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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Abril

 MUSEU DE ARTE METROPOLITANO DE NY

    Em 1870, é fundado o Museu de Arte Metropolitano na Cidade de Nova York, que se torna um dos maiores e mais importantes museus do mundo.

O museu abre dois meses depois. A sede atual, no Central Park, é inaugurada em 1880. Desde 2016, este prédio principal, de frente para a 5ª Avenida, chama-se The Met Fifth Avenue.

O Metropolitan tem coleções do Egito, da Babilônia, da Assíria, da Grécia Antiga, do Império Romano, pré-colombianas, da Ásia, do Oriente Médio, islâmicas, da América do Norte e da Oceania. Tem arquitetura, pintura, desenhos, caligrafia, gravuras, fotografias, objetos de vidro, bronzes, cerâmicas, têxteis, metálicos, laqueados, móveis de todas essas culturas e civilizações.

A partir de 1948, o museu faz um baile de gala, The Met Gala, para ajudar a financiar a instituição. A Biblioteca Thomas J. Watson, aberta em 1964 para uso de funcionários do museu e pesquisadores visitantes, tem uma das mais completas coleções de referências sobre arte e arqueologia. É a maior de uma rede de bibliotecas de museus.

Os claustros do Met, The Met Cloisteres, apresentam uma coleção de arte da Idade Médio no Parque do Forte Tyron, no Norte da Ilha da Manhattan. 

PRESO NA ILHA DO DIABO

    Em 1895, o capitão do Exército da França Alfred Dreyfus, um judeu, é preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, depois de ser condenado como espião alemão num processo marcado por irregularidades e antissemitismo.

Filho de um rico industrial judeu do setor têxtil, Dreyfus nasce em 9 de outubro de 1859 em Mulhouse, na França. Em 1882, entra para a Escola Politécnica e depois decide fazer carreira militar. Promovido a capitão, vai para o Ministério da Guerra, onde, em 1894, é acusado de vender segredos militares à Alemanha.

Preso em 15 de outubro de 1894, é condenado por uma corte marcial à prisão perpétua em 22 de dezembro. Ele entra na colônia penal da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, em 13 de abril de 1895.

Quando surgem indícios de que o verdadeiro espião é o major Ferdinand Esterhazy, o Exército tenta esconder as provas. Esterhazy é levado à corte marcial e absolvido em uma hora num julgamento em janeiro de 1898.

Como as provas são suspeitas, jornalistas investigam o caso, inclusive Georges Clemenceau, futuro primeiro-ministro francês durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). Quando as evidências apontam a culpa de Esterhazy, indignado, o escritor Émile Zola publica uma carta aberta chamada Eu Acuso no jornal Aurora, acusando os juízes, o Exército e o presidente da França:

"Acuso o comandante du Paty de Clam de ter sido o criador diabólico do erro judicial, inconscientemente, quero crer, e ter saído em defesa de sua obra nefasta, durante três anos, por maquinações as mais estapafúrdias e as mais culposas.

"Acuso o general Mercier de ter se tornado cúmplice, ainda que por franqueza de caráter, de uma das maiores iniqüidades do século.

"Acuso o general Billot de ter tido entre as mãos as provas indubitáveis da inocência de Dreyfus e de tê-las ocultado, tornando-se, pois, culpado de crime de lesa-humanidade e lesa-justiça, por motivos políticos e para livrar um Estado-Maior comprometido. 

"Acuso o general de Boisdeffre e o general Gonse de tornarem-se cúmplices do mesmo crime, um sem dúvida por paixão clerical, o outro por esse corporativismo que faz do Ministério da Guerra uma arca santa inatacável. 

"Acuso o general de Pellieux e o comandante Ravary de terem feito uma investigação criminosa, um inquérito da mais monstruosa parcialidade e do qual temos, no relatório do segundo, um monumento perene da mais ingênua audácia. 

"Acuso os três especialistas em grafologia, os senhores Belhomme, Varinard e Couard de terem emitido pareceres mentirosos e fraudulentos, a menos que um laudo médico os declare tomados por alguma patologia da vista e do juízo. 

"Acuso o Ministério da Guerra de ter promovido na imprensa, particularmente no L’éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável, para manipular a opinião pública e acobertar sua falha. 

"Acuso por fim o primeiro Conselho de Guerra de ter violado o direito, condenando um acusado com base em um documento secreto, e acuso o segundo Conselho de Guerra de ter encoberto essa ilegalidade, por ter recebido ordens, cometendo por sua vez o crime jurídico de absolver conscientemente um culpado. 

"Fazendo essas acusações, não ignoro enquadrar-me nos artigos 30 e 31 da lei de imprensa de 29 de julho de 1881, que pune os delitos de difamação. E é voluntariamente que eu me exponho.

"Quanto às pessoas que eu acuso, não as conheço, nunca as vi, não nutro por elas nem rancor nem ódio. Não passam para mim de entidades, de espíritos da malevolência social. O ato que aqui realizo não é nada além de uma ação revolucionária para apressar a explosão de verdade e justiça.

"Não tenho mais que uma paixão, uma paixão pela verdade, em nome da humanidade que tanto sofreu e que tem direito à felicidade. Meu protesto inflamado nada mais é que o grito da minha alma. Que ousem, portanto levar–me perante ao tribunal do júri e que o inquérito se dê à luz do dia! 

"É o que espero. 

"Receba, senhor Presidente, minhas manifestações de mais profundo respeito."

O jornal vende 200 mil exemplares num dia.

Zola é condenado por calúnia, mas consegue fugir para a Inglaterra. O escândalo divide a França. Enquanto nacionalistas e a Igreja Católica apoiam o Exército, republicanos, socialistas e defensores da liberdade religiosa defendem Dreyfus. 

Intelectuais, entre eles os escritores Anatole France e Marcel Proust, fazem um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas pedindo a reabertura do caso. Em 1898, o major Hubert Henry admite ter forjado provas contra Dreyfus e comete suicídio. Pouco depois, Esterhazy foge do país. 

Dreyfus é levado a novo julgamento em 1899 e condenado a 10 anos de prisão em outro processo forjado. O terceiro o julgamento começa em 1904. Um novo governo francês o perdoa.
Em julho de 1906, o Tribunal Superior de Recursos, uma corte civil, anula todas as condenações de Dreyfus.

O Caso Dreyfus provoca grande liberalização na França, reduz o poder dos militares e leva à separação formal entre Igreja e Estado.

O jornalista judeu austro-húngaro Theodor Herzl cobre o primeiro julgamento em 1894 e, diante da condenação sem provas e dos massacres de judeus no Império Russo, conclui que não há condições para os judeus viverem na Europa. Em 1896, ele publica O Estado Judeu, em defesa da fundação de uma pátria para o povo judeu e lança o moderno movimento sionista.

MASSACRE DE KATYN

    Em 1990, a União Soviética reconhece a responsabilidade pelo Massacre da Floresta de Katyn, em 1940, quando a polícia política do regime stalinista, o Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), mata quase 22 mil pessoas, todo o oficialato do Exército, chefes de polícia, outros altos funcionários, professores, artistas e intelectuais da Polônia.

Oito dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista e a URSS assinaram o Pacto Germano-Soviético. Em 1º de setembro de 1939, as forças de Hitler invadem a Polônia e derrubam o governo em Varsóvia.

Em 17 de setembro, o ministro do Exterior soviético, Vyacheslav Molotov, declara que o governo polonês não existe mais. A URSS ocupa o Leste da Polônia. 

O diretor do NKVD, Laurenti Beria, pede autorização ao Politburo, o birô político do Comitê Central do Partido Comunista da URSS, para realizar a matança. As vítimas são assassinadas uma a uma com um tiro na nuca na Floresta de Katyn e em prisões em Cracóvia e Kaliningrado, a partir de 3 de abril.

Quando a Alemanha invade a URSS, em 22 de junho de 1941, e o governo Josef Stalin entra na guerra contra o nazifascismo, o governo polonês no exílio pede a libertação dos oficiais. A URSS ignora.

Em abril de 1943, os alemães revelam ter encontrado valas comuns cheias de restos mortais na Floresta de Katyn. O governo polonês no exílio, sediado em Londres, pede uma investigação. Stalin rompe com o governo da Polônia, mas a URSS nega qualquer responsabilidade pelo massacre.

Só em 1990, no governo Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS assume a autoria do Massacre de Katyn.

GOLPE CONTRA CHÁVEZ FRACASSA

    Em 2002, o golpe deflagrado em 11 de abril na Venezuela com o apoio dos Estados Unidos e da Espanha fracassa e na manhã seguinte o presidente Hugo Chávez é reinstalado no poder.

Chávez é eleito presidente em 1998, em meio a forte queda nos preços do petróleo por causa da Crise na Ásia, com a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte. Em 15 de dezembro de 1999, a Constituição da República Bolivarista da Venezuela é aprovada em referendo com 71,78% dos votos.

Sob a nova Constituição, Chávez é reeleito em 2000 e assume o controle dos poderes Legislativo e Judiciário, com a nomeação de novos juízes para a Corte Suprema. 

O estilo autoritário, militarista e conflituoso do caudilho, e a aproximação com líderes autoritários e ditatorias como o cubano Fidel Castro, o líbio Muamar Kadafi, o iraquiano Saddam Hussein e iraniano Mohamed Khatami, derrubam sua popularidade para 30%.

Com um discurso agressivo, Chávez ataca empresários, a elite econômica, a mídia, a Igreja Católica, a classe média e até ex-aliados. A Venezuela se torna a maior parceira comercial de Cuba e o regime chavista forma grupos paramilitares, os Círculos Bolivaristas, no modelo dos Comitês de Defesa da Revolução Cubana. 

A aprovação de uma Lei Habilitante autoriza o presidente a governar por decretos sob a desculpa de melhorar a situação econômica dos pobres. Chávez aprova 49 leis que viram os líderes empresariais, religiosos e a mídia contra o regime.

Em 10 de dezembro de 2001, a maior greve da história da Venezuela para 90% da economia do país, maior do que a que derrubou a ditadura militar de Marcos Pérez Jiménez em 1958.

Um relatório da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) Condições Amadurecendo para Tentativa de Golpe conclui em 6 de abril: "Facções militares dissidentes, incluindo alguns oficiais superiores descontentes e um grupo de jovens oficiais radicais, estão intensificando esforços para organizar um golpe contra o Presidente Chávez, possivelmente já neste mês."

Em 7 de abril de 2002, Chávez demite o presidente da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA), Guaicaipuro Lameda Montero, e outros 5 dos 7 diretores para assumir o controle da empresa, responsável por 70% do ingresso de divisas no país.

A crise provoca a Marcha de 11 Abril. Centenas de milhares de venezuelanos vão até a sede da PdVSA protestar contra as demissões. Lá a multidão começa a gritar: "Para Miraflores", numa referência ao Palácio de Miraflores, sede do governo.

A Guarda Nacional e os Círculos Bolivaristas defendem o palácio. Há um conflito com troca de tiros, 19 mortos e mais de 150 feridos. A maioria dos mortos era chavista.

No fim da tarde, líderes empresarias e trabalhistas retiram o apoio ao presidente.  O comandante do Estado-Maior da Marinha, almirante Héctor Ramírez Pérez, e outros novos generais e almirantes tornam pública sua revolta. Às 19h30, a televisão mostra imagem de chavista numa ponte atirando em manifestantes oposicionistas. No início da noite, Chávez perde o controle do Exército.

O comandante do Estado-Maior do Exército, general Efraín Vázquez Velasco, diz a Chávez: "Sr. Presidente, fui leal até o fim, mas as mortes de hoje não podem ser toleradas." O general declara aos repórteres que nenhum golpe estava planejado até a matança. O almirante Ramírez afirma que "não podemos permitir que um tirano comande a República da Venezuela."

Em meio a boatos de que Chávez abandonou o cargo, o presidente cogita se matar. Conversa com Fidel Castro, que o aconselha a se entregar ao Exército. O caudilho faz quatro exigências para entregar o poder: renunciar perante a Assembleia Nacional, passar o poder ao vice-presidente, fazer num pronunciamento na televisão e fugir com a família para Cuba.

Vázquez rejeita as exigências e manda dois generais prender Chávez. Às 3h00, os rebeldes ameaçam bombardear o Palácio de Miraflores se o presidente não renunciar. Na manhã de 12 de abril, o comandante das Forças Armadas, general Lucas Rincón Romero, noticia a renúncia de Chávez.

Uma hora e meia depois, o empresário Pedro Carmona, presidente da federação empresarial Fedecámaras (Federação das Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela), é nomeado presidente de um governo de transição. Chávez é levado do palácio para o quartel de Forte Tiuna.

Uma das exigências dos golpistas é que Carmona não seja candidato a presidente. Ele fora um dos líderes da greve de 10 de dezembro de 2001. Chávez o descreve como "direto e discreto até ser manipulado pelos conspiradores".

Carmona tira bolivarista do nome do país, que volta a ser apenas a República da Venezuela, dissolve a Assembleia Nacional e a Corte Suprema de Justiça, revoga a Constituição de 1999 e afasta o procurador-geral, todos os governadores e prefeitos eleitos no governo Chávez. Novas eleições parlamentares são previstas para dezembro de 2002.

A maneira intempestiva do novo governo ao dissolver todas as instituições da Venezuela é decisiva para o fracasso do golpe.  Mais tarde, em entrevista ao jornal Miami Herald, Carmona argumenta que "se o golpe tivesse sido planejado com antecedência, as decisões-chaves já teriam sido tomadas."

Surpresa, a oposição democrática acusa Carmona de ter sido "sequestrado" por direitistas. Os golpistas mais radicais impedem Chávez de deixar a Venezuela. Querem processá-lo pelas mortes na Marcha de 11 da Abril.

Sob a alegação de que Chávez não renunciou, os Círculos Bolivaristas protestam nas ruas. Com medo de uma ditadura de direita, altos comandantes militares retiram o apoio aos golpistas. 

O comandante da Brigada de Paraquedistas do Exército, general Raul Baduel, fala com o comandante da Guarda Presidencial, que mantém a lealdade a Chávez, e desencadeia a Operação Restituição da Dignidade Nacional.

No fim da manhã de 13 de abril, a Guarda Presidencial retoma o controle do Palácio de Miraflores e entrega o poder provisoriamente ao vice-presidente Diosdado Cabello. Baduel liberta Chávez da prisão e o presidente reassume o cargo em 14 de abril.

O general Baduel, decisivo para a derrota do golpe, critica a reforma constitucional de Chávez em 2007 e o controle do Estado sobre a economia. Em 2 de abril de 2009, é preso sob acusação de corrupção quando era ministro da Defesa, de julho de 2006 a julho de 2007, e condenado a 8 anos e 11 meses de detenção por corrupção.

Solto em 12 de agosto de 2015, Baduel é novamente preso pela ditadura de Nicolás Maduro, o sucessor de Chávez, em 12 de janeiro de 2017, sob a acusação de violar os termos da liberdade condicional e morre na prisão em 12 de outubro de 2021.

O grande herói da resistência ao golpe morre no cárcere da ditadura de Maduro, sequestrado por Donald Trump e levado para os EUA em 3 de janeiro de 2026.

IRÃ BOMBARDEIA ISRAEL

    Em 2024, a República Islâmica do Irã bombardeia Israel diretamente pela primeira vez, com cerca de 250 mísseis e drones, durante a guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro de 2013.

É uma resposta do Irã ao bombardeio israelense à Embaixada e ao Consulado do Irã em Damasco, a capital da Síria, dias antes. Como é uma instalação diplomática, o regime fundamentalista iraniano decide contra-atacar diretamente depois de décadas de guerra indireta através de grupos como o Hamas e a milícia extremista muçulmana xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

O ataque é mais simbólico para o regime iraniano dar uma satisfação a si mesmo, aos setores mais exaltados e à opinião pública. Duas pessoas morrem, um palestino e um judeu atingido por estilhaços.

Israel responde em 19 de abril com um ataque para destruir as defesas antiaéreas do inimigo e deixar claro que no futuro pode atacar sem que o inimigo possa se defender. O primeiro-ministro Benjamin Nentanyahu quer bombardear as instalações nucleares do Irã. 

O presidente Donald Trump pressiona o Irã a retomar as negociações para desarmar o programa nuclear, mas o regime iraniano não admite extingui-lo totalmente como quer Israel.

A tensão entre os dois países volta a explodir na Guerra dos Doze Dias, em junho de 2025, e na atual guerra dos EUA e de Israel contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro deste ano. No momento, há uma trégua de duas semanas. Não houve acerto em negociações realizadas no sábado no Paquistão para um cessar-fogo definitivo entre o Irã e os EUA.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Março

 MASSACRE DE BOSTON

    Em 1770, uma massa de 300 a 400 colonos norte-americanos se reúne diante da Alfândega, em Boston, na Colônia da Baía de Massachusetts, para provocar os soldados britânicos que protegem o prédio, em protesto contra a ocupação da cidade por tropas do Império Britânico enviadas em 1768 para aplicar as novas leis de impostos do Parlamento Britânico, onde os colonos não têm representação.

Diante da manifestação ruidosa de centenas de pessoas, o capitão britânico Thomas Preston manda nove soldados saírem de baioneta calada para proteger a Alfândega. Os colonos jogam bolas de neve, paus e pedras nos britânicos. Quando atingem o soldado Hugh Montgomery, ele dispara seu fuzil. Outros soldados atiram em seguida.

Cinco colonos – Crispus Attucks, James Caldwell, Patrick Carr, Samuel Gray e Samuel Maverick – morrem. São os primeiros mártires da luta pela independência dos Estados Unidos.

A Guerra da Independência dos EUA começa em 19 de abril de 1775 com a Batalha de Lexington, perto de Boston. Em março de 1776, as forças britânicas deixam Boston depois de oito anos de ocupação, quando o general George Washington instala canhões e fortificações nas Colinas de Dorchester.

Por retomar a cidade sem derramamento de sangue, Washington, comandante do Exército Continental, recebe a primeira medalha de ouro do Congresso Continental.

A independência é proclamada em 4 de julho de 1776. A guerra termina na Batalha de Yorktown, de 28 de setembro a 19 de outubro de 1781, quando o general Charles Cornwallis se rende a Washington, comandante de uma força franco-norte-americana. Em 3 de setembro de 1783, no Tratado de Paris, a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

CORTINA DE FERRO

    Em 1946, o ex-primeiro-ministro Winston Churchill, um dos líderes dos aliados na Segunda Guerra Mundial (1939-45), faz um discurso no Westminster College, em Fulton, no Missouri. Diante do presidente Harry Truman, critica a União Soviética e adverte que, "de Stettin, no Báltico, a Triestre, no Adriático, uma cortina de ferro cai sobre o continente", uma referência aos regimes comunistas implantados nos países da Europa Oriental ocupados pelo Exército Vermelho no fim da guerra.

É o início da Guerra Fria, a confrontação estratégica, política, econômica, cultural, tecnológica e militar entre Estados Unidos e União Soviética que domina a política internacional na segunda metade do século 20.

Churchill tenta consolidar a "relação especial" com os EUA como as grandes potências anglo-saxãs, mas evidentemente o Reino Unido é o parceiro menor. O ex-primeiro-ministro, derrotado nas eleições de 1945, quer manter o engajamento dos EUA com a Europa.

A expressão "cortina de ferro" entra no vocabulário da Guerra Fria. Em Moscou, o ditador soviético Josef Stalin, aliado na Segunda Guerra Mundial, denuncia o discurso como "belicista" e a faz referência ao "mundo que fala inglês" de imperialista e racista. 

MORTE DE STALIN

    Em 1953, o ditador soviético Josef Stalin morre de um ataque cardíaco fulminante depois de três décadas de tirania em que se estima que 20 milhões de pessoas tenham sido mortas em perseguições, mas o Exército Vermelho é a principal força na vitória sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45), em que morrem 27 milhões de soviéticos.

Josef Vissarianovich Dzugachvili nasce em Gori, na Geórgia, em 18 de dezembro de 1878. Quando jovem, entra para o Partido Operário Social-Democrata Russo, onde edita o jornal do partido,o Pravda (Verdade) e levanta fundos para a facção de Vladimir Lenin (bolchevique) com roubos e sequestros.

Preso várias vezes pelo regime czarista, ele entra para o Politburo do partido depois da Revolução Comunista, em outubro (novembro pelo calendário atual) de 1917. No fim da guerra civil que se segue à revolução, em 1922, como comissário das nacionalidades, Stalin funda com Lenin a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

No mesmo ano, vira secretário-geral do Partido Comunista, de que se aproveita, depois da morte de Lenin, em 1924, para dominar a máquina burocrática na disputa pelo poder com Leon Trotsky, uma luta que vai definir o futuro da URSS. 

Vitorioso, Stalin impõe um regime de terror, com processos forjados e expurgo de dirigentes suspeitos de traição ao líder, coletiviza a agricultura, o que causa a morte de milhões de pessoas, e aposta na indústria pesada para preparar o Exército Vermelho para a guerra contra a Alemanha Nazista, que considera inevitável.

Pouco antes do início da guerra, em 23 de agosto de 1939, a Alemanha e a URSS assinam um pacto de não agressão e dividem a Polônia, mas em 22 de junho de 1941 Hitler invade a Rússia. Mais de 80% das tropas alemãs são derrotadas na frente oriental. Cerca de 27 milhões de soviéticos morrem na Grande Guerra Patriótica. Depois da vitória na Batalha de Stalingrado, uma das mais importantes da história, em 2 de fevereiro de 1943, o Exército Vermelho inicia a marcha rumo a Berlim, que conquista em 8 de maio de 1945. Pelo menos 1,8 milhão de pessoas morrem em Stalingrado.

No fim da guerra, os soviéticos ocupam os países da Europa Oriental que formam o Bloco Soviético, uma zona de proteção para a URSS cujos países hoje fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA. É o início da Guerra Fria entre o Ocidente capitalista e a URSS comunista.

Em 24 de junho de 1948, Stalin ordena o Bloqueio de Berlim Ocidental, um enclave dentro da Alemanha Oriental, em protesto contra a decisão dos EUA, da França e do Reino Unido de unificar economicamente suas partes na divisão da Alemanha.Na prática, formam a Alemanha Ocidental. 

Os EUA e aliados reagem ao Bloqueio de Berlim com a maior ponte aérea da história e a criação da OTAN, em 4 de abril de 1949. Neste mesmo ano, em 29 de agosto, a URSS explode sua primeira bomba atômica, acabando com o monopólio dos EUA. É o começo da corrida armamentista nuclear.

Depois de sua morte, o novo líder, Nikita Kruschev, denuncia os crimes do stalinismo no 20º Congresso do PC, em 25 de fevereiro de 1956, e inicia a desestalinização, que só é realmente efetiva com a abertura democrática promovida por Mikhail Gorbachev, último líder da URSS, a partir de março de 1985.

FOTO DO CHE

    Em 1960, o repórter fotográfico Alberto Díaz Gutiérrez, mais conhecido como Alberto Korda, tira uma das fotos mais reproduzidas da história, a imagem icônica de Ernesto Rafael Che Guevara de la Serna, o Guerrilheiro Heróico, símbolo da rebeldia juvenil dos anos 1960.

Che aparece rapidamente no funeral em Havana de um trabalhador morto numa explosão num porto que o governo Fidel Castro atribui aos Estados Unidos. Não fica mais de cinco minutos no palanque e se junta à multidão.

Korda tira duas fotos de Guevara, bem sério, com ar grave, olhando para cima, com a boina característica, uma tradição argentina, e a longa cabeleira.

O jornal La Revolución não publica a foto. Durante anos, é apenas um dos trabalhos favoritos do autor, que dá o nome de Guerrilheiro Heroico. Em 1967, a revista francesa Paris Match a usa numa reportagem sobre a guerrilha na América Latina.

Quando o Che morre, em 9 de outubro de 1967, executado por soldado boliviano em La Higuera, ao tentar levar a revolução para a Bolívia, Cuba realiza um funeral solene e uma enorme reprodução da foto aparece na fachada do Ministério do Interior.

É a canonização do Che. Em 1968, nas revoluções dos estudantes, Guevara está nas paredes dos centros acadêmicos e alojamentos estudantes por meio mundo. Até hoje, circula nas camisetas dos jovens e nem só de jovens esquerdistas.

MORTE DE CHÁVEZ

    Em 2013, depois de uma batalha contra o câncer, morre o caudilho Hugo Chávez, que presidia a Venezuela desde 1999.

Filho de professores primários, Hugo Rafael Chávez Frias nasce em Sabaneta, na Venezuela, em 28 de julho de 1954. Aos 17 anos, entra para a academia militar e faz carreira até se tornar coronel com uma visão nacionalista.

Sua guinada para a política começa com o Caracaço. Em 27 de janeiro de 1989, há uma revolta popular com uma explosão de violência e saques em protesto contra a política de austeridade econômica imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao governo Carlos Andrés Pérez. A manifestação sofre uma repressão violenta. Pelo menos 277 pessoas morrem, 2 mil de acordo com estimativas não oficiais.

Revoltado ao ver o Exército matando venezuelanos nas ruas de Caracas, Chávez começa a articular o golpe em que tenta derrubar Andrés Pérez em 4 de fevereiro de 1992. Antes de ser preso, Chávez faz um pronunciamento na televisão, pede desculpas à população e lança sua carreira política.

Andrés Pérez é afastado por corrupção em 1993. Seu sucessor, Rafael Caldera, anistia Chávez em 1994. Ele passa a se dedicar integralmente à política com um discurso em defesa dos pobres.

Com a crise econômica asiática de 1997, os preços do petróleo caem para cerca de US$ 10. A Rússia quebra em agosto de 1998 e a Venezuela sofre um forte abalo. Em 6 de dezembro de 1998, Chávez é eleito presidente com 56% dos votos.

Logo, convoca um plebiscito sobre a necessidade de uma nova Constituição e vence. Na Assembleia Nacional Constituinte eleita em julho de 1999, o Polo Patriótico, de Chávez, elege 120 dos 131 constituintes. Eles redigem a Constituição Bolivarista da Venezuela, que aumenta os poderes do Executivo, extingue o Senado, reconhece os direitos linguísticos e culturais dos povos indígenas, amplia a intervenção do Estado na economia e cria o referendo revogatório para deseleger políticos que desagradem ao eleitorado.

Sob a nova Constituição, são realizadas eleições parlamentares e presidencial em 30 de julho de 2000. Chávez se reelege e conquista maioria na Assembleia Nacional, que aprova em novembro a Lei Habilitante. Ela dá poderes especiais ao presidente para governar por decretos-leis em matérias como reforma agrária, pesca e petróleo.

Em fevereiro de 2002, Chávez demite a diretoria da companhia estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA), que entra em greve paralisando as operações da metade de seus 14,8 mil poços. Aumenta a revolta contra Chávez, inclusive nas Forças Armadas.

Quando uma marcha se dirige à PdVSA, em 11 de abril, é desviada para o Palácio de Miraflores, onde há uma manifestação a favor do governo, há um conflito. A Polícia Metropolitana, contrária a Chávez, dispara tiros. Dezesseis pessoas morrem e mais de cem saem feridas. Militares pedem a renúncia de Chávez.

Em 12 de abril, o comandante das Forças Armadas, general Lucas Rincón, anuncia a renúncia de Chávez e sua substituição pelo presidente da federação empresarial Fedecámaras, Pedro Carmona, que perde apoio ao dissolver a Assembleia Nacional.

Soldados leais contra-atacam e tomam o palácio. Chávez é resgatado da prisão pelo general Raúl Baduel, que morreu numa cadeia do ditador Nicolás Maduro, sucessor do caudilho. Por volta da meia-noite, o presidente avisa: "Não renunciei ao poder legítimo que o povo me deu". O golpe, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e pelo primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, fracassa.

Mais uma vez, como em 1992, Chávez perde militarmente, mas ganha politicamente. A partir daí, sob a inspiração do ditador cubano, Fidel Castro, começa a guinada para o que chama de "socialismo do século 21". A greve da PdVSA vai até 2003.

Uma coleta de assinaturas iniciada em novembro de 2003 leva à convocação de um referendo revogatório realizado em 15 de agosto de 2004, com vitória de Chávez com 58,25% dos votos. O resultado é considerado legítimo por observadores internacionais.

Reeleito mais uma vez em 2006, com 62,9% dos votos, o caudilho promete aprofundar a "revolução bolivarista". Em 2 de dezembro de 2007, ele sofre sua primeira derrota eleitoral ao perder um referendo para reformar a Constituição e permitir a reeleição sem limites. Não desiste e seu desejo é aprovado em 2009.

O câncer é diagnosticado em 2011. Chávez poderia ter vindo se tratar no Brasil. O regime venezuelano queria controlar um andar inteiro e a portaria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Como isto não é aceito, vai para Cuba, que tem uma medicina popular eficiente com cuidados básicos de saúde, mas não tem os recursos de alta tecnologia de um bom hospital brasileiro.

Ele é reeleito em 7 de outubro 2012 com 55% dos votos. Doente, não vai à cerimônia de posse na Assembleia Nacional em 10 de janeiro e morre dois meses depois, no mesmo dia de Josef Stalin. O sucessor, Nicolás Maduro, teria sido escolhido por indicação de Fidel. Sem o carisma e a popularidade de Chávez, Maduro transforma o regime autoritário numa ditadura que leva cerca de 7 milhões de pessoas a fugir da Venezuela.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump quer evitar na Venezuela erros no Iraque e Afeganistão

Ao tentar cooptar parte do regime chavista da Venezuela, o presidente Donald Trump procura evitar os erros cometidos pelos Estados Unidos nas invasões do Afeganistão e do Iraque, quando o colapso do Estado criou uma situação de caos e anarquia. A ideia agora é trabalhar com quem está no poder, marginalizando a oposição, para tentar manter a estabilidade.

A principal interlocutora do governo Trump é a vice-presidente e agora presidente interina, Delcy Rodríguez, responsável pelo setor de petróleo e pela reforma econômica que na prática abandonou o "socialismo do século 21" pregado pelo caudilho Hugo Chávez.

O resultado desse acordo ainda é incerto. Com certeza, a mesma fórmula não poderá ser aplicada no Irã, que Trump ameaça bombardear diante da violenta repressão da ditaduras dos aiatolás e da Guarda Revolucionária contra a revolta popular.

A realidade é que intervenções militares não costumam levar estabilidade aos países invadidos. Um exemplo foi a ação na Líbia contra o ditador Muamar Kadafi, que ameaçava massacrar os rebeldes da Primavera Árabe, em 2011. A intervenção foi aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que nunca organizou uma missão de paz. A Líbia está em guerra civil até hoje.


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sábado, 3 de janeiro de 2026

Trump captura Maduro e ameaça controlar a Venezuela

Depois de poucas semanas de cerco, forças de operações especiais do Exército dos Estados Unidos capturaram na madrugada de hoje em Caracas o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores. Os dois já estão em Nova York, onde serão processados por terrorismo e tráfico de drogas. 

A ação é ilegal à luz do direito internacional. Trump declarou que vai governar a Venezuela e controlar as reservas de petróleo do país, as maiores do mundo, até "uma transição segura, apropriada e judiciosa."

Desde agosto, os EUA enviaram forças militares para o Mar do Caribe perto da costa da Venezuela. Depois de atacar pequenos barcos que acusou de tráfico de drogas, Trump ordenou um bloqueio a navios petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.O petróleo é fundamental para a economia venezuelana, que tem as maiores reservas mundiais, 303 bilhões de barris.

Na madrugada hoje, 150 aviões de guerra participaram da operação, que começou com bombardeio de sistemas de defesa antiaérea e arsenais das Forças Armadas da Venezuela. Uma grande explosão atingiu o Forte Tiúna, em Caracas, onde estava o ditador venezuelano. Trump disse que a captura de Maduro em si durou apenas 47 segundos.

Vários países, inclusive o Brasil, o México e a Colômbia, condenaram o ataque. A China alertou para o risco de desestabilização da América Latina. A União Europeia pediu uma transição pacífica e democrática.

Trump conquistou uma vitória tática importante que não garante o sucesso de sua estratégia para a América Latina. O grande problema das intervenções militares é o dia seguinte. O recado é que os EUA pretendem usar a força onde e quando quiserem.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Trump e Rubio querem derrubar regimes da Venezuela e de Cuba

O presidente Donald Trump reuniu o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos nesta noite para discutir os próximos passos do que parece uma tentativa de derrubar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e por tabela o regime comunista de Cuba.

Trump deu um ultimato em 21 de novembro. Pressionou Maduro a renunciar em uma semana. O ditador venezuelano aceitou, em princípio, a ideia de ir para o exílio, mas exigiu anistia para si, a familía e mais de 100 altos dirigentes venezuelanos.

Em agosto, os EUA começaram a enviar navios de guerra para perto da costa da Venezuela sob o pretexto de combater o tráfico de drogas. O maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões Gerald Ford, chegou em novembro. Hoje, há 11 navios da Marinha com 15 mil soldados dos EUA a bordo.

É uma força-tarefa formidável. Indica que os objetivos de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, de origem cubana, vão muito além do narcotráfico. A Venezuela não é um dos países mais importantes no tráfico de drogas para os EUA. Mas é pouco provável uma invasão em larga escala, com uma operação terrestre. Morreriam muitos norte-americanos, o que provocaria uma forte reação interna nos EUA, inclusive dos partidários de Trump, que são isolacionistas. Não querem o país envolvido em guerras no exterior.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Líder da oposição na Venezuela ganha Prêmio Nobel da Paz

 A principal líder da oposição à ditadura de Nicolás Maduro que ainda está na Venezuela, a ex-deputada María Corina Machado, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou hoje em Oslo o Comitê Norueguês do Nobel por "seu trabalho incansável para promover os direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para realizar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia."

"O Prêmio Nobel da Paz de 2025 vai para uma campeã da paz corajosa e comprometida – para uma mulher que mantém a chama da democracia acesa em meio à escuridão. Como líder do movimento democrático na Venezuela, María Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina no período recente", declarou o comitê.

É mais uma premiação polêmica, como a do então secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, considerado um criminoso de guerra. María Corina assinou a Carta de Madri, ao lado de expoentes da extrema direita como o líder do partido Vox na Espanha, Santiago Abascal, a líder neofascista da França, Marine Le Pen, entre outros, inclusive Eduardo Bolsonaro. Já pediu sanções e intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Repaginou-se para ser candidata.

Ela teve a candidatura à Presidência na eleição de 28 de julho de 2024 barrada pela Justiça, subserviente à ditadura de Maduro. Indicou como substituto o diplomata Edmundo González Urrutia, considerado o vencedor de uma eleição fraudada por Maduro.

"A senhora Machado tem sido uma figura-chave e unificadora numa oposição política que estava profundamente dividida – uma oposição que encontrou uma causa comum na exigência de eleições livres e de um governo representativo", acrescentou o comitê do Nobel da Paz, o único atribuído na Noruega. "Foi uma escolha por votos em vez de balas."

Não é bem assim. Quem pede intervenção militar não é exatamente defensora da paz.

"No ano passado, Machado foi forçada a viver na clandestinidade. Apesar de sérias ameaças contra sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas. Ela conseguiu unir a oposição. Nunca hesitou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Tem sido inabalável em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia", justificaram os responsáveis pela decisão, ignorando o passado da laureada.

Ao comentar a premiação, a deputada radical de direita falou em "imenso reconhecimento" e dedicou o prêmio ao presidente Donald Trump, que sonhava em ser o escolhido. Avalizou assim os ataques da Força Aérea dos EUA contra quatro barcos que Trump acusa de transportar drogas, matando cerca de 20 pessoas ilegalmente, o que está sendo contestado pela oposição no Congresso norte-americano. 

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, um antiesquerdista radical de origem cubana, enviou uma carta ao comitê do Nobel no ano passado propondo o nome dela quando ainda era senador. Seu chefe queria o prêmio. Se ajudar a criar o Estado palestino, como querem seus aliados árabes, terá uma chance.

Na segunda-feira, será anunciado o ganhador do Prêmio Nobel de Economia, o último do ano.

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domingo, 13 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Abril

MUSEU DE ARTE METROPOLITANO DE NY

    Em 1870, é fundado o Museu de Arte Metropolitano na Cidade de Nova York, que se torna um dos maiores museus do mundo.

O museu abre dois meses depois. A sede atual, no Central Park, é inaugurada em 1880. Desde 2016, este prédio principal, de frente para a 5ª Avenida, chama-se The Met Fifth Avenue.

O Metropolitan tem coleções do Egito, da Babilônia, da Assíria, da Grécia Antiga, do Império Romano, pré-colombianas, da Ásia, do Oriente Médio, islâmicas, da América do Norte e da Oceania. Tem arquitetura, pintura, desenhos, caligrafia, gravuras, fotografias, objetos de vidro, bronzes, cerâmicas, têxteis, metálicos, laqueados, móveis de todas essas culturas e civilizações.

A partir de 1948, o museu faz um baile de gala, The Met Gala, para ajudar a financiar a instituição. A Biblioteca Thomas J. Watson, aberta em 1964 para uso de funcionários do museu e pesquisadores visitantes, tem uma das mais completas coleções de referências sobre arte e arqueologia. É a maior de uma rede de bibliotecas de museus.

Os claustros do Met, The Met Cloisteres, apresentam uma coleção de arte da Idade Médio no Parque do Forte Tyron, no Norte da Ilha da Manhattan. 

PRESO NA ILHA DO DIABO

    Em 1895, o capitão do Exército da França Alfred Dreyfus, um judeu, é preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, depois de ser condenado como espião alemão num processo marcado por irregularidades e antissemitismo.

Filho de um rico industrial judeu do setor têxtil, Dreyfus nasce em 9 de outubro de 1859 em Mulhouse, na França. Em 1882, entra para a Escola Politécnica e depois decide fazer carreira militar. Promovido a capitão, vai para o Ministério da Guerra, onde, em 1894, é acusado de vender segredos militares à Alemanha.

Preso em 15 de outubro de 1894, é condenado por uma corte marcial à prisão perpétua em 22 de dezembro. Ele entra na colônia penal da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, em 13 de abril de 1895.

Quando surgem indícios de que o verdadeiro espião é o major Ferdinand Esterhazy, o Exército tenta esconder as provas. Esterhazy é levado à corte marcial e absolvido em uma hora num julgamento em janeiro de 1898.

Como as provas eram suspeitas, jornalistas investigam o caso, inclusive Georges Clemenceau, futuro primeiro-ministro francês durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). Quando as evidências apontam a culpabilidade de Esterhazy, indignado, o escritor Émile Zola publica uma carta aberta chamada Eu Acuso no jornal Aurora, acusando os juízes, o Exército e o presidente da França:

"Acuso o comandante du Paty de Clam de ter sido o criador diabólico do erro judicial, inconscientemente, quero crer, e ter saído em defesa de sua obra nefasta, durante três anos, por maquinações as mais estapafúrdias e as mais culposas.

"Acuso o general Mercier de ter se tornado cúmplice, ainda que por franqueza de caráter, de uma das maiores iniqüidades do século.

"Acuso o general Billot de ter tido entre as mãos as provas indubitáveis da inocência de Dreyfus e de tê-las ocultado, tornando-se, pois, culpado de crime de lesa-humanidade e lesa-justiça, por motivos políticos e para livrar um Estado-Maior comprometido. 

"Acuso o general de Boisdeffre e o general Gonse de tornarem-se cúmplices do mesmo crime, um sem dúvida por paixão clerical, o outro por esse corporativismo que faz do Ministério da Guerra uma arca santa inatacável. 

"Acuso o general de Pellieux e o comandante Ravary de terem feito uma investigação criminosa, um inquérito da mais monstruosa parcialidade e do qual temos, no relatório do segundo, um monumento perene da mais ingênua audácia. 

"Acuso os três especialistas em grafologia, os senhores Belhomme, Varinard e Couard de terem emitido pareceres mentirosos e fraudulentos, a menos que um laudo médico os declare tomados por alguma patologia da vista e do juízo. 

"Acuso o Ministério da Guerra de ter promovido na imprensa, particularmente no L’éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável, para manipular a opinião pública e acobertar sua falha. 

"Acuso por fim o primeiro Conselho de Guerra de ter violado o direito, condenando um acusado com base em um documento secreto, e acuso o segundo Conselho de Guerra de ter encoberto essa ilegalidade, por ter recebido ordens, cometendo por sua vez o crime jurídico de absolver conscientemente um culpado. 

"Fazendo essas acusações, não ignoro enquadrar-me nos artigos 30 e 31 da lei de imprensa de 29 de julho de 1881, que pune os delitos de difamação. E é voluntariamente que eu me exponho.

"Quanto às pessoas que eu acuso, não as conheço, nunca as vi, não nutro por elas nem rancor nem ódio. Não passam para mim de entidades, de espíritos da malevolência social. O ato que aqui realizo não é nada além de uma ação revolucionária para apressar a explosão de verdade e justiça.

"Não tenho mais que uma paixão, uma paixão pela verdade, em nome da humanidade que tanto sofreu e que tem direito à felicidade. Meu protesto inflamado nada mais é que o grito da minha alma. Que ousem, portanto levar–me perante ao tribunal do júri e que o inquérito se dê à luz do dia! 

"É o que espero. 

"Receba, senhor Presidente, minhas manifestações de mais profundo respeito."

O jornal vende 200 mil exemplares num dia.

Zola é condenado por calúnia, mas consegue fugir para a Inglaterra. O escândalo divide a França. Enquanto nacionalistas e a Igreja Católica apoiam o Exército, republicanos, socialistas e defensores da liberdade religiosa defendem Dreyfus. 

Intelectuais, entre eles os escritores Anatole France e Marcel Proust, fazem um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas pedindo a reabertura do caso. Em 1898, o major Hubert Henry admite ter forjado provas contra Dreyfus e comete suicídio. Pouco depois, Esterhazy foge do país. 

Dreyfus é levado a novo julgamento em 1899 e condenado a 10 anos de prisão em outro processo forjado. O terceiro o julgamento começa em 1904. Um novo governo francês o perdoa.
Em julho de 1906, o Tribunal Superior de Recursos, uma corte civil, anula todas as condenações de Dreyfus.

O Caso Dreyfus provoca grande liberalização na França, reduz o poder dos militares e leva à separação formal entre Igreja e Estado.

O jornalista judeu austro-húngaro Thedor Herzl cobre o primeiro julgamento em 1894 e, diante da condenação sem provas e dos massacres de judeus no Império Russo, conclui que não há condições para os judeus viverem na Europa. Em 1896, ele publica O Estado Judeu, em defesa da fundação de uma pátria para o povo judeu e lança o moderno movimento sionista.

MASSACRE DE KATYN

    Em 1990, a União Soviética reconhece a responsabilidade pelo Massacre da Floresta de Katyn, em 1940, quando a polícia política do regime stalinista, o Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), mata quase 22 mil pessoas, todo o oficialato do Exército, chefes de polícia, outros altos funcionários, professores, artistas e intelectuais da Polônia.

Oito dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista e a URSS assinaram o Pacto Germano-Soviético. Em 1º de setembro de 1939, as forças de Hitler invadem a Polônia e derrubam o governo em Varsóvia.

Em 17 de setembro, o ministro do Exterior soviético, Vyacheslav Molotov, declara que o governo polonês não existe mais. A URSS ocupa o Leste da Polônia. 

O diretor do NKVD, Laurenti Beria, pede autorização ao Politburo, o birô político do Comitê Central do Partido Comunista da URSS, para realizar a matança. As vítimas são assassinadas uma a uma com um tiro na nuca na Floresta de Katyn e em prisões em Cracóvia e Kaliningrado, a partir de 3 de abril.

Quando a Alemanha invade a URSS, em 22 de junho de 1941, e o governo Josef Stalin entra na guerra contra o nazifascismo, o governo polonês no exílio pede a libertação dos oficiais. A URSS ignora.

Em abril de 1943, os alemães revelam ter encontrado valas comuns cheias de corpos na Floresta de Katyn. O governo polonês no exílio, sediado em Londres, pede uma investigação. Stalin rompe com o governo da Polônia, mas a URSS nega qualquer responsabilidade pelo massacre.

Só em 1990, no governo Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS assumiu a autoria do Massacre de Katyn.

GOLPE CONTRA CHÁVEZ FRACASSA

    Em 2002, o golpe deflagrado em 11 de abril na Venezuela com o apoio dos Estados Unidos e da Espanha fracassa e na manhã seguinte o presidente Hugo Chávez é reinstalado no poder.

Chávez é eleito presidente em 1998, em meio a forte queda nos preços do petróleo por causa da Crise na Ásia, com a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte. Em 15 de dezembro de 1999, a Constituição da República Bolivarista da Venezuela é aprovada em referendo com 71,78% dos votos.

Sob a nova Constituição, Chávez é reeleito em 2000 e assume o controle dos poderes Legislativo e Judiciário, com a nomeação de novos juízes para a Corte Suprema. 

O estilo autoritário, militarista e conflituoso do caudilho, e a aproximação com líder autoritários e ditatorias como o cubano Fidel Castro, o líbio Muamar Kadafi, o iraquiano Saddam Hussein e iraniano Mohamed Khatami, derrubam sua popularidade para 30%.

Com um discurso agressivo, Chávez ataca empresários, a elite econômica, a mídia, a Igreja Católica, a classe média e até ex-aliados. A Venezuela se torna a maior parceira comercial de Cuba e o regime chavista forma grupos paramilitares, os Círculos Bolivaristas, no modelo dos Comitês de Defesa da Revolução Cubana. 

A aprovação de uma Lei Habilitante autoriza o presidente a governar por decretos sob a desculpa de melhorar a situação econômica dos pobres. Chávez aprova 49 leis que viram os líderes empresariais, religiosos e a mídia contra o regime.

Em 10 de dezembro de 2001, a maior greve da história da Venezuela para 90% da economia do país, maior do que a que derrubou a ditadura militar de Marcos Pérez Jiménez em 1958.

Um relatório da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) Condições Amadurecendo para Tentativa de Golpe conclui em 6 de abril: "Facções militares dissidentes, incluindo alguns oficiais superiores descontentes e um grupo de jovens oficiais radicais, estão intensificando esforços para organizar um golpe contra o Presidente Chávez, possivelmente já neste mês."

Em 7 de abril de 2002, Chávez demite o presidente da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA), Guaicaipuro Lameda Montero, e outros 5 dos 7 diretores para assumir o controle da empresa, responsável por 70% do ingresso de divisas no país.

A crise provoca a Marcha de 11 Abril. Centenas de milhares de venezuelanos vão até a sede da PdVSA protestar contra as demissões. Lá a multidão começa a gritar: "Para Miraflores", numa referência ao Palácio de Miraflores, sede do governo.

A Guarda Nacional e os Círculos Bolivaristas defendem o palácio. Há um conflito com troca de tiros, 19 mortos e mais de 150 feridos. A maioria dos mortos era chavista.

No fim da tarde, líderes empresarias e trabalhistas retiram o apoio ao presidente.  O comandante do Estado-Maior da Marinha, almirante Héctor Ramírez Pérez, e outros novos generais e almirantes tornam pública sua revolta. Às 19h30, a televisão mostra imagem de chavista numa ponte atirando em manifestantes oposicionistas. No início da noite, Chávez perde o controle do Exército.

O comandante do Estado-Maior do Exército, general Efraín Vázquez Velasco, diz a Chávez: "Sr. Presidente, fui leal até o fim, mas as mortes de hoje não podem ser toleradas." O general declara aos repórteres que nenhum golpe estava planejado até a matança. O almirante Ramírez afirma que "não podemos permitir que um tirano comande a República da Venezuela."

Em meio a boatos de que Chávez abandonou o cargo, o presidente cogita se matar. Conversa com Fidel Castro, que o aconselha a se entregar ao Exército. O caudilho faz quatro exigências para entregar o poder: renunciar perante a Assembleia Nacional, passar o poder ao vice-presidente, fazer num pronunciamento na televisão e fugir com a família para Cuba.

Vázquez rejeita as exigências e manda dois generais prender Chávez. Às 3h00, os rebeldes ameaçam bombardear o Palácio de Miraflores se o presidente não renunciar. Na manhã de 12 de abril, o comandante das Forças Armadas, general Lucas Rincón Romero, noticia a renúncia de Chávez.

Uma hora e meia depois, empresário Pedro Carmona, presidente da federação empresarial Fedecámaras (Federação das Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela), é nomeado presidente de um governo de transição. Chávez é levado do palácio para o quartel de Forte Tiuna.

Uma das exigências dos golpistas é que Carmona não seja candidato a presidente. Ele fora um dos líderes da greve de 10 de dezembro de 2001. Chávez o descreve como "direto e discreto até ser manipulado pelos conspiradores".

Carmona tira bolivarista do nome do país, que volta a ser apenas a República da Venezuela, dissolve a Assembleia Nacional e a Corte Suprema de Justiça, revoga a Constituição de 1999 e afasta o procurador-geral, todos os governadores e prefeitos eleitos no governo Chávez. Novas eleições parlamentares são previstas para dezembro de 2002.

A maneira intempestiva do novo governo ao dissolver todas as instituições da Venezuela é decisiva para o fracasso do golpe.  Mais tarde, em entrevista ao jornal Miami Herald, Carmona argumenta que "se o golpe tivesse sido planejado com antecedência, as decisões-chaves já teriam sido tomadas."

Surpresa, a oposição democrática acusa Carmona de ter sido "sequestrado" por direitistas. Os golpistas mais radicais impedem Chávez de deixar a Venezuela. Querem processá-lo pelas mortes na Marcha de 11 da Abril.

Sob a alegação de que Chávez não renunciou, os Círculos Bolivaristas protestam nas ruas. Com medo de uma ditadura de direita, altos comandantes militares retiram o apoio aos golpistas. O comandante da Brigada de Paraquedistas do Exército, general Raul Baduel, fala com o comandante da Guarda Presidencial, que mantém a lealdade a Chávez, e desencadeia a Operação Restituição da Dignidade Nacional.

No fim da manhã de 13 de abril, a Guarda Presidencial retoma o controle do Palácio de Miraflores e entrega o poder provisoriamente ao vice-presidente Diosdado Cabello. Baduel liberta Chávez da prisão e o presidente reassume o cargo em 14 de abril.

O general Baduel, decisivo para a derrota do golpe, critica a reforma constitucional de Chávez em 2007 e o controle do Estado sobre a economia. Em 2 de abril de 2009, é preso sob acusação de corrupção quando era ministro da Defesa, de julho de 2006 a julho de 2007, e condenado a 8 anos e 11 meses de detenção por corrupção.

Solto em 12 de agosto de 2015, Baduel é novamente preso pela ditadura de Nicolás Maduro, o sucessor de Chávez, em 12 de janeiro de 2017, sob a acusação de violar os termos da liberdade condicional e morre na prisão em 12 de outubro de 2021.

O grande herói da resistência ao golpe morre no cárcere da ditadura de Maduro.

IRÃ BOMBARDEIA ISRAEL

    Em 2024, a República Islâmica do Irã bombardeia Israel diretamente pela primeira vez, com cerca de 250 mísseis e drones, durante a guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro de 2013.

É uma resposta do Irã ao bombardeio israelense à Embaixada e ao Consulado do Irã em Damasco, a capital da Síria, dias antes. Como é uma instalação diplomática, o regime fundamentalista iraniano decide contra-atacar diretamente depois de décadas de guerra indireta através de grupos como o Hamas e a milícia extremista muçulmana xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

O ataque é mais simbólico, para o regime iraniano dar uma satisfação a si mesmo, aos setores mais exaltados e à opinião pública. Duas pessoas morrem, um palestino e um judeu atingido por estilhaços.

Israel responde em 19 de abril com um ataque para destruir as defesas antiaéreas do inimigo e deixar claro que no futuro pode atacar sem que o inimigo possa se defender. O primeiro-ministro Benjamin Nentanyahu gostaria de bombardear as instalações nucleares do Irã. 

O presidente Donald Trump pressiona o Irã a retomar as negociações para desarmar o programa nuclear, mas o regime iraniano não admite extingui-lo totalmente como quer Israel. Se o Irã não chegar a um acordo, Trump ameaça bombardear o país. Isso causaria uma guerra, com soldados norte-americanos mortos, tudo o que Trump não quer. A república islâmica desconfia de Trump, que abandona em 8 de maio de 2018 o acordo negociado por Barack Obama em 2015.