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quinta-feira, 18 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 18 de Maio

 MOVIMENTO PELA DEMOCRACIA NA CHINA

    Em 1989, um milhão de pessoas marcham pelas ruas de Beijim num movimento pela liberdade e a democracia para liberalizar o regime comunista da China. A revolta é esmagada no Massacre na Praça da Paz Celestial na noite de 3 para 4 de junho.

As reformas anunciadas pelo líder Deng Xiaoping em 13 de dezembro de 1978 abriram a economia e liberalizaram o regime depois do longo trauma que foi a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

O movimento iniciado por estudantes sai às ruas em 15 de abril, quando morre o ex-secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang (1981-87), um grande responsável pelas reformas políticas e econômicas sob a liderança de Deng, favorável a liberalizar o regime.

Quando o movimento cresce, apresenta suas demandas:

  1. Reconhecer como corretas as visões de Hu Yaobang sobre democracia e liberdade.
  2. Admitir que as campanhas contra a "poluição espiritual" e a "liberalização burguesa" são erradas.
  3. Publicar informações sobre a renda dos altos dirigentes e de suas famílias.
  4. Acabar com a censura e autorizar a publicação de jornais de grupos privados.
  5. Mais dinheiro para a educação e aumento dos salários dos intelectuais.
  6. Fim das restrições a manifestações em Beijim.
  7. Fazer uma cobertura objetiva do movimento estudantil na mídia oficial.

O então secretário-geral do PC, Zhao Ziyang, defende o diálogo com os estudantes, enquanto o primeiro-ministro linha-dura Li Peng exige uma condenação oficial das manifestações. Quando Zhao viaja à Coreia do Norte, em 23 de abril, Li toma a iniciativa.

Em 25 de abril, o primeiro-ministro e o presidente Yang Shangkun se reúnem na casa de Deng, que aprova a linha dura. No dia seguinte, o Diário do Povo, jornal oficial do PC, publica editorial de primeira página de lavra de Li sob o título: "É preciso adotar uma posição clara contra os distúrbios". Descreve o movimento como contra o partido e contra o governo.

Com a volta de Zhao, o governo retoma a tolerância. Em 13 de maio, dois dias antes do início de uma visita do líder soviético Mikhail Gorbachev, os estudantes começam uma greve de fome. Quando Zhao diz a Gorbachev que o líder supremo é Deng, este toma como uma tentativa de lhe atribuir toda a responsabilidade pela revolta dos estudantes.

Numa reunião do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central na casa de Deng, em 17 de maio, a alta cúpula do regime comunista chinês decide decretar lei marcial e convocar o Exército para tomar a capital. 

No dia 18, quando um milhão saem às ruas da capital, Li encontra os estudantes numa reunião marcada pela confrontação, sem qualquer avanço. Diante das câmeras, o primeiro-ministro mostra mais preocupação com a saúde dos estudantes em greve de fome.

A última aparição de Zhao é na madrugada do dia 19, quando ele fala com os estudantes ao lado de Wen Jiabao, que seria primeiro-ministro de Hu Jintao (2003-13). À noite, numa reunião da alta cúpula, Deng declara ter se arrependido de nomear Hu e Zhao para a liderança do partido. Zhao cai e passa o resto da vida em prisão domiciliar.

Em 20 de maio, o governo decreta lei marcial e convoca 30 divisões, num total de 250 mil soldados, para ocupar Beijim. Em 3 de junho, autoriza a ação para retirar os estudantes acampados na praça central da capital centenas. O total de mortes é estimado entre centenas e 10 mil.

As reformas políticas são enterradas definitivamente. A ascensão de Xi Jinping, em 2012, torna a ditadura mais personalista e contrária a qualquer dissidência. A liberdade acadêmica daquele período não existe mais. 

Com a imposição de uma Lei de Segurança Nacional, o fim da autonomia regional e das liberdades democráticas em Hong Kong, todos os livros e publicações sobre o movimento pela liberdade e democracia, que era lembrado com vigília no território, desapareceram das livrarias e bibliotecas.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Hong Kong faz maior manifestação em meses

Centenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente neste domingo pelas ruas do centro de Hong Kong. Foi o segundo maior protesto dos últimos seis meses e a a primeira manifestação autorizada pela polícia no centro da cidade desde meados de agosto.

A onda de protestos começou em 9 de junho contra um projeto de lei para autorizar a extradição de residentes no território para responder a processos criminais na República Popular da China, onde a Justiça não é independente, está subordinada ao regime comunista.

Apesar do recuo da governadora Carrie Lam, indicada por Beijim, as manifestações cresceram e passaram a exigir eleições diretas para governador e para o Conselho Legislativo de Hong Kong, o parlamento do território, que é uma região administrativa especial dentro da China.

Na maior manifestação, 2 milhões de pessoas saíram às ruas de Hong Kong. Houve uma série de confrontos violentos e pedidos da linha dura do Partido Comunista de uma repressão maior. A esmagadora vitória dos partidos que não apoiam a interferência de Beijim no território nas eleições locais confirmou o apoio popular ao movimento pela liberdade e a democracia.

Hoje os organizadores falaram em 800 mil pessoas. Seria a segunda maior de 900 manifestações realizadas desde junho. A estimativa da polícia ficou em menos de 200 mil. Pelo menos 11 pessoas foram presas. A polícia anunciou a apreensão de "grande quantidade de armas", inclusive uma pistola e 100 balas. Desde o início dos protestos, cerca de 6 mil pessoas foram presas.

O protesto de massa é um desafio ao ditador chinês, Xi Jinping, que "indicou decididamente que não haverá qualquer liberdade política, ao contrário", comentou o cientista político Willy Lam, professor da Universidade Chinesa de Hong Kong. "O cenário para a confrontação está armado."

Quando o Reino Unido devolveu Hong Kong à China, em 1º de julho de 1997, havia o compromisso de manter as liberdades democráticas no território por 50 anos, dentro da fórmula um país dois sistemas, formulada pelo líder Deng Xiaoping pensando também na reintegração de Taiwan.

Se o regime comunista chinês reprimir com violência o movimento pela democracia em Hong Kong, estará não só comprometendo a autonomia do território, um dos principais centros financeiros da Ásia. Será o fracasso da fórmula um país, dois sistemas. A reunificação com Taiwan fica ainda mais difícil.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Liberdade está em declínio na Internet

De 65 países examinados, em 33 houve um declínio da liberdade na Internet desde junho de 2018, constatou um estudo da organização americana Freedom House. Entre os países com maior recuo citados no relatório A Crise das Redes Sociais, estão o Brasil, Bangladesh, o Casaquistão e o Zimbábue.

Com o autoritarismo digital e a vigilância aos cidadãos, em 47 dos 65 países houve prisões por "conteúdo político, religioso ou social" na rede mundial de computadores.

Dos 7,742 bilhões de seres humanos, 3,8 bilhões têm acesso à Internet.
• 71% vivem em países onde pessoas foram presas por divulgarem conteúdo político, social ou religioso;
• 65% vivem em países onde pessoas foram atacadas e até mortas por suas atividades on-line;
• 59% vivem em países onde autoridades usaram comentaristas a favor do governo para manipular as discussões;
• 56% vivem em países onde conteúdo político, social ou religioso on-line é censurado;
• 46% vivem em países onde as autoridades desligaram a internet ou as telecomunicações por telefone por motivos políticos;
• 46% vivem em países onde o acesso às plataformas das redes sociais é temporária ou permanentemente restrito.

A desinformação está em alta: "Líderes políticos empregam indivíduos para formar subrepticiamente a opinião na rede em 38 dos 65 países estudados neste relatório. (...) Em muitos países, a ascensão do populismo e do extremismo de ultradireita coincidiu com o crescimento de matilhas virtuais hiperpartidárias que incluem tanto usuários autênticos quanto fradulentos e contas automáticas", de robôs.

É a crise das redes sociais, nome do estudo. As plataformas que prometiam abertura e liberdade de expressão estão sendo usadas para vigiar, reprimir e confundir.

"A liberdade na Internet é crescentemente ameaçada pelos instrumentos e táticas do autoritarismo digital, que se espalhou rapidamente pelo globo. Regimes repressivos, governantes eleitos com ambições autoritárias e operadores partidários inescrupulosos exploram espaços não regulamentados das plataformas das redes sociais, convertendo-as em instrumentos para a distorção da política e o controle da sociedade", advertem os autories, Adrian Shahbaz e Allie Funk.

"Embora as redes sociais tenham às vezes servido de campo nivelado para a discussão cívica, elas estão agora se inclinando perigosamente para o iliberalismo, expondo os cidadãos a uma repressão sem precedentes de suas liberdades fundamentais. Pior ainda, uma alarmante variedade de governos está instalando instrumentos avançados para identificar e monitorar usuários numa escala imensa. Como resultado desta tendência, a liberdade na Internet global caiu pelo nono ano consecutivo em 2019", afirma o relatório.

O estudo acrescenta que "as redes sociais permitem que pessoas comuns, grupos sociais e jornalistas tenham acesso a uma vasta audiência a baixo ou nenhum custo, mas também oferecem uma plataforma útil e barata para operações de influência maligna de agentes do país ou do exterior."

"Além de facilitar a disseminação de propaganda e desinformação durante campanhas eleitorais, as redes sociais permitem a coleta e a análise de vasta quantidade de dados sobre populações inteiras. A vigilância sofisticada em massa, antes possível apenas para as agências de inteligência das grandes potências, agora é acessível a ampla variedade de países", alerta a Freedom House.

"Agentes estatais e não estatais empregaram técnicas informacionais para distorcer o ambiente da mídia durante eleições em 24 países no ano passado, tornando-a de longe a tática mais popular. A Freedom House lista cinco grandes métodos de manipulação: notícias que são propagandas, notícias totalmente falsas, comentaristas pagos, robôs e o sequestro de contas reais nas redes sociais.

"Neste ano, populistas e líderes de extrema direita se tornaram não só adeptos de criar uma desinformação viral, mas também de cultivar redes que as disseminem. Algumas destas redes são explicitamente dirigidas pelo Estado ou por funcionários do partido, enquanto outras são semiautônomas, dão apoio a seus ídolos políticos e recebem em troca encorajamento e aprovação", comenta o estudo, ao tentar explicar a redução da liberdade em 2019.

"Estas redes trabalham em conjunto com personalidades da mídia e magnatas do mundo dos negócios aliados ao governo. Estas matilhas virtuais amplificam teorias conspiratórias, visões inflamatórias e memes enganosos de pequenas câmaras de eco digital para a realidade política", argumentam os autores.

"Grupos de extrema-direita podem ter mais sucesso porque - como mostram estudos - conteúdos falsos, chocantes, negativos, exagerados e emocionalmente carregados tendem a se propagar mais depressa e mais amplamente em plataformas de redes sociais do que outros tipos de conteúdo", nota o relatório, acrescentando que as autoridades eleitorais da maioria dos países não estão preparadas para controlar este tipo de campanha eleitoral.

A pesquisa indica que "governos repressivos estão adquirindo instrumentos de vigilância nas redes sociais que empregam inteligência artificial para identificar possíveis ameaças e silenciar manifestações indesejadas. Mesmo nas democracias esta vigilância em massa está se espalhando pelas agências governamentais e sendo usada para outros propósitos sem as salvaguardas adequadas.
Se a China isola sua Internet para evitar a entrada de ideias indesejáveis para o regime comunista e a Rússia marcha na mesma direção, as grandes plataformas das redes sociais estão nos Estados Unidos e "sua exploração por forças antidemocráticas é em parte produto da negligência americana", continua o relatório.

"A vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial de outubro de 2018 no Brasil provou ser um divisor de águas para a interferência digital nas eleições do país. Atores não identificados montaram ataques contra jornalistas, entidades governamentais e usuários politicamente engajados, enquanto a manipulação das redes sociais atingia novos picos. Partidários de Bolsonaro e de sua coalizão de extrema direita Brasil acima de Todos, Deus acima de Tudo divulgaram rumores homofóbicos e imagens manipuladas no YouTube e no WhatsApp. No governo, Bolsonaro contratou consultores de comunicação a quem se credita uma campanha sofisticada de desinformação", diz o parágrafo sobre o Brasil.

"O futuro da liberdade na Internet depende de corrigir as redes sociais", propõem os autores. "Não há tempo a perder. Novas tecnologias como biométrica, inteligência artificial e redes de telecomunicações de quinta geração (5G) vão oferecer novas oportunidades para o desenvolvimento humano, mas também apresentam, sem dúvida, uma nova série de desafios aos direitos humanos.

"São necessárias proteções fortes às liberdades democráticas para garantir que a Internet não se transforme num Cavalo de Troia da tirania e da opressão. O futuro da privacidade, da liberdade de expressão e da governança democrática está nas decisões que tomamos hoje."

domingo, 18 de agosto de 2019

Manifestantes de Hong Kong mostram força

Cerca de 1,7 milhão de pessoas do movimento pela democracia e a liberdade, 23% da população do território, saíram hoje às ruas de Hong Kong pela 11ª semana consecutiva, desafiando a polícia, a governadora regional e o regime comunista da China. 

A polícia afirmou que eram apenas 128 mil manifestantes. Em contraste com a violência das últimas semanas, o protesto foi pacífico e não houve repressão violenta.

Em dezenas de outras cidades, inclusive Londres, Melbourne, Nova York, Sídnei e Toronto, houve manifestações em apoio aos cidadãos de Hong Kong.

A polícia de Hong Kong tem usado força excessiva, gás lacrimogênio e balas de borracha. Depois que uma menina foi baleada no olho, vários manifestantes passaram a usar uma venda com uma mancha vermelha.

Até mesmo a tropa de choque das máfias locais foi acionada pela ditadura de Beijim para tentar esmagar o movimento. Sem sucesso.

A República Popular da China está aumentando a pressão sobre a classe empresarial para ficar ao lado do regime comunista, sob pena de ser excluído do mercado da China continental.

Na sexta-feira, a ditadura de Xi Jinping ordenou à companhia aérea Cathay Pacific que exclua dos seus voos para a China pilotos, comissários de bordo e aeromoças que participaram dos protestos.

Agora, pressiona as grandes empresas internacionais de contabilidade - PwC, KPMG, Deloitte e Ernst & Young - por causa de um anúncio de jornal publicado por funcionários destas companhias em apoio às manifestações.

O jornal chinês The Global Times, porta-voz da linha dura do regime comunista chinês, exigiu que as empresas "demitam empregados que adotaram uma posição errada diante da situação em Hong Kong".

Quando o Reino Unido devolveu a antiga colônia britânica à China, em 1997, o regime comunista prometeu manter o regime liberal durante 50 anos. A onda de manifestações começou em protesto contra um projeto de lei para autorizar a extradição de cidadãos de Hong Kong para responder a processos criminais na China continental.

A proposta acaba com a independência judiciária da suposta região administrativa especial e com a fórmula "um país, dois sistemas", criada tendo em vista também a reunificação com Taiwan.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Ditadura chinesa manda máfia atacar manifestantes em Hong Kong

A ditadura militar da China manda a tropa de choque da máfia espancar manifestantes em Hong Kong. O regime comunista mostrou mais uma vez sua horrenda face terrorista. Deixa claro que não vai tolerar nenhum movimento pela democracia e a liberdade na antiga colônia britânica. 

Ontem à noite, homens mascarados vestidos de branco armados com porretes atacaram e espancaram os manifestantes perto da estação de metrô de Yuen Long. A polícia se omitiu, chegou 35 minutos depois do ataque, em mais um vergonhoso desrespeito aos direitos humanos fundamentais. 

Os agressores eram membros das tríades, as máfias que operam no território. A polícia não prendem nem perseguiu nenhum dos homens de branco. Ficou evidente a natureza criminosa da ditadura comunista de Beijim. 

Pelo menos 45 pessoas foram feridas. Uma está em estado grave. A polícia demorou a intervir e a governadora Carrie Lam, totalmente subserviente ao Partido Comunista, culpou os manifestantes.

A onda de protestos já dura um mês e maio. Começou com manifestações contra um projeto para permitir a extradição de residentes no território para a China continental. Depois, passou a exigir a renúncia da governadora e eleições direta para o cargo e para o Conselho Legislativo de Hong Kong, o parlamento do território.

A governadora engavetou o projeto sobre extradição, mas não o retirou definitivamente da pauta. Ninguém acredita que o regime comunista chinês desista da proposta, que acaba com a independência do Poder Judiciário no território.

Em linguagem dura, a Câmara de Comércio de Hong Kong pediu o arquivamento definitivo do projeto para “mostrar boa fé”. 

Temendo uma reação ainda mais dura da China, capaz de minar a autonomia relativa de Hong Kong, o jornal local The South China Morning Post publicou editorial dizendo “Basta! Este ciclo de violência tem de acabar”, em que afirma que o problema não é de Beijim e precisa ser resolvido pelas autoridades de Hong Kong. Meu comentário:

terça-feira, 5 de março de 2019

Justiça do Japão dá liberdade sob fiança para o executivo brasileiro Carlos Ghosn

Depois de mais de três meses de prisão sob a acusação de fraude financeira, fraude fiscal e enriquecimento ilícito, a Justiça do Japão concedeu hoje liberdade sob fiança ao executivo líbano-brasileiro Carlos Ghosn, ex-diretor-geral das companhias automobilísticas Nissan, Mitsubishi e Renault.

A fiança foi fixada em um bilhão de ienes, cerca de US$ 8,9 milhões ou R$ 33,5 milhões. Ele deve sair da prisão hoje mesmo, mas não pode deixar o Japão, noticiou o canal de notícias France 24. 

Ghosn foi preso em 19 de novembro de 2018 depois de um investigação interna da Nissan, sob a acusação de omitir ganhos de 5 bilhões de ienes, cerca de US$ 89 milhões pelo câmbio da época, hoje o equivalente a R$ 335,96 milhões..

Em dezembro, ele foi considerado suspeito de usar fundos da Nissan para cobrir prejuízos de US$ 16,6 milhões, cerca de R$ 62,66 milhões, com derivativos no mercado financeiro durante a crise internacional de 2008.

Só por esta última acusação, o executivo pode pegar 10 anos de cadeia. Ghosn acusa colegas dentro da Nissan pelas alegações. Os executivos japoneses temeriam um plano de fusão com a companhia francesa Renault capaz de tirar o controle da empresa do Japão.

O executivo ganhou cerca de 13 milhões de euros, cerca de R$ 55,6 milhões pela cotação atual, por ano para administrar as três fabricantes de automóveis.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ditadura chinesa prende advogado defensor da democracia

O advogado dissidente Yu Wensheng, um dos maiores defensores da democracia e dos direitos humanos na China, foi preso hoje quando levava seu filho para a escola, dois dias depois de divulgar uma carta aberta fazendo um apelo para mudança na Constituição para tornar o país mais democrático, noticiou o jornal The New York Times.

Sua licença para advogar foi suspensa durante a semana e seu passaporte foi confiscado. Como é considerado um "risco à segurança nacional" pelo regime comunista., Yu está proibido de sair da China.

A prisão ocorre num momento em que o Partido Comunista discute a portas fechadas mudanças para fortalecer ainda mais o ditador Xi Jinping. Desde o último congresso do PC, em outubro de 2017, Xi se tornou o mais poderoso líder da China desde Mao Tsé-tung e Deng Xiaoping.

Na carta aberta, Yu declarou que o título de presidente "não tem significado eleitoral" na China e apelou aos membros do partido que votem em diferentes candidatos, não se limitando a referendar eleições com candidato único.

Yu conseguiu publicar sua mensagem no Facebook e no Twitter, mídias sociais proibidas na China. Sua mulher já esperava a reação da ditadura. Ela alegou que a Constituição garante, em tese, a liberdade de expressão. Na prática, manda o dirigente supremo do partido e do governo.

A prisão mostra que "sob Xi Jinping, não há espaço para questionar a supremacia do partido", observou Michael Caster, um advogado defender dos direitos humanos.

Na cadeia, Yu foi submetido a 17 horas de interrogatório com torturas que o deixaram com uma hérnia. Ele era um advogado comercial que ousou protestar publicamente quando foi proibido de ver um cliente preso por apoiar manifestações pela democracia em Hong Kong. Ele também apoiou advogados detidos numa onda de prisões de críticos da ditadura em julho de 2015.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Total de mortos pelo terror em Londres sobe para 5 com 40 feridos

Mais uma pessoa morreu, elevando para cinco o total de mortos pelo ataque terrorista da tarde de hoje na Ponte de Westminster e no Parlamento Britânico. Outras 40 pessoas saíram feridas, revelou o último balanço comandante das operações anterrorismo da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

A primeira-ministra Theresa May convocou para esta noite uma reunião de emergência do gabinete de crise e anunciou que amanhã o Parlamento se reúne normalmente. No fim da reunião de emergência, fez um pronunciamento.

"O lugar deste ataque não foi escolhido por acaso. É o coração da nossa capital, onde pessoas de todas as nacionalidades, religiões e culturas se reúnem para celebrar os valores da liberdade, da democracia e da liberdade de expressão. Estas ruas de Westminster - sede do Parlamento mais antigo do mundo - estão entranhadas pelo espírito de liberdade que ecoa pelos cantos mais distantes do globo.

"São os valores que nosso Parlamento representa - democracia, liberdade, direitos humanos e estado de direito - merecem o respeito e a admiração das pessoas livres em toda parte. Por isso, é um alvo para quem rejeita estes valores. Deixem-me dizer claramente hoje como disse antes: qualquer tentativa de derrotar estes valores pela violência e o terror está destinada ao fracasso", acrescentou a primeira-ministra.

Depois de afirmar que amanhã a vida volta ao normal, May concluiu: "Vamos avançar juntos, nunca cedendo ao terror. E nunca permitindo que as vozes do ódio e do medo nos dividam."

O terrorista foi descrito pela televisão francesa como um britânico de origem jamaicana convertido ao islamismo. O jornal italiano La Stampa, de Turim, disse que é Abu Izzadeen, um britânico de 42 anos.

A polícia britânica, a Scotland Yard, não confirma para não prejudicar as investigação. O policial morto foi identificado como Keith Palmer, de 48 anos, com 15 anos de serviço.

NOTA: No dia seguinte, a polícia britânica reduziu o número de mortos para três, além do terrorista. Horas mais tarde, morreu um homem de 75 anos que estava gravemente ferido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Hollande pede vigilância, unidade e mobilização contra o terrorismo

A tarefa de garantir a segurança do povo francês ainda não está concluída, admitiu há pouco em rede nacional de televisão o presidente François Hollande, convocando o país para a vigilância, unidade e mobilização na luta contra o terrorismo. A rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, com sede no Iêmen, reivindicou a autoria do atentado.

Depois de elogiar "a bravura, a coragem e a eficiência" das forças de segurança, o presidente francês repudiou o ataque a um supermercado kosher como um ato antissemita e prometeu ser implacável com o racismo e o nazismo. Em seguida, desvinculou os assassinos da religião que dizem representar: "Esses fanáticos nada tem a ver com a religião muçulmana."

Hollande convocou os franceses a participar de grande passeata convocada para domingo pela democracia e a liberdade, prometendo liderar a manifestação.

"A França enfrenta um desafio sem precedentes", afirmou o primeiro-ministro Manuel Valls, esclarecendo: "Estamos em guerra contra o terrorismo, não contra uma religião nem contra o Islã",

Em entrevista ao telejornal 20 Heures, da TV France 2, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, descreveu os atos terroristas dos últimos dias como "um ataque ao jornalismo, à liberdade de expressão, ao Estado francês, à tolerância religiosa e à integração social", já que a loja atacada hoje em Paris vendia comida judaica. Foi uma ação antissemita.

Os dois assassinos dos jornalistas do jornal satírico Charlie Hebdo, decididos a morrer como mártires, teriam saído atirando de um escritório da fábrica onde se refugiaram, na cidade de Dammmartin-en-Goële, quando foram mortos pela polícia.

A redação do Charlie Hebdo se instalou hoje no jornal Libération, como já tinha feito quando a sede anterior foi incendiada por extremistas muçulmanos, em 2011.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Washington lançou bases da política externa dos EUA


No seu Discurso de Despedida, em 19 de setembro 1796, há exatamente 217 anos, o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, lançou as bases da política externa americana. É uma de seus bases ideológicas, ao lado da Doutrina Monroe e da tese do Destino Manifesto, que justificou a Marcha para o Oeste e a conquista de grande parte do território do México.

Washington advertiu que a paz, a independência, a segurança, a liberdade e a prosperidade dependiam da união entre os estados, criticou o faccionalismo dos partidos políticos, defendeu a separação dos poderes, o livre comércio e a neutralidade, alertado os americanos a não se envolver em guerras nem alianças na Europa.

Esse isolacionismo só foi rompido em 1917, quando os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial depois de vários ataques de submarinos da Alemanha à navegação e ao comércio no Oceano Atlântico.

Depois da Primeira Guerra Mundial, quando o Senado dos EUA rejeitou a Liga das Nações, o país recuou para seu isolacionismo, que durou até o ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941. Com a vitória na Segunda Guerra Mundial, os EUA se transformaram numa superpotência e projetaram seu poderio militar pelo mundo inteiro durante a Guerra Fria.

Neste momento de crise econômica e declínio da influência nos EUA, a hesitação do governo Barack Obama e do Congresso em relação à guerra civil na Síria sinaliza um recuo.

sábado, 7 de abril de 2012

Físico dissidente chinês Fang Lizhi morre aos 76 anos

O físico e dissidente Fang Lizhi, que ajudou a deflagrar o movimento pela liberdade e a democracia na China esmagado na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho de 1989, morreu hoje no exílio nos Estados Unidos aos 76 anos.

Físico brilhante, membro da Academia de Ciências da China, Fang começou a desafiar nos anos 80 o regime comunista. No início de 1989, divulgou uma carta aberta dirigida ao líder Deng Xiaoping pedindo a libertação dos presos políticos.

Quando o movimento estudantil foi esmagado pelo Exército Popular de Libertação, Fang se refugiou na Embaixada dos Estados Unidos. Depois de um ano de tensão diplomática, o então governo George Bush, pai, conseguiu que o regime comunista chinês autorizasse sua saída do país, oficialmente para tratamento de saúde, lembra o jornal The New York Times.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Obama fala na mãe de todos os parlamentos

Em discurso no Salão de Westminster, onde nasceu o Parlamento Britânico, há mais de 900 anos, o presidente Barack Obama apresentou a aliança entre os Estados Unidos e o Reino Unido como uma das mais antigas do mundo, uma "parceria essencial" baseada em princípios, fundamental para o futuro da liberdade.

"Quando reis dominavam o mundo, foram os ingleses que primeiros a exigir controle sobre seu poder através da Magna Carta", declarou, lembrando o que hoje é considerada a primeira constituição, que instituiu o habeas corpus. "Depois, o povo deste país travou uma longa luta para conquistar seus direitos fundamentais."

Várias iniciativas da Inglaterra conquistaram o mundo inteiro afirmou Obama ao falar numa sessão conjunta da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes. "Como Churchill disse, a Magna Carta, o habeas corpus, o parlamento e o júri popular são ideias que os ingleses espalharam pelo mundo. É uma obra aberta. Continua na luta contra a escravidão e pelos direitos das mulheres. A luta pela liberdade é universal."

Na visão do presidente americano, "talvez por este motivo poucos países falem com voz mais alta em defesa da liberdade. Somos os aliados que desembarcaram em Omaha", recordou, numa referência à invasão da Normandia pelos aliados em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Mas a vitória contra Hitler não foi suficiente. Vieram a Guerra Fria e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar ocidental: "Com a fundação da OTAN, formamos uma aliança transatlântica que protege nossa segurança há mais de 50 anos. Depois do fim do comunismo, incorporamos países do Leste Europeu na nossa aliança, estabelecemos uma ponte com a Rússia e fizemos a paz nos Bálcãs."

Neste momento, o mundo enfrenta novos problemas decisivos, continuou Obama, "a crise econômica mundial e a ameaça do terrorismo. Estamos retirando nossas forças do Iraque. No Afeganistão, quebramos a força dos Talebã. Demos um duro golpe na Al Caeda matando Ben Laden."

Obama afirmou ainda que, "num mundo em que a prosperidade de uns está ligada à dos outros, precisamos de cooperação". Ele citou a chamada relação especial entre os dois países de essencial, por exemplo, para combater a doença e a fome, e promover o desenvolvimento da África.

"Estes desafios acontececem no momento em que países como China, Índia e Brasil tiram milhões da miséria com benefícios para todos. Muita gente se questiona se esses países representam o futuro e o tempo da nossa liderança passou", falou, reconhecendo que o mundo mudou.

"O momento para nossa liderança é agora, em que nossa aliança democrática pode ajudar a forjar o mundo do futuro. Nossa aliança é essencial para um mundo mais livre e justo. Num momento em que o mundo precisa como nunca de cooperação, somos os grandes catalisadores da ação global", declarou.

Mas a era "em que  Churchill e Roosevelt resolviam os problemas do mundo ao redor de uma garrafa de Brandy passou. Temos novas parcerias, precisamos nos adaptar a novas circunstâncias, a começar por nossa liderança econômica. Adam Smith tinha razão: não existe nada melhor do que a liberdade econômica para gerar riqueza, das fábricas de Manchester onde nasceu a Revolução Industrial ao Vale do Silício".

Para manter uma posição destacada "numa economia global que ajudamos a construir, educamos nossos estudantes nas melhores universidades do mundo. Temos de redobrar investimentos em ciência e engenharia. Os mercados às vezes falham. Precisamos de regulamentação para corrigir essas falhas. Essas ameaças não podem mais ser contidas num país. Podem ser globais e gerar violência. Uma crise iniciada em Wall St. afetou o mundo inteiro. Por isso, precisamos de regulamentação. Também precisamos de um meio ambiente limpo e seguro."

Como sempre há riscos, mesmo para quem age com responsabilidade, num recado à oposição republicana e ao eleitorado dos EUA, o presidente defendeu direitos sociais como cobertura univesal de saúde e seguro-desemrprego: "Esse compromisso com a cidadão é causa de nossa liderança mundial."

"Temos de mostrar que é preciso vviver sem poluir, investir em infraestrutura, proteger a segurança dos nossos povos", conclamou. "Nossas duas nações sabem como enfrentar os males deste mundo, nos campos, nas praias e nas cidades. Nossa vitória não era inevitável. Foi resultado da coragem dos nossos povos. Por isso, criamos uma aliança, a Otan, que se baseia no princípio de que um ataque contra um é um ataque contra todos."

Hoje há um inimigo diferente: "Os terroristas mataram em Nova York e Londres. Al Caeda matou milhares de pessoas. Nunca estaremos em guerra contra o Islã, só queremos combater os extremistas. Enfrentamos um inimigo que não respeita a lei mantendo nossos princípios", disse Obama. 

Não é bem assim. Os EUA instalaram um centro de detenção para suspeitos presos na guerra do governo George W. Bush contra o terrorismo na base naval de Guantânamo, em Cuba, para lhes negar os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra. Sequestraram e torturam suspeitos, além de manter centenas presos durante anos sem um julgamento justo.

"Há uma década, o Afeganistão é a principal frente desta batalha, onde os britânicos têm sido aliados. Por causa dos nossos aliados, estamos derrotando os Talebã e virando uma página, transferindo o poder para as forças de segurança locais para que o Afeganistão nunca mais seja refúgio de terroristas", prosseguiu, com um otimismo exagerado, já que os Talebã se recuperaram nos últimos anos e agem em quase todo o país.

Outro problema é a proliferação nuclear: "Por todo o mundo, os países protegem seu material nuclear para que não caia em mãos erradas. Na Coreia do Norte e no Irã, impusemos sanções para conter a proliferação. Enquanto pressionamos outros, devemos fazer nossa obrigação e rumar para um mundo sem armas nucleares", uma promessa que parece mais discursiva do que prática.

"No Sudão, depois de anos de guerra, o Norrte e o Sul se dividiram em paz. No Oriente Médio, queremos segurança de Israel e uma Palestina independência. Devemos de ajudar os pobres a se alimentar, aumentar a assistência médica, apoiar países que combatem a corrupção e espalhar a noção de que os países são mais prósperos quando as mulheres trabalham", continuou Obama.

"Acreditamos não só nos direitos dos estados, mas dos cidadãos. Esses princípios estão sendo testados no Norte da África e do Oriente Médio. Esses movimentos têm apenas seis meses, mas já vimos revoluções democráticas no mundo inteiro. Serão dias difíceis. O populismo pode tomar aspectos negativos", advertiu. "Mas não se enganem. Quando vemos Teerã, Túnis e a Praça da Libertação do Cairo, está claro que as pessoas querem liberdade e o fim da violência".

Os EUA e o Reino Unido, afirmou, "precisam estar ao lado dos que lutam pela liberdade. Precisamos transformar palavras em atos, apoiando as reformas na Tunísia e no Egito para mostrar que liberdade traz prosperidade. Isso significa apoiar direitos universais, fortalecer a sociedade civil e os direitos das minorais."

A "desconfiança surgida num passado difícil" em que as potências ocidentais colonizaram a região é um obstáculo, e esse passado só terminou quando o ditador Hosni Mubarak estava liquidado. "Temos interesse na região, no combate ao terrorismo e para evitar problemas no suprimento de energia. A escolha entre ideias e realismo é uma falsa escolha. A repressão é apenas uma falsa promessa de estabilidade. As sociedades se desenvolvem mais em liberdade."

Em seguida, ele justificou a intervenção militar contra a ditadura do coronel Muamar Kadafi: "Quando começou a rebelião na Líbia, disseram que não tínhamos nada a ver com isso, que a soberania nacional está acima dos direitos universais do homem. Embora não possamos combater todas as injustiças, a comunidade internacional pediu ação e evitamos um massacre na Líbia. Vamos prosseguir humildemente", prometeu. 

"A liberdade tem de ser conquistada pelo povo, não pode ser imposta de fora", observou. "Sempre acreditamos que o futuro dos nossos filhos e netos será melhor se os filhos e netos dos outros tiverem mais liberdade. Se falharmos, quem nos substituirá? Que tipo de mundo vai criar?"

"Nossa liderança é essencial para a dignidade humana. Os EUA e o RU são indispensáveis para o futuro pela maneira como definimos nossas nações. Não é uma definição baseada em raça ou em pertencer a um grupo, mas acreditar em ideais como direitos individuais, o Estado de Direito. Por isso, temos incrível diversidade em nossos países. Por isso, as pessoas acreditam que, se forem para os EUA ou para Londres e trabalharem duro, construirão uma nova realidade para si mesmos."

Ao tocar um tema tão delicado explorado politicamente pelos partidos conservadores dos dois países, ele admtiu que "imigração e assimilação criam problemas. Mas num mundo que fica cada vez menor, o exemplo de nossos povos mostra que podemos estar unidos por ideias. É possível que filhos de ex-colônias cheguem a este parlamento e que o filho de um queniano que serviu como cozinheiro do Exército britânico no Quênia esteja aqui como presidente dos EUA".

Essa é a diferença que nos define, argumentou: "Os jovens no Cairo se inspiram em nós. A força de nossas sociedade não vem do tamanho de nossas economias, mas das ideias que difundimos pelo mundo. É isso que forja nossa aliança. [O primeiro-ministro Winston] Churchill e [o presidente] Roosevelt tinham divergências. O que juntou esses dois homens foi não apenas o interesse na vitória no campo de batalha, foi a convicção de lutar pela liberdade".

Quando a Europa for libertada, em 8 de maio de 1945, concluiu, "Churchill disse que o futuro iria se lembrar daquele dia para que diante das maiores adversidades continuemos marchando em frente, juntos e aliados por um mundo mais pacífico, mais próspero e mais justo".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Assange é solto depois de pagar fiança

Depois de pagar 240 mil libras, cerca de R$ 640 mil, de fiança, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi solto na tarde de hoje. Ele deve voltar ao tribunal para a primeira audiência do processo de extradição para a Suécia, em 11 de janeiro.

"É bom respirar o ar puro de Londres de novo", declarou o hacker anarquista ao deixar o tribunal ao lado de seus advogados. Em entrevista à BBC, Assange reafirmou sua inocência diante das acusações de crimes sexuais na Suécia e insistiu que só um procurador está insistindo em processá-lo.

Seu passaporte não foi devolvido. Assange terá de usar uma pulseira eletrônica para ser localizado a qualquer momento. Terá de ficar em casa de 22h às 2h e de se apresentar diariamente à polícia.

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos procura indícios para processar Assange por cumplicidade na obtenção de mais de 250 mil documentos sigilosos da diplomacia americana vazados pela organização não governamental WikiLeaks. A simples divulgação está protegida pela Constituição dos EUA, que garante total liberdade de imprensa.

Há precedentes, como a divulgação de documentos secretos do Departamento da Defesa pelo jornal The New York Times durante a Guerra do Vietnã. Um diretor do jornal declarou hoje que "Assange é fonte, não é associado".