domingo, 12 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em quatro dias

A doença do coronavírus de 2019 se acelera. Neste domingo, chegou a 13 milhões de casos confirmados no mundo inteiro, 571 mil mortes e 7,575 milhões de pacientes curados. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou novo recorde: 230.370 casos novos em 24 horas, a maioria nos Estados Unidos, no Brasil, na Índia e na África do Sul. 

O primeiro caso da doença do coronavírus de 2019 (covid-19) teria ocorrido em Wuhan, na China, em 17 de novembro. Em dezembro, ficou evidente que havia uma nova síndrome respiratória aguda grave provocando uma pneumonia aguda. 

No último dia do ano, a China comunicou à OMS e, no início de 2020, revelou o genoma do coronavírus. Só em 11 de março, a agência das Nações Unidos, declarou que a covid-19 tinha gerado uma pandemia.

A marca de 10 milhões foi ultrapassada em 27 de junho. Depois foram necessários seis dias para o 11º milhão, cinco dias para o 12º e agora apenas quatro dias para alcançar os 13 milhões.

Os EUA têm o maior número de casos confirmados (3,4 milhões) e de mortes (mais de 135 mil). A Flórida bateu novo recorde de casos novos, 16,5 mil em 24 horas.

No Brasil, foram notificadas mais 659 mortes e 25.361 casos novos da covid-19. O total de mortes subiu para 72.151 e o de casos confirmados para 1,866 milhão.

Com um total de 35 mil mortes, o México passou a Itália. É agora o quarto país em número de mortes na pandemia do coronavírus, atrás dos EUA. Com pouco menos de 300 mil casos, é o oitavo em casos confirmados, mas deve ultrapassar a Espanha nesta segunda-feira e se tornar o sétimo.

sábado, 11 de julho de 2020

Brasil chega a 1,84 milhão de casos e mais de 71 mil mortes

O Brasil registrou mais 968 mortes e 36.474 casos novos em 24 horas da doença do coronavírus de 2019 (covid-19). O total de óbitos subiu para 71.492 e os casos confirmados já somam 1.840.812, de acordo com dados das secretarias da Saúde obtidos por um consórcio de empresas jornalísticas. Mais de 1,2 milhão de pacientes foram curados.

Quando o consórcio foi criado, em 8 de junho, o país tinha 36,4 mil mortes atribuídas ao coronavírus. Em pouco mais de um mês, o total de mortes praticamente dobrou. A aliança de empresas foi resultado das dificuldades de acesso aos dados impostas pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

No mundo inteiro, já são 12,85 milhões de casos confirmados mais de 567 mil mortes e 7,48 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos, onde o número de mortes aumentou na última semana, têm o maior número de casos (3,355 milhões) e de óbitos (137,4 mil).

Pela primeira vez, o presidente Donald Trump apareceu de máscara em público ao visitar o Centro Médico Walter Reed, um hospital militar nos arredores de Washington, a capital dos EUA. Em plena pandemia, o uso de máscaras foi capturado pela guerra cultural entre direita e esquerda.

Depois de muito resistir a aparecer em público de máscara diante das câmeras, o presidente afirmou: "Nunca fui contra o uso da máscara, mas acredito que tem hora e lugar", declarou Trump, citado pela televisão pública britânica BBC.

Pelo raciocínio de Trump, "quando você está num hospital, especialmente naquele setor, quando você está falando com um monte de soldados e pessoas que em alguns casos estavam saindo da mesa de operação, penso que é uma boa coisa usar uma máscara."

Na sua visão, é algo excepcional e não a regra como querem os epidemiologistas nesta hora para barrar o coronavírus. Mais uma vez, com este atitude, o presidente não estimula o americano comum a usar máscaras como proteção contra a covid-19.

Em Israel, dezenas de milhares de pessoas protestaram na Praça Yitzhak Rabin contra a política econômica do governo Benjamin Netanyahu diante do impacto da pandemia. Cerca de 850 mil trabalhadores estão desempregados no país. A taxa de desemprego está em 21%. No auge da pandemia, chegou a 25%, com 1 milhão de desempregados.

A manifestação convocada pelas redes sociais reuniu microempresários, trabalhadores autônomos, do setor cultural, de bares restaurantes e hotelaria, e estudantes universitários. Nenhum político foi autorizado a falar.

Há uma sensação de que o governo israelense não está fazendo tudo o que pode na crise econômica mais grave da história do país. Na sexta-feira, Netanyahu recebeu trabalhadores autônomos e microempresários atingido pela pandemia. Prometeu ajuda financeira imediata.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pandemia tem recorde de 223 mil casos novos num dia

A pandemia do novo coronavírus bate um novo recorde mundial de casos novos em 24 horas. Foram 223.640 na quinta-feira. O recorde de mortes é 8.487, atingido em 17 de abril.

Depois do aumento da contaminação, o número de mortes pela doença do coronavírus de 2019 volta a subir nos Estados Unidos. Foram 471 num dia no início do mês, 948 na quarta-feira, mais de 800 na quinta-feira e pelo menos 830 na sexta-feira. Ainda está bem abaixo do pico de 2.200 em abril, mas a tendência de alta é evidente. 

Com mais de 64 mil casos novos num dia, os Estados Unidos têm hoje mais de 3,28 milhões de casos e mais de 136 mil mortos. A Flórida registrou mais de 11 mil casos novos. Nos hospitais da região metropolitana de Miami, mais de 90% dos leitos de unidades de terapia intensiva estão ocupados.

Segundo país em número absoluto de casos e de mortes, o Brasil registrou mais 1.270 mortes e 45.235 casos novos em 24 horas, totalizando 70.524 mortes e mais de 1,8 milhões de casos confirmados.

Israel bateu um novo recorde negativo com 1.500 casos novos num dia. O país, antes citado como exemplo, vê a contaminação aumentar desde que reabriu a economia, em maio. Tem mais de 36 mil casos e 351 mortes.

Mais de 90 por cento dos economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, entendem que a recuperação da economia depende do controle da covid-19. 

Os analistas preveem uma queda em ritmo de 31,9% ao ano no produto interno bruto dos Estados Unidos no segundo trimestre e uma recuperação de 15,2% ao ano no terceiro trimestre se o coronavírus for contido.

Os preços do petróleo voltaram ao patamar de 40 dólares, R$ 213, por barril de 159 litros.

A onça de 31 gramas de ouro chegou US$ 1.829, cerca de R$ 9.730. Com a busca de aplicações seguras pelos investidores, pode bater o recorde histórico de US$ 1.888,70, quase R$ 10,5 mil. Meu comentário:

quinta-feira, 9 de julho de 2020

CDC aceita reabertura das escolas nos EUA com contaminação em alta

Em entrevista na Casa Branca, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Robert Redfield, apoiou a intenção do presidente Donald Trump de reabrir as escolas, alegando que o fechamento é mais prejudicial a crianças e adolescentes do que o risco.

Com mais 1.199 mortes e 42.907 casos novos, o total de óbitos no Brasil chega a 69 mil 254 e o de casos confirmados está perto de 1,76 milhão. Mas os verdadeiros números podem ser muito maiores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que o Brasil realiza poucos testes.

Desde que o distanciamento físico foi relaxado, pelo menos 12 capitais de estados tiveram aumento nos índices de infecção. A testagem em massa e a busca ativa do vírus sem essenciais para o reinício das atividades.

No mundo interno, houve mais de 12,3 milhões de infecções pelo vírus SARS Cov-2, de segundo coronavírus causador de Síndrome Respiratória Aguda Grave. O total de mortes passa de 556 mil, com mais de 7,181 milhões de pacientes curados.

A principal exigência para reabrir as escolas é a mesma para o reinício de outras atividades, a redução do índice de contaminação na comunidade ao redor da escola, o aumento da testagem e a capacidade de rastrear quem teve contato com o vírus. Além disso, melhorar a ventilação dentro de espaços fechados e evitar a aglomeração em áreas comuns. 

Em Houston, Miami e Phoenix, a contaminação aumentou com a reabertura das escolas. Na Alemanha, algumas escolas testam alunos, professores e funcionários a cada quatro dias. E o índice de contaminação na Alemanha foi de 35 casos por milhão de habitante na semana passada; nos Estados Unidos, foram mil e cem casos por milhão na semana.

Em artigo na revista The Atlantic, um ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças e duas ex-secretárias da saúde propuseram oito etapas para a retomada do ensino presencial:
  •  proteger os mais vulneráveis, permitindo que continuem em casa;
  •  limitar os riscos fechando cantinas e proibindo aglomerações em áreas comuns;
  •  limitar visitas não essenciais; usar máscaras, com um sistema de recompensas para ensinar as crianças e adolescentes a seguir a regra;
  • dividir os estudantes em grupos para reduzir o número de contatos; 
  • limitar as aglomerações criando horários diferentes para entrada e saída da escola; 
  • fazer uma desinfecção rigorosa nos ônibus escolares e facilitar a higiene das mãos;
  • e, por fim, preparar a escola para lidar com casos novos.

Mesmo em casos leves, a covid-19 pode causar doenças neurológicas graves como a encefalomielite disseminada aguda, quando há um ataque e destruição da mielina, uma membrana que envolve parte do neurônio, a célula nervosa. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em cinco dias

A doença do novo coronavírus de 2019 se manifestou em dezembro em Wuhan, na China, e teve o primeiro caso identificado depois em 17 de novembro. O primeiro milhão de casos foi registrado em 2 de abril. 

Depois dos 10 milhões, atingidos no fim de semana de 27 e 28 de junho, foram necesessários seis dias para chegar aos 11 milhões e mais cinco dias para os 12 milhões.

Os Estados Unidos bateram novo recorde de casos novos num dia. Foram mais de 60 mil na terça-feira e 65 na quarta-feira. Tem mais de 3 milhões de casos confirmados e mais 134 mil mortes. Até as eleições de 3 de novembro, a expectativa é que as mortes cheguem a 208 mil.

 Atrás nas pesquisas, o presidente Donald Trump luta para reabrir o país, apesar do aumento da contaminação em mais de 30 dos 50 estados. O Arizona, a Flórida e a Carolina do Sul têm índices de contaminação piores do que qualquer país do mundo e os três primeiros países s!ao Bahrein, Omã e Catar, pequenos emirados árabes com trabalhadores migrantes de baixa renda sem cidadania que vivem em condições precárias e são a maioria dos infectados. 

Trump criticou o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, que não participou da entrevista coletiva diária, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças por causas das exigências feitas para reabertura das escolas.

No mundo, o total de casos confirmados da covid-19 ultrapassa 12 milhões, com 550 mil mortes e mais de 7 milhões de pacientes curados. 

Com mais 41.541 casos novos e 1.187 mortes registradas em 24 horas, o Brasil passa de 1,716 milhão de casos confirmados e chega a 68.055 mortes, de acordo com o levantamento de um consórcio de empresas jornalísticas.

O Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que reúne 27 países ricos e emergentes prevê um desemprego recorde de 9,4% entre os países-membros, podendo chegar a 12,6% se houver uma segunda onda forte da pandemia.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu o estímulo fiscal e a adoção de medidas de transição ecológica com o dinheiro público usado para recuperar a economia.

As bolsas de valores sobem na Ásia, com a expectativa de retomada do crescimento da China. Meu comentário:

terça-feira, 7 de julho de 2020

EUA devem chegar a 208 mil mortes antes das eleições

O total de mortes nos Estados Unidos pela doença do novo coronavírus deve chegar a 208 mil no início de novembro, quando serão realizadas eleições para presidente, para toda a Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores. 

Segundo estado mais populoso do país, o Texas bateu novo recorde de casos novos da doença do coronavírus de 2019, mais de 10 mil num dia. O Texas e a Flórida têm agora mais de 200 mil casos confirmados cada. O país tem mais de 3 milhões de casos confirmados e quase 134 mil mortes. 

No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 12 milhões, com mais de 546 mil mortes e quase 6,9 milhões de pacientes curados.

O Brasil registrou hoje 1.312 mortes, elevando o total para 66.868. Há um mês, o Brasil tem, em média, mais de mil mortes por dia. Houve 48.584 casos novos nesta terça-feira, elevando o total de casos confirmados para 1,674 milhão de casos.

Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro revelou \que está com o coronavírus e tomou cloroquina, um medicamento que está sendo usado em tratamentos experimentais, mas não há comprovação científica de que seja eficaz. 

Sempre na contramão da ciência, o presidente minimizou a importância da covid-19, defendeu o isolamento vertical, só para idosos, e insistiu erradamente em que os jovens não correm perigo.

Nos EUA, o presidente Donald Trump usa o mesmo argumento para pressionar os governadores a reabrir as escolas. O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, que entrou em conflito com Trump durante a pandemia, disse ao jornal The New York Times que os eleitores querem “algo diferente”. Uma pesquisa da rede de televisão NBC indica que os governadores são muito mais populares do que o presidente.

Em mais uma mentira, Trump afirma que os EUA têm a menor taxa de mortalidade pelo coronavírus do mundo. Falso. Estão em nono em número de mortes por habitante do mundo, mais do que o Brasil, que está em 15 º lugar. Trump se gaba de que o país é o que mais testa, mas estão faltando testes em Houston, a maior cidade do Texas.

Os EUA comunicaram oficialmente às Nações Unidas a decisão de sair da Organização Mundial da Saúde. Como o processo dura um ano, se Trump perder a eleição de 3 de novembro, a decisão deve ser revertida. 

A média das pesquisas dá uma vantagem de 8,7 a 9,6 pontos percentuais para o candidato do Partido Democrata, o ex-senador e ex-vice-presidente Joe Biden. A metade dos eleitores americanos acredita que a economia vai piorar. Mais uma má notícia para Trump.

Na África, continente onde a pandemia chegou por último, o total de casos confirmados passa de 551 mil, com 12 mil e 15 mortes.

No Irã, as 200 mortes registradas nesta terça-feira são um recorde. A República Islâmica tem mais de 245 mil casos confirmados e quase 12 mil mortes. 

A Argentina também bateu seu recorde de mortes num dia, 75. Houve 2.632 casos novos, 995 na capital e 1.476 na Província de Buenos Aires. O país tem mais de 83 mil casos e 1.644 mortes.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, espera que o produto regional bruto seja 8,3 por cento menor neste ano e suba 5,8 por cento no próximo ano, uma expectativa mais pessimista do que a anterior.

Um dos poucos países europeus que evitaram o confinamento, a Suécia, acabou tendo um desempenho econômico pior do que seus vizinhos da Escandinávia. A economia sueca deve recuar 4 e meio por cento neste ano, a da Dinamarca 4,1 por cento e a da Noruega, 3,9 por cento. 

A Suécia é o sétimo país com maior número de mortes por habitante. Teve 12 vezes mais mortes por habitante do que a Noruega e seis vezes mais do que a Dinamarca. Fica evidente assim que a economia não pode funcionar normalmente com o vírus circulando se controle. 

O dilema entre impor o confinamento ou manter a economia funcionando, com querem os presidentes Trump e Bolsonaro, é totalmente falso. Sem controlar a emergência de saúde pública, a economia não se recupera, quanto mais volta ao normal. Meu comentário:

segunda-feira, 6 de julho de 2020

EUA têm 3 milhões de casos confirmados da covid-19

Os Estados Unidos ultrapassaram hoje a marca de 3 milhões de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019, com quase 133 mil mortes. Em mais uma mentira, o presidente Donald Trump afirmou que em 99% dos casos a doença é leve. 

Com 4 por cento da população mundial, os EUA têm 25 por cento dos casos. Nos primeiros cinco dias de junho, foram 260 mil casos novos. A média dos pacientes de covid-19 nos Estados Unidos é 15 anos menor do que um mês atrás. Na Flórida, a média é de 33 anos.

Com mais 566 mortes e 21.486 casos novos em 24 horas, o Brasil chegou a 65.556 mortes e 1,626 milhão de casos confirmados. Depois de apresentar sintomas da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Hospital do Exército, em Brasília, fazer o exame.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados está em 11,739 milhões, com mais de 540 mil mortes e quase 6,642 milhões de pacientes curados. O emirado do Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, se tornou o país com o maior número de casos por habitante. Meu comentário: