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terça-feira, 30 de junho de 2020

China acaba com a autonomia de Hong Kong

Por unanimidade, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou hoje uma Lei de Segurança Nacional para Hong Kong que acaba com a autonomia administrativa que o território tinha desde que foi devolvido pelo Reino Unido em 1º de julho de 1997.

A nova lei, elaborada sem a menor participação das autoridades locais, criminaliza qualquer ato de "secessão, subversão, terrorismo ou colusão com forças estrangeiras". Ameaça a liberdade de expressão, a independência do Judiciário e as liberdades democráticas. Atacar prédios públicos e bloquear o trânsito são considerados ações terroristas. A pena máxima é prisão perpétua.

Pelo acordo feito em 1984 pelo líder chinês Deng Xiaoping e a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, o regime comunista se comprometeu a manter as liberdades públicas em Hong Kong com base na fórmula "um país, dois sistemas" durante pelo menos 50 anos.

Desde 9 de junho de 2019, havia uma onda de manifestações de protesto no território, inicialmente contra um projeto de lei que permitia a extradição de cidadãos de Hong Kong para responder a processos na China continental. Evoluiu para exigir eleições diretas para governador e o Conselho Legislativo. O projeto da extradição foi abandonado, mas agora está incluído na nova lei.

A ditadura comunista de Xi Jinping na República Popular da China nunca aceitou os protestos, que acusa de ser um movimento pela independência do território insuflado por potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Reino Unido. Na verdade, é uma luta pela democracia.

Como a governadora Carrie Lam, nomeada pelo regime comunista chinês, não conseguiu controlar as manifestações, há muito se esperava uma intervenção de Beijim. Se o Exército Popular de Libertação fosse enviado, a repercussão política seria enorme. Então, veio pela via legislativa.

O fim da autonomia compromete a independência do Judiciário de Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia, por onde entrou boa parte do capital estrangeiro que financiou o extraordinário desenvolvimento da China nas últimas décadas. Agora, Cingapura se prepara para ocupar este lugar.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ofereceu cidadania para 3 milhões de cidadãos de Hong Kong. A República da China em Taiwan, que a ditadura militar de Beijim considera uma província rebelde, fez a mesma oferta.

Os Estados Unidos vão suspender as preferências comerciais a Hong Kong e impor as tarifas de importação aplicadas na guerra comercial do presidente Donald Trump contra a China.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Manifestantes atiram coquetéis Molotov em Hong Kong

Pela  20ª semana seguida, milhares de manifestantes do movimento pela democracia protestaram contra a crescente interferência do regime comunista chinês em Hong Kong, que tem status de região administrativa especial dentro da República Popular da China.

O protesto começou pacificamente, mas degenerou em violência, com depredação de lojas, bancos e estações. A polícia usou gás lacrimogênio contra a manifestação, não autorizada. Os manifestantes reagiram com coquetéis Molotov.

Outro sinal de uma escalada na violência foi o uso de um robô para desarmar uma bomba de fabricação caseira. Há uma semana, a polícia anunciou que uma bomba caseira havia sido explodida pelos manifestantes usando um telefone celular como detonador. Ninguém foi ferido.

A manifestação começou num bairro comercial da ponta sul da Península de Kowloon e seguiu pela avenida do porto de Vitória aos gritos de "Glória a Hong Kong!" Algumas estações de metrô na rota da marcha de protesto foram fechadas. Filias de bancos e empresas chinesas foram atacadas.

A Frente dos Direitos Humanos e Civis, organizadora de grandes marchas pacíficas no verão de que participaram até 2 milhões de pessoas, pediu autorização para a manifestação de hoje. A polícia negou, alegando que protestos anteriores degeneraram em vandalismo e violência.

Os protestos começaram contra um projeto de lei para autorizar a extradição de residentes no território para responder a processos criminais na China. Evoluíram para exigir a renúncia da governadora Carrie Lam, vista como subserviente a Beijim, e eleições diretas para governador e para o Conselho de Legislativo, o parlamento do território.

Quando o Reino Unido devolveu Hong Kong à China, em 1º de julho de 1997, o regime comunista chinês se comprometeu a manter as liberdades democráticas no território durante 50 anos,. Era fórmula um país, dois sistemas, idealizada pelo então líder Deng Xiaoping para ser usada também numa possível reintegração da Taiwan.

A linha-dura comunista acusa os manifestantes de quererem a independência de Hong Kong, no que seria uma mutilação da grande e poderosa China. Dentro da paranoia comum aos regimes ditatorias, vê influências externas dos Estados Unidos e do Reino Unido no movimento pela democracia.

Os moradores de Hong Kong veem nas atuais manobras do governo chinês, cada vez mais ditatorial sob Xi Jinping, uma ameaça a esta situação especial.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Ditadura chinesa manda máfia atacar manifestantes em Hong Kong

A ditadura militar da China manda a tropa de choque da máfia espancar manifestantes em Hong Kong. O regime comunista mostrou mais uma vez sua horrenda face terrorista. Deixa claro que não vai tolerar nenhum movimento pela democracia e a liberdade na antiga colônia britânica. 

Ontem à noite, homens mascarados vestidos de branco armados com porretes atacaram e espancaram os manifestantes perto da estação de metrô de Yuen Long. A polícia se omitiu, chegou 35 minutos depois do ataque, em mais um vergonhoso desrespeito aos direitos humanos fundamentais. 

Os agressores eram membros das tríades, as máfias que operam no território. A polícia não prendem nem perseguiu nenhum dos homens de branco. Ficou evidente a natureza criminosa da ditadura comunista de Beijim. 

Pelo menos 45 pessoas foram feridas. Uma está em estado grave. A polícia demorou a intervir e a governadora Carrie Lam, totalmente subserviente ao Partido Comunista, culpou os manifestantes.

A onda de protestos já dura um mês e maio. Começou com manifestações contra um projeto para permitir a extradição de residentes no território para a China continental. Depois, passou a exigir a renúncia da governadora e eleições direta para o cargo e para o Conselho Legislativo de Hong Kong, o parlamento do território.

A governadora engavetou o projeto sobre extradição, mas não o retirou definitivamente da pauta. Ninguém acredita que o regime comunista chinês desista da proposta, que acaba com a independência do Poder Judiciário no território.

Em linguagem dura, a Câmara de Comércio de Hong Kong pediu o arquivamento definitivo do projeto para “mostrar boa fé”. 

Temendo uma reação ainda mais dura da China, capaz de minar a autonomia relativa de Hong Kong, o jornal local The South China Morning Post publicou editorial dizendo “Basta! Este ciclo de violência tem de acabar”, em que afirma que o problema não é de Beijim e precisa ser resolvido pelas autoridades de Hong Kong. Meu comentário: