quarta-feira, 1 de abril de 2020

Pandemia está perto de um milhão de casos e 50 mil mortes, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde adverte: o mundo terá 1 milhão de casos da pandemia do novo coronavírus e 50 mil mortes nos próximos dias. Os Estados Unidos passam de 200 mil casos e 5 mil mortes. A Espanha passa de 100 mil casos e tem um recorde de mortes num dia: 864 óbitos. Cinco países, Espanha, Itália, Estados Unidos, Reino Unido e França, registraram mais de 500 mortes hoje. 

O presidente Jair Bolsonaro volta mentir nas redes sociais, afirmando que já existe desabastecimento em Minas Gerais. A rádio CBN foi à Central de Abastecimento e desmentiu a notícia. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, confirmou que não está faltando comida no Brasil.

No mundo inteiro, são 935 mil 605 casos e 47 mil 208 mortes, letalidade de 5 por cento. Mais de 193 mil pessoas estão curadas.

Os Estados Unidos têm 215 mil 417 casos e 5 mil 109 mortes, com mortalidade de 2,37 por cento. 

A Itália tem o maior número de mortes, 13 mil 155, e 110 mil 574 casos, letalidade de 11,9 por cento, a mais alta do mundo, mas a situação parece estar se estabilizando. 

A Espanha tem 104 mil 118 casos e 9 mil 387 mortes, com mortalidade de 9 por cento depois de cinco dias seguidos com mais de 800 mortes. 

A China, onde a pandemia começou, teve oficialmente só 36 novos casos, todos importados, e 7 mortes. Ao todo, a China teve 82 mil 351 infectados e 3 mil 312 mortes, letalidade de 4 por cento. 

A Alemanha é o quinto país em casos, com 77 mil 872 contaminados e 931 mortes, com letalidade de 1,19 por cento. A França chegou a 57 mil 749 casos e 4 mil e 32 mortes, sendo 509 mortes hoje. A mortalidade está em quase 7 por cento. Meu comentário:

terça-feira, 31 de março de 2020

EUA e França passam China em mortes pelo coronavírus

Os Estados Unidos e a França superam a China em número de mortos pela pandemia do coronavírus, se o regime comunista chinês não estiver escondendo. A Espanha teve 849 mortes num dia. A França tem 499 mortes em 24 horas. Dois adolescentes, de 12 e 13 anos, morrem na Espanha.
O presidente Jair Bolsonaro volta a mentir e a enganar a população, distorcendo declarações do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde para defender a volta dos trabalhadores informais ao trabalho. A pandemia do coronavírus ameaça a democracia, com ditadores aproveitando para aumentar o poder com o estado de emergência.

No mundo inteiro, são 858 mil casos, 42 mil 139 mortes e 178 mil pacientes curados, mortalide de 4,9%. Os Estados Unidos têm o maior número de casos, mais de 188 mil 530 contaminados e 3 mil 889 mortes, com letalidade de 2 por cento. Só hoje morreram 821 pessoas nos Estados Unidos. 

A Itália é a segunda em número de casos, 105 mil 972, e tem o maior número de mortes, 12 mil 428, mortalidade de 11,7 por cento. Só hoje morreram 837 pessoas na Itália, mas os epidemiologistas acreditam que a epidemia chegou ao pico. A curva se estabilizou e tende a cair. 

A Espanha registra 95 mil 923 casos e 8 mil 464 óbitos, com 748 mortos hoje. A mortalidade na Espanha está em 8,8 por cento. 

A China, onde a pandemia começou, tem 82 mil 290 casos e 3 mil 305 mortes, mortalidade de 4 por cento, se é que se pode confiar nas estatísticas do regime comunista. 

O governo chinês anunciou a retomada de 80 por cento da atividade industrial, mas analistas da empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor desconfiam por não verem o movimento nas ruas e estradas que isso implicaria. 

A ditadura China escondeu a notícia no início da epidemia. Agora, afirma que todos os casos novos são importados. 

A Alemanha tem 71 mil 808 casos e 775 mortes. Com 130 mortes hoje, a letalidade subiu para quase 1,1 por cento. 

A França tem 52 mil 128 casos registrados e 3 mil 523 mortes, sendo 449 em 24 horas, com mortalidade de 6,75 por cento. 

O Irã em 44 mil 605 casos e duas mil 898 mortes, com mortalidade de 6,5 por cento, se a ditadura dos aiatolás não está mentindo. 

A Alemanha, a França e o Reino Unido estão exportando suprimentos médicos para o Irã, violando as sanções impostas pelo governo Donald Trump contra o programa nuclear iraniano. Meu comentário:

segunda-feira, 30 de março de 2020

Trump deixa claro que prioridade é salvar vidas e depois recuperar economia

O presidente Donald Trump finalmente muda de opinião e deixa claro que a prioridade é a emergência de saúde pública e depois a economia. A Itália ultrapassa 100 mil casos da pandemia do novo coronavírus. A Espanha passa a China e é o terceiro país em número de casos. O presidente Jair Bolsonaro insiste em encontrar populares e defender a retomada das atividades econômicas, mas o Ministério da Saúde reforça a orientação de manter o distanciamento social. 

No mundo inteiro, são 784 mil 314 caos, 37 mil 638 mortes e 165 mil 288 pacientes curados. Cerca de 43 por cento da população mundial, 3 bilhões e 380 milhões de pessoas estão em quarentena. 

Com mais de 60 mil casos e 914 mortes, o estado de Nova York é o novo centro da pandemia. Os Estados Unidos têm mais de 163 mil casos e passaram a marca de 3 mil mortes. 

O presidente Trump mudou de ideia ontem, depois que os médicos apresentaram estudos indicando que o país pode ter entre 100 mil e 2 milhões e 200 mil mortes. Trump desistiu da pretensão de reabrir totalmente os Estados Unidos até o Domingo de Páscoa, 12 de abril, e prorrogou as medidas de isolamento social até 30 de abril. Meu comentário:

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 20 por barril nos EUA

Por causa da forte queda no consumo em meio à pandemia do novo coronavírus, da prorrogação das medidas de isolamento social nos Estados Unidos e da possibilidade de medidas de confinamento no Japão, os preços do petróleo sofreram nova queda forte. 

Nesta segunda-feira, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, foi vendido a US$19,92, uma queda de 7,4%, o menor preço em 18 anos.

O barril do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu 7,6% para US$ 23,03.

Robert Rennie, analista do mercado de energia da empresa Westpac, observou que "estamos chegando perto do ponto em que os produtores chegarão no limite da capacidade de armazenagem. Podem pagar aos consumidores para não de arcar com os custos de armazenamento."

A baixa aconteceu depois que o presidente Donald Trump prorrogou a orientação de distanciamento social até o fim de abril, num sinal de que a maior economia do mundo continua em quarentena por mais um mês.

Como o primeiro-ministro Shinzo Abe advertiu que o Japão está à beira de uma segunda onda de contaminação e pode adotar medidas de confinamento, a Bolsa de Valores de Tóquio chegou a cair 3,94% e no momento está em baixa de 1,97%.

Na pior das hipóteses, os economistas do banco Nomura esperam uma queda de 7% no produto mundial bruto de 2020.

domingo, 29 de março de 2020

Médico da força-tarefa dos EUA prevê 100 mil mortes no país

O presidente Donald Trump prorrogou até 30 da abril as medidas de contenção adotadas nos Estados Unidos depois que o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas, previu que 100 mil pessoas podem morrer no país da pandemia do novo coronavírus. Na pior das hipóteses, admitiu Trump, seriam 2,2 milhões de mortes. Esses números alarmantes fizeram o presidente americano mudar de posição.

Hoje o total de casos da doença do novo coronavírus chegou a 723.328 casos, com 33.997 mortes e 151.991 pacientes curados, com mortalidade de 4,7% sem levar em conta os casos assintomáticos.

Os EUA têm o maior número de casos, 143.025, e 2.485 mortos, uma letalidade de 1,73%. Trump prometera reabrir lojas e igrejas até o Domingo de Páscoa, 15 de abril.

Agora, talvez lembrando que o presidente George W. Bush declarou "missão cumprida" no Iraque em 1º de maio de 2003 e o país não está em paz até hoje, Trump preferiu não declarar a vitória antes da hora e ser obrigado a voltar atrás e retomar a luta contra o coronavírus.

A Itália tem o maior número de casos depois dos EUA, 97.689, e o maior número de mortes: 10.779. Pelo segundo dia seguido, o número de mortes por dia baixou, para 756. O índice de mortalidade é o maior: 11,03%. O Ministério do Interior vai prorrogar o confinamento obrigatório além do prazo atual, 3 de abril.

A China, onde a pandemia começou, com o primeiro caso em 17 de novembro, tem 82.152 casos e hoje passou de 3,3 mil mortes, chegando a 3.304, mas o governo afirma que não há novos casos de transmissão interna. A taxa de letalidade é de 4,02%

Quarta em número de casos, 80.110, a Espanha é a segunda em número de mortes, logo atrás da Itália, com 6.803, mas teve o maior número de mortos hoje, 838. A letalidade está em 8,5%. O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez ordenou a paralisação de todas as atividades não essenciais por duas semanas.

Aqui no Brasil, são 4.256 casos e 136 mortes. Hoje o presidente Jair Bolsonaro voltou a se misturar com populares, desta vez na cidade de Ceilândia nos arredores de Brasília. O Twitter tirou da rede dois tuítes do presidente por "violar as regras" da empresa.

As redes sociais estão retirando do ar notícias falsas sobre a pandemia, num sinal de que podem fazer o mesmo, se quiserem, com propaganda política mentirosa.

sábado, 28 de março de 2020

Mortos pelo coronavírus na Itália são mais de 10 mil

O número de casos confirmados da pandemia do coronavírus de 2019 (Covid-19) chegou hoje a 664.608, com 30.878 mortes e 140.156 pacientes curados. Com 92.472 casos, a Itália tem o maior número de mortes: 10.023. Foram 889 óbitos só hoje. Os Estados Unidos têm mais casos, 124.377, e hoje ultrapassaram a marca de 2 mil mortes, chegando a 2.227 óbitos.

Nos EUA, hoje o centro da pandemia, o presidente Donald Trump recuou depois de cogitar impor uma quarentena aos estados de Nova York, Nova Jérsei e Connecticut. O governador nova-iorquino, Andrew Cuomo, chamou a possível quarentena de "uma declaração de guerra aos estados da União".

São mais de 52 mil casos e 700 mortes só no estado de Nova York. O governador declarou precisar de 30 a 40 mil respiradores artificiais e teme o colapso do sistema de saúde na próxima semana.

Aqui no Brasil, são 3.904 casos e 114 mortes. Hoje o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afastou na prática a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de retomar as atividades econômicas. Mais uma vez, deixou claro que a quarentena é necessária para preparar o sistema único de saúde (SUS) para atender o grande número de pacientes esperado nas próximas semanas.

No fim da entrevista, Mandetta citou a preocupação de Bolsonaro com a economia como um aspecto importante na luta contra o coronavírus e anunciou que o governo se reúne neste domingo para discutir como e quando retomar atividades não essenciais.

A melhor maneira de fazer isso será com a testagem em massa da população para mapear o vírus e constatar se há mesmo uma grande quantidade de pessoas que foi atacada mas não desenvolveu a doença.

Quem estiver curado e tiver anticorpos em princípio não deve se contaminar de novo nem transmitir a doença. Portanto, estaria apto para voltar ao trabalho. Mas esta imunização ainda não está comprovada pela ciência.

O governo errou ao não se preparar para enfrentar a pandemia. Faltam testes até mesmo para jovens com sintomas da Covid-19. Assim, é impossível mapear a disseminação do vírus.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Itália tem recorde de mais de 900 mortes num dia

A Itália tem um número recorde de mortos num dia pela pandemia do novo coronavírus, 919 óbitos, e ultrapassa a China em número de casos. Nos Estados Unidos, país com maior número de contaminados, são mais de cem mil casos. O presidente Donald Trump sanciona o plano econômico de US$ 2 trilhões, muda o tom e admite esperar para reabrir a economia quando a situação for segura.

Na contramão da ciência, o presidente Jair Bolsonaro gasta R$ 5 milhões sem licitação num vídeo de propaganda para defender a reabertura da economia, enquanto um estudo do Imperial College, de Londres, estima que mais de um milhão de pessoas podem morrer no Brasil se não houver medidas de restrição à circulação de pessoas.

No mundo inteiro, são mais de 590 mil casos e 27 mil mortes. Mais de 130 mil pessoas foram curadas. No Brasil, são 3 mil 417 casos e 97 mortes. Na melhor das hipóteses, o modelo do Imperial College prevê 44 mil mortes no Brasil; na pior, 1 milhão 150 mil. 

Se isolar só os idosos, como quer Bolsonaro, a expectativa é de 529 mil mortes. As medidas que o presidente se recusa a aceitar podem salvar mais de meio milhão de vidas. Foi um estudo desses que levou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a adotar medidas de confinamento no Reino Unido. Hoje, Johnson revelou que pegou o coronavírus.

Com 769 mortes em 24 horas, o total de óbitos na Espanha chega a 5 mil 138, atrás apenas da Itália, que tem 9 mil 134 mortes e 86 mil e 500 casos. 

A Itália tem o maior número de mortes. Em número de casos, só fica atrás dos Estados Unidos, que tem 104 mil casos e mil 557 mortes, com 15 mil e 500 novos em 24 horas.

Com mais de 33 mil e 400 casos e 2 mil mortes, a França prorroga quarentena até 15 de abril. Meu comentário:

quinta-feira, 26 de março de 2020

Pandemia do novo coronavírus tem mais de meio milhão de casos

Com 100 mil casos em dois dias, o total de contaminados pela doença do novo coronavírus passa de meio milhão de pessoas. Mais da metade dos novos casos está nos Estados Unidos, na Espanha e na Itália. Os EUA ultrapassam a China e a Itália, tem mais de mil casos, o maior número de casos novos e quase 3 milhões de desempregado numa semana. Os países do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo prometem gastar US$ 5 trilhões para combater a pandemia e tentar evitar uma depressão da economia mundial. 

No mundo inteiro, são quase 532 mil casos e mais de 24 mil mortes. O Brasil tem 2.985 casos e 77 mortes. Dois dias do alerta da Organização Mundial da Saúde de que os Estados Unidos poderiam ser o novo centro da pandemia, a profecia se realizou. 

Os EUA têm mais de 85 mil e 500 casos e mil 290 mortes, com mortalidade de 1,5 por cento. Num dia, teve mais 273 mortes. Na Califórnia, morreu um jovem de 17 anos para desmentir a notícia falsa de que o coronavírus só mata idosos. 

A China, onde houve o surto inicial, há mais de 81 mil casos e 3 mil 287 óbitos, com letalidade de 4 por cento, mas hoje não registrou nenhum caso novo. A China fechou as fronteiras para evitar os casos importados. Meu comentário:

EUA denunciam Maduro por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos denunciou hoje o ditador Nicolás Maduro e mais de dez altos funcionários da Venezuela por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro - e ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões de dólares, mais de R$ 75 milhões, por informações que levem à sua captura.

As acusações, apresentadas em tribunais de Nova York, da Flórida e de Washington, são resultado de uma década de investigações. Maduro e os demais denunciados são acusados de agir em coordenação com guerrilheiros colombianos para enviar toneladas de cocaína para os EUA nos últimos 20 anos.

Em entrevista coletiva em Washington, o procurador-geral e secretário da Justiça do governo Donald Trump, William Barr, descreveu o regime chavista da Venezuela como "empestado pela criminalidade e a corrupção", dominado por "um sistema construído e controlado para enriquecer quem está nos altos escalões do governo".

O presidente da Corte Suprema da Venezuela, Maikel José Moreno, foi denunciado por receber milhões de dólares de propina e de gastar o dinheiro com artigos de luxo de propriedades na Flórida.

Maduro preside a um governo catastrófico, com uma depressão econômica que reduziu o produto interno bruto venezuelano à metade desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em março de de 2013.

A Venezuela enfrenta uma hiperinflação superior a um milhão por cento ao ano e desabastecimento generalizado. Como muitos hospitais não nem água e fornecimento regular de energia elétrica, o impacto da pandemia do coronavírus deve ser catastrófico.

Em janeiro do ano passado, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, declarou a nulidade do novo mandato de Maduro, reeleito com fraude, e empossou seu presidente, Juan Guaidó, como presidente interino.

Mais de 50 países, inclusive os EUA, o Brasil e a maioria da União Europeia, reconhecem Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela, mas sua tentativa de estimular um golpe militar fracassou.

Com o apoio da cúpula das Forças Armadas, envolvidas nos crimes do regime, Maduro continua no poder e dificilmente será levado à Justiça dos EUA. A denúncia é mais uma tentativa de forçar sua queda. Talvez o vírus seja mais eficiente.

Há um precedente. Em 1988, dois tribunais do júri de Miami e Tampa, na Flórida, denunciaram o então ditador do Panamá, general Manuel Antonio Noriega, por extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os EUA invadiram o Panamá em dezembro de 1989. Noriega foi preso e levado para julgamento nos EUA. Condenado a 40 anos de prisão, Noriega teve a pena reduzida para 17 anos por bom comportamento na cadeia.

Em 2010, o ex-ditador foi extraditado para a França, onde pegou 7 anos de prisão por lavagem de dinheiro. No ano seguinte, foi extraditado para o Panamá, onde morreu em 2017 de um tumor cerebral.