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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Outubro

SALADINO TOMA JERUSALÉM

    Em 1187, o exército do sultão Saladino entra em Jerusalém depois de um breve cerco, tomando a cidade que estava em poder dos cristãos desde a Primeira Cruzada, em 1099.

Depois de uma vitória decisiva em Hattin, o sultão negocia a rendição, poupando civis para permitir uma retirada ordeira dos cristãos. A conquista de Jerusalém choca a Europa.

A Terceira Cruzada (1189-92), a Cruzada dos Reis (Frederico Barbarruiva, do Sacro Império Romano-Germânico; Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra; e Felipe Augusto, da França), tenta retomar a cidade sagrada para três religiões (cristianismo, islamismo e judaísmo), mas não consegue.

DARWIN VOLTA À INGLATERRA

    Em 1836, o naturalista Charles Darwin chega a Falmouth, na Cornualha, no Sudoeste da Inglaterra, depois de cinco anos de viagem a bordo do navio Beagle em que coleta espécimens e faz observações que servem de base à sua Teoria da Evolução das Espécies através da seleção natural e da seleção sexual, que seria apresentada no livro A Origem das Espécies.

O objetivo da expedição é fazer um levantamento cartográfico da costa da América do Sul, inclusive a longitude do Rio de Janeiro. A viagem é retardada pelo mau tempo. Sob o comando do capitão Robert FitzRoy, o Beagle zarpa em 27 de dezembro de 1831. Passa pela Ilha da Madeira e as Ilhas Canárias. O diário começa no Arquipélago de Cabo Verde.

Da África, passa pelos Rochedos de São Pedro e Paulo e Fernando de Noronha. Chega ao Brasil em Salvador, onde fica maravilhado pela floresta tropical e chocado pela escravidão, abolida no Reino Unido em 1807 e no Império Britânico em 1834.

Durante toda a viagem, Darwin desce várias vezes na terra para mandar cartas e coleções para o Reino Unido. Ele explora a Patagônia com gaúchos e os vê laçando emas com boleadeiras. Encontra ossos gigantes de espécies extintas. Chega às Ilhas Malvinas em 1833, pouco depois de serem ocupadas pelos britânicos, causa da guerra de 1982.

Em 13 de agosto de 1833, Darwin conhece o general, caudilho e ditador argentino Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires, que trava uma guerra de extermínio contra os índios da Patagônia, e fica indignado com brutalidade do que talvez seja o caudilho mais importante da história da América Latina.

O Beagle dá a volta pelo Sul do continente. No Chile, Darwin vai Valdívia, Concepción e Valparaíso, onde compra cavalos para chegar até Mendoza, na Argentina, na Cordilheira dos Andes. Depois, para em Lima e uma semana depois, em 15 de setembro de 1835, chega às Ilhas Galápagos, no Equador, onde se impressiona com as tartarugas-gigantes, que lhe parecem antediluvianas.

A expedição deixa Galápagos em 20 de outubro e segue rumo ao Taiti, à Austrália e à Nova Zelândia. Darwin está impactado com o contado com homens que considera selvagens, os fueguinos da Terra do Fogo e os maoris da Nova Zelândia, que vê como inferiores aos taitianos, vivendo em casas "sujas e imundas". Com uma visão imperialista, vê benefício nas fazendas dos colonos. Gosta mais da Austrália, onde chega em 12 de janeiro de 1836, especialmente da cidade de Sídnei.

Em Albany, na Austrália, o biólogo participa de uma dança aborígene, que descreve "uma cena rude e bárbara" com "tudo se movimentando numa harmonia horrível", mas gosta dos aborígenes, "bem-humorados" e "com espírito elevado".

O Beagle chega em 1º de abril de 1836 à Ilha dos Cocos, no Oceano Índico, que tem uma economia baseada no coco. Em 31 de maio, Darwin desembarca no Cabo da Boa Esperança, onde sabe por carta da irmã que suas cartas sobre a geologia da América do Sul foram publicadas.

Darwin deixa a Cidade do Cabo em 18 de junho, passa pela Ilha de Santa Helena, volta a Salvador e vai a Olinda e Recife, onde fica mais uma vez revoltado com a escravidão. Com ironia, "comemora" o fato de que o Brasil, um país escravocrata, seja o único país onde é maltratado.

Na etapa final da viagem, o Beagle sai de Pernambuco em 19 de agosto de 1836, reabastece no Arquipélago dos Açores e chega à Inglaterra em 2 de outubro.

FASCISTAS PREPARAM INVASÃO DA ETIÓPIA

    Em 1935, o imperador Hailé Salassié ordena a mobilização do Exército diante de informações de que a Itália Fascista de Benito Mussolini está prestes a invadir a Etiópia. É o início da Segunda Guerra Ítalo-Etíope.

A Etiópia é um dos poucos países independentes em uma África dominada pelo imperialismo europeu em 1934. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pela Itália, serve de pretexto para a invasão fascista em 3 de outubro de 1935.

Sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, os italianos vencem o mal equipado e mal treinado Exército da Etiópia, mas enfrentam uma resistência feroz e usam armas químicas. Conseguem uma vitória decisiva no Lago Achangui, em 9 de abril de 1936 e tomam Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país, o que o torna num herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas. A conquista da Etiópia pela Itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

FIM DO LEVANTE DE VARSÓVIA

    Em 1944, os últimos rebeldes poloneses se rendem à Alemanha Nazista, que ocupa a Polônia desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Dois meses antes, sabendo do avanço do Exército Vermelho, que está derrotando as forças nazistas na frente oriental, a resistência polonesa inicia uma rebelião. 

O Levante de Varsóvia começa em 1º de agosto e dura 63 dias. Durante pelo menos 40 dias, a resistência domina a situação. É a maior empreitada militar de uma resistência na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. 

O Exército Vermelho estaciona a 10 quilômetros do centro da capital polonesa e não intervém a favor dos rebeldes. Stalin quer o controle absoluto do território conquistado, sem dividir com a resistência.

PRIMEIRO NEGRO NA SUPREMA CORTE

    Em 1967, o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, Earl Warren, dá posse a Thurgood Marshall, primeiro juiz negro do supremo tribunal norte-americano.

Como chefe da assessoria jurídica da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), Marshall defende mais de uma dúzia de causas na Suprema Corte contestando a discriminação racial, especialmente nas escolas. É um dos arquitetos da legislação que acaba com a discriminação legal nos EUA nos anos 1960s.

MORRE TOM PETTY

    Em 2017, o cantor e compositor de rock Tom Petty morre aos 66 anos em Santa Mônica, na Califórnia, de uma overdose involuntária por mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, entre eles provavelmente fentanil, a droga que mais mata hoje nos Estados Unidos.

Thomas Earl Petty nasce em Gainesville, na Flórida, em 20 de outubro de 1950. Aos 10 anos, um tio o apresenta a Elvis Presley durante uma filmagem na Flórida. Dois anos depois, começa a tocar guitarra. Ele larga a escola no ensino médio para viajar com sua banda Mudcrutch.

Quando chega a Los Angeles, a banda se dissolve. Surgem Tom Petty and the Heartbreakers, que lançam um álbum do mesmo nome em 1976, sem grande sucesso nos Estados Unidos. Mas a música Breakdown estoura no Reino Unido.

Em 1986, os Heartbrakers tocam na turnê de Bob Dylan. Tom Petty, Dylan, o ex-beatle George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne formam o supergrupo Travelling Wilburys, que ganha um Prêmio Grammy em 1989. Ele lança dois álbuns solo de grande sucesso, Full Moon Fever e Wildflowers (1994), que vende milhões de cópias.

O divórcio de sua mulher de mais de 20 anos, em 1966, é um grande abalo psicológico. Tom Petty começa a usar heroína. Nesta época, ele lança seu álbum mais intimista, Echo (1999). Petty casa de novo em 2001, com show de Little Richard no casamento. Em 2002, Tom Petty and the Heartbreaks entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Outro marco da carreira com os Heartbreakers é fazer o show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato nacional de futebol norte-americano, a maior audiência da televisão nos EUA

Em outubro de 2017, quando os Heartbreakers festejam 40 anos, Tom Petty morre. Tem uma parada cardíaca total por overdose involuntária com uma mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, provavelmente fentanil, a droga que matou 72 mil norte-americanos num ano.

 

JAMAL KHASHOGGI ESQUARTEJADO

   Em 2018, o jornalista saudita residente nos Estados Unidos Jamal Khashoggi entra no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento que precisa para se casar. É torturado, esquartejado e morto, ao que tudo indica por seguranças do príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, o homem-forte da ditadura teocrática saudita.

O corpo nunca é encontrado. Uma tropa de choque saudita chega a Istambul para cometer o crime e volta para a Arábia Saudita no mesmo dia.

A morte de Khashoggi provoca uma reação internacional que isola a monarquia saudita num primeiro momento. O então presidente norte-americano Donald Trump, que fez sua primeira viagem ao exterior como presidente à Arábia Saudita, declara acreditar que o príncipe herdeiro é inocente. 

O presidente Joe Biden inicialmente trata MbS como um pária. Com a Guerra da Ucrânia e a crise energética causada pelas sanções econômicas à Rússia, tenta negociar com o príncipe saudita um aumento na produção de petróleo. MbS opta por se associar a Moscou para aumentar os preços, que rondam os US$ 100 por barril.

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

CONQUISTA DO EGITO

    Em 642, o general Amir ibn al-As invade Alexandria e consolida a conquista do Egito pelos árabes, iniciada três anos antes.

General de sucesso, Amir é também um administrador capaz e um político astuto. No Egito, organiza um sistema de arrecadação de impostos, a administração da cidade e cria uma guarnição militar.

Vinte anos depois da morte do profeta Maomé e 30 depois da fundação do Islamismo, os muçulmanos iniciam a conquista do Norte da África, que leva à invasão da Península Ibérica em 711.

MANDATO BRITÂNICO PARA A PALESTINA

    Em 1923, entra em vigor o mandato aprovado pelo Conselho da Liga das Nações para que o Império Britânico estabeleça uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

Depois de séculos de perseguição na Europa, os judeus são vítimas no fim do século 19 de pogroms (massacres) na Europa Oriental e a discriminação fica evidente no Caso Dreyfus, quando um capitão judeu do Exército da França é condenado por traição para a Alemanha e enviado para cumprir pena na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A Justiça leva anos para reconhecer o erro.

Em 1895, o austríaco Theodor Herzl publica o livro O Estado Judeu, marco do movimento sionista, para criar uma pátria para o povo judeu. Vários lugares são cogitados, o Sul da Argentina, Uganda, no coração da África, ou a Palestina.

No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando é evidente a derrota do Império Otomano, em 2 de novembro de 1917, o ministro do Exterior britânico, Lorde Arthur James Balfour, envia uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, 

A Declaração de Balfour promete fundar um lar nacional para o povo judeu na Palestina se o Império Otomano for derrotado. Mas determina que "nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina".

O Estado de Israel é criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947 e fundado em 1948, depois da tentativa de extermínio do povo judeu pela Alemanha Nazista no Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Os vizinhos árabes não aceitam e invadem Israel. A Guerra da Independência de Israel vai até o início de 1949, mas o estado de guerra persiste até hoje com vários países árabes.

Até hoje não se chegou a uma harmonia entre os dois povos habitantes da Palestina.

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1945. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa quase 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconhece a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia, o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 33.771 homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). É o pior massacre isolado da guerra.

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, a SS (Schuzstaffel), tropa de choque do regime nazista, começa a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre é concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, negros, gays e deficientes morrem no Holocausto, num total estimado em 11 milhões de mortes.

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

    Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tem armadas de destruição em massa. 

Saddam estaria comprando urânio do Níger, de acordo com informe do serviço secreto da Itália, na época governada pelo primeiro-ministro Silvio Beslusconi. Wilson investiga a alegação e conclui que é falsa

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crime nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo: não revelar a fonte que não quer publicidade.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush jr. comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2007-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras com a recuperação do setor.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O índice de desemprego chega a um pico de 10,6% em janeiro de 2010 e cai até a pandemia.

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domingo, 27 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

INVASÃO NORMANDA

    Em 1066, depois de um atraso por causa do mau tempo, Gulherme, Duque da Normandia, embarca seu exército de 7 mil homens e zarpa em direção ao Sudeste da Inglaterra. É o início da Conquista Normanda, um marco na história do país.

O rei Eduardo, o Confessor (1042-66), herdeiro da dinastia anglo-saxã de Alfredo, o Grande (886-899), não tem filhos. Guilherme da Normandia reivindica o trono sob a alegação de que lhe fora oferecido por Eduardo durante uma visita à Inglaterra. Mas os nobres ingleses coroam Haroldo Godwinson, da família mais rica do país, como Haroldo II em 6 de janeiro de 1066.

É um reinado curto. Haroldo II morre na Batalha de Hastings, em 14 de outubro de 1066, e Guilherme, o Conquistador, se torna rei da Inglaterra como Guilherme I mantendo suas possessões na Normandia. Isto leva a conflitos e reivindicações de soberania entre a França e a Inglaterra até a formação de uma aliança, a Entente Cordiale, em 8 de abril de 1904.

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e planos para converter os muçulmanos e reconquistar Jerusalém.

Como a Terra Santa está sob o domínio do Império Otomano, sem poder chegar a Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola é canonizado.

Os jesuítas são fundamentais na colonização e na educação da América Latina, já que os impérios Português e Espanhol entregam as escolas à Igreja Católica. Em 28 de junho de 1759, pouco depois da destruição da República Guarani, o todo-poderoso primeiro-ministro português Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marques do Pombal, expulsa os jesuítas do Império Português.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, que seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos. Tudo muda com o lançamento em 10 de janeiro de 1776 do panfleto Sementes do Homem, do revolucionário britânico Tom Paine. Seis meses depois, os EUA proclamaram a independência.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os norte-americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780. O Tratado de Paris, reconhecendo a independência dos EUA, é assinado em 3 de setembro de 1783.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Polônia se rende à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

A guerra na Europa começa en 1º de setembro de 1939 com o bombardeio de Gdansk e a invasão por terra da Polônia, sob a acusação de que alemães estavam sendo discriminados, maltratados e agredidos no país. (Qualquer semelhança com a desculpa do ditador russo Vladimir Putin para invadir a Ucrânia não é mera coincidência.)

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus leva à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia. É o maior centro de extermínio do Holocausto, onde morrem 1,5 milhão de pessoas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Dez dias antes, em 17 de setembro, a União Soviética invade o Leste da Polônia e prende todo o oficialato das Forças Armadas, policiais, intelectuais e altos funcionários polonesas que foge com a invasão nazista. No Massacre de Katyn, em abril e maio de 1940, a NKVD, a polícia política de Josef Stalin, mata quase 22 mil poloneses e esconde. Quando os restos mortais são descobertos, acusa os nazistas. Só no governo de Mikhail Gorbachev a URSS assume a responsabilidade pelo Massacre de Katyn.

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opõe aos aliados (Reino Unido, França e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, a bióloga Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson nasce em 27 de maio de 1907 em Springdale, no estado da Pensilvânia, onde seus pais têm uma propriedade rural de 26 hectares. Leitora ávida, na juventude Rachel lê grandes escritores como Herman Melville, Joseph Conrad e Robert-Louis Stevenson. Ela conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pede então que escreva um livro com foco principal no DDT. Ela pesquisa durante quatro anos.

A indústria química reage com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morre de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criam a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começa a deixar de ser usado a partir de 1972.

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 22 de Setembro

ESPIÃO ENFORCADO

    Em 1776, o revolucionário norte-americano Nathan Hale morre na forca sob a acusação de traição um dia depois de ser preso pelos britânicos durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83).

Hale nasce em 6 de junho de 1755 em Coventry, em Connecticut. Ele estuda na Universidade de Yale e se torna professor. Em 1775, entra para um regimento em Connecticut. Serve no cerco de Boston e é promovido a capitão.

Nathan Hale vai para Nova York com a brigada de William Heath e participa da captura de um navio de suprimentos. Depois de penetrar as linhas britânicas em Long Island, é preso em 21 de setembro de 1776 ao tentar voltar para seu regimento e executado sumariamente no dia seguinte.

Herói e mártir da independência, declara antes de morrer: "Só lamento ter apenas uma vida para dar pelo meu país."

ABOLIÇÃO NOS EUA

    Em 1862, o presidente Abraham Lincoln anuncia que fez um projeto de Declaração de Emancipação para acabar com a escravatura nos Estados Unidos e reorienta a Guerra da Secessão (1861-65) para uma luta contra a escravidão.

O objetivo inicial do presidente é defender a União, a unidade nacional, contra o separatismo dos 11 Estados Confederados da América, que querem dividir o país para manter a escravidão

Lincoln faz a Declaração de Emancipação em 1º de janeiro de 1863, libertando os escravos dos estados do Sul na expectativa de que se juntem às forças da União, o que acontece em grande escala. Mas o Congresso só aprova a Emenda nº 13 à Constituição dos EUA, que acaba com a escravatura, em janeiro de 1865. 

O comandante militar do Sul, general Robert Lee, se rende ao comandante militar do Norte, general Ulysses Grant, em 9 de abril de 1865, mas a notícia só chega a Galveston, no Texas, em 19 de junho, dia em que os norte-americanos comemoram o fim da escravidão. 

Para entrar em vigor, uma emenda constitucional nos EUA  precisa ser aprovada por dois terços da Câmara e do Senado, e ratificada por pelo menos três quartos dos estados. A Emenda nº 13 entra em vigor em 6 de dezembro de 1865. 

Seu texto diz que "nem a escravidão nem a servidão involuntária, exceto como punição por crime pelo qual a parte tenha sido devidamente condenada, deve existir dentro dos EUA ou em qualquer lugar sob sua jurisdição."

FORD ESCAPA DE ATENTADO

    Em 1975, Sara Jane Moore aponta uma arma para o presidente Gerald Ford quando ele sai do Hotel Saint Francis, em São Francisco, mas a arma é desviada por um popular, 17 dias depois que ele escapou de outra tentativa de assassinato, também de uma mulher, Lynette Fromme.

Ambas são perturbadas mentalmente. Logo, o Serviço Secreto prende Sara Moore, que é condenada e cumpre pena até receber liberdade condicional em 31 de dezembro de 2007.

GUERRA IRÃ-IRAQUE

    Em 1980, por ordem do ditador Saddam Hussein, o Iraque invade a província iraniana do Cuzistão, rica em petróleo, dando início à Guerra Irã-Iraque, dura oito anos e mata um milhão de muçulmanos.

Por causa da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini no Irã, os Estados Unidos, a União Soviética e os países árabes apoiam o Iraque de Saddam Hussein, mas os iranianos resistem e o conflito termina num impasse.

Dentro da Guerra Irã-Iraque, há uma guerra dos petroleiros, quando os dois lados atacavam os navios-tanques do outro, e uma guerra das cidades, com intenso bombardeio de zonas urbanas. Em 20 de agosto de 1988, o aiatolá Khomeini aceita a proposta de cessar-fogo do Iraque. Os últimos prisioneiros de guerra são trocados em 2003.

Com a economia iraquiana arrasada pela guerra, Saddam pressiona os vizinhos Kuwait e Arábia Saudita, acusando-os de roubar petróleo de campos compartilhados, e invade o Kuwait em 2 de agosto de 1990. Os EUA reagem e, à frente de uma aliança militar de mais de 30 países, expulsam os iraquianos do Kuwait na Guerra do Golfo (1991).

SINDICATO SOLIDARIEDADE

    Em 1980, os delegados de 36 sindicatos de trabalhadores fundam, sob a liderança de Lech Walesa, o Solidariedade, o sindicato que virou partido e está no centro da luta pela democracia na Polônia.

O Solidariedade tem origem no Comitê de Defesa dos Trabalhadores (KOR), criado em 1976 depois de milhares de prisões de grevistas, para dar assistência às famílias dos presos, ajuda em saúde e educação e distribuir notícias clandestinamente. Em 1979, o KOR divulga a Carta dos Direitos dos Trabalhadores.

Em 1980, uma onda de greves tem o Estaleiro Lenin, em Gdansk, como centro. Um acordo com o governo, em 31 de agosto, dá o direito de criar sindicatos livres e independentes.

Com o golpe do general Wojciech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, o Solidariedade é proscrito até abril de 1989, quando sai da clandestinidade para conquistar a vitória sobre o regime comunista nas primeiras eleições democráticas no Bloco Soviético desde os anos 1940.

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sábado, 19 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Setembro

DUCADO DA PRÚSSIA

    Em 1657, João II Casimiro Vasa, rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia, renuncia no Tratado de Wehlau à suserania sobre o Ducado da Prússia e nomeia Frederico Guilherme, Grande Eleitor de Brandemburgo desde 1640, como governante soberano do ducado, que fica na Prússia Oriental, hoje dividida entre Polônia, Lituânia e Rússia.

As partes no tratado são a Suécia, de um lado, e a Comunidade Polaco-Lituânia, do outro. Em troca da ajuda militar na Segunda Guerra Nórdica (1655-60) e da devolução de Vármia à Polônia, o rei polonês dá à Dinastina Hohenzollern de Brandemburgo a soberania hereditária sobre o Ducado da Prússia.

A dinastia reconstrói Brandemburgo depois da Guerra dos Trinta Anos (1618-48), mas não tem como manter um exército capaz de garantir a independência. Precisa de aliados, no caso, da Polônia. No fim da guerra, a Polônia conserva Elbing, mas Lauemburgo, Bütow e Draheim vão para Brandemburgo-Prússia.

O Tratado de Wehlau fica em vigor até 18 de setembro de 1773, quando é substituído pelo Tratado de Varsóvia, depois da primeira divisão da Polônia. É um dos maiores erros de política externa da história polonesa. 

Em 5 de agosto de 1772, a Áustria, a Prússia e a Rússia tomam um terço do território e a metade da população da Polônia. A segunda divisão da Polônia acontece em 1793. A terceira divisão, em 1795, acaba com a Comunidade Polaco-Lituana, que foi um dos maiores países da Europa em área. 

Com a unificação da Alemanha, sob o primeiro-minnistro Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, em 1871, depois de vitórias militares sobre a Áustria, a Dinamarca e a França, a Prússia é o estado mais poderoso do Império Alemão.

A Polônia só recupera a independência no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1918. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa com a invasão da Alemanha Nazista na Polônia, em 1º de setembro de 1939. 

A União Soviética mata todo o oficialato polonês no Massacre da Floresta de Katyn, cerca de 22 mil pessoas, em abril de 1940, ocupa a Europa Oriental no fim da guerra e impõe regimes comunistas que duram até 1989, quando abrem-se a Cortina de Ferro e o Muro de Berlim, marcos da divisão do mundo na Guerra Fria. 

DESPEDIDA DE WASHINGTON

    Em 1796, o jornal American Daily Advertiser, publica na Filadélfia o Discurso de Despedida do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington (1789-97). Num dos documentos fundadores da política externa do país, Washington recusa uma segunda reeleição e apela a seus compatriotas para manter a neutralidade e evitar o envolvimento em conflitos e alianças com a Europa.

O texto é atribuído a três país da pátria; além de Washington, a James Madison e Alexander Hamilton. Madison prepara a versão inicial em 1792, no fim do primeiro mandato de Washington. Hamilton aproveita os primeiros parágrafos de Madison, reescreve e amplia o discurso. Washington revisa e faz a edição final.

No início, o presidente explica a decisão de não concorrer a um terceiro mandato. Diz que queria ter saído no fim do primeiro mandato, mas a conjuntura internacional era perigosa, com a tensão com o Reino Unido, a Revolução Francesa e as guerras na Europa.

Ao futuro presidente, que ainda não está eleito, e à população em geral, Washington lembra que a liberdade e a prosperidade dos EUA dependem da União. Para manter a república e a federação, o país precisa se manter unido.

Em seguida, Washington chama a atenção para as forças capazes de destruir aos EUA: regionalismo, partidarismo e engajamentos no exterior. Ele teme que partidos regionais fortes destruam o país, que o faccionalismo leve os eleitores a votar com base na lealdade a um partido e não ao bem comum, e que o partidarismo alimente um "espírito de vingança" entre os derrotados. Note-se que estes problemas estão presentes hoje na política dos EUA e de outros países democráticos.

George Washington adverte o povo estar alerta contra déspotas em potencial capazes de usar os partidos como "máquinas poderosas para subverter o poder popular e usurpar para si as rédeas do governo".

A maior ameaça é o faccionalismo, a divisão interna, combinada com uma invasão estrangeira, que o partidarismo "abra a porta para a influência externa e a corrupção". Em vez de escolher o melhor candidato, os eleitores tomam suas decisões com base em "ciúmes infundados e alarmes falsos". A difusão de notícias falsas e mentirosas é antiga.

Para evitar intervenções militares estrangeiras, Washington defende uma política externa baseada na neutralidade e no comércio com todos os países, sem aliados nem inimigos permanentes

Washington também destaca a importância da educação para a democracia ao alertar que são "objeto de uma importância primária instituições para a difusão geral do conhecimento. Na proporção em que a estrutura do governo dá força à opinião pública, é essencial que a opinião pública seja iluminada."

No fim, ao falar de seu legado, menciona "a influência benigna de boas leis sob um governo livre".

PIONEIRISMO DO VOTO FEMININO

    Em 1893, com a assinatura da Lei Eleitoral pelo governador-geral, Lorde Glasgow, representante da rainha Vitória, a Nova Zelândia se torna o primeiro país do mundo a dar o direito de voto para as mulheres, depois de anos de movimento sufragista.

As neozelandesas votam e podem ser candidatas pela primeira vez nas eleições de 28 de novembro de 1893. Elizabeth Yates é eleita prefeita de Onehunga. É a primeira mulher a ocupar este cargo no Império Britânico, cuja rainha era mulher, Vitória, e começa no reinado de Elizabeth I (1558-1603).

Nos Estados Unidos, as mulheres conquistam o direito de voto em 1920, no Reino Unido em 1928 e no Brasil em 1934.

NAZISTAS BOMBARDEIAM LENINGRADO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista rompe o Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da guerra, e invade a União Soviética em 22 de junho, cerca Leningrado a partir de 8 de setembro e bombardeia a cidade no dia 19, matando mais de mil russos.

Ao entrar na URSS, o Exército nazista avança em três direções: no Sul, rumo à Ucrânia e ao Vale do Rio Volga; no Centro, em direção a Moscou: e no Norte, rumo a Leningrado (hoje São Petersburgo). O ditador Adolf Hitler pretende arrasar a cidade e entregá-la à Finlândia, que era aliada e atacava a URSS pelo norte.

"O Führer decidiu varrer São Petersburgo da face da Terra", declarou Hitler a seus generais.

Uma tentativa de tomar a cidade com divisões de tanques fracassa em agosto. O Cerco de Leningrado é um dos episódios mais brutais da Segunda Guerra Mundial. Dura 872 dias, até 27 de janeiro de 1944, mata cerca de 800 mil e tenta submeter a cidade pela fome. Os pais proíbem os filhos jovens de sair de casa porque há um mercado negro de carne humana.

TERREMOTO ABALA MÉXICO

    Em 1985, um terremoto de 8,1 graus na escala aberta de Richter atinge a Cidade do México às 7h18min, mata 10 mil pessoas, fere outras 30 mil e deixa dezenas de milhares sem casa.

A capital do México fica num planalto cercado de montanhas e vulcões que antigamente era coberto de lagos. Fica em cima de um aquífero e de areia muito menos estável do que uma rocha que pode se mover rapidamente durante um tremor de terra.

Três mil prédios têm de ser demolidos e 100 mil sofrem danos graves.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Setembro

Em 1394, o rei Carlos VI ordena a expulsão de todos os judeus da França. 

Com o antissemitismo crescente, os franceses queimam os livros sagrados do judaísmo e cobram impostos discriminatórios dos judeus. Eles são acusados pela pandemia da Peste Negra (1346-53).

Os judeus são expulsos e têm as propriedades confiscadas em 1306. Para voltar, em 1315, precisam pagar. Por uma lei de 1315, os judeus não podem falar de sua religião publicamente, são obrigados a usar um distintivo de identificação como fariam sob o Nazismo e são advertidos contra a usura, uma acusação frequente.

Depois da expulsão de 1394, os judeus só voltam à França no século 18, fugindo da discriminação e perseguição na Europa Oriental. Na época da Revolução Francesa de 1789, há 40 mil judeus na França. A revolução lhes dá os direitos, mas o antissemitismo continua, como no Caso Dreifus, no fim do século 19, e os judeus franceses são parcialmente exterminados durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45), de 1940 a 1944.

Hoje os judeus são 1% da população francesa.

GUERRA DOS TRINTA ANOS

    Em 1631, um exército sueco-saxão sob o comando do rei Gustavo II Adolfo, da Suécia, destrói o exército do imperador Fernando II de Habsburgo, do Sacro Império Romano-Germânico e da Liga Católica na Batalha de Breitenfeld, durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), uma guerra mundial com 8 milhões de mortes que chega ao Brasil com as Invasões Holandesas no Nordeste.

A tensão criada pela Reforma da Igreja aumenta no início do século 17 com a fundação da União Protestante e da Liga Católica. A guerra começa na Boêmia, hoje República Tcheca, com a Segunda Defenestração de Praga. 

Em 23 de maio de 1618, protestantes revoltados com a destruição de um dos seus templos, invadem o Castelo de Praga e jogam pela janela dois ministros e um secretário do rei Fernando II, da Boêmia, futuro imperador do Sacro Império, que só permite uma religião, o catolicismo, na Boêmia e na Morávia.

A grande disputa é entre pequenos Estados e principados alemães católicos e protestantes. A Espanha entra na guerra ao lado do Sacro Império. A Holanda, a Suécia e a Dinamarca apoiam os protestantes. Os católicos levam vantagem na primeira fase, que inclui a Primera Invasão Holandesa no Nordeste (1624-25).

Os protestantes holandeses declaram independência da Espanha em 1581, um ano depois de Portugal e Espanha formarem a União Ibérica, quando a morte do rei Dom Sebastião, na Batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, deixa o trono português sem herdeiro. Começa o período conhecido na História do Brasil como Domínio Espanhol (1580-1640).

A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, fundada em 1621, ataca Salvador em 9 de maio de 1624 com uma esquadra de 26 navios e 3.400 homens sob o comando do almirante Jacob Willekens. Bombardeia a capital colonial do Brasil e a conquista em 24 horas. O governador-geral se refugia no palácio, mas é preso, assina a rendição e é enviado para a Holanda, onde é libertado em 1626. 

Em 30 de março de 1625, uma armada luso-espanhola de 52 navios, 14 mii homens e 1.185 armas de fogo chega à Bahia. É a maior enviada ao Hemisfério Sul até então. Sob o comando do almirante espanhol Dom Fradique de Toledo y Osorio, inicia a batalha para libertar Salvador do domínio holandês, o que acontece em 1º de maio daquele ano.

Na segunda fase da Guerra dos Trinta Anos, o Período Sueco, o poderoso primeiro-ministro da francês, o Cardeal de Richelieu, se alia a Gustavo II da Suécia. A França, um país católico, sente-se cercada pelos Habsburgo da Espanha e do Sacro Império, e se alia aos protestantes.

Gustavo Adolfo desembarca no que hoje é o Norte da Alemanha em 1630 e logo conquista a Pomerânia, mas não consegue impedir a destruição de Madgeburgo em 1631 pelas forças imperiais sob o comando do Conde de Tilly.

Em setembro de 1631, o Sacro Império invade a Saxônia e ocupa Leipzig. O exército protestante tem 26 mil suecos e 16 mil saxões. Às duas da tarde, o temerário general católico Gottfried zu Pappenheim lança um ataque contra as forças de Johan Baner, seis regimentos de cavalaria com destacamentos de infantaria. É repelido sete vezes.

A cavalaria de Fürstenberg ataca os saxões, que estão no lado esquerdo da formação dos protestantes. Despreparados, seus soldados debandam logo. Com a saída dos saxões, o Conde de Tilly desvia suas forças para a direita para atacar os protestantes pelo flanco. Mas as brigadas suecas são mais ágeis e bloqueiam a manobra.

Gustavo II vê uma oportunidade e ataca o novo flanco esquerdo de Tilly, onde se concentra a artilharia imperial. Toma parte dessas armas e bombardeia os católicos com seus próprios canhões. O rei da Suécia morre na Batalha de Lützen, em 16 de novembro de 1632.

O Período Sueco vai até 1635, quando começa a terceira e última fase da guerra, o Período Francês. Inicialmente Richelieu não queria entrar em guerra contra a Espanha e a Áustria. Em 19 de maio de 1635, a França declara guerra à Espanha, o outro grande domínio da Dinastia Habsburgo na Europa, ao lado da Áustria e regiões dependentes da Europa Central.

Em 1º de maio de 1640, Richelieu apoia a Revolta de Lisboa, que pede o fim da União Ibérica, do domínio espanhol sobre o Império Português. A monarquia portuguesa é restaurada em 1º de dezembro e Dom João IV se torna rei. É o primeiro da Dinastia de Bragança, que reina até a queda da monarquia, em 1910.

No fim da Guerra dos Trinta Anos, a França tem um exército de 100 mil homens aliado das Províncias Unidas dos Países Baixos (Holanda e Bélgica), da Suécia, da Confederação Helvética (Suíça), de principados alemães e de alguns Estados italianos.

A Paz da Vestfália é firmada em 24 de outubro de 1648. Consagra o princípio de soberania nacional, com liberdade de culto para católicos e protestantes. A Espanha perde seu império europeu. Deixa de ser a maior potência do continente, lugar ocupado pela França.

ASSINADA CONSTITUIÇÃO DOS EUA

    Em 1787, 38 dos 41 delegados da Convenção Constitucional da Filadélfia assinam a Constituição dos Estados Unidos da América. 


A Convenção Constitucional se reúne de 25 de maio a 17 de setembro de 1787 no Salão da Independência, na Filadélfia, no estado da Pensilvânia, com delegados de 12 dos 13 estados. Rhode Island se nega a enviar representantes. Seu mandato inicial é emendar os Artigos da Confederação, mas isso é insuficiente para o novo país.

A Constituição dos EUA tem sete artigos. Divide o governo em três poderes, legislativo, executivo e judiciário, tema dos três primeiros artigos. O artigo 4 dispõe sobre o federalismo e a divisão das competências entre o governo federal e os governos estaduais. O artigo 5 apresenta as regras para emendar a Constituição. O artigo 6 estabelece que a Constituição e as leis federais que dela emanam estão acima das leis estaduais e municipais. O artigo 7 fala sobre a ratificação e as emendas da carta.

Depois da aprovação na Convenção Constitucional por pelo menos três quintos dos votos, a Constituição dos EUA precisa ser ratificada por pelo menos três quartos dos estados, o que acontece em 1788. A Constituição entre em vigor em 1789.

Logo, começa um debate sobre os direitos e garantias individuais que não estariam na Constituição. São apresentadas 12 emendas. 

Dez são aprovadas e consideradas uma declaração de direitos, entre eles a liberdade de expressão, de religião e de associação para fins pacíficos, o direito de processar o Estado, os direitos de portar armas, de ficar em silêncio em interrogatórios para não se incriminar, de ter um julgamento justo e imparcial, de não perder bens e direitos sem sentença judicial e de não ser submetido a tratamento ou punição cruel ou desumana.

Desde 1787, são aprovadas 27 emendas à Constituição.

GUERRA CIVIL ARGENTINA

    Em 1861, as forças da Província de Buenos Aires, sob o comando do governador Bartolomeu Mitre, vencem o exército da Confederação Argentina, sob a chefia do general Justo José de Urquiza na Batalha de Pavón, na Província de Santa Fé.

É uma batalha decisiva da Guerra Civil Argentina. Mitre é líder dos unitários, que defendem um governo central forte, e se instalam no poder em Buenos Aires depois da derrota do ditador Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires (1829-52), talvez o caudilho mais importante da história da América Latina, na Batalha de Monte Caseros, em 1852, na última vez em que o Brasil está em guerra contra a Argentina.

Como o Brasil apoia o general Urquiza contra Rosas, Urquiza espera a mesma ajuda durante o conflito com Mitre, quando lidera os federalistas a favor de autonomia regional. Sua derrota marca o fim da Confederação Argentina e a reincorporação de Buenos Aires como a capital do país.

Sem reconhecer o governo Mitre, Urquiza fica no Paraguai, onde se alia ao ditador Francisco Solano López, que deflagra a Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança (1864-70), em que Mitre é o comandante militar da Argentina e aliado nos primeiros anos.

URSS INVADE A POLÔNIA

    Em 1939, a União Soviética invade o Leste da Polônia depois que o ministro do Exterior soviético, Viacheslav Molotov, declara que o governo polonês não existe mais, 17 dias depois da invasão do país pela Alemanha Nazista, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

As duas invasões são resultado do Pacto Germano-Soviético, um pacto de não agressão firmado entre Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939.

Com a invasão nazista, o Exército da Polônia recua e vai para o lado ocupado pela URSS, que prende todos os militares e policiais, e parte dos funcionários públicos civis e intelectuais, num total de quase 22 mil homens. Todos são executados pela polícia política stalinista, a NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos), no Massacre da Floresta de Katyn, em abril e maio de 1940.

Quando Hitler rompe o pacto de não agressão e invade a URSS, em 22 de junho de 1941, e a URSS entra na guerra ao lado dos aliados, o governo polonês no exílio pede a libertação dos 22 mil compatriotas. Em 1943, a Alemanha descobre os cemitérios clandestinos. A URSS culpa os nazistas. 

Só em 1990, com a abertura democrática promovida pelo líder Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS admite a responsabilidade pelo Massacre de Katyn, tema do filme Katyn, do cineasta polonês Andrzej Wajda.

THE WHO DETONA

    Em 1967, no fim de uma apresentação da explosiva banda de rock britânica The Who com a música My Generation na televisão norte-americana, o baterista Keith Moon detona uma bomba que deixa o cabelo do guitarrista Pete Townshend chamuscado, estilhaços no braço do próprio Moon e tira do ar o show The Smothers Brothers Comedy Hour.

Ao apresentar The Who no Festival de Monterrey três meses antes, Eric Burdon, da banda The Animals, avisa: "É um grupo que vai destruir você de várias maneiras." O som baixo do festival não permite a The Who mostrar a força de sua explosão musical, mas a destruição da guitarra por Townshend estimula Jimi Hendrix a queimar a sua.

O programa era cultural e politicamente subversivo. Durante três anos, is irmãos Tommy e Dick travaram um duelo com a direção da rede de TV CBS para apresentar candidatos antiestablishment. 

The Who não era politizado, mas com My Generation e o verso "espero morrer antes de envelhecer" se tornou porta-voz da juventude no conflito de gerações dos anos 1960. Gostava de tocar com som no volume máximo e de destruir os instrumentos e o palco, deixando o local arrasado como se tivesse explodido uma bomba.

Keith Moon tinha o hábito de colocar explosivos nos dois bumbos de sua bateria. Naquele dia, bota o dobro da carga.

ACORDOS DE CAMP DAVID

    Em 1978, o presidente do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, assinam acordos de paz intermediados pelos Estados Unidos no governo Jimmy Carter (1977-81).



A Assembleia Geral das Nações Unidas aprova em 29 de novembro de 1947, a divisão do território histórico da Palestina, que está sob administração do Império Britânico, com mandato da Liga das Nações, entre um país árabe e outro judeu. 

Como os árabes não aceitam a criação de Israel, quando o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes invadem no dia seguinte. A Guerra de Independência de Israel vai até 10 de março de 1949.

Quando o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza a empresa que opera o Canal de Suez, em 1956, a França e o Reino Unido declaram guerra ao Egito com o apoio de Israel. Os EUA ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) à libra esterlina e ao franco francês, ainda abalados pela Segunda Guerra Mundial (1939-45). A guerra acaba e o Egito fica com o canal.

Em 5 de junho de 1967, depois de Nasser ameaçar fechar o canal, Israel bombardeia as forças aéreas do Egito, da Síria e da Jordânia no solo, domina o espaço aéreo e obtém uma vitória rápida na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que era da Jordânia.

Desde então, a questão dos territórios árabes ocupados e a criação de um Estado palestino são obstáculos à paz no Oriente Médio. A Guerra do Yom Kippur (1973) é a maior empreitada militar árabe da era moderna. Começa com a invasão do Sinai, o maior objetivo do Egito. Mas os EUA dão apoio decisivo a Israel com a maior ponte aérea militar da história.

Em 32 dias, os EUA entregaram 22.325 toneladas de equipamentos militares, tanques, artilharia, munição e suprimentos diretamente no campo de batalha, duas vezes mais do que a União Soviética consegue fazer com seus aliados árabes.

O ditador egípcio, Anuar Sadat, chega a dizer: "Posso lutar uma guerra contra Israel, mas não contra os EUA."

Com superioridade aérea, Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai. Está prestes a destruí-lo quando a URSS ameaça intervir e entra em alerta nuclear para o caso de guerra contra os EUA. É o único alerta nuclear sovíético conhecido durante a Guerra Fria.

Em retaliação contra os países que apoiam Israel, os países árabes exportadores de petróleo, sob a liderança da Arábia Saudita, aprovam um embargo à venda de petróleo ao Ocidente. É o início da Primeira Crise do Petróleo (1973), que quadruplica os preços em curto prazo e acaba com o modelo econômico da ditadura militar brasileira, baseado em energia e mão de obra baratas.

Sem conseguir recuperar o Sinai militarmente, Sadat abandona a aliança do Egito com a URSS, se aproxima dos EUA e visita Israel de 19 a 21 de novembro de 1977. O Egito tem a maior população e o maior Exército do mundo árabe. Há um provérbio no Oriente Médio que diz: "Não há guerra sem o Egito nem paz sem a Síria."

Nos Acordos de Camp David, os dois países se reconhecem mutuamente, acaba o estado de guerra permanente que vem desde 1948, Israel se retira da Península do Sinai, mas ganha direito de passagem pelo Canal de Suez, enquanto o Golfo de Ácaba e o Estreito de Tiran são declarados águas internacionais.

Israel negocia os Acordos de Oslo com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que levam à criação da Autoridade Nacional Palestina, e faz a paz com a Jordânia em 1994. 

Mais recentemente, em 2020, nos Acordos Abraão, Israel estabelece relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, e depois com o Marrocos e o Sudão. Está em negociações com a Arábia Saudita mediadas pelos EUA. Mas o processo de paz com os palestinos é abandonado pela direita de Israel. Com ministros de extrema direita que falam em anexar a Cisjordânia, a situação se agrava. 

Desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, Israel está em guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e aliados na Faixa de Gaza. É um conflito que desestabiliza todo o Oriente Médio e ameaça até mesmo a histórica paz com o Egito. Em 28 de fevereiro deste ano, os EUA e Israel atacam o Irã, deflagrando uma nova guerra no Oriente Médio ainda sem solução.

OCUPE WALL STREET

    Em 2011, centenas de ativistas se reúnem na área do Parque Zucotti, na Baixa Manhattan, para lançar o movimento Ocupe Wall Street em protesto contra a corrupção empresarial e a desigualdade social nos Estados Unidos e no mundo. 

O movimento é resultado da crise econômico-financeira global chamada de Grande Recessão (2007-9), que na Zona do Euro se prolonga até 2014. Os editores da revista anticonsumismo Adbusters se inspiraram nas multidões que saem as ruas naquele ano na Primavera Árabe e decidem convocar o protesto em 13 de julho.

Como a polícia fica sabendo e bloqueia Wall Street, os manifestantes mudam o local da concentração para o Parque Zucotti. Durante 58 dias, manifestantes mantêm a vigília. E o slogan "somos 99%" numa crítica ao 1% mais rico e à desigualdade social ficou marcada como ideia central, legado do movimento contra a ganância e a concentração da riqueza. 

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