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quarta-feira, 3 de março de 2021

Média diária de mortes bate sexto recorde em sete dias no Brasil

 Desde quinta-feira da semana passada, a média diária de mortes dos últimos sete dias no Brasil por doença do coronavírus de 2019 bateu seis recordes, chegando hoje a 1.332, com alta de 29% em duas semanas. Está acima de mil há 42 dias. 

O país registrou nesta quarta-feira um recorde de 1.840 mortes num dia e 74.376 casos novos. Acumula até agora 10.722.221 casos confirmados e 259.402 óbitos. A média diária de contágios está em 56.602.

Há dois dias, o Brasil supera em novos casos e mortes os Estados Unidos, que registraram 1.306 mortes e 57.789 contágios no dia 2. É o país com o maior número novas infecções e mortes por dia. O principal hospital privado de Porto Alegre, o Moinhos de Vento, instalou um contêiner refrigerado para armazenar cadáveres.

Os Estados Unidos notificaram até hoje 28.784.629 casos e 518.326 óbitos. Como o contágio, as hospitalizações e as mortes estão em queda consistente, os governadores republicanos do Texas e do Mississípi reabriram totalmente a economia e suspenderam o uso de máscaras. O presidente Joe Biden chamou a decisão de "pensamento neandertal", em referência ao antepassado extinto pelo homem moderno.

Com os texanos furiosos por causa da falta de energia elétrica depois de uma nevasca que os deixou sem água nem luz nem aquecimento num frio congelante, o governador Greg Abbott apela para a base do ex-presidente Donald Trump para se reeleger. Culpou as energias renováveis, que respondem por 10% do sistema elétrico do estado, e atacou as medidas de proteção.

No mundo, já são 115.158.945 milhões de casos confirmados e 2.558.261 mortes. O total de pacientes recuperados chegou a 91 milhões, 22,5 milhões apresentam sintomas leves e 90.049 estão em estado grave. Meu comentário:

domingo, 17 de janeiro de 2021

China anuncia crescimento de 2,3% em 2020

 O produto interno bruto da China cresceu 6,5% na comparação anual no quarto trimestre de 2020, num ritmo mais forte do que antes da pandemia, de acordo com estatísticas oficiais divulgadas hoje. O crescimento no ano passado como um todo ficou em 2,3%, o menor desde 1976.

Com avanço de 7,1% de outubro a dezembro, a indústria liderou a recuperação do país, a única grande economia mundial a crescer no ano passado. As vendas no varejo subiram 4,6%.

As exportações aumentaram 18,1% em dólares no mês de dezembro, quando a China registrou um saldo comercial recorde de US$ 78 bilhões.

No auge da pandemia, que teve origem na cidade chinesa de Wuhan em novembro de 2019, o PIB do país sofreu a primeira queda em mais de 40 anos, desde 1976, ano da morte de Mao Tsé-tung. Naquela época, a China só calculava o PIB anual. Desde 1992, publica resultados trimestrais.

A contração da economia chinesa, locomotiva do crescimento mundial das últimas décadas, de 6,8% no primeiro trimestre, foi o primeiro sinal do impacto econômico da doença do coronavírus de 2019, que chegou a 95 milhões de casos confirmados e 2.029.845 mortes. A recuperação veio com altas de 3,2% no segundo trimestre e 4,9% no terceiro trimestre.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de advertir que a perspectiva econômica mundial é a pior desde a Grande Depressão (1939-45), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

Mais detalhes em Quarentena News.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Mundo e EUA batem recordes de casos novos de covid-19 num dia

O mundo e os Estados Unidos registraram hoje recordes de casos novos da doença do coronavírus de 2019. Foram 643.043 casos no mundo e mais de 150 mil nos EUA, que bateu recordes de contágio em sete dos últimos nove dias, e mais de 1,8 mil mortes. Nos últimos dois dias, morreu mais gente no país do que nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Mais de 65 mil pessoas estão no hospital, uma alta de 37% em duas semanas.

No Brasil, foram notificadas mais 926 mortes, o maior número desde setembro, e 34.640 mil contaminações. A alta foi atribuída a um atraso na divulgação dos dados pelas secretarias da Saúde de alguns estados. O total de casos está perto de 5,8 milhões e o de mortes em 164.332.

A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 365. Meu comentário:

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mortes por covid-19 no mundo caíram 3% em sete dias

O número de mortes nos últimos sete dias caiu 3% em uma semana, quando foram registrados mais 1,8 milhão de casos, 500 mil na Índia. O Peru, o México, a Colômbia e a Argentina apresentaram tendência de alta na contaminação.

No mundo inteiro, houve até hoje 25,75 milhões sw infectados, 857 mil mortes e mais de 18 milhões de pacientes recuperados, embora muitos apresentem sequelas de longo prazo.

Os Estados Unidos registraram na segunda-feira menos de 34 mil novas contaminações, o menor número diário de casos novos desde 22 de junho.

No Brasil, foram mil 1.166 mortes em 24 horas e quase 41,9 mil casos novos, totalizando 122.681 mortes e mais de 3,952 milhões de casos confirmados.

O produto interno bruto do Brasil teve uma perda histórica de 9,7% no segundo trimestre, revelou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, com queda de 12,3% na indústria e 9,7% nos serviços. Só a agricultura cresceu, 0,4%. O consumo das famílias recuou 12,5% e o investimento, 15,1%.

A expectativa é que o PIB só volte ao nível de 2019 no segundo semestre em 2022 e que o déficit público dure mais 13 anos. Meu comentário:

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Brasil está perto das 110 mil mortes previstas como mínimo pelo Imperial College

O Brasil registrou mais 775 mortes e 23.236 casos novos da doença do coronavírus de 2019. O total subiu para 108.654 mortes e 3,363 milhões de casos. Está chegando aos 110 mil óbitos previstos pelo Imperial College, de Londres na sua estimativa mais baixa sobre a perda de vidas no Brasil da pandemia. A média diária dos últimos sete dias está em 971.

No mundo, já são mais de 21,8 milhões de casos confirmados, quase 772,5 mil mortes e quase 14,8 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos têm o maior de casos confirmados, mais de 5,4 milhões, e o maior número de mortes, 170 mil.

Com mais 941 mortes e quase 58 mil casos novos nesta segunda-feira, a Índia ultrapassou a marca de 50 mil mortes e 2,7 milhões de casos confirmados. É o quarto país em número de mortes.

Um surto que atingiu mais de 300 fiéis de uma igreja protestante de Seul é o maior em quase seis na Coreia do Sul, um país que conseguiu controlar a epidemia. Foi um dos primeiros onde a covid-19 chegou depois da China. Meu comentário:

sexta-feira, 31 de julho de 2020

PIB dos EUA cai 9,5% e Trump fala em adiar eleições

Diante de uma queda recorde de 9,5% produto interno bruto dos Estados Unidos no segundo trimestre, o presidente Donald Trump defendeu nesta quinta-feira o adiamento das eleições de 3 de novembro, alegando que a votação pelo correio pode levar a uma fraude maciça. 

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, afastou qualquer possibilidade de adiamento, lembrando que os Estados Unidos enfrentaram uma Guerra Civil e duas guerras mundiais sem alterar o calendário eleitoral. Pela Constituição americana, só o Congresso pode fazer isso. Trump busca desculpas para rejeitar o resultado das urnas.

Os EUA têm hoje mais de 4 milhões e meio de casos confirmados e 155 mil mortes. Até novembro, devem ser 230 mil mortes. Os casos novos voltaram a passar de 70 mil. O contágio está em alta em 30 dos 50 estados americanos. Nos últimos quatro dias, o total de mortes passou de mil. A média diária dos últimos sete dias está em mil e 56. A Flórida teve um recorde de 256 mortes num dia, o terceiro em 3 dias.

O mundo se aproxima de 17,5 milhões de casos, com mais de 676 mil mortes e quase 11 milhões de pacientes recuperados. No Brasil, nesta quinta-feira, foram notificados mais 58.271 casos e 1.189 mortes, elevando o total para 91.377 óbitos e 2,613 milhão de casos.

A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em mil e 24. A média de casos novos no país subiu 21% em duas semanas. Há três meses, a taxa de transmissão está acima de 1.

O México superou o Reino Unido e se tornou o terceiro país com o maior número de mortes pela pandemia, 46 mil em pouco mais de 416 mil casos.

No Oriente Médio, as autoridades temem um aumento do contágio durante a Festa do Sacrifício, em árabe, Eid al-Adha, que começou na noite da quinta-feira e vai até a segunda-feira, 3 de agosto.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, o FMI, Kristalina Georgieva pediu a manutenção dos programas de sustentação da economia.

Com a maior queda econômica trimestral da história, os EUA entraram oficialmente em recessão. A maior economia do mundo crescia desde o terceiro trimestre de 2009, quando superou a crise deflagrada pelo colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro de 2008. 

Durante a Grande Recessão, o PIB americano perdeu 4%. Agora, foram 9,5% no segundo trimestre, anulando o crescimento dos últimos cinco anos.

Com forte queda nas exportações, a Alemanha, quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, registrou baixa de 10,1 por cento no PIB do segundo trimestre. Já a França, sétima maior economia do mundo e terceira da Europa, encolheu 13,8 por cento no segundo trimestre, a pior queda depois da Segunda Guerra Mundial. Meu comentário:

terça-feira, 14 de julho de 2020

Brasil tem o maior número de mortes num dia em três semanas

O Brasil teve 1.341 mortes em 24 horas, 51 por cento na região Sudeste, e 42.245 casos novos, elevando o total para 74.262 mortes e 1,931 milhão de casos confirmados. A média dos últimos sete dias, 1.056 mortes, foi a maior desde o início da pandemia. 

Depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o Exército é corresponsável pelas atitudes de militar como o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, há uma pressão nas Forças Armadas para que ele passe para a reserva. 

O Brasil está sem ministro da Saúde há 60 dias. Parlamentares reclamam que não atendidos pelo ministro quando ligam pedindo ajuda para suas bases eleitorais.

No mundo inteiro, já são mais de 13,4 milhões de casos confirmados, 581 mil mortes e 7,847 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 7% terminaram em morte, um ponto percentual a menos do que na semana passada.

Os Estados Unidos registraram um recorde de 67 mil infecções em 24 horas, um dia depois da notificação de 61.492 casos novos, o terceiro maior número até hoje, sendo 30 mil na Califórnia, na Flórida e no Texas. Chegaram a um total de 3,545 milhões de casos confirmados e 139 mil mortes.

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, alerta que o outono e o inverno serão um dos períodos mais difíceis para a saúde nos EUA.

A Academia de Ciências Médicas do Reino Unido adverte para o risco de uma nova onda de contaminação no inverno no Hemisfério Norte.

De Melbourne, segunda maior cidade da Austrália, a Manila, a capital das Filipinas, Hong Kong e Bangalore, o centro da indústria de informática da Índia, várias regiões da Ásia e do Pacífico recuam na reabertura da economia e voltam a adotar medidas rigorosas de confinamento.

A dívida total da China, somando as dívidas de governos, empresas e pessoas, é estimada em 317% do produto interno bruto, que no ano passado passou de US$ 14 trilhões, quase R$ 75 trilhões.

O produto interno bruto dos EUA, de mais de US$ 21,4 trilhões em 2019, mais de R$ 114 trilhões, deve cair 6,89% neste ano. O déficit público dos Estados Unidos nos últimos 12 meses ficou em US$ 3 trilhões, pouco mais de R$ 16 trilhões.

As vendas no varejo subiram 18 por cento em maio nos 19 países da Zona do Euro.

Com os preços do petróleo em torno de 40 dólares, quase 214 reais, por barril, os países do Oriente Médio vão deixar de ganhar 270 bilhões de dólares, cerca de 1 trilhão 444 bilhões de reais neste ano. O produto regional bruto deve cair 7,3 por cento.

A primeira vacina testada nos Estados Unidos, do laboratório Moderna, apresentou bons resultados em 45 voluntários. Agora, será testada em 30 mil pessoas. Meu comentário:

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Economia dos EUA recua em ritmo de 4,8% ao ano

Depois de mais de uma década de um crescimento ininterrupto sem precedentes, sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto dos Estados Unidos sofreu uma de 4,8% na taxa anualizada no primeiro trimestre de 2020. No segundo trimestre, a queda pode chegar a 30%.

Os EUA não entravam em recessão, definida como a contração da economia por dois trimestres consecutivos, desde o terceiro trimestre de 2009, durante a Grande Recessão. Era o maior ciclo ininterrupto de expansão de sua história econômica.

A maioria dos economistas espera uma recuperação no segundo semestre. O presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretor do banco central americano, Jerome Powell, prometeu “usar sua ampla gama de instrumentos para sustentar a economia dos EUA neste momento de desafio.”

No mundo inteiro, são 3.174.286 casos registrados da pandemia do novo coronavírus, com 220.586 mortes e 985.817 pacientes curados. Entre os casos encerrados, 18% terminaram e morte. Os EUA têm o maior número de casos (1.041.044) e o maior número de óbitos (59.991).

Aqui no Brasil, são 5.513 mortes em quase 80 mil mortes.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Pandemia derruba o PIB da China em 6,8%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto da China sofreu uma queda de 6,8% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período no ano passado. A produção industrial baixou 8,4% e as vendas no varejo, 19%. 

Mesmo durante a Grande Recessão (2008-9), a economia chinesa não parou de crescer. Graças a um plano de estímulo de US$ 600 bilhões, 13% do PIB na época, foi uma das locomotivas da recuperação internacional.

O último ano em que a China teve uma queda do PIB foi 1976, o ano da morte de Mao Tsé-tung e do fim da Grande Revolução Cultural Proletária. O cálculo trimestral é feito desde 1992. Este é o pior resultado.

Desta vez, a China é acusada de provocar a crise econômica mundial mais grave desde a Grande Depressão (1929-39) em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump pressiona as empresas americanas a deixarem de fabricar da China.

Mais discretamente, o primeiro ministro Shinzo Abe criou um programa de US$ 2,2 bilhões para incentivar as empresas japonesas a voltar a produzir no Japão e até mesmo em outros países asiáticos, como a Indonésia e o Vietnã, onde os custos são menores do que na China.

Apesar da forte queda no primeiro trimestre, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia termine o ano em alta de 1,2%. Antes da pandemia, a meta era 6%. Oficialmente, o governo afirma que as empresas estão trabalhando com 80% de sua capacidade, mas dezenas de milhões de chineses ficaram sem renda em fevereiro e março. Muita gente perdeu o emprego.

A esperada recuperação em V, com a economia se recuperando tão rapidamente quanto caiu, não vai acontecer enquanto não houver uma vacina ou tratamento eficiente para a covid-19. A retomada terá de ser lenta, marcada por testes para mapear o andamento do vírus e combater cada foco. Será na base da tentativa. 

Como a China foi a origem da pandemia, todos observam a retomada da economia para tirar lições. Há dúvidas sobre a imunização permanente de quem teve contato com o vírus, tenha desenvolvido a doença ou não. Ainda não há um certificado de imunização. E todos temem uma nova onda de contaminação.

domingo, 5 de abril de 2020

Recuperação da economia será lenta

O total de casos do pandemia do novo coronavírus chegou hoje a 1.274.923, com 69.479 mortes e 260.484 pacientes curados, letalidade de 5,45%.  O número de mortos na Espanha caiu pelo terceiro dia seguido, dando a esperança que a pandemia tenha atingido o pico no país. 

A Itália, a Espanha e a França já pensam em como sair do confinamento. Os economistas estimam que a queda no produto mundial bruto no primeiro trimestre seja de 20 por cento na taxa anualizada e que a recuperação será lenta.

A economia mundial parou de repente: primeiro, a China, depois a Europa e os Estados Unidos, as três grandes potências econômicas mundiais. A queda deve ser três vezes maior do que no pior momento de Grande Recessão de 2007 a 2009. Mas a volta não será rápida.

Sem vacina nem tratamento de sucesso comprovado, a saída do confinamento terá de ser extremamente cautelosa para evitar que todo o atual sacrifício não seja em vão. O Dr. Anthony Fauci, principalmente epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, acredita que só será possível quando houve uma capacidade de testagem que permita rastrear os casos, isolar os contaminados e examinar todos os que tiveram contato com eles.

Nos EUA, o banco Goldman Sachs espera um recuo do produto interno bruto de 11% a 12% em relação a período anterior à pandemia. A taxa anualizada seria de 34%. A maior economia do mundo só voltaria ao nível pré-crise no fim de 2021. Seriam dois anos perdidos.

A Europa deve seguir o mesmo padrão. A queda na produção industrial já supera a da Crise do Euro de 2012. Na China, a economia subiu em ritmo de 4,6 por cento ao ano em março depois de uma queda de 2% ao ano em fevereiro. Mas as exportações chinesas dependem da recuperação de outros países.

Para a maioria dos analistas, a recuperação deve ganhar força no terceiro trimestre do ano. Eles acreditam que não haverá grandes danos à capacidade produtiva nem desemprego em massa se os governos ajudarem as empresas e seus empregados.

Mas, se a recuperação for longa, até quando será possível manter o estímulo fiscal e monetário? Até quando haverá apoio político para sustentar as empresas. As enormes perdas nas bolsas de valores no mês passado indicam que os investidores veem um aumento no risco.

Depois de 10 dias com sintomas da covid-19, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi hospitalizado. O Reino Unido foi o segundo país em número de mortes neste domingo, 621, abaixo dos EUA. Com 48.440 casos e 4.934 mortes, a letalidade está em 10,2%.

Com mais 1.084 mortes hoje, o total de óbitos nos EUA chegou a 9.618. O número de casos é o maior do mundo, 337.620, com mortalidade de 2,85%. Desde ontem, a Espanha superou a Itália em número de casos, 131.646, mas ainda tem menos mortes, 12.641, com letalidade de 9,6%.

O maior número de mortes é da Itália, 15.887 em 128.948 casos, com mortalidade de 12,3%, a maior do mundo. A Alemanha passou hoje de 100 mil casos, chegando a 100.123, com 1.584 mortes, mortalidade de 1,58%.

Como a Itália e a Espanha, a França registrou mais de 500 mortes neste domingo, elevando o total de óbitos para 8.078 em 93.780 casos, letalidade de 8,6%.

Aqui no Brasil, são 11.281 casos registrados e 487 mortes, mortalidade de 4,3%. O presidente Jair Bolsonaro ameaçou mais uma vez demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defende o isolamento físico para conter a propagação do vírus. Quer evitar assim que o número de casos graves supere a capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Além do tratamento experimental com cloroquina, um remédio usado contra a malária apresentado como esperança pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, os médicos estão usando o plasma, a parte clara do sangue, de pacientes curados da covid-19 para tratar os doentes. 

A ideia é deixar os anticorpos das pessoas curadas para atacar o coronavírus. Os estudos ainda são preliminares. Talvez o tratamento com plasma sanguíneo funcione, pelo menos em alguns casos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

EUA cresceram em ritmo de apenas 2% ao ano no segundo trimestre

Na segunda estimativa do produto interno bruto do segundo trimestre, o crescimento da economia dos Estados Unidos foi reduzido para um ritmo de 2% ao ano. O maior aumento do consumo interno em quatro anos e meio foi neutralizado pela incerteza com as exportações causada pela guerra comercial com a China. A primeira leitura fora de 2,1% ao ano.

No primeiro trimestre, a taxa de crescimento ficou em 3,1% ao ano. No primeiro semestre, foi de 2,6% ao ano. Os economistas esperavam esta desaceleração do crescimento.

A maior economia do mundo está no 11º ano de crescimento ininterrupto, desde o último trimestre de 2009. A guerra comercial do presidente Donald Trump com a China reduziu o crescimento e pode até provocar uma recessão.

Com a deterioração das relações entre os dois países mais ricos do mundo, as bolsas de valores caíram, assim como os rendimentos de títulos da dívida pública de países soberanos.

Sob pressão de Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, baixou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Não cortava os juros desde 2008, no auge da crise. Trump cobra um corte de 1 ponto.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Crescimento dos EUA cai para 2,1% ao ano

O ritmo de crescimento da maior economia do mundo baixou de 3,1% ao ano no primeiro trimestre de 2019 para 2,1% ao ano no segundo trimestre. Aumenta assim a chance de um corte na taxa básica de juros de curto prazo na próxima reunião do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco centraldos Estados Unidos.

A desaceleração foi menor do que prevista. Os gastos dos consumidores (+4,3%) neutralizaram em parte a redução dos investimentos das empresas.

Diante dos novos dados, o presidente Donald Trump voltou a atacar a independência do Fed: "Não foi ruim considerando que temos um peso muito pesado da âncora do Fed ao redor do nosso pescoço. Quase não há inflação. Os EUA estão prontos para voar."

O Partido Democrata criticou os cortes de impostos para ricos e grandes empresas: "Está ficando claro que a lei fiscal de 2017 foi uma bênção para os afortunados e vai tornar mais difícil para o governo federal estimular o crescimento econômico na próxima recessão", declarou a deputada Carolyn Maloney, vice-presidente da Comissão Conjunta de Economia do Congresso.

A expectativa do mercado é de um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual na próxima semana; 83% dos analistas preveem 0,25. Se a economia mantiver o ritmo de crescimento anual acima de 2%, é provável que o Fed não faça mais cortes até o fim do ano.

Com as guerras comerciais com a China e o México, Trump é acusado de ser o responsável pela desaceleração. O presidente sabe que a economia é seu principal argumento na campanha para a reeleição em 2020.

A revisão de dados de anos anteriores concluiu que a economia americana cresceu 2,5% no ano passado e não os 3% anunciados anteriormente pelo Departamento do Comércio. O país cresce desde o fim de 2009. É o maior período de crescimento da história recente dos EUA.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Crescimento dos EUA foi um pouco menor do estimado inicialmente

A economia dos Estados Unidos cresceu um pouco menos do que apurado na primeira estimativa do produto interno bruto do primeiro trimestre de 2019, mas não muito. Em vez de 3,2% ao ano, a maior economia do mundo avançou em ritmo de 3,1% ao ano.

O crescimento surpreendeu. Antes da primeira estimativa, os economistas previram expansão de 2,2% ao ano. Antes da segunda leitura do PIB, o mercado financeiro registrou repetidas quedas por temor do impacto da guerra comercial entre EUA e China para a economia internacional.

Embora a confiança do consumidor continue alta, as encomendas à indústria e a produção industrial desapontaram, aumentando a preocupação do mercado.

No início do ano, havia uma expectativa de desaceleração do crescimento. O bom resultado do primeiro trimestre afastou o fantasma temporariamente, mas muitos economistas defendem um corte nas taxas básicas de juros da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, para evitar uma nova recessão lá na frente.

A maior parte do crescimento do primeiro trimestre se deveu à acumulação de estoques. Enquanto estes produtos não forem vendidos, o comércio não fará novas encomendas. Assim, o ritmo de crescimento tende a cair.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Queda na produção de petróleo agrava crise na Venezuela

A produção de petróleo da Venezuela caiu dois terços em um ano e meio. Caiu de 1,5 milhão para 500 mil barris diários, informou na terça-feira, 14 de maio, o boletim de notícias Argus, especializado em matérias-primas. O país extrai hoje apenas 500 mil barris por dia de suas imensas reservas, as maiores do mundo.

Em abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estimou a produção venezuelana em 770 mil barris por dia. Uma redução desta ordem, se confirmada, será mais uma péssima notícia para a ditadura de Nicolás Maduro.

A forte queda é atribuída ao aumento das sanções impostas pelos Estados Unidos, que incluem a importação de petróleo venezuelano e a exportação dos diluentes que a companhia estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA) usada para misturar ao óleo pesado que produz e torná-lo próprio para a exportação.

A primeira rodada de sanções dos EUA pressionou uma produção de petróleo abalada por problemas estruturais generalizados, com fuga de mão de obra especializada, falhas de manutenção e a corrupção endêmica do regime chavista.

Um declínio ainda maior na indústria petrolífera da Venezuela é esperada quando as sanções secundárias começarem a ser sentidas. Os EUA proibiram empresas e indivíduos que não moram no país de fazer negócios com a PdVSA, sob pena de não poderem atuar no mercado americano.

Até o final de 2020, a produção pode baixar para 375 mil barris por dia. No pico, em 1998, a Venezuela chegou a produzir mais de 3 milhões de barris por dia.

Como o principal é o único produto de exportação importante da Venezuela e a principal fonte de arrecadação do governo, o virtual colapso do setor agrava ainda mais a situação.

O país vive a pior crise de sua história, com inflação 1.300.000% no ano passado, previsão de 10.000.000% neste ano, queda do produto interno bruto pela metade em cinco anos e desabastecimento generalizado.

Com a crise política, dois governos, a pressão internacional sobre Maduro e a piora da economia, a Venezuela afunda cada vez mais no caos.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Produção industrial e vendas do varejo na China desapontam

As vendas do varejo na China cresceram em abril no menor ritmo em 16 anos, enquanto a produção industrial e o investimento em capital fixo ficaram abaixo da expectativa do governo, que tenta revigorar a economia para enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos, noticiou o jornal inglês Financial Times.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, as vendas no varejo registraram um avanço anual de 7,2% no mês passado, o menor desde 2003, com queda no comércio de cosméticos e artigos de uso pessoal. Os economistas entrevistados pela agência Reuters esperavam alta de 8,6%, depois um crescimento de 8,7% em março.

A produção industrial subiu 5,4% nos últimos 12 meses, abaixo da expectativa, que era de 6,5%, caindo para o nível de novembro, o menor desde a crise financeira internacional de 2008.

O investimento em capital fiou nos primeiros quatro meses do anos cresceu 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado, ficando abaixo dos 6,3% do mês passado e dos 6,4% das previsões. O investimento privado avançou 5,5% e o das empresas estatais 7,8%.

No mês passado, a segunda maior economia do mundo, com PIB rondando os US$ 14 trilhões, parecia mais robusta. O presidente Donald Trump se vangloria de que os EUA estão mais fortes economicamente para o embate.

O cacife americano é maior. Os EUA importaram no ano passado US$ 539 bilhões em produtos chineses e exportaram bens no valor de US$ 120 bilhões.  A China precisa dos dólares americanos para manter o ritmo de sua economia.

Houve uma escalada na guerra comercial entre os dois países. Na seta-feira, o governo Trump impôs tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em importações anuais da China, que reagiu ontem aplicando a mesma taxa a US$ 60 bilhões das exportações anuais dos EUA para lá.

Trump prometeu ontem uma grande vitória, mas a China não vai aceitar nenhum tipo de humilhação, acordo desfavorável e mudança de seu modelo econômico, do capitalismo de Estado que a transformou numa potência mundial. Nenhum líder chinês pode dar a impressão de estar fazendo muitas concessões ao Ocidente.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Banco central da Índia reduz taxa básica de juros para 6% ao ano

A uma semana do início das eleições gerais, o Banco da Reserva da Índia (BRI) reduziu ontem sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para 6% ao ano e pressionou os bancos privados a repassarem o corte aos consumidores, noticiou o jornal The Economic Times.

Ao justificar a medida, o presidente do banco central, Shaktikanta Das, citou a desaceleração do crescimento, a debilidade do investimento e a redução no fluxo de crédito para pequenas e médias empresas.

Com a proximidade das eleições, a oposição deve acusar Das de fazer o jogo do primeiro-ministro Narendra Modi, que mudou o presidente do banco central na expectativa de que um crescimento mais robusto lhe garanta a reeleição. Nos Estados Unidos, o Conselho da Reserva Federal (Fed) não mexe nas taxas de juros em período eleitoral.

A estagnação da renda dos agricultores, a baixa geração de empregos e a fraqueza no investimento ameaçam a vitória do Partido Bharatiya Janata (BJP), nacionalista hindu e conservador, parte da onda neopopulista de direita.

Modi se elegeu há cinco anos prometendo defender os valores tradicionais da Índia e acelerar o desenvolvimento econômico. Seu maior adversário é Rahul Gandhi, do Partido do Congresso, filho, neto e bisneto dos primeiros-ministros Rajiv Gandhi, Indira Gandhi e Jawaharlal Nehru.

Em 2014, Rahul liderou o Partido do Congresso em sua maior derrota. A bancada encolheu de 206 para 44 deputados na Lok Sabha, a Câmara do Parlamento da Índia, que tem hoje 545 cadeiras.

Nas últimas pesquisas, a Aliança Democrática Nacional, liderada pelo BJP de Modi, teve de 34% a 41% votos contra 28% a 31%  para a Aliança Progressista Unida, de Rahul, com 28% a 38% dos votos indo para partidos menores, alguns regionais. A metade das pesquisa indica que talvez nenhuma aliança consiga maioria absoluta.

A Índia é o país que mais cresce entre as dez maiores economias do mundo, mas ainda não é o suficiente para resgatar centenas de milhões de indianos que vivem na miséria.

O Escritório Central de Estatísticas reduziu de a estimativa de avanço do produto interno bruto de 7,2% para 7% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2019 por causa do baixo crescimento das exportações em janeiro e fevereiro. A meta do governo é 7,5% ao ano.

Em 2018, o PIB indiano cresceu 7,3% para um total de US$ 2,69 trilhões. É a sétima maior economia do mundo, depois de EUA, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, pelo ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ultrapassou a Itália e o Brasil.

Maior democracia do mundo, com 1,34 bilhão de habitantes e cerca de 900 mil eleitores. A votação será dividida em sete dias - 11, 18, 23 e 29 de abril e 6, 12 e 19 de maio - de modo que o Exército possa se deslocar pelo país para garantir a segurança das eleições. A apuração oficial começa em 23 de maio e os resultados devem sair três dias depois.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Estatísticas da China exageram o tamanho da economia do país

O produto interno bruto da China é superestimado em 12% e o crescimento real nos últimos anos foi 2 pontos percentuais abaixo do oficial, indica uma pesquisa da Brookings Institution, um centro de pesquisas com sede em Washington, a capital dos Estados Unidos, citada pelo jornal inglês Financial Times.

Com o relatório divulgado ontem, aumenta a preocupação do mercado de que a desaceleração da segunda maior economia do mundo seja mais profunda e mais grave do que dizem as estatísticas oficiais.

No ano passado, a China cresceu oficialmente 6,6% a menor taxa desde 1990, quando estava sob sanções por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989.

A pesquisa examina o período de 2008 a 2016 e não faz uma estimativa sobre o crescimento no ano passado. Mas a julgar pelo registrado em 2016, o PIB da China em 2018 ficaria US$ 1,6 trilhão abaixo do número oficial, de 90 trilhões de iuanes, ou US$ 13,58 bilhões, em pouco menos de US$ 12 trilhões.

Desde a era de Mao Tsé-tung, com o planejamento central do regime comunista, o governo chinês adota planos e metas. Com as reformas de Deng Xiaoping, a partir de 1978, houve uma ênfase no crescimento econômico.

Como o crescimento legitima o poder absoluto, o Partido Comunista avalia seus quadros com base no desempenho da economia das cidades e províncias. Os líderes municipais e regionais são recompensados pelo cumprimento das metas de crescimento e investimento. Assim, tendem a inflar os dados sobre a expansão da economia.

Durante anos, a soma dos PIBs das províncias superava o total do país. O próprio Escritório Nacional de Estatísticas admitiu que "alguns dados são falsificados". Em 2017, o governo central acusou três províncias do cinturão industrial do Nordeste da China de divulgar estatísticas mentirosas.

Os pesquisadores concluíram que antes da 2007 e 2008, as autoridades federais conseguiam corrigir os dados e obter um resultado final mais acusado. Depois da crise internacional, houve um relaxamento.

Em 2018, o órgão oficial de estatísticas prometeu para este ano um controle maior sobre os dados coletados pelas províncias para eliminar as distorções. Depois de décadas de alto crescimento, o governo chinês tenta conter a poluição e fechar empresas estatais deficitárias, o que no mínimo reduz a expansão. Quer um crescimento mais sadio e racional.

Desde 2005, o governo da China guarda os dados do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços do Brasil (ICMS), num sistema de computadores considerado resistente à fraude e à manipulação. Os economistas costumam cruzar os dados do crescimento com a arrecadação do ICMS para ter uma ideia mais real da expansão econômica chinesa.

Na abertura da reunião anual do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro Li Keqiang fixou a meta de expansão para este ano numa faixa de 6% a 6,5%.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Primeira-ministra britânica adia votação sobre saída da União Europeia

Diante da ameaça de uma derrota acachapante, a primeira-ministra Theresa May acaba de anunciar que a votação sobre a saída do Reino Unido da União Europeia na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, marcada para amanhã, foi adiada. Ela pretende reabrir as negociações para obter mais concessões do Conselho Europeu.

Em discurso na Câmara, May declarou que o governo vai retomar a discussão durante esta semana, mas não indicou quando a votação será realizada. O líder da oposição, Jeremy Corbyn, afirmou que "o governo perdeu o controle da situação" e que "este é um mau acordo para o país".

À frente nas pesquisas de opinião, o líder trabalhista pressiona o governo para convocar eleições gerais antecipadas e tomar o poder. Se o governo britânico voltar a negociar com o Conselho Europeu, vai precisar do apoio do Parlamento, exigiu Corbyn.

May respondeu que o líder da oposição quer a renegociação, mas alega que será impossível porque a UE não aceitaria. Ela insistiu que o acordo acertado com os outros 27 países-membros é o melhor para o país, contrariando estudos de economistas.

O principal ponto da renegociação seria a fronteira entre a Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, e a República da Irlanda, aberta com o acordo de paz norte-irlandês, de 1998. Se o Reino Unido deixar a união aduaneira com a UE, poderia haver de novo uma fronteira "dura", ameaçando a paz na província do Úlster.

De acordo com a análise do próprio governo conservador, com este acordo, a economia britânica cresceria 3,9% a menos nos próximos 15 anos do que se o Reino Unido ficar na UE. Um estudo do Banco da Inglaterra prevê uma queda de até 10,9% do produto interno bruto em cinco anos, caso o país deixe o bloco europeu sem qualquer acordo.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Índia ultrapassa França e se torna sexta maior economia mundial

Com taxas de crescimento acima de 7% ao ano desde 2009, a Índia ultrapassou a França no ano passado. É a sexta maior economia do mundo, noticiou hoje o jornal indiano The Hindustan Times, citando como fonte dados revisados do Banco Mundial sobre 2017.

Enquanto o produto interno bruto da Índia chegou a US$ 2,597 trilhões, a França ficou em US$ 2,582 trilhões. Como a Índia tem 1,354 bilhões de habitantes e a França 65 milhões, a renda média dos franceses é 20 vezes maior.

O crescimento acelerado da Índia, o maior entre as grandes economias do mundo, é importante para os planos de reeleição do primeiro-ministro Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata (BJP), nacionalista hindu.

A produção industrial e o consumo pessoal foram os grandes motores da economia indiana em 2017, depois de uma desaceleração no fim de 2016, quando Modi mandou tirar de circulação as notas de maior valor, a pretexto de combater o crime.

Para este ano, a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de uma expansão de 7,4%, com alta de mais 7,8% em 2019. Como um todo, a economia mundial deve avançar 3,9% em 2018.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Desemprego no Japão cai ao menor nível em 25 anos

A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,2% em maio e o número de vagas disponíveis supera a oferta de mão de obra, chamando a atenção mais uma vez para a redução na força de trabalho da terceira maior economia do mundo. É o menor nível desde outubro de 1992.

A maioria dos economistas ouvidos pela agência Reuters esperava a manutenção da taxa de 2,5%, registrada em abril. O número de vagas para candidatos a emprego subiu para 1,6. Está um pouco abaixo do 1,64  de janeiro de 1974.

O envelhecimento da população e a contração do mercado de trabalho estão entre as principais causas da estagnação da economia japonesa. Em 2018, o país deve ter a menor taxa de crescimento das grandes potências capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).

Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), "o impacto do envelhecimento pode custar uma queda de um ponto percentual por ano no crescimento do produto interno bruto do Japão nas próximas três décadas."