segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Justin Trudeau é reeleito no Canadá sem maioria absoluta

O Partido Liberal, do primeiro-ministro Justin Trudeau, venceu hoje as eleições gerais no Canadá, mas não deve ter maioria absoluta no Parlamento, de acordo com duas pesquisas de boca de urna de televisões canadenses. Vai depender de outros partidos para aprovar seus projetos.

Pelos resultados preliminares, os liberais terão 144 deputados no Parlamento. A maioria absoluta é 170. Antes da dissolução do Parlamento, há 40 dias, havia 177 deputados liberais. O Partido Conservador, liderada por Andrew Scheer, deve conquistar 96 cadeiras.

A reeleição de Justin Trudeau foi ameaçada por dois escândalos: a pressão sobre o procurador-geral num caso envolvendo a empresa de engenharia SNC-Lavalin e a divulgação de fotos do tempo da faculdade em que o jovem estudante aparece com a cara pintada de preto, o que é considerado racista.

Justin alegou que estava fantasiado de Aladim numa festa que tinha como tema as Mil e Uma Noites, um clássico da literatura árabe, e que não sabia do caráter racista.

Para recuperar o prestígio, Justin Trudeau prometeu leis mais duras de controle de armas, cortes de impostos e aumenta da proteção ambiental. Como o Partido Conservador acenou com o fim de um imposto sobre emissões de gases carbônicos, Trudeau o acusou a oposição querer adotar uma política de "não fazer nada" em relação ao aquecimento global. Na Austrália, a direita ganhou com esta proposta.

O pai de Justin, Pierre Elliot Trudeau, foi um dos chefes de governo mais importantes da história do Canadá. Sob sua liderança, os liberais ganharam quatro eleições (1968,1972, 1974 e 1980). Na segunda, em 1972, ficaram em minoria no Parlamento. Depois de um governo curto, ele voltou a governar com maioria absoluta.

Justiça Eleitoral anuncia reeleição de Evo Morales na Bolívia

Com 95% dos votos apurados, o Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia anunciou há pouco a reeleição do presidente Evo Morales para um quarto mandato consecutivo. Morales tem 46,86% dos votos válidos contra 36,73% para o ex-presidente Carlos Mesa, que denuncia fraude e não reconhece o resultado oficial, noticiou o jornal boliviano La Razón.

Pela lei boliviana, um candidato vence a eleição presidencial no primeiro turno se tiver mais da metade dos votos ou mais de 40% e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Ontem, durante uma apuração preliminar, tudo apontava para um segundo turno. Com 83% dos votos apurados, Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS) liderava com 45,28%, enquanto Mesa, da Comunidade Cidadã, tinha 38,16%. Isso forçaria a realização de um segundo turno em 15 de dezembro.

Naquela altura da contagem, ao TSE suspendeu a contagem rápida. Quando começaram protestos de rua, a apuração foi suspensa em três departamentos (Laz Paz, Chuquisaca e Oruro).

Hoje, a contagem manual voto a voto dava uma ligeira vantagem a Mesa, com ambos um pouco acima de 42% dos votos válidos. Sem maiores explicações, o TSE voltou à contagem rápida e às 21h30 anunciou a vitória de Morales, alimentando as suspeitas de fraude.

A missão observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), manifestou "sua profunda preocupação e surpresa com a mudança drástica e difícil de justificar na tendência dos resultados preliminares".

Os observadores pediram calma à população depois de atos de violência de partidários dos dois principais candidatos. Revoltado, Mesa declarou que o eleitorado não vai aceitar o resultado e prometeu uma "resistência democrática".

Revoltas populares contra desigualdade atingem quatro continentes

Uma onda de manifestações de protestos que por fundo o aumento da desigualdade de renda, a miséria e o desemprego, abala governos em quatro continentes. É mais um reflexo da Grande Recessão mundial de 2008 e 2009.

Talvez a situação mais grave no momento seja no Chile, onde pelo menos 11 pessoas morreram, mais de 150 saíram feridas e mil e 500 foram presas desde sexta-feira, quando começou uma violenta onda de protestos contra um aumento de 17 centavos de real no preço do metrô. 

Pela primeira vez desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990, o Exército está nas ruas. Sob intensa pressão popular, o presidente conservador Sebastián Piñera cancelou o aumento, decretou estado de emergência e toque de recolher noturno na região metropolitana de Santiago e em mais de dez outras cidades. 

Também houve protestos recentemente no Equador, no Peru, na Nicarágua, na América Central, no Egito, no Iraque, no Líbano, na Catalunha e em Hong Kong. Meu comentário:

Protestos contra aumento do metrô causam dez mortes no Chile

Depois de três dias de protestos violentos e saques, com dez mortes num ataque a supermercado a uma fábrica, o presidente Sebastián Piñera suspendeu um aumento nas passagens do metrô e decretou estado de emergência e toque de recolher noturno na região metropolitana de Santiago do Chile e em outras quatro cidades. Mais de 150 pessoas foram feridas e 1,5 mil foram presas.

"Estamos em guerra contra um inimigo poderoso e implacável, que não respeita nada nem ninguém e que está disposto a usar a violência e a delinquência sem nenhum limite, que está disposto a queimar nossos hospitais, o metrô, os supermercados, com o único objetivo de infligir o maior dano posssível", declarou presidente conservador chileno.

Piñera acusou grupos infiltrados nas manifestações para promover a violência de "estarem em guerra contra todos os chilenos que querem viver na democracia": "Estamos conscientes de que têm um grau de organização e logística que é próprio do crime organizado."

O presidente prometeu um "enorme esforço" para fazer desta segunda-feira um dia normal e pediu "a todos os compatriotas que nos unamos nesta batalha que não podemos perder. Não vamos permitir que os violentos e delinquentes se sintam donos do nosso país."

Diante da vitória com a revogação do aumento nas passagens do metrô de Santiago, os manifestantes exigem agora políticas sociais de combate à miséria.

Manifestantes atiram coquetéis Molotov em Hong Kong

Pela  20ª semana seguida, milhares de manifestantes do movimento pela democracia protestaram contra a crescente interferência do regime comunista chinês em Hong Kong, que tem status de região administrativa especial dentro da República Popular da China.

O protesto começou pacificamente, mas degenerou em violência, com depredação de lojas, bancos e estações. A polícia usou gás lacrimogênio contra a manifestação, não autorizada. Os manifestantes reagiram com coquetéis Molotov.

Outro sinal de uma escalada na violência foi o uso de um robô para desarmar uma bomba de fabricação caseira. Há uma semana, a polícia anunciou que uma bomba caseira havia sido explodida pelos manifestantes usando um telefone celular como detonador. Ninguém foi ferido.

A manifestação começou num bairro comercial da ponta sul da Península de Kowloon e seguiu pela avenida do porto de Vitória aos gritos de "Glória a Hong Kong!" Algumas estações de metrô na rota da marcha de protesto foram fechadas. Filias de bancos e empresas chinesas foram atacadas.

A Frente dos Direitos Humanos e Civis, organizadora de grandes marchas pacíficas no verão de que participaram até 2 milhões de pessoas, pediu autorização para a manifestação de hoje. A polícia negou, alegando que protestos anteriores degeneraram em vandalismo e violência.

Os protestos começaram contra um projeto de lei para autorizar a extradição de residentes no território para responder a processos criminais na China. Evoluíram para exigir a renúncia da governadora Carrie Lam, vista como subserviente a Beijim, e eleições diretas para governador e para o Conselho de Legislativo, o parlamento do território.

Quando o Reino Unido devolveu Hong Kong à China, em 1º de julho de 1997, o regime comunista chinês se comprometeu a manter as liberdades democráticas no território durante 50 anos,. Era fórmula um país, dois sistemas, idealizada pelo então líder Deng Xiaoping para ser usada também numa possível reintegração da Taiwan.

A linha-dura comunista acusa os manifestantes de quererem a independência de Hong Kong, no que seria uma mutilação da grande e poderosa China. Dentro da paranoia comum aos regimes ditatorias, vê influências externas dos Estados Unidos e do Reino Unido no movimento pela democracia.

Os moradores de Hong Kong veem nas atuais manobras do governo chinês, cada vez mais ditatorial sob Xi Jinping, uma ameaça a esta situação especial.

domingo, 20 de outubro de 2019

Catalunha protesta há seis dias contra prisão de nacionalistas

Mais de 500 mil pessoas tomaram as ruas de Barcelona em manifestações paralelas. O movimento nacionalista da Catalunha protesta há seis dias contra condenações de nove de seus líderes a penas de nove a 13 anos de reclusão por sedição e malversação de fundos públicos ao organizarem um plebiscito ilegal sobre a independência em 1º de outubro de 2017.

Quando os independentistas catalães foram condenados, o primeiro-ministro socialista da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que o conflito entrava numa "nova fase". Não era exatamente o que ele esperava.

O medo agora é que os líderes separatistas não consigam controlar os elementos mais radicais. Eles exigem a libertação do que consideram "presos políticos".

Na sexta-feira, houve uma greve geral. As autoridades disseram que menos da metade dos funcionários públicos aderiram. Quem é contra a independência se manifestou em homenagem aos policiais feridos durante os protestos.

Evo Morales deve ter de disputar segundo turno na Bolívia

Em sua quarta eleição, violando o limite de dois mandatos previsto na Constituição da Bolívia, o presidente Evo Morales deve ser obrigado a disputar o segundo turno contra o ex-presidente Carlos Meza. Com 83% dos votos apurados, Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS) lidera com 45,28% dos votos válidos contra 38,16% para Meza, da Comunidade Cidadã.

A grande surpresa deste domingo foi Chi Hyun Chung, do Partido Democrata-Cristão, que obteve 8,77%, depois de fazer uma campanha curta. Óscar Ortiz, da aliança Bolívia Diz Não, ficou em quarto com 4,41%.

"A tendência no momento é que haja um segundo turno com margem estreita, de prognóstico imprevisível", comentou o analista político Franklin Pareja. O segundo turno está marcado para 15 de dezembro.

Morales é o primeiro presidente indígena da história da Bolívia, um país de 11,56 milhões de habitantes, onde 68% são mestizos e 20% indígenas. Cerca de 6,9 milhões de eleitores estavam aptos a votar.

Mesa, derrubado em 2005 por uma onda de manifestações de protesto liderada pelo então sindicalista Morales. O ex-presidente pediu a união das oposições para derrotar o atual presidente: "Agora, a partir deste momento, a Bolívia terá de escolher entre duas opções para a Presidência do país. Vocês sabem quais são estes dois caminhos. Neste momento, fazemos um convite e uma convocação a todos os compatriotas que escolheram opções distintas hoje."

Em discurso a militantes no bairro de Los Pinos, em La Paz, o oposicionista acrescentou: "Agora, restringimos o espectro a duas opções. O país sabe exatamente qual o caminho da reconstrução democrática. Nosso compromisso e nossa ação será construir mais unidade do que temos conseguido."

Pela Constituição, Morales só teria direito a uma reeleição. Já está na terceira. A segunda foi autorizada por causa da nova Constituição. Agora, apelou à Corte Suprema usando uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal de São José, para alegar que seria antidemocrático proibi-lo de concorrer.

Apesar do crescimento econômico sob seu governo, a permanência de Morales na Presidência é uma ameaça para a democracia na Bolívia, conquistada depois de mais de 190 golpes militares.

sábado, 19 de outubro de 2019

México solta filho de traficante depois de explosão de violência

Uma onda de violência na cidade de Culiacán força o governo do México a libertar um filho do traficante Joaquín El Chapo Guzmán, preso e condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos. O caso revela que nada mudou na guerra contra as drogas no governo do esquerdista Andrés Manuel López Obrador.

As forças de segurança do México prenderam em 17 de outubro em Culiacán, capital do estado de Sinaloa, Ovidio Guzmán López, filho do fundador do Cartel de Sinaloa, Joaquín El Chapo Guzmán, condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

Depois da prisão, pistoleiro do cartel iniciaram uma onda de ataques na cidade. Bloquearam ruas, tocaram fogo em veículos e atacaram soldados e policiais com armas pesadas, inclusive metralhadoras e granadas disparadas de torpedos. 

A violência se propagou por uma grande área de Culiacán. A tropa de choque do Cartel de Sinaloa atacou um conjunto habitacional dos militares e sequestrou soldados, mulheres e filhos de militares. Isto obrigou o governo a fazer uma troca de prisioneiros e a ibertar Ovidio Guzmán López em troca de parentes dos militares. Meu comentário:

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Crescimento chinês é o menor em quase 30 anos

A economia chinesa, segunda maior do mundo depois dos Estados Unidos, cresceu num ritmo de 6% ao ano no terceiro trimestre de 2019, noticiou hoje o Birô Nacional de Estatísticas. O que seria extraordinário para todos os outros países do mundo, para a China é o menor em quase 30 anos.

Hoje a China cresce no ritmo do final dos anos 1980s, mas a economia é várias vezes maior. Não poderia crescer a taxas acima de 10% por muito tempo.

"De modo geral, a economia nacional manteve a estabilidade nos primeiros três trimestres do ano", declarou o órgão oficial de estatísticas da China. "No entanto, devemos estar atentos. Dadas as condições econômicas graves e complicadas interna e externamente, a desaceleração do crescimento da economia global e o aumento das incertezas e instabilidades externas, a economia está sob pressão crescente para baixo."

A desaceleração na China é anunciada na semana em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu que o crescimento global vai cair para 3% neste ano, o menor índice desde 2009, quando acabou a Grande Recessão nos Estados Unidos e também no Brasil.

A China continuou crescendo naquela crise. Agora, as exportações chinesas caíram 3,2% na comparação anual, num sinal evidente do impacto da guerra comercial do presidente Donald Trump. Com a queda nas importações americanas, os preços ao produtor registraram em setembro baixa de 1,2% ao ano.

Na semana passada, o presidente dos EUA anunciou um acordo preliminar não confirmado integralmente pelos chineses. Os negociadores dos dois países preparam um texto final a ser assinado por Trump e pelo ditador Xi Jinping durante a reunião de cúpula anual do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em 16 e 17 de novembro, em Santiago, no Chile.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cessar-fogo na Síria é uma grande vitória para a Turquia

Ao afastar os curdos de sua fronteira, a trégua negociada pelos Estados Unidos na invasão da Turquia no Nordeste da Síria é uma grande vitória para o ditador Recep Tayyip Erdogan. A retirada americana dá a vitória final na guerra civil da Síria ao ditador Bachar Assad, à Rússia e ao Irã.

No nono dia da operação chamada cinicamente de Fonte da Paz, ao receber em Ancara o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o ditador Recep Tayyip Erdogan concordou em suspender por cinco dias a ofensiva militar da Turquia.

Neste período, os Estados Unidos devem colaborar com a retirada das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada de Washington na guerra contra o Estado Islâmico para uma distância de 20 milhas, pouco mais de 30 quilômetros da fronteira. Quando os milicianos curdos, que a Turquia acusa de terrorismo, estiverem fora de uma zona de segurança junto à fronteira, haverá um cessar-fogo permanente, declarou Pence.

Onze dias depois da traição do presidente Donald Trump, que deixou os curdos à mercê do Exército da Turquia, o vice-presidente Pence declarou que “os Estados Unidos serão sempre gratos pela parceria com as Forças Democráticas Sírias na luta para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também reconhecem a importância e o valor da criação de uma zona de segurança entre a população curda e a fronteira turca.”

Mas o governo turco afirmou que é apenas uma pausa. Para o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, “não é um cessar-fogo porque um cessar-fogo só pode acontecer entre duas partes legítimas” e a operação tem como objetivo retirar “elementos terroristas” da região. Meu comentário:

EUA e Turquia anunciam cessar-fogo no Nordeste da Síria

Depois de encontro do vice-presidente Mike Pence e do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com o ditador Recep Tayyip Erdogan, os Estados Unidos e a Turquia anunciaram um cessar-fogo no Nordeste da Síria. 

O Exército da Turquia deve suspender a ofensiva por seis dias para permitir o recuo das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda de maioria curda, para além de uma zona de segurança junto à fronteira turca.

Quando a invasão for suspensa, os EUA levantam as sanções impostas à Turquia. O acordo visa a evitar uma deterioração nas relações entre estes dois países, aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA.

Um recuo organizado das FDS reduz o risco de fuga dos milicianos do Estado Islâmico presos durante a guerra para acabar com o califado fundado pelo grupo terrorista. As FDS foram a força terrestre na guerra dos EUA e aliados contra o Estado Islâmico.

Há oito dias, com o aval do presidente Donald Trump, que retirou os soldados americanos da fronteira, a Turquia invadiu o Nordeste da Síria para atacar os curdos sírios, temendo que se aliassem aos curdos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão e reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

A intempestiva retirada americana abriu espaço para os Exércitos da Síria e da Rússia, e milícias xiitas ligadas ao Irã, ocuparem o Nordeste da Síria, cedendo espaço sem contrapartida para três inimigos dos EUA.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia visita Cuba

O secretário do Conselho de Segurança Nacional da Rússia, Nikolai Patruchev, esteve ontem em Havana, onde se encontra com o presidente Miguel Díaz Canel Bermúdez e o ministro do Interior de Cuba, Julio Cesar Gandarilla Bermejo, noticiou a agência russa Tass.

A visita é mais um sinal da estratégia russa de diversificar suas relações diplomáticas e fomentar uma rivalidade com o Ocidente. Durante o encontro, os dois países assinaram um memorando de entendimento para manter um diálogo permanente sobre questões como terrorismo, criminalidade e comércio de armas.

Em julho, o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, estiveram na ilha, onde se encontrou com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parilla, para discutir o fortalecimento das relações econômicas entre os dois países, que eram aliados no tempo da União Soviética.

Sob pressão dos Estados Unidos por estatizar propriedades de americanos em Cuba, o ditador Fidel Castro se aproximou da União Soviética. Depois da fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, Fidel pediu proteção a Moscou.

O momento mais crítico da Guerra Fria foi a Crise dos Mísseis em Cuba. Em 14 de outubro de 1962, um avião-espião dos EUA fotografou mísseis nucleares que estavam sendo instalados na ilha. Durante duas semanas, as duas superpotências estiveram mais perto do que nunca de uma guerra nuclear.

Com a abertura promovida pelo líder soviético Mikhail Gorbachev a partir de março de 1985, o Kremlin se afastou do regime comunista cubano, que rejeitou as reformas liberalizantes. O fim da ajuda e do petróleo subsidiado da URSS provocou uma grave crise econômica em Cuba, o "período especial", marcado por um duro racionamento.

O alívio veio em 1999, com a ascensão ao poder de Hugo Chávez na Venezuela, que voltou a fornecer petróleo barato à ilha em troca de ajuda para manter a segurança interna e do trabalho de médicos cubanos. Com o virtual colapso da economia venezuelana e o fim da reaproximação com os EUA promovida pelo presidente Barack Obama, a ditadura Cuba tenta diversificar as parcerias para sobreviver.

Protestos na Catalunha têm mais de 800 feridos

A província da Catalunha está em pé de guerra desde que o Tribunal Supremo da Espanha sentenciou, há dois dias, nove líderes do movimento pela independência da região a penas de nove a 13 anos. Só o diálogo pode resolver o problema, mas nenhuma das partes parece disposta a ceder.

Os antigos dirigentes da Generalitat, o nome do governo autônomo regional, foram condenados por sedição, que significa revolta contra uma autoridade constituição, e malversação de fundos, mau uso do dinheiro público ao organizar um plebiscito ilegal sobre a independência em 1º de outubro de 2017.

A maior pena, de 13 anos, foi para o ex-vice-governador Oriol Junqueras. O mandado de prisão pan-europeu contra o ex-governador Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, foi renovado.

Logo depois do veredito, centenas de milhares de pessoas tomaram ruas do centro de Barcelona e das principais cidades catalãs para exigir a libertação dos condenados, que consideram presos políticos. Meu comentário:

terça-feira, 15 de outubro de 2019

FMI alerta para desaceleração da economia global

O Fundo Monetário Internacional adverte: o crescimento mundial neste ano será o menor desde a Grande Recessão, a crise internacional de 2008 e 2009, e atribui a desaceleração às guerras comerciais do presidente Donald Trump e há outros riscos políticos que minam a confiança de empresários, investidores e consumidores.

A nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, prevê crescimento menor em 90% do mundo. Ela disse que a economia global está em desaceleração sincronizada. A Brooking Institution, um centro de pesquisas dos Estados Unidos, fala em estagnação sincronizada.

Os tarifaços de Trump e as respostas da China, na base do olho por olho dente por dente, minaram a confiança de empresários, investidores e consumidores, deixando o comércio internacional praticamente estagnado, pressionando os bancos centrais a baixar as taxas de juros para ancorar o crescimento. 

Na sua Perspectiva EconômicaMundial, divulgada duas vezes por ano, o FMI pede hoje o fim urgente das hostilidades para restaurar a confiança na economia global. Meu comentário: