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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Outubro

 PEDRA FUNDAMENTAL DA CASA BRANCA

    Em 1792, é lançada a pedra fundamental da sede do governo dos Estados Unidos, em Washington, a nova cidade construída especialmente para ser capital do país, substituindo a Filadélfia.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, é o primeiro a ocupar o prédio, que logo começa a ser chamado de Casa Branca, em contraste com os edifícios de tijolos vermelhos.

Os estados de Maryland e da Virgínia cedem os territórios para a fundação do Distrito de Colúmbia. As obras começam em 1791.

Em 1814, durante a Guerra de 1812, os soldados britânicos tocam fogo na Casa Branca e no Capitólio em retaliação pelo incêndio de prédios do governo colonial no Canadá.

CANADÁ SALVO DE INVASÃO

    Em 1812, durante a Guerra de 1812-15, em que o Reino Unido tenta recolonizar os Estados Unidos, forças britânicas sob o comando do general Sir Isaac Brock derrotam os norte-americanos na Batalha de Queenstown Heights e impedem a invasão do Canadá.

Brock, o melhor general britânico nesta guerra, morre em combate, assim como cerca de mil soldados. Os EUA desistem de tomar o Canadá.

MILAGRE NOS ANDES

    Em 1972, o voo 571 da Força Aérea do Uruguai começa a descida para o aeroporto de Santiago do Chile antes da hora, bate na Cordilheira dos Andes e os sobreviventes só são resgatados 72 dias depois.

O avião é fretado para levar o time do Old Christian Rugby Club de Montevidéu, a capital do Uruguai, para o Chile. Leva 45 pessoas a bordo; 19 jogadores, além parentes, amigos e tripulantes. 

Em meio às nuvens que escondem as montanhas, o piloto erra a manobra de descida e, de repente, se vê diante de um pico escuro. Tenta passar por cima, mas o avião bate na montanha, se espatifa e desliza pela encosta até parar numa geleira.

Doze pessoas morrem na hora, entre elas o piloto, e cinco pouco depois, inclusive o copiloto.

Uma hora depois do acidente, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo do Chile inicia a operação de resgate, mas os sobreviventes só são encontrados 72 dias depois.

Logo, eles ficam sem comida. No 11º dia na montanha, os sobreviventes ouvem num rádio que a busca é suspensa. O sobrevivente Roberto Canessa conta que eles têm a sensação de que os corpos estão se consumindo para sobreviver: "Sabíamos a resposta, mas era terrível demais."

Depois de rezar, eles decidem que só resta canibalizar os mortos. Provavelmente todos morreriam sem esta medida extrema. 

Uma avalanche no 17º dia mata oito sobreviventes e quase enterra os outros vivos. Em 15 de novembro, um grupo de quatro decide sair atrás de ajuda pensando em chegar a um vale próximo. Eles encontram os destroços da cauda do avião, onde acham remédios, alimentos e livros, mas não conseguem ajuda.

Três sobreviventes, Canessa, Nando Parrado e Antonio Vizintín, fazem nova tentativa. Sobem a montanha durante três dias. Quando chegam ao pico, percebem que estão mais longe do que pensavam. Canessa e Parrado caminham mais nove dias até atingir um rio e um vale onde conseguem ajuda.

Os outros sobreviventes são resgatados por helicópteros da Força Aérea do Chile em 22 e 23 de dezembro.

PALESTINOS SEQUESTRAM AVIÃO ALEMÃO

    Em 1977, quatro militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) sequestram um avião da companhia aérea alemã-ocidental Lufthansa e exigem a libertação de 11 prisioneiros do grupo terrorista Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho. 

Durante três décadas, o grupo de ultraesquerda aterroriza a Alemanha Ocidental e mata mais de 30 políticos, militares e empresários.

Depois de passar por seis países, o avião pousa em Mogadíscio, a capital da Somália, em 17 de outubro, depois dos terroristas matarem o piloto. No dia seguinte, um comando de operações especiais do Exército da Alemanha Ocidental ataca o avião, mata três sequestradores e liberta os 86 reféns.

Na manhã seguinte, Andreas Baader é encontrado na cela da prisão de Stammheim morto por um tiro. Gudrun Ensslin está enforcada. Jan-Carl Rasper agoniza depois de levar um tiro e Irmgard Möller tem quatro marcas de facadas no pescoço e no peito. A versão oficial é suicídio coletivo. A única sobrevivente afirma que foram dopados e assassinados. 

RESGATE DE MINEIROS CHILENOS

    Em 2010, depois de 69 dias presos no subsolo a 800 metros da superfície, os últimos de 33 mineiros chilenos são salvos, depois de um tempo recorde de sobrevivência embaixo da terra.

O drama dos mineiros começa em 5 de agosto, quando a mina de ouro e cobre São José, situada a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, desaba. Os mineiros procuram um refúgio seguro dentro de mina e não tem contato com a superfície durante 17 dias.

Quando alguns mineiros já pensam em suicídio ou canibalismo, em 22 de agosto, uma sonda atinge a área onde estão os mineiros, que enviam uma nota dizendo que todos estão bem. Logo, eles passam a receber água, comida, cartas, outros suprimentos e câmeras de vídeo para monitorar a situação.

Para viabilizar o resgate, os engenheiros cavam um buraco e enfiam um tubo com espaço suficiente para passar uma pessoa. Cada um fica cerca de 15 minutos dentro da cápsula até chegar à superfície.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Julho

ASSASSINATO DE MARAT

   Em 1793, Jean-Paul Marat, um dos líderes da fase mais radical da Revolução Francesa, a fase da Convenção (1792-95), que inclui o Período do Terror (1793-94), é assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, uma monarquista.

Marat é médico. Em 1789, funda o jornal O Amigo do Povo, que faz uma crítica feroz aos poderosos do dia. Em agosto de 1792, a revolução se radicaliza e o rei Luís XVI é preso. Marat, um jacobino, é eleito deputado da Convenção, onde faz oposição aos girondinos, republicanos moderados.

Corday, filha de um aristocrata falido que apoia os girondinos, vê Marat como um símbolo de todo o mal na França. Planeja matá-lo durante as festas de 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha quatro anos antes. Quando a comemoração é suspensa, vai até a casa de Marat e o mata.

PRIMEIRA COPA DO MUNDO

    Em 1930, começa no Uruguai a primeira Copa do Mundo de futebol, com 13 países.

O Brasil perde por 2-1 para a Iugoslávia e ganha de 4-0 da Bolívia, e é eliminado.

Na final, em 30 de julho, no Estádio Centenário, a seleção do Uruguai, conhecida como Celeste Olímpica por ser bicampeã olímpica, vence a Argentina por 4-2.

URSS VENCE BATALHA DE KURSK

    Em 1943, termina em Kursk, no Sudoeste da Rússia, a maior batalha de tanques de história, travada entre a Alemanha Nazista e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Mais de 8 mil tanques (5.128 soviéticos e 2.928 alemães), 5 mil aviões e 2 milhões de soldados participam da Batalha de Kursk, que depois da Batalha de Stalingrado repele a ofensiva nazista na URSS. Pouco menos de 178 mil soviéticos e mais de 54 mil alemães morrem em combate.

 A batalha começa em 5 de julho, quando 38 divisões alemãs, quase a metade blindadas, atacam o Exército Vermelho. Desta vez, as forças soviéticas têm tanques melhores e mais cobertura aérea, e destroem 40% dos blindados nazistas.

O comandante militar alemão, marechal-de-campo Günther von Kluge, suspende o ataque e, em 23 de julho, os soviéticos forçam os alemães a voltar às posições anteriores. É o fim da ofensiva nazista na URSS. Em agosto, os alemães estão em retirada em toda a frente oriental. A contraofensiva do Exército Vermelho toma Berlim em 8 de maio de 1945. É o fim da guerra na Europa.

KENNEDY CANDIDATO

    Em 1960, a Convenção Nacional do Partido Democrata nomeia o senador John Kennedy como candidato à Casa Branca.

Kennedy vence o senador texano Lyndon Johnson, indicado no dia seguinte como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, e derrota na eleição presidencial o vice-presidente Richard Nixon, com quem trava os primeiros debates presidenciais transmitidos pela televisão da história.

Kennedy se torna o mais jovem presidente dos EUA e o primeiro católico; o segundo é Joe Biden. No seu breve governo (1961-63), há a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, e a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS. Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começa a construir o Muro de Berlim.

O governo Kennedy decide enviar um homem à Lua e apoia o movimento pelos direitos civis dos negros, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. Mas amplia o envolvimento de assessores militares americanos na Guerra do Vietnã (1955-75). Acaba tragicamente com a morte do presidente num atentado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

FORD DEMITE IACOCCA

    Em 1978, o presidente da companhia automobilística Ford, Henri Ford II, demite o diretor-geral Lee Iacocca depois de anos de tensão entre os dois.

Filho de imigrantes italianos, Iacocca nasce na Pensilvânia em 1924 e começa a trabalhar na Ford como engenheiro em 1946. Logo passa ao setor de vendas e ascende à direção-geral depois de lançar o Mustang, um carro esportivo acessível que vira sucesso mundial.

Um ano depois de ser demitido pela Ford, Iacocca torna-se diretor-geral da Chrysler, que recebe uma ajuda de US$ 1,5 bilhão do governo dos Estados Unidos para não falir, o que enfraqueceria a indústria automobilística americana, na época a maior do mundo.

Iacocca lidera a recuperação da Chrysler, que em 1984 lucra mais de US$ 2,4 bilhões. É a década do Super-Japão, visto na época como um desafio à supremacia americana. Iacocca é uma das vozes mais eloquentes da indústria norte-americana contra o protecionismo japonês.

MAIOR CONCERTO DOS TRÊS TENORES

    Em 1997, os Três Tenores – Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo – fazem no estádio Camp Nou, em Barcelona, sua apresentação para o maior público: 65 mil pessoas.

De 1990 a 2005, estes cantores extraordinários fazem juntos 33 concertos que ajudam a democratizar a ópera.

No dia da apresentação em Barcelona, o grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassina o vereador conservador Miguel Ángel Blanco. Antes do show, há três minutos de silêncio em homenagem a Blanco.

VIDAS PRETAS IMPORTAM

    Em 2013, aparece pela primeira vez a frase "vidas pretas importam", que vira lema do movimento antirracista nos Estados Unidos.

Indignada com a absolvição na Flórida do vigilante George Zimmerman, que matara em 2012 o jovem negro Trayvon Martin, de 18 anos, Alicia Garza, residente na Califórnia, escreve no Facebook as palavras que se tornam o novo lema da luta contra o racismo.

Garza sofre de "uma tristeza profunda". Está mais revoltada ainda porque muitos culpam a vítima e não no flagelo do racismo. Um amigo, Patrice Cullors, líder comunitário em Los Angeles, responde com a hashtag #BlackLivesMatter (VidasPretasImportam), que logo viraliza nas redes sociais.

Quando Michael Brown é morto em Ferguson, no Missouri, em 9 de agosto 2014, o movimento sai às ruas. No início, a maioria dos norte-americanos considera o movimento radical, mas com o tempo sua ideia central é aceita como uma defesa do direito à vida.

Depois do assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 o apoio ao movimento cresce rapidamente em duas semanas nos EUA e se veem pelo mundo inteiro passeatas de negros, brancos, aborígenes, indígenas e gente de todas as origens étnicas marchando juntos contra o racismo e a violência policial.

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quinta-feira, 26 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Março

LEI DO ASSASSINATO

     Em 1752, entra em vigor no Reino Unido a Lei do Assassinato, que impõe penas rigorosas para condenados por homicídio, inclusive o uso de seus cadáveres para dissecação.

Os legisladores esperam que isto ajude a atender à necessidade de cadáveres para estudo e treinamento de cirurgiões. Na época, ladrões roubavam corpos para vender.

A Lei do Assassinato fracassa e é substituída em 1832 pela Lei da Anatomia,

VACINA CONTRA PÓLIO

    Em 1953, o médico norte-americano Jonas Salk anuncia que testou com sucesso uma vacina contra a poliomielite, doença causadora da paralisia infantil.

No ano anterior, uma epidemia de pólio atinge 58 mil pessoas e causa 3 mil mortes nos Estados Unidos.

O primeiro grande surto de poliomielite nos EUA é registrado no estado de Vermont, em 1894. No início do século 20, há milhares de casos por ano, principalmente em crianças, mas também em adultos.

O futuro presidente Franklin Delano Roosevelt teve pólio aos 39 anos, em 1921, e ficou parcialmente paralítico.

Depois, o dr. Albert Sabin cria a vacina oral contra a poliomielite e campanhas de vacinação erradicam a doença em praticamente todo o mundo. Os únicos países onde há focos importantes da doença são o Afeganistão e o Paquistão, onde os Estados Unidos usaram campanhas de vacinação para descobrir o esconderijo do terrorista Ossama ben Laden.

Com as campanhas antivacinas, hoje há um sério risco de volta da doença.

INDEPENDÊNCIA DE BANGLADESH

    Em 1971, a Liga Awami forma um governo no exílio em Calcutá, hoje Kolkota, na Índia, e proclama a independência de Bangladesh, na época conhecido como Paquistão Oriental.

O futuro país passa a fazer parte do Império Britânico em 1858, quando este assume o controle da Índia. Quando a Índia e o Paquistão conquistam a independência, em 1947, vira o Paquistão Oriental. 

A declaração de independência marca o início de uma guerra civil de nove meses em que recebe o apoio da Índia, inimiga histórica do Paquistão, o que deflagra a Guerra Indo-Paquistanesa de 1971. A vitória vem em 16 de dezembro, depois de 3 milhões de mortes, da fuga de 8 a 10 milhões de pessoas para a Índia e do estupro de 200 mil mulheres.

A guerra leva à fome de grande parte da população de um dos países mais pobres do mundo, levando o ex-beatle George Harrison a organizar o Concerto para Bangladesh para arrecadar dinheiro para as vítimas da guerra.

Com cerca de 171,5 milhões de habitantes, Bangladesh é o oitavo maior país do mundo em população e o quarto com maior número de muçulmanos depois da Indonésia, do Paquistão e da Índia.

ACORDOS DE CAMP DAVID

    Em 1979, o presidente do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, assinam os Acordos de Camp David, mediados pelo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter.

Quando as Nações Unidas aprovam a criação do Estado de Israel, em 29 de novembro de 1947, e o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam. A Guerra da Independência de Israel vai até 10 março de 1949.

A derrota árabe humilhante causa a Revolução dos Coronéis e a queda do rei Faruk no Egito. Ascende ao poder no Cairo o coronel Gamal Abdel Nasser, que se torna o grande líder do nacionalismo pan-árabe ao enfrentar as potências coloniais europeias e nacionalizar o Canal de Suez.

Com o apoio da França e do Reino Unido, em 19 de outubro de 1956, Israel declara guerra ao Egito. Em plena crise internacional porque a União Soviética ataca a Hungria para acabar com uma revolta contra o regime stalinista, os Estados Unidos suspendem o apoio do Fundo Monetário Internacional às economias britânica e francesa, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os invasores se retiram. O Egito fica com o Canal de Suez e Nasser sai fortalecido.

Em 1967, Nasser fecha o Estreito de Tiran aos navios israelenses. Quando manda a força de paz da ONU sair da Península do Sinai, Israel vê o risco de uma guerra iminente e ataca as forças aéreas do Egito, da Jordânia e da Síria em terra, deflagrando a Guerra dos Seis Dias.

De 5 a 10 de junho de 1967, Israel obtém uma vitória esmagadora e ocupa a Faixa de Gaza e a Península o Sinai, que pertenciam ao Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que eram parte da Jordânia.

Para tentar retomar os territórios ocupados, a Guerra do Yom Kippur começa, em 6 de outubro de 1973, com a maior empreitada militar árabe da era moderna. Mais de 100 mil soldados egípcios cruzam o Canal de Suez para entrar no Sinai.

Na época, Israel tem o apoio incondicional dos EUA, que fazem a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22,325 mil toneladas de equpamento militar, armas e munições a Israel diretamente no campo de batalha.

Quando Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai e está prestes a destruí-lo, a URSS ameaça entrar na guerra e entra em alerta nuclear.

Mesmo assim, a conselho do secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, para recuperar o Sinai, Sadat abandona a aliança com a URSS, que deixa de ser uma grande potência no Oriente Médio. O líder egípcio se aproxima dos EUA e faz uma visita de surpresa a Israel de 19 a 21 de novembro da 1977, a primeira de um líder árabe, e discursa no Parlamento para promover a paz.

Os acordos de paz são negociados em Camp David, na casa de campo da Presidência dos EUA, de 5 a 17 de setembro de 1978. O tratado de paz entre Israel e o Egito é assinado formalmente em Washington em 26 de março de 1979.

NASCE O MERCOSUL

    Em 1991, os presidentes do Brasil, Fernando Collor de Mello; do Paraguai, general Andrés Rodríguez; da Argentina, Carlos Menem; e do Uruguai, Luis Alberto Lacalle; assinam o Tratado de Assunção, que cria o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

A reaproximação entre Brasil e Argentina começa antes mesmo da redemocratização dos países. Durante o governo do general João Figueiredo, os dois países chegam a um acordo sobre a exploração energética da Bacia do Prata. Os argentinos temem que a Hidrelétrica de Itaipu esgote o potencial energético do Rio Paraná.

A integração regional do Cone Sul da América Latina avança com os encontros de cúpula dos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín depois da redemocratização do Brasil e da Argentina. Em 1985, eles assinam o Tratado de Iguaçu. 

O diálogo leva a um acordo nuclear para evitar uma corrida armamentista na região. Em 18 de julho de 1991, é assinado o Acordo de Guadalajara, pelo qual Brasil e Argentina se comprometem a usar a energia nuclear somente para fins pacíficos.

Com a crise da dívida externa e a hiperinflação que atinge os dois países nos anos 1980, quando a Argentina lança o Plano Austral e o Brasil o Plano Cruzado, a integração regional é vista como uma maneira de aumentar o poder de barganha em negociações internacionais. Não melhora as condições de renegociação das dívidas, mas fortalece o comércio regional, que sobe em cinco anos de US$ 1 bilhão para US$ 20 bilhões. Os presidentes Fernando Collor de Mello e Carlos Menem aproveitam o acordo para baixar tarifas de importação e promover a abertura comercial.

A meta de zerar as tarifas de importações e eliminar as barreiras não tarifárias até 31 de dezembro de 1994 nunca foi atingida. A Bolívia (1996), o Chile (1996), o Peru (2003), a Colômbia (2004), o Equador (2004), a Guiana (2013), e o Suriname (2013) são países associados. Fazem parte da zona de livre comércio, mas não da união aduaneira, que pressupõe a aplicação de uma tarifa externa comum na compra de produtos de fora do bloco.

A entrada da Venezuela como membro pleno em 31 de julho de 2012, sem adotar previamente as regras do bloco, criou um Mercosul mais político, menos voltado para a integração econômica. Em dezembro de 2016, a Venezuela é suspensa sob a acusação de violar a cláusula democrática do bloco.

Em julho de 2024, a Bolívia passa a ser membro pleno. Tem um prazo de quatro anos para se adequar à legislação do Mercosul.

MIKE TYSON SENTENCIADO

    Em 1992, o boxeador peso-pesado Mike Tyson é sentenciado a seis anos de prisão após ser condenado por crime de estupro em Indianápolis, no estado de Indiana.

Tyson nasce no Brooklyn, em Nova York, em 30 de junho de 1966, e desde muito cedo passa a fazer parte de gangues de rua. Em 1978, com 12 anos, 80 quilos e uma musculatura formidável, é enviado para o reformatório, onde o aficcionado de boxe Bobby Stewart vê potencial para uma carreira no boxe. 

Aos 20 anos, em 22 de novembro de 1986, ele se torna o mais jovem campeão mundial da categoria peso-pesado com um estilo extremamente agressivo em que avança em linha reta e tenta demolir o adversário no primeiro assalto.

Em 1988, Tyson casa com a atriz Robin Givens. Ela o acusa de abuso e o casal se divorcia no ano seguinte. Uma série de acusações de assédio e violência sexual é apresentada contra o boxeador.

Contra todas as expectativas, em 11 de fevereiro de 1990, ele perde o título mundial para James Buster Douglas. Em 1991, Tyson é acusado de estuprar uma candidata a miss. É condenado e preso em 1992.

Três anos depois, Tyson sai da prisão e recupera dois títulos de campeão mundial com vitórias fáceis sobre Frank Bruno e Bruce Seldon. Em 9 de novembro de 1996, sofre sua segunda derrota, desta vez para Evander Holyfield, duas vezes campeão mundial, por nocaute técnico no 11º assalto. 

Na revanche, em 28 de junho de 1997, Tyson é desclassificado depois de morder duas vezes a orelha  de Holyfield e perde a licença para boxear. Ele volta a lutar e a vencer em 16 de janeiro de 1999. Em 7 de fevereiro do mesmo ano, é condenado a um ano de prisão, dois de liberdade condicional, 200 horas de serviço comunitário e multa de US$ 2,5 mil por agredir dois idosos depois de um acidente de automóvel em 1998.

Sua última vitória como lutador profissional acontece em 2003 em apenas 49 segundos. No fim daquele ano, Tyson declara falência com dívidas de US$ 34 milhões depois de ganhar US$ 400 milhões na carreira.

PUTIN ELEITO PRESIDENTE

    Em 2000, Vladimir Putin é eleito presidente da Rússia pela primeira vez, depois de se tornar primeiro-ministro de Boris Yeltsin em 9 de agosto de 1999 e de substituir Yeltsin, que renuncia em 31 de dezembro do mesmo ano.

Putin nasce em Leningrado, hoje São Petersburgo, em 7 de outubro de 1952. Ele estuda direito na Universidade de Leningrado e trabalha durante 15 anos como agente da polícia política soviética KGB (Comitê de Defesa do Estado). Serve 6 anos em Dresden, na Alemanha Oriental.

Quando as revoluções democráticas acabam com o comunismo na Europa Oriental, a sede do escritório em Dresden é cercada. Putin ameaça atirar nos manifestantes e pede ajuda ao governo alemão-oriental, que responde: "Só podemos agir com autorização de Moscou, e Moscou está em silêncio."

Mais tarde, no poder, faz questão de que Moscou nunca fique em silêncio.

Essa frase marca sua vida política. De volta a Leningrado, Putin trabalha com Anatoly Sobchak, prefeito de São Petersburgo. Em 1994, numa conferência internacional, declara que o fim da União Soviética é "a maior tragédia geopolítica da segunda metade do século 20."

Quando Sobchak perde a reeleição, em 1996, Putin profere outra de suas máximas: "Não se deve realizar uma eleição sem antes saber o resultado."

Putin vai então para Moscou e trabalha com Anatoli Chubais, vice-primeiro-ministro responsável pelas privatizações. De 25 de julho de 1998 a 29 de março de 1999, dirige o Serviço Federal de Segurança, herdeiro do KGB, seu último trampolim para o poder.

Assim que ascende ao poder, ainda como primeiro-ministro, depois de ações de extremistas muçulmanos na república russa do Daguestão e de atentados terroristas mal esclarecidos atribuídos a rebeldes chechenos. Putin inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) para consolidar o poder.

O presidente russo começa a se afastar do Ocidente na Conferência de Segurança de Munique, em 2007. No ano seguinte, invade a ex-república soviética da Geórgia e assume o controle das regiões da Abecásia e da Ossétia do Sul, anexações não reconhecidas internacionalmente.

Depois de ser primeiro-ministro de Dimitri Medvedev (2008-12), Putin volta à Presidência com a convicção de que as revoluções coloridas na antiga URSS e a Primavera Árabe são conspirações do Ocidente das quais pode ser o próximo alvo.

Quando o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, cai numa revolta popular contra o rompimento de negociações com a União Europeia, em fevereiro de 2014, a Rússia ocupa a Península da Crimeia, anexada ilegalmente no mês seguinte.

Em 6 de abril de 2014, começa uma revolta fomentada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia. Após anos de impasse, em 24 de fevereiro de 2022, Putin inicia uma guerra total contra a Ucrânia que espera ganhar em uma semana e já tem mais de 4 anos. A estimativa é que 1,8 milhão de pessoas tenham sido mortas ou feridas nesta guerra.

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domingo, 1 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Março

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1692, Sarah Goode, Sarah Osbornee e Tituba, uma escrava de Barbados, são acusadas de bruxaria na vila de Salém, na Colônia da Baía de Massachusetts, parte do Império Britânico. No mesmo dia, Tituba, provavelmente sob tortura confessa o crime, o que leva as autoridades a iniciar uma caça às "feiticeiras" de Salém.

O problema começou um mês antes, quando Elizabeth Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11 anos, filha e sobrinha do reverendo Samuel Parris, começam a sofrer distúrbios e doenças misteriosas. Um médico atribui os problemas a bruxaria.

Sob pressão dos adultos, as duas crianças e outros residentes de Salém acusam mais de 150 homens e mulheres de práticas satânicas.

NASCIMENTO DE CHOPIN

    Em 1810, o músico polonês radicado na França Frédéric François Chopin, um dos maiores compositores de todos os tempos, o poeta do piano, nasce em Zelazowa Mola, filho de um imigrante francês que trabalha como tutor da aristocracia na Polônia.

Quando Frédéric tem oito meses, o pai, Nicholas, se torna professor de francês do Liceu de Varsóvia. Chopin estuda no liceu de 1823 a 1826.

Sempre muito atento quando a mãe ou a irmã toca piano, aos seis anos ele tenta reproduzir o que ouve. No ano seguinte, começa a estudar piano. Aos oito anos, faz a primeira apresentação em público num concerto beneficente. Três anos depois, toca para o czar Alexandre I, da Rússia, que vai à abertura do Parlamento em Varsóvia.

Na segunda metade do século 18, há três divisões da Polônia entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Em 1795, a Polônia deixa de existir. Só recupera a independência em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É nessa Polônia ocupada que Chopin nasce e cresce.

O menino-prodígio também compõe. Aos sete anos, escreve a primeira Polonaise. Aos 16 anos, Chopin entra para o recém-criado Conservatório de Varsóvia, sob a direção do compositor polonês Joseph Elsner, com quem Chopin havia estudado. 

Elsner compreende que precisa lhe dar total liberdade de criação, em vez de submetê-lo ao rigor acadêmico. Chopin estuda harmonia e composição, e tem ampla liberdade para se desenvolver como pianista.

Chopin vai a Berlim em 1828 e se apresenta pela primeira vez em Viena, capital do Império Austríaco, um dos grandes centros culturais do mundo, especialmente para música clássica, em 1829. Quando sai da Polônia, em 1830, para estudar na Alemanha e na Itália, estoura uma revolta polonesa contra a Rússia. Ele está em Viena quando recebe a notícia.

Em julho de 1831, Chopin vai para Paris, onde encontra o ambiental ideal para o florescimento de sua arte. Logo estabelece ligações com os imigrantes e refugiados poloneses e com compositores como Franz Liszt, Hector Berlioz, Vincenzo Bellini e Felix Mendelssohn.

Também conhece Aurora Dudevant, uma escritora que usa o pseudônimo de George Sand, com quem começa um relacionamento amoroso em 1838. Eles alugam uma casa em Mayorca, uma das Ilhas Baleares, da Espanha, onde Chopin fica doente. Quando o dono da casa ouve rumores de tuberculose, manda eles saírem.

Durante 10 anos, Chopin luta contra a tuberculose. Faz a última apresentação no Guildhall, em Londres, em 16 de novembro de 1848, para arrecadar dinheiro para os exilados poloneses. Morre em Paris em 17 de outubro de 1849.


FIM DA GUERRA DO PARAGUAI

    Em 1870, com a morte do ditador Francisco Solano López na Batalha de Cerro Corá, termina a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, que a chama de Guerra Grande.

Maior conflito armado internacional da história da América Latina, a Guerra do Paraguai começa em 12 de outubro de 1864. Neste ano, o Brasil invade o Uruguai, intervém na Guerra do Uruguai, uma guerra civil, ao lado do Partido Colorado na luta contra o Partido Blanco. Cai o presidente Bernardo Berro, alvo da Cruzada Libertadora lançada no ano anterior pelo líder colorado, general Venancio Flores.

Berro é aliado de Solano López e dos federalistas argentinos. Além do Brasil, Flores tem o apoio de Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina, um unitário que se opõe aos federalistas.

Em 11 de novembro, o Paraguai apreende o navio brasileiro Marquês de Olinda. Ele transporta o presidente da província do Mato Grosso, que morre numa prisão paraguaia. Um mês depois, em 14 de dezembro, o Paraguai invade o Sul do Mato Grosso.

López sonha em criar um Grande Paraguai, conquistando o Uruguai, o Mato Grosso, o Rio Grande do Sul e as províncias argentinas de Missiones e Corrientes. Em 1865, o Paraguai invade Corrientes e o Rio Grande do Sul, e a Argentina entra na guerra.

O Paraguai invade Corrientes em 13 de abril. A Argentina, o Brasil e o Uruguai firmam o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865. O tratado prevê que "o Paraguai deve ser responsabilizado por todas as consequências do conflito, pagar todas as dívidas de guerra" e "ficar sem qualquer fortaleza e força militar".

Solano López conta com o apoio do general federalista Justo José de Urquiza, inimigo de Mitre na política argentina, mas Urquiza prefere apoiar seu país a um líder estrangeiro.

Em 11 de junho de 1865, uma esquadra brasileira sob o comando do almirante Francisco Manuel Barroso, destrói a poderosa marinha paraguaia na Batalha Naval do Riachuelo e impede o Paraguai de ocupar permanentemente o território argentino. 

Ao dar o controle da navegação na Bacia do Rio da Prata aos aliados, é a batalha decisiva da guerra. Os paraguaios avançam até o Rio Grande do Sul. Tomam São Borja, Itaqui e Uruguaiana. O Barão de Porto Alegre sai da capital da província para enfrentar o inimigo. Em 18 de setembro de 1865, a guarnição paraguaia se rende.

Em 16 de abril de 1866, os aliados invadem o Paraguai. Depois de duas vitórias do general brasileiro Manuel Luís Osório, os paraguaios contêm a contraofensiva na primeira grande batalha terrestre da guerra, em Estero Bellaco, em 2 de maio.

Vitorioso, Solano López aposta numa vitória na Batalha de Tuiuti. Em 24 de maio de 1866, 25 mil paraguaios enfrentam 35 mil aliados no combate mais sangrento da guerra, que termina com 6 mil vítimas entre os aliados e 12 mil entre os paraguaios.

O Paraguai se recupera e vence as forças de Mitre e Flores na Batalha do Boqueirão, mas perde a Batalha do Curuzu para o general brasileiro Porto Alegre.

Em 12 de setembro de 1866, depois de perder a Batalha do Curuzu, Solano López convida Mitre e Flores para uma conferência de paz em Yatayty Cora. Há uma "discussão acalorada". Percebendo que a guerra está perdida, Solano López quer negociar a paz. Mitre exige que ele cumpra o que está no Tratado da Tríplice Aliança, que inviabiliza a paz com Solano López no poder. Ele não aceita.

Dias depois, na Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866, os aliados atacam as forças paraguaias frontalmente e sofrem sua maior derrota, o que atrasa a ofensiva por 10 meses, até 18 de julho de 1867.

O Brasil decide então criar um comando unificado das forças brasileiras. O imperador nomeia o general Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês e futuro Duque de Caxias, como comandante em 10 de outubro de 1866. Com a saída de Mitre em fevereiro de 1867, Caxias se torna o comandante geral aliado. Obtém vitórias decisivas como em Humaitá. Em 1869, passa o comando para o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Ao todo, o Império do Brasil manda 150 mil homens para a guerra, dos quais 50 mil morrem. Com mais 10 mil civis mortos, 60 mil brasileiros morrem na Guerra do Paraguai. A Argentina e o Uruguai perdem a metade de suas tropas, e o Paraguai 300 mil pessoas entre mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra. Só 10% da população adulta masculina do Paraguai sobrevivem.

Por causa da invasão e tentativa de conquistar o território brasileiro, o imperador Dom Pedro II só aceita a rendição incondicional de Solano López. A Guerra do Paraguai marca a entrada dos militares na política brasileira.

PRIMEIRO PARQUE NACIONAL

    Em 1872, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do país e talvez do mundo, dividido entre os estados de Montanha, Wyoming e Idaho.

Com quase 9 mil quilômetros quadrados, Yellowstone não é só o mais antigo e mais conhecido parque nacional dos EUA. É também o maior. Alguns naturalistas alegam que não é o mais antigo do mundo por causa do Parque Nacional Bogd Khan, na Mongólia, que seria de 1778.

Yellowstone é declarado reserva da biosfera em 1976 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e patrimônio da humanidade em 1978. Fica numa região com atividade sísmica e geológica há dezenas de milhares de ano. Tem a maior quantidade de fontes geotérmicas do mundo.

PROIBIDA EXECUÇÃO DE MENORES

    Em 2005, por 5-4, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que é inconstitucional executar condenados que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade.


O tribunal considera que a execução de menores viola das emendas nºs 8 e 14 à Constituição dos EUA. A Emenda nº 8 proíbe a "punição cruel e incomum". A Emenda nº 14 garante a proteção igual para todos.

No voto vencedor, o ministro-relator Anthony Kennedy escreve que, "quando um jovem criminoso comete um crime odioso, o Estado pode tirar algumas liberdades básicas, mas não pode extinguir sua vida e o potencial de alcançar uma compreensão madura de sua própria humanidade."

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Outubro

PEDRA FUNDAMENTAL DA CASA BRANCA

    Em 1792, é lançada a pedra fundamental da sede do governo dos Estados Unidos, em Washington, a nova cidade construída especialmente para ser capital do país, substituindo a Filadélfia.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, é o primeiro a ocupar o prédio, que logo começa a ser chamado de Casa Branca, em contraste com os edifícios de tijolos vermelhos.

Os estados de Maryland e da Virgínia cedem os territórios para a fundação do Distrito de Colúmbia. As obras começam em 1791.

Em 1814, durante a Guerra de 1812, os soldados britânicos tocam fogo na Casa Branca e no Capitólio em retaliação pelo incêndio de prédios do governo colonial no Canadá.

CANADÁ SALVO DE INVASÃO

    Em 1812, durante a Guerra de 1812-15, em que o Reino Unido tenta recolonizar os Estados Unidos, forças britânicas sob o comando do general Sir Isaac Brock derrotam os norte-americanos na Batalha de Queenstown Heights e impedem a invasão do Canadá.

Brock, o melhor general britânico nesta guerra, morre em combate, assim como cerca de mil soldados. Os EUA desistem de tomar o Canadá.

MILAGRE NOS ANDES

    Em 1972, o voo 571 da Força Aérea do Uruguai começa a descida para o aeroporto de Santiago do Chile antes da hora, bate na Cordilheira dos Andes e os sobreviventes só são resgatados 72 dias depois.

O avião é fretado para levar o time do Old Christian Rugby Club de Montevidéu, a capital do Uruguai, para o Chile. Leva 45 pessoas a bordo; 19 jogadores, além parentes, amigos e tripulantes. 

Em meio às nuvens que escondem as montanhas, o piloto erra a manobra de descida e, de repente, se vê diante de um pico escuro. Tenta passar por cima, mas o avião bate na montanha, se espatifa e desliza pela encosta até parar numa geleira.

Doze pessoas morrem na hora, entre elas o piloto, e cinco pouco depois, inclusive o copiloto.

Uma hora depois do acidente, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo do Chile inicia a operação de resgate, mas os sobreviventes só são encontrados 72 dias depois.

Logo, eles ficam sem comida. No 11º dia na montanha, os sobreviventes ouvem num rádio que a busca é suspensa. O sobrevivente Roberto Canessa conta que eles têm a sensação de que os corpos estão se consumindo para sobreviver: "Sabíamos a resposta, mas era terrível demais."

Depois de rezar, eles decidem que só resta canibalizar os mortos. Provavelmente todos morreriam sem esta medida extrema. 

Uma avalanche no 17º dia mata oito sobreviventes e quase enterra os outros vivos. Em 15 de novembro, um grupo de quatro decide sair atrás de ajuda pensando em chegar a um vale próximo. Eles encontram os destroços da cauda do avião, onde acham remédios, alimentos e livros, mas não conseguem ajuda.

Três sobreviventes, Canessa, Nando Parrado e Antonio Vizintín, fazem nova tentativa. Sobem a montanha durante três dias. Quando chegam ao pico, percebem que estão mais longe do que pensavam. Canessa e Parrado caminham mais nove dias até atingir um rio e um vale onde conseguem ajuda.

Os outros sobreviventes são resgatados por helicópteros da Força Aérea do Chile em 22 e 23 de dezembro.

PALESTINOS SEQUESTRAM AVIÃO ALEMÃO

    Em 1977, quatro militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) sequestram um avião da companhia aérea alemã-ocidental Lufthansa e exigem a libertação de 11 prisioneiros do grupo terrorista Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho. 

Durante três décadas, o grupo de ultraesquerda aterroriza a Alemanha Ocidental e mata mais de 30 políticos, militares e empresários.

Depois de passar por seis países, o avião pousa em Mogadíscio, a capital da Somália, em 17 de outubro, depois dos terroristas matarem o piloto. No dia seguinte, um comando de operações especiais do Exército da Alemanha Ocidental ataca o avião, mata três sequestradores e liberta os 86 reféns.

Na manhã seguinte, Andreas Baader é encontrado na cela da prisão de Stammheim morto por um tiro. Gudrun Ensslin está enforcada. Jan-Carl Rasper agoniza depois de levar um tiro e Irmgard Möller tem quatro marcas de facadas no pescoço e no peito. A versão oficial é suicídio coletivo. A única sobrevivente afirma que foram dopados e assassinados. 

RESGATE DE MINEIROS CHILENOS

    Em 2010, depois de 69 dias presos no subsolo a 800 metros da superfície, os últimos de 33 mineiros chilenos são salvos, depois de um tempo recorde de sobrevivência embaixo da terra.

O drama dos mineiros começa em 5 de agosto, quando a mina de ouro e cobre São José, situada a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, desaba. Os mineiros procuram um refúgio seguro dentro de mina e não tem contato com a superfície durante 17 dias.

Quando alguns mineiros já pensam em suicídio ou canibalismo, em 22 de agosto, uma sonda atinge a área onde estão os mineiros, que enviam uma nota dizendo que todos estão bem. Logo, eles passam a receber água, comida, cartas, outros suprimentos e câmeras de vídeo para monitorar a situação.

Para viabilizar o resgate, os engenheiros cavam um buraco e enfiam um tubo com espaço suficiente para passar uma pessoa. Cada um fica cerca de 15 minutos dentro da cápsula até chegar à superfície.

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domingo, 13 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Julho

ASSASSINATO DE MARAT

   Em 1793, Jean-Paul Marat, um dos líderes da fase mais radical da Revolução Francesa, a fase da Convenção (1792-95), que inclui o Período do Terror (1793-94), é assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, uma monarquista.

Marat é médico. Em 1789, funda o jornal O Amigo do Povo, que faz uma crítica feroz aos poderosos do dia. Em agosto de 1792, a revolução se radicaliza e o rei Luís XVI é preso. Marat, um jacobino, é eleito deputado da Convenção, onde faz oposição aos girondinos, republicanos moderados.

Corday, filha de um aristocrata falido que apoia os girondinos, vê Marat como um símbolo de todo o mal na França. Planeja matá-lo durante as festas de 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha quatro anos antes. Quando a comemoração é suspensa, vai até a casa de Marat e o mata.

PRIMEIRA COPA DO MUNDO

    Em 1930, começa no Uruguai a primeira Copa do Mundo de futebol, com 13 países.

O Brasil perde por 2-1 para a Iugoslávia e ganha de 4-0 da Bolívia, e é eliminado.

Na final, em 30 de julho, no Estádio Centenário, a seleção do Uruguai, conhecida como Celeste Olímpica por ser bicampeã olímpica, vence a Argentina por 4-2.

URSS VENCE BATALHA DE KURSK

    Em 1943, termina em Kursk, no Sudoeste da Rússia, a maior batalha de tanques de história, travada entre a Alemanha Nazista e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial (1939-45).


 
 Mais de 8 mil tanques (5.128 soviéticos e 2.928 alemães), 5 mil aviões e 2 milhões de soldados participam da Batalha de Kursk, que depois da Batalha de Stalingrado repele a ofensiva nazista na URSS. Pouco menos de 178 mil soviéticos e mais de 54 mil alemães morrem em combate.

 A batalha começa em 5 de julho, quando 38 divisões alemãs, quase metade blindadas, atacam o Exército Vermelho. Desta vez, as forças soviéticas têm tanques melhores e mais cobertura aérea, e destroem 40% dos blindados nazistas.

O comandante militar alemão, marechal-de-campo Günther von Kluge, suspende o ataque e, em 23 de julho, os soviéticos forçam os alemães a voltar às posições anteriores. É o fim da ofensiva nazista na URSS. Em agosto, os alemães estão em retirada em toda a frente oriental. A contraofensiva do Exército Vermelho toma Berlim em 8 de maio de 1945. É o fim da guerra na Europa.

KENNEDY CANDIDATO

    Em 1960, a Convenção Nacional do Partido Democrata nomeia o senador John Kennedy como candidato à Casa Branca.

Kennedy vence o senador texano Lyndon Johnson, indicado no dia seguinte como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, e derrota na eleição presidencial o vice-presidente Richard Nixon, com quem trava os primeiros debates presidenciais transmitidos pela televisão da história.

Kennedy se torna o mais jovem presidente dos EUA e o primeiro católico; o segundo é Joe Biden. No seu breve governo (1961-63), há a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, e a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS. Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começa a construir o Muro de Berlim.

O governo Kennedy decide enviar um homem à Lua e apoia o movimento pelos direitos civis dos negros, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. Mas amplia o envolvimento de assessores militares americanos na Guerra do Vietnã (1955-75). Acaba tragicamente com a morte do presidente num atentado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

FORD DEMITE IACOCCA

    Em 1978, o presidente da companhia automobilística Ford, Henri Ford II, demite o diretor-geral Lee Iacocca depois de anos de tensão entre os dois.

Filho de imigrantes italianos, Iacocca nasce na Pensilvânia em 1924 e começa a trabalhar na Ford como engenheiro em 1946. Logo passa ao setor de vendas e ascende à direção-geral depois de lançar o Mustang, um carro esportivo acessível que vira sucesso mundial.

Um ano depois de ser demitido pela Ford, Iacocca torna-se diretor-geral da Chrysler, que recebe uma ajuda de US$ 1,5 bilhão do governo dos Estados Unidos para não falir, o que enfraqueceria a indústria automobilística americana, na época a maior do mundo.

Iacocca lidera a recuperação da Chrysler, que em 1984 lucra mais de US$ 2,4 bilhões. É a década do Super-Japão, visto na época como um desafio à supremacia americana. Iacocca é uma das vozes mais eloquentes da indústria norte-americana contra o protecionismo japonês.

MAIOR CONCERTO DOS TRÊS TENORES

    Em 1997, os Três Tenores – Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo – fazem no estágio Camp Nou, em Barcelona, sua apresentação para o maior público: 65 mil pessoas.

De 1990 a 2005, estes cantores extraordinários fazem juntos 33 concertos que ajudam a democratizar a ópera.

No dia da apresentação em Barcelona, o grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassina o vereador conservador Miguel Ángel Blanco. Antes do show, há três minutos de silêncio em homenagem a Blanco.

VIDAS PRETAS IMPORTAM

    Em 2013, aparece pela primeira vez a frase "vidas pretas importam", que dá origem a um movimento antirracista nos Estados Unidos.


Indignada com a absolvição na Flórida do vigilante George Zimmerman, que matara em 2012 o jovem negro Trayvon Martin, de 18 anos, Alicia Garza, residente na Califórnia, escreve no Facebook as palavras que se tornam o novo lema da luta contra o racismo.

Garza sofre de "uma tristeza profunda". Está mais revoltada ainda porque muitos culpam a vítima e não o flagelo do racismo. Um amigo, Patrice Cullors, líder comunitário em Los Angeles, responde com a hashtag #BlackLivesMatter (VidasPretasImportam), que logo viraliza nas redes sociais.

Quando Michael Brown é morto em Ferguson, no Missouri, em 9 de agosto 2014, o movimento sai às ruas. No início, a maioria dos americanos considera o movimento radical, mas com o tempo sua ideia central é aceita como uma defesa do direito à vida.

Depois do assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 o apoio ao movimento cresce rapidamente em duas semanas nos EUA e se veem pelo mundo inteiro passeatas de negros, brancos, aborígenes, indígenas e gente de todas as origens étnicas marchando juntos contra o racismo e a violência policial.