento da Doutrina da Santíssima Trindade (pai, filho e espírito santo).

O concílio, convocado em maio pelo imperador Constantino, o primeiro a seguir o cristianismo como religião, declara ser heresia colocar Jesus Cristo como uma figura menor do que Deus.

Arius, um sacerdote de Alexandria, no Egito, questiona a divindade de Cristo porque ele nasceu. Sua história tem um começo, enquanto Deus é eterno. O debate teológico sai da academia e se espalha por todas as congregações da Igreja.

Constantino, então, convoca bispos de todo o império para resolver o problema. O imperador preside à cerimônia de abertura do concílio, realizado na Niceia, hoje parte da Turquia. A Doutrina da Santíssima Trindade resolve o debate teológico.

PRIMEIRA TRAVESSIA DA MANCHA A NADO

    Em 1875, Matthew Webb, um capitão de navio da marinha mercante de 27 anos, torna-se o primeiro homem a atravessar a nado o Canal da Mancha, de 45 quilômetros, de Dover, na Inglaterra, a Calais, na França.

Com o mar revolto e as correntes marinhas, ele é obrigado a nadar mais de 60 quilômetros. Cruza o canal em 21 horas e 45 minutos.

De uma família com 12 filhos, Webb aprende a nadar no Rio Severn. Aos 12 anos, entra para a marinha mercante. Nas viagens pelo mundo, costumava dar nadadas de risco. Não é rápido, mas tem grande resistência.

Para se acostumar ao mar frio e atravessar a Mancha, treina distâncias de 20 a 30 quilômetros na costa da Inglaterra.

Webb sai do Pier do Almirantado, em Dover, no dia 24 de agosto com o corpo untado de gordura e um traje de seda vermelho. Barcos que o acompanham dão, chá, licor e outros líquidos para o atleta amador. 

Quando ele está a cerca de 10 km da costa da França, a maré vira e o empurra para trás, Mas às 11h,  ele chega em terra. Depois de dormir 12 horas na França, volta de navio para o Reino Unido.

MORTE DE NIETZSCHE

    Em 1900, morre o filósofo, acadêmico, crítico cultural, poeta e compositor alemão Friedrich Nietzsche, um dos pensadores mais importantes da história.

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasce em Röcken, na Prússia, em 15 de outubro de 1844. Começa sua carreira como filólogo clássico estudando o grego e o latim antes de virar filósofo.

Seus livros criticam ferozmente a religião, a moral, a cultura, a filosofia e a ciência com abundância de metáforas, ironias e aforismos. As ideias centrais incluem a crítica à dicotomia apolínea-dionisíaca, a vontade de poder, o super-homem, o eterno retorno e a morte de Deus.

Ateu, Niezsche afirma que o homem é um ser tão arrogante que cria Deus a sua imagem e semelhança, quando a Bíblia diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.

Aos 44 anos, em 1889, sofre um colapso e perde suas capacidades mentais. Passa o fim da vida sob os cuidados da mãe e de uma irmã.

ALEMANHA QUEIMA LOUVAIN

    Em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Exército da Alemanha queima e saqueia durante quatro dias a cidade belga de Louvain, matando centenas de civis, numa amostra da violência de sua máquina de guerra.

Nos primeiros dias da guerra, a Alemanha viola a neutralidade da Bélgica e invade este país a caminho de atacar a França. A Universidade de Louvain, de 1426, e sua biblioteca são incendiadas, sob protestos internacionais,

LIBERTAÇÃO DE PARIS

     Em 1944, depois de mais de quatro anos de ocupação nazista, a 2ª Divisão Blindada do Exército da França e a 4ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos libertam Paris.

A cidade é tomada em 14 de junho de 1940, um mês depois da invasão da França pela Alemanha Nazista. Oito dias depois, é firmado um armistício, por exigência do ditador nazista Adolf Hitler no mesmo vagão onde a Alemanha assinara a rendição no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É um sinal de que Hitler vê uma guerra como a continuação da outra. Desta rendição, surge o regime fantoche colaboracionista de Vichy. Do exílio em Londres, o general Charles de Gaulle lidera a França Livre.

A 2ª Divisão Blindada da França é criada em 1943 com o propósito de libertar Paris depois da Invasão da Normandia, quando é colocada sob o comando do general George Patton, do 3º Exército dos EUA

A resistência alemã é fraca e o comandante militar nazista, general Dietrich von Choltitz, não segue a ordem de Hitler para incendiar a cidade e destruir seus marcos históricos. Em sua biografia, Choltitz tenta levar o crédito por salvar Paris, mas talvez não tivesse mais poder para arrasar a magnífica capital da França.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Agosto

ERUPÇÃO DO VESÚVIO

    No ano 79 da era cristã, o vulcão Vesúvio entra em erupção no que hoje é o Sul da Itália, na época parte do Império Romano, e arrasa as cidades de Herculano e Pompeia, matando milhares de pessoas.

Em 17 minutos, o Vesúvio mata toda a população de Pompeia. As duas cidades são cobertas por uma grossa camada de lava e poeira vulcânica e não são reconstruídas. Ficam praticamente esquecidas até serem redescobertas no século 18.

O Vesúvio é o único vulcão ativo da Europa. A última grande erupção foi em 1631 e a mais recente em 1944. Cerca de 700 mil pessoas vivem em áreas próximas, que seriam atingidas numa grande erupção.

VISIGODOS SAQUEIAM ROMA

    Em 410, Alarico I, rei dos visigodos, é o primeiro líder germânico a tomar Roma, num dos marcos da queda do Império Romano do Ocidente. Depois de três dias de saques, os visigodos deixam a cidade e rumam para o Sul da Itália levando como refém Galla Placidia, irmã do imperador Honório.


Na época, Roma não é mais capital do Império Romano do Ocidente, transferida pela Mediolano (hoje Milão) em 286 e Ravena em 402. É a primeira vez que a Cidade Eterna cai sob o poder de um estrangeiro, desde que o líder gaulês Breno a tomou, em 390 antes de Cristo. 

O imperador Teodósio II, do Império Romano do Oriente, decreta três dias de luto em Constantinopla. São Jerônimo, que vive em Belém, comenta: "A cidade que conquistou o mundo inteiro foi conquistada."

Alguns romanos atribuem o saque à ira dos deuses pagãos tradicionais, abandonados desde que o imperador Constantino acaba com a perseguição aos cristãos, em 313, e o imperador Teodósio I adota o cristianismo como religião oficial do império, em 380.

Os ataques ao cristianismo levam Santo Agostinho a escrever o livro A Cidade de Deus, uma das obras fundamentais do catolicismo.

Um saque ainda mais violento de Roma é feito pelos vândalos, em 455. O Império Romano do Ocidente acaba em 4 de setembro de 476, quando Flávio Odoacro, filho de um príncipe da corte de Átila, o reino dos hunos, depõe o imperador Rômulo Augusto, mais conhecido Augústulo, que significa pequeno Augusto. Odoacro se torna o primeiro rei da Itália.

MASSACRE DA NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

    Em 1572, sob pressão da rainha-mãe, Catarina de Medici, o rei Carlos IX da França manda matar os líderes dos protestantes huguenotes em Paris, deflagrando o massacre de dezenas de milhares de huguenotes na noite do Dia de São Bartolomeu.

Dois dias antes, a rainha-mãe ordena o assassinato do almirante Gaspard de Coligny, um líder huguenote, temendo que leve o filho a uma guerra com a Espanha. O almirante, que tem um forte com seu nome na França Antártida, criada pela Invasão Francesa ao Rio de Janeiro em 1555, sai ferido. O rei promete investigar para acalmar os huguenotes. A mãe o convence de que eles estão prestes a se rebelar.

Com o beneplácito da coroa, hordas de católicos sedentos de sangue atacam os huguenotes, primeiro em Paris, depois por toda a França. O rei baixa um decreto no dia 25, mas a matança continua até outubro. Pelo menos 3 mil huguenotes são mortos em Paris e 70 mil em toda a França.

WASHINGTON EM CHAMAS

    Em 1814, durante a Guerra Anglo-Americana de 1812, os britânicos tomam a capital dos Estados Unidos e incendeiam vários prédios públicos, inclusive o Capitólio e a sede do governo, que ainda não se chama Casa Branca.

A Revolução Francesa de 1789 e as guerras napoleônicas (1799-1815) geram instabilidade política nos EUA. Os federalistas admiram o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, e os republicanos simpatizam com a França. O Império Britânico vê uma oportunidade para reconquistar a ex-colônia. Passa a fornecer armas aos indígenas ao sul dos Grandes Lagos e os estimula a atacar os pioneiros que desbravam o Oeste.

Em resposta ao Bloqueio Continental imposto por Napoleão Bonaparte ao comércio com o Reino Unido, este país, que domina o Oceano Atlântico desde a vitória do almirante Horace Nelson na Batalha de Trafalgar (1805), impede o comércio transatlântico com a França e afunda ou apreende os navios norte-americanos.

Na expectativa de conquistar o Canadá, o presidente James Madison declara guerra ao Reino Unido, aprovada pelo Congresso em 17 de junho de 1812. A guerra começa no dia seguinte. A invasão ao Canadá é repelida. 

Depois da derrota e abdicação de Napoleão em Fontainebleau, em 11 de abril de 1814, o Reino Unido decide lançar uma operação punitiva contra a ex-colônia, sob o comando do general Robert Ross e do almirante George Cochrane.

Uma esquadra de 17 navios leva 4 mil soldados experientes nas guerras da Europa. Eles desembarcam em Benedict, no estado de Maryland, em 19 de agosto de 1814. Sem grande resistência, tomam e incendeiam Washington. A letra do Hino dos EUA é um poema de exaltação à resistência da "terra dos livres e lar dos bravos".

Os britânicos se retiram depois de 26 horas. Menos de quatro dias mais tarde, uma tempestade e um tornado apagam as chamas e causam uma destruição ainda maior. A paz é assinada em Gante, na Bélgica, em 24 de dezembro de 1814, mas os combates só terminam em 24 de maio de 1815 porque alguns generais britânicos não sabem do acordo.

ESPANHA RECONHECE INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO

    Em 1821, onze anos depois do início da guerra da independência, o vice-rei espanhol Juan O’Donojú assina o Tratado de Córdoba, um plano para transformar o México em uma monarquia constitucional

A invasão de Napoleão Bonaparte à Espanha, em 1808, na Guerra Peninsular, meses depois de invadir Portugal, deflagra a independência das colônias americanas.

Em 16 de setembro de 1810, o padre Miguel Hidalgo y Costilla dá o Grito de Dolores, proclamando a independência do que até então era a Nova Espanha, com propostas de redistribuição da terra e igualdade racial. Ele é derrotado, capturado e executado, mas a semente da revolta está plantada.

Outros líderes camponeses, José María Morelos y Pavón, Mariano Matamoros e Vicente Guerrero comandam exércitos rebeldes. Por ironia da história, a vitória cabe aos monarquistas, mexicanos conservadores de origem espanhola.

Na falta de uma família real, em 1822, Agustín de Iturbide, o comandante militar rebelde, é proclamado imperador do México. Seu reino é curto. Em 1823, Guadalupe Victoria e Antonio López de Santa Ana o depõe e proclamam a república. Santa Ana perde mais de 40% do território mexicano para os EUA.

SUICÍDIO DE VARGAS

    Em 1954, o presidente Getúlio Vargas se mata com um tiro no peito no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sob forte pressão da oposição e dos militares desde o atentado da Rua Tonelero contra o deputado Carlos Lacerda, líder da oposição, em 5 de agosto, quando morre o major-aviador Rubens Vaz.

Getúlio Dornelles Vargas nasce em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1882, e inicia a carreira política como herdeiro de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros. É eleito deputado estadual em 1909 pelo Partido Republicano Rio-Grandense, deputado federal em 1923 e presidente (assim se chama na época) do Rio Grande do Sul em 1927. Antes, é ministro da Fazenda do presidente Washington Luiz (1926-30) durante um ano.

Em 1930, Vargas disputa a Presidência do Brasil com o paulista Júlio Prestes, candidato da oligarquia café com leite (São Paulo e Minas Gerais), que domina a política na República Velha (1889-1930), e perde. Mas o assassinato de seu candidato a vice-presidente, o governador da Paraíba João Pessoa, um crime passional e não político, em 26 de julho de 1930, leva, em 3 de outubro, à Revolução de 30, Vargas assume a Presidência um mês depois.

São Paulo não aceita a nomeação de um interventor e se rebela. A Revolução Constitucionalista de 1932 não consegue derrubá-lo, mas Getúlio convoca uma Assembleia Constituinte. A Constituição de 1934 introduz o voto feminino e tem vida curta. Em 10 de novembro de 1937, um golpe palaciano cria o Estado Novo, uma ditadura que vai até 29 de outubro de 1945, quando Vargas é deposto sobre pressão dos Estados Unidos.

Getúlio volta eleito pelo povo em 1951 e governa até a morte sob pressão das oligarquias e dos militares. Durante seus governos, além do voto feminino, consolida as leis do trabalho, cria a Companhia Siderúrgica Nacional, a Petrobrás e a Eletrobrás.

Na carta-testamento, Vargas acusa forças ocultas de bloquear o desenvolvimento do Brasil. O suicídio adia por dez anos o golpe militar, que vem em 31 de março de 1964. Antes, há uma tentativa de golpe quando o presidente Jânio Quadros renuncia, em 25 de agosto de 1961, quando o vice-presidente João Goulart está em vista à República Popular da China. O governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, resiste, lança a Campanha da Legalidade e garante a posse de Jango.

Vargas deixa os dois como principais herdeiros políticos, o presidente Goulart (1961-64) e o governador Brizola.

PLUTÃO VIRA ANÃO

    Em 2006, a União Astronômica Internacional decide rebaixar Plutão, até então considerado o nono planeta do sistema solar, para planeta anão.

Plutão é descoberto em 1930 por Clide Tombaugh. Formado por rocha e gelo, tem um quinto da massa da Lua e um terço do volume.

Com a descoberta de vários corpos celestes semelhantes a partir de 1992, sua classificação como planeta passa a ser questionada, especialmente depois da identificação, em 2005, de Éris, outro planeta anão, que tem massa 27% maior.

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domingo, 23 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Agosto

EXECUÇÃO DE HERÓI ESCOCÊS

    Em 1305, William Wallace é enforcado, arrastado e esquartejado em Londres por "alta traição" por liderar a resistência escocesa nos primeiros anos de uma luta ao final bem-sucedida contra a dominação da Escócia pela Inglaterra nos séculos 13 e 14.

Wallace nasce em 1270 em Paisley, na Escócia, e fica famoso ao vencer junto com Andrew Moray um exército inglês na Batalha da Ponte de Stirling, em 11 de setembro de 1297. É reação à conquista do país pelo rei Eduardo I, da Inglaterra (1272-1307), que em 1296 depõe e prende o rei João de Balliol e se declara rei da Escócia.

Com a fama angariada no campo de batalha, Wallace é proclamado Alto Guardião da Escócia, posição que ocupa até a derrota na Batalha da Falkirk, uma das maiores da Primeira Guerra da Independência da Escócia (1296-1328), em 22 de julho de 1298. É sucedido por Roberto de Bruce, que se torna o rei Roberto I (1306-29).

Preso em agosto de 1305 em Robroyston, perto de Glasgow, Wallace é entregue a Eduardo I e executado. Sua saga é contada no filme Braveheart (Coração Valente), de 1995.

A Segunda Guerra da Independência da Escócia (1332-57) começa quando Eduardo Balliol, filho de João Balliol e pretendente à coroa, se alia a Eduardo III, da Inglaterra (1327-77), interessado em vingar as humilhações sofridas por seus antecessores, para desafiar a autoridade de David II, da Escócia (1329-71), que ascende ao trono com apenas 5 anos.

O sucesso inicial leva Eduardo III a reivindicar a coroa da França, deflagrando a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), em que os ingleses usam a experiência obtida nas guerras contra os escoceses.

A Escócia vence a segunda guerra e mantém a independência até assinar o Tratado da União com a Inglaterra e formar o Reino da Grã-Bretanha, em 1707.

MORRE SÍMBOLO SEXUAL DOS ANOS 1920

    Em 1926, morre em Nova York aos 31 anos Rodolfo Alfonso Raffaello Pierre Filibert Guglielmi di Valentina D'Antonguolla, mais conhecido como Rodolfo Valentino, um ator italiano radicado nos Estados Unidos que se torna o arquetípico galã cinematográfico, um símbolo sexual dos anos 1920.

Pouco depois do lançamento de seu último filme, O Filho do Xeique, Valentino é hospitalizado com uma úlcera perfurada e morre de peritonite oito dias depois de ser operado. Sua morte provoca várias tentativas de suicídio. Sua última namorada, a atriz Pola Negri, fica inconsolável. 

Dezenas de milhares de pessoas prestam homenagem passando junto ao caixão em Nova York. Cem mil pessoas se concentram perto da igreja onde é realizado o funeral. O corpo é levado de trem para ser enterrado em Hollywood.

SACCO E VANZETTI EXECUTADOS

    Em 1927, apesar dos protestos internacionais de defensores de sua inocência, os anarquistas italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti são executados na cadeira elétrica por latrocínio, roubo seguido de morte.

O tesoureiro de uma fábrica de sapatos de South Braintree, no estado de Massachusetts, é assassinado em 15 de abril de 1920 junto com um segurança. O latrocínio é atribuído a dois italianos, que fogem com US$ 15 mil.

Sacco e Vanzetti são presos ao ir a uma garagem atrás de um carro que a polícia supunha estar ligado ao crime. Os dois suspeitos estão armados e mentem nos depoimentos, mas não têm antecedentes criminais. Em 14 de julho de 1921, são condenados à morte.

A pena é mantida mesmo depois que Celestino Medeiros, condenado por homicídio, confessa em 1925 ter participado do latrocínio. O Tribunal de Justiça de Massachusetts não revisa a sentença e o governador Alvin Fuller nega os pedidos de clemência.

Em 1977, o governador Michael Dukakis reabilita Sacco e Vanzetti declarando que foram alvos de uma injustiça.

PACTO GERMANO-SOVIÉTICO

    Em 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética firmam o Pacto Germano-Soviético ou Pacto Ribbentrop-Molotov, nomes dos ministros do Exterior que assinam o acordo de não agressão a mando dos ditadores Adolf Hitler e Josef Stalin.

Com o pacto, Hitler garante a paz temporariamente com a URSS, enquanto Stalin ganha tempo para se preparar para uma guerra que consideraa inevitável. Os dois países dividem a Polônia, a Alemanha fica com a maior parte e Hitler entrega as repúblicas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia) à URSS.

Nove dias depois, em 1º de setembro, a Alemanha invade a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial (1939-45). A URSS ocupa o lado oriental da Polônia. Com o controle da situação, em 1940, Hitler volta o esforço de guerra para conquistar a Europa Ocidental.

Ao ocupar parte da Polônia, a URSS detém quase 22 mil militares, policiais e cidadãos comuns acusados de espionagem e subversão pelo Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), o nome da polícia política soviética na era Stalin (1927-53). Eles são mortos com tiro na nuca em abril e maio de 1940 no Massacre da Floresta de Katyn.

Em 22 de junho de 1941, a Alemanha invade a URSS na na Operação Barbarossa, a aposta mais ousada de Hitler, que o levaria à derrota e à morte. Mais de 80% das tropas alemãs são derrotadas na frente oriental. Com a entrada da URSS na guerra ao lado dos aliados, o governo polonês no exílio em Londres pede a libertação dos militares.

Dois anos depois da invasão, a Alemanha anuncia a descoberta de valas cheias de corpos na Floresta de Katyn. A URSS culpa os nazistas.

Com as vitórias nas batalhas de Stalingrado e de Kursk, em 1943, o Exército Vermelho para a ofensiva nazista e inicia a contraofensiva rumo a Berlim, tomada em 8 de maio de 1945, marco do fim da guerra na Europa. Hitler se suicida dias antes, em 30 de abril.

Só em 1990, durante o governo Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo Massacre de Katyn.

LOU REED DEIXA VELVET UNDERGROUND

    Em 1970, o cantor e compositor Lou Reed faz seu último show com The Velvet Underground, uma das maiores bandas de rock norte-americanas.

Reed conhece o galês John Cale em Nova York em 1964. Eles começam a tocar juntos. Com temas como prostituição e drogas, as letras de Reed estão muito distantes da música comercial. 

O apoio do artista plástico Andy Warhol credencia o Velvet Underground junto à vanguarda cultural nova-iorquina. A banda lança o primeiro álbum, Nico and the Velvet Underground, em 1967. Cale sai em 1968 e Lou Reed dois anos depois para fazer carreira solo. Ele morre em 2013.

 

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sábado, 22 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 22 de Agosto

BATALHA DE BOSWORTH

    Em 1485, na última grande batalha da Guerra das Duas Rosas (1455-85), Henrique Tudor, Conde de Richmond, vence o rei yorkista Ricardo III, que morre no campo de Bosworth, e é coroado rei da Inglaterra como Henrique VII.

A Guerra das Duas Rosas é uma luta pelo poder travada na Inglaterra pelos descendentes do rei Eduardo III (1327-77), pelas dinastias de Lancaster (rosa vermelha) e de York (rosa branca), alimentada pelas ideias do Renascimento na Itália e pela violência herdada da Guerra dos Cem Anos (1337-1453).

A Dinastia de Lancaster ascende ao trono quando Henrique de Bolinbroke invade o país em 1399 e depõe Ricardo II (1377-99), sucessor de Eduardo III, tornando-se o rei Henrique IV (1399-1413), e continua sob Henrique V (1413-22) e Henrique VI (1422-61 e 1470-71).

A guerra começa no reinado de Henrique VI, um rei inseguro, manipulado pela mulher, Margaret de Anjou, a Loba da França. Isto leva parte da nobreza a conspirar para levar a Dinastia de York de volta ao trono. 

Em 1453, abalado por uma depressão, ele indica Ricardo, Duque de York, como sucessor. Quando se sente melhor, em 1455, retira todos os cargos de Ricardo de York, o que provoca o início do conflito. 

Os yorkistas vencem as forças reais na Primeira Batalha de Saint Albans, em 1455, e conquistam Londres em 4 de março de 1461, depois da Batalha de Mortimer's Cross. Derrubam Henrique VI, preso na Torre de Londres, e o substituem pelo primo Eduardo de York, o rei Eduardo IV. 

Em 30 de outubro de 1470, Henrique VI é libertado e reassume o trono, mas não por muito tempo. Com o apoio de Carlos I, de Borgonha, também conhecido como Carlos, o Audaz, ou Carlos, o Temerário, Eduardo IV recupera a coroa depois da Batalha de Tewkesbury, em 4 de maio de 1471, onde morre o príncipe de Gales, Eduardo de Westminster, deixando a Dinastia de Lancaster sem sucessor.

Eduardo IV reina em relativa paz até a morte, em 9 de abril de 1483. Seu filho Eduardo V, de 12 anos, reina por 78 dias até ser deposto pelo tio, Ricardo III, que era o Lorde Protetor dos dois principezinhos, Eduardo V e o irmão, Ricardo, desaparecidos e provavelmente mortos na Torre de Londres.

O desaparecimento dos principezinhos alimenta a revolta contra Ricardo III e a Dinastia de Lancaster apoia os Tudor contra ele. Em 1485, Henrique Tudor sai da Bretanha e invade a Inglaterra com 5 mil soldados. Mesmo tendo um exército duas vezes maior, os yorkistas perdem a Batalha de Bosworth. Ricardo III morre. 

A famosa frase "Um cavalo! Um cavalo! Meu reino por um cavalo!" não é dita por Ricardo III. É criada por William Shakespeare para a peça teatral A Vida e Morte do Rei Ricardo III.

Para acabar com a guerra, Henrique VII (1485-1509) se casa com Elizabeth de York.

É o fim da Idade Média na Inglaterra e o início da poderosa Dinastia Tudor, que governaria o país até 1603, com o próprio Henrique VII, Henrique VIII (1509-47), que rompe com a Igreja Católica e funda a Igreja da Inglaterra para se divorciar porque queria ter um filho homem para evitar novas guerras pelo trono, Eduardo VI (1547-53), Maria I (1553-58) e Elizabeth I (1558-1603), período em que começa a construção do Império Britânico.

Ao romper com o Vaticano e fundar a Igreja Anglicana, Henrique VIII divide o país entre católicos e protestantes, o que deflagra uma guerra entre suas filhas Maria I, católica, filha de Fernando II de Aragão e Isabel I, de Castela, os reis católicos da Espanha, e a Elizabeth I, protestante, filha de Ana Bolena, a segunda das seis mulheres de Henrique VIII.

A rivalidade entre Maria I e Elizabeth I gera os conflitos religiosos que causam a longa Guerra Civil Inglesa (1630-89). A guerra só termina com a Revolução Gloriosa (1688-89), que estabelece a supremacia do Parlamento. Entre outras coisas, a Declaração de Direitos proíbe o rei de aumentar impostos e declarar guerra sem o consentimento do Parlamento, e até mesmo de manter um exército permanente.

FUNDAÇÃO DA CRUZ VERMELHA

    Em 1864, na Suíça, 12 países adotam a Convenção de Genebra para Melhorar a Condição dos Feridos e Doentes de Exércitos no Campo de Batalha e criam a Cruz Vermelha Internacional.

A fundação da Cruz Vermelha é uma resposta à violência da Batalha de Solferino, um combate decisivo na Segunda Guerra da Independência da Itália, travada em 24 de junho de 1859, que termina com a vitória da França de imperador Napoleão III, aliado a um exército da Sardenha e do Piemonte, sobre a Áustria do imperador Francisco José I.

Cerca de 300 mil soldados lutaram na Batalha de Solferino, a maior desde a Batalha de Leipzig, de 16 a 19 de outubro de 1813, quando uma aliança da Aústria, Prússia, Rússia e Suécia vence o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior das guerras napoleônicas e da Europa antes da Primeira Guerra Mundial (1914-18). Cerca de 560 mil homens lutam em Leipzig com 2,2 mil peças de artilharia que fazem 133 mil disparos e deixam 133 mil mortos e feridos.

Ao percorrer o campo de batalha em Solferino, no Reino da Lombardia e Veneza, hoje parte da Itália, e testemunhar o sofrimento dos feridos em combate, o suíço Jean-Henri Dunant escreve o livro Uma Memória de Solferino e inicia uma campanha para criar uma organização capaz de proteger as vítimas da guerra. 

As demais Convenções de Genebra são aprovadas em 1949, depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

MICHAEL COLLINS ASSASSINADO

    Em 1922, o líder revolucionário Michael Collins, político do partido Sinn Féin e herói da independência da Irlanda do Reino Unido, é morto em emboscada no condado de Cork, no Oeste da Irlanda.

Collins nasce em 16 de outubro de 1890 em Woodfield, no condado de Cork, então parte do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda. Em 1906, ele vai para Londres, onde trabalha como funcionário do Banco de Poupança do Correio. Volta em janeiro de 1916 para a Irlanda e luta na Revolta da Páscoa, em abril do mesmo ano. É preso e libertado em dezembro.

Logo, ascende na hierarquia dos Voluntários Irlandeses e no Sinn Féin (Nós Mesmos). Em 1918, é eleito deputado pelo distrito de Cork Sul. Os deputados do Sinn Féin, que conquistam uma grande vitória nas eleições na Irlanda, formam em janeiro de 1919 um parlamento irlandês, o Primeiro Dáil, e declaram a independência da Irlanda. 

Na primeira sessão, em 21 de janeiro, o Primeiro Dáil proclama a independência e deflagra a Guerra Anglo-Irlandesa, a Guerra de Independência da Irlanda, que vai até 11 de julho de 1921. Collins é nomeado ministro das Finanças.

Durante a guerra, Collins é diretor de inteligência do Exército Republicano Irlandês (IRA), general adjunto dos Voluntários Irlandeses e o principal responsável pela estratégia de guerrilha. Depois do cessar-fogo, é um dos cinco enviados pelo presidente irlandês, Éamon de Valera, para negociar a paz com o Reino Unido.

O tratado de paz, assinado em 6 de dezembro de 1921, cria o Estado Livre Irlandês em 26 dos 32 condados da Irlanda. Os outros seis, parte da província do Úlster, formam a Irlanda do Norte, que continua sendo parte do Reino Unido. Mas o acordo depende de um juramento de lealdade à coroa, o que desagrada aos revolucionários. 

Michael Collins considera uma concessão aceitável para garantir a independência e consegue obter a aprovação do parlamento irlandês em 7 de janeiro de 1922, pondo fim a oito séculos de dominação inglesa. Em 16 de janeiro, ele se torna chefe do governo provisório. Secretamente, apoia uma ofensiva do IRA na Irlanda do Norte.

Quando estoura a Guerra Civil Irlandesa, em 28 de junho de 1922, Collins é o líder do Exército Nacional. Em 22 de agosto, morre numa emboscada dos inimigos do tratado de paz.

LUTA CONTRA RACISMO NO ESPORTE

    Em 1950, a tenista Althea Gibson é a primeira pessoa de origem africana a ser aceita pela Associação de Tênis na Grama dos Estados Unidos para disputar o Torneio de Forest Hills, que no futuro evolui para Aberto dos EUA. É a primeira tenista negra a ganhar os torneios de Roland Garros, na França, em 1956, de Wimbledon, na Inglaterra, e de Forest Hills, em 1957.

Althea Gibson nasce no Condado de Clarendon, na Carolilna do Sul, em 25 de agosto de 1927. Seus pais são meeiros numa plantação de algodão. Podem cultivar uma pequena parte das terras de um fazendeiro em troca de trabalhar na colheita.

Com a Grande Depressão (1929-39), as fazendas do Sul são duramente atingidas. Em 1930, como parte da Grande Migração, a família se muda para o bairro negro do Harlem, em Nova York. Ela larga a escola aos 13 anos. Encara a dura vida das ruas com técnicas de boxe que aprende com o pai e joga basquete. Para escapar da violência do pai, passa algum tempo num educandário católico para crianças vítimas de abuso.

Em 1940, tem as primeiras aulas de tênis, mas a princípio não gosta do esporte: "Queria brigar com a outra jogadora todas as vezes que começava a perder uma partida." No ano seguinte, entra no seu primeiro torneio e ganha o Campeonato Estadual de Nova York da Associação Americana de Tênis. Em 1944 e 1945, vence os campeonatos nacionais para meninas. 

Em 1947, ganha o primeiro de 10 títulos nacionais para mulheres, mas só em 1950, aos 23 anos, é convidada para Forest Hills. No ano seguinte, ganha o primeiro torneio internacional, o Campeonato Caribenho, na Jamaica, e é a primeira pessoa negra a disputar o Campeonato de Wimbledon, onde nunca é admitida como sócia.

Ela ganha três dos quatro torneios do Grand Slam, conquista um total de cinco títulos de simples e cinco de duplas e quatro de vice-campeã dos torneios mais importantes do mundo. Com a brasileira Maria Esther Buenos como parceira, vence Wimbledon e é vice em Forest Hills em 1958. 

No mesmo ano, se torna profissional. Em 1964, aos 37 anos, é a primeira mulher negra aceita na Associação Profissional de Golfe para Mulheres. Mais tarde, é treinadora das irmãs Serena e Venus Williams.

SANDINISTAS TOMAM PALÁCIO NACIONAL

    Em 1978, durante a guerra contra a ditadura de Anastasio Somoza Debayle, um grupo de 26 guerrilheiros da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) toma o Palácio Nacional, em Manágua, sede da Assembleia Nacional da Nicarágua. Sob o comando de Edén Pastora, o Comandante Zero, faz cerca de mil reféns, inclusive 49 deputados, e exige a libertação de todos os presos políticos.

O movimento guerrilheiro é inspirado em Augusto César Sandino, o "general de homens livres", que resiste durante seis anos a uma intervenção militar dos Estados Unidos iniciada em 1912, dentro da Guerra das Bananas.

Os fuzileiros navais norte-americanos deixam o país em 1933. No ano seguinte, durante as negociações de paz, Anastasio Somoza García ordena o assassinato de Sandino, em 21 de fevereiro de 1934. Seus seguidores são fuzilados.

O ditador se torna oficialmente presidente da Nicarágua em 1º de janeiro de 1937. Governa até ser assassinado em 29 de setembro de 1956 pelo poeta Rigoberto López Pérez, numa ação de que participam Carlos Fonseca Amador e Tomás Borge Martínez, futuros comandantes da FSLN.. 

Somoza García é sucedido pelo filho Luis Somoza Debayle, ditador até a morte por ataque cardíaco em 13 de abril de 1967. Durante seu governo, permite que rebeldes cubanos apoiados pelos EUA usem o porto de Porto Cabeças para a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, derrotada por Fidel Castro.

A FSLN é fundada em 19 de julho de 1961, sob inspiração da Revolução Cubana, que toma o poder em Havana em 1º de janeiro de 1959, antes da posse de Anastasio Somoza Debayle, em 1º de maio de 1967.

Nos anos 1970, os sandinistas conquistam amplo apoio popular, de setores econômicos e da Igreja Católica e intensificam a atividade guerrilheira. O comandante Carlos Fonseca morre em 8 de novembro de 1976.

Um marco da Revolução Sandinista é a morte, em 10 de janeiro de 1978, do jornalista Pedro Joaquín Chamorro, visto como o principal líder da oposição capaz de assumir a Presidência da Nicarágua. A tomada espetacular do Palácio Nacional é outro momento-chave, com a libertação de presos políticos e a divulgação de manifestos.

Em março de 1979, a FSLN convoca uma greve geral e lança a ofensiva final. Somoza foge em 17 de julho e os sandinistas tomam Manágua em 19 de julho. O ditador foge para o Paraguai, onde é morto por um bazucaço em 17 de setembro de 1980.

Com a vitória da revolução, toma o poder uma junta de nove comandantes e Daniel Ortega se torna presidente até 25 de abril de 1990, depois de perder uma eleição para Violeta Chamorro, a mulher de Pedro Joaquín Chamorro, em 26 de fevereiro de 1990.

Ortega volta ao poder em 2007 com apoio do ex-presidente Arnoldo Alemán, um somozista, e governa até hoje, assumindo poderes ditatoriais. Em 2018, esmaga uma revolta popular iniciada com protestos contra uma reforma da previdência, com total de mortes estimado entre 325 e 568.

Depois de prender os principais candidatos da oposição, Ortega, o novo Somoza, é reeleito em 2021. Em 9 de fevereiro de 2023, a ditadura liberta e expulsa 222 oposicionistas. Dentro de sua guerra contra a Igreja Católica, em 15 de agosto, fecha a Universidade Centro-Americana, uma instituição dos jesuítas, acusando-a de ser um antro de terroristas.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Agosto

REVOLTA DE ESCRAVOS NOS EUA

    Em 1831, Nat Turner, que se considera enviado por Deus para libertar seu povo, inicia um sangrenta revolta de escravos que mata 60 pessoas no estado da Virgínia.

Com sete aliados, Turner mata seu dono, Joseph Travis, e família. O plano é tomar o arsenal do condado, na cidade de Jerusalém, e fugir por 50 quilômetros até um pântano onde pretendia enganar seus perseguidores.

Durante dois dias e duas noites, os rebeldes atacam fazendas e arregimentam seus escravos para a luta. Cerca de 75 rebeldes matam 60 moradores brancos do Condado de Southampton.

Uma milícia estadual de 3 mil homens esmaga a rebelião quando Turner e os escravos rebelados estão a poucos quilômetros de Jerusalém. O líder escapa. É preso em outubro e enforcado em 11 de novembro em Jerusalém.

Em reação à maior revolta de escravos da história dos EUA, muitos negros inocentes são chacinados e uma série de leis repressivas proíbe o movimento negro, a reunião e a educação de escravos.

ROUBO DA MONA LISA

    Em 1911, um funcionário italiano do Museu do Louvre, em Paris, rouba o quadro mais famoso do mundo, a Gioconda ou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, pintado em 1503.

Vincenzo Peruggia aproveita o fechamento do museu numa segunda-feira e o sono de um porteiro para arrancar o quadro da moldura e carregá-lo escondido numa jaqueta. 

Depois de deixar a Mona Lisa escondida debaixo da cama por 28 dias, o ladrão leva o quadro para a Itália por acreditar que a pintura fora roubada numa invasão de Napoleão Bonaparte, que teve a obra pendurada em seu quarto. Na verdade, o rei Francisco I comprou o quadro de Leonardo da Vinci.

Na Itália, Peruggia entra em contato com o florentino Alfredo Geri, dono de um antiquário, e pede 500 mil liras, equivalentes a R$ 440 mil ao câmbio atual, pela pintura célebre. Os dois se encontram no Hotel La Cerratani, hoje Hotel La Gioconda, em Florença. Geri leva junto Giovanni Poggio, diretor da Galeria dos Ofícios, o principal museu da cidade.

Como há muitas falsificações de obras famosas, os dois decidem verificar a autenticidade da obra. Quando veem que é autêntica, denunciam à polícia, que prende Peruggia e recupera o quadro dois anos depois do furto. Antes de voltar a Paris, a Mona Lisa é exposta na Galeria dos Ofícios, em Florença, e no Palácio Farnese e na Galeria Borghese, em Roma.

Desde então, o sorriso da Mona Lisa só saiu do Louvre para ser exposto no Museu de Arte Metropolitano, em Nova York, nos EUA, em 1963, e na Rússia e no Japão, em 1974. Desde 2005, uma caixa de vidro especial protege a obra-prima de Da Vinci, vista por uma média de 30 mil pessoas por dia.

MORTE DE TROTSKY

    Em 1940, morre o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, atacado na véspera na sua casa no exílio na Cidade do México pelo agente stalinista espanhol Jaime Ramón Mercader com uma picareta de alpinismo.

Trotsky nasce na Ucrânia numa família judaica. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto por Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista. 

HAVAÍ VIRA ESTADO DOS EUA

    Em 1959, o presidente Dwight Eisenhower assina a proclamação que torna o Havaí o 50º estado dos Estados Unidos.

Os primeiros seres humanos chegam ao Arquipélago do Havaí no século 8 da era cristã. Os comerciantes norte-americanos começam a extrair o sândalo, uma madeira muito apreciada na China. A indústria açucareira é introduzida nos anos 1830 e se torna importante na metade do século 19. 

A presença de agricultores e missionários americanos muda a história do Havaí. Em 1893, um grupo de americanos expatriados e plantadores de açúcar depõe a monarquia. No ano seguinte, o Havaí vira protetorado dos EUA.

Depois do uso da base naval de Pearl Harbor durante a Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando os EUA tomaram as Filipinas e a ilha de Guam, a anexação formal é aprovada. O ataque do Japão à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 faz os EUA entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

LÍDER DA INDEPENDÊNCIA DO QUÊNIA SOLTO

    Em 1961, depois de nove anos de prisão, as autoridades coloniais britânicas libertam Jomo Kenyatta, líder do movimento pela independência do Quênia.


 Menos de dois anos depois, em 1º de junho de 1963, o Quênia conquista a independência e Kenyatta se torna primeiro-ministro e, a partir de 1964, presidente até sua morte, em 22 de agosto de 1978.

Sob Kenyatta, o Quênia adere à Organização de Unidade Africana (OUA) e à Comunidade das Nações, a antiga Comunidade Britânica, e se alia ao Ocidente durante a Guerra Fria. 

Seu governo é acusado de ditatorial, autoritário, corrupto e neocolonial ao privilegiar os kikuyos sobre outras etnias, mantendo a hierarquia social imposta pelo Império Britânico.

INDEPENDÊNCIA DA LETÔNIA

    Em 1991, no dia do colapso do golpe da linha-dura contra o presidente Mikhail Gorbachev, a Letônia declara independência da União Soviética.

A República da Letônia proclama a independência em 18 de novembro de 1918, depois da derrota da Rússia para a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em meio ao caos da guerra civil deflagrada pela Revolução Bolchevique.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética de Josef Stalin invade e anexa a Letônia em 1940 com base no Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, dias antes do início do conflito. Milhares de letões são presos, assassinados ou deportados. 

Para consolidar a anexação, a URSS promove uma migração em massa de russos, que são hoje cerca de 27% da população de 1,8 milhão de habitantes, o que gera um risco de invasão da Rússia.

Com a abertura política promovida por Gorbachev na URSS, a Frente Popular da Letônia é fundada em Riga em 8 de outubro de 1988 para lutar pela independência.  

A Letônia entra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 29 de março de 2004 e para a União Europeia em 1º de maio do mesmo ano. 

É um dos países mais determinados da aliança militar liderada pelos Estados Unidos no apoio contra a invasão da ex-república soviética da Ucrânia pela Rússia.

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