Mostrando postagens com marcador Congresso Nacional do Povo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Congresso Nacional do Povo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de março de 2023

Xi Jinping reafirma ambição de tornar a China em superpotência

Ao encerrar a sessão anual do Congresso Nacional do Povo da China, o ditador Xi Jinping, eleito para um terceiro e inédito mandato presidencial, fez um discurso agressivo para afirmar a posição da China como superpotência emergente. 

Xi afirmou que, depois de um século de humilhação diante de potências imperialistas que trouxe guerra e miséria à população chinesa, o país está de volta ao lugar que merece na política internacional num curso histórico irreversível.

O arcebispo de York, na Inglaterra, considera a nova lei de imigração e asilo proposta pelo governo britânico uma "crueldade sem propósito", "imoral, inepta e impraticável", informa o jornal The Guardian. A lei proíbe pedir asilo a quem entra ilegalmente no Reino Unido.

Em dez anos de pontificado, o papa Francisco promoveu uma verdadeira revolução na Igreja Católica. Combateu a corrupção e o preconceito, adotou a simplicidade, mediou o reatamento entre os Estados Unidos, impôs a tolerância zero contra a pedofilia e preparou sua sucessão.

Depois de duas falências em três, o presidente Joe Biden tenta convencer os norte-americanos de que o sistema bancário dos EUA é seguro e prometeu garantir todos os depósitos, além das garantias legais com base na "exceção de risco sistêmico". 

Antes, só os grandes bancos eram considerados riscos para sistema. Eram grandes demais para falir. Agora, parece que os muito interconectados também são perigosos e as redes sociais amplificam o medo e o pânico. Agem como coordenadoras das expectativas. Meu comentário:

domingo, 5 de março de 2023

Putin precisa cair para evitar Terceira Guerra Mundial, diz opositor preso

 Da cela onde cumpre prisão por denunciar o Massacre de Bucha, o oposicionista Ilya Yashin adverte: enquanto o ditador Vladimir Putin estiver no poder na Rússia, vai haver guerra e ameaça de guerra, até mesmo guerra nuclear. Ele se nega a fugir do país para ser a voz contra a guerra, como declarou em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Em discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o ex-presidente Donald Trump prometeu acabar com a guerra antes de voltar à Casa Branca, se for reeleito em 2024. Mais uma vez, Trump descreveu os Estados Unidos como um país assolado pela violência e o caos para se apresentar como salvador da pátria.

O Congresso Nacional do Povo da China inicia sua sessão anual, que deve referendar as políticas impostas pela cúpula do Partido Comunista e reeleger o ditador Xi Jinping para um terceiro e inédito mandato presidencial. A meta de crescimento da segunda maior economia do mundo para este ano foi fixada em 5%.

Ao contrário de outros países da América Latina, o Brasil ignora os crimes da ditadura de Daniel Ortega na Nicarágua e não oferece asilo aos oposicionistas deportados, como acusam reportagem de Janaína Figueiredo no jornal O Globo e artigo de Eric Nepomuceno no jornal argentino Página 12.

Depois de duas décadas, a maioria dos países das Nações Unidas chegou a um acordo para proteger a vida e a biodiversidade dos oceanos. A meta é transformar 30% dos oceanos em áreas de preservação ambiental, sem pesca e outras atividades humanas predatórias, sem plásticos. Meu comentário:

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Hong Kong adia eleições usando covid-19 como desculpa

Com a doença do coronavírus de 2019 como desculpa, o governo regional de Hong Kong, subserviente ao regime comunista da China, anunciou hoje o adiamento por um ano das eleições legislativas marcadas para 6 de setembro. A nova data é 5 de setembro de 2021.

Numa ofensiva contra o movimento pela democracia e a onda de manifestações que varreu o território, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou em 30 de junho uma Lei de Segurança Nacional draconiana.

Na prática, o governo central de Beijim rompeu o compromisso de manter o regime liberal por pelo menos 50 anos, assumido com o Reino Unido em 1984, quando a China negociou a devolução da colônia britânica em 1997.

O governo vetou ontem 12 candidaturas de oposição ao Conselho Legislativo, inclusive de Joshua Wong, líder do Movimento dos Guarda-Chuvas, em 2014. Vários livros críticos ao regime comunista chinês estão sendo retirados de escolas e livrarias.

A ditadura do Partido Comunista chinês se abate sobre o território. A governadora Carrie Lam afirma que as medidas tomadas com base na Lei de Segurança Nacional visam a garantir a estabilidade e os direitos da maioria, discurso típico de regimes autoritários.

No ano passado, os candidatos ligados à China sofreram uma derrota esmagadora nas eleições municipais de Hong Kong.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Trump rompe com a OMS e alimenta guerra fria com a China

Em busca de uma desculpa para o fracasso no combate à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 104 mil pessoas nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump rompeu com a Organização Mundial da Saúde (OMS), proibiu a entrada de alguns cidadãos chineses no país e suspendeu as preferências comerciais a Hong Kong. Fomenta uma guerra fria com a China como manobra para melhorar suas chances na eleição presidencial de 3 de novembro.

No jardim da Casa Branca, Trump justificou a ruptura alegando que a agência das Nações Unidas não faz as reformas necessárias. Ele acusou a China de controlar a OMS, embora contribua com apenas US$ 40 milhões de dólares, enquanto os Estados Unidos davam US$ 450 milhões. 

Como a China prometeu US$ 2 bilhões, é possível que tente controlar o resultado de uma investigação sobre a pandemia que a OMS ficou de fazer quando a situação melhorar.

O presidente americano afirma que vidas poderiam ter sido poupadas se a China tivesse agido de maneira responsável quando detectou o primeiro surto, na cidade de Wuhan, e se a OMS não tivesse supostamente ajudado a acobertar a periculosidade da doença. 

Em janeiro, quando assinou um acordo preliminar para promover uma trégua na guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo, Trump elogiou a China e o ditador Xi Jinping pelo combate à doença do novo coronavírus. 

Agora, pressionado pela pandemia, rompeu com a OMS, proibiu a entrada de chineses nos Estados Unidos e cancelou as preferenciais comerciais a Hong Kong, que perdeu a autonomia em relação a Beijim com a nova lei de segurança nacional aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional do Povo da China.

O primeiro caso da covid 19 aconteceu na China em 17 de novembro. De início, o regime comunista chinês tendou esconder a doença e minimizar sua gravidade. Avisou a OMS em 31 de dezembro e admitiu que havia transmissão de pessoa para pessoa em 20 de janeiro.

Os EUA tiveram o primeiro caso registrado em 23 de janeiro, mas em 30 de dezembro os serviços secretos americanos haviam advertido Trump para o risco da doença.

Sua reação foi minimizar a gravidade da doença, dizendo que estava tudo sob controle. Quando os EUA tinham 15 casos da covid-19, chegou a declarar que em breve não teria nenhum.

Há 10 dias, o presidente americano dera um mês de prazo para a OMS promover reformas, mas atropelou este prazo.

Hong Kong era uma colônia britânica, um território ocupado desde as Guerras do Ópio, no século 19. Quando a China reassumiu o controle, em 1997, o regime comunista chinês prometeu manter o regime liberal e a economia de mercado durante 50 anos, dentro da fórmula "um país, dois sistemas".

Uma onda de manifestações no ano passado tentou defender a a autonomia de Hong Kong da influência cada vez maior do regime comunista. Um dos centros financeiros mais importantes do mundo, o território é sede de várias empresas internacionais e um canal para captar investimentos estrangeiros para a China.

Ao acabar com a autonomia de Hong Kong, a China prejudica esta função importante, mas há pouco que a sociedade internacional possa fazer para conter a expansão ao território da ditadura de Xi Jinping. 

Xi acabou com o limites de mandatos dos líderes do partido e do governo estabelecida pelo líder Deng Xiaoping, o grande arquiteto das reformas que modernizaram a China e transformaram o país na segunda maior potência mundial, ameaçando a supremacia dos EUA. Virou presidente perpétuo.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Estatísticas da China exageram o tamanho da economia do país

O produto interno bruto da China é superestimado em 12% e o crescimento real nos últimos anos foi 2 pontos percentuais abaixo do oficial, indica uma pesquisa da Brookings Institution, um centro de pesquisas com sede em Washington, a capital dos Estados Unidos, citada pelo jornal inglês Financial Times.

Com o relatório divulgado ontem, aumenta a preocupação do mercado de que a desaceleração da segunda maior economia do mundo seja mais profunda e mais grave do que dizem as estatísticas oficiais.

No ano passado, a China cresceu oficialmente 6,6% a menor taxa desde 1990, quando estava sob sanções por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989.

A pesquisa examina o período de 2008 a 2016 e não faz uma estimativa sobre o crescimento no ano passado. Mas a julgar pelo registrado em 2016, o PIB da China em 2018 ficaria US$ 1,6 trilhão abaixo do número oficial, de 90 trilhões de iuanes, ou US$ 13,58 bilhões, em pouco menos de US$ 12 trilhões.

Desde a era de Mao Tsé-tung, com o planejamento central do regime comunista, o governo chinês adota planos e metas. Com as reformas de Deng Xiaoping, a partir de 1978, houve uma ênfase no crescimento econômico.

Como o crescimento legitima o poder absoluto, o Partido Comunista avalia seus quadros com base no desempenho da economia das cidades e províncias. Os líderes municipais e regionais são recompensados pelo cumprimento das metas de crescimento e investimento. Assim, tendem a inflar os dados sobre a expansão da economia.

Durante anos, a soma dos PIBs das províncias superava o total do país. O próprio Escritório Nacional de Estatísticas admitiu que "alguns dados são falsificados". Em 2017, o governo central acusou três províncias do cinturão industrial do Nordeste da China de divulgar estatísticas mentirosas.

Os pesquisadores concluíram que antes da 2007 e 2008, as autoridades federais conseguiam corrigir os dados e obter um resultado final mais acusado. Depois da crise internacional, houve um relaxamento.

Em 2018, o órgão oficial de estatísticas prometeu para este ano um controle maior sobre os dados coletados pelas províncias para eliminar as distorções. Depois de décadas de alto crescimento, o governo chinês tenta conter a poluição e fechar empresas estatais deficitárias, o que no mínimo reduz a expansão. Quer um crescimento mais sadio e racional.

Desde 2005, o governo da China guarda os dados do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços do Brasil (ICMS), num sistema de computadores considerado resistente à fraude e à manipulação. Os economistas costumam cruzar os dados do crescimento com a arrecadação do ICMS para ter uma ideia mais real da expansão econômica chinesa.

Na abertura da reunião anual do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro Li Keqiang fixou a meta de expansão para este ano numa faixa de 6% a 6,5%.

domingo, 11 de março de 2018

Congresso da China confirma fim dos limites à reeleição presidencial

Como esperado, o Congresso Nacional do Povo aprovou hoje uma emenda constitucional acabando com os limites à reeleição do presidente da China, em vigor há 35 anos. Na prática, Xi Jinping deve virar presidente perpétuo e ditador vitalício, praticamente um imperador.

A proposta teria sido lançada pelo próprio Xi numa reunião do Comitê Central do Partido Comunista em 29 de setembro, antes mesmo de ser oficialmente reconduzido à liderança do partido, em outubro. Para não parecer um ditador, Xi deixou a iniciativa para dirigentes municipais e provinciais do partido.

Quando o então presidente Hu Jintao propôs reformas constitucionais, os projetos de emenda circularam nos órgãos do partido dois meses antes da sessão anual do Congresso. A proposta de reeleição ilimitada surgiu apenas oito dias antes, deixando pouco tempo para uma possível contestação, que não aconteceu.

Ao que tudo indica, Xi Jinping tem hoje amplo controle da máquina do partido e do governo. Os ex-presidentes Jiang Zemin e Hu Jintao, os únicos capazes de articular alguma reação, poderiam ser atingidos pela campanha anticorrupção usada por Xi para consolidar o poder. Numa ditadura, todos os líderes fazem seus negócios sujos.

Dos 2.964 delegados, 2.958 aprovaram a entronização de Xi como imperador praticamente por unanimidade. Só dois votaram contra. Houve três abstenções e um voto nulo.

Além da reeleição sem limites, o parlamento chinês votou a favor de outras 20 propostas de mudanças na Constituição, inclusive a que coloca o pensamento de Xi em seu preâmbulo.

Com seus superpoderes, o ditador está desmantelando as estruturas de poder criadas pelo dirigente Deng Xiaoping, o grande arquiteto das reformas econômicas, para evitar o culto da personalidade da era Mao Tsé-tung, que levou a grandes erros e catástrofes históricas como o Grande Salto para a Frente (1958-61) e a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

A China volta a viver o dilema do bom imperador ou mau imperador, observou o jornal inglês Financial Times. Em comparação, Xi tem hoje muito mais poder. Mao era o líder da um país pobre, uma potência nuclear introvertida com uma turba de fanáticos que carregava seu livrinho vermelho. Xi preside um país que marcha para se tornar a maior economia do mundo sob um regime político cada vez mais totalitário.

sábado, 5 de março de 2016

China reduz para 6,5% a 7% a meta de crescimento para 2016

Na abertura da reunião anual do Congresso Nacional do Povo neste sábado em Beijim, o primeiro-ministro Li Keqiang apresentou as metas de política econômica para 2016 e fixou a meta de crescimento da China em 6,5% a 7%, abaixo dos 7% ao ano passado. 

Em 2015, a segunda maior economia do mundo avançou 6,9%, a menor taxa em 25 anos. De 1989, ano em que o país foi abalado pelo Massacre na Praça da Paz Celestial, a 2015, a China cresceu em média 9,88% ao ano. Foi o desenvolvimento econômico mais extraordinário da história.

Agora, com a forte queda no comércio exterior, o regime comunista chinês tenta reorientar a economia do investimento e da exportação para o consumo e o mercado interno. As propostas anunciadas indicam a confiança de que será possível fazer uma transição suave, sem traumas.

"Vamos atacar o problema das empresas-zumbis ativa mas prudentemente com o uso de medidas como fusões, reorganizações, renegociação de dívidas e liquidação de falências", afirmou o primeiro-ministro. Ele prometeu a geração de 10 milhões de empregos em áreas urbanas para manter o desemprego nas cidades abaixou de 4,5%.

Cerca de US$ 130 bilhões serão investidos na construção de ferrovias e US$ 270 bilhões na construção de rodovias. Isso indica que o crescimento terá prioridade sobre as reformas.

Por um lado, a reestruturação do setor industrial exige a redução da capacidade instalada. A indústria do aço tem um excesso de capacidade de 30% e pretende diminuir a produção em 10% nos próximos anos. Talvez não seja suficiente.

De outro, a obsessão oficial com o crescimento aponta uma contradição, observa o economia Jianguang Shen, da corretora Mizuho Securities: "É intrinsecamente difícil consolidar a capacidade de produção enquanto se fazem políticas de estímulo."

O novo plano quinquenal facilita o investimento no exterior e o acesso de estrangeiros ao mercado financeiro chinês para tornar a moeda nacional, o iuane, conversível até 2020. As bolsas de Valores da China sofreram grandes perdas no ano passado por causa da desvalorização do iuane e de intervenções malsucedidas para sustentar o mercado.

Li prometeu reduzir os impostos e taxas pagos por empresas já neste ano. As despesas militares serão 7,6% maiores, o menor ritmo de crescimento em seis anos, mas fica acima do aumento de 7% no orçamento. O primeiro-ministro é um defensor da urbanização e da construção de cidades como "a mais poderosa força para sustentar o desenvolvimento econômico".

terça-feira, 10 de março de 2015

Inflação sobe para 1,4% ao ano na China sem afastar risco de deflação

Os aumentos nos preços dos alimentos durante os feriados do Ano Novo Lunar pressionaram a inflação na China. Em fevereiro de 2015, o índice de preços ao consumidor (varejo) subiu para 1,4%, depois de registrar 0,8% em janeiro, uma ameaça de deflação na segunda maior economia do mundo.

Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.

A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.

Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.

Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".

O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.

No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.

quarta-feira, 4 de março de 2015

China reduz meta de crescimento para 7% em 2015

Ao fazer um balanço da economia da China na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro Li Keqiang anunciou nesta quinta-feira uma nova meta para o crescimento do país: 7% em 2015. No ano passado, a meta era 7,5%. O resultado oficial de 2014 ficou em 7,4%, a menor taxa em 24 anos.

"O desenvolvimento econômico da China entrou numa nova normalidade", declarou o primeiro-ministro Li. "Problemas estruturais, institucionais e sistêmicos se transformaram em 'tigres no caminho' travando o desenvolvimento. Sem fazer reformas profundas e ajustes econômicos estruturais, teremos dificuldades para manter um desenvolvimento sustentado saudával."

A economia chinesa, de US$ 9,88 trilhões no fim de 2014, pode ter superado os Estados Unidos no ano passado pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, tornando-se a maior do mundo.

Agora, enfrenta o desafio de se reorientar do mercado internacional para o consumo interno. Os sucessivos cortes de juros e a inflação de 1,6% ao ano são indicadores da desaceleração da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos.

Depois de décadas de crescimento acelerado, há outras preocupações no ar, a poluição causada por uma industrialização sem freios, ar puro, água limpa, melhores escolas e a previdência social.

Para traduzir seu crescimento poder econômico em poderio militar, o orçamento das Forças Armadas vai aumentar em 10,1% para US$ 145 bilhões, revelou o primeiro-ministro chinês. É o segundo maior do mundo, mas ainda é cerca de quatro vezes menor do que o orçamento militar dos EUA.

O presidente Xi Jinping promove uma onda de expurgos a pretexto de combater a corrupção, que está reestruturado os serviços secretos e agora investiga 14 generais do Exército Popular de Libertação. É uma manobra política para consolidar seu poder sobre o partido e as Forças Armadas.

Quando a crise econômica vier, e um dia virá, o poder absoluto do Partido Comunista será questionado.

China endurece lei para ONGs estrangeiras

A China precisa de uma lei mais rigorosa para regulamentar as atividades das organizações não governamentais estrangeiras por razões de segurança nacional, declarou hoje uma porta-voz do regime comunista chinês, na véspera da abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, que vai até 15 de março de 2015, em Beijim.

O recém-criado Comitê de Segurança Nacional iniciou no ano passado um inquérito sobre as atividades das ONGs internacionais, parte da política do presidente Xi Jinping para manter um controle ideológico rígido e limitar a influência externa sobre questões internas da China.

Nos próximos dias, o Congresso do Povo deve aprovar um projeto que vai exigir aprovação das autoridades chinesas para que ONGs estrangeiras possam abrir escritórios e operar no país.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Intelectuais chineses pedem respeito aos direitos humanos

A uma semana do início da sessão anual do Congresso Nacional do Povo que vai eleger mais um secretário-geral do Partido Comunista para a Presidência da China, mais de cem intelectuais liberais fizeram um apelo ao governo para que ratifique e aplique Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos das Nações Unidas, de 1994. É um acordo para proteger direitos fundamentais do homem como o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e a igualdade entre homens e mulheres.

Entre os signatários, estão conhecidos advogados defensores dos direitos humanos como Pu Zhiqiang, escritores e jornalistas. O tom da carta aberta é conciliador, mas o regime comunista chinês costuma tomar críticas como um desafio e uma ameaça.

O governo chinês aderiu à convenção da ONU em 1998, quando o país estava interessado em entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Quinze anos depois, os intelectuais chineses citam declarações do futuro presidente Xi Jinping em defesa do Estado de Direito e promessas dos atuais dirigentes em fim de mandato de ratificar a convenção: "O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao disseram várias vezes, na China e no exterior, que a China adotaria os procedimentos jurídicos para ratificar o pacto assim que possível, uma vez que as condições estejam reunidas".

Seu argumento central é que "os direitos humanos não são um produto de importação".

A carta aberta deveria ser publicada em 28 de março "num importante jornal chinês", revelou David Bandurski, do Projeto Mídia na China, do centro de estudos de mídia e jornalismo da Universidade de Hong Kong. Como "as autoridades descobriram tudo na segunda-feira à noite, os autores não tiveram alternativa, a não ser publicá-la", reportou o jornal francês Le Monde.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Bo Xilai é expulso do Congresso na China

O ex-dirigente do Partido Comunista chinês Bo Xilai, que caiu em desgraça em março, depois do envolvimento de sua mulher na morte de um empresário britânico em meio a um escândalo político, foi expulso hoje oficialmente do Congresso Nacional do Povo e será processado.

Bo Xilai perde assim sua imunidade. Hoje mesmo foi aberto um inquérito policial sobre seus crimes.

Seu caso é o maior escândalo político na China desde que a viúva de Mao Tsé-tung, Chiang Ching, foi condenada, em 1981, por crimes cometidos durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

O PC chinês escolhe novos dirigentes num congresso do partido que começa em 8 de novembro de 2012.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Wen promete conter crédito e especulação

Em seu discurso sobre a situação atual do país  na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro Wen Jiabao manifestou preocupação hoje com o aumento da oferta de crédito e o aumento nos preços dos imóveis, capazes de formar bolhas especulativas na China.

A expansão de crédito em 2010 será limitada a US$ 1,1 trilhão, em contraste com  US$ 1,4 trilhão em 2009, quando o governo lutava para evitar uma recessão. 

Wen também prometeu combater a desigualdade social, investir mais em saúde e educação, combater a corrupção e trabalhar ativamente dentro do G-20 para reformar o sistema financeiro internacional tendo em vista os interesses dos países em desenvolvimento.

Nas cidades, renda média anual dos chineses é de US$ 2.515; no campo, de US$ 754. Mais da metade da população chinesa vive em zonas rurais e recebe apenas 12% da renda.

A meta de crescimento continua em 8% ao ano, com inflação de 3% ao ano. Mas a maioria dos analistas econômicos prevê uma expansão de 9,5% a 10% para a China, que deve ultrapassar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo em 2010.

domingo, 8 de março de 2009

China pede esforço comum contra a crise

Os Estados Unidos e a China estão "no mesmo barco" e devem realizar esforços conjuntos para contribuir para a recuperação da economia mundial, afirmou o ministro do Exterior chinês, Yang Jiechi.

"Estamos desejando trabalhar com os EUA e outros países para atravessarmos o rio no mesmo barco neste momento tempestuoso", declarou Yang em entrevista durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo chinês.