Apesar da desaceleração do crescimento, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em setembro um saldo positivo de mais 136 mil vagas, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, baixou de 3,7% para 3,5%. É a menor desde dezembro de 1969.
O resultado ficou abaixo da expectativa dos economistas, que era de 145 mil postos de trabalho, mas o dado de agosto foi revisado para cima para 168 mil vagas e o julho também, para 166 mil empregos.
No setor industrial, onde a produção caiu, houve perda de 2 mil vagas e, no comércio varejista, de 11 mil vagas, enquanto o setor de bares e restaurantes contratou mais dois mil empregados. Uma série de dados negativos da indústria na Ásia, na Europa e nos EUA provocou uma forte queda nas bolsas na quarta-feira. O mercado se estabilizou ontem e hoje opera em alta.
O salário médio registrou uma alta de 2,9% em 12 meses, abaixo dos 3,2% de agosto. A inflação continua dentro da meta informal de 2% perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, está em 1,8% ao ano.
Com base nestes números, a economista Kathy Jones, do Centro Schwab para Pesquisa Financeira, estima que, sob o impacto das guerras comerciais do presidente Donald Trump, o crescimento da economia americana esteja entre 1% e 2% ao ano. Por causa da desaceleração na indústria e no setor de serviços, o Fed deve reduzir ainda mais a taxa básica de juros até o fim do ano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
EUA geram 201 mil novos empregos
Os Estados Unidos abriram 201 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em agosto, superando a média das expectativas dos economistas, que era de 191 mil. Os salários registraram alta de 2,9% num ano, o maior aumento desde junho de 2009, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,9%. O índice amplo, que inclui quem trabalha em meio expediente ou sem contrato de trabalho, está em 7,4%. Há um ano, estava em 8,6%.
Cerca de 37% das pequenas empresas reclamaram em julho ter oferecido vagas de emprego que não foram preenchidas, um recorde, indica uma pesquisa divulgada hoje pela Federação Nacional de Empresas Independentes.
O saldo de vagas de julho foi revisado para baixo, de 157 para 147 mil postos de trabalho. O resultado de agosto superou a média dos últimos três meses, 185 mil vagas.
Com este ritmo forte de contratações e a alta nos salários, é provável que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, aumente a taxa básica de juros, hoje numa faixa de 1,75%-2% ao ano, duas vezes em 2018 e três em 2019. A primeira alta seria neste mês, na reunião de 25 e 26 de setembro.
O bom desempenho do mercado de trabalho nos EUA fortaleceu o dólar, que subiu 0,3% assim que o relatório foi divulgado. A pressão sobre economias em desenvolvimento com problemas, como Argentina e Turquia, não diminuiu.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,9%. O índice amplo, que inclui quem trabalha em meio expediente ou sem contrato de trabalho, está em 7,4%. Há um ano, estava em 8,6%.
Cerca de 37% das pequenas empresas reclamaram em julho ter oferecido vagas de emprego que não foram preenchidas, um recorde, indica uma pesquisa divulgada hoje pela Federação Nacional de Empresas Independentes.
O saldo de vagas de julho foi revisado para baixo, de 157 para 147 mil postos de trabalho. O resultado de agosto superou a média dos últimos três meses, 185 mil vagas.
Com este ritmo forte de contratações e a alta nos salários, é provável que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, aumente a taxa básica de juros, hoje numa faixa de 1,75%-2% ao ano, duas vezes em 2018 e três em 2019. A primeira alta seria neste mês, na reunião de 25 e 26 de setembro.
O bom desempenho do mercado de trabalho nos EUA fortaleceu o dólar, que subiu 0,3% assim que o relatório foi divulgado. A pressão sobre economias em desenvolvimento com problemas, como Argentina e Turquia, não diminuiu.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
EUA criam mais 213 mil empregos mas desemprego sobe para 4%
O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a surpreender em junho gerando 213 mil vagas de emprego a mais do que fechou, anunciou hoje de manhã o Departamento do Trabalho. Cresce sem parar há 7 anos e 9 meses.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 3,8% para 4%. Entre os de origem latino-americana, caiu para um recorde de 4,6%. Isso significa que a economia americana vive um bom momento. Mais gente está procurando emprego.
Em maio, a taxa de desemprego estava na menor marca desde maio de 2000, porque 601 mil pessoas voltaram a procurar emprego. Os dados de abril e maio foram revisados para cima, com mais 37 mil postos de trabalho.
Desde o início do ano, a força de trabalho cresce numa média de mais 250 mil trabalhadores por mês. No mês passado, a participação da população em idade de trabalhar no mercado subiu 0,2 ponto percentual para 62,9%. A taxa é comparável às dos anos 1970s, quando as mulheres estavam entrando no mercado. Hoje a explicação é que há muitos idosos sem interesse em trabalhar.
Nos últimos 12 meses, os salários subiram em média 2,7%. Desde a Grande Recessão (2008-9), os salários nunca aumentaram 3% ao ano, mas em 16 dos últimos 17 meses a média anual não ficou abaixo de 2,5% ao ano.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 3,8% para 4%. Entre os de origem latino-americana, caiu para um recorde de 4,6%. Isso significa que a economia americana vive um bom momento. Mais gente está procurando emprego.
Em maio, a taxa de desemprego estava na menor marca desde maio de 2000, porque 601 mil pessoas voltaram a procurar emprego. Os dados de abril e maio foram revisados para cima, com mais 37 mil postos de trabalho.
Desde o início do ano, a força de trabalho cresce numa média de mais 250 mil trabalhadores por mês. No mês passado, a participação da população em idade de trabalhar no mercado subiu 0,2 ponto percentual para 62,9%. A taxa é comparável às dos anos 1970s, quando as mulheres estavam entrando no mercado. Hoje a explicação é que há muitos idosos sem interesse em trabalhar.
Nos últimos 12 meses, os salários subiram em média 2,7%. Desde a Grande Recessão (2008-9), os salários nunca aumentaram 3% ao ano, mas em 16 dos últimos 17 meses a média anual não ficou abaixo de 2,5% ao ano.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Índice de desemprego nos EUA cai para 3,8%
O mercado de trabalho dos Estados Unidos superou a expectativa em maio, gerando 223 mil postos de trabalho a mais do que fechou, acima da expectativa média dos economistas, que era de 188 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para 3,8%. É a menor desde abril de 2000, mês anterior ao estouro da bolha de empresas da Internet. Com a perspectiva de alta dos juros, o dólar se fortaleceu ainda mais. No Brasil, subiu 0,76% para 3,76.
Sob pressão de uma oferta de mão de obra escassa, o salário médio subiu em ritmo de 2,7% ao mundo, em comparação com 2,6% em abril. O saldo de novos empregos em abril foi revisado para baixo, de 164 para 159 mil. Em maio, houve uma forte aceleração do mercado de trabalho, com 63 mil vagas.
O ritmo de contratações caiu abaixo da expectativa dos analistas em março e abril, depois de um fevereiro excepcional, com aumento de 324 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a maior economia do mundo criou 190 mil empregos por mês.
Entre as mulheres, o índice de desemprego está em 3,6%, o menor desde 1953, quando a participação da mulher no mercado de trabalho era muito menor. A taxa para trabalhadores de mais de 24 anos sem segundo grau completo está em 5,4%.
O índice de desemprego amplo, que inclui subempregados que trabalham em meio expediente sem contrato de trabalho e quem desistiu de procurar emprego, caiu de 7,6% para 6,9% em maio.
Diante destes números, os economistas preveem um crescimento maior no segundo trimestre, num ritmo anual de 4,1%, depois de um aumento do produto interno bruto numa taxa anual de 2,2% no primeiro trimestre de 2018.
Neste cenário, a expectativa é de alta na taxa básica de juros de curto prazo na próxima reunião Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em 12 e 13 de junho, e ao menos mais duas vezes até o fim do ano.
Pouco mais de uma hora antes do anúncio oficial, o presidente Donald Trump quebrou mais uma vez o protocolo ao festejar o relatório, que tem forte impacto sobre o mercado financeiro e por isso deve ser despolitizado.
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para 3,8%. É a menor desde abril de 2000, mês anterior ao estouro da bolha de empresas da Internet. Com a perspectiva de alta dos juros, o dólar se fortaleceu ainda mais. No Brasil, subiu 0,76% para 3,76.
Sob pressão de uma oferta de mão de obra escassa, o salário médio subiu em ritmo de 2,7% ao mundo, em comparação com 2,6% em abril. O saldo de novos empregos em abril foi revisado para baixo, de 164 para 159 mil. Em maio, houve uma forte aceleração do mercado de trabalho, com 63 mil vagas.
O ritmo de contratações caiu abaixo da expectativa dos analistas em março e abril, depois de um fevereiro excepcional, com aumento de 324 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a maior economia do mundo criou 190 mil empregos por mês.
Entre as mulheres, o índice de desemprego está em 3,6%, o menor desde 1953, quando a participação da mulher no mercado de trabalho era muito menor. A taxa para trabalhadores de mais de 24 anos sem segundo grau completo está em 5,4%.
O índice de desemprego amplo, que inclui subempregados que trabalham em meio expediente sem contrato de trabalho e quem desistiu de procurar emprego, caiu de 7,6% para 6,9% em maio.
Diante destes números, os economistas preveem um crescimento maior no segundo trimestre, num ritmo anual de 4,1%, depois de um aumento do produto interno bruto numa taxa anual de 2,2% no primeiro trimestre de 2018.
Neste cenário, a expectativa é de alta na taxa básica de juros de curto prazo na próxima reunião Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em 12 e 13 de junho, e ao menos mais duas vezes até o fim do ano.
Pouco mais de uma hora antes do anúncio oficial, o presidente Donald Trump quebrou mais uma vez o protocolo ao festejar o relatório, que tem forte impacto sobre o mercado financeiro e por isso deve ser despolitizado.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
EUA criam mais 200 mil empregos e salários aumentam em ritmo forte
Os Estados Unidos geraram em janeiro de 2018 200 mil postos trabalho a mais do que fecharam, revelou o relatório mensal de emprego, divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou inalterado em 4,1%. É o menor em 17 anos. A média dos salários aumentou 2,9%, aumentando a probabilidade de alta nas taxas básicas de juros, o que provoca uma queda na Bolsa de Valores de Nova York.
A abertura de novas vagas superou a expectativa do mercado, que era de um saldo de 177 mil empregos. Foram mais 196 mil empregos no setor privado e 4 mil no setor público, noticiou o jornal The Wall Street Journal.
O salário médio no setor privado avançou 0,34% no mês e 2,9% nos últimos 12 meses. Foi o maior ganho anual desde junho de 2009.
O número de contratações em novembro e dezembro foi revisado para baixo, com menos 24 mil empregos. A média dos últimos três meses ficou em 192 mil vagas, acima da média de 2017, que foi de 181 mil novos postos de trabalho por mês.
O mercado de trabalho nos EUA cresce sem parar por um período recorde de sete anos e quatro meses. A participação das pessoas em idade de trabalhar neste mercado ficou em 62,7%, sem alteração.
"No último trimestre, os ganhos no mercado de trabalho se aceleraram, embora a recuperação tenha entrado no oitavo ano", observou o economista Jed Kolko, do sítio sobre emprego Indeed. "Os setores de colarinho azul lideraram a carga: a mineração e a construção civil estão mais uma vez entre os setores de maior crescimento. Tem mais: a indústria manufatureira está acompanhando o crescimento geral no momento, embora não o suficiente para reduzir a tendência de queda em longo prazo."
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, está de olho na pressão dos salários sobre a inflação. O Fed persegue uma meta informal de 2% ao ano. Nos últimos 12 meses, os preços ao consumidor subiram em média 1,7%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,5% ao ano.
Agora, a expectativa do mercado é de uma alta nos juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto de março e um total de três até o fim do ano.
No fim do pregão, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 650 pontos (2,5%), a maior queda num dia desde 23 de junho de 2016, quando os britânicos aprovaram em plebiscito a saída do Reino Unido da União Europeia.
Na pior semana em dois anos, a perda foi de 1.096 pontos. As causas foram uma mistura de expectativa de alta nos juros, resultados fracos das empresas que estão divulgando balancetes trimestrais e incerteza política causada pela divulgação de um memorando interno produzido pelo Partido Republicano que acusa o Departamento da Justiça e o FBI (Polícia Federal) de partidarismo na investigação sobre um possível conluio da candidatura do presidente Donald Trump e a Rússia.
A abertura de novas vagas superou a expectativa do mercado, que era de um saldo de 177 mil empregos. Foram mais 196 mil empregos no setor privado e 4 mil no setor público, noticiou o jornal The Wall Street Journal.
O salário médio no setor privado avançou 0,34% no mês e 2,9% nos últimos 12 meses. Foi o maior ganho anual desde junho de 2009.
O número de contratações em novembro e dezembro foi revisado para baixo, com menos 24 mil empregos. A média dos últimos três meses ficou em 192 mil vagas, acima da média de 2017, que foi de 181 mil novos postos de trabalho por mês.
O mercado de trabalho nos EUA cresce sem parar por um período recorde de sete anos e quatro meses. A participação das pessoas em idade de trabalhar neste mercado ficou em 62,7%, sem alteração.
"No último trimestre, os ganhos no mercado de trabalho se aceleraram, embora a recuperação tenha entrado no oitavo ano", observou o economista Jed Kolko, do sítio sobre emprego Indeed. "Os setores de colarinho azul lideraram a carga: a mineração e a construção civil estão mais uma vez entre os setores de maior crescimento. Tem mais: a indústria manufatureira está acompanhando o crescimento geral no momento, embora não o suficiente para reduzir a tendência de queda em longo prazo."
A Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, está de olho na pressão dos salários sobre a inflação. O Fed persegue uma meta informal de 2% ao ano. Nos últimos 12 meses, os preços ao consumidor subiram em média 1,7%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,5% ao ano.
Agora, a expectativa do mercado é de uma alta nos juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto de março e um total de três até o fim do ano.
No fim do pregão, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 650 pontos (2,5%), a maior queda num dia desde 23 de junho de 2016, quando os britânicos aprovaram em plebiscito a saída do Reino Unido da União Europeia.
Na pior semana em dois anos, a perda foi de 1.096 pontos. As causas foram uma mistura de expectativa de alta nos juros, resultados fracos das empresas que estão divulgando balancetes trimestrais e incerteza política causada pela divulgação de um memorando interno produzido pelo Partido Republicano que acusa o Departamento da Justiça e o FBI (Polícia Federal) de partidarismo na investigação sobre um possível conluio da candidatura do presidente Donald Trump e a Rússia.
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Geração de empregos nos EUA em dezembro decepciona
Os Estados Unidos tiveram um saldo positivos de 148 mil empregos gerados a mais do que fechados em dezembro de 2017, mas esse número ficou abaixo da expectativa de mercado, que era de 190 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%. É a menor em 17 anos.
Em todo o ano passado, a economia dos EUA registrou uma alta de 2,1 milhões de empregos, menos do que os 2,2 milhões de 2016, último ano completo do governo Barack Obama. A indústria de transformação criou mais 25 mil vagas, mas o comércio perdeu 20 mil e justamente no Natal.
A renda média dos salários subiu 0,3 ponto percentual para 2,5% ao ano.
Como de costume, o presidente Donald Trump tentou reivindicar a glória pelo aumento do emprego, mas é o 87º mês consecutivo de expansão do mercado de trabalho. Trump também festejou o novo recorde do Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que pela primeira vez fechou acima de 25 mil pontos.
Hoje a bolsa bateu novos recordes. Alguns economistas atribuíram a alta de hoje ao crescimento mais moderado do emprego. Com a taxa de desemprego em 4,1%, um forte crescimento do emprego levaria o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, a acelerar o aumento nas taxas básicas de juros.
A bolsa se beneficia das medidas de Trump, removendo restrições ambientais nos setores de carvão e petróleo, e os cortes de impostos para os ricos e as grandes empresas. A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%.
Para a líder da oposição democrata, a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi, "este relatório de emprego sem brilho mostra que os americanos continua a sofrer por causa da agenda dos republicamos a favor das empresas e dos interesses especiais".
Em todo o ano passado, a economia dos EUA registrou uma alta de 2,1 milhões de empregos, menos do que os 2,2 milhões de 2016, último ano completo do governo Barack Obama. A indústria de transformação criou mais 25 mil vagas, mas o comércio perdeu 20 mil e justamente no Natal.
A renda média dos salários subiu 0,3 ponto percentual para 2,5% ao ano.
Como de costume, o presidente Donald Trump tentou reivindicar a glória pelo aumento do emprego, mas é o 87º mês consecutivo de expansão do mercado de trabalho. Trump também festejou o novo recorde do Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que pela primeira vez fechou acima de 25 mil pontos.
Hoje a bolsa bateu novos recordes. Alguns economistas atribuíram a alta de hoje ao crescimento mais moderado do emprego. Com a taxa de desemprego em 4,1%, um forte crescimento do emprego levaria o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, a acelerar o aumento nas taxas básicas de juros.
A bolsa se beneficia das medidas de Trump, removendo restrições ambientais nos setores de carvão e petróleo, e os cortes de impostos para os ricos e as grandes empresas. A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%.
Para a líder da oposição democrata, a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi, "este relatório de emprego sem brilho mostra que os americanos continua a sofrer por causa da agenda dos republicamos a favor das empresas e dos interesses especiais".
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Mercado de trabalho recua pela primeira vez em sete anos nos EUA
Pela primeira vez em sete anos, o número de empregos diminuiu nos Estados Unidos. Pode ser consequência dos furacões na Flórida e no Texas. O total de postos de trabalho diminuiu em 33 mil, revelou hoje o relatório oficial de emprego sobre o mês de setembro de 2017.
Nos 12 meses anteriores, a média havia sido de um saldo positivo 172 mil vagas abertas a mais do que fechadas. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 4,4% para 4,2%. É a menor taxa desde o início de 2001.
A pesquisa por amostra de domicílios indica que 1,5 milhão de pessoas não se apresentaram no trabalho no mês passado por causa do mau tempo. Um dos setores mais afetados foi o de restaurantes, que fechou 105 mil vagas em setembro depois de registrar alta média de 29 mil vagas nos seis meses anteriores.
Os furacões e outras catástrofes naturais destroem riquezas, propriedades e o aparato produtivo, mas o esforço de reconstrução costuma ter um efeito positivo sobre a economia. Os grandes danos causados pelas tempestades deste ano devem acentuar esse impacto.
A venda de carros atingiu em setembro o maior nível do ano, com consumidores trocando os carros danificados.
É a primeira vez em décadas em que as grandes economias do mundo crescem em sincronia, observa o jornal americano The Wall Street Journal.
Talvez a melhor notícia do relatório de hoje seja a alta de 2,9% nos salários na comparação anual. Os analistas do centro financeiro de Nova York apostam numa alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de dezembro do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed). A taxa está hoje numa faixa de 1% a 1,25% ao ano.
Nos 12 meses anteriores, a média havia sido de um saldo positivo 172 mil vagas abertas a mais do que fechadas. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 4,4% para 4,2%. É a menor taxa desde o início de 2001.
A pesquisa por amostra de domicílios indica que 1,5 milhão de pessoas não se apresentaram no trabalho no mês passado por causa do mau tempo. Um dos setores mais afetados foi o de restaurantes, que fechou 105 mil vagas em setembro depois de registrar alta média de 29 mil vagas nos seis meses anteriores.
Os furacões e outras catástrofes naturais destroem riquezas, propriedades e o aparato produtivo, mas o esforço de reconstrução costuma ter um efeito positivo sobre a economia. Os grandes danos causados pelas tempestades deste ano devem acentuar esse impacto.
A venda de carros atingiu em setembro o maior nível do ano, com consumidores trocando os carros danificados.
É a primeira vez em décadas em que as grandes economias do mundo crescem em sincronia, observa o jornal americano The Wall Street Journal.
Talvez a melhor notícia do relatório de hoje seja a alta de 2,9% nos salários na comparação anual. Os analistas do centro financeiro de Nova York apostam numa alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de dezembro do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed). A taxa está hoje numa faixa de 1% a 1,25% ao ano.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Economia dos EUA teve saldo de 161 mil novos empregos em outubro
A economia dos Estados Unidos manteve um ritmo estável de geração de empregos em outubro de 2016, com saldo de 161 mil vagas, um pouco abaixo da expectativa do mercado, e o maior crescimento dos salários desde a Grande Recessão (2008-9), anunciou hoje o Departamento do Trabalho.
Economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal esperavam 173 mil vagas e a manutenção da taxa de desemprego em 4,9%.
O saldo de setembro foi revisado para cima para 191 mil postos de trabalho, 35 mil a mais do que na estimativa inicial, enquanto o índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu para 4,9%, depois de ficar em 5% no mês anterior, indicando que menos pessoas procuraram emprego.
A participação da mão de obra no mercado de trabalho caiu levemente, de 62,9% para 62,8%. O saldo mensal de vagas abertas em comparação com vagas fechadas caiu de uma média de 229 mil por mês em 2015 para contra 181 mil neste ano.
Os salários registraram aumento médio de 0,4% em setembro e de 2,8% em 12 meses, o maior índice desde junho de 2009, fortalecendo a tendência de alta nas taxas básicas de juros na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central americano.
A taxa de juros foi aumentada pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015, para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano, depois de ficar praticamente zerada desde dezembro de 2008 para combater a crise econômica e financeira internacional.
Economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal esperavam 173 mil vagas e a manutenção da taxa de desemprego em 4,9%.
O saldo de setembro foi revisado para cima para 191 mil postos de trabalho, 35 mil a mais do que na estimativa inicial, enquanto o índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu para 4,9%, depois de ficar em 5% no mês anterior, indicando que menos pessoas procuraram emprego.
A participação da mão de obra no mercado de trabalho caiu levemente, de 62,9% para 62,8%. O saldo mensal de vagas abertas em comparação com vagas fechadas caiu de uma média de 229 mil por mês em 2015 para contra 181 mil neste ano.
Os salários registraram aumento médio de 0,4% em setembro e de 2,8% em 12 meses, o maior índice desde junho de 2009, fortalecendo a tendência de alta nas taxas básicas de juros na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central americano.
A taxa de juros foi aumentada pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015, para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano, depois de ficar praticamente zerada desde dezembro de 2008 para combater a crise econômica e financeira internacional.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
EUA ampliam mercado de trabalho com mais 287 mil vagas
Depois de um desempenho fraco e inesperado em maio, o mercado de trabalho dos Estados Unidos teve em junho de 2016 o melhor resultado desde outubro de 2015, com um saldo de 287 mil postos de trabalho criados a mais do que fechados, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.
A geração de empregos superou em muito a expectativa do centro financeiro da Wall St., que previa um saldo de 180 mil postos de trabalho. Alivia o temor de uma desaceleração da economia ou mesmo de uma recessão que ajudaria o pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump.
O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 4,7% para 4,9%, num sinal de que aumentou o número dos que procuram emprego. A participação da mão de obra no mercado de trabalho subiu para 62,7%.
Os salários tiveram um aumento médio de 2,6% nos últimos 12 meses, o ritmo mais forte desde 2009.
No segundo trimestre de 2016, as folhas de pagamento acrescentaram em média 147 mil trabalhadores por mês, abaixo das médias de 196 mil no primeiro trimestre e de 229 mil empregos por mês no ano passado. A economia dos EUA precisa gerar 145 mil novos empregos por mês para absorver os novos candidatos a entrar no mercado de trabalho.
A maioria dos analistas aposta numa alta de juros na reunião de setembro do Comitê de Mercado Aberto do Conselho da Reserva Federal (Fed). No início do ano, os economistas previam quatro altas, mas a desaceleração da economia da China aumentou a cautela do Fed, o banco central dos EUA.
O novo abalo nos mercados internacionais foi a aprovação da saída do Reino Unido da União Europeia em plebiscito realizado em 23 de junho. Seu impacto ainda não está claro.
A geração de empregos superou em muito a expectativa do centro financeiro da Wall St., que previa um saldo de 180 mil postos de trabalho. Alivia o temor de uma desaceleração da economia ou mesmo de uma recessão que ajudaria o pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump.
O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 4,7% para 4,9%, num sinal de que aumentou o número dos que procuram emprego. A participação da mão de obra no mercado de trabalho subiu para 62,7%.
Os salários tiveram um aumento médio de 2,6% nos últimos 12 meses, o ritmo mais forte desde 2009.
No segundo trimestre de 2016, as folhas de pagamento acrescentaram em média 147 mil trabalhadores por mês, abaixo das médias de 196 mil no primeiro trimestre e de 229 mil empregos por mês no ano passado. A economia dos EUA precisa gerar 145 mil novos empregos por mês para absorver os novos candidatos a entrar no mercado de trabalho.
A maioria dos analistas aposta numa alta de juros na reunião de setembro do Comitê de Mercado Aberto do Conselho da Reserva Federal (Fed). No início do ano, os economistas previam quatro altas, mas a desaceleração da economia da China aumentou a cautela do Fed, o banco central dos EUA.
O novo abalo nos mercados internacionais foi a aprovação da saída do Reino Unido da União Europeia em plebiscito realizado em 23 de junho. Seu impacto ainda não está claro.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Setor privado gerou mais 214 mil empregos em fevereiro nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos abriram 214 mil postos de trabalho a mais do que fecharam em fevereiro de 2016, superando a expectativa do mercado, revelou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, a maior processadora de folhas de pagamento no país.
Os economistas ouvidos pela agência Reuters esperavam 190 mil vagas. O resultado do mês passado foi revisado para baixo, de 205 para 193 mil.
"O mercado de trabalho está bem saudável", comentou o economista Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, coautora do relatório. Apesar disso, a queda de 9 mil vagas na indústria, o segundo maior declínio em cinco anos, preocupa.
Na sexta-feira, sai o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA. Os analistas ouvidos pela Reuters esperam um ganho de 185 mil empregos
Os economistas ouvidos pela agência Reuters esperavam 190 mil vagas. O resultado do mês passado foi revisado para baixo, de 205 para 193 mil.
"O mercado de trabalho está bem saudável", comentou o economista Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, coautora do relatório. Apesar disso, a queda de 9 mil vagas na indústria, o segundo maior declínio em cinco anos, preocupa.
Na sexta-feira, sai o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA. Os analistas ouvidos pela Reuters esperam um ganho de 185 mil empregos
sexta-feira, 3 de abril de 2015
EUA geram muito menos empregos do que previsto
Em mais um sinal de desaceleração no início de 2015, a economia dos Estados Unidos criou em março 126 mil vagas de emprego a mais do que fechou, a menor quantidade em mais de um ano, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A expectativa do mercado era de 245 mil postos de trabalho.
A média nos três primeiros meses do ano ficou em 197 mil vagas, em contraste com 324 mil por mês no último trimestre de 2014. O índice de desemprego ficou parado em 5,5%. Os salários cresceram 0,3% no mês e 2,1% em 12 meses.
Para o economista sênior da empresa Capital Economics, Paul Ashworth, "provavelmente seja um problema temporário, como vimos em meados de 2012 e no fim de 2013".
A desaceleração começou no fim do ano passado. O produto interno bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país menos as importações, da maior economia do mundo cresceu em ritmo de 5% ao ano no terceiro trimestre de 2014 e 2,2% no último. Desde então, enfrentou um inverno rigoroso.
A primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre de 2015 sai em 29 de abril. Para a empresa Forecaster Macroeconomic Advisers, terá uma alta de 1,2% ao ano, enquanto o banco J P Morgan Chase espera apenas 0,6%.
O mercado tenta adivinhar quando o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, vai aumentar as taxas básicas de juros da economia americana, praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise. A expectativa era que isso ocorresse na reunião de 16 e 17 de junho. Se o mercado de trabalho se deteriorar, pode demorar um pouco mais.
A média nos três primeiros meses do ano ficou em 197 mil vagas, em contraste com 324 mil por mês no último trimestre de 2014. O índice de desemprego ficou parado em 5,5%. Os salários cresceram 0,3% no mês e 2,1% em 12 meses.
Para o economista sênior da empresa Capital Economics, Paul Ashworth, "provavelmente seja um problema temporário, como vimos em meados de 2012 e no fim de 2013".
A desaceleração começou no fim do ano passado. O produto interno bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país menos as importações, da maior economia do mundo cresceu em ritmo de 5% ao ano no terceiro trimestre de 2014 e 2,2% no último. Desde então, enfrentou um inverno rigoroso.
A primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre de 2015 sai em 29 de abril. Para a empresa Forecaster Macroeconomic Advisers, terá uma alta de 1,2% ao ano, enquanto o banco J P Morgan Chase espera apenas 0,6%.
O mercado tenta adivinhar quando o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, vai aumentar as taxas básicas de juros da economia americana, praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise. A expectativa era que isso ocorresse na reunião de 16 e 17 de junho. Se o mercado de trabalho se deteriorar, pode demorar um pouco mais.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Setor privado gerou mais 208 mil vagas em novembro nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 208 mil postos de trabalho a mais do que fecharam em novembro de 2014, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país, informa a agência de notícias Reuters.
Enquanto o Japão, a Europa e a Rússia estão sob ameaça de recessão, a recuperação americana avança, indiferente à desaceleração global e à estagnação do mundo desenvolvido. Em outubro, o setor privado gerara mais 233 mil vagas nos EUA. O dado de novembro confirma a solidez do mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, os salários não estão aumentando. Isso dá margem de manobra para a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não retomar ainda as altas de juros. A normalização da política monetária é esperada no primeiro semestre de 2015.
Desde novembro de 2008, para combater a crise, a taxa básicas de juros foi reduzida a praticamente zero. Nos últimos oito meses, o saldo de novos empregos superou 200 mil por mês.
Enquanto o Japão, a Europa e a Rússia estão sob ameaça de recessão, a recuperação americana avança, indiferente à desaceleração global e à estagnação do mundo desenvolvido. Em outubro, o setor privado gerara mais 233 mil vagas nos EUA. O dado de novembro confirma a solidez do mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, os salários não estão aumentando. Isso dá margem de manobra para a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não retomar ainda as altas de juros. A normalização da política monetária é esperada no primeiro semestre de 2015.
Desde novembro de 2008, para combater a crise, a taxa básicas de juros foi reduzida a praticamente zero. Nos últimos oito meses, o saldo de novos empregos superou 200 mil por mês.
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