quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

DESCOBERTA DO ALASCA

    Em 1741, em viagem a serviço da Rússia, o explorador dinamarquês Vitus Bering encontra  o Alasca.

Bering nasce em Horsens, na Dinamarca, em 1681. Depois de uma viagem às Índias Orientais, ele entra para a frota do czar Pedro I, o Grande, como subtenente.

Em 1724, o czar o nomeia capitão de uma expedição para determinar se a Ásia está ligada à América do Norte ou se existe uma passagem que permita chegar a China contornando os limites da Sibéria.

A expedição parte da Península de Kamchatka em 13 de julho de 1728. Em agosto, passa pelo Estreito de Bering e chega ao Oceano Glacial Ártico. O mau tempo não deixa avistar a América do Norte, mas ele conclui que os dois continentes não estão ligados por terra.

Durante o reinado da imperatriz Ana, Bering integra a Grande Expedição do Norte (1733-43), que mapeia a costa ártica da Sibéria. Em 4 de junho de 1741, ele zarpa de Kamchatka com o navio Saint Peter, enquanto Alexei Chirikov comanda o Saint Paul. Uma tempestade afasta os dois navios. 

Chirikov descobre várias Ilhas Aleutas e Bering chega ao Golfo do Alasca em 20 de agosto. Com escorbuto, Bering perde a capacidade de comandar o navio, destruído durante uma tempestade no porto da Ilha de Bering em novembro. Ele morre em 19 de dezembro de 1741 na Ilha de Bering, batizada em sua homenagem, assim como o estreito por onde se acredita que o homem chegou à America há 24 mil anos. Os sobreviventes conseguem chegar à Sibéria e falar das possibilidades do comércio de peles do Alasca e das Aleutas.

Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. Depois da derrota na Guerra da Crime (1853-56), a Rússia vende o Alasca para os Estados Unidos em 1867.

O negócio é defendido pelo secretário de Estado, William Seward, que enfrenta forte oposição por se tratar de um deserto gelado.

Seward oferece US$ 7,2 milhões e os EUA assumem o controle do território em 18 de outubro de 1867. O negócio é chamado de "loucura de Seward".

A descoberta de ouro no Território de Yukon, no Canadá, em 16 de agosto de 1896 deflagra uma corrida do ouro que inclui o Alasca, a maior da história da América. Cerca de 100 mil garimpeiros vão para a região. A "loucura de Seward" se paga com alto lucro.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Agosto

FRAGATA CONSTITUTION VENCE A MARINHA REAL

    Em 1812, durante a Guerra de 1812-15, em que o Império Britânico tenta recolonizar os EUA, a fragata USS Constitution ganha uma batalha naval contra a fragata Guerrière na costa da Nova Escócia, hoje parte do Canadá.

Feito de aço, o navio Constitution resiste ao bombardeio da Marinha Real. É uma das sete fragatas encomendadas em 1794 para proteger a marinha mercante norte-americana dos piratas do Oceano Atlântico. Com 62 metros e 50 canhões, é lançado ao mar em 21 de outubro de 1797.

Quando começa a Guerra de 1812-15, seis navios britânicos cercam o Constitution, que consegue escapar e encontra o Guerrière num confronto mano a mano a uns mil quilômetros de Boston. 

A batalha dura duas horas. O Constitution sai quase ileso, enquanto o navio inimigo perde o mastro e fica fora de combate. A vitória estimula a jovem república a enfrentar o maior império que o mundo já viu.

PRIMEIRA CORRIDA DE INDIANÁPOLIS

    Em 1909, é realizada a primeira corrida de automóveis no Autódromo de Indianápolis, onde é disputada uma das provas mais famosas do mundo, as 500 Milhas de Indianápolis.

O autódromo é construído numa área de 131 hectares situada a 8 km da capital do estado de Indiana para ser uma pista de provas da nascente indústria automobilística. A corrida cria uma competição direta entre diferentes marcas para ver qual é o melhor carro.

A primeira corrida, de apenas 8 km, é vencida pelo engenheiro austríaco Louis Schwitzer a uma velocidade média de 91,8 km/h, diante de 12 mil espectadores.

A pista, de pedregulhos e piche, revela-se um desastre. Rachada em alguns trechos, provoca acidentes que causam a morte de dois pilotos, dois mecânicos e dois espectadores.

Para atrair mais público, em 1911, os organizadores decidem realizar uma corrida longa, de 500 milhas (800 km). Desde então, as 500 Milhas de Indianápolis são disputadas todos os anos, menos em 1917-18 e 1942-45, quando os EUA estavam nas guerras mundiais.

TODO PODER A HITLER

    Em 1934, com quase 90% dos votos num referendo, Adolf Hitler confirma a unificação dos cargos de presidente e chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha e assume poderes absolutos como Führer (Guia).

Artista plástico fracassado, Hitler luta como cabo na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Sobrevive a bombardeios e a um ataque com armas químicas. Ao recobrar a consciência, no hospital, sabe que a Alemanha perdeu a guerra.

Líder do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (Nazista), Hitler tenta dar um golpe de Estado na Baviera, o Golpe da Cervejaria, em 1923, em Munique. Preso, por sugestão de Rudolf Hess, escreve na cadeia o livro Mein Kampf (Minha Luta), seu manifesto político.

Os nazistas chegam ao poder em 30 de janeiro de 1933. Em 27 de fevereiro, incendeiam o Reichstag, o parlamento alemão, e acusam os comunistas. Hitler pede poderes especiais e ataca todas as outras correntes políticas.

Com a morte do presidente alemão, o marechal Paul von Hindenburg, em 2 de agosto de 1934, Hitler  unifica a chefia do Estado com a chefia de governo e convoca um plebiscito para confirmar seu poder absoluto.

GRANDE EXPURGO STALINISTA

    Em 1936, começa o primeiro julgamento do Grande Expurgo de velhos bolcheviques vistos pelo ditador Josef Stalin como críticos e rivais reais ou em potencial, em que seria condenado Lev Kamenev, que forma com Stalin e Grigory Zinoviev a primeira troika quando Vladimir Lenin fica doente em 1922.

O assassinato do rival e possível sucessor Serguei Kirov, em 1º de dezembro de 1934, serve de pretexto para o ditador iniciar a perseguição sistemática em grande escala a seus possíveis inimigos. Ao todo, pelo menos 750 mil pessoas são mortas no Grande Expurgo.

GOLPE CONTRA MOSSADEGH

    Em 1953, no primeiro golpe articulado pela CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) durante a Guerra Fria, os militares do Irã derrubam o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, um nacionalista de esquerda que estatiza a companhia petrolífera Anglo-Iranian Oil, e restauram o poder do xá Reza Pahlevi.

Mossadegh, nomeado primeiro-ministro em 28 de abril de 1951, ataca as companhias britânicas que exploram o petróleo iraniano. Defende a expropriação e a nacionalização dos campos de petróleo. Isso o coloca em choque com a elite. Em 16 de julho de 1952, o xá o demite, mas é forçado a recuar sob pressão popular. Cinco dias depois, Mossadegh reassume a chefia do governo.

Com o golpe, o Irã passa a ser um firme aliado dos EUA na Guerra Fria, uma república secularista e ocidentalizada. É o país que mais recebe ajuda militar norte-americana até a Revolução Islâmica, em 1979, causada por um longo descontentamento contra a ditadura do xá, cuja polícia política, a Savak, é acusada por dezenas de milhares de mortes.

URSS CONDENA PILOTO ESPIÃO DOS EUA 

    Em 1960, a União Soviética condena a 10 anos de prisão o piloto norte-americano Francis Gary Powers, abatido ao fazer um voo de espionagem num avião U-2.

Powers sai do Paquistão em 1º de maio a bordo de um avião espião sofisticado U-2, fabricado pela Lockheed, uma grande empresa do complexo industrial militar. Pretende sobrevoar a URSS por mais de 3 mil quilômetros até a Noruega. É abatido no meio do caminho, em Sverdlovsk. Consegue saltar de paraquedas, mas é capturado ao chegar ao solo.

O líder soviético, Nikita Kruschev, anuncia em 5 de maio o abate do avião dos EUA. Dois dias depois, revela que o piloto sobreviveu. Em 16 de maio, os líderes dos EUA, da URSS, do Reino Unido e da França fazem uma reunião de cúpula em Paris com foco na redução da tensão entre as duas Alemanhas.

A cúpula fracassa na primeira sessão, quando o presidente Dwight Eisenhower se nega a pedir desculpas pela espionagem de Powers. Kruschev retira o convite para Eisenhower visitar a URSS.

Um ano e meio depois da condenação, Powers é libertado numa troca de prisioneiros de guerra realizada numa ponte sobre o Lago Wannsee, na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental. Os EUA soltam Rudolf Abel, agente do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a polícia política soviética, condenado cinco anos antes por espionagem.

BEATLES INICIAM TURNÊ NOS EUA

    Em 1964, seis meses depois de conquistar os Estados Unidos com uma apresentação no programa de televisão Ed Sullivan Show, The Beatles começam a primeira turnê no país por São Francisco da Califórnia.

O empresário Brian Epstein subestima o apelo do grupo. Em vez do estádio Candlestick Park, faz o show no Cow Palace, um ginásio de esportes para 17 mil pessoas. 

Às 21h, os quatro fabulosos garotos de Liverpool entram no palco com Twist and Shout. Depois, tocam You Can’t Do That, All My Loving, She Loves You, Things We Said Today, Roll Over Beethoven, Can’t Buy me Love, If I Fell, I Want to Hold Your Hand, Boys, A Hard Day’s Night, Long Tall Sally.

O público lota o local acanhado. Há tumulto. A polícia intervém. Com a limusine cercada de fãs em histeria, John, Paul, George e Ringo saem escondidos numa ambulância. É o início da Beatlemania. O último show dos Beatles acontece em São Francisco em 29 de fevereiro de 1966 no Candlestick Park.

YELTSIN DESAFIA O GOLPE

    Em 1991, o primeiro presidente eleito da história da Rússia, Boris Yeltsin, sobe num tanque em Moscou e desafia o golpe da velha guarda do Partido Comunista contra Mikhail Gorbachev, que fracassa dois dias depois e provoca o fim da União Soviética.

Veja o que ele disse: "Cidadãos da Rússia, na noite de 18 para 19 de agosto de 1991, o presidente legalmente eleito do país foi removido do poder. 

"Independentemente das razões dadas para seu afastamento, estamos lidando com um golpe direitista, reacionário e inconstitucional. Apesar de todas as dificuldades e graves provações que estão sendo experimentadas pelo povo, o processo democrático no país está adquirindo um alcance cada vez maior e um caráter irreversível. 

"Os povos da Rússia estão se tornando senhores do seu destino. Os poderes incontroláveis dos órgãos constitucionais têm sido consideravelmente limitados, e isto inclui os órgãos do partido. 

"A liderança da Rússia adotou uma posição resoluta em relação ao Tratado da União em busca da unidade da União Soviética e da unidade da Rússia. Nossa posição nesta questão permitiu uma aceleração considerável na preparação deste tratado, para coordená-lo com todas as repúblicas e marcar a data de assinatura para 20 de agosto. A assinatura de amanhã foi cancelada.

"Estes acontecimentos geraram o levante de forças reacionárias ameaçadoras, levando-as a tentativas irresponsáveis e aventureiras de resolver os problemas políticos e econômicos mais complicados pelo uso da força. Tentativas de golpe foram tentadas antes. 

"Nós consideramos que tais métodos de uso da força são inaceitáveis. Eles desacreditam a União perante olhos do mundo inteiro, minam nosso prestígio na comunidade internacional e nos levam de volta à Guerra Fria e ao isolamento internacional da União Soviética. Tudo isto nos força a proclamar que a ascensão ao poder do assim chamado comitê é ilegal.

"Em consequência, nós proclamamos que todas as decisões e instruções deste comitê são ilegais. Temos a confiança de que os órgãos do poder local vão inabalavelmente aderir às leis constitucionais e aos decretos do presidente da Rússia. Apelamos a todos os cidadãos da Rússia a dar a rejeição apropriada e exigir o retorno do país à normalidade constitucional.

"Sem dúvida, é essencial dar ao presidente do país, Gorbachev, uma oportunidade de se dirigir ao povo. Hoje ele foi proibido. Eu não consegui me comunicar com ele. Nós exigimos a convocação imediata de uma sessão extraordinária do Congress dos Deputados do Povo da União. Estamos absolutamente confiantes de que nossos concidadãos não vão sancionar a tirania e a ilegalidade dos golpistas, que perderam toda vergonha e consciência. Fazemos um apelo aos militares para que manifestem elevado dever cívico e não tomem parte no golpe reacionário.

"Até que estas exigências sejam atendidas, apelamos a uma greve geral ilimitada."

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não execute. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin veta.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.

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domingo, 16 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Agosto

NASCE LAWRENCE DA ARÁBIA

    Em 1888, nasce em Tremadog, no País de Gales, o arqueólogo, diplomata, estrategista militar, agente secreto e escritor Thomas Edward Lawrence, oficial de ligação do Exército Real britânico com a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), o que lhe valeu o nome de Lawrence da Arábia.

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como os vencedores não honram a promessa de apoiar a criação de uma grande nação árabe e as diversas facções árabes se dividem, Lawrence volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomenta a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

CORRIDA DO OURO

     Em 1896, quando pesca salmão perto do Rio Klondike, no território canadense do Yukon, George Carmack descobre pepitas de ouro no leito de um riacho e deflagra a maior corrida do ouro da história da América, com 100 mil garimpeiros indo para o Alasca e o Canadá em três anos.

Carmack se muda da Califórnia para o Alasca em 1881 em busca de ouro. Sem sucesso, ele cruza a fronteira para o território do Yukon. Em 1896, outro caçador da fortuna, Robert Henderson, lhe diz que há ouro no Klondike.

Com dois indígenas, Carmack vai investigar. Eles acampam perto do Riacho Coelho e um deles, Skookum Jim, cunhado de Carmack, avista as pepitas.

A notícia se espalha rapidamente pelos Estados Unidos e o Canadá. Em duas semanas, 50 mil garimpeiros correm para o Yukon. A Febre do Klondike atinge a temperatura máxima em julho de 1897, quando navios com mais de duas toneladas de ouro do Yukon chegam a São Francisco e Seattle.

Uma nova onda de migrantes vai para o Norte, mas o maior parte do ouro já está garimpada. Entre os fracassados, está o jovem escritor Jack London, de 21 anos, que escreve livros sobre a saga dos caçadores de ouro.

Carmack enriquece. Sai do Yukon com US$ 1 milhão. Os pequenos mineiros vendem os direitos de exploração para grandes empresas. A exploração de ouro em grande escala continua até 1966 e rende US$ 250 milhões. Cerca de 200 pequenas minas de ouro operam hoje na região.

RAMONES LANÇAM PUNK ROCK

    Em 1974, cinco anos depois do auge da era hippie com o Festival de Woodstock, quatro garotos do bairro nova-iorquino do Queens, os Ramones, entram no palco de um bar do Village Leste de jeans e jaquetas de motoqueiros para iniciar uma nova revolução musical.


O termo punk rock só seria cunhado em 1975 pela revista musical McNeil. A música feroz e selvagem, "eliminando o desnecessário para focar na substância", estridente e ensurdecora, inspira bandas britânicas como Sex Pistols e The Clash, ícones do movimento punk.

REI DO ROCK MORRE

    Em 1977, o cantor, músico e ator norte-americano Elvis Presley, o Rei do Rock, morre aos 42 anos em Memphis, no Tennessee, de ataque cardíaco, provavelmente por causa do vício em drogas de farmácia, deflagrando uma romaria até sua casa, a Mansão de Graceland.

Elvis nasce pobre em Tupelo, no Mississípi, em 8 de janeiro de 1935. O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura para cima. Seu requebrado de dança de origem africana é considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

Cerca de 60 milhões de pessoas assistem ao programa, 82% dos televisores ligados naquela noite, a maior audiência de TV dos anos 1950.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. 

Nos anos 1960, o rock sofre uma revolução com bandas como os Beatles e os Rolling Stones, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude. John Lennon diz que ele morreu quando serviu o Exército.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2009, o corredor jamaicano Usain Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58 seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquistou quatro medalhas de ouro destruindo o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69 seg. É o primeiro homem a correr 100 m em menos de 9,7 seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6 seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4 seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde é seu até hoje.

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