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terça-feira, 7 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

EUA ANEXAM O HAVAÍ

    Em 1898, uma resolução do Congresso dos Estados Unidos assinada pelo presidente William McKinley anexa o arquipélago do Havaí, que se torna um território em 1900 e um estado em 1959.

O rei Kamehameha I unifica as ilhas e forma o Reino do Havaí em 1810, reconhecido internacionalmente por vários países, inclusive os EUA, a França e o Reino Unido.

No século 19, vários norte-americanos se mudam para o Havaí, principalmente missionários e empresários produtores de açúcar. No fim do século, os EUA são a potência dominante no arquipélago.

Em janeiro de 1893, colonos norte-americanos apoiados por fuzileiros navais depõem a rainha Lili'uokalani. Ela propõe uma nova Constituição para tirar o poder dos colonos, que formam um governo provisório liderado por Sanford Dole com o objetivo de anexar o Havaí aos EUA.

O presidente Grover Cleveland condena a participação dos EUA no golpe e pede a restauração da monarquia. Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, o presidente McKinley vê a importância estratégica do Havaí por causa da base naval de Pearl Harbor, que seria atacada pelo Japão em 7 de dezembro de 1941, causando a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.

Então, o Congresso aprova a Resolução Newlands e anexa o arquipélago sem qualquer tratado, ignorando os interesses da população nativa.

MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se formam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a leva de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e uma num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 15 de Junho

JOÃO SEM TERRA ACEITA MAGNA CARTA

     Em 1215, sob pressão da nobreza e do clero, o rei João Sem Terra, da Inglaterra, põe o selo real na Magna Carta, considerada a primeira Constituição escrita da história.

O documento exige que o rei respeite os direitos e privilégios feudais, mantenha a liberdade da Igreja e introduz o direito de habeas corpus, obrigando o rei a apresentar os presos à Justiça. Ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal.

João sem Terra é acusado de tentar usurpar o trono quando seu irmão, Ricardo I, o Coração de Leão, luta na Terceira Cruzada. Ascende ao trono em 1199, com a morte do irmão. 

Seu reino é desastroso. Perde o Ducado da Normandia para o rei da França, aumenta os impostos pagos pelos nobres, briga com o papa Inocêncio III e vende igrejas para financiar suas aventuras militares. 

Depois da derrota na tentativa de reconquistar a Normandia, o arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, conclama os barões a exigir uma carta do rei para garantir as liberdades. João Sem Terra viola a Magna Carta, deflagrando a Primeira Guerra dos Barões (1215-17).

A Magna Carta tem um preâmbulo e 63 artigos. Mais importante é o princípio de que o rei também é obrigado a respeitar a lei. 

O artigo 39 estabelece que "nenhum homem livre será detido ou encarcerado ou desapropriado ou banido ou exilado ou vitimado de qualquer maneira... exceto por um julgamento justo por seus pares com base nas leis do país."

GENERAL WASHINGTON

   Em 1775, no início da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental nomeia George Washington comandante do Exército Continental das 13 colônias. Ele seria o primeiro presidente dos EUA (1789-97).

A família Washington recebe terras do rei Henrique VIII da Inglaterra, mas quebra durante a Revolução Puritana. John Washington, bisavô do primeiro presidente dos EUA, migra para a América em 1657 e se instala na Colônia da Virgínia.

Washington nasce em 22 de fevereiro de 1732 pelo calendário atual no Condado de Westmoreland, na Virgínia. Pouco se sabe de sua infância. Na escola, é bom em matemática, estuda geografia e provavelmente um pouco de latim e os clássicos ingleses.

Aos 14 anos, Washington escreve um texto sobre preceitos morais, Regras de Civilidade e Comportamento Decente em Companhia e Conversação. Ele aprende a cultivar tabaco, um dos grandes negócios da colônia, e a criar gado. Trabalha como topógrafo e agrimensor até herdar os negócios da família aos 20 anos. Pelos próximos 20 anos, ele trabalha em Mount Vernon.

Seguindo a tradição militar da famílila, em 1752, Washington é nomeado ajudante de ordens. Em 31 de outubro de 1753, ele é enviado para negociar com os franceses, que tentam ocupar o Vale do Rio Ohio.

A missão fracassa. O conflito leva à Guerra Franco-Indígena (1754-63), parte da Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América, na Europa e na Ásia. Os algonquinos e hurões se liam aos franceses e os iroqueses aos britânicos. O Império Britânico e aliados vencem e tomam as possessões francesas na Índia e parte das possessões francesas na América do Norte.

A Guerra dos Sete Anos é uma causa tanto da independência dos EUA quanto da Revolução Francesa de 1789. Com os cofres da coroa britânica exauridos, o rei George III decide aumentar impostos. 

Os colonos norte-americanos, que haviam contribuído com homens e recursos para o esforço de guerra, se rebelam. Rejeitam os impostos cobrados por Londres com o slogan: "Não à taxação sem representação", no caso, no Parlamento Britânico.

Em 1774, Washington é eleito um dos sete delegados da Virgínia ao Congresso Continental, o parlamento das colônias. De início, ele se opõe à independência, mas não aceita "a perda daqueles direitos e privilégios valiosos que são essenciais à felicidade de qualquer Estado livre e sem os quais a vida, a liberdade e a propriedade se tornam totalmente inseguros."

A Guerra da Independência começa em 19 de abril de 1775 com as batalhas de Lexington e Concorde, na Colônia da Baía de Massachusetts. Logo, Washington assume o comando. Os rebeldes não almejam a independência.

É a publicação de um panfleto de 50 páginas, Senso Comum, pelo revolucionário britânico Thomas Paine, em janeiro de 1776, que muda a história. Ele defende a ideia de que os colonos devem se livrar da tirania do rei e criar sua própria nação independente para se autogovernar. Em 4 de julho, o Congresso Continental aprova a declaração de independência.

VULCANIZAÇÃO DA BORRACHA

    Em 1844, Charles Goodyear recebe a patente da vulcanização da borracha, uma revolução que cria os pneus e tem forte impacto no Brasil, que tinha praticamente o monopólio das seringueiras, e gera o Ciclo da Borracha.

Goodyear nasce em New Haven, em Connecticut, nos Estados Unidos, em 29 de dezembro de 1800. Ele trabalha com o pai numa empresa da família que quebra em 1830. Começa então experiências para descobrir uma maneira de tornar a borracha resistente a grandes variações de frio e calor.

Em 1839, Goodyear derrama acidentalmente uma mistura de borracha com enxofre na chapa de um fogão quente. A mistura ferve e ele descobre a vulcanização da borracha. Obtém a primeira patente em 1844, mas só recebe a definitiva em 1852.

Uma empresa francesa que fazia vulcanização com base no seu processo vai à falência. Em 1855, ele é preso por dívidas na França, enquanto sua patente é violada sistematicamente nos EUA.

Ao morrer, em 1º de julho de 1860 em Nova York, Goodyear deixa dívidas de US$ 200 mil. 

FRONTEIRA EUA-CANADÁ

    Em 1846, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado do Oregon, estabelecendo a fronteira entre os EUA e o que hoje é o Canadá a oeste das Montanhas Rochosas, no paralelo 49º Norte. 

Os EUA ficam com o território onde hoje estão os estados do Oregon, Washington, Idaho e Montana. O Império Britânico mantém a ilha de Vancouver e o direito de navegação no Rio Colúmbia.

No mesmo ano, começa a Guerra Mexicano-Americana, em que os EUA conquistam cerca de 40% do território do México, consolidando a expansão de costa a costa

CADETE NEGRO EM WEST POINT

    Em 1877, Henry Ossian Flipper se torna o primeiro cadete negro a se graduar na Academia Militar de West Point, em Nova York.


Flipper nasce escravo em Thomasville, no estado da Geórgia, em 1856. A academia é criada pelo Congresso em 1802. 

O primeiro negro, James Webster Smith, é admitido em 1870, depois da Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul, contrários à abolição a escravatura, querem se separar da União, mas não chega a se formar.

FRANÇA SE RENDE AO NAZISMO

    Em 1940, um dia depois da ocupação de Paris, a França se rende à Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).


Um armistício é assinado em 22 junho. O ditador nazista Adolf Hitler manda retirar de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinara a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e obriga os franceses a assinarem o armistício nele. Anula simbolicamente a derrota alemã de 1918.

Durante a ocupação, a França é governada pelo regime colaboracionista de Vichy, sob o comando do marechal Henri-Philippe Pétain, herói na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia, em 6 de junho daquele ano.

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segunda-feira, 16 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decide ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

VITÓRIA EM IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses na ilha fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do morro, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

Dois filmes dirigidos por Clint Eastwood contam a história da batalha. Cartas de Iwo Jima é a visão japonesa, feita com base nas cartas dos soldados do Japão. A Conquista da Honra é a visão norte-americana, a partir do que aconteceu com os seis soldados que cravaram a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, uma imagem refeita com outros soldados, já que três morrem em combate pouco depois.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos mata pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

O general Colin Powell, futuro comandante em chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e secretário da Defesa, ajuda a acobertar o Massacre de My Lai.

ANEXAÇÃO DA CRIMEIA

    Em 2014, num plebiscito fraulento realizado sob a ocupação militar da Rússia, a Crimeia vota para se separar da Ucrânia e aderir à Federação, numa manobra do ditador Vladimir Putin não reconhecida internacionalmente.

Historicamente, a Crimeia era parte da Rússia desde o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para celebrar os 300 anos de aliança entre a Ucrânia e a Rússia, o então ditador da União Soviética, Nikita Kruschev, dá a Crimeia à Ucrânia, na expectativa de que a URSS não se dissolveria.

Assim, quando acaba a URSS, a Crimeia faz parte das fronteiras da Ucrânia independente reconhecidas internacionalmente. Quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cai na Revolução da Praça Maidã, em 21 de fevereiro de 2014, por cancelar em 21 de novembro de 2013 as negociações de associação à União Europeia (UE), a Rússia ocupa a Crimeia.

Como os soldados russos são 82% da antiga Frota do Mar Negro da URSS, compartilhada pelos dois países, a Rússia não precisa nem invadir a Crimeia. Já está lá. Depois, chegam os "homenzinhos verdes", soldados russos sem insígnia nem identificação, para concluir a ocupação.

Com 97% de votos a favor, no dia seguinte ao plebiscito, Putin e o Congresso da Rússia oficializam a anexação da Ucrânia. É o início da guerra que vira um confronto total com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

EUA ANEXAM O HAVAÍ

    Em 1898, uma resolução do Congresso dos Estados Unidos assinada pelo presidente William McKinley anexa o arquipélago do Havaí, que se torna um território em 1900 e um estado em 1959.

O rei Kamehameha I unifica as ilhas e forma o Reino do Havaí em 1810, reconhecido internacionalmente por vários países, inclusive os EUA, a França e o Reino Unido.

No século 19, vários norte-americanos se mudam para o Havaí, principalmente missionário e empresários produtores de açúcar. No fim do século, os EUA são a potência dominante no arquipélago.

Em janeiro de 1893, colonos norte-americanos apoiados por fuzileiros navais depõem a rainha Lili'uokalani. Ela propõe uma nova Constituição para tirar o poder dos colonos, que formam um governo provisório liderado por Sanford Dole com o objetivo de anexar o Havaí aos EUA.

O presidente Grover Cleveland condena a participação dos EUA no golpe e pede a restauração da monarquia. Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, o presidente McKinley vê a importância estratégica do Havaí por causa da base naval de Pearl Harbor, que seria atacada pelo Japão em 7 de dezembro de 1941, causando a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.

Então, o Congresso aprova a Resolução Newlands e anexa o arquipélago sem qualquer tratado, ignorando os interesses da população nativa.

MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se formam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a leva de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e uma num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

domingo, 15 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 15 de Junho

JOÃO SEM TERRA ACEITA MAGNA CARTA

     Em 1215, sob pressão da nobreza e do clero, o rei João Sem Terra, da Inglaterra, põe o selo real na Magna Carta, considerada a primeira Constituição escrita da história.

O documento exige que o rei respeite os direitos e privilégios feudais, mantenha a liberdade da Igreja e introduz o direito de habeas corpus, obrigando o rei a apresentar os presos à Justiça. Ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal.

João sem Terra é acusado de tentar usurpar o trono quando seu irmão, Ricardo I, o Coração de Leão, luta na Terceira Cruzada. Ascende ao trono em 1199, com a morte do irmão. 

Seu reino é desastroso. Perde o Ducado da Normandia para o rei da França, aumenta os impostos pagos pelos nobres, briga com o papa Inocêncio III e vende igrejas para financiar suas aventuras militares. 

Depois da derrota na tentativa de reconquistar a Normandia, o arcebispo da Cantuária, Stephen Langton, conclama os barões a exigir uma carta do rei para garantir as liberdades. João Sem Terra viola a Magna Carta, deflagrando a Primeira Guerra dos Barões (1215-17).

A Magna Carta tem um preâmbulo e 63 artigos. Mais importante é o princípio de que o rei também é obrigado a respeitar a lei. 

O artigo 39 estabelece que "nenhum homem livre será detido ou encarcerado ou desapropriado ou banido ou exilado ou vitimado de qualquer maneira... exceto por um julgamento justo por seus pares com base nas leis do país."

GENERAL WASHINGTON

   Em 1775, no início da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental nomeia George Washington comandante do Exército Continental das 13 colônias. Ele seria o primeiro presidente dos EUA (1789-97).

A família Washington recebe terras do rei Henrique VIII da Inglaterra, mas quebra durante a Revolução Puritana. John Washington, bisavô do primeiro presidente dos EUA, migra para a América em 1657 e se instala na Colônia da Virgínia.

Washington nasce em 22 de fevereiro de 1732 pelo calendário atual no Condado de Westmorelandna Virgínia. Pouco se sabe de sua infância. Na escola, é bom em matemática, estuda geografia e provavelmente um pouco de latim e os clássicos ingleses.

Aos 14 anos, Washington escreve um texto sobre preceitos morais, Regras de Civilidade e Comportamento Decente em Companhia e Conversação. Ele aprende a cultivar tabaco, um dos grandes negócios da colônia, e a criar gado. Trabalha como topógrafo e agrimensor até herdar os negócios da família aos 20 anos. Pelos próximos 20 anos, ele trabalha em Mount Vernon.

Seguindo a tradição militar da famílila, em 1752, Washington é nomeado ajudante de ordens. Em 31 de outubro de 1753, ele é enviado para negociar com os franceses, que tentam ocupar o Vale do Rio Ohio.

A missão fracassa. O conflito leva à Guerra Franco-Indígena (1754-63), parte da Guerra dos Sete Anos (1756-63), travada na América, na Europa e na Ásia. Os algonquinos e hurões se liam aos franceses e os iroqueses aos britânicos. O Império Britânico e aliados vencem e tomam as possessões francesas na Índia e parte das possessões francesas na América do Norte.

A Guerra dos Sete Anos é uma causa tanto da independência dos EUA quanto da Revolução Francesa de 1789. Com os cofres da coroa britânica exauridos, o rei George III decide aumentar impostos. 

Os colonos norte-americanos, que haviam contribuído com homens e recursos para o esforço de guerra, se rebelam. Rejeitam os impostos cobrados por Londres com o slogan: "Não à taxação sem representação", no caso, no Parlamento Britânico.

Em 1774, Washington é eleito um dos sete delegados da Virgínia ao Congresso Continental, o parlamento das colônias. De início, ele se opõe à independência, mas não aceita "a perda daqueles direitos e privilégios valiosos que são essenciais à felicidade de qualquer Estado livre e sem os quais a vida, a liberdade e a propriedade se tornam totalmente inseguros."

A Guerra da Independência começa em 19 de abril de 1775 com as batalhas de Lexington e Concorde, na Colônia da Baía de Massachusetts. Logo, Washington assume o comando. Os rebeldes não almejam a independência.

É a publicação de um panfleto de 50 páginas, Senso Comum, pelo revolucionário britânico Thomas Paine, em janeiro de 1776, que muda a história. Ele defende a ideia de que os colonos devem se livrar da tirania do rei e criar sua própria nação independente para se autogovernar. Em 4 de julho, o Congresso Continental aprova a declaração de independência.

VULCANIZAÇÃO DA BORRACHA

    Em 1844, Charles Goodyear recebe a patente da vulcanização da borracha, uma revolução que cria os pneus e tem forte impacto no Brasil, que tinha praticamente o monopólio das seringueiras, e gera o Ciclo da Borracha.

Goodyear nasce em New Haven, em Connecticut, nos Estados Unidos, em 29 de dezembro de 1800. Ele trabalha com o pai numa empresa da família que quebra em 1830. Começa então experiências para descobrir uma maneira de tornar a borracha resistente a grandes variações de frio e calor.

Em 1839, Goodyear derrama acidentalmente uma mistura de borracha com enxofre na chapa de um fogão quente. A mistura ferve e ele descobre a vulcanização da borracha. Obtém a primeira patente em 1844, mas só recebe a definitiva em 1852.

Uma empresa francesa que fazia vulcanização com base no seu processo vai à falência. Em 1855, ele é preso por dívidas na França, enquanto sua patente é violada sistematicamente nos EUA.

Ao morrer, em 1º de julho de 1860 em Nova York, Goodyear deixa dívidas de US$ 200 mil. 

FRONTEIRA EUA-CANADÁ

    Em 1846, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado do Oregon, estabelecendo a fronteira entre os EUA e o que hoje é o Canadá a oeste das Montanhas Rochosas, no paralelo 49º Norte. 

Os EUA ficam com o território onde hoje estão os estados do Oregon, Washington, Idaho e Montana. O Império Britânico mantém a ilha de Vancouver e o direito de navegação no Rio Colúmbia.

No mesmo ano, começa a Guerra Mexicano-Americana, em que os EUA conquistam cerca de 40% do território do México, consolidando a expansão de costa a costa

CADETE NEGRO EM WEST POINT

    Em 1877, Henry Ossian Flipper se torna o primeiro cadete negro a se graduar na Academia Militar de West Point, em Nova York.


Flipper nasce escravo em Thomasville, no estado da Geórgia, em 1856. A academia é criada pelo Congresso em 1802. 

O primeiro negro, James Webster Smith, é admitido em 1870, depois da Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul, contrários à abolição a escravatura, querem se separar da União, mas não chega a se formar.

FRANÇA SE RENDE AO NAZISMO

    Em 1940, um dia depois da ocupação de Paris, a França se rende à Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).


Um armistício é assinado em 22 junho. O ditador nazista Adolf Hitler manda retirar de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinara a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e obriga os franceses a assinarem o armistício nele. Anula simbolicamente a derrota alemã de 1918.

Durante a ocupação, a França é governada pelo regime colaboracionista de Vichy, sob o comando do marechal Henri-Philippe Pétain, herói na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia, em 6 de junho daquele ano.

domingo, 16 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decide ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

VITÓRIA EM IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses na ilha fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do morro, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

Dois filmes dirigidos por Clint Eastwood contam a história da batalha. Cartas de Iwo Jima é a visão japonesa, feita com base nas cartas dos soldados do Japão. A Conquista da Honra é a visão norte-americana, a partir do que aconteceu com os seis soldados que cravaram a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, uma imagem refeita com outros soldados, já que três morrem em combate pouco depois.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos mata pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

O general Colin Powell, futuro comandante em chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e secretário da Defesa, ajuda a acobertar o Massacre de My Lai.

ANEXAÇÃO DA CRIMEIA

    Em 2014, num plebiscito fraulento realizado sob a ocupação militar da Rússia, a Crimeia vota para se separar da Ucrânia e aderir à Federação, numa manobra do ditador Vladimir Putin não reconhecida internacionalmente.

Historicamente, a Crimeia era parte da Rússia desde o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para celebrar os 300 anos de aliança entre a Ucrânia e a Rússia, o então ditador da União Soviética, Nikita Kruschev, dá a Crimeia à Ucrânia, na expectativa de que a URSS não se dissolveria.

Assim, quando acaba a URSS, a Crimeia faz parte das fronteiras da Ucrânia independente reconhecidas internacionalmente. Quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cai na Revolução da Praça Maidã, em 21 de fevereiro de 2014, por cancelar em 21 de novembro de 2013 as negociações de associação à União Europeia (UE), a Rússia ocupa a Crimeia.

Como os soldados russos são 82% da antiga Frota do Mar Negro da URSS, compartilhada pelos dois países, a Rússia não precisa nem invadir a Crimeia. Já está lá. Depois, chegam os "homenzinhos verdes", soldados russos sem insígnia nem identificação, para concluir a ocupação.

Com 97% de votos a favor, no dia seguinte ao plebiscito, Putin e o Congresso da Rússia oficializam a anexação da Ucrânia. É o início da guerra que vira um confronto total com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

domingo, 7 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

  MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se graduam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a levo de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e um num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.