Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, professor de pós-graduação nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
A tragédia anunciada se agrava a cada dia. Com um recorde de 1.954 mortes e 69.537 casos novos da doença do coronavírus de 2019, o Brasil superou os Estados Unidos e chegou a 11.125.017 casos confirmados e 268.568 óbitos no pior momento da pandemia no país.
A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o 12º recorde em 13 dias. Ficou em 1.572, com alta de 39% em duas semanas. A média diária de casos dos últimos sete dias também é recorde: 68.167, com aumento de 38% em duas semanas.
A morte está em alta em 21 estados e no Distrito Federal. Só cai no Amazonas e no Rio de Janeiro. É estável em Minas Gerais e no Pará. São Paulo teve o maior número de mortes num dia (517), seguido por Rio Grande do Sul (275), Paraná (206), Ceará (108), Santa Catarina (108), Bahia (103) e Rio de Janeiro (91). Em 25 capitais, a ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva está acima de 80%.
Em pesquisa da Universidade do Texas, a vacina desenvolvida pelo laboratório americano Pfizer e a companhia de biotecnologia alemã BioNTech mostrou-se capaz de neutralizar as variantes do coronavírus de 2019. A média diária de mortes no Brasil bate o décimo-primeiro recorde em 12. Um ano depois de se tornar o primeiro país da história a entrar em quarentena coletiva, a Itália ultrapassou hoje a marca de 100 mil mortes pela covid-19.
O ensaio sobre a vacina e as mutações do vírus foi publicano nesta segunda-feira em The New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do mundo.
Nos testes clínicos, a vacina da Pfizer-BioNTech apresentou eficácia de 95% e, na prática, em Israel, de 94%. O pior desempenho foi com a variante sul-africana. Ainda assim, foi considerada eficaz. O governo brasileiro anunciou que deve fechar negócio para comprar 14 milhões de doses da vacina da Pfizer-BioNTech a serem entregues até junho.
Mais de 332 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 91,5 milhões nos Estados Unidos, 60 milhões de pessoas receberam uma dose e 31,5 milhões as duas doses necessárias à imunização, 57 milhões na China, 42 milhões na União Europeia, 23 milhões no Reino Unido, 22 milhões na Índia e 11.346.776 no Brasil, onde 8.497.929 receberam uma dose e 2.848.847 tomaram duas doses.
Com mais 1.114 mortes e 36.923 casos novos notificados nesta segunda-feira, o Brasil chegou a 11.055.480 casos confirmados e 266.614 óbitos por covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu mais um recorde, o décimo-primeiro nos últimos 12 dias. Está em 1.540, com alta de 41% em duas semanas. A morte está em alta em 19 estados e no Distrito Federal, o que não acontecia desde dezembro. A média diária de contágios ficou em 66.553, com aumento de 37% em duas semanas. Meu comentário:
Com mais 1.054 mortes e 79.237 casos novos registrados hoje, o Brasil chegou 11.018.557 casos confirmados e 265.500 óbitos pela doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o décimo recorde em 11 dias: 1.497, com aumento de 42% em duas semanas. As mortes estão em alta em 18 estados e no Distrito Federal. A média de contágios também é recorde: 67.017, também com alta de 42% em duas semanas.
No mundo, já são 116.817.145 casos confirmados e 2.592.768 mortes. Mais de 92,5 milhões se recuperaram, cerca de 21 milhões apresentam sintomas leves e 89,5 mil estão em estado grave.
Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados (28.991.537) e de mortes (524.987), mas registraram fortes quedas nos números de contágios, óbitos e hospitalizações desde o pico no início da janeiro.
Mais de 324 milhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo, sendo 89,6 milhões nos EUA, onde 58,9 milhões receberam uma dose e 20,7 milhões tomaram as duas doses necessárias à imunização, 55 milhões na China, 41 milhões na União Europeia, 21 milhões na Índia e 10.938.967 no Brasil, onde 8.220.820 tomaram uma dose e 2.718.147 duas doses.
Faltam vacinas. O Ministério da Saúde admitiu no domingo que só deve receber 30 milhões de doses em março. No mês passado, prometera 46 milhões. Ontem, o jornal Folha de São Paulo revelou que o laboratório Pfizer ofereceu 70 milhões de doses ao Brasil no ano passado, mas o governo Jair Bolsonaro não se interessou. Agora, corre atrás, mas a procura é muito maior do que a oferta.
Na cidade de São Paulo, as mortes de idosos acima de 90 anos caíram 70% em fevereiro. Os infectologistas acreditam que seja um reflexo da vacinação, que começou lá em 17 de janeiro.
Mais de 10 mil brasileiros morreram da doença do coronavírus de 2019 na pior semana da pandemia no Brasil. Ao todo, foram 10.183 mortes. Hoje, foram notificados 1.498 óbitos e 67.477 casos novos. Desde o início, em fevereiro do ano passado, são 10.939.320 casos confirmados e 264.446 óbitos.
A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o nono recorde em dez dias, com alta de 40% em duas semanas. Está em 1.455. A média diária de contágios também foi recorde: 61.527%, com aumento de 29% em duas semanas.
No mundo inteiro, já são 116.462.034 casos confirmados e 2.586.740 mortes. Mais de 92,5 milhões de doentes se recuperaram, mais de 21 milhões apresentam sintomas leves e 89.457 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram até agora o maior número de casos, quase 29 milhões de casos confirmados, e o de mortes. 524.172.
Mais de 311 milhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo, sendo 87,5 milhões nos EUA, onde 29,8 milhões já tomaram duas doses, 54 milhões na China, 40 milhões na União Europeia, 22,5 milhões no Reino Unido, 20 milhões na Índia e 10,8 milhões no Brasil, onde 8.135.403 receberam a primeira dose e 2.686.585 tomaram as duas doses necessárias à imunização.
O problema é a falta de vacinas. Hoje, o Ministério da Saúde reduziu a expectativa do número de doses recebidas em março para 30 milhões. Em fevereiro, prometia 46 milhões. Neste ritmo, o Brasil só vai vacinar os 70% necessários para ter imunidade coletiva, a chamada imunidade de rebanho, em abril de 2022.
Nos EUA, por 50 a 49, o Senado aprovou o Plano de Resgate do governo Joe Biden, de US$ 1,9 trilhão de dólares. Como houve alterações, o projeto volta à Câmara dos Representantes, onde o Partido Democrata tem ampla maioria e deve aprovar o pacote até terça-feira. Cada americano que ganhe até US$ 99 mil por ano vai receber uma ajuda imediata de até US$ 1,4 mil.
Com o atual ritmo de propagação da doença do coronavírus de 2019 e o risco de novas mutaçõevs perigosas, o Brasil é uma ameaça para os países vizinhos, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde. O jornal americano The Washington Post foi além. Em editorial, considerou a situação da pandemia no Brasil uma ameaça para a humanidade.
Pela oitava vez em nove dias, o país bateu hoje o recorde da média diária de mortes dos últimos sete dias, que ficou em 1.423, 52% a mais do que duas semanas atrás. Nesta sexta-feira, foram notificadas mais 1.423 mortes e 75.337 casos novos, elevando o total para 10.871.843 casos confirmados e 262.948 mortes. A média diária de contágios está em 59.150.
Em pelo menos quatro capitais do Nordeste, há demora de até seis horas na fila de espera por uma ambulância, as unidades de terapia intensiva estão lotadas e cadáveres são conservados em contêineres. Em 13 das 18 regiões do estado de São Paulo, a ocupação de leitos de UTI estão no maior nível desde o início da pandemia.
"Esperam o pior, o que nunca viram", alertou o prefeito de Manaus, David Almeida, da cidade onde surgiu uma variante mais contagiosa e mais perigosa que se espalhou pelo Brasil. Meu comentário:
Mais um dia trágico, mais 1.786 vidas perdidas e mais 74.285 casos novos da doença do coronavírus no Brasil. O país chega a 10.796.506 casos confirmados e 261.188 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu novo recorde, o sétimo em oito dias. Está em 1.361, com alta de 30% em duas semanas. Há 43 dias, está acima de mil. A média de contágios ficou em 57.517.
Insensível a esta tragédia anunciada, o presidente Jair Bolsonaro declarou: "Chega de frescura e mimimi. Até quando vão chorar?" Vão chorar, presidente, enquanto parentes, amigos e colega estiverem morrendo, enquanto tiverem medo de um inimigo invisível que a sua covardia não consegue enfrentar. Manaus notificou neste ano 1.073 mortes a mais do que no ano passado.
Sempre em busca de uma desculpa para seu próprio fracasso, Bolsonaro acrescentou: "Parece que só morre gente de covid no Brasil". Distorcendo a realidade, o presidente falou que a população está tomada pelo "vírus do pavor". Não, presidente. A população está com pavor do vírus.
Com unidades de terapia intensiva lotadas, as pessoas estão morrendo por falta de capacidade do sistema de saúde de atender a todos. Isto aconteceu na Itália um ano atrás. Desde aquela época, as medidas de isolamento social servem para poupar o sistema de saúde à espera da vacina, que aqui chega muito devagar por falta de iniciativa do governo federal.
Bolsonaro chegou a dizer que, como o Brasil tem 200 milhões de habitantes, as companhias farmacêuticas deveriam vir aqui vender vacinas. Só que o mundo tem 7,747 bilhões de seres humanos. A concorrência é grande e a procura maior do que a oferta. Como o governo só deve receber 38 milhões de doses de vacinas neste mês, não será possível vacinar todos os maiores de 60 anos até o fim de abril.
No mundo, já são 115.597.805 casos confirmados e 2.569.011 mortes. Mais de 91,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,4 mil apresentam sintomas leves e 89.747 estão em estado grave. Os Estados Unidos registraram 28.824.505 casos e 520.226 mortes por covid-19.
Cerca de 295 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 82 milhões e meio nos Estados Unidos, onde 54 milhões receberam pelo menos uma dose e 28 milhões tomaram duas doses, 53 milhões na China, 37 milhões na União Europeia, 21 milhões no Reino Unido, 17 milhões na Índia, 9,5 milhões na Turquia, 8,5 milhões em Israel, o país mais adiantado proporcionalmente, e 10.135.416 no Brasil, onde 7.671.525 receberam pelo menos uma dose e 2.463.894 as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:
Desde quinta-feira da semana passada, a média diária de mortes dos últimos sete dias no Brasil por doença do coronavírus de 2019 bateu seis recordes, chegando hoje a 1.332, com alta de 29% em duas semanas. Está acima de mil há 42 dias.
O país registrou nesta quarta-feira um recorde de 1.840 mortes num dia e 74.376 casos novos. Acumula até agora 10.722.221 casos confirmados e 259.402 óbitos. A média diária de contágios está em 56.602.
Há dois dias, o Brasil supera em novos casos e mortes os Estados Unidos, que registraram 1.306 mortes e 57.789 contágios no dia 2. É o país com o maior número novas infecções e mortes por dia. O principal hospital privado de Porto Alegre, o Moinhos de Vento, instalou um contêiner refrigerado para armazenar cadáveres.
Os Estados Unidos notificaram até hoje 28.784.629 casos e 518.326 óbitos. Como o contágio, as hospitalizações e as mortes estão em queda consistente, os governadores republicanos do Texas e do Mississípi reabriram totalmente a economia e suspenderam o uso de máscaras. O presidente Joe Biden chamou a decisão de "pensamento neandertal", em referência ao antepassado extinto pelo homem moderno.
Com os texanos furiosos por causa da falta de energia elétrica depois de uma nevasca que os deixou sem água nem luz nem aquecimento num frio congelante, o governador Greg Abbott apela para a base do ex-presidente Donald Trump para se reeleger. Culpou as energias renováveis, que respondem por 10% do sistema elétrico do estado, e atacou as medidas de proteção.
No mundo, já são 115.158.945 milhões de casos confirmados e 2.558.261 mortes. O total de pacientes recuperados chegou a 91 milhões, 22,5 milhões apresentam sintomas leves e 90.049 estão em estado grave. Meu comentário: