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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Nenhum estado tem alta em mortes de covid-19

 O contágio no mundo por doença do coronavírus de 2019 aumentou na semana passada pela nona semana seguida e as mortes pela sexta semana consecutiva. Pela primeira vez desde julho, nenhum estado brasileiro registrou alta de mortes hoje. Tanto a transmissão da doença quanto as mortes estão em queda, mas ainda estão em níveis muito altos.

Mais 1.279 mortes e 31.044 casos novos de covid-19 foram notificados hoje. O Brasil soma agora 14.370.456 casos confirmados e 392.204 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou para 2.451, com queda de 20% em duas semanas. A média diária de casos ficou em 56.106, com queda de 21% em duas semanas.

O centro da pandemia agora é a Índia, que bateu o recorde mundial de casos novos por dia de um país nos últimos cinco dias, com 352.991 no domingo, somando quase 5,7 milhões de diagnósticos positivos numa semana. Nesta segunda-feira, houve uma queda para 323 mil casos novos e 2.771 mortes. Ontem, foram 2.767 mortes oficialmente.

Tudo indica que há uma grande subnotificação. O número de cadáveres queimados, uma tradição dos funerais hindus, é muito maior do que o número oficial de mortos por covid-19, 24 vezes maior na cidade de Bhopal e 100 vezes maior em Jamnagar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), os Estados Unidos e o Reino Unido enviaram insumos para fabricar vacinas, hospitais de campanha e especialistas para ajudar o governo indiano a enfrentar a situação de emergência.

No mundo inteiro, já são 147.533.386 casos confirmados e 3.116.908 mortes. Cerca de 125,5 milhões de doentes sobreviveram, 18,8 milhões apresentam sintomas leves e 110.484 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 2%.

Os EUA, que eram o centro da pandemia no início do ano, antes do Brasil e da Índia, houve mais 55.058 casos, queda de 20% em duas semanas, e 706 mortes, menos 2% em duas semanas. O contágio diminui no estado de Michigan, o mais crítico neste mês. Ao todo, o país tem agora 31.124.369 casos confirmados e 572.666 óbitos.

Mais 1,05 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 236,9 milhões nos EUA, onde 141 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 95,9 milhões (29,1% da população americana) estão plenamente vacinados, cerca de 230 milhões na China, mais de 142 milhões na Índia, 135 milhões na União Europeia, mais de 48 milhões no Reino Unido e 42,6 milhões no Brasil, onde 29,5 milhões receberam a primeira dose e 13,1 milhões (6,15% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou pedidos de estados para importação da vacina russa Sputnik-V sob a alegação de que não tem elementos suficientes para atestar sua segurança e eficácia. Uma equipe da Anvisa esteve em Moscou, mas não obteve acesso ao Instituto Gamaleya, fabricante da vacina, para avaliar o controle de qualidade. Meu comentário:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Brasil ultrapassa 230 mil mortes por covid-19

 Com mais 1.244 mortes e 51.319 casos novos, o Brasil chegou a 230.127 mortes e se aproxima de 9,45 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em 1.050. Está acima de mil há 16 dias. Em oito estados e no Distrito Federal, a morte está em alta. 

O Ministério da Saúde revelou a intenção de comprar 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik-V quando a vacina for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Instituto Gamaleya, fabricante da Sputnik-V, promete mandar 400 mil doses uma semana depois de fechar o negócio.

Já o Instituto Butantã negocia a aquisição de mais 20 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac. Já comprou 100 milhões doses. O Butantã ficou de entregar 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde e pode enviar um total de 56 milhões. Meu comentário:

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Infecção por covid-19 não imuniza contra mutações

Quem já teve a doença do coronavírus de 2019 desenvolveu anticorpos que protegem durante pelo menos seis meses, mas não garantem a imunidade contra novas mutações do vírus, indicou um estudo publicado hoje no Reino Unido.

"Esta não é uma grande notícias sobre a eficácia das vacinas", comentou Joseph Fauver, pesquisador associado de epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

"Ninguém vai voltar ao normal sozinho", observou o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Depende de imunizar 70% a 80% da população. Se começarem a surgir novas variantes, podem aparecer linhagens resistentes às vacinas. O vírus muda quando se reproduz. Enquanto continuar circulando intensamente, estará sujeito a mais mutações e algumas podem ser mais perigosas.

Este é o desafio: vacinar e manter a vigilância sanitária até haver uma forte queda no contágio. A vida pode não voltar totalmente ao normal, notou o Dr. Fauci em entrevista a Dan Lemon na CNN americana, mas irá se aproximando da normalidade. O vírus ainda vai incomodar. Muito.

A Rússia foi muito criticada por autorizar o uso emergencial da vacina Sputnik-V em agosto, antes de completar a fase final de testes clínicos, mas o relatório publicado hoje na revista médica britânica The Lancet aponta uma eficácia de 91,6%, comparável ao das melhores vacinas desenvolvidas até agora.

Pouco menos de 22 mil pessoas participaram da terceira fase de testes em seres humanos, realizada em 25 hospitais e clínicas de Moscou. A vacina russa já está em uso na própria Rússia, na Argentina, nos Emirados Árabes Unidos e no Irã. O México acaba de aprová-la.

No Brasil, os governos da Bahia e do Paraná fizeram acordos para receber a vacina russa, que aqui ainda depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas há limites para a capacidade de produção.

Na semana passada, a Rússia avisou que vai haver um atraso de duas ou três semanas na exportação de vacinas. Isso pode atrasar a vacinação na Argentina, na Bolívia, no Brasil, no México, no Paraguai, na Turquia e na Venezuela.

Só a Argentina comprou 24,3 milhões de doses. Já aplicou 375 mil doses e recebeu mais 220 mil de um total de 600 mil. A empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor teme revoltas sociais na América Latina com o atraso na vacinação e a sobrecarga nos sistemas de saúde.

Cada dose da vacina russa custa US$ 10 (R$ 53,54), menos do que a chinesa CoronaVac, com preço de US$ 30 (R$ 160,62), e a do laboratório americano Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, vendida a US$ 20 (R$ 107,08). A mais barata é a vacina da Universidade de Oxford e do laboratório sueco-britânico AstraZeneca, de apenas US$ 4 (R$ 21,42).

Na França, o presidente Emmanuel Macron declarou que todos os que quiserem serão vacinados até 22 de setembro, fim do verão no Hemisfério Norte. A Alemanha fez a mesma promessa. Meu comentário:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Mundo registra recorde de casos novos e mortes pela Covid-19

A doença do coronavírus de 2019 bateu novo recorde de mortes ontem, 12.931, e de casos novos nesta sexta-feira, 703.321. Já são mais de 71 milhões de casos confirmados e mais de 1,6 milhão de mortes. Mais de 49 milhões de pacientes se recuperaram, pouco menos de 20 milhões apresentam sintomas leves e 106 mil estão em estado grave.

A Rússia e Portugal notificaram novos recordes de mortes. Na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, defendeu um confinamento rigoroso para conter a propagação do vírus.

Nos Estados Unidos, onde o total de casos confirmados passa de 15,7 milhões e o de mortes de 294 mil, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), aprovou a vacina do laboratório ameriano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech, que deve começar a ser aplicada em 48 horas. A cidade de Nova York voltou a proibir os restaurantes de servir refeições em espaços internos.

Aqui no Brasil, que ultrapassou a marca de 180 mil mortes, a guerra das vacinas continua. Os bares da cidade de São Paulo terão de fechar às 20h a partir da meia-noite de sábado. Os restaurantes podem funcionar até 22h, mas só podem vender bebidas alcoólicas até 20h.

O laboratório britânico AstraZeneca, que desenvolve uma vacina com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e o Instituto Gamaleya, que faz a vacina russa Sputnik-V, se associaram para realizar testes clínicos em conjunto.

Quando a desigualdade é grande, as pandemias tendem a provocar agitação social, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em Cuba, com a queda no turismo e na entrada de dólares, o regime comunista vai unificar os tipos de câmbio a partir de 1º de janeiro, com uma megadesvalorização do peso. Meu comentário: