sexta-feira, 24 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Abril

BIBLIOTECA DO CONGRESSO

    Em 1800, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos é fundada oficialmente quando o presidente John Adams destina uma verba de US$ 5 mil para a compra de livros que "possam ser necessários para uso no Congresso".

 
A Biblioteca do Congresso é a maior do mundo. Recebe todos os livros publicados nos EUA. Seu acervo chega a 170 milhões de itens em 2020.

Durante a Guerra de 1812, em 24 de agosto de 1814, quando as forças britânicas incendeiam a Casa Branca e o Capitólio, destroem a coleção original de 3 mil volumes.

GUERRA HISPANO-AMERICANA

    Em 1898, a Espanha declara guerra aos Estados Unidos, que termina com a independência de Cuba e o controle norte-americano sobre Porto Rico e as Filipinas.

É um marco do começo do imperialismo dos EUA e o fim do imperialismo da Espanha, que vinha desde a Descoberta da América pelos europeus em 1492.

A principal causa da guerra é o movimento pela independência de Cuba. Jornais sensacionalista dirigidos por Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst fomentam um sentimento antiespanhol na opinião pública dos EUA, que vê os cubanos oprimidos pelo colonialismo espanhol.

Depois do naufrágio misterioso do couraçado norte-americano USS Maine no porto de Havana, o Partido Democrata pressiona o presidente republicano William McKinley. A Espanha tenta um acordo, mas os EUA rejeitam e enviam um ultimato para que a Espanha entregue o controle de Cuba.

Quando Madri recusa, os EUA declaram guerra em 21 de abril. A Espanha declara guerra três dias depois. A guerra dura 10 semanas, até 13 de agosto de 1898.

GENOCÍDIO ARMÊNIO

    Em 1915, o Império Otomano prende em Constantinopla e executa cerca de 250 intelectuais e líderes da comunidade armênia no Domingo Vermelho, marco do início de grandes perseguições e massacres que causam a morte de 800 mil a 1,8 milhão de pessoas no Genocídio Armênio.

O genocídio é realizado em duas etadas: primeiro, matando a população masculina adulta; e depois deportando mulheres, crianças, idosos e doentes em marchas da morte que levam ao deserto da Síria sem água e comida, sujeitas a roubos, estupros e massacres. Outros grupos étnicos e religiosos, como os cristãos, os assírios e os gregos, também são perseguidos.

Quando Raphael Lemkin cria a palavra genocídio em 1943 pensa muito no caso armênio. É o segundo genocídio mais estudado, depois do Holocausto cometido pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A Turquia, herdeira do Império Otomano, dissolvido depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18), nega o Genocídio Armênio.

REVOLTA DA PÁSCOA

    Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Irmandade Republicana Irlandesa, uma sociedade secreta de nacionalistas da Irlanda liderada por Patrick Pearse, lança, com o apoio dos socialistas irlandeses chefiados por James Connolly, a Revolta da Páscoa, uma rebelião armada contra séculos de dominação inglesa e britânica, na segunda-feira da Semana Santa.

Os rebeldes atacam a sede do governo britânico, tomam a sede central do correio em Dublin e proclamam a independência da Irlanda. Na manhã seguinte, dominam boa parte da capital irlandesa. À noite, em 25 de abril, as autoridades do Reino Unido reagem.

A revolta é esmagada até 29 de abril e termina no dia seguinte. Pelo menos 500 pessoas morrem na rebelião: 54% eram civis, 30% soldados britânicos e policiais legalistas e 16% eram rebeldes. Pearse e outros 14 nacionalistas são executados.

Em 21 de janeiro de 1919, deputados do Sinn Féin (SF) eleitos em 1918 convocam o Primeiro Dáil, a primeira sessão do Parlamento irlandês e fundam a República da Irlanda. O Reino Unido não aceita. Começa a Guerra da Independência da Irlanda, travada entre o Exército Republicano Irlandês (IRA) e o Exército Real Britânico.

A guerra dura 2 anos, 5 meses, 2 semanas e 6 dias. Termina em 11 de julho de 1921, com 2,3 mil mortos. Pelo Tratado Anglo-Irlandês, a partir de 1º de janeiro de 1922, 26 dos 32 condados da ilha formam o Estado Livre Irlandês. Os outros seis, de maioria protestante, viram a Irlanda do Norte, que continua fazendo parte do Reino Unido e não é reconhecida pelo SF.

A discriminação aos católicos, nacionalistas e republicanos irlandeses na Irlanda do Norte gera uma onda de protestos nos anos 1960 que leva a uma guerra civil em que 3,5 mil pessoas morrem entre 1969 e 1998, quando é assinado o Acordo Paz da Sexta-Feira Santa, no qual as comunidades católica e protestante se comprometem a dividir o poder.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, a instalação de uma fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte reacendeu o conflito. No acordo do divórcio, as duas partes decidiram não criar uma "fronteira dura", mas os protestantes da Irlanda do Norte também não querem uma fronteira no mar com o Reino Unido. O impasse não é resolvido.

O governo britânico aponta uma solução em que há dois controles aduaneiros entre a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte: um para produtos que vão ficar dentro do Reino Unido, mais rápido; e outro para produtos que sigam para a República da Irlanda, que fez parte da União Europeia. 

A manobra evita a fronteira dura capaz de reacender o conflito e os protestantes da Irlanda do Norte aceitaram formar o governo de união nacional liderado pelo SF, o partido mais votado nas últimas eleições norte-irlandesas.

PRIMEIRO ASTRONAUTA MORRE NO ESPAÇO

    Em 1967, o cosmonauta soviético Vladimir Komarov morre ao voltar à Terra. Sua espaçonave se enreda no principal paraquedas a vários quilômetros de altitude e se choca com violência contra o solo.

Vladimir Mikhailovich Komarev nasce em Moscou em 16 de março de 1927. Ele entra para a Força Aérea aos 15 anos e se torna um piloto em 1949. Dez anos depois, Komarev se forma na Academia de Engenharia Militar da Força Aérea em Jukovsky, na Grande Moscou.

Em 12 e 13 de outubro de 1964, Komarev pilota a nave Voskhod 1 na primeira missão especial com mais de um homem a bordo. Em 23 de abril de 1967, Komarov se torna o primeiro cosmonauta russo a subir ao espaço. Na 18ª volta ao redor da Terra, ele tenta pousar e morre na queda.

 RESGATE FRACASSADO

    Em 1980, o governo Jimmy Carter envia uma missão para resgatar os reféns sequestrados na embaixada dos Estados Unidos no Irã em 4 de novembro de 1979, em plena Revolução Islâmica. A operação militar fracassa e oito soldados norte-americanos morrem.

O antiamericanismo da Revolução Iraniana tem origem na revolta contra o golpe que derruba o governo nacionalista de Mohamed Mossadegh em 1953, que planeja estatizar o petróleo. É o primeiro golpe articulado pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) na Guerra Fria.

Em 1957, com a ajuda dos serviços secretos dos EUA e de Israel, o xá cria sua temida polícia, a Savak, acusada pelas oposições por até 100 mil mortes. Era uma sombra permanente na vida do cidadão iraniano durante a ditadura. É outro motivo importante para a Revolução Islâmica.

No caos pós-revolucionário, em 4 de novembro de 1979, guardas revolucionários invadem a Embaixada dos EUA em Teerã e sequestram os 66 funcionários e diplomatas. 

O governo Jimmy Carter autoriza uma operação para libertar os norte-americanos, que fracassa e ajuda a eleger Ronald Reagan. Carter é o único presidente que não manda tropas realizarem intervenções militares na História dos EUA. Sua única tentativa é essa operação de comandos da Força Delta no Irã.

A Operação Garra de Águia tenta resgatar os reféns em 24 de abril de 1980. Só cinco dos oito helicópteros enviados chegam à base de apoio, no meio do deserto, em condições técnicas. Um tem problemas hidráulicos. Outro é danificado por uma tempestade de areia fina. 

Durante o planejamento, fica decidido que a missão seria abortada se menos de seis helicópteros estivessem em condições, embora fossem necessários apenas quatro. Numa decisão discutida até hoje, os comandantes pediram autorização para abandonar a missão. Carter concordou. 

Quando a força estava se retirando, um helicóptero bateu num avião de transporte com soldados e combustível, que explodiu em chamas e matou oito soldados. Um fracasso total. 
A ocupação da embaixada dura 444 dias, até a posse de Ronald Reagan, em 20 de janeiro de 1979. Só aí são soltos os últimos 52 reféns.

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