sábado, 7 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

ROOSEVELT CONQUISTA QUARTO MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA limitou a reeleição a apenas uma vez. Agora, Donald Trump fala em concorrer a um terceiro mandato. É apenas mais um sinal de seu autoritarismo e desrespeito pela democracia.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, lidera os EUA durante duas das maiores crises da história do país e faz a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Quando perde o apoio do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro é Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substitui o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução depois da Guerra da Secessão (1861-65), durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, é o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos melhores e mais criativos jogadores da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

ELEIÇÃO CONTESTADA

    Em 2000, a eleição presidencial dos Estados Unidos é contestada na Flórida. A vitória do governador George Walker Bush sobre o vice-presidente Al Gore só é definida em 12 de dezembro, quando a Suprema Corte suspende a recontagem dos votos na Flórida.

O estado é governado por Jeb Bush, irmão do candidato republicano. Como os EUA são uma federação e não têm Justiça Eleitoral, são os governos estaduais que organizam as eleições. A secretária de Estado da Flórida é a chefe da campanha de Bush no estado.

Há vários tipos de votação. No voto borboleta, o nome primeiro candidato, do partido mais votado em eleição anterior, está no alto à esquerda. É Bush. O nome de Gore aparece no lado direito logo abaixo. Em seguida, vem Ralph Nader, um famoso advogado defensor dos direitos do consumidor, de esquerda, considerado o principal responsável pela derrota de Gore a nível nacional.

Outros eleitores votam numa espécie de cartão de computador que precisa ser perfurado. Em alguns casos, a perfuração não é suficiente para remover o pedaço perfurado.

A questão vai ao Tribunal de Justiça da Flórida, que determina a recontagem dos votos, mas a Suprema Corte suspende a recontagem. Bush vence por 537 votos de um total de quase 6 milhões, leva os 25 votos eleitorais da Flórida e ganha no Colégio Eleitoral mesmo perdendo no voto popular. Desde o fim do século 19, nenhum presidente era eleito sem vencer no voto popular, o que volta a acontecer com Donald Trump em 2016.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 6 de Novembro

LINCOLN ELEITO

    Em 1860, com a divisão do Partido Democrata, Abraham Lincoln se torna o primeiro candidato do Partido Republicano a ser eleito presidente dos Estados Unidos. Com 40% do voto popular, vence os outros três candidatos.

Lincoln chama a atenção do novo partido mesmo perdendo a eleição ao disputar uma vaga para o Senado em Illinois com Stephen Douglas, em 1858. Numa série de debates, Lincoln critica a escravidão, enquanto Douglas defende que a decisão de abolir a escravatura cabe aos estados.

Douglas vence em Illinois, mas é um dos derrotados na eleição presidencial, quando representa os democratas do Norte. Os democratas do Sul têm outro candidato, John Breckinridge.

Em 20 de dezembro de 1860, sete estados do Sul deixam a União. Antes da posse de Lincoln, em 4 de março de 1861, criam a Confederação dos Estados da América e, em 6 de novembro, elegem Jefferson Davis como presidente. Ao todo, 11 estados aderem à Confederação.

A Guerra da Secessão (1861-65) começa em 12 de abril de 1861, quando forças do Sul, sob o comando do general Pierre Gustave Beauregard atacam o Forte Sumter, na Carolina do Sul, que está em poder da União (Norte).

Quando a guerra vira a favor do Norte, em 1º de janeiro de 1863, Lincoln proclama a abolição da escravatura, libertando todos os escravos dos estados rebeldes. É reeleito em 1864.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que liberta todos os escravos, é aprovada no Congresso em 31 de janeiro de 1865, no fim da Guerra Civil. Em 15 de abril, John Wilkes Booth, partidário da Confederação, mata o presidente no Teatro Ford, em Washington, cinco dias depois do fim da guerra, com a rendição do general Robert Lee em Appomattox.

CONFEDERAÇÃO ELEGE PRESIDENTE

    Em 1861, os estados confederados do Sul elegem Jefferson Davis como presidente sem adversários, simplesmente confirmando a eleição feita um ano antes pelo Congresso da Confederação, para cumprir um mandato de seis anos.

Davis fica no cargo até março de 1865, quando o governo da Confederação é extinto, no fim da Guerra da Secessão (1861-65). Ele não é processado pela insurreição por dois motivos, para pacificar o país e para não criar um direito à secessão, em caso de absolvição.

REVOLUÇÃO COMUNISTA

    Em 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin e Leon Trotsky, derrubam o governo provisório de Alexander Kerenski, ocupam prédios públicos e pontos estratégicos de Petrogrado (hoje São Petersburgo), a capital da Rússia na época, e dois dias depois formam o governo revolucionário do primeiro país marxista.

Os mencheviques tem uma visão social-democrata. Querem implantar uma democracia para reformar a Rússia. Depois da queda do czar Nicolau II, o Sanguinário, na Revolução de Fevereiro (março pelo calendário gregoriano adotado depois da revolução), lideram o governo provisório, derrubado pelos comunistas na Revolução de Outubro (novembro pelo novo calendário).

Vladimir Ilich Ulianov (Lenin) nasce em 1870 e entra na política depois da execução o irmão mais velho, em 1887, sob a acusação de participar de uma conspiração para matar o czar Alexandre III. Ao estudar direito em São Petersburgo, se associa a grupos marxistas.

Em 1895, Ulianov ajuda a fundar a União pela Luta pela Libertação da Classe Trabalhadora. Preso em dezembro do mesmo ano, passa um ano na cadeia e três no exílio na Sibéria. Depois do exílio, vai para a Europa Ocidental, onde continua a pregação revolucionária e adota o pseudônimo de Lenin.

Em 1902, Lenin lança o livro O Que Fazer?, em que sustenta a tese de que só um partido disciplinado de revolucionários pode levar o socialismo à Rússia.

O Partido Social-Democrata dos Trabalhadores da Rússia nasce em 1903 em Londres. Desde o início, há uma divisão entre os bolcheviques, favoráveis à luta armada, e os mencheviques, defensores da via democrática para o socialismo. A cisão definitiva acontece em 1912.

Antes, com a Revolução de 1905, depois da humilhante derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5), Lenin volta à Rússia. A revolução e uma onda de greves acabam quando Nicolau II promete reformas, inclusive uma Constituição e a criação de um parlamento. Quando o país volta ao normal, o czar revoga a maioria das reformas. Em 1907, Lenin volta ao exílio.

Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se opõe ao conflito, que descreve como uma luta entre as classes dominantes em que os soldados, oriundos do proletariado, devem apontar suas armas para os capitalistas que os enviam aos campos de batalha. São Peterburgo é rebatizada Petrogrado para tirar o nome de origem alemã.

Exilado na Suíça, Lenin lança sua principal obra sobre relações internacionais, o livro Imperialismo: Estágio Superior do Capitalismo, onde defende a tese do elo mais fraco: a revolução não começaria nos países capitalistas avançados, como previu Karl Marx, mas nos países mais frágeis do sistema, como a Rússia, que não tem uma indústria desenvolvida.

Com a derrota humilhante da Rússia para a Alemanha e o impacto econômico da Primeira Guerra Mundial, os soldados que voltam das frentes de combates se unem a trabalhadores numa onda de greves e protestos. Em 15 de março de 1917, Nicolau II abdica, pondo fim a mais de 300 anos de domínio da Dinastia Romanov.

A Alemanha autoriza então Lenin a atravessar o país para voltar à Rússia, na expectativa que os socialistas contrários à guerra minariam o esforço de guerra russo. De volta à Rússia, Lenin lança as Teses de Abril, dez diretrizes conclamando os sovietes a derrubar o governo provisório.

Em julho, os bolcheviques conquistam a maioria no Soviete de Petrogrado. Em novembro, tomam o poder e Lenin se torna um ditador. Faz a paz com a Alemanha, estatiza a indústria e distribui terras aos camponeses.

No início da 1918, a reação czarista provoca uma guerra civil. Em 1920, os czaristas são derrotados. A União das Repúblicas Socialistas Soviética nasce em 1922. Com a morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, há uma luta pelo poder entre Leon Trotsky e Josef Stalin, vencida por Stalin em 1927, o que dá início a um longo período de repressão e tirania, até a morte do ditador, em 5 de março de 1953.

ONU CONDENA APARTHEID

    Em 1962, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova resolução condenando o regime segregacionista do apartheid e conclama os países-membros a romper relações econômicas e militares com a África do Sul.

De 1948 a 1994, o regime da minoria branca oficializa a segregação racial e a discriminação política e econômica dos sul-africanos não brancos. Os negros são obrigados a viver em áreas segregadas e não podem entrar nos bairros e zonas rurais dos brancos, a não ser com um passe especial. A minoria branca tem as melhores terras e fica com a maior parte da riqueza do país mais rico de África.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Novembro

IMPÉRIO MUGHAL

    Em 1556, um exército mughal vence o general hindu Hemu, que tenta usurpar o trono do recém-aclamado imperador Akbar, de apenas 14 anos. Akbar consolida o poder e leva o império a uma glória sem precedentes.

O Império Mughal, com uma cultura persa-islâmica com elementos indianos, existe entre 1526 a 1857 e chega a dominar quase todo o subcontinente indiano, antes da colonização da Índia pelo Império Britânico.

O Taj Mahal, um dos monumentos históricos mais famosos da Índia, é construído pelo quinto imperador mugal, Shah Jahan, em homenagem à sua terceira e preferida esposa, que morre ao dar à luz seu 14º filho.

CONSPIRAÇÃO DA PÓLVORA

    Em 1605, o rei Jaime I, da Inglaterra, Jaime VI na Escócia, fica sabendo de uma tentativa de explodir o Parlamento numa conspiração católica para afastar os protestantes, que são maioria na Câmara dos Comuns, embora o rei seja católico e escocês, da Dinastia Stuart.

Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.

Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica.

O líder da Conspiração da Pólvora é Robert Catesby, um católico com pai perseguido no reinado de Elizabeth I (1558-1603) por não se submeter à Igreja da Inglaterra. Fawkes, convertido ao catolicismo, é fanático a ponto de lutar pelo Exército da Espanha contra a Holanda.

Catesby alicia mais conspiradores, entre eles Francis Tresham e aluga o porão que vai até o Parlamento. Fawkes coloca os barris de pólvora, cobertos por carvão e madeira para disfarçar.

Quando se aproxima a sessão do Parlamento marcada para 5 de novembro, Tresham avisa o cunhado, Lorde Monteagle, a não ir. Monteagle avisa as autoridades.

Nas próximas semanas, todos os conspiradores são presos ou mortos. Mas os ingleses festejam até hoje o Dia de Guy Fawkes, o homem que tentou explodir o Parlamento, com fogos de artifício e a malhação de um judas. Vira um símbolo da rebeldia. A máscara do movimento anarquista é inspirada em Fawkes.

WILSON VENCE PRESIDENTES

    Em 1912, o democrata Woodrow Wilson obtém uma ampla vitória sobre o presidente republicano William Howard Taft e o ex-presidente Theodore Roosevelt, do Partido Progressista, na única eleição da história dos Estados Unidos em que dois presidentes são derrotados por outro candidato.

Wilson governa por dois mandatos e convence os norte-americanos a entrar na Primeira Guerra Mundial (1914-18), "a guerra para acabar com todas as guerras", em 1917. 

No fim do conflito, seu plano de paz de 14 pontos é a base das negociações da Conferência de Paz de Versalhes, a "paz para acabar com todas as pazes". Inclui a criação da Liga das Nações, a primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial, mas o Senado dos EUA rejeita a participação do país.

ATAQUEM PEARL HARBOR

    Em 1941, a Marinha de Guerra do Império do Japão recebe a ordem ultrassecreta de preparar o bombardeio à Frota do Pacífico dos Estados Unidos estacionada em Pearl Harbor, no Havaí. O ataque acontece em 7 de dezembro e leva os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

As relações entre os dois países se deterioram em 1940, quando o Japão invade a Indochina, rica em petróleo, e ameaça as Filipinas, um protetorado norte-americano. Os EUA fecham o Canal do Panamá a navios japoneses e impõem um embargo à venda de petróleo ao Japão, que depende totalmente da importação do produto.

Em setembro de 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt ameaça ir à guerra se o Japão invadir mais algum país do Sudeste Asiático. 

Os militares dominam a política japonesa. Em 17 de outubro, o ministro da Guerra, almirante Hideki Tojo, se torna primeiro-ministro e deixa claro nas negociações que o Japão não pretende se retirar dos territórios ocupados.

Tojo usa a ameaça de guerra de Roosevelt para justificar o bombardeio de Pearl Harbor e também da Península Malaia, das Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia) e das Filipinas, numa guerra contra as potências imperiais do Ocidente em que o Japão alega estar libertando a Ásia do colonialismo ocidental.

VELHO CAMPEÃO

    Em 1994, aos 45 anos, George Foreman se torna o campeão dos pesos-pesados mais velho do boxe ao vencer Michael Moorer, de 26 anos, em Las Vegas no 10º assalto.

Mais de 12 mil espectadores veem a primeira derrota de Moorer, que entra no ringue com 35 vitórias em 35 lutas.

Foreman nasce em Marshall, no Texas, em 1949, e abandona a escola cedo. Vira boxer ao participar de um programa de emprego no governo Lyndon Johnson (1963-69). Conquista a medalha de ouro na Olimpíada do México, em 1968, e o título mundial ao derrubar Joe Frazier no segundo assalto, somando 38 vitórias em 38 lutas, 35 por nocaute.

No ano seguinte, perde a luta do século para Mohammed Ali, em Kinshasa, no Zaire, abandona o boxe e vira pregador. Aos 38 anos, volta aos ringues e anos depois reconquista o título mundial.

FOGO AMIGO

    Em 2009, o major Nidal Malik Hasan, um psiquiatra do Exército dos Estados Unidos que tratava casos de estresse pós-traumático, mata 13 pessoas a tiros e fere outras 30, quase todas soldados, na maior base militar do mundo, o Forte Hood, no Texas, de 880 quilômetros quadrados, onde vivem ou trabalham 50 mil militares, além de familiares e do pessoal civil.

O ataque é no centro de processamento onde se apresentam os soldados que vão para as guerras no Iraque e no Afeganistão e são recebidos os que voltam. Dura 10 minutos, até Hasan ser baleado por um civil e preso.

Filho de imigrantes palestinos, Hasan se forma na Universidade Politécnica da Virgínia, Fez formação psiquiátrica na Universidade de Ciências da Saúde em Bethesda e trabalhou do Centro Médico Walter Reed, o tribunal militar de Washington, antes de ir para o Forte Hood.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Democracia reage à ascensão do neofascismo

Com uma vitória esmagadora, o Partido Democrata conquistou nesta noite a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos, transformando o presidente Donald Trump num "pato manco", um líder em fim de mandato sem poder para aprovar projetos no Congresso.

Neste momento, faltando definir o resultado em cinco estados, os democratas têm 53 senadores contra 42 do Partido Republicano, garantindo uma maioria folgada no Senado, de 100 cadeiras. Na Câmara, a rede de televisão norte-americana CNN projeta que a oposição democrata terá mais de 90 deputados a mais do que a bancada governista.

É uma semana de grandes vitórias da democracia contra o autoritarismo no Brasil, na Sérvia, em Israel e nos EUA. São exemplos para países como a Espanha e a França, que realizam eleições nos próximos meses.

Vencido e humilhado, Trump será um presidente mais raivoso e mais perigoso, especialmente em política externa. Sua nêmesis, o ex-presidente Barack Obama declarou que o eleitorado norte-americano quer um líder que una a população e que apresente soluções concretas para os problemas do país.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

Hoje na História do Mundo: 4 de Novembro

 TÚMULO DE TUTANCÂMON

    Em 1922, o arqueólogo Howard Carter e sua equipe descobrem a entrada da tumba do faraó Tutancâmon no Vale dos Reis, no Egito, que está preservada por nunca ter sido saqueada.

Carter chega pela primeira vez ao Egito em 1891, quando a maioria das tumbas do Egito Antigo está descoberta, mas não a do faraó-menino, que morreu aos 18 anos. 

Depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18), Carter intensifica a busca e encontra a entrada perto da tumba do faraó Ramsés VI. Em 26 de novembro, ele e o colega Lorde Carnarvon entram nas câmaras da tumba, que estão admiravelmente intactas e preservadas.

O tesouro de Tutancâmon está no recém-inaugurado Grande Museu do Egito, o maior museu antropológico do mundo.

EMBAIXADA EM TEERÃ

    Em 1979, depois da Revolução Islâmica no Irã, jovens aliados do aiatolá Ruhollah Khomeini invadem a Embaixada dos Estados Unidos em Teerã e tomam todos os 66 diplomatas e funcionários como reféns, no início de uma ocupação que dura 444 dias e só acaba com a posse do presidente Ronald Reagan, em 20 de janeiro de 1981.

Semanas depois, 13 reféns, na maioria negros e mulheres, são libertados. Outro refém é solto por motivos de saúde. Os outros 52 são mantidos em cativeiro até o fim da ocupação.

Até hoje, os dois países não reataram as relações diplomáticas, embora tenham negociado um acordo em 2015 junto com os outros membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) para desarmar o programa nuclear iraniano. 

ASSASSINATO DE RABIN

    Em 1995, o extremista de direita Yigal Amir mata o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, durante um comício pela paz na Praça dos Reis, em Telavive, por ter feito um acordo com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Preso na hora pela polícia, Amir, de 27 anos, um estudante de direito ligado ao grupo extremista Eyal, confessa o assassinato e justifica dizendo que Rabin queria "dar nosso país aos árabes".

Rabin nasce em 1º de março de 1922 Jerusalém. Um dos líderes da Guerra da Independência de Israel (1948-49), comanda as Forças Armadas de Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).

Depois da carreira militar, entra para o Partido Trabalhista e é eleito primeiro-ministro em 1974. Governa até 1977 e cai num escândalo por ter conta bancária nos Estados Unidos, o que era proibido em Israel. De 1984 a 1990, é ministro da Defesa de Israel.

Em 1992, é reeleito primeiro-ministro e apoia as negociações secretas com a OLP realizadas em Oslo, na Noruega, o que o leva a apertar a mão do líder palestino Yasser Arafat no jardim da Casa Branca em 13 de setembro de 1993, quando os dois assinam a declaração de princípios para criar a Autoridade Nacional Palestina, permitir a volta de Arafat à Cisjordânia e entregar a administração da Faixa de Gaza e da região de Jericó aos palestinos. Paga com a vida.

ELEIÇÃO DE OBAMA

    Em 2008, o senador Barack Obama se torna o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Filho de pai queniano e mãe norte-americana, Barack Hussein Obama nasce em Honolulu, no Havaí, onde eles estudam em 4 de agosto de 1961. 

Quando os pais se separam, a mãe se casa com um indonésio. Ele vive até 11 anos na Indonésia e vai para os EUA estudar. Não carrega assim o estigma dos afro-americanos descendentes de escravos e uma cultura negativista que valoriza a marginalidade, o uso de drogas e o mau desempenho na escola.

Obama estuda em Harvard, uma das melhores universidades do mundo, onde dirige a revista da Faculdade de Direito. Antes de entrar para a política, trabalha como organizador comunitário na Zona Sul de Chicago, uma área pobre da cidade.

Em 2004, Obama faz o discurso de apresentação do candidato presidencial na Convenção Nacional do Partido Democrata que nomeia John Kerry e se destaca pelo talento de grande orador.

Para conquistar a candidatura democrata em 2008, ele vence nas eleições primárias a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Na eleição, realizada menos de dois meses depois do colapso do banco Lehman Brothers, que deflagra uma crise financeira internacional, derrota o senador republicano John McCain, um veterano de guerra que passou cinco anos e meio preso no Vietnã do Norte.

ACORDO DE PARIS

    Em 2016, entra em vigor o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima. Mais de 190 países se comprometem a adotar metas voluntárias de redução de emissões de gases carbônicos para conter o aquecimento global.

O Acordo Quadro sobre Mudança do Clima é negociado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). É o início da ação global para evitar que a concentração de gases carbônicos na atmosfera por causa da atividade humana eleve demais a temperatura da Terra. Desde então, são realizadas conferências das partes (CoPs) do acordo.

Em 1997, é assinado o Protocolo de Quioto, pelo qual 37 países desenvolvidos se comprometiam a reduzir as emissões em 5% em relação a 1990. Os Estados Unidos negociam o acordo com o vice-presidente Al Gore, um ecologista, mas o Senado não ratifica alegando concorrência desleal, já que os países em desenvolvimento não precisam fazer nada.

Quando o Protocolo de Quioto caduca, em 2012, a China, com seu desenvolvimento industrial, é a maior poluente. Há necessidade de um acordo que inclua todos os países.

O Acordo de Paris, assinado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-21), em 2015, prevê que cada país apresente metas voluntárias de redução de emissões e a criação de mecanismos financeiros para os países menos desenvolvidos reduzirem as emissões de gases de efeito estufa e enfrentarem os impactos da mudança do clima com mitigação e adaptação.

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro abre mão de realizar a CoP-25 no Brasil, alegando que custaria R$ 500 milhões. A conferência é transferida para o Chile e acaba sendo realizada em Madri, na Espanha, por causa das manifestações de protestos contra o governo chileno naquele ano. O Brasil tenta bloquear o acordo.

Em 2021, a CoP-26, realizada em Glasgow, na Escócia, registra alguns avanços como acordos sobre florestas e redução das emissões de gás metano, mas não chega a um acordo para banir o uso de carvão e, mais importante, para financiar a transição energética nos países em desenvolvimento.

O Brasil promete acabar com o desmatamento em 2030, mas Bolsonaro afirma que é o "desmatamento ilegal". Com o desmatamento na Amazônia, vira o maior vilão global da destruição da natureza.

Na CoP-27, realizada de 6 a 18 de novembro em Charm al-Cheikh, no Egito, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, é convidado. Isto marca um retorno do protagonismo do Brasil nas negociações internacionais de meio ambiente depois do calamitoso governo Bolsonaro.

Os países em desenvolvimento cobram a promessa dos países ricos de dar US$ 100 bilhões por ano para combater o aquecimento global. Os mecanismos financeiros, inclusive o mercado de créditos de carbono, em que países que emitem menos podem vender sua "cota de poluição" a países ou empresas, ficam de ser regulamentados na conferência deste ano.

A CoP-28 é realizada de 30 de novembro a 12 de dezembro de 2023 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Decide que o mundo precisa fazer uma transição para reduzir as emissões de combustíveis fósseis, triplicar até 2030 a produção de energia de fontes renováveis, redobrar os esforços para aumentar a eficiência energética e eliminar gradualmente os subsídios "ineficientes" aos combustíveis fósseis. A CoP-28 é presidida por um diretor de companhia de petróleo dos EAU.

A CoP-29 é realizada de 11 a 22 de novembro de 2024 em Baku, a capital da ex-república soviética do Azerbaijão, outro grande produtor de petróleo. Os países ricos se comprometem a dar US$ 300 bilhões por ano para financiar a transição energética e mitigar os efeitos do aquecimento global, bem menos do que US$ 1,3 trilhão reivindicado pelos países em desenvolvimento.

Em 2025, a CoP-30 é realizada de 10 a 21 de novembro em Belém, a capital do Pará, no Brasil. É a primeira realizada na Amazônia, junto à maior floresta tropical do planeta, que será decisiva para conter o aquecimento global. 

O presidente Donald Trump, que retirou os EUA pela segunda vez do Acordo de Paris, boicota a conferência. A Argentina do neofascista Javier Milei não confirma a participação.

A CoP31 será realizada de 9 a 20 de novembro em Antália, na Turquia.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Novembro

PANAMÁ DECLARA INDEPENDÊNCIA

    Em 1903, com o apoio dos Estados Unidos e da Companhia do Canal do Panamá, franco-norte-americana, o Panamá declara independência da Colômbia.

No Tratado Hay-Herrán, a Colômbia dá aos EUA o direito de usar o Istmo do Panamá para construir um canal ligando os oceanos Atlântico e Pacífico em troca de uma compensação financeira. O Senado dos EUA ratifica o tratado, mas o Senado da Colômbia o rejeita, temendo uma perda de soberania.

Então, o presidente Theodore Roosevelt, considerado o pai do imperialismo norte-americano, apoia a revolta dos nacionalistas panamenhos e envia tropas. A Colômbia está enfraquecida depois da Guerra dos Mil Dias (1889-1902) entre conservadores e liberais. Não consegue expulsar os fuzileiros navais dos EUA.

Os EUA reconhecem a independência do Panamá em 6 de novembro. Pelo Tratado de Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro, o Panamá dá aos EUA a posse exclusiva e permanente da Zona do Canal do Panamá por US$ 10 milhões e mais uma anuidade de US$ 250 mil, a ser paga a partir de nove anos depois. Há protestos no Panamá.

A obra começa em 1881, com a mesma companhia francesa que construiu o Canal de Suez, no Egito, mas a firma quebra por falta de confiança dos investidores, problemas de engenharia e a alta mortalidade dos trabalhadores, atingidos por moléstias tropicais como a malária e a febre amarela. O trabalho do médico sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz no combate à febre amarela é importante para viabilizar a construção.

Em 4 de maio de 1904, os EUA assumem o controle da obra, que custa US$ 500 milhões, cerca de US$ 12,9 bilhões pela cotação do fim de 2020. Os dois oceanos são ligados em 10 de outubro de 1913, quando um sinal de telégrafo enviado pelo presidente Woodrow Wilson da Casa Branca detona o Dique da Gamboa. 

O navio SS Cristobal é o primeiro a cruzar o Canal do Panamá, em 3 de agosto de 1914, 401 anos depois que o navegador espanhol Vasco Núnez de Balboa se torna o primeiro europeu a atravessar o istmo e descobrir o Oceano Pacífico. A abertura oficial é um 14 de agosto. 

Em 1977, o ditador nacionalista Omar Torrijos negocia com o presidente norte-americano Jimmy Carter a transferência do canal para o Panamá em 1999. Cerca de 14 mil navios passam todo ano pelo Canal do Panamá.

CACHORRA NO ESPAÇO    

    Em 1957, 30 dias depois de lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, a União Soviética envia ao espaço o primeiro ser vivo, a cachorrinha Laika, uma rusky siberania que vivia nas ruas de Moscou. Ela morre de pânico e superaquecimento.

Outros cinco cachorros enviados pela URSS morrem no espaço antes do primeiro voo espacial tripulado com um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin, subir aos céus, em 12 de abril de 1961, e descobrir que "a Terra é azul".

KENNEDISMO EXPLODE NAS URNAS

    Em 1964, Lyndon Johnson, o vice-presidente que assume a Presidência dos Estados Unidos depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, conquista uma vitória esmagadora sobre o senador racista Barry Goldwater, com mais de 60% do voto popular.

É a primeira eleição presidencial em que os moradores do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, votam, depois da aprovação da 23ª Emenda à Constituição dos EUA, em 1961.

MASSACRE DE GREENSBORO

    Em 1979, membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e neonazistas matam cinco comunistas que participam da manifestação Morte ao Klan, em Greensboro, na Carolina do Norte.

Durante o julgamento, realizado no ano seguinte, fica evidente que a polícia local sabia do risco de violência e não fez nada para impedir. Os seis réus são absolvidos. Outro julgamento, na Justiça Federal, em 1984, não condena ninguém.

Em 1985, um júri popular da Carolina do Norte condena dois policias de Greensboro, cinco neonazistas e klanistas e um informante a polícia pela morte de um dos manifestantes. Eles são obrigados a pagar uma indenização de US$ 400 mil. 

Este julgamento conclui que não houve conluio entre a polícia, agentes federais e o KKK para atacar a manifestação.

NOVO WORLD TRADE CENTER

    Em 2014, é aberta a torre do World Trade Center construída no lugar das Torres Gêmeas, derrubadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

  

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Novembro

DECLARAÇÃO DE BALFOUR

    Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), o ministro do Exterior britânico, lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao líder da comunidade judaica no Reino Unido, o Barão Lionel Walter Rothschild, manifestando apoio à criação de uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina, na época sob controle do Império Otomano (turco), que está perdendo a guerra.


O movimento pela fundação de uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19, quando há vários pogroms (massacres) de judeus na Europa Oriental e casos de antissemitismo como a condenação injusta de Alfred Dreyfus, capitão do Exército da França, acusado de espionagem para a Alemanha, preso, condenado e encarcerado na prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 1895, o jornalista austro-húngaro Theodor Herzl, pai do moderno sionismo, lança o livro O Estado Judeu. A Argentina e Uganda, na África, são citadas como possíveis locais, mas o sonho do movimento sionista é voltar a Jerusalém e ao território histórico de Israel, na Palestina, de onde os judeus são expulsos no ano 70 com a invasão do imperador romano Tito, que destrói Jerusalém.

Com a derrota iminente do Império Otomano, Lorde Balfour lança a ideia definitivamente.

TRUMAN VENCE DEWEY

    Em 1948, contrariando as pesquisas e as expectativas dos analistas, o presidente democrata Harry Truman derrota o governador de Nova York, Thomas Dewey, por mais de 2 milhões de votos e é eleito para um segundo mandato de quatro anos na Casa Branca.

Antes do fim da apuração, o jornal Chicago Tribune sai com a manchete: "Dewey derrota Truman".

Truman assume a Presidência dos Estados Unidos com a morte do presidente Franklin Delano Roosevelt, em 12 de abril de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). O eleitorado o considera uma sombra de Roosevelt, eleito em 1932, no auge da Grande Depressão (1929-39). Truman ainda hostiliza os democratas do Sul com sua política de direitos civis para os negros.

No fim, sua imagem de homem íntegro e honesto prevalece.

EXPLOSÃO MATA MILHARES

    Em 1982, a explosão de um caminhão dentro do Túnel Salang, no Afeganistão, mata cerca de 3 mil pessoas, na maioria soldados da União Soviética.

A invasão soviética do Afeganistão, iniciada em 24 de dezembro de 1979, é um fracasso em todos os sentidos, com mais de 15 mil soldados mortos. O pior incidente é a explosão dentro do túnel quando um comboio do Exército Vermelho o atravessa a caminho de Cabul, a capital afegã.

O Túnel Salang fica a 3.350 metros de altitude. Tem 2,7 quilômetros de cumprimento, pouco mais de 6,6 metros de altura e cerca de 5,2 metros de largura.

A URSS nunca revela os detalhes da tragédia. A hipótese mais provável é que um veículo militar se choque com um caminhão-tanque, que explode e destrói cerca de 30 ônibus com soldados do Exército Vermelho. Oficiais soviéticos tomam a explosão por um ataque e impedem os veículos de sair do túnel.

Lá dentro, o incêndio continua e os veículos parados emitem gás carbônico. As vítimas morrem queimadas ou intoxicadas. Para piorar a situação, o sistema de ventilação do túnel está quebrado. São necessários dias para remover todos os corpos.

DIA DE LUTHER KING

    Em 1983, o presidente Ronald Reagan sanciona a lei que transforma a terceira segunda-feira de janeiro num feriado nacional nos Estados Unidos em homenagem ao reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros norte-americanos.

Filho de um pastor batista, o Dr. King nasce 1929 em Atlanta, na Geórgia. Em 1955, ele organiza a primeira grande manifestação contra a segregação racial no Sul dos EUA: o Boicote aos Ônibus de Montgomery, no Alabama.

Sob influência do líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma, Luther King defende a luta não violenta e a desobediência civil como instrumentos contra o racismo institucionalizado. Apesar da reação violenta da maioria branca, o movimento persiste, mas enfrenta oposição dos Panteras Negras como Stokely Carmichael e Louis Farrakhan, a favor do uso da força.

Grande orador, King apela para os valores cristãos e da democracia como base de sua campanha. Em 28 de agosto de 1963, lidera a Marcha sobre Washington e faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos serão julgados pelo seu caráter e não pela cor da pele."

A Lei de Direitos Civis, aprovada em 1964, proíbe a discriminação racial no emprego e na educação, e acaba com a segregação em locais públicos. Em outubro de 1965, Luther King ganha o Prêmio Nobel da Paz. 

Martin Luther King é assassinado em 4 de abril de 1968 por James Earl Ray em Memphis, no Tennessee.

MORANDO NO ESPAÇO

    Em 2000, a primeira tripulação residente chega para ficar quatro meses e meio na Estação Espacial Internacional, fruto da cooperação entre os Estados Unidos, a Europa, o Canadá, o Japão e a Rússia.

Estes países decidem se associar em 1998. As primeiras partes da estação espacial entram em órbita no fim deste ano. Cinco viagens de ônibus espaciais norte-americanos e duas de naves soviéticas levam os componentes. 

Os russos Yuri Gidzenko e Serguei Krikalev e o norte-americano Bill Shepard são escolhidos para a missão. Durante a permanência no espaço, eles se exercitam duas horas por dia para evitar a atrofia muscular e dão 15,5 voltas por dia ao redor da Terra.

Uma nova tripulação chega em 10 de março do ano seguinte. Em 21 de março, a primeira tripulação volta à Terra. Até hoje 298 astronautas de 26 países estiveram na estação espacial, inclusive o ex-ministro da Ciência e da Tecnologia, Marcos Pontes, hoje senador por São Paulo.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

domingo, 1 de novembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento e da história.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso." Já Jean-Jacques Rousseau, alega que os pobres não escolheram morar em casebres vulneráveis.

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânicos em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças. O presidente Donald Trump está destruindo toda uma ala para construir um salão de baile.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike. A arma reproduz a reação que produz a energia e a luz do sol e das estrelas, com efeitos devastadores, para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.


A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 quilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. a Bomba Czar, de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada. Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete. Ou explode.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37