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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

 REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

No início das negociações, a primeira-ministra britânica chegou a falar em prorrogar o Tratado de Nanquim (1842) e a Convenção de Beijim (1860), pelos quais o Império Britânico tomou a colônia no fim das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) sob o pretexto da abrir a China ao livre comércio de ópio.

Depois de 22 rodadas de negociações ao longo de dois anos, Thatcher aceita ceder a que era considerada a última joia do Império Britânico. Em troca, Deng cria a fórmula "um país com dois sistemas", prometendo manter o sistema capitalista e as liberdades democráticas em Hong Kong durante pelo menos 50 anos.

Thatcher está entusiasmada com as reformas lançadas por Deng em 13 de dezembro de 1978 na esperança de que a abertura econômica e a adesão da China ao capitalismo levem a uma liberalização do regime comunista chinês. Mas o massacre do movimento dos estudantes pela paz e a democracia na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho, acabou com a chance de uma abertura política.

Diante de ondas de protestos no território, que tem status de região administrativa especial da República Popular da China, o ditador Xi Jinping, no poder desde 2012, impôs uma Lei de Segurança Nacional que na prática acaba com a autonomia de Hong Kong e enterra a fórmula "um país com dois sistemas", criada também tendo em vista a reintegração de Taiwan, que Xi ameaça fazer à força.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Hong Kong adia eleições usando covid-19 como desculpa

Com a doença do coronavírus de 2019 como desculpa, o governo regional de Hong Kong, subserviente ao regime comunista da China, anunciou hoje o adiamento por um ano das eleições legislativas marcadas para 6 de setembro. A nova data é 5 de setembro de 2021.

Numa ofensiva contra o movimento pela democracia e a onda de manifestações que varreu o território, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou em 30 de junho uma Lei de Segurança Nacional draconiana.

Na prática, o governo central de Beijim rompeu o compromisso de manter o regime liberal por pelo menos 50 anos, assumido com o Reino Unido em 1984, quando a China negociou a devolução da colônia britânica em 1997.

O governo vetou ontem 12 candidaturas de oposição ao Conselho Legislativo, inclusive de Joshua Wong, líder do Movimento dos Guarda-Chuvas, em 2014. Vários livros críticos ao regime comunista chinês estão sendo retirados de escolas e livrarias.

A ditadura do Partido Comunista chinês se abate sobre o território. A governadora Carrie Lam afirma que as medidas tomadas com base na Lei de Segurança Nacional visam a garantir a estabilidade e os direitos da maioria, discurso típico de regimes autoritários.

No ano passado, os candidatos ligados à China sofreram uma derrota esmagadora nas eleições municipais de Hong Kong.

terça-feira, 30 de junho de 2020

China acaba com a autonomia de Hong Kong

Por unanimidade, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou hoje uma Lei de Segurança Nacional para Hong Kong que acaba com a autonomia administrativa que o território tinha desde que foi devolvido pelo Reino Unido em 1º de julho de 1997.

A nova lei, elaborada sem a menor participação das autoridades locais, criminaliza qualquer ato de "secessão, subversão, terrorismo ou colusão com forças estrangeiras". Ameaça a liberdade de expressão, a independência do Judiciário e as liberdades democráticas. Atacar prédios públicos e bloquear o trânsito são considerados ações terroristas. A pena máxima é prisão perpétua.

Pelo acordo feito em 1984 pelo líder chinês Deng Xiaoping e a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, o regime comunista se comprometeu a manter as liberdades públicas em Hong Kong com base na fórmula "um país, dois sistemas" durante pelo menos 50 anos.

Desde 9 de junho de 2019, havia uma onda de manifestações de protesto no território, inicialmente contra um projeto de lei que permitia a extradição de cidadãos de Hong Kong para responder a processos na China continental. Evoluiu para exigir eleições diretas para governador e o Conselho Legislativo. O projeto da extradição foi abandonado, mas agora está incluído na nova lei.

A ditadura comunista de Xi Jinping na República Popular da China nunca aceitou os protestos, que acusa de ser um movimento pela independência do território insuflado por potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Reino Unido. Na verdade, é uma luta pela democracia.

Como a governadora Carrie Lam, nomeada pelo regime comunista chinês, não conseguiu controlar as manifestações, há muito se esperava uma intervenção de Beijim. Se o Exército Popular de Libertação fosse enviado, a repercussão política seria enorme. Então, veio pela via legislativa.

O fim da autonomia compromete a independência do Judiciário de Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia, por onde entrou boa parte do capital estrangeiro que financiou o extraordinário desenvolvimento da China nas últimas décadas. Agora, Cingapura se prepara para ocupar este lugar.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ofereceu cidadania para 3 milhões de cidadãos de Hong Kong. A República da China em Taiwan, que a ditadura militar de Beijim considera uma província rebelde, fez a mesma oferta.

Os Estados Unidos vão suspender as preferências comerciais a Hong Kong e impor as tarifas de importação aplicadas na guerra comercial do presidente Donald Trump contra a China.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

China reforça poderes da contraespionagem

Um novo projeto de emenda à Lei de Segurança Nacional da China apresentado ao Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo amplia os poderes da contraespionagem do regime comunista chinês, informou hoje a agência de notícias Press Trust of India.

As novas medidas visam a punir indivíduos e organizações estrangeiras que participem, encorajem ou patrocinem a espionagem. As agências de contraespionagem ganham poderes para exigir que indivíduos e organizações parem com atividades consideradas prejudiciais à segurança nacional da China.