quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Agosto

FRAGATA CONSTITUTION VENCE A MARINHA REAL

    Em 1812, durante a Guerra de 1812-15, em que o Império Britânico tenta recolonizar os EUA, a fragata USS Constitution ganha uma batalha naval contra a fragata Guerrière na costa da Nova Escócia, hoje parte do Canadá.

Feito de aço, o navio Constitution resiste ao bombardeio da Marinha Real. É uma das sete fragatas encomendadas em 1794 para proteger a marinha mercante norte-americana dos piratas do Oceano Atlântico. Com 62 metros e 50 canhões, é lançado ao mar em 21 de outubro de 1797.

Quando começa a Guerra de 1812-15, seis navios britânicos cercam o Constitution, que consegue escapar e encontra o Guerrière num confronto mano a mano a uns mil quilômetros de Boston. 

A batalha dura duas horas. O Constitution sai quase ileso, enquanto o navio inimigo perde o mastro e fica fora de combate. A vitória estimula a jovem república a enfrentar o maior império que o mundo já viu.

PRIMEIRA CORRIDA DE INDIANÁPOLIS

    Em 1909, é realizada a primeira corrida de automóveis no Autódromo de Indianápolis, onde é disputada uma das provas mais famosas do mundo, as 500 Milhas de Indianápolis.

O autódromo é construído numa área de 131 hectares situada a 8 km da capital do estado de Indiana para ser uma pista de provas da nascente indústria automobilística. A corrida cria uma competição direta entre diferentes marcas para ver qual é o melhor carro.

A primeira corrida, de apenas 8 km, é vencida pelo engenheiro austríaco Louis Schwitzer a uma velocidade média de 91,8 km/h, diante de 12 mil espectadores.

A pista, de pedregulhos e piche, revela-se um desastre. Rachada em alguns trechos, provoca acidentes que causam a morte de dois pilotos, dois mecânicos e dois espectadores.

Para atrair mais público, em 1911, os organizadores decidem realizar uma corrida longa, de 500 milhas (800 km). Desde então, as 500 Milhas de Indianápolis são disputadas todos os anos, menos em 1917-18 e 1942-45, quando os EUA estavam nas guerras mundiais.

TODO PODER A HITLER

    Em 1934, com quase 90% dos votos num referendo, Adolf Hitler confirma a unificação dos cargos de presidente e chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha e assume poderes absolutos como Führer (Guia).

Artista plástico fracassado, Hitler luta como cabo na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Sobrevive a bombardeios e a um ataque com armas químicas. Ao recobrar a consciência, no hospital, sabe que a Alemanha perdeu a guerra.

Líder do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (Nazista), Hitler tenta dar um golpe de Estado na Baviera, o Golpe da Cervejaria, em 1923, em Munique. Preso, por sugestão de Rudolf Hess, escreve na cadeia o livro Mein Kampf (Minha Luta), seu manifesto político.

Os nazistas chegam ao poder em 30 de janeiro de 1933. Em 27 de fevereiro, incendeiam o Reichstag, o parlamento alemão, e acusam os comunistas. Hitler pede poderes especiais e ataca todas as outras correntes políticas.

Com a morte do presidente alemão, o marechal Paul von Hindenburg, em 2 de agosto de 1934, Hitler  unifica a chefia do Estado com a chefia de governo e convoca um plebiscito para confirmar seu poder absoluto.

GRANDE EXPURGO STALINISTA

    Em 1936, começa o primeiro julgamento do Grande Expurgo de velhos bolcheviques vistos pelo ditador Josef Stalin como críticos e rivais reais ou em potencial, em que seria condenado Lev Kamenev, que forma com Stalin e Grigory Zinoviev a primeira troika quando Vladimir Lenin fica doente em 1922.

O assassinato do rival e possível sucessor Serguei Kirov, em 1º de dezembro de 1934, serve de pretexto para o ditador iniciar a perseguição sistemática em grande escala a seus possíveis inimigos. Ao todo, pelo menos 750 mil pessoas são mortas no Grande Expurgo.

GOLPE CONTRA MOSSADEGH

    Em 1953, no primeiro golpe articulado pela CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) durante a Guerra Fria, os militares do Irã derrubam o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, um nacionalista de esquerda que estatiza a companhia petrolífera Anglo-Iranian Oil, e restauram o poder do xá Reza Pahlevi.

Mossadegh, nomeado primeiro-ministro em 28 de abril de 1951, ataca as companhias britânicas que exploram o petróleo iraniano. Defende a expropriação e a nacionalização dos campos de petróleo. Isso o coloca em choque com a elite. Em 16 de julho de 1952, o xá o demite, mas é forçado a recuar sob pressão popular. Cinco dias depois, Mossadegh reassume a chefia do governo.

Com o golpe, o Irã passa a ser um firme aliado dos EUA na Guerra Fria, uma república secularista e ocidentalizada. É o país que mais recebe ajuda militar norte-americana até a Revolução Islâmica, em 1979, causada por um longo descontentamento contra a ditadura do xá, cuja polícia política, a Savak, é acusada por dezenas de milhares de mortes.

URSS CONDENA PILOTO ESPIÃO DOS EUA 

    Em 1960, a União Soviética condena a 10 anos de prisão o piloto norte-americano Francis Gary Powers, abatido ao fazer um voo de espionagem num avião U-2.

Powers sai do Paquistão em 1º de maio a bordo de um avião espião sofisticado U-2, fabricado pela Lockheed, uma grande empresa do complexo industrial militar. Pretende sobrevoar a URSS por mais de 3 mil quilômetros até a Noruega. É abatido no meio do caminho, em Sverdlovsk. Consegue saltar de paraquedas, mas é capturado ao chegar ao solo.

O líder soviético, Nikita Kruschev, anuncia em 5 de maio o abate do avião dos EUA. Dois dias depois, revela que o piloto sobreviveu. Em 16 de maio, os líderes dos EUA, da URSS, do Reino Unido e da França fazem uma reunião de cúpula em Paris com foco na redução da tensão entre as duas Alemanhas.

A cúpula fracassa na primeira sessão, quando o presidente Dwight Eisenhower se nega a pedir desculpas pela espionagem de Powers. Kruschev retira o convite para Eisenhower visitar a URSS.

Um ano e meio depois da condenação, Powers é libertado numa troca de prisioneiros de guerra realizada numa ponte sobre o Lago Wannsee, na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental. Os EUA soltam Rudolf Abel, agente do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a polícia política soviética, condenado cinco anos antes por espionagem.

BEATLES INICIAM TURNÊ NOS EUA

    Em 1964, seis meses depois de conquistar os Estados Unidos com uma apresentação no programa de televisão Ed Sullivan Show, The Beatles começam a primeira turnê no país por São Francisco da Califórnia.

O empresário Brian Epstein subestima o apelo do grupo. Em vez do estádio Candlestick Park, faz o show no Cow Palace, um ginásio de esportes para 17 mil pessoas. 

Às 21h, os quatro fabulosos garotos de Liverpool entram no palco com Twist and Shout. Depois, tocam You Can’t Do That, All My Loving, She Loves You, Things We Said Today, Roll Over Beethoven, Can’t Buy me Love, If I Fell, I Want to Hold Your Hand, Boys, A Hard Day’s Night, Long Tall Sally.

O público lota o local acanhado. Há tumulto. A polícia intervém. Com a limusine cercada de fãs em histeria, John, Paul, George e Ringo saem escondidos numa ambulância. É o início da Beatlemania. O último show dos Beatles acontece em São Francisco em 29 de fevereiro de 1966 no Candlestick Park.

YELTSIN DESAFIA O GOLPE

    Em 1991, o primeiro presidente eleito da história da Rússia, Boris Yeltsin, sobe num tanque em Moscou e desafia o golpe da velha guarda do Partido Comunista contra Mikhail Gorbachev, que fracassa dois dias depois e provoca o fim da União Soviética.

Veja o que ele disse: "Cidadãos da Rússia, na noite de 18 para 19 de agosto de 1991, o presidente legalmente eleito do país foi removido do poder. 

"Independentemente das razões dadas para seu afastamento, estamos lidando com um golpe direitista, reacionário e inconstitucional. Apesar de todas as dificuldades e graves provações que estão sendo experimentadas pelo povo, o processo democrático no país está adquirindo um alcance cada vez maior e um caráter irreversível. 

"Os povos da Rússia estão se tornando senhores do seu destino. Os poderes incontroláveis dos órgãos constitucionais têm sido consideravelmente limitados, e isto inclui os órgãos do partido. 

"A liderança da Rússia adotou uma posição resoluta em relação ao Tratado da União em busca da unidade da União Soviética e da unidade da Rússia. Nossa posição nesta questão permitiu uma aceleração considerável na preparação deste tratado, para coordená-lo com todas as repúblicas e marcar a data de assinatura para 20 de agosto. A assinatura de amanhã foi cancelada.

"Estes acontecimentos geraram o levante de forças reacionárias ameaçadoras, levando-as a tentativas irresponsáveis e aventureiras de resolver os problemas políticos e econômicos mais complicados pelo uso da força. Tentativas de golpe foram tentadas antes. 

"Nós consideramos que tais métodos de uso da força são inaceitáveis. Eles desacreditam a União perante olhos do mundo inteiro, minam nosso prestígio na comunidade internacional e nos levam de volta à Guerra Fria e ao isolamento internacional da União Soviética. Tudo isto nos força a proclamar que a ascensão ao poder do assim chamado comitê é ilegal.

"Em consequência, nós proclamamos que todas as decisões e instruções deste comitê são ilegais. Temos a confiança de que os órgãos do poder local vão inabalavelmente aderir às leis constitucionais e aos decretos do presidente da Rússia. Apelamos a todos os cidadãos da Rússia a dar a rejeição apropriada e exigir o retorno do país à normalidade constitucional.

"Sem dúvida, é essencial dar ao presidente do país, Gorbachev, uma oportunidade de se dirigir ao povo. Hoje ele foi proibido. Eu não consegui me comunicar com ele. Nós exigimos a convocação imediata de uma sessão extraordinária do Congress dos Deputados do Povo da União. Estamos absolutamente confiantes de que nossos concidadãos não vão sancionar a tirania e a ilegalidade dos golpistas, que perderam toda vergonha e consciência. Fazemos um apelo aos militares para que manifestem elevado dever cívico e não tomem parte no golpe reacionário.

"Até que estas exigências sejam atendidas, apelamos a uma greve geral ilimitada."

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não execute. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin veta.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.

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domingo, 16 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Agosto

NASCE LAWRENCE DA ARÁBIA

    Em 1888, nasce em Tremadog, no País de Gales, o arqueólogo, diplomata, estrategista militar, agente secreto e escritor Thomas Edward Lawrence, oficial de ligação do Exército Real britânico com a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), o que lhe valeu o nome de Lawrence da Arábia.

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como os vencedores não honram a promessa de apoiar a criação de uma grande nação árabe e as diversas facções árabes se dividem, Lawrence volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomenta a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

CORRIDA DO OURO

     Em 1896, quando pesca salmão perto do Rio Klondike, no território canadense do Yukon, George Carmack descobre pepitas de ouro no leito de um riacho e deflagra a maior corrida do ouro da história da América, com 100 mil garimpeiros indo para o Alasca e o Canadá em três anos.

Carmack se muda da Califórnia para o Alasca em 1881 em busca de ouro. Sem sucesso, ele cruza a fronteira para o território do Yukon. Em 1896, outro caçador da fortuna, Robert Henderson, lhe diz que há ouro no Klondike.

Com dois indígenas, Carmack vai investigar. Eles acampam perto do Riacho Coelho e um deles, Skookum Jim, cunhado de Carmack, avista as pepitas.

A notícia se espalha rapidamente pelos Estados Unidos e o Canadá. Em duas semanas, 50 mil garimpeiros correm para o Yukon. A Febre do Klondike atinge a temperatura máxima em julho de 1897, quando navios com mais de duas toneladas de ouro do Yukon chegam a São Francisco e Seattle.

Uma nova onda de migrantes vai para o Norte, mas o maior parte do ouro já está garimpada. Entre os fracassados, está o jovem escritor Jack London, de 21 anos, que escreve livros sobre a saga dos caçadores de ouro.

Carmack enriquece. Sai do Yukon com US$ 1 milhão. Os pequenos mineiros vendem os direitos de exploração para grandes empresas. A exploração de ouro em grande escala continua até 1966 e rende US$ 250 milhões. Cerca de 200 pequenas minas de ouro operam hoje na região.

RAMONES LANÇAM PUNK ROCK

    Em 1974, cinco anos depois do auge da era hippie com o Festival de Woodstock, quatro garotos do bairro nova-iorquino do Queens, os Ramones, entram no palco de um bar do Village Leste de jeans e jaquetas de motoqueiros para iniciar uma nova revolução musical.


O termo punk rock só seria cunhado em 1975 pela revista musical McNeil. A música feroz e selvagem, "eliminando o desnecessário para focar na substância", estridente e ensurdecora, inspira bandas britânicas como Sex Pistols e The Clash, ícones do movimento punk.

REI DO ROCK MORRE

    Em 1977, o cantor, músico e ator norte-americano Elvis Presley, o Rei do Rock, morre aos 42 anos em Memphis, no Tennessee, de ataque cardíaco, provavelmente por causa do vício em drogas de farmácia, deflagrando uma romaria até sua casa, a Mansão de Graceland.

Elvis nasce pobre em Tupelo, no Mississípi, em 8 de janeiro de 1935. O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura para cima. Seu requebrado de dança de origem africana é considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

Cerca de 60 milhões de pessoas assistem ao programa, 82% dos televisores ligados naquela noite, a maior audiência de TV dos anos 1950.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. 

Nos anos 1960, o rock sofre uma revolução com bandas como os Beatles e os Rolling Stones, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude. John Lennon diz que ele morreu quando serviu o Exército.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2009, o corredor jamaicano Usain Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58 seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquistou quatro medalhas de ouro destruindo o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69 seg. É o primeiro homem a correr 100 m em menos de 9,7 seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6 seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4 seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde é seu até hoje.

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sábado, 15 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 15 de Agosto

ABERTO O CANAL DO PANAMÁ

    Em 1914, o navio de carga e de passageiros norte-americano Ancon é o primeiro a atravessar o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Panamá pertencia å Colômbia, enfraquecida pela Guerra dos Mil Dias (1899-1902). Quando o Senado colombiano rejeita a proposta dos EUA para abrir o canal, uma intervenção militar norte-americana promove a independência do Panamá, que cede aos EUA o controle da Zona do Canal.

Só em 1977, o ditador Omar Torrijos negocia com o presidente Jimmy Carter a soberania sobre o canal. Em 1999, o Panamá assume o controle, fator de grande prosperidade do país nas últimas décadas.

Ao voltar à Casa Branca no início do ano, o presidente Donald Trump ameaça retomar o canal sob o pretexto de que há empresas chinesas operando portos dos dois lados.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

     Em 1945, depois dos bombardeios nucleares dos Estados Unidos a Hiroxima e Nagasáki em 6 e 9 de agosto, num discurso de 4 minutos e 36 segundos, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

A rendição é assinada oficialmente em 2 de setembro, quando países asiáticos ocupados pelo Japão declaram independência de seus colonizadores ocidentais, inclusive o Vietnã.

O Império do Japão invade a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937. De certa forma, começa a Segunda Guerra Mundial na Ásia antes da invasão da Alemanha Nazista à Polônia, em 1º de setembro de 1939, início da guerra na Europa.

A partir de 1940, o Japão invade os países do Sudeste Asiático colonizados por potências europeias sob a desculpa de libertá-los do imperialismo ocidental, mas é uma força de ocupação violenta e brutal. Em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota dos EUA em Pearl Harbor, no Havaí, os norte-americanos entram na guerra.

Diante da impressionante defesa do Japão durante as batalhas de Iwo Jima e Okinawa, em 1945, os EUA estimam que a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês custaria 1 milhão de vidas e decidem usar a bomba atômica, testada pela primeira vez em 16 de julho em Alamogordo, no Novo México.

No seu primeiro pronunciamento pelo rádio, ao justificar a rendição, humilhante na cultura japonesa, que aconselha a lutar até a morte, Hiroíto alega que "o inimigo começou a usar a bomba mais cruel, com poder para produzir danos realmente incalculáveis, tirando muitas vidas inocentes". Em sua memória oral, publicada depois da guerra, o imperador confessa o temor de que "a raça japonesa seria destruída se a guerra continuasse".

Com a derrota, o imperador é obrigado a renunciar a seu status divino. Fica no cargo porque os americanos o mantêm como símbolo da identidade nacional. Em 1952, o Japão recupera a independência, mas até hoje há forças dos EUA no país.

INDEPENDÊNCIA E DIVISÃO DA ÍNDIA

    Em 1947, a Índia e o Paquistão conquistam a independência do Império Britânico acabando com 89 anos de dominação colonial direta e 190 anos desde que a Companhia das Índias Orientais toma Bengala.

O líder indiano Mohandas Gandhi, o Mahatma, saúda "o ato mais nobre da nação britânica". Mas o país se divide. As províncias de maioria hindu formam a República da Índia e as muçulmanas, o Paquistão. A Caxemira, de maioria muçulmana, vira o pomo da discórdia e causa a primeira e a segunda de quatro guerras entre os dois inimigos históricos e hoje potências nucleares, em 1947 e 1965.

Pelo menos 20 milhões de pessoas migram de um lado para o outro e 2 milhões morrem. Índia e Paquistão voltam a entrar em guerra em 1971, quando a Índia apoia a independência de Bangladesh, a República de Bengala, antigo Paquistão Oriental.

Também há um conflito que alguns historiadores e cientistas políticos chamam de guerra em 1999 na região de Cargill, na Cordilheira do Himalaia.

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão testam bombas atômicas e assumem o status de potências nucleares.

NASCE A COREIA DO SUL

    Em 1948, Syngman Rhee anuncia a fundação da República da Coreia (Coreia do Sul) com uma reivindicação de soberania sobre toda a Península Coreana.

A Coreia vive sob ocupação japonesa de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando os Estados Unidos tomam o Sul da Península Coreana e a União Soviética, o Norte. Com o início da Guerra Fria, a unificação do país se torna inviável.

Rhee cria a República da Coreia, que reivindica a soberania sobre toda a Península Coreana. O mesmo faz a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), fundada em 9 de setembro de 1948 pelo Grande Líder Kim Il Sung. 

Isto leva à Guerra da Coreia, que começa com a invasão do Sul pelo Norte em 25 de junho de 1950 e termina em 27 de julho de 1953, com a restauração do status quo anterior à guerra. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo.

PAZ, AMOR E MÚSICA EM WOODSTOCK

    Em 1969, começa o Festival de Woodstock, o mais emblemático dos anos 1960 e da era hippie, três dias de paz, amor e rock'n'roll numa fazenda da cidade de Bethel, no estado de Nova York, encerrado com Jimi Hendrix apresentando uma versão épica do Hino dos Estados Unidos distorcido para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

Os organizadores querem levantar dinheiro para criar um estúdio e um retiro para músicos na cidade de Woodstock, que nega permissão para o evento, quase abandonado. A solução vem do produtor de leite Max Yasgur, que oferece sua fazenda de 240 hectares em Bethel, a cerca de 80 quilômetros de Woodstock.

Os ingressos custam 6 e 8 dólares por dia, mas a maioria das 400 mil pessoas pula a cerca e entra de graça. O prejuízo inicial é estimado em US$ 1,3 milhão, cerca de US$ 9 milhões pela cotação de hoje. Durante três dias, ouvem músicos como Hendrix, Richie Havens, Joan Baez, Janis Joplin, Joe Cocker, The Who, Jefferson Airplane, Ten Years After e Crosby Stills Nash & Young. 

Pouco mais de uma década depois, o festival começa a dar lucro, com a venda dos discos, do filme e de lembranças deste grande marco na história do rock.

APOCALIPSE NO VIETNÃ

    Em 1979, depois de muitos problemas de produção e vários adiamentos, é lançado o filme Apocalypse Now, uma ficção de Francis Ford Coppola sobre a Guerra do Vietnã inspirada no livro No Coração das Trevas, de Joseph Conrad, sobre a criminosa exploração do Congo pela Bélgica.

A história se passa em 1969, quando o capitão do Exército dos Estados Unidos e veterano de operações especiais Benjamin Willard (Martin Sheen) é encarregado de matar o coronel rebelde Walter Kurtz (Marlon Brando), que cria seu próprio feudo no Camboja, onde é venerado como um semideus.

Durante a viagem, ele passa por cenas patéticas como soldados surfando em meio a um ataque de helicópteros enquanto uma floresta vizinha atingida por bombas incendiárias de napalm pega fogo. É um dos melhores filmes de guerra da história do cinema.

PIOR ATENTADO NA IRLANDA DO NORTE

    Em 1998, depois da assinatura do Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, o Exército Republicano Irlandês Real ou Verdadeiro (Real IRA) explode uma bomba em Omagh, mata 29 pessoas e deixa mais de 200 feridas no pior atentado terrorista da guerra civil na Irlanda do Norte.

O Ira Real é um grupo dissidente do IRA Provisório, que luta durante 29 anos contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte. Não aceita o acordo de paz. Ao contrário de ataques anteriores, o telefonema que revela a existência de uma bomba manda as pessoas irem em direção ao local da explosão.

Cerca de 3,5 mil pessoas morrem na guerra civil na Irlanda do Norte.

VOLTA DOS TALEBÃ

    Em 2021, com a retirada dos Estados Unidos, a Milícia dos Talebã (Estudantes) volta ao poder no Afeganistão depois de quase 20 anos e reimpõe o regime fundamentalismo islâmico que oprime especialmente as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar e viajar sozinhas.

Os EUA e aliados atacam o Afeganistão em 7 de outubro de 2001 atrás dos líderes da rede terrorista Al Caeda, responsáveis pelos atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e no Pentágono. Os talebã caem em três semanas. Os chefes da Caeda são cercados na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, mas Ossama ben Laden consegue fugir para o Paquistão, onde é morto por uma tropa de elite dos EUA em 2 de maio de 2011.

No ano seguinte, o governo George W. Bush reorienta a guerra contra o terrorismo para atacar o Iraque, que não tinha relação com o extremismo muçulmano. Os EUA instalam governos-fantoches no Afeganistão que nunca controlam o interior do país.

Com quase 20 anos, a Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Pelo menos 169 mil pessoas morrem, sendo 2.448 soldados norte-americanos.

O governo afegão é catastrófico. Por causa das violações dos direitos humanos, o dinheiro do país depositado no exterior está congelado. A grande maioria da população sofre de insegurança alimentar.

A morte do líder d’al Caeda, Ayman al-Zawahiri, atingido por um drone dos EUA na casa onde morava num bairro nobre de Cabul em 31 de julho de 2022, indica que o Afeganistão volta a ser um refúgio para extremistas muçulmanos. 

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