domingo, 12 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em quatro dias

A doença do coronavírus de 2019 se acelera. Neste domingo, chegou a 13 milhões de casos confirmados no mundo inteiro, 571 mil mortes e 7,575 milhões de pacientes curados. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou novo recorde: 230.370 casos novos em 24 horas, a maioria nos Estados Unidos, no Brasil, na Índia e na África do Sul. 

O primeiro caso da doença do coronavírus de 2019 (covid-19) teria ocorrido em Wuhan, na China, em 17 de novembro. Em dezembro, ficou evidente que havia uma nova síndrome respiratória aguda grave provocando uma pneumonia aguda. 

No último dia do ano, a China comunicou à OMS e, no início de 2020, revelou o genoma do coronavírus. Só em 11 de março, a agência das Nações Unidos, declarou que a covid-19 tinha gerado uma pandemia.

A marca de 10 milhões foi ultrapassada em 27 de junho. Depois foram necessários seis dias para o 11º milhão, cinco dias para o 12º e agora apenas quatro dias para alcançar os 13 milhões.

Os EUA têm o maior número de casos confirmados (3,4 milhões) e de mortes (mais de 135 mil). A Flórida bateu novo recorde de casos novos, 16,5 mil em 24 horas.

No Brasil, foram notificadas mais 659 mortes e 25.361 casos novos da covid-19. O total de mortes subiu para 72.151 e o de casos confirmados para 1,866 milhão.

Com um total de 35 mil mortes, o México passou a Itália. É agora o quarto país em número de mortes na pandemia do coronavírus, atrás dos EUA. Com pouco menos de 300 mil casos, é o oitavo em casos confirmados, mas deve ultrapassar a Espanha nesta segunda-feira e se tornar o sétimo.

sábado, 11 de julho de 2020

Brasil chega a 1,84 milhão de casos e mais de 71 mil mortes

O Brasil registrou mais 968 mortes e 36.474 casos novos em 24 horas da doença do coronavírus de 2019 (covid-19). O total de óbitos subiu para 71.492 e os casos confirmados já somam 1.840.812, de acordo com dados das secretarias da Saúde obtidos por um consórcio de empresas jornalísticas. Mais de 1,2 milhão de pacientes foram curados.

Quando o consórcio foi criado, em 8 de junho, o país tinha 36,4 mil mortes atribuídas ao coronavírus. Em pouco mais de um mês, o total de mortes praticamente dobrou. A aliança de empresas foi resultado das dificuldades de acesso aos dados impostas pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

No mundo inteiro, já são 12,85 milhões de casos confirmados mais de 567 mil mortes e 7,48 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos, onde o número de mortes aumentou na última semana, têm o maior número de casos (3,355 milhões) e de óbitos (137,4 mil).

Pela primeira vez, o presidente Donald Trump apareceu de máscara em público ao visitar o Centro Médico Walter Reed, um hospital militar nos arredores de Washington, a capital dos EUA. Em plena pandemia, o uso de máscaras foi capturado pela guerra cultural entre direita e esquerda.

Depois de muito resistir a aparecer em público de máscara diante das câmeras, o presidente afirmou: "Nunca fui contra o uso da máscara, mas acredito que tem hora e lugar", declarou Trump, citado pela televisão pública britânica BBC.

Pelo raciocínio de Trump, "quando você está num hospital, especialmente naquele setor, quando você está falando com um monte de soldados e pessoas que em alguns casos estavam saindo da mesa de operação, penso que é uma boa coisa usar uma máscara."

Na sua visão, é algo excepcional e não a regra como querem os epidemiologistas nesta hora para barrar o coronavírus. Mais uma vez, com este atitude, o presidente não estimula o americano comum a usar máscaras como proteção contra a covid-19.

Em Israel, dezenas de milhares de pessoas protestaram na Praça Yitzhak Rabin contra a política econômica do governo Benjamin Netanyahu diante do impacto da pandemia. Cerca de 850 mil trabalhadores estão desempregados no país. A taxa de desemprego está em 21%. No auge da pandemia, chegou a 25%, com 1 milhão de desempregados.

A manifestação convocada pelas redes sociais reuniu microempresários, trabalhadores autônomos, do setor cultural, de bares restaurantes e hotelaria, e estudantes universitários. Nenhum político foi autorizado a falar.

Há uma sensação de que o governo israelense não está fazendo tudo o que pode na crise econômica mais grave da história do país. Na sexta-feira, Netanyahu recebeu trabalhadores autônomos e microempresários atingido pela pandemia. Prometeu ajuda financeira imediata.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pandemia tem recorde de 223 mil casos novos num dia

A pandemia do novo coronavírus bate um novo recorde mundial de casos novos em 24 horas. Foram 223.640 na quinta-feira. O recorde de mortes é 8.487, atingido em 17 de abril.

Depois do aumento da contaminação, o número de mortes pela doença do coronavírus de 2019 volta a subir nos Estados Unidos. Foram 471 num dia no início do mês, 948 na quarta-feira, mais de 800 na quinta-feira e pelo menos 830 na sexta-feira. Ainda está bem abaixo do pico de 2.200 em abril, mas a tendência de alta é evidente. 

Com mais de 64 mil casos novos num dia, os Estados Unidos têm hoje mais de 3,28 milhões de casos e mais de 136 mil mortos. A Flórida registrou mais de 11 mil casos novos. Nos hospitais da região metropolitana de Miami, mais de 90% dos leitos de unidades de terapia intensiva estão ocupados.

Segundo país em número absoluto de casos e de mortes, o Brasil registrou mais 1.270 mortes e 45.235 casos novos em 24 horas, totalizando 70.524 mortes e mais de 1,8 milhões de casos confirmados.

Israel bateu um novo recorde negativo com 1.500 casos novos num dia. O país, antes citado como exemplo, vê a contaminação aumentar desde que reabriu a economia, em maio. Tem mais de 36 mil casos e 351 mortes.

Mais de 90 por cento dos economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, entendem que a recuperação da economia depende do controle da covid-19. 

Os analistas preveem uma queda em ritmo de 31,9% ao ano no produto interno bruto dos Estados Unidos no segundo trimestre e uma recuperação de 15,2% ao ano no terceiro trimestre se o coronavírus for contido.

Os preços do petróleo voltaram ao patamar de 40 dólares, R$ 213, por barril de 159 litros.

A onça de 31 gramas de ouro chegou US$ 1.829, cerca de R$ 9.730. Com a busca de aplicações seguras pelos investidores, pode bater o recorde histórico de US$ 1.888,70, quase R$ 10,5 mil. Meu comentário:

quinta-feira, 9 de julho de 2020

CDC aceita reabertura das escolas nos EUA com contaminação em alta

Em entrevista na Casa Branca, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Robert Redfield, apoiou a intenção do presidente Donald Trump de reabrir as escolas, alegando que o fechamento é mais prejudicial a crianças e adolescentes do que o risco.

Com mais 1.199 mortes e 42.907 casos novos, o total de óbitos no Brasil chega a 69 mil 254 e o de casos confirmados está perto de 1,76 milhão. Mas os verdadeiros números podem ser muito maiores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que o Brasil realiza poucos testes.

Desde que o distanciamento físico foi relaxado, pelo menos 12 capitais de estados tiveram aumento nos índices de infecção. A testagem em massa e a busca ativa do vírus sem essenciais para o reinício das atividades.

No mundo interno, houve mais de 12,3 milhões de infecções pelo vírus SARS Cov-2, de segundo coronavírus causador de Síndrome Respiratória Aguda Grave. O total de mortes passa de 556 mil, com mais de 7,181 milhões de pacientes curados.

A principal exigência para reabrir as escolas é a mesma para o reinício de outras atividades, a redução do índice de contaminação na comunidade ao redor da escola, o aumento da testagem e a capacidade de rastrear quem teve contato com o vírus. Além disso, melhorar a ventilação dentro de espaços fechados e evitar a aglomeração em áreas comuns. 

Em Houston, Miami e Phoenix, a contaminação aumentou com a reabertura das escolas. Na Alemanha, algumas escolas testam alunos, professores e funcionários a cada quatro dias. E o índice de contaminação na Alemanha foi de 35 casos por milhão de habitante na semana passada; nos Estados Unidos, foram mil e cem casos por milhão na semana.

Em artigo na revista The Atlantic, um ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças e duas ex-secretárias da saúde propuseram oito etapas para a retomada do ensino presencial:
  •  proteger os mais vulneráveis, permitindo que continuem em casa;
  •  limitar os riscos fechando cantinas e proibindo aglomerações em áreas comuns;
  •  limitar visitas não essenciais; usar máscaras, com um sistema de recompensas para ensinar as crianças e adolescentes a seguir a regra;
  • dividir os estudantes em grupos para reduzir o número de contatos; 
  • limitar as aglomerações criando horários diferentes para entrada e saída da escola; 
  • fazer uma desinfecção rigorosa nos ônibus escolares e facilitar a higiene das mãos;
  • e, por fim, preparar a escola para lidar com casos novos.

Mesmo em casos leves, a covid-19 pode causar doenças neurológicas graves como a encefalomielite disseminada aguda, quando há um ataque e destruição da mielina, uma membrana que envolve parte do neurônio, a célula nervosa. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em cinco dias

A doença do novo coronavírus de 2019 se manifestou em dezembro em Wuhan, na China, e teve o primeiro caso identificado depois em 17 de novembro. O primeiro milhão de casos foi registrado em 2 de abril. 

Depois dos 10 milhões, atingidos no fim de semana de 27 e 28 de junho, foram necesessários seis dias para chegar aos 11 milhões e mais cinco dias para os 12 milhões.

Os Estados Unidos bateram novo recorde de casos novos num dia. Foram mais de 60 mil na terça-feira e 65 na quarta-feira. Tem mais de 3 milhões de casos confirmados e mais 134 mil mortes. Até as eleições de 3 de novembro, a expectativa é que as mortes cheguem a 208 mil.

 Atrás nas pesquisas, o presidente Donald Trump luta para reabrir o país, apesar do aumento da contaminação em mais de 30 dos 50 estados. O Arizona, a Flórida e a Carolina do Sul têm índices de contaminação piores do que qualquer país do mundo e os três primeiros países s!ao Bahrein, Omã e Catar, pequenos emirados árabes com trabalhadores migrantes de baixa renda sem cidadania que vivem em condições precárias e são a maioria dos infectados. 

Trump criticou o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, que não participou da entrevista coletiva diária, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças por causas das exigências feitas para reabertura das escolas.

No mundo, o total de casos confirmados da covid-19 ultrapassa 12 milhões, com 550 mil mortes e mais de 7 milhões de pacientes curados. 

Com mais 41.541 casos novos e 1.187 mortes registradas em 24 horas, o Brasil passa de 1,716 milhão de casos confirmados e chega a 68.055 mortes, de acordo com o levantamento de um consórcio de empresas jornalísticas.

O Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que reúne 27 países ricos e emergentes prevê um desemprego recorde de 9,4% entre os países-membros, podendo chegar a 12,6% se houver uma segunda onda forte da pandemia.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu o estímulo fiscal e a adoção de medidas de transição ecológica com o dinheiro público usado para recuperar a economia.

As bolsas de valores sobem na Ásia, com a expectativa de retomada do crescimento da China. Meu comentário:

terça-feira, 7 de julho de 2020

EUA devem chegar a 208 mil mortes antes das eleições

O total de mortes nos Estados Unidos pela doença do novo coronavírus deve chegar a 208 mil no início de novembro, quando serão realizadas eleições para presidente, para toda a Câmara dos Representantes e 35 dos 100 senadores. 

Segundo estado mais populoso do país, o Texas bateu novo recorde de casos novos da doença do coronavírus de 2019, mais de 10 mil num dia. O Texas e a Flórida têm agora mais de 200 mil casos confirmados cada. O país tem mais de 3 milhões de casos confirmados e quase 134 mil mortes. 

No mundo inteiro, o total de casos se aproxima de 12 milhões, com mais de 546 mil mortes e quase 6,9 milhões de pacientes curados.

O Brasil registrou hoje 1.312 mortes, elevando o total para 66.868. Há um mês, o Brasil tem, em média, mais de mil mortes por dia. Houve 48.584 casos novos nesta terça-feira, elevando o total de casos confirmados para 1,674 milhão de casos.

Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro revelou \que está com o coronavírus e tomou cloroquina, um medicamento que está sendo usado em tratamentos experimentais, mas não há comprovação científica de que seja eficaz. 

Sempre na contramão da ciência, o presidente minimizou a importância da covid-19, defendeu o isolamento vertical, só para idosos, e insistiu erradamente em que os jovens não correm perigo.

Nos EUA, o presidente Donald Trump usa o mesmo argumento para pressionar os governadores a reabrir as escolas. O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, que entrou em conflito com Trump durante a pandemia, disse ao jornal The New York Times que os eleitores querem “algo diferente”. Uma pesquisa da rede de televisão NBC indica que os governadores são muito mais populares do que o presidente.

Em mais uma mentira, Trump afirma que os EUA têm a menor taxa de mortalidade pelo coronavírus do mundo. Falso. Estão em nono em número de mortes por habitante do mundo, mais do que o Brasil, que está em 15 º lugar. Trump se gaba de que o país é o que mais testa, mas estão faltando testes em Houston, a maior cidade do Texas.

Os EUA comunicaram oficialmente às Nações Unidas a decisão de sair da Organização Mundial da Saúde. Como o processo dura um ano, se Trump perder a eleição de 3 de novembro, a decisão deve ser revertida. 

A média das pesquisas dá uma vantagem de 8,7 a 9,6 pontos percentuais para o candidato do Partido Democrata, o ex-senador e ex-vice-presidente Joe Biden. A metade dos eleitores americanos acredita que a economia vai piorar. Mais uma má notícia para Trump.

Na África, continente onde a pandemia chegou por último, o total de casos confirmados passa de 551 mil, com 12 mil e 15 mortes.

No Irã, as 200 mortes registradas nesta terça-feira são um recorde. A República Islâmica tem mais de 245 mil casos confirmados e quase 12 mil mortes. 

A Argentina também bateu seu recorde de mortes num dia, 75. Houve 2.632 casos novos, 995 na capital e 1.476 na Província de Buenos Aires. O país tem mais de 83 mil casos e 1.644 mortes.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, espera que o produto regional bruto seja 8,3 por cento menor neste ano e suba 5,8 por cento no próximo ano, uma expectativa mais pessimista do que a anterior.

Um dos poucos países europeus que evitaram o confinamento, a Suécia, acabou tendo um desempenho econômico pior do que seus vizinhos da Escandinávia. A economia sueca deve recuar 4 e meio por cento neste ano, a da Dinamarca 4,1 por cento e a da Noruega, 3,9 por cento. 

A Suécia é o sétimo país com maior número de mortes por habitante. Teve 12 vezes mais mortes por habitante do que a Noruega e seis vezes mais do que a Dinamarca. Fica evidente assim que a economia não pode funcionar normalmente com o vírus circulando se controle. 

O dilema entre impor o confinamento ou manter a economia funcionando, com querem os presidentes Trump e Bolsonaro, é totalmente falso. Sem controlar a emergência de saúde pública, a economia não se recupera, quanto mais volta ao normal. Meu comentário:

segunda-feira, 6 de julho de 2020

EUA têm 3 milhões de casos confirmados da covid-19

Os Estados Unidos ultrapassaram hoje a marca de 3 milhões de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019, com quase 133 mil mortes. Em mais uma mentira, o presidente Donald Trump afirmou que em 99% dos casos a doença é leve. 

Com 4 por cento da população mundial, os EUA têm 25 por cento dos casos. Nos primeiros cinco dias de junho, foram 260 mil casos novos. A média dos pacientes de covid-19 nos Estados Unidos é 15 anos menor do que um mês atrás. Na Flórida, a média é de 33 anos.

Com mais 566 mortes e 21.486 casos novos em 24 horas, o Brasil chegou a 65.556 mortes e 1,626 milhão de casos confirmados. Depois de apresentar sintomas da covid-19, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Hospital do Exército, em Brasília, fazer o exame.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados está em 11,739 milhões, com mais de 540 mil mortes e quase 6,642 milhões de pacientes curados. O emirado do Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, se tornou o país com o maior número de casos por habitante. Meu comentário:

domingo, 5 de julho de 2020

EUA interceptam ataque de foguete contra embaixada em Bagdá

Horas depois de instalar um sistema de defesa proteger de ataques de artilharia, morteiros e foguetes pequenos, os Estados Unidos conseguiram interceptar um foguete disparado contra a embaixada americana no Iraque em 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, noticiou o jornal israelense The Jerusalem Post.

O ataque acontece depois de quatro explosões em instalações nucleares do Irã atribuídas a Israel. Sem assumir a responsabilidade, o ministro do Exterior israelense, Gabi Ashkenazi, declarou: "Temos uma política há vários governo de não permitir que o Irã tenha capacidade nuclear. 

"Este regime com tais habilidades é uma ameaça existencial a Israel e não podemos permitir que se instale na nossa fronteira norte", observou o ministro, numa referência à presença militar iraniana na Síria. "Fazemos ações que é melhor não comentar."

A República Islâmica e suas milícias aliadas tiveram um papel decisivo para sustentar a ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. Em várias ocasiões, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu considerou inaceitável uma presença militar permanente do Irã na Síria, especialmente numa faixa de até 50 quilômetros de distância da fronteira de Israel.

Uma série de explosões misteriosas ocorreu no Irã desde quinta-feira passada. A primeira foi numa instalação próxima do complexo militar de Parchin. O regime dos aiatolás atribuiu o incidente a uma explosão de gás, mas fotos de satélite revelaram que o alvo foi uma fábrica de mísseis.

No mesmo dia, uma explosão num hospital de Teerã matou 19 pessoas. Na sexta-feira, houve um grande incêndio num prédio da central nuclear de Natanz, a maior instalação de enriquecimento de urânio do Irã. Ontem, houve relatos de outro incêndio perto de uma usina de energia elétrica na região de Ahvaz, no Sul do país, perto da fronteira com o Iraque.

Em entrevista à Rádio do Exército, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, tentou desvincular o país das explosões: "Nem todo incidente que transparece no Irã tem de ver conosco. Todos suspeitam de nós todo o tempo, mas nem todo incidente que acontece no Irã necessariamente tem algo a ver conosco."

Gantz, ex-comandante das Forças de Defesa de Israel disputou as últimas eleições contra o primeiro-ministro Netanyahu e formou um governo de coalizão depois de três eleições em que nenhum dos dois conseguiu maioria absoluta. 

"Continuamos a agir em todas as frentes para reduzir a possibilidade de que o Irã se torne uma potência nuclear. Um Irã nuclear é uma ameaça ao mundo, à região e a Israel. Faremos todo o possível para evitar que isto aconteça. E faremos todo o possível para impedir o Irã de difundir o terrorismo e distribuir armas, não vou me referir a nenhum caso específico", acrescentou o ministro da Defesa.

A preocupação de Israel não se limita às armas nucleares. O país quer a prorrogação do embargo das Nações Unidas à venda de armas ao Irã além de outubro, o prazo atualmente estabelecido, para impedir a ditadura teocrática iraniana de adquirir sistemas avanços de armamentos.

O ministro do Exterior lembrou que o Irã arma dezenas de milícias no Oriente Médio. A maior de todas é o Hesbolá (Partido de Deus), do Líbano, país que no momento enfrenta uma séria crise econômica, com protestos nas ruas contra a presença da milícia no governo da união nacional.

A Organização de Energia Atômica do Irã confirmou a ocorrência de um incidente na central nuclear de Natanz, alvo em 2010 de um ataque cibernético com o vírus Stuxnet para atrasar o desenvolvimento da bomba atômica iraniana. Na época, o regime iraniano acusou os EUA e Israel. O Stuxnet é considerado um verme por tornar lentos os computadores que infecta.

Oficialmente, o Irã nega estar desenvolvendo armas nucleares, mas retomou várias atividades de seu programa atômico depois que o presidente Donald Trump retirou, em maio de 2018, os EUA do acordo negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU ( China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha.

Em janeiro, um ataque de mísseis americanos matou o general Kassem Suleimani, o mais graduado oficial iraniano, no aeroporto de Bagdá, depois de ataques de milícias xiitas iraquianas financiadas, armadas e treinadas pelo Irã. O general comandava a Força Quods, braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior, e coordenava mais de 60 milícias xiitas no Oriente Médio.

sábado, 4 de julho de 2020

América Latina não testa o suficiente para conter pandemia

Com 650 milhões de habitantes, 2,7 milhões de casos confirmados e pelo menos 120 mil mortes, a América Latina pode ser o novo centro da pandemia do novo coronavírus, mas não segue a principal orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS): testar, testar, testar.

A manter o atual ritmo de contaminação, o subcontinente pode passar de 400 mil mortes em outubro. Sem testar em massa e fazer uma busca ativa do vírus os países latino-americanos não conseguem mapear a propagação do vírus, isolar os infectados e rastrear quem teve contato com eles para colocá-los em quarentena.

"Enquanto o mundo inteiro faz um grande esforço para conter a pior crise de saúde da história, os países têm de continuar tentando expandir a capacidade de testagem em todas as fases. É vital agora monitorar a evolução da pandemia e, depois de controlá-la, continuar testando durante a reabertura", recomenda o médico brasileiro Jarbas Barbosa, subdiretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Só a testagem e o rastreamento do vírus permitem identificar as pessoas que precisam ser isoladas para reduzir a velocidade de propagação da covid-19.

Na América Latina, o Chile é o país que faz o maior número de testes por habitante, 60.880 para cada milhão de pessoas, seguido pelo Peru (53.432) e pela Venezuela (49.665), se é possível confiar nas estatísticas da ditadura de Nicolás Maduro. O Brasil está em 19º lugar na região e 111º no mundo em exames.

O Brasil registrou mais 1.111 mortes em 24 horas, recorde para um sábado, e soma 64.365 óbitos. Houve mais 35.035 casos novos notificados hoje, elevando o total de casos confirmados para 1.578.376. É o segundo país em número de casos e de mortes, atrás apenas dos EUA.

No sábado, o Chile superou o Reino Unido para se tornar o sétimo país do mundo em número de casos confirmados, pouco menos de 292 mil. Em mortes, o México é o segundo país da América Latina e quinto do mundo (30.366). O Peru é o terceiro do subcontinente e 10º do mundo (10.412).

Ao todo, o mundo tem 11.386.333 casos confirmados, 533.580 mortes e 6.445.057 pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 8%. A curva de mortes caiu depois do pico em abril, mas a curva de contaminação continua em alta. Uma explicação possível é que o vírus esteja infectando mais jovens, que têm um prognóstico de cura melhor.

Os EUA lideram com 2.935.770 casos confirmados e 132.318 mortes. Durante a semana, 40 dos 50 estados americanos apresentaram aumento do número diário de infecções, que passou de 50 mil. A Califórnia, o Arizona, o Texas e a Flórida registraram metade dos casos novos.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Pandemia teve um milhão de casos novos em seis dias

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus chegou hoje a 11 milhões. Até gora, se acredita que o primeiro caso aconteceu em Wuhan, na China, em 17 de novembro, mas se admite que possa ter sido muito antes. O primeiro milhão de casos foi atingido em 2 de abril. Agora, foram necessários apenas seis dias para o total passar de 10 para 11 milhões.

No mundo inteiro, são quase 11,2 milhões de casos confirmados, 529 mil mortes e mais de 6,3 milhões de pacientes curados, com taxa de mortalidade de 8% entre os casos encerrados.

Os Estados Unidos lideram com 2,89 milhões de infectados e mais de 132 mil mortes. Dos 50 estados americanos, houve aumento da contaminação em 40 nesta semana

No Brasil, houve mais 1.264 mortes notificadas nesta-sexta-feira. O total de óbitos subiu para 63.254. Com mais 41.988 casos novos, o total de casos confirmados chega a 1,543 milhão.

Na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong Un, advertiu os altos funcionários do regime comunista que a complacência provoca o risco de uma “crise inimaginável e irremediável”. Meu comentário:

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Relações EUA-China vão moldar mundo pós-pandemia

Minha entrevista ao canal da jornalista Leila Richers sobre as relações entre os Estados Unidos e a China, a nova realidade geopolítica, o risco de uma nova guerra fria, a posição do Brasil e outras repercussões da pandemia do novo coronavírus.

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curadosOs Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Brasil chega a 60 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus

Cerca de 30 mil pessoas morreram no mês passado no Brasil da doença do coronavírus de 2019. Com mais 1.057 mortes comunicadas hoje, o total de óbitos está em 60.713. Com mais 44.884 casos novos registrados em 24 horas, o total de casos confirmados passou de 1,453 milhão. 

Os Estados Unidos tiveram 48.743 casos novos em 24 horas, um novo recorde, o quarto em uma semana. O total de casos confirmados passou de 2,776 milhão, com mais de 130 mil mortes. Por causa das mortes excedentes em relação ao ano passado, a Associação Médica Americana estima que o total seria 28% maior, mais de 167 mil.

Pelo menos 16 estados recuaram na reabertura. A Califórnia voltou a fechar bares e restaurantes, e Nova York suspendeu a autorização para que servissem em áreas internas a partir da próxima semana. 

No mundo inteiro, seis meses depois que a China comunicou à Organização Mundial da Saúde a existência de um surto de pneumonia atípica na cidade de Wuhan, já são quase 10,82 milhões de casos confirmados, quase 519 mil mortes e 5,929 milhões de pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 8 por cento.

A União Europeia reabriu as fronteiras externas para 14 países, mas excluiu os Estados Unidos, o Brasil e a Rússia. Portugal e Espanha também reabriram a fronteira. As ilhas do Mar do Caribe também autorizaram a volta dos turistas, mas não dos americanos. Na Holanda, a venda de serviços sexuais voltou a ser permitida. Na Bélgica, foram reabertos, parques de diversão, cassinos, teatros e piscinas.

Só 49,5% das pessoas em idade de trabalhar tinham ocupação no Brasil no fim de maio, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 85,9 milhões. Em três meses, a taxa de desemprego de 11,6% para 12,9%.

Nove em cada dez famílias argentinas estão endividadas. Nesta quarta-feira, começou uma nova fase de confinamento total na Grande Buenos Aires, com a exceção dos serviços essenciais. Cerca de 70 mil lojas fecharam. Muitos comerciantes temem que seja um golpe final nos seus negócios. Meu comentário:

terça-feira, 30 de junho de 2020

EUA podem ter 100 mil novas infecções por dia, adverte Dr. Fauci

O número de casos novos da doença do coronavírus de 2019 nos Estados Unidos aumentou 80 por cento em duas semanas. Se as pessoas não usarem máscaras e não mantiveram a distância de dois metros umas das outras, o total de novos casos por dia pode chegar a 100 mil, advertiu nesta terça-feira o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca. 

Na semana passada, o aumento foi de 46%. Sete por cento dos testes deram positivo. Quatro estados do Sul, Califórnia, Arizona, Texas e Flórida, são responsáveis pela metade dos casos.

No mundo inteiro, são 10 milhões e meio de casos confirmados e mais de 510 mil mortes. Quase 5,8 milhões de pacientes se salvaram. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 8%.

O Brasil registrou mais 1.271 mortes nesta terça-feira. O total de óbitos chegou a 59.659. Houve quase 38 mil casos novos e o total de casos confirmados chegou a 1,408 milhão.

A União Europeia abre neste 1º de julho as fronteiras externas para 14 países, entre eles a Austrália, o Canadá, o Japão e o Uruguai, único país da América Latina. Os EUA, o Brasil e a Rússia estão fora por terem o maior número de casos da covid-19. A China pode ser incluída se houver reciprocidade.

Nesta terça-feira, o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido revelou que a economia do país caiu 2,2% por cento no primeiro trimestre, antes do impacto mais forte da pandemia. O país só entrou em quarentena em 23 de março. A queda em abril foi superior a 20% mas só entra no produto interno bruto do segundo trimestre.

O primeiro-ministro Boris Johnson anunciou um programa de obras públicas de 5 bilhões de libras, cerca de R$ 33,8 bilhões, para relançar a economia britânica.

Apesar da pandemia do novo coronavírus, depois de uma forte queda inicial, as ações de empresas americanas tiveram no segundo trimestre o melhor desempenho desde 1998.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) registrou uma queda de 14% nas horas trabalhadas no primeiro semestre, equivalentes a menos 400 milhões de empregos.

A África enfrenta pior choque econômico desde 1970, alerta a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva. O produto regional bruto deve cair 3,2 por cento.

O total de desempregados no Brasil subiu para 12,7 milhões e 5 milhões de trabalhadores desalentados, que desistiram de procurar emprego no momento, não entram na estatística como desempregados. Meu comentário:

China acaba com a autonomia de Hong Kong

Por unanimidade, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou hoje uma Lei de Segurança Nacional para Hong Kong que acaba com a autonomia administrativa que o território tinha desde que foi devolvido pelo Reino Unido em 1º de julho de 1997.

A nova lei, elaborada sem a menor participação das autoridades locais, criminaliza qualquer ato de "secessão, subversão, terrorismo ou colusão com forças estrangeiras". Ameaça a liberdade de expressão, a independência do Judiciário e as liberdades democráticas. Atacar prédios públicos e bloquear o trânsito são considerados ações terroristas. A pena máxima é prisão perpétua.

Pelo acordo feito em 1984 pelo líder chinês Deng Xiaoping e a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, o regime comunista se comprometeu a manter as liberdades públicas em Hong Kong com base na fórmula "um país, dois sistemas" durante pelo menos 50 anos.

Desde 9 de junho de 2019, havia uma onda de manifestações de protesto no território, inicialmente contra um projeto de lei que permitia a extradição de cidadãos de Hong Kong para responder a processos na China continental. Evoluiu para exigir eleições diretas para governador e o Conselho Legislativo. O projeto da extradição foi abandonado, mas agora está incluído na nova lei.

A ditadura comunista de Xi Jinping na República Popular da China nunca aceitou os protestos, que acusa de ser um movimento pela independência do território insuflado por potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Reino Unido. Na verdade, é uma luta pela democracia.

Como a governadora Carrie Lam, nomeada pelo regime comunista chinês, não conseguiu controlar as manifestações, há muito se esperava uma intervenção de Beijim. Se o Exército Popular de Libertação fosse enviado, a repercussão política seria enorme. Então, veio pela via legislativa.

O fim da autonomia compromete a independência do Judiciário de Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia, por onde entrou boa parte do capital estrangeiro que financiou o extraordinário desenvolvimento da China nas últimas décadas. Agora, Cingapura se prepara para ocupar este lugar.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ofereceu cidadania para 3 milhões de cidadãos de Hong Kong. A República da China em Taiwan, que a ditadura militar de Beijim considera uma província rebelde, fez a mesma oferta.

Os Estados Unidos vão suspender as preferências comerciais a Hong Kong e impor as tarifas de importação aplicadas na guerra comercial do presidente Donald Trump contra a China.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Pandemia acelera nos EUA e tem novos surtos na Ásia

A pandemia se agrava. No fim de semana, o total de casos confirmados passou de 10 milhões e o de mortes de 500 mil. A Organização Mundial da Saúde adverte que a pandemia está longe do fim e vai enviar uma equipe à China na próxima semana para investigar a origem da doença do coronavírus de 2019.

Os Estados Unidos têm um quarto do total de casos no mundo inteiro, quase 2,682 milhões, mais mortes, 128 mil, e registram duas vezes mais casos novos do que duas semanas atrás, enquanto China, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm novos picos de infecção. 

No domingo, foram registrados mais de 42 mil casos novos nos Estados Unidos. Nas últimas semanas, houve aumento do ritmo de infecções em 38 dos 50 estados americanos, de acordo com a Rádio Pública Nacional.

O Brasil registrou mais 727 mortes em 24 horas, chegou a 58.385 óbitos e mais 25.234 casos novos, elevando o total para 1.370.488.

A China aprovou uma vacina que será aplicada nos militares. No mundo inteiro, há 147 vacinas em desenvolvimento. No fim de semana, o governo brasileiro anunciou um acordo com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford, na Inglaterra, que estão desenvolvendo a vacina mais promissora. 

Hoje, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, disse que ficará satisfeito com uma vacina que tinha eficácia em 70 a 75 por cento dos casos.

Sob o impacto da pandemia, uma onda verde dominou o segundo turno das eleições municipais da França. O partido Europa Ecologia-Os Verdes (EELV), fundado em 2010 por Daniel Cohn-Bendit, Dani Le Rouge, Dani o Vermelho, líder da Revolução dos Estudantes de maio de 1968, ganhou em Lyon, Bordeaux, Estrasburgo, Poitiers, Besançon, Annecy e Grenoble, e apoiou os candidatos vencedores em Paris, Marselha e Montpellier.

"Isto lembra as eleições municipais de 1977", quando a esquerda ganhou, antecipando a vitória do socialista François Mitterrand na eleição presidencial de 1981, festejou o secretário-geral do Europa Ecologia-Os Verdes, Julian Bayou.

Foi uma derrota para A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron, que não conseguiu se firmar como um partido municipalista. Uma aliança de esquerda se reconstitui, pressionando o presidente. Ex-ministro das Finanças do presidente socialista François Hollande (2012-17), Macron teve de se alinhar à centro-direita.

Hoje, numa guinada ecológica, o presidente recebeu no Palácio do Eliseu a Convenção Cidadã pelo Clima e só rejeitou três de suas 149 propostas: um imposto de 4% sobre dividendos, sob a alegação de que desestimularia o investimento; uma redução da velocidade máxima nas estradas de 130 para 110 km/h; e a introdução da proteção ambiental como meta prioritária no preâmbulo da Constituição da França.

Macron anunciou que não vai apoiar o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul enquanto o Brasil não cumprir o compromisso de proteger o meio ambiente e a Amazônia.

Nesta quarta-feira, começa o terceiro trimestre do ano, quando há uma esperança de recuperação econômica no Leste da Ásia e na Europa, enquanto os Estados Unidos, a América Latina, o Sul da Ásia, a África e o Oriente Médio vão continuar lutando contra o impacto da pandemia.

O Brasil perdeu 1,4 milhão de empregos com carteira assinada em três meses. Mais 11,6 milhões tiveram salários reduzido para não perder o emprego.

A economia argentina desabou 26,4% em abril e deve fechar o ano com queda de até 12% no produto interno bruto, pior do que os 10,9% de 2002, depois do colapso da dolarização da era Carlos Menem (1989-99).

O economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas Casa das Garças e um dos pais do Plano Real, prevê uma mudança estrutural depois da pandemia, com aumento dos gastos públicos e maior preocupação com a desigualdade social e a distribuição da riqueza. Meu comentário:

Onda verde nas eleições municipais na França

Ao ganhar as eleições municipais em Lyon, Bordéus, Estrasburgo, Poitiers, Besançon, Annecy e Grenoble, e apoiar os candidatos vencedores em Paris, Marselha e Montpellier, os verdes se impõem como uma grande força política na França de oposição ao presidente Emmanuel Macron, noticiou o jornal Le Monde.

O partido Europa Ecologia-Os Verdes (EELV), fundado em 2010 por Daniel Cohn-Bendit, Dani le Rouge, líder da Revolução dos Estudantes de Maio de 1968, sem deputados na Assembleia Nacional, foi o grande vitorioso das eleições municipais francesas, cujo segundo turno foi disputado ontem. Em Paris, apoiou a reeleição da prefeita socialista Anne Hidalgo, com 49% dos votos.

Foi uma derrota para A República em Marcha (LREM), o partido do presidente Macron. Uma aliança de esquerda se reconstitui, pressionando o presidente, que foi ministro das Finanças do presidente socialista François Hollande (2012-17), a se alinhar à centro-direita.

O primeiro-ministro Edouard Philippe, que veio do partido gaullista Os Republicanos (LR), salvou a honra do governo ganhando em Le Havre. Com vitórias em Nice e Toulouse, LR se firma como o partido dominante nas cidades de médio porte, com mais de 9 mil habitantes.

A Reunião Nacional, de extrema direita, conquistou em Perpignan, na fronteira com a Espanha, sua segunda vitória numa grande cidade, de mais de 100 mil habitantes, depois de vencer em Toulon em 1995. No primeiro turno, havia confirmado o controle sobre 7 das 11 cidades onde venceu em 2014. Ganhou mais duas e perdeu duas no domingo.

Havia rumores de que Macron poderia demiti-lo em caso de derrota do governo, mas Philippe se tornou mais popular do que o presidente, considerado arrogante e elitista, durante a quarentena. Se for afastado, pode desafiar Macron na eleição presidencial de 2022. Em pesquisa do jornal direitista Le Figaro, 75% apoiam a manutenção de Philippe na chefia do governo.

"Isto lembra as eleições municipais de 1977", quando a esquerda ganhou, antecipando a vitória do socialista François Mitterrand na eleição presidencial de 1981, festejou o secretário-geral do partido, Julian Bayou.

"Apesar das coalizões anticlima, apesar dos insultos na campanha, os prefeitos ecologistas foram reeleitos e novas vitórias permitem à ecologia se ancorar duradouramente em numerosas cidades e grandes metrópoles - e também em numerosas vilas e bairros populares", acrescentou.

Para o eurodeputado verde Yannick Jadot, uma das estrelas do partido, "é uma virada política em nosso país. A paisagem se recompõe ao redor da ecologia, de um projeto rico. É uma reação à impotência e à falta de escolhas do governo nas questões ecológicas e sociais, à verticalidade de seu poder."

Mesmo com uma abstenção recorde (60%) e um grande intervalo desde o primeiro turno, em 15 de março, o adiamento por causa do confinamento imposto pela pandemia do novo coronavírus não tirou o ímpeto do movimento verde. 

Ao contrário. "A leitura da pandemia se fez ao redor da ecologia, com o questionamento dos estilos de vida e de consumo que metem à prova nossos ecossistemas", analisou o diretor do Departamento de Opnião do Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP), Jérôme Fourquet, coautor do livro Em Imersão: uma pesquisa sobre uma sociedade confinada.

Na sua opinião, "o confinamento foi um acelerador. As pessoas querem mais localismo e uma baixa do consumo frenético. Esse período reforçou os temas do EELV."

domingo, 28 de junho de 2020

Pandemia tem recorde de 189 mil casos em 24 horas

No início da semana em que fará seis meses que a China comunicou oficialmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) a existência da doença do novo coronavírus, a pandemia bateu novo recorde, com 189 mil casos novos registrados em 24 horas.

No fim de semana, o total de pessoas infectadas passou de 10 milhões de pessoas, chegando a 10.249.741, com 504.490 mortes e 5.557.974 pacientes curados.

Os Estados Unidos tiveram até hoje 2.637.077 casos e 128.437 mortes. No domingo, pela quarto dia seguido bateram seu recorde de casos novos, com 44,7 mil. Só o estado da Flórida, teve mais 18 mil casos novos no fim de semana.

O Brasil vem em segundo lugar. Com mais 555 mortes registradas neste domingo, o total de óbitos chegou a 57.659. Houve mais 46.860 casos novos, a maior quantidade no mundo inteiro, elevando o total de casos confirmados no país para 1.345.254.

Depois de tentar esconder a doença no primeiro momento, o regime comunista chinês avisou à OMS em 31 de dezembro de 2019 sobre uma síndrome respiratória aguda grave, uma espécie de pneumonia, cuja origem foi rastreada num mercado de carnes na cidade de Wuhan. Mais tarde, estudos indicaram que o primeiro caso teria ocorrido em 17 de novembro.

O médico oftalmologia Li Wenliang, que havia dado o alerta no fim de dezembro, foi preso e interrogado em 3 de janeiro, acusado de espalhar  boato alarmistas. Uma semana depois ele ficou doente e morreu em 7 de fevereiro. Virou herói nacional.

Antes, em 20 de janeiro, a China reconheceu que a covid-19 poderia ser transmitida de pessoa para pessoa. Um vírus de morcego teria infectado humanos, talvez passando por outra espécie animal, o pangolim. Em 23 de janeiro, o governo chinês impôs um confinamento total à cidade de Wuhan que durou 76 dias e ajudou a controlar a situação no país.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 26 de fevereiro, mas o presidente Jair Bolsonaro não deu importância à doença e sempre se recusou a apoiar as políticas de confinamento adotadas por estados e municípios.

A epidemia se internacionalizou com surtos na Coreia do Sul, na Itália e no Irã. Em 9 de março, a Itália se tornou o primeiro país da história a entrar em quarentena coletivamente. Dois dias depois, finalmente, OMS reconheceu que se tratava de uma pandemia.

Em 13 de março, mais de dois meses depois de ser advertido pelo serviço secreto do Exército dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decretou estado de emergência nacional. Ainda em março, a Itália, a ?Espanha, a França e os EUA ultrapassaram a China em número de casos e de mortes pela doença.

Logo ficou evidente que a reação do mercado não seria suficiente. Os governos já mobilizaram US$ 11 trilhões para sustentar a economia e evitar uma depressão econômica. De qualquer forma, deve ser a pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão (1929-39).

sábado, 27 de junho de 2020

Pandemia chega a 10 milhões de casos e mais de 500 mil mortes

O número de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019 (covid-19) atingiu hoje a marca de 10 milhões. Está em 10.081.545, com 5.458.369 pacientes curados. O total de mortos chegou a 501.298, 8% do total de casos encerrados.

Com mais 994 mortes registradas neste sábado, o total de óbitos pela pandemia do novo coronavírus no Brasil está em 57.103. Houve 35.877 casos novos em 24 horas, elevando o total de casos confirmados para 1.315.941. O país é o segundo em casos confirmados e número absoluto de mortes.

Os Estados Unidos são o primeiro, com quase 2,6 milhões de casos confirmados da covid-19 e mais de 128 mil mortes. Quase todos os estados americanos reativaram suas economias, muitos cedo demais. Durante a semana, 33 tiveram aumento no número de casos novos.

Na Califórnia, o estado mais populoso do país, houve um aumento de 32% nas hospitalizações pela doença nos últimos 14 dias, informou o jornal Los Angeles Times.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Brasil lidera média semanal de casos novos da covid-19 há 27 dias

O Brasil teve 46 mil 907 casos novos em 24 horas e 1.055 mortes pela doença do coronavírus de 2019 registradas hoje o total de mortos chegou a 56.109 e o total de casos confirmados 1280.054. Há 27 dias, é líder mundial de casos novos da covid-19. 

São Paulo chegou a 258.508 casos confirmados e quase 14 mil mortes. Se fosse um país, estaria em nono lugar no número de casos, logo atrás do Peru e do Chile. O Rio de Janeiro tem 108.497 casos confirmados e quase 9,6 mil mortes. Se fosse um país, seria o 19º do mundo em número de casos.

Os Estados Unidos bateram seu recorde de casos novos pelo terceiro dia seguido. A metade foi diagnosticada em jovens de até 35 anos que não respeitaram o distanciamento social com a reabertura da economia.

A população de origem latino-americana registrou um aumento de 32% dos casos novos. A Flórida, estado que deve ser o novo foco principal da pandemia nos Estados Unidos, registrou mais 8 mil e 900 casos na sexta-feira. 

Sob protestos da extrema direita, o governador do Texas, Greg Abbott, fechou todos os bares. No condado de Harris, onde fica Houston, que tem 91% dos leitos de UTI ocupados, a ordem é ficar em casa.

Com 509 mil casos, a Índia é o quarto país em número de infecções, depois dos Estados Unidos, do Brasil e da Rússia. Para conter a pandemia, o governo indiano pretende examinar todos os 29 milhões de habitantes da capital, Nova Déli, que está tendo três vezes casos novos do que Mumbai, a maior cidade e principal centro econômico. A Índia registra 15.689 mortes.

A Argentina endurece a quarenta. De 1º a 17 de julho, 70 mil lojas serão fechadas. Só serão autorizadas atividades essenciais nas áreas críticas. Será proibido sair para fazer exercícios físicos na rua. 

Com mais 2.886 casos novos num dia, 92% na cidade e na província de Buenos Aires, o total de casos confirmados passou de 55 mil. Houve mais 34 mortes, elevando o total para 1.184.

A Organização Mundial da Saúde considera a vacina produzida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford, na Inglaterra, que está em testes clínicos no Brasil, a mais avançada do mundo.

Ao abrir suas fronteiras externas em 1º de julho, a União Europeia deve barrar viajantes dos Estados Unidos, do Brasil e da Rússia, os três países com o maior número de casos da covid-19.

Em Nova York, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Wall Street, caiu mais de 730 pontos ou 2,84 por cento por causa do risco que o aumento da contaminação pelo coronavírus representa para a reabertura da economia. 

A Bolsa de São Paulo recuou 2,24 por cento. Apesar da intervenção do Banco Central, o dólar subiu para 5 reais e 46 centavos. Meu comentário:

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Brasil tem 55 mil mortes e EUA batem recorde de casos novos

Com 40 mil casos novos em 24 horas, os Estados Unidos batem pelo segundo dia seguido o recorde de contaminação pela doença do coronavírus de 2019 e o Brasil chega a 55 mil mortes. 

Na Europa, na semana passada, o número de casos novos da pandemia aumentou pela primeira vez depois de meses, observou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mundo inteiro, o total de casos confirmados passou de 9,71 milhões, com quase 492 mil mortes e 5,28 milhões pacientes curados. Os EUA têm 2,5 milhões casos confirmados e 126.780 mortes. 

Por causa da subnotificação e de ser o vigésimo quinto país em testes por habitante, o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dr. Robert Redfield, estima que o número real de casos seja de pelo menos 16 milhões.

O número de casos na América Latina triplicou em um mês, passando de 2 milhões. Com mais 1.180 mortes em 24 horas, o Brasil soma um total de 55.054 mortes e mais de 1,233 milhão de casos confirmados.

O comércio internacional sofreu uma queda recorde de 12,1% em volume em abril, depois de uma queda de 2,4 em março, acumulando uma redução de 16,2%, de acordo com o Instituto Holandês de Análise de Política Econômica.

Mais 1,48 milhão de americanos pediram seguro-desemprego na semana passada, elevando o total desde o início da crise econômica gerada pela covid-19 para mais de 47 milhões.

No Brasil, o governo prorrogou por três meses a ajuda de emergência para pessoas sem renda.

Na Espanha, o governo apresentou um anteprojeto para regulamentar o trabalho em casa. Pela Lei do Trabalho à Distância, será voluntário e as empresas terão de pagar todos os custos diretos e indiretos, e respeitar os limites em horas da jornada de trabalho. 

Os trabalhadores terão o direito de negociar um horário flexível e à desconexão digital, para não ficar 24 horas ligados no ambiente de trabalho. Meu comentário:

quarta-feira, 24 de junho de 2020

FMI prevê uma recessão mundial ainda pior em 2020

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma recessão ainda pior para a economia mundial neste ano e uma forte recuperação no ano que vem, se a pandemia do novo coronavírus for controlada. 

As maiores quedas entre as principais economias do mundo serão na Itália, na Espanha e na França. O México, Argentina e o Brasil vêm um pouco atrás. 

A Organização Mundial da Saúde espera que o número de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019 chegue a dez milhões ainda nesta semana. Quase metade das mortes nas últimas duas semanas aconteceram na América Latina.

Nesta quarta-feira, mais uma vez, o Brasil teve mais de mil mortes e mais de 40 mil casos novos em 24 horas. Em Goiás, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o número de mortes por dia é maior do que duas semanas atrás. 

Os três estados mais populosos dos Estados Unidos, a Califórnia, o Texas e a Flórida, registraram novos recordes no número de casos novos num dia. O total de casos novos no país foi o maior desde 23 de abril.

Com o avanço da pandemia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 700 pontos. A Europa teve perdas ainda maiores A Bolsa de São Paulo também caiu. Meu comentário:

terça-feira, 23 de junho de 2020

Brasil tem segundo pior dia em número de casos e de mortes

Com mais 1.364 mortes e mais de 40 mil casos confirmados, o Brasil teve o segundo maior número diário de óbitos e diagnósticos desde o início da pandemia. O total de mortos chegou a 52.771 e os casos confirmados já são 1.151.479. 

No mundo inteiro, já são 9362 milhões casos confirmados e quase 480 mil mortes. Mais de 5 milhões de pacientes foram curados.

Nos Estados Unidos, o número de casos confirmados passa de 2,424 milhões casos e o de mortes de 123 mil. Em 25 estados, há mais casos novos nesta semana do que na passada. Na Califórnia, as hospitalizações pela doença subiram 16 por cento em duas semanas. 

Ao depor no Congresso, o principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, considerou “perturbador” o aumento do número de infecções no país. Meu comentário:

segunda-feira, 22 de junho de 2020

China testa 2,3 milhões de pessoas para conter surto em Beijim

Para conter uma segunda onda de contaminação pela pandemia do novo coronavírus na capital, a China testou 2 milhões e 300 mil pessoas, 10% da população de Beijim, em uma semana. 

O novo surto, iniciado no maior mercado atacadista de alimentos da cidade, contaminou pelo menos 227 pessoas. Como só houve nove casos novos, o governo acredita que a situação esteja sob controle. 

A China aumentou a capacidade de testagem na capital para um milhão por dia. Está examinando todos os empregados em fábricas de processamento de alimentos. 

A Alemanha e a Coreia do Sul também enfrentam uma segunda onda. O Brasil passou no fim de semana de 1 milhão de casos e 50 mil mortos.

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde anunciou que a doença entrou uma “fase nova e perigosa”. Nas últimas duas semanas, 81 países viram crescimento de casos novos e em 36 houve declínio. 

Num ataque indireto ao presidente Donald Trump, que retirou os Estados Unidos da organização, o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou a politização da pandemia e a falta de liderança global. Meu comentário:

domingo, 21 de junho de 2020

Total de casos da pandemia no mundo passa de 9 milhões

O total de casos confirmados pela pandemia do novo coronavírus no mundo chegou neste domingo a 9.046.215, com 470.703 mortes e 4.838.259 pacientes curados. Cerca de 2% dos 3.737.153 pacientes em tratamento, 54.734, estão em estado grave. Dos casos encerrados, 9% terminaram em morte.

No Brasil, mais 601 mortes foram registradas, elevando o total de óbitos para 50.659. Houve 16.851 casos novos. O país tem agora 1.086.90 casos confirmados. Como testa pouco, com a subnotificação, o número real pode ser 5, 7 ou até 12 vezes maiores.

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados (2.356.6570 e mais mortes (122.246). Neste fim de semana, num comício em Tulsa, no estado de Oklahoma, o presidente afirmou que o [aís está sofrendo um aumento do do número de casos porque faz muitos testes. Mais uma mentira do presidente, os EUA são o 26 país emb'