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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Outubro

VITÓRIA DECISIVA PELA INDEPENDÊNCIA

    Em 1781, com a rendição do general Lorde Cornwallis e de 8 mil soldados do Império Britânico, as forças dos Estados Unidos apoiadas pela França obtêm na Batalha de Yorktown, na Virgínia, uma vitória decisiva na Guerra da Independência (1775-83).

Lorde Cornwallis é um dos melhores generais britânicos na guerra. Em 1776, ele expulsa de Nova Jérsei as forças do general George Washington, comandante do Exército Continental. Em 1780, conquista uma vitória espetacular contra o general Horatio Gates em Camden, na Carolina do Sul.

Depois de invadir sem sucesso a Carolina do Norte, Cornwallis leva suas tropas para o litoral da Virgínia. Washington pede, então, ao Marquês de Lafayette, um dos generais enviados pela França para apoiar a rebelião dos colonos norte-americanos, para bloquear a fuga de Yorktown por terra. Lafayette comanda 5 mil soldados americanos.

Com os 2,5 mil homens em armas que Washington tem em Nova York, um exército de 4 mil franceses sob o comando do Conde de Rochambeau e uma grande esquadra francesa chefiada pelo Conde de Grasse, eles planejam atacar as forças britânicas.

Em 21 de agosto, as tropas de Washington e Rochambeau cruzam o Rio Hudson rumo a Yorktown. Avançam mais de 300 quilômetros em 15 dias e chegam à Baía de Chesapeake, perto de onde fica hoje a capital dos EUA, no início de setembro.

Como a esquadra britânica sob o comando do almirante Thomas Graves perde a Batalha de Chesapeake em 5 de setembro, Cornwallis fica sem reforços.

A partir de 14 de setembro, a frota de De Grasse transporta os soldados de Washington e Rochambeau para a Virgínia através da Baía de Chesapeake, onde se encontram com as tropas de Lafayette e fecham o cerco ao redor de Yorktown.

Os 14 mil homens da força franco-norte-americana atacam as posições britânicas com o apoio da frota de De Grasse. Em 19 de outubro, Cornwallis se rende com seus 7.087 soldados, 900 marinheiros, 114 canhões, 15 galeões, uma fragata e 30 navios de transporte.

É a última grande batalha da Guerra da Independência. As negociações de paz começam no início de 1782. Em 3 de setembro de 1783, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

JEFFERSON ACUSADO DE CASO COM ESCRAVA

    Em 1796, um artigo publicado no jornal Gazette of the United States, escrito pelo ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton sob o pseudônimo de Phocion, acusa Thomas Jefferson, candidato à Presidência dos Estados Unidos, de manter relações íntimas com uma escrava.

O texto é um exemplo de baixaria e da natureza pessoal dos ataques políticos no início da história independente dos EUA. Hamilton se refere Sally Hemings, uma afro-americana mestiça e provavelmente meia-irmã da falecida mulher de Jefferson, Martha. 

Jefferson disputa a Casa Branca com o vice-presidente John Adams. Hamilton, um dos líderes do movimento federalista, apoia Adams. Com o pseudônimo, escreve 25 artigos contra Jefferson de 15 de outubro a 24 de novembro.

Adams vence em 1796, mas perde a reeleição para Jefferson em 1800.

No ano 2000, a Fundação Thomas Jefferson revela que testes de DNA comprovam que ele era pai de Eston e provavelmente de outros filhos de Sally. Ele é um dos alvos da cultura do cancelamento.

NAPOLEÃO SE RETIRA DE MOSCOU

    Em 1812, exausto e faminto, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte deixa Moscou e bate em retirada depois de ficar 36 dias na maior cidade da Rússia, evacuada e incendiada pelos russos para negar a vitória aos franceses.

Com o Grande Exército de 612 mil homens, Napoleão invade a Rússia em 24 de junho de 1812, seu maior erro, que seria repetido por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-45), depois que o imperador Alexandre I se recusa a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido.

Napoleão entra em Moscou em 14 de setembro, depois da vitória indecisiva na Batalha de Borodino, em 7 de setembro.

Borodino é a mais sangrenta batalha da campanha da Rússia, com pelo menos 30 mil baixas do lado francês e 40 mil do russo. A França vence com grandes perdas. Napoleão perde a oportunidade de perseguir e destruir o Exército da Rússia, que recua e evita novo confronto direto deixando de defender Moscou.

Os russos fogem e incendeiam a cidade, que arde durante seis dias e deixa os franceses sem abrigo nem suprimentos. Depois de um mês esperando a rendição do czar, que não acontece, diante da primeira nevada do inverno russo, a França se retira, agora com 110 mil soldados, e é atacada por cossacos na retirada e por uma tempestade de neve em 6 de novembro.

O General Inverno é impiedoso. Em 12 de novembro, o Grande Exército está reduzido a 55 mil homens e enfrenta geadas e degelos na fuga. Sai da Rússia em 14 de dezembro, antes do início oficial do inverno no Hemisfério Norte.

BOLSA DE NY SOFRE MAIOR QUEDA

      Em 1987, na Segunda-Feira Negra, por uma conjunção de fatores negativos, a Bolsa de Valores de Nova York sofre sua maior queda percentual num dia, com baixa de 22,6% ou 508 pontos no Índice Dow Jones.

O mercado financeiro vive a euforia do neoliberalismo econômico do governo Ronald Reagan (1981-89). Em 1987, depois de cinco anos, há sinais de que o ciclo de alta está no fim. O governo anuncia um aumento do déficit comercial, deflagrando uma queda do dólar. E o Congresso examina tapar furos na lei sobre fusão de empresas para cobrar mais impostos.

No plano internacional, o Irã ataca dois navios petroleiros perto da costa do Kuwait durante a guerra contra o Iraque e uma tempestade no Reino Unido obriga o mercado a fechar antes da hora na sexta-feira, último dia útil antes do crash.

Apesar do medo de uma nova Grande Depressão, como ocorreu depois do colapso da bolsa em 1929, o governo toma medidas para "corrigir as falhas do mercado" e o preço das ações volta a subir, mas não resolve o problema central da falta de regulamentação, que leva ao colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, e à Grande Recessão (2007-9), quando o centro financeiro de Wall Street quase fale o mundo.

QUATRO DE GUILFORD ABSOLVIDOS

    Em 1989, depois de quase 15 anos de prisão, quatro condenados pelos atentados cometidos pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1975 contra pubs em Guilford e Woolwich, na Inglaterra, são declarados inocentes pela Justiça do Reino Unido.

Um atentado do IRA mata quatro pessoas em 5 de setembro de 1974 num pub frequentado por soldados britânicos em Guilford e outras quatro num pub em Woolwich.

Gerry Conlon e Paul Hill, dois moradores da Irlanda do Norte com pequenos delitos na ficha criminal que estão na área, são detidos como suspeitos. Com base na nova Lei de Prevenção do Terrorismo, podem ficar presos e ser interrogados por até cinco dias sem que haja fortes indícios.

Neste período, a polícia forja provas de que seriam ligados ao IRA, que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, e implica amigos e parentes dos dois. Sob tortura física e psicológica, eles assinam confissões dos crimes que não cometeram.

Quatro – Gerry Conlon, Paul Hill, Paddy Armstrong e Carole Richardson – são sentenciados à prisão perpétua. Outros pegam penas menores. Diante da pressão popular e depois da confissão de um guerrilheiro do IRA, em 1989, finalmente, os processos são anulados.

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Outubro

 PEDRA FUNDAMENTAL DA CASA BRANCA

    Em 1792, é lançada a pedra fundamental da sede do governo dos Estados Unidos, em Washington, a nova cidade construída especialmente para ser capital do país, substituindo a Filadélfia.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, é o primeiro a ocupar o prédio, que logo começa a ser chamado de Casa Branca, em contraste com os edifícios de tijolos vermelhos.

Os estados de Maryland e da Virgínia cedem os territórios para a fundação do Distrito de Colúmbia. As obras começam em 1791.

Em 1814, durante a Guerra de 1812, os soldados britânicos tocam fogo na Casa Branca e no Capitólio em retaliação pelo incêndio de prédios do governo colonial no Canadá.

CANADÁ SALVO DE INVASÃO

    Em 1812, durante a Guerra de 1812-15, em que o Reino Unido tenta recolonizar os Estados Unidos, forças britânicas sob o comando do general Sir Isaac Brock derrotam os norte-americanos na Batalha de Queenstown Heights e impedem a invasão do Canadá.

Brock, o melhor general britânico nesta guerra, morre em combate, assim como cerca de mil soldados. Os EUA desistem de tomar o Canadá.

MILAGRE NOS ANDES

    Em 1972, o voo 571 da Força Aérea do Uruguai começa a descida para o aeroporto de Santiago do Chile antes da hora, bate na Cordilheira dos Andes e os sobreviventes só são resgatados 72 dias depois.

O avião é fretado para levar o time do Old Christian Rugby Club de Montevidéu, a capital do Uruguai, para o Chile. Leva 45 pessoas a bordo; 19 jogadores, além parentes, amigos e tripulantes. 

Em meio às nuvens que escondem as montanhas, o piloto erra a manobra de descida e, de repente, se vê diante de um pico escuro. Tenta passar por cima, mas o avião bate na montanha, se espatifa e desliza pela encosta até parar numa geleira.

Doze pessoas morrem na hora, entre elas o piloto, e cinco pouco depois, inclusive o copiloto.

Uma hora depois do acidente, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo do Chile inicia a operação de resgate, mas os sobreviventes só são encontrados 72 dias depois.

Logo, eles ficam sem comida. No 11º dia na montanha, os sobreviventes ouvem num rádio que a busca é suspensa. O sobrevivente Roberto Canessa conta que eles têm a sensação de que os corpos estão se consumindo para sobreviver: "Sabíamos a resposta, mas era terrível demais."

Depois de rezar, eles decidem que só resta canibalizar os mortos. Provavelmente todos morreriam sem esta medida extrema. 

Uma avalanche no 17º dia mata oito sobreviventes e quase enterra os outros vivos. Em 15 de novembro, um grupo de quatro decide sair atrás de ajuda pensando em chegar a um vale próximo. Eles encontram os destroços da cauda do avião, onde acham remédios, alimentos e livros, mas não conseguem ajuda.

Três sobreviventes, Canessa, Nando Parrado e Antonio Vizintín, fazem nova tentativa. Sobem a montanha durante três dias. Quando chegam ao pico, percebem que estão mais longe do que pensavam. Canessa e Parrado caminham mais nove dias até atingir um rio e um vale onde conseguem ajuda.

Os outros sobreviventes são resgatados por helicópteros da Força Aérea do Chile em 22 e 23 de dezembro.

PALESTINOS SEQUESTRAM AVIÃO ALEMÃO

    Em 1977, quatro militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) sequestram um avião da companhia aérea alemã-ocidental Lufthansa e exigem a libertação de 11 prisioneiros do grupo terrorista Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho. 

Durante três décadas, o grupo de ultraesquerda aterroriza a Alemanha Ocidental e mata mais de 30 políticos, militares e empresários.

Depois de passar por seis países, o avião pousa em Mogadíscio, a capital da Somália, em 17 de outubro, depois dos terroristas matarem o piloto. No dia seguinte, um comando de operações especiais do Exército da Alemanha Ocidental ataca o avião, mata três sequestradores e liberta os 86 reféns.

Na manhã seguinte, Andreas Baader é encontrado na cela da prisão de Stammheim morto por um tiro. Gudrun Ensslin está enforcada. Jan-Carl Rasper agoniza depois de levar um tiro e Irmgard Möller tem quatro marcas de facadas no pescoço e no peito. A versão oficial é suicídio coletivo. A única sobrevivente afirma que foram dopados e assassinados. 

RESGATE DE MINEIROS CHILENOS

    Em 2010, depois de 69 dias presos no subsolo a 800 metros da superfície, os últimos de 33 mineiros chilenos são salvos, depois de um tempo recorde de sobrevivência embaixo da terra.

O drama dos mineiros começa em 5 de agosto, quando a mina de ouro e cobre São José, situada a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, desaba. Os mineiros procuram um refúgio seguro dentro de mina e não tem contato com a superfície durante 17 dias.

Quando alguns mineiros já pensam em suicídio ou canibalismo, em 22 de agosto, uma sonda atinge a área onde estão os mineiros, que enviam uma nota dizendo que todos estão bem. Logo, eles passam a receber água, comida, cartas, outros suprimentos e câmeras de vídeo para monitorar a situação.

Para viabilizar o resgate, os engenheiros cavam um buraco e enfiam um tubo com espaço suficiente para passar uma pessoa. Cada um fica cerca de 15 minutos dentro da cápsula até chegar à superfície.

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domingo, 4 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Outubro

GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1853, o Império Otomano (Turco), que tem o apoio da França e do Reino Unido, declara guerra à Rússia. É o início da Guerra da Crimeia, que dura mais de dois anos e termina com a derrota russa. 

As causas geopolíticas do conflito são a decadência do Império Otomano, a expansão do Império Russo até o Mar Negro no século anterior, sob Catarina II, a Grande (1762-96), e guerras russo-turcas do passado, que começam em 1568.

A causa imediata é a exigência da Rússia de proteger os cristãos ortodoxos que vivem no Império Otomano, o que os turcos consideram uma intervenção totalmente inaceitável. Também há uma disputa entre a Igreja Católica da França e a Igreja Ortodoxa da Rússia sobre o controle dos lugares sagrados para o cristianismo na Palestina.

Apesar do acordo entre as igrejas, o imperador Napoleão III, da França, e o czar Nicolau I, da Rússia permanecem irredutíveis.

Em julho de 1853, tropas russas ocupam principados no Rio Danúbio, hoje parte da Romênia. Com o apoio francês e britânico, os otomanos declaram guerra à Rússia. Sob o comando de Omar Pachá, os turcos adotam uma postura defensiva. Conseguem conter o avanço russo na Silistra, hoje parte da Bulgária. Mas a Rússia vence a batalha naval de Sinop, em novembro de 1853.

Por medo do colapso das forças do Império Otomano, as marinhas de guerra da França e do Reino Unido entram no Mar Negro. No Norte, uma frota franco-britânica impõe um bloqueio que fecha o acesso da Rússia ao Mar Báltico. A Rússia é obrigada a deixar um exército para defender São Petersurgo.

O comando aliado tenta então tomar Sebastapol, sede da principal frota russa no Mar Negro. Os aliados desembarcam em 14 de setembro de 1854 e vencem a Batalha de Alma em 20 de setembro.

O cerca de Sebastopol começa em 17 de outubro de 1853. A Rússia contra-ataca em 25 de outubro na Batalha de Balaclava, imortalizada no poema A Carga da Brigada Ligeira, de Alfred, Lord Tennyson. É repelida, mas vence em Inkerman

Em 1855, um exército do reino da Sardenha-Piemonte, um embrião da Itália, manda uma força para lutar ao lado dos aliados. Sebastopol cai em 11 de setembro de 1855, depois de quase 11 meses de cerco.

É a última grande batalha da Guerra da Crimeia. Vencida e isolada, a Rússia pede paz. A França e o Reino Unido aceitam. A guerra é impopular nesses países. O Tratado de Paris é assinado em 30 de março de 1856.

A Guerra da Crimeia tem várias inovações tecnológicas como bombas navais, estradas de ferro, o telégrafo e a fotografia, com ampla cobertura jornalística de repórteres fotográficos e de texto.

O Império Russo entra em decadência, exaurido economicamente. Em 19 de fevereiro de 1861, o novo czar reformista Alexandre II (1855-81) abole a servidão.

ALEMANHA PEDE TRÉGUA

     Em 1918, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Max von Baden, primo do kaiser (imperador) Guilherme II, envia telegrama ao presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, propondo um armistício na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os EUA declaram guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, depois de ataques a navios norte-americanos no Oceano Atlântico e do Telegrama Zimmermann, em que o ministro do Exterior alemão propunha aliança ao México, oferecendo em troca apoio para este país recuperar os territórios tomados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

Como não têm forças na Europa, os EUA só entram em combate um ano depois. Em março de 1918, a Alemanha está ganhando a guerra. Seis meses depois, os aliados empurram as tropas alemãs para trás da sua última linha de defesa, a Linha Hindenburg.

Então, o general Erich Ludendorff, arquiteto da ofensiva da primavera, exige numa reunião do Conselho Real um cessar-fogo imediato com base no plano de paz de 14 pontos de Wilson. Com a autoridade abalada, o chanceler Georg van Hartling pede demissão imediatamente.

O novo chefe de governo toma posse em 1º de outubro. Von Baden não tem a intenção de admitir a derrota, mas dois dias depois o comandante supremo do Exército da Alemanha, general Paul Hindenburg, aceita a recomendação de Ludendorff.

"O Exército da Alemanha ainda está firme, se defendendo de todos os ataques. A situação, no entanto, está se tornando mais crítica a cada dia e pode levar o Alto Comando a tomar decisões graves", declara Hindenburg. "Nestas circunstâncias, é imperativo para a luta para poupar o povo alemão e seus aliados de sacrifícios desnecessários. Cada dia a mais custa a vida de milhares de bravos soldados."

INÍCIO DA ERA ESPACIAL

    Em 1957, no início da Corrida Espacial, a União Soviética lança o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, e assusta os Estados Unidos, que temem que o inimigo na Guerra Fria possa usar o espaço para fazer um bombardeio nuclear.

O Sputnik tem 56 centímetros de diâmetro e pesa 84 quilos. A uma velocidade de 28,8 mil quilômetros por hora, dá uma volta na Terra a cada hora e 36 minutos numa órbita elíptica com apogeu (distância máxima da Terra) de 934 km e perigeu (menor distância da Terra) de 229 km.

Em janeiro de 1958, o Sputnik sai da órbita e pega fogo ao reentrar na atmosfera.

Os EUA lançam seu primeiro satélite, o Explorer, em 31 de janeiro de 1958. Antes, em 3 de novembro de 1957 os soviéticos colocam no espaço o Sputnik 2 com a cachorrinha Laika a bordo. Ela morre no espaço.

A URSS sai na frente na Corrida Espacial. Envia o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, que descobre que "a Terra é azul", em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valtentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963, hoje deputada governista no Parlamento da Rússia; e o primeiro homem a sair da nave e passear no espaço, Alexei Leonov, em 18 de março de 1965. 

Os EUA se recuperam e enviam a primeira missão espacial tripulada à Lua, onde Neil Armstrong dá "um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade" em 20 de julho de 1969.

JANIS MORRE DE OVERDOSE

    Em 1970, Janis Joplin, a maior cantora da história do rock, morre de dose excessiva de heroína depois de ascender em quatro anos do anonimato a ícone de uma geração com apresentações antológicas nos festivais de Monterrey e Woodstock.

Janis nasce em Port Arthur, no Texas, em 1943, e vai para São Francisco da Califórnia em 1966, onde entra para o grupo Big Brother & The Holding Company. Depois do álbum Cheap Trills, de 1968, inicia carreira solo

Um crítico a definiu como "segunda, atrás apenas de Bob Dylan, como criadora, cantora e encarnação da história e da mitologia de sua geração".

BATALHA DE MOGADÍSCIO

    Em 1993, a Batalha de Mogadíscio, na Somália, termina com a morte de 18 soldados dos Estados Unidos e entre 500 e 600 somalianos, de acordo com a estimativa da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).

O conflito é resultado de uma operação militar dos EUA dentro de uma missão de paz das Nações Unidas.

A Somália vive em estado de anarquia desde a queda, em 26 de janeiro de 1991, do ditador Mohamed Siad Barre, que troca de aliado durante a Guerra Fria. Passa do lado soviético para o norte-americano. Com o fim da Guerra Fria, o país perde sua importância estratégica.

Para monitorar um cessar-fogo na guerra civil que derrubou Barre e levar ajuda humanitária, em abril de 1992, é aprovada a Primeira Operação das Nações Unidas na Somália (UNOSOM).

Em dezembro de 1992, depois de perder a reeleição para Bill Clinton, o presidente George Herbert Walker Bush decide enviar soldados dos EUA para apoiar a missão humanitária e distribuir alimentos na Somália, onde a guerra civil causa fome com imagens que lembram as guerras de Biafra (1967-70) e da Etiópia nos anos 1980.

Quando Bill Clinton assume, sem experiência em política externa, tenta transformar a missão humanitária numa operação punitiva contra o líder da da Aliança Nacional Somaliana, o senhor da guerra Mohamed Farah Aidid, que domina a região da capital somaliana e mata, em 5 de junho de 1993, 25 paquistaneses da força de paz, no pior dia em décadas para soldados da ONU.

Os EUA não têm o equipamento militar para enfrentar o senhor da guerra. Um documento falso da CIA (Agência Central de Inteligência) alega que Aidid está prestes a lançar um grande ataque contra a missão da ONU. 

Em 12 de julho de 1993, na Segunda-Feira Negra, na tentativa de capturar Aidid, forças norte-americanas atacam a casa do ministro do Interior somaliano, Abdi Awale, durante um encontro do conselho de anciães do clã do senhor da guerra. Dezessete helicópteros de combate cercam a casa, bombardeada com 16 mísseis antitanque e 2,2 mil disparos de canhões de 20 milímetros durante 6 a 8 minutos.

Depois, há um ataque por terra em que os norte-americanos matam 15 sobreviventes. Ao todo, 54 somalianos são mortos e 161 feridos, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional. O ataque provoca uma revolta popular. Quatro jornalistas estrangeiros que vão até a casa são linchados pela multidão enfurecida.

Em 3 de outubro de 1993, os EUA pretendem capturar dois subcomandantes de Aidid durante um encontro dentro da cidade. O ataque, previsto para durar apenas uma hora, se estende com um impasse pela noite e uma operação de resgate na madrugada. É a Batalha de Mogadíscio. 

O objetivo é atingido, mas é uma falsa vitória, uma vitória de Pirro, general que derrotou os romanos duas vezes com enormes perdas e perdeu a terceira batalha. 

Com granadas lançadas por foguetes, os somalianos derrubam três helicópteros tipo Falcão Negro. Dois caem em território inimigo. A operação vira uma batalha desesperada para defender os sobreviventes dos helicópteros que atravessa a noite. É a batalha com o maior número de soldados norte-americanos mortos depois da Guerra do Vietnã.

É mais um vexame do Exército dos EUA. Em resposta, o presidente Clinton retira as forças norte-americanas da Somália. Pior ainda: no ano seguinte, não intervém para evitar o genocídio de Ruanda. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, o exército do governo da maioria hutu, diante da derrota iminente mata cerca de 800 mil pessoas da minoria tútsi e hutus moderados.

Clinton considera esse seu maior erro de política externa. 

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sábado, 3 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Outubro

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), para celebrar a vitória do Exército da União sobre os Estados Confederados do Sul na Batalha de Gettysburg, o presidente Abraham Lincoln torna o Dia Nacional de Ação de Graças um feriado oficial nos Estados Unidos, festejado naquele ano em 26 de novembro.

A data é celebrada na quarta quinta-feira de novembro. É um dos principais feriados do país. Marca o início da temporada de compras para as festas de fim de ano. As famílias norte-americanas comemoram comendo peru.

A origem do Dia Nacional de Ação de Graças é uma festa feita pelos peregrinos do Mayflower em 1621, um ano depois de chegar por engano no que hoje é o estado de Massachusetts, onde enfrentam um inverno rigoroso, mas conseguem uma boa colheita. Participam 53 colonos e 90 índios da tribo wampanoang.

INDEPENDÊNCIA DO IRAQUE

    Em 1932, o Iraque entra na Liga das Nações e termina o mandato do Reino Unido para administrar o país depois de séculos de domínio do Império Otomano (turco) e 17 anos de controle britânico.

Na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Reino Unido apoia a Revolta Árabe (1916-18) e liberta a Arábia do domínio otomano. Em 1920, recebe um mandato da Liga das Nações para administrar o Iraque.

O país é criado artificialmente pelo então subsecretário de Estado britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill. Ele quer um Iraque suficientemente forte para conter o Irã. Para isso, une as províncias árabes de Bagdá e Bássora à província curda de Kirkuk, rica em petróleo, enterrando a proposta de fundar um Curdistão independente.

 ITÁLIA FASCISTA INVADE ETIÓPIA

    Em 1935, o Exército da Itália invade a Etiópia por ordem do ditador fascista Benito Mussolini, que sonha em criar um "novo Império Romano" para libertar o país da "prisão do Mar Mediterrâneo", mas tem pouco a apresentar nos primeiros 13 anos de governo.

Na época, a Etiópia é um dos poucos países independentes na África, quase toda dominada pelo imperialismo europeu. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pelos italianos, serve de pretexto para a invasão fascista.

Sem uma declaração de guerra, sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, um exército de 200 mil italianos enfrenta uma resistência feroz e precisa de armas químicas para vencer o fraco, mal treinado e mal equipado Exército da Etiópia. A Itália obtém uma vitória decisiva no Lago Achangui em 9 de abril de 1936 e toma Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país. Vira um herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas por não incluir um embargo ao petróleo, que paralisaria as Forças Armadas fascistas. O Reino Unido e a França temiam jogar a Itália nos braços do ditador nazista Adolf Hitler, mas a aliança nazifascista era inevitável e seria sacramentada com a guerra.

A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

Em 10 de junho de 1940, depois da invasão da Alemanha Nazista à França, a Itália declara guerra à França e o Reino Unido. Em 20 de janeiro de 1941, durante a guerra, forças britânicas e etíopes invadem na Etiópia. Em 5 de maio, o imperador entra em Adis Abeba. Num desafio às autoridades britânicas, logo reconstitui seu governo.

IRA ENCERRA GREVE DE FOME

    Em 1981, depois de sete meses e dez mortes, milicianos do Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte, encerram uma greve de fome na prisão Maze, em Belfast.

O primeiro a morrer é Bobby Sands, deputado eleito para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico quando está preso. Ele inicia o protesto em 1º de março por estar no isolamento numa prisão de segurança máxima. 

Antes, os presos do IRA podiam usar roupas civis, tinham liberdade de movimento dentro da cadeia como prisioneiros de guerra. A partir de 1976, são considerados prisioneiros comuns.

Sands só toma água e sal. Perde mais de 27 quilos até morrer, em 5 de maio, como um dos mártires da luta dos republicanos, católicos e nacionalistas irlandeses pela unificação da Irlanda.

A greve continua. Mais nove militantes do IRA morrem. Depois do fim da greve, o governo Margaret Thatcher (1979-90) cede às reivindicações dos prisioneiros e autoriza o uso de trajes civis, a receber cartas e visitas. Em 1983, começam as articulações pela paz na Irlanda do Norte. No ano seguinte, Thatcher escapa de um atentado do IRA durante a convenção anual do Partido Republicano em Brighton, no Sul da Inglaterra.

REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA

    Em 1990, depois de 45 anos de ocupação e divisão do país no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental se fundem para reunificar a Alemanha.

No fim da guerra, a União Soviética toma Berlim e ocupa o lado leste da Alemanha, enquanto os aliados (EUA, França e Reino Unido) ocupam o lado oeste. A divisão do país é sacramentada em 1949 com a fundação da República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, capitalista, e a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, comunista. 

Berlim é dividida entre Berlim Ocidental, um enclave capitalista e liberal-democrático na Alemanha Oriental, e Berlim Oriental, a capital do país comunista.

Durante a Guerra Fria, a Alemanha dividida fica na linha de frente do conflito Leste-Oeste. Para conter a fuga em massa dos alemães-orientais para o Ocidente, o regime comunista ergue em 13 de agosto de 1961 o Muro de Berlim.

Com a abertura democrática promovida a partir de 1985 pelo líder soviético Mikhail Gorbachev e o degelo na Guerra Fria, o Muro de Berlim é aberto em 9 de novembro de 1989 e o caminho está livre para a reunificação da Alemanha.

O. J. SIMPSON ABSOLVIDO

    Em 1995, num julgamento midiático transmitido ao vivo pela televisão, o ex-jogador de futebol norte-americano Orenthal James Simpson é absolvido do duplo assassinato de sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e seu namorado Ronald Goldman.


A principal prova do crime é uma luva ensanguentada encontrada diante da casa de O. J., igual a outra recolhida na cena do crime. O problema para a acusação é que a luva é achada pelo policial Mark Fuhrman, que havia feito declarações racistas. Com base neste argumento, usando a carta racial, O. J. não é condenado, mas a opinião pública fica convencida da sua culpa.

Simpson é considerado culpado num processo civil e condenado a pagar uma indenização de US$ 33,5 milhões para as famílias das vítimas.

O ex-jogador volta a ter problemas com a polícia ao invadir armado um quarto de hotel de Las Vegas a pretexto de recuperar artigos de sua carreira esportiva que alega terem sido roubados.
 

Em 3 de outubro de 2008, Simpson é condenado por 12 acusações, inclusive sequestro e assalto à mão armada, e sentenciado a 33 anos de prisão. Ele sai da cadeia em 1º de outubro de 2017 em liberdade condicional.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

 

A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânico na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

O Período da Convenção Nacional (1792-95) é o segunda fase da Revolução Francesa e inclui o Período do Terror (1793-94), quando cerca de 10 mil pessoas são mortas. Ao todo, por volta de 50 mil pessoas morrem na revolução.

FOTOGRAFIA EM PAPEL

    Em 1840, durante experiências com ácido gálico, William Henry Fox Talbot descobre que o ácido pode ser usado para revelar uma imagem latente em papel sensível à luz, numa revolução na fotografia.

O princípio da câmara escura, que uma sala fechada com um pequeno orifício para entrada de luz consegue projetar uma imagem na parede oposta, é testado e comprovado pelo cientista italiano Giambattista de la Porta no século 16.

Em 1727, o professor de anatomia alemão Johan Heinrich Schulze descobre que sais de prata escurecem sob efeito da luz, mas não consegue preservar as imagens por um longo tempo.

Nicéphore Niépce, um inventor francês, se interessa pela litografia, um processo no qual uma gravura ou imagem é entalhada ou copiada numa pedra para depois ser impressa com tinta. Ele desenvolve um método para usar a luz para fazer desenhos.

Niépce põe uma gravura numa chapa coberta por uma solução de betume da Judeia. Após algumas horas, a solução sob as águas claras endurece, enquanto a parte embaixo de áreas escuras amolece e pode ser removida com água, deixando uma cópia permanente. Em 1822, chama o processo de heliografia, desenhar com o Sol.

Em 1826 ou 1827, Niépce consegue fazer a primeira foto da natureza com uma exposição de oito horas em que o Sol se moveu iluminando o objeto da foto por diferentes ângulos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um pintor de cenários para teatro, tenta reduzir o tempo de exposição. Em 1835, ele descobre que imagens latentes gravadas numa chapa com prata iodada podem ser reveladas com exposição a vapor de mercúrio. Em 1837, Daguerre consegue fixar a imagem usando sal de cozinha para remover os sais de prata não expostos. Inventa a daguerreotipia.

Talbot, cientista formado na Universidade de Cambridge, torna o papel sensível à luz banhando-o alternadamente com soluções de sal e de nitrato de prata. Consegue assim uma imagem em negativo, clara onde é escuro e escura onde seria claro, a partir da qual pode imprimir vários positivos.

Em fevereiro de 1839, o astrônomo John Herschel sugere que as imagens sejam fixadas com uma solução de hipossulfito de sódio.

Quando as notícias da daguerreotipia chegam ao Reino Unido, Talbot apresenta sua técnica de "desenho fotogênico". 

PADRÃO-OURO

    Em 1931, no início da Grande Depressão (1929-39), o Banco da Inglaterra abandona o padrão-ouro e a libra esterlina cai 28%, abalando a solvência de países da América Latina e da Europa Oriental.

O padrão-ouro faz com que um país mantenha a cotação de sua moeda fixa em relação ao ouro, servindo assim como âncora do sistema financeiro internacional. Exige que um país tenha grandes reservas am ouro.

No período entre guerras, a economia britânica, que perde a primeira posição para os EUA em 1890 e é ultrapassada pela Alemanha no fim do século 19, não tem mais a força do passado.

A Grande Depressão é a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com o índice de desemprego na Alemanha em 40%, o Partido Nazista vence duas eleições sem conseguir maioria absoluta; consegue 38% e 32% dos votos. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, a superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

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