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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Biden destaca melhora na economia e pede trégua à oposição

Presidente dos Estados Unidos falou como candidato à reeleição 

Ao prestar contas ao Congresso no seu segundo Discurso sobre o Estado da União, o presidente Joe Biden chamou a atenção para a recuperação da economia, com o ganho de 517 mil vagas de emprego criadas no mês passado, 12 milhões desde o início do governo, e a queda no desemprego para 3,4%, o menor desde 1959, e pediu à oposição, que agora tem maioria na Câmara dos Representantes, que trabalhe com o governo como fez nos últimos dois anos e não faça obstrução sistemática às ações do Executiva.

Em uma hora e 13 minutos, Biden se concentrou nas questões internas. Só dedicou cinco minutos a questões internacionais, quando acusou o ditador russo Vladimir Putin pela invasão da Ucrânia e propôs competição sem conflito a China, mas advertiu que os Estados Unidos estarão atentos e tomarão medidas contra qualquer ameaça, sem citar o balão-espião chinês abatido pela Força Aérea. 

O aquecimento global foi citado brevemente para dizer que "fizemos o maior investimento para controlar a mudança do clima". Cuba, Nicarágua, Venezuela e Haiti foram mencionados por causa da imigração, uma questão doméstica.

Como todos os presidentes nas últimas três décadas, Joe Biden afirmou que o Estado da União é forte. Mas o que está em jogo é o estado de sua reeleição. Durante a campanha, Biden prometeu não se recandidatar. Mudou de ideia e repetiu várias vezes a frase: "Temos de terminar o trabalho."

Só três presidentes no pós-guerra tinham avaliação pior do que Biden nesta altura do mandato. Dois – Jimmy Carter e Donald Trump – não se reelegeram. Ronald Reagan deu a volta por cima. Em estados-chaves para vitória em 2024, dois terços do eleitorado não querem a reeleição. Pesquisas recentes indicam que nem mesmo a maioria dos democratas querem mais quatro anos para Biden na Casa Branca. 

A aprovação do presidente está abaixo de 50% desde agosto de 2021, antes do discurso em 42%. Biden tentou nesta noite vender suas conquistas. Só 36% dos norte-americanos veem avanços importantes no governo atual. Entre os independentes, que decidem as eleições, dois terços entendem que Biden fez muito pouco ou praticamente nada. 

Em sua estratégia de convencer pelo menos parte do Partido Republicano a trabalhar com o Executivo, Biden cumprimentou o novo presidente da Câmara, deputado Kevin McCarthy, e fez uma piada: “Não quero arruinar sua reputação, mas quero trabalhar com você.” 

Também saudou o líder do Partido Democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, o primeiro afro-americano líder de um partido no Congresso, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e a ex-presidente da Câmara, Nanci Pelosi.

Biden citou "o progresso e a resiliência" como as grandes características do país, "sempre indo à frente sem nunca desistir". Falou nos 12 milhões de novos empregos "por causa de vocês". Muitos representam a recuperação pós-pandemia.

"Dois anos atrás, a covid fechou lojas, empresas e escolas. Hoje a covid não domina mais nossas vidas e a democracia está firme e forte. Estamos redigindo um novo capítulo numa história de possibilidades. Nos últimos dois anos, mostramos que democratas e republicanos podem trabalhar juntos, construindo pontes, recuperando a infraestrutura. Sancionei 300 projetos bipartidários. Se trabalhamos juntos no Congresso passado, não há razão para não fazer o mesmo no atual Congresso", reforçando a mensagem de combater a polarização política.

Dentro do xadrez político norte-americano, Biden tentou seduzir parte da oposição republicana, que tende a complicar sua vida. Mas o público-alvo maior é o eleitorado, que está farto da guerra política e quer soluções práticas. Biden falou principalmente para o eleitorado branco sem curso superior, tradicionalmente a favor do Partido Democrata, que foi conquistado pelo nacionalismo econômico do presidente Donald Trump (2017-21).

Quando falou das cidades desindustrializadas e da "perda de orgulho" da classe média norte-americana, Biden citou o pai, que dizia: "Um emprego é muito mais do que um cheque no fim do mês." É motivo de segurança e autoconfiança. O desemprego de negros e latinos é o menor da história.

O sonho de Biden é que "os EUA podem liderar a produção industrial do mundo". A maioria dos economistas duvida, por causa dos custos de produção. "A inflação é um fenômeno global por causa da pandemia e da agressão de Putin na Ucrânia. A inflação está caindo há seis meses. Nos últimos dois anos, 10 milhões de norte-americanos abriram novas empresas. Cada vez que alguém cria uma empresa é uma esperança", congratulou-se Biden. 

Se não lançou a candidatura, Biden usou um tom de campanha. "Os chips [de computador] foram inventados nos EUA. Fazíamos 40%; hoje, fazemos 10%. Hoje os automóveis têm 3 mil chips. E agora os EUA não conseguem fabricar automóveis por falta de chips", o que aconteceu durante a pandemia. 

"Isto não pode se repetir", acrescentou o presidente reforçando o caráter nacionalista e protecionista da política econômica. "As cadeias de suprimento para os EUA devem começar nos EUA. Esperamos US$ 300 bilhões de investimento na indústria nos próximos anos. Precisamos da melhor infraestrutura do mundo. Éramos número um, hoje somos 13º. Estamos fazendo o maior investimento em infraestrutura desde que o presidente Dwight Eisenhower construiu as autoestradas" para que os mísseis nucleares pudessem trafegar em alta velocidade. (...) Vamos instalar Internet de alta velocidade. E estamos apenas começando. E tudo o que precisamos para obras de infraestrutura será feito com produtos norte-americanos."  

Outro tema foi os preços dos medicamentos nos EUA, os mais caros do mundo. "Big Pharma cobra US$ 45 por mês por insulina, que custa US$ 10 para produzir. Baixamos para US$ 35." Biden prometeu vetar medidas que aumentem o preço dos medicamentos. Como o Partido Republicano é mais ligado ao grande capital, era um recado para a oposição.

A desigualdade exige a mudança no sistema de impostos, que não é justo, criticou Biden: "Sou capitalista, mas cada um tem de pagar sua parte. Empresas que ganham US$ 40 bilhões não pagam impostos federais. Empresas que ganham mais de US$ 1 bilhão tem de pagar pelo menos 15% de imposto de renda. Nenhum bilionário deve pagar numa alíquota menor do que uma professora ou um bombeiro."

As empresas de petróleo, que ganharam US$ 200 bilhões com a guerra e a alta nos preços, e nem investiram na produção local, pode ser alvo de um imposto especial.

Os republicanos reagiram ruidosamente quando o presidente falou num projeto da oposição para cortar o financiamento da seguridade social e do Medicare, o programa de saúde para os idosos. A extremista Marjorie Taylor Greene o chamou de "mentiroso". Biden pede trégua à oposição, mas mina sua proposta econômica.

"Então, Medicare está seguro. Quero cortar o déficit mais US$ 2 trilhões sem cortar na saúde nem na seguridade social", alegou Biden. Também falou em direitos do consumidor diante de companhias aéreas, de oferecer assistência de saúde em casa para idosos, moradia acessível, aumento para os professores, dignidade para os trabalhadores, combate ao fentanil, a droga que mata 70 mil norte-americanos por ano, a proibição de armas de guerra, reforma da imigração, reforma das políciais, Lei de Igualdade para a comunidade LGBTQIAP+ e em manter o cuidado com a covid, embora vá suspender em breve a emergência de saúde pública.

Foi aplaudido ao prometer vetar qualquer projeto para proibir o aborto em lei federal.

O mundo ficou para o fim: "A invasão de Putin é um teste para os EUA e o mundo. No ano passado, disse aqui: vamos nos erguer para defender a democracia. Um ano depois, temos a resposta. Nós conseguimos. Criamos uma coalizão global, apoiamos a Ucrânia. Vamos ficar com vocês o tempo que for necessário. Antes de eu chegar ao poder, a China estava crescendo e os EUA diminuindo. Vamos investir em inovações para liderar em áreas em que a China pretende ser dominante. Estamos na melhor posição para competir. Estou pronto para competir com a China, mas não se enganem", numa referência indireta ao episódio do balão. 

No fim Biden, anunciou um plano para reduzir as mortes de câncer em 50% nos próximos 25 anos, "uma prova de que ainda podemos fazer grandes coisas." Ele lembrou o programa do governo George W. Bush no combate à aids, especialmente na África. 

"O que nos permite fazer tudo isso é nossa democracia", atacando o extremismo e o golpismo de Trump, que tem vários adeptos no Congresso. "Nos últimos anos, nossa democracia foi atacada em 6 de janeiro de 2021. Não há lugar para violência política nos EUA. A democracia não é uma questão partidária. Estamos num momento crucial que vai decidir o curso desta nação nas próximas décadas. Precisamos nos ver como companheiros. Somos a única nação criada em torno de uma ideia. (...) Porque a alma desta nação é forte...o Estado da União é forte. Nunca fui tão otimista. Só precisamos nos lembrar quem somos, os EUA."

Foi um discurso de candidato. Resta anunciar oficialmente a disputa pela reeleição, o que o presidente promete fazer ainda neste mês. Como o ex-presidente Trump lançou sua candidatura, há o risco de uma repetição da eleição presidencial de 2020. Não é o que eleitorado quer, um presidente octagenário e um ex-presidente com quase 80 anos concorrendo à Casa Branca. Mas Biden apresentou suas realizações.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Brasil registra 53,4 mil casos de covid-19 em 24 horas

 Em mais um aumento expressivo do contágio pela variante ômicron, o Brasil registrou nesta sexta-feira 148 mortes e 53.419 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019. chegando a 22.448.362 casos confirmados e 619.878 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 639% em duas semanas para 23.338. É a maior desde 24 de setembro do ano passado. A média móvel de mortes subiu 14% para 110. Ambas foram afetadas pelo apagão de dados do Ministério da Saúde desde 10 de dezembro.

No mundo, houve 2,614 milhões de casos novos em 5 de janeiro e 2,543 milhões em 6 de janeiro, mais de 5,1 milhões em dois dias. A média diária de casos novos dos últimos sete dias teve alta de 174% em duas semanas para 2,089 milhões. A média móvel de mortes caiu 12% em duas semanas para 6.072 por dia.

Ao todo, já são 302.910.416 casos confirmados e 5.478.995 mortes de covid-19. Cerca de 258 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 39 milhões enfrentam casos leves ou suaves e 92.423 (0,2% dos casos ativos) estão em estado grave. A taxa de letalidade é de 2% dos casos encerrados. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que a variante ômicron não pode ser considerada branda porque está causando mortes. Os primeiros estudos indicam que a nova cepa causa menos casos graves, hospitalizações e mortes, mas o grande volume de casos sobrecarrega os sistemas de saúde, observou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. E o aumento da hospitalização de crianças de menos de 5 anos com covid-19 nos Estados Unidos levanta a suspeita que a variante não seja tão suave em crianças pequenas.

Os EUA registraram mais 897.833 casos e 2.590 mortes por covid-19 nesta sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 228% em duas semanas para 648.211. O número de pacientes hospitalizados aumentou 68% em duas semanas para 118.399. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 11% em duas semanas para 1.499.

A Suprema Corte vai julgar a constitucionalidade das políticas de vacinação obrigatória do governo Joe Biden. A tendência é que aceite a vacinação dos profissionais de saúde, mas a maioria conservadora vê com reservas a vacinação dos trabalhadores de empresas privadas com cem funcionários ou mais.

Mais de 9,37 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas no mundo. Mais de 4,64 bilhões de pessoas, 59% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,9% nos países pobres; 51% da humanidade completaram a vacinação e 7,2% tomaram a dose de reforço.

A China aplicou 2,86 bilhões de doses, seguida pela Índia com 1,5 bilhão de doses. Nos EUA, 246,1 milhões tomaram a primeira dose, 207,2 milhões (62,33% da população norte-americana) completaram a vacinação e 75 milhões receberam a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 161,6 milhões, 144,226 milhões (67,61% da população brasileira) completaram a vacinação e 29,18 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 355 milhões de doses aplicadas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz. Será a primeira vacina totalmente fabricada no Brasil.

No impacto econômico da pandemia, a inflação na Zona do Euro chegou a 5% ao ano. É a maior desde a introdução da moeda comum europeia, em 1999.

O relatório mensal de emprego dos EUA decepcionou. O saldo entre vagas de emprego criadas e fechadas foi de 199 mil, o pior resultado do ano. O mercado esperava mais de 400 mil postos de trabalho. Mesmo assim, o ano fechou com a criação de um recorde de 6,4 milhões de empregos. E ainda falta preencher 3,6 milhões de vagas para atingir o nível pré-pandemia.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, que desconsidera quem parou de procurar emprego, caiu de 4,2% para 3,9%. Os salários cresceram em média 4,7% em 2021 nos EUA, acima da média pré-pandemia, de 3%.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Biden propõe agenda progressista como não se via há décadas

 No primeiro discurso no Congresso como presidente dos Estados Unidos, um dia antes de completar 100 dias na Casa Branca, Joe Biden anunciou planos ambiciosos de US$ 6 trilhões de dólares, incluindo o Plano de Resgate sancionado em 11 e março para modernizar a infraestrutura, gerar empregos, preparar o país para a competição no século 21, realizar a transição para uma economia com menos carvão e petróleo, reduzir à metade a pobreza infantil, oferecer saúde e educação para quem não pode pagar. 

Com a agenda mais ambiciosa e um presidente democrata em décadas, é um verdadeiro enterro do neoliberalismo. O plano é financiar todos estes investimentos com aumentos de impostos para os ricos e as grandes empresas. Meu comentário:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Brasil ultrapassa 230 mil mortes por covid-19

 Com mais 1.244 mortes e 51.319 casos novos, o Brasil chegou a 230.127 mortes e se aproxima de 9,45 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em 1.050. Está acima de mil há 16 dias. Em oito estados e no Distrito Federal, a morte está em alta. 

O Ministério da Saúde revelou a intenção de comprar 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik-V quando a vacina for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Instituto Gamaleya, fabricante da Sputnik-V, promete mandar 400 mil doses uma semana depois de fechar o negócio.

Já o Instituto Butantã negocia a aquisição de mais 20 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac. Já comprou 100 milhões doses. O Butantã ficou de entregar 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde e pode enviar um total de 56 milhões. Meu comentário:

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia dos EUA perdeu 140 mil empregos em dezembro

 No fim trágico e melancólico do desgoverno Donald Trump, o mercado de trabalho fechou 140 mil vagas de emprego a mais do que criou, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. Foi o primeiro relatório de emprego com saldo negativo em oito meses. 

Em 2020, a maior economia do mundo acumulou uma perda de 9,37 milhões de postos de trabalho, a maior desde 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa que não leva em conta quem desistiu de procurar trabalho, ficou inalterada em 6,7%.

Ao tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito Joe Biden vai enfrentar uma crise de saúde pública e seu impacto econômico. O resultado reflete 500 mil demissões no setor de bares, restaurante e hotelaria, afetados diretamente pelo aumento do contágio e das mortes na pandemia. É mais um sinal da insanidade de tentar manter a economia funcionando normalmente, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em meio à emergência de saúde público.

Se a doença do coronavírus de 2019 for controlada pelas vacinas, a economia e o mercado de trabalho se recuperam, mas haverá fechamento permanente de vagas.

Com a queda da renda e do consumo, o governo Joe Biden e o Congresso, agora com maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado, devem aprovar um novo pacote de estímulo trilionário com ajuda direta de US$ 2 mil (R$ 10.824) a todos os americanos que ganhem até US$ 75 mil por ano, cerca de R$ 406 mil.

Em outro fracasso da política de Trump, neste caso das guerras comerciais, o déficit comercial dos EUA em novembro foi o maior em 14 anos: US$ 68,1 bilhões (R$ 368,5 bilhões).

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Economia dos EUA teve saldo de 638 mil vagas em outubro

O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou melhora em outubro, abrindo 638 mil vagas de emprego a mais do que fechou, mas o ritmo de contratações diminuiu e há pelo menos 10 milhões de trabalhadores empregados a menos do que no início da pandemia do coronavírus de 2019. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu um ponto percentual para 6,9%. 

Com a covid-19 e a incerteza em torno do resultado das eleições, a expectativa é de desaceleração da retomada da economia e do emprego. O ex-vice-presidente Joe Biden está perto da vitória, mas o presidente Donald Trump se nega a aceitar o resultado e vai à Justiça para tentar anular os votos enviados pelo correio. E a pandemia bate recordes de contágio, com 107,7 mil casos novos na quarta-feira e 121,5 mil na quinta-feira, de acordo com o jornal The New York Times.

A maior economia do mundo precisa de um novo pacote de estímulo, como pede o presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Jerome Powell. Como o Partido Republicano deve manter o controle do Senado, não será um estímulo tão grande quanto aos US$ 2,4 trilhões, aprovados na Câmara, onde o Partido Democrata manteve a maioria.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curadosOs Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

EUA perdem 701 mil vagas de emprego em um mês

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, os Estados Unidos fecharam 701 mil postos de trabalho no mês passado. É a maior queda mensal desde março de 2009, desde a Grande Recessão. 

Mais da metade dos empregos fechados era em bares e restaurantes. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 4,4%, o maior aumento desde janeiro de 1975, durante a primeira crise do petróleo.

Por causa da data da pesquisa, a queda no mercado de trabalho não reflete tudo o que aconteceu no mês, como a demissão de quase 10 milhões de pessoas em duas semanas, com um saltos nos pedidos semanais de seguro-desemprego de 281 mil para 3,3 milhões e para 6,6 milhões na última contagem.

A expectativa é que a paralisação de amplos setores da maior economia do mundo - de bares e restaurantes a grande fábricas e o setor de turismo - está destruindo empregos num ritmo que não era visto desde a Grande Depressão (1929-39).

Pelas previsões da empresa Oxford Economics, em maio, os EUA terão perdido 27,9 milhões de empregos. O índice de desemprego deve subir para 16%, eliminando todos os ganhos desde outubro de 2010, quando chegou a 10%.

Agora, o mercado espera que passe de 10% no segundo trimestre. Na Grande Recessão (2007-9), foram necessários dois anos e um mês para chegar a este índice.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

EUA tiveram saldo de mais 225 mil empregos em janeiro

A maior economia do mundo prossegue em marcha triunfal: cresce sem parar a cada trimestre desde junho de 2009 e cria mais postos de trabalho do que fecha todo mês desde novembro de 2010. No mês passado, o saldo foi de 225 mil vagas, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil empregos. O índice de desemprego subiu de 3,5% para 3,6%, sinal de que há mais gente procurando emprego.

Com a revisão para cima dos dados de novembro e dezembro, nos últimos três meses, a economia dos Estados Unidos criou em média 211 mil empregos a mais do que fechou. Os salários cresceram em média 3,1% ao ano, em comparação com 3% em dezembro. O salário médio subiu 7 centavos para US$ 28,44 por hora.

O desemprego baixo aumenta a procura por bens de valores mais altos, observou Robert Jones, presidente da American Sale, uma loja especializada em produtos para recreação em casa, como piscinas infláveis e trampolins: "Quando a demanda aumenta, você precisa fazer mais, então precisa de mais gente."

Depois de cortar a taxa básica de juros três vezes no ano passado, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, manteve a taxa na reunião da semana passada.

Em janeiro, a indústria manufatureira cortou vagas, mas a construção civil, a saúde, a estocagem e os transportes contrataram mais. No ano passado, o saldo foi de 2,096 milhões de empregos.

De olho na reeleição em 3 de novembro, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump reividicou toda a responsabilidade pela recuperação da economia, que começou no governo Barack Obama. Na média mensal, foram criados mais empregos sob Obama.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, ultrapassou a marca de 29 mil pontos hoje depois do relatório sobre emprego de dezembro, quando houve um saldo de 145 mil novas vagas, fechando uma década de crescimento ininterrupto do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice de desemprego ficou estável em 3,5%. É o menor em 50 anos.

Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.

Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.

A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

EUA criam mais 266 mil empregos e desemprego cai para 3,5%

Em mais uma grande notícia econômica para o presidente Donald Trump, a economia dos Estados Unidos gerou 266 mil empregos a mais do fechou em novembro, superando a expectativa dos analistas, que era de um ganho de 180 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para um mínimo histórico de 3,5%.

Os salários subiram 3,1% em 12 meses, ligeiramente acima da previsão dos economistas, que ficou na média de 3%. Esses números tranquilizam o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, que baixou a taxa de juros três neste ano sob pressão de Trump.

Sob pressão de um processo de impeachment, o presidente festejou no Twitter: "Grande relatório de emprego!"

Com a volta ao trabalho dos funcionários da General Motors que estavam em greve, a indústria acrescentou 54 mil empregos. O setor de lazer e hospitalidade criou mais 45 mil empregos, num sinal de que os americanos estão confiantes para gastar dinheiro em bares e restaurantes.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan, a confiança do consumidor está no nível mais alto em sete meses. Mais empregos no setor de transporte e armazenamento confirmam isso.

"A não desaceleração do mercado de trabalho é surpreendente, dadas as preocupações e todas as conversas sobre recessão", comentou o analista Ethan Harris, diretor de pesquisas sobre a economia global do Bank of America Merrill Lynch. "Mesmo olhando para a média em três meses, são dados excelentes."

Harris admite que a "a economia está em dois ritmos. Temos uma recessão suave no setor manufatureiro, os investimentos das empresas numa recessão suave e o comércio exterior está fraco, mas o resto está ótimo. O mercado de trabalho está forte, o setor de serviços está forte e o comércio está forte."

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

EUA geram mais empregos do que previsto

A economia dos Estados Unidos abriu 128 mil postos de trabalho e mais do que fechou em outubro de 2019, superando a expectativa dos economistas, que era de cerca de 90 mil vagas. O dado de setembro foi revisado de 136 para 180 mil e o de agosto de 168 para 219 mil, reafirmando o vigor do mercado de trabalho americano.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 3,5%, o mais baixo desde dezembro de 1969, a 3,6%. Os salários subiram numa média de 3% ao ano.

Com a greve na General Motors, já encerrada, com prejuízo de US$ 3 bilhões para a empresa, o emprego na indústria manufatureira registrou queda de 36 mil vagas em outubro e de 42 mil no setor automobilístico.

O consumo, responsável por mais de dois terços da maior economia do mundo, levou à criação de 48 mil empregos em bares e restaurantes.

O presidente Donald Trump festejou: "Isto supera em muito as expectativas."

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Taxa de desemprego nos EUA cai para 3,5%

Apesar da desaceleração do crescimento, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em setembro um saldo positivo de mais 136 mil vagas, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, baixou de 3,7% para 3,5%. É a menor desde dezembro de 1969.

O resultado ficou abaixo da expectativa dos economistas, que era de 145 mil postos de trabalho, mas o dado de agosto foi revisado para cima para 168 mil vagas e o julho também, para 166 mil empregos.

No setor industrial, onde a produção caiu, houve perda de 2 mil vagas e, no comércio varejista, de 11 mil vagas, enquanto o setor de bares e restaurantes contratou mais dois mil empregados. Uma série de dados negativos da indústria na Ásia, na Europa e nos EUA provocou uma forte queda nas bolsas na quarta-feira. O mercado se estabilizou ontem e hoje opera em alta.

O salário médio registrou uma alta de 2,9% em 12 meses, abaixo dos 3,2% de agosto. A inflação continua dentro da meta informal de 2% perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, está em 1,8% ao ano.

Com base nestes números, a economista Kathy Jones, do Centro Schwab para Pesquisa Financeira, estima que, sob o impacto das guerras comerciais do presidente Donald Trump, o crescimento da economia americana esteja entre 1% e 2% ao ano. Por causa da desaceleração na indústria e no setor de serviços, o Fed deve reduzir ainda mais a taxa básica de juros até o fim do ano.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Geração de empregos nos EUA decepciona

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 0,26% hoje por causa do anúncio de retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, apesar do relatório mensal de emprego sobre o mês passado ter ficado abaixo da expectativa do mercado. Houve um saldo positivo de 130 mil novas vagas de emprego. O mercado esperava 158 mil. 

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor em quase 50 anos.

Com a guerra comercial entre os EUA e a China longe de uma solução positiva, empresas, consumidores e líderes políticos tentam avaliar o impacto sobre a economia. O emprego é um indicador importante.

Em agosto, o setor privado contratou 96 mil trabalhadores e mais do que demitiu. O resto do avanço veio do setor público, onde o Bureau do Censo foi o maior contratador.

A média do saldo de novos postos de trabalho gerados neste está em 143 mil por mês, abaixo dos 192 mil do ano passado, o melhor do governo Trump para o mercado de trabalho.

Diante dos repetidos tarifaços do presidente Donald Trump sobre as importações de produtos chineses, os empresários do comércio reclamam da dificuldade de planejar o futuro e 43% dos dirigentes das 500 maiores companhias americanas falaram publicamente sobre a incerteza gerada pela guerra comercial.

"O fracasso político épico em resolver o conflito comercial de um ano e meio [com a China] e a ameaça de novas batalhas tarifárias com a Europa, a Índia, o Vietnã e outros - tudo isso atua como um enorme pé no pescoço da economia dos EUA", comentou o economia Bernard Baumohl, analista da economia global de The Economic Outlook Group. "Este pé já asfixiou o setor manufatureiro de oxigênio, causando quedas na produção e em novas encomendas."

O presidente prefere acusar o jornalismo e o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central americano, de que cobra cortes maiores na taxa básica de juros, hoje numa faixa de 2% a 2,25%. A expectativa é que o Fed faça uma nova redução de 0,25 ponto percentual na reunião de 17 e 18 de setembro.

Maior motor da maior economia do mundo, o consumo doméstico continua firme, mas o investimento das empresas em imóveis e equipamentos diminuiu. Isso indica que devem contratar menos, o que terá impacto sobre o consumo no futuro.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Retomada do emprego reduz chance de corte de juros nos EUA

A economia dos Estados Unidos teve um saldo de 224 mil novos empregos em junho, o melhor resultado em dez meses, quase igual à média do ano passado, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

O índice de desemprego subiu de 3,6% para 3,7%, sinal de que há mais americanos procurando emprego. Com menos chance de corte nas taxas básicas de juros na reunião do Conselho da Reserva Federal (Fed) no fim do mês, as bolsas caíram no mundo inteiro, mas uma redução de 0,25 ponto percentual não está totalmente descartada.

Em Nova York, o Índice Dow Jones perdeu 0,16%. As bolsas da Europa já estavam em baixa por causa da forte queda das encomendas à indústria da Alemanha, a maior economia do continente. Com vendas fracas no varejo e o pior desempenho do mercado de trabalho desde 2002, a locomotiva europeia preocupa.

O presidente Donald Trump saudou o resultado, chamando-o de "real e inesperadamente bom", mas voltou a atacar o Fed: "Se tivéssemos um Fed que baixasse as taxas de juros, estaríamos como um foguete. Mas estamos pagando muitos juros desnecessariamente. Não temos um Fed que não sabe o que está fazendo."

Até agora, em 2019, a maior economia do mundo gerou saldos de 172 mil novos postos de trabalho por mês, abaixo da média de 223 mil do ano passado.

Apesar da forte retomada no crescimento do emprego, há sinais de desaceleração. A delegacia regional do Fed em Atlanta, na Geórgia, prevê um crescimento em ritmo de 1,3% ao ano no segundo trimestre, depois de uma expansão de 3,1% nos três primeiros meses do ano.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

EUA tem ganho de 75 mil empregos

O desempenho do mercado de trabalho dos Estados Unidos em maio decepcionou. O saldo de novos empregos foi de 75 mil, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. Ficou muito abaixo da expectativa dos economistas, que era de 180 mil vagas, indicando uma desaceleração do crescimento.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou em 3,6%. É o menor em quase 50 anos, desde 1969, quando o mercado de trabalho era diferente. Muito menos mulheres trabalhavam.

Os analistas esperam uma desaceleração do crescimento da maior economia do mundo por causa do fim do incentivo dado pelos cortes de impostos do governo Donald Trump, a fraca recuperação da economia mundial e o impacto das guerras comerciais deflagradas pelo presidente americano.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Taxa de desemprego cai para 3,6% nos EUA

Com um saldo de 263 mil novas vagas em abril, o índice de desemprego nos Estados Unidos caiu de 3,8% para 3,6%. É o menor desde 1969, apontou hoje o relatório mensal de emprego do Ministério do Trabalho. 

O mercado de trabalho cresce sem parar há oito anos e nove meses, indicando que a maior economia do mundo não dá sinais de estagnação, como se temia no fim de 2018, ano em que cresceu 3,2%.

A expectativa dos economistas era de um aumento de 190 mil vagas. A expansão foi robusta na maioria dos setores, com grandes ganhos em serviços para empresas (76 mil), construção (33 mil) e saúde (27 mil). O governo federal empregou mais 12,5 mil pessoas no mês passado.

"Não dá para negar que este é um relatório de emprego forte", comentou o economista Joel Prakken, da empresa Macroeconomic Advisers, citado pelo jornal The Washington Post. "O único dado que desaponta é o emprego na indústria manufatureira, que ficou estagnado."

Cerca de 4,7 milhões de americanos ainda estão empregados em meio turno e 1,2 milhão estão procurando emprego há mais de seis meses.

O baixo desemprego obriga os empregadores a oferecerem salários mais altos. Em média, os salários cresceram 3,2% no ano passado, bem acima da inflação, que está em torno de 2%. Enquanto a inflação não subir, o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não deve aumentar os juros. O presidente do Fed já declarou que a taxa básica de juros não deve subir em 2019.

Uma empresa de transporte de alimentos não conseguiu contratar um motorista mesmo oferecendo salário de US$ 5,833 mil (R$ 22,9 mil) por mês e um bônus de US$ 6 mil (R$ 23,6 mil) na assinatura do contrato.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

EUA geram mais 196 mil empregos e desemprego fica em 3,8%

Depois de um resultado fraco em fevereiro, o mercado de trabalho dos Estados Unidos retomou o vigor em março, gerando 196 mil vagas de emprego a mais do que fechou, enquanto o aumento dos salários diminuiu, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou estável em 3,8%.

O desempenho superou a expectativa do mercado, que esperava 177 mil postos de trabalho a mais. O número de fevereiro foi revisado de 20 para 33 mil. No ano passado, o ganho ficou na média de 223 mil vagas por mês.

Nos últimos 12 meses, os salários cresceram em média 3,2%, um pouco abaixo dos 3,4% de fevereiro, que foi o ritmo mais forte desde abril de 2009. As bolsas reagiram positivamente. No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,14%. O rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública americana caiu de 2,54% para 2,50%.

A desaceleração do crescimento nos EUA, na China e na Europa preocupam analistas e investidores. Com o fraco desempenho do mercado de trabalho americano, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, anunciou que não fará mais altas de juros neste ano. A inflação baixa e a recuperação da oferta de empregos pode levar a autoridade monetária a repensar a questão.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mercado de trabalho dos EUA decepciona com ganho de 20 mil empregos

Num sinal de que a desaceleração global afeta a maior economia do mundo, a expansão do mercado de trabalho nos Estados Unidos sofreu uma forte baixa em fevereiro. O saldo positivo foi de apenas 20 mil vagas de emprego, mas a média salarial aumentou, revelou hoje o relatório mensal de emprego. A taxa de desemprego caiu de 4% para 3,8%.

Foi o resultado mais fraco desde setembro de 2017, quando o ritmo de contratações foi abalado por furacões violentos. Agora, os economistas esperavam um ganho de 180 mil postos de trabalho. Houve perdas nos setores da construção, mineração e varejo. O emprego na indústria aumentou, mas em ritmo menor.

"A queda nítida na expansão das folhas de pagamento em fevereiro fornece mais indícios de que o crescimento econômico diminuiu no primeiro trimestre do ano", comentou o economista Michael Pearce, da Capital Economics.

Mesmo assim, a média dos últimos três meses aponta um saldo de 186 vagas por mês. Com o mercado de trabalho sob pressão, a teoria econômica prevê aumento de salários, à medida que os empregadores têm de pagar mais para contratar.

Em fevereiro, a média salarial avançou 3,4% ao ano, a maior alta desde abril de 2009. No setor privado, ficou em US$ 27,66 por hora (R$ 107). A participação da população apta com idade para trabalhar ficou em 63,2%, em comparação com 63% um ano atrás.