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quinta-feira, 21 de maio de 2026

China consolida liderança global com visita de Putin

Ao receber o ditador russo, Vladimir Putin, quatro dias depois da visita do presidente Donald Trump, o ditador Xi Jinping reafirma a posição da China como superpotência candidata a líder mundial e reforça a parceria desigual com uma Rússia cada vez mais dependente de Beijim.

Por ironia da história, a reaproximação entre os Estados Unidos e a China foi uma iniciativa de Henry Kissinger, então assessor de segurança nacional do governo Richard Nixon (1969-74). Em 1969, as duas grandes potências comunistas, a União Soviética e a China, quase foram à guerra depois de vários incidentes na fronteira. Kissinger viu uma oportunidade para atrair a China e torná-la uma aliada informal dos EUA durante a Guerra Fria.

Agora, ao contrário, a invasão da Ucrânia fortaleceu a parceria entre a China e a Rússia, que virou na prática um país-vassalo. Xi e Putin assinaram 40 acordos, mas não o que o russo mais queria: a construção de um gasoduto transiberiano. A Rússia é a segunda maior produtora mundial de gás natural, atrás apenas dos EUA, mas seus gasodutos estão orientados para a Europa. Mas será praticamente impossível para os EUA atrair a Rússia para seu lado numa possível guerra fria com a China que muitos analistas entendem que já começou.

O grande problema nas relações entre a China e os EUA é Taiwan, a pequena ilha que o regime comunista chinês considera uma província rebelde.

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domingo, 17 de maio de 2026

Xi Jinping chama EUA de império decadente

A primeira viagem do presidente Donald Trump à China no segundo mandato foi adiada em um mês por causa da guerra no Irã. Os Estados Unidos chegaram enfraquecidos pelo fracasso da guerra contra o Irã e da guerra comercial. O ditador Xi Jinping colocou a questão de Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde como o maior problema entre os dois países e chamou os EUA de império decadente.

O diálogo dos líderes mais poderosos do mundo em si é importante, mas não houve avanços significativos nos problemas que dividem as grandes potências. Há uma trégua na guerra comercial. Trump pediu ajuda para acabar com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. 

A China tem interesse no fim da guerra e na liberação do estreito, mas não em livrar o rival estratégico de problemas. Xi cobrou em troca um compromisso dos EUA de que não vão interferir na reintegração de Taiwan mesmo se Beijim usar a força.

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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Trump cede a liderança global à China

Com sua guerra comercial contra o resto do mundo, o boicote ao multilateralismo, à promoção do desenvolvimento sustentável e ao combate ao aquecimento global, o presidente Donald Trump cede à China espaços importantes do poderio dos Estados Unidos. Basta à China entrar no vácuo da retirada norte-americana para afirmar sua liderança.

Depois do encontro na semana passada na Coreia do Sul, ao qual Trump deu nota 12, as duas superpotências anunciaram uma trégua na guerra comercial. Agora, negociam um acordo. A China adiou por um ano o controle das exportações de terras raras, minerais estratégicos sobre os quais tem um virtual monopólio, e prometeu aumentar a compra de produtos agrícolas dos EUA. Ficou de comprar mais soja num acordo em 2020, no primeiro governo Trump, e não cumpriu a promessa.

A China mostrou ser o único país do mundo capaz de resistir à chantagem de Trump. Colocou-se em pé de igualdade com os EUA e usou as terras raras para obrigar Trump a ceder. Ao chamar o encontro de uma reunião do Grupo dos Dois, o presidente norte-americano reconhece implicitamente o fim da hegemonia dos EUA. 

Por ironia da história, Trump está tornando a China, que foi a potência dominante na Ásia da Antiguidade até o início do século 19, grande de novo.

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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Trump joga Índia e Rússia nos braços da China

 Se o maior objetivo do presidente Donald Trump era isolar a China, o efeito foi exatamente o contrário. Ao declarar guerra comercial a praticamente todo o mundo, Trump provoca um realinhamento da política internacional e isola os Estados Unidos.

A reaproximação entre China, Índia e Rússia que se viu na reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), realizada em 31 de agosto e 1º de setembro na cidade chinesa de Tianjin é exemplar. Deu ao ditador chinês, Xi Jinping, a oportunidade de posar como líder mundial, defensor do multilateralismo e da cooperação internacional.

Há duas décadas, os EUA cultivavam as relações com a Índia por ser rival histórica da China. Criaram até o conceito político de Indo-Pacífico para incluir a Índia numa aliança para contrabalançar o crescente poderio chinês. Trump joga fora esse esforço diplomático.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Ampliação do BRICS reflete aumento do poder da China

 A 15ª reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terminou ontem em Joanesburgo, na África do Sul, com o anúncio da entrada de seis países a partir do próximo ano: Argentina, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã.

O Brasil, a Índia e a África do Sul resistiram inicialmente porque a expansão dilui sua força dentro do grupo, criado a partir de um memorando de 2001 de um analista do banco de investimentos Goldman Sachs prevendo que Brasil, Rússia, Índia e China, as grandes economias emergentes, seriam os principais motores do crescimento mundial no início do século 20. O BRICS nasceu de uma ideia da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, e não no Sul Global.

No centro da expansão, está a determinação da China e da Rússia de desafiar a ordem internacional dominada pelos Estados Unidos e a Europa nos últimos 500 anos. São duas ditaduras. Dos novos membros, só a Argentina é uma democracia. O projeto é da esquerda peronista, que deve perder a eleição presidencial de outubro e novembro deste ano. Os candidatos favoritos, Javier Milei e Patricia Bullrich, são contra.

Entre as propostas citadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão a reforma do Conselho de Segurança das Nações e a criação de uma moeda contábil para desdolarizar as transações comerciais dos países-membros. Ambas têm pouca chance de acontecer, pelo menos em curto e médio prazos. Meu comentário:

quinta-feira, 30 de março de 2023

Carta aberta pede pausa no desenvolvimento da inteligência artificial

Mais de mil especialistas em informática, o bilionário Elon Musk, um dos homens mais ricos do mundo, o historiador Yuval Harari, que escreveu uma história do homem, Steve Wozniak, cofundador da Apple, querem uma pausa de seis meses no desenvolvimento da inteligência artificial – e alertam para “grandes riscos para a humanidade” em razão das “dramáticas perturbações econômicas e políticas” que a inteligência artificial vai causar, “especialmente para a democracia”.

A história do desenvolvimento tecnológico indica que não haverá pausa alguma porque tecnologia é poder. A inteligência artificial é estratégica hoje para empresas e países, que não querem dar vantagens a concorrentes ou possíveis inimigos.

No 400º dia de guerra na Ucrânia, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, visitou a maior usina nuclear da Europa, que está em área de intensa atividade militar. O presidente Volodymyr Zelensky convidou o ditador da China, Xi Jinping, a visitar a Ucrânia e a Alemanha aprovou uma ajuda de 12 bilhões de euros, cerca de 67 bilhões de reais, ao governo ucraniano.

O ex-presidente Mauricio Macri anunciou que não será candidato à Presidência da Argentina na eleição deste ano, em que a oposição é favorita por causa de uma inflação 102,5% ao ano.

Com dores no peito e infecção respiratória, o Papa Francisco, de 86 anos, foi hospitalizado em Roma. Ao completar 10 anos de pontificado, em 13 de março, o papa admitiu se aposentar se sentir que não tem condições de saúde para cumprir sua missão, que inclui viajar pelo mundo. Talvez Francisco não tenha condições de participar das cerimônias da Páscoa. Meu boletim:

terça-feira, 21 de março de 2023

China e Rússia reafirmam parceria antiocidental

Num apoio ao ditador Vladimir Putin, o ditador Xi Jinping chegou na segunda-feira a Moscou para uma visita de três dias à Rússia, na sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu um terceiro e inédito mandato presidencial. É um sinal claro do apoio político, econômico e diplomático que a China dá a Rússia na Guerra da Ucrânia, ainda que tente parecer neutra.

Os dois grandes ditadores acusaram o Ocidente de desestabilizar a ordem mundial, como se a guerra não fosse o maior problema Putin elogiou o plano de paz da China, mas alegou que a Ucrânia e o Ocidente não estão prontos a negociar.

Em contraponto, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fez uma visita inesperada a Kiev, a primeira de um chefe de governo japonês a um país em guerra depois da Segunda Guerra Mundial. Ele condenou a invasão russa e reafirmou o apoio do Japão a uma ordem mundial com base no direito internacional.

A reforma da previdência foi aprovada na França depois que o governo sobreviveu a dois votos de desconfiança na Assembleia Nacional, mas a autoridade do presidente Emmanuel Macron e a democracia francesa saem abaladas.

E o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima dá um "alerta final" à humanidade e pede uma ação rápida e drástica para conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado até o fim do século. Meu comentário:

sexta-feira, 17 de março de 2023

Tribunal Internacional decreta prisão de Putin por crimes de guerra

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, decretou na sexta-feira a prisão do ditador Vladimir Putin e da comissária dos direitos das crianças da Presidência da Rússia, Maria Lvova Belova, pelo sequestro e deportação de mais de 6 mil crianças da Ucrânia, o que configura crime de genocídio. Há outros inquéritos em andamento, por exemplo, sobre o Massacre de Bucha.

A Rússia não assinou o Tratado de Roma que criou o TPI. Não aceita a jurisdição do tribunal, assim como os Estados Unidos, a China, a Índia e Israel, mas 123 países que ratificaram o tratado têm a obrigação de prendê-lo se Putin entrar em seu território. O TPI alega que a Ucrânia é parte do tratado e os crimes foram cometidos em território ucraniano.

Num sinal de apoio a Putin, o ditador chinês, Xi Jinping, vai à Rússia de 20 a 22 de março. Há notícias de que depois ele falaria com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky numa tentativa de apresentar como mediador da paz depois de negociar o restabelecimento de relações diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita.

Horas antes do primeiro encontro entre os primeiros-ministros do Japão e da Coreia do Sul em 10 anos, a Coreia do Norte testou um míssil balístico intercontinental.

O governo da França terá de enfrentar dois votos de desconfiança na Assembleia Nacional depois de aprovar na marra uma reforma da Previdência Social para aumentar a idade mínima para a aposentadoria de 62 para 64 anos.

Uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA acusou o casal Donald e Melania Trump de ficar com presentes de governos estrangeiros no valor de US$ 300 mil (R$ 1,584 milhão) recebidos quando estava na Casa Branca. A lei norte-americana só permite ficar com presidente de até US$ 20 (R$ 105,59).

Onze bancos norte-americanos depositaram US$ 30 bilhões no First Republic Bank, de São Francisco da Califórnia, para evitar a terceira falência bancária em uma semana nos EUA. Meu comentário:

segunda-feira, 13 de março de 2023

Xi Jinping reafirma ambição de tornar a China em superpotência

Ao encerrar a sessão anual do Congresso Nacional do Povo da China, o ditador Xi Jinping, eleito para um terceiro e inédito mandato presidencial, fez um discurso agressivo para afirmar a posição da China como superpotência emergente. 

Xi afirmou que, depois de um século de humilhação diante de potências imperialistas que trouxe guerra e miséria à população chinesa, o país está de volta ao lugar que merece na política internacional num curso histórico irreversível.

O arcebispo de York, na Inglaterra, considera a nova lei de imigração e asilo proposta pelo governo britânico uma "crueldade sem propósito", "imoral, inepta e impraticável", informa o jornal The Guardian. A lei proíbe pedir asilo a quem entra ilegalmente no Reino Unido.

Em dez anos de pontificado, o papa Francisco promoveu uma verdadeira revolução na Igreja Católica. Combateu a corrupção e o preconceito, adotou a simplicidade, mediou o reatamento entre os Estados Unidos, impôs a tolerância zero contra a pedofilia e preparou sua sucessão.

Depois de duas falências em três, o presidente Joe Biden tenta convencer os norte-americanos de que o sistema bancário dos EUA é seguro e prometeu garantir todos os depósitos, além das garantias legais com base na "exceção de risco sistêmico". 

Antes, só os grandes bancos eram considerados riscos para sistema. Eram grandes demais para falir. Agora, parece que os muito interconectados também são perigosos e as redes sociais amplificam o medo e o pânico. Agem como coordenadoras das expectativas. Meu comentário:

sexta-feira, 10 de março de 2023

Xi Jinping é reeleito presidente da China

Como esperado, o Congresso Nacional do Povo da China acaba de reeleger, por unanimidade, o ditador Xi Jinping para um terceiro e inédito mandato presidencial. Xi quebra assim a regra estabelecida pelo líder Deng Xiaoping, o arquiteto das reformas que transformaram o país numa superpotência, que previa direção colegiada do governo e do Partido Comunista e troca dos dirigentes depois de no máximo dois mandatos.

Xi é um dos principezinhos, como são chamados os filhos dos dirigentes que participaram da revolução vitoriosa em 1º de outubro de 1949. Seu pai foi vice-primeiro-ministro, vice-presidente do Congresso e chefe de propaganda do partido. Xi nasce em Beijim em 15 de junho de 1953.  Mas nem sempre teve uma vida de privilégios e poder. 

Leia mais e veja o juramento de Xi Jinping em Quarentena News.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 19 de Dezembro

 REINO UNIDO ACEITA DEVOLVER HONG KONG

    Em 1984, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, e o líder chinês Deng Xiaoping chegam a um acordo para que o Reino Unido devolva Hong Kong à China em 1º de julho de 1997.

No início das negociações, a primeira-ministra britânica chegou a falar em prorrogar o Tratado de Nanquim (1842) e a Convenção de Beijim (1860), pelos quais o Império Britânico tomou a colônia no fim das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) sob o pretexto da abrir a China ao livre comércio de ópio.

Depois de 22 rodadas de negociações ao longo de dois anos, Thatcher aceita ceder a que era considerada a última joia do Império Britânico. Em troca, Deng cria a fórmula "um país com dois sistemas", prometendo manter o sistema capitalista e as liberdades democráticas em Hong Kong durante pelo menos 50 anos.

Thatcher está entusiasmada com as reformas lançadas por Deng em 13 de dezembro de 1978 na esperança de que a abertura econômica e a adesão da China ao capitalismo levem a uma liberalização do regime comunista chinês. Mas o massacre do movimento dos estudantes pela paz e a democracia na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 4 de junho, acabou com a chance de uma abertura política.

Diante de ondas de protestos no território, que tem status de região administrativa especial da República Popular da China, o ditador Xi Jinping, no poder desde 2012, impôs uma Lei de Segurança Nacional que na prática acaba com a autonomia de Hong Kong e enterra a fórmula "um país com dois sistemas", criada também tendo em vista a reintegração de Taiwan, que Xi ameaça fazer à força.

domingo, 16 de outubro de 2022

PC da China vai coroar Xi Jinping como ditador perpétuo

Cerca de 2,3 mil delegados participaram hoje da abertura do 20º Congresso do Partido Comunista da China, que deve consagrar o líder Xi Jinping como ditador perpétuo, acabando com a regra sucessória criada por Deng Xiaoping, o articulador das reformas que transformaram o país na segunda maior economia do mundo.

Até 22 de outubro, os congressistas vão aprovar os nomes escolhidos pela cúpula do partido para o Comitê Central, o Politburo e o Comitê Permanente do Politburo, o seleto grupo de novos imperadores que governam o país. Não são eleições. É um jogo de cartas marcadas.

No discurso de abertura, o ditador destacou a erradicação da pobreza, a luta contra a pandemia, o combate à corrupção e à poluição, e o aumento de 100% no produto interno bruto para US$ 17 trilhões como as grandes conquistas de seus dez anos no poder. 

Mas a política de covid zero e as intervenções no mercado para garantir a supremacia do partido desaceleram o crescimento. Uma ditadura cada vez mais unipessoal numa superpotência em ascensão e o Sonho Chinês de transformar as relações internacionais com base nos princípios e valores do regime comunista criam um mundo mais incerto e perigoso. Meu comentário:

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Julho

DIA DO CANADÁ

    Em 1867, o Império Britânico reconhece oficialmente o Canadá, uma confederação das províncias da Nova Escócia, Nova Brunswick e das futuras províncias de Ontário e do Quebec. 

É o Dia do Canadá, a data nacional do país.

INÍCIO DA BATALHA DO SOMME

    Em 1916, começa a Batalha do Somme, uma das maiores e mais importantes da Primeira Guerra Mundial (1914-18), travada pela França e o Império Britânico contra a Alemanha, que termina em 18 de novembro com a vitória dos aliados

É o dia mais sangrento da história militar britânica, com 19.240 mortes.

PRIMEIRO WALKMAN

    Em 1979, a empresa eletroeletrônica japonesa Sony, a mesma que havia popularizado o rádio de pilha nos anos 1950, lança o primeiro Walkman. 

Os radinhos não tinham a qualidade do som estereofônico que as pessoas ouviam em casa. O Walkman, com uma fita cassete, melhorava a qualidade de som e criava a primeira geração de pessoas que andam pelas ruas de fones de ouvido, imersas no seu próprio mundo.

No primeiro mês, a Sony só vendeu 3 mil aparelhos. Em agosto, a estratégia de marketing mudou radicalmente. Agentes da Sony abordavam os transeuntes nas ruas de Tóquio para que experimentassem o novo invento. Antes do fim de agosto, os estoques se esgotaram.

A criação do iPod pela Apple acabou com a era do Walkman.

DEVOLUÇÃO DE HONG KONG

    Em 1997, mais de um século e meio depois da Primeira Guerra do Ópio, o Reino Unido devolve Hong Kong à China, que promete manter o regime político liberal durante pelo menos 50 anos dentro da fórmula "um país, dois sistemas", que o então líder Deng Xiaoping criou pensando também na reunificação com Taiwan.

Com a Lei de Segurança Nacional imposta em 2020 a Hong Kong, o regime comunista chinês acabou, na prática, com as liberdades democráticas no território, quebrando o compromisso de mantê-las durante pelo menos 50 anos.

Ao festejar hoje os 25 da devolução, o ditador Xi Jinping cita várias vezes "um país, dois sistemas", a fórmula que enterrou para submeter a ex-colônia britânica a seu poder absoluto.

PC DA CHINA FAZ 101 ANOS

   Em 2021, o Partido Comunista a China festeja 101 anos cumprindo as metas de restaurar a independência e a preeminência do país nas relações internacionais

O antigo Império do Centro é humilhado por potências estrangeiras a partir das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) e cai em 1911. Depois da Primeira Guerra Mundial, os chineses protestam contra o resultado da Conferência de Paz de Versalhes, que dava ao Japão territórios antes dominados pela Alemanha.

O Partido Comunista nasce em 1921. A República é marcada pela guerra civil entre comunistas e nacionalistas, e a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial, até a vitória da revolução, em 1º de outubro de 1949.

Depois de décadas de luta ideológica, com a morte de Mao Tsé-tung, em 1976, ascende ao poder Dng Xiaoping, que lança em 1978 as reformas que modernizaram o país e o tornam na maior potência industrial do planeta, rumo a se tornar a maior economia do mundo ainda nesta década. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Crescimento da China cai para 4,9% em um ano

 O produto interno bruto do terceiro trimestre de 2021 aponta uma desaceleração do crescimento da China para 4,9% na comparação anual, por causa de confinamentos regionais para conter a pandemia, da escassez de energia e da crise no setor imobiliário com o risco de colapso iminente da megaempresa Evergrande, com dívidas de US$ 300 bilhões, quase R$ 1,64 trilhão. 

No fim de junho, a segunda maior economia do mundo crescia 7,9%. Agora, a expectativa do mercado era de crescimento de 5,1%.

Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 0,2%, a menor até hoje. No segundo trimestre, fora de 1,3%. 

Em setembro, a produção industrial avançou 3,1% em relação a um ano atrás e 0,1% no mês. 

O investimento em capital fixo, em fábricas e equipamentos, teve uma expansão de 7,3% nos primeiros nove meses do ano. 

As vendas no varejo subiram 4,4% num ano, alta maior do que os 2.5% de agosto. No ano, a expectativa de crescimento caiu de 8% para 6%.

Estes números colocam em cheque a política do ditador Xi Jinping de pressionar bilionários e celebridades a pretexto de melhorar a distribuição da renda em busca da "prosperidade comum", que se confunde com mais uma manobra para manter o poder absoluto do Partido Comunista sobre a economia e a sociedade.

A crise de energia vem da escassez de carvão. A produção foi reduzida para cumprir as metas de controle das emissões de gases carbônicos estabelecidas com base no Acordo de Paris sobre Mudança do Clima. Maior potência industrial do mundo, é hoje o país que mais polui.

Na sexta-feira, o Conselho de Estado autorizou aumentos de até 20% nos preços de energia para combater a escassez. Em princípio, os aumentos são limitados a 10%. Os mineiros receberam ordem para produzir mais carvão. A transição para fontes renováveis e a meta de chegar ao pico de emissões em 2030 estão ameaçadas.

Berço da pandemia, a China foi a única grande economia do mundo a crescer o ano passado (2,3%), depois de controlar o surto inicial da pandemia com medidas como um confinamento rigoroso de 76 dias em Wuhan, onde foram diagnosticados os primeiros casos.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Pandemia acelera transição hegemônica dos EUA para a China

 Com o fracasso dos Estados Unidos no combate à doença do coronavírus de 2019, surgida na China, este país deve se tornar a maior economia do mundo pelo valor nominal em dólares do produto interno bruto em 2028, cinco anos antes do esperado anteriormente, previu hoje o Centro para Pesquisas Econômicas e de Negócios da Índia. 

As duas maiores economias do mundo estão a caminho de trocar de posição, enquanto a Índia avança para se tornar a terceira maior. A pandemia começou na China, com o caso mais antigo rastreado até 17 de novembro, mas o país se recuperou rapidamente, a julgar pelas estatísticas oficiais do regime comunista, nem sempre confiáveis. Neste ritmo, a  China deve se tornar uma economia de alta renda em 2023.

No mês passado, o ditador Xi Jinping declarou ser "inteiramente possível" que a China dobre seu PIB até 2035 com o novo plano quinquenal aprovado pelo governo. A meta é chegar ao "socialismo moderno" com "características chinesas" em 15 anos.

Com o declínio do comunismo como ideologia depois das revoluções democráticas na Europa Oriental e da queda do Muro de Berlim, em 1989, e o fim da União Soviética, em 1991, é o crescimento econômico que legitima a manutenção da ditadura de partido único na China.

O grande temor dos dirigentes é uma abertura democrática como a promovida pelo líder soviético Mikhail Gorbachev, considerado um "líder fraco", por Xi, a partir de 1985, e o caos econômico na Rússia pós-comunista durante o governo Boris Yeltsin (1991-99). 

Esta é a justificativa de Xi para reinstaurar uma ditadura personalista e se tornar um novo imperador, acabando com a direção colegiada e o limite de dois mandatos de cinco anos para secretário-geral do PC e presidente da China criados por Deng Xiaoping para administrar a luta pelo poder na cúpula do partido.

Mais cedo ou mais tarde, a crise econômica vai chegar. Aí, a classe média em vai deverá questionar o monopólio de poder do PC e a legitimidade de um governo assentado sobre a força das armas do Exército Popular de Libertação.

A década que começa na próxima semana será o momento decisivo da transição hegemônica entre EIA e Rússia, com grande risco de guerra. O projeto Armadilha de Tucídides, do professor Graham Alisson, da Universidade de Harvard, nos EUA, identificou 16 transições hegemônicas a partir do século 15, quando começou a expansão colonial marítima da Europa. Em 12 casos, houve guerra.

O grande desafio das relações internacionais nas próximas décadas será administrar as relações entre a superpotência ascendente e a superpotência em declínio. O conflito vai muito além da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. É uma confrontação estratégica, econômica, científica, tecnológica e militar pela supremacia mundial.

Há vários focos de tensão nas relações com os EUA que estarão em pauta no governo Joe Biden:

• as disputas territoriais com os países vizinhos no Mar do Sul da China; 

• a questão de Taiwan, que o regime comunista considera uma província rebelde e ameaça invadir;

• o fim da fórmula "um país, dois sistemas", que prometia manter as liberdades democráticas em Hong Kong pelo menos até 2047, com a imposição de uma Lei de Segurança Nacional;

• a concorrência tecnológica em torno da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G);

• e as violações dos direitos humanos em toda a China, e especialmente no Tibete e dos muçulmanos uigures na província de Xinjiang, no Noroeste do país.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Trump acusa China no dia em que EUA chegam a 200 mil mortes

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas no dia em que os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes, o presidente Donald Trump acusou a China pela pandemia do coronavírus de 2019. O ditador chinês, Xi Jinping, prometeu ajuda financeira e distribuição de vacinas a países em desenvolvimento. Em contraste com o isolacionismo de Trump, Xi se apresentou como líder do multilateralismo e criticou as tentativas de desconectar as grandes economias do mundo.

Pouco antes, ao abrir a sessão de pronunciamentos de líderes nacionais na assembleia da ONU, como é tradição, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, negou responsabilidade pela morte de 138 mil brasileiros e pelas queimadas que destroem grandes áreas da Amazônia e do Pantanal. 

Bolsonaro culpou governadores e prefeitos pelo fracasso no combate à covid-19 e índios e caboclos pelos incêndios, absolvendo desmatadores, grileiros, mineiros e fazendeiros pela destruição da natureza. Meu comentário:

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Panorama da BBC revela como China tentou esconder o coronavírus

A República Popular da China subestimou a importância do coronavírus e tentou esconder a má notícia por pelo menos três semanas decisivas para a pandemia que poderiam ter poupado centenas de milhares de vidas, acusou nesta segunda-feira o documentário Panorama da televisão pública britânica BBC. 

Hoje o regime comunista chinês tenta reescrever a história e promete distribuir vacinas sem cobrar royalties, mas os custos humanos e econômicos são enormes. Poderiam ter sido substancialmente reduzidos e centenas de milhares de vidas poupadas no mundo inteiro.

Desde janeiro, agentes do regime destroem provas e impõe o silêncio a médicos e cientistas para acobertar os erros da ditadura militar chinesa. Agora, a ditadura de Xi Jinping alega ter sido “aberta, transparente e responsável”.

No mundo inteiro, já são mais de 16,644 milhões de casos confirmados, mais de 655 mil mortes e mais de 10,2 milhões de pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados se mantém em 6%. 

Os Estados Unidos lideram com mais de 4,433 milhões de casos confirmados, mais de 150 mil mortes e mais de 2,1 milhões de casos de cura.

Nos últimos 14 dias, houve aumento de 13% no número de casos confirmados e de 27% no número de mortes. Depois da Califórnia, a Flórida passou o estado de Nova York em número de casos. O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brian, pegou o novo coronavírus.

No Brasil, foram notificadas mais 685 mortes e 26.496 casos novos em 24 horas, somando um total de 87.737 e mais de 2,446 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes nos últimos baixou para 1.061.

A Europa enfrenta uma segunda onda de contaminação. A África ultrapassou 864 mil casos, mais de metade na África do Sul, e 18 mil mortes, mais de um terço na África do Sul.

Mais uma vacina, a sexta, da empresa Moderna e do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, entrou na terceira e última fase de testes, com seres humanos em grande escala. Mas o nacionalismo ameaça prejudicar os países mais pobres. Meu comentário:

terça-feira, 30 de junho de 2020

China acaba com a autonomia de Hong Kong

Por unanimidade, o Congresso Nacional do Povo da China aprovou hoje uma Lei de Segurança Nacional para Hong Kong que acaba com a autonomia administrativa que o território tinha desde que foi devolvido pelo Reino Unido em 1º de julho de 1997.

A nova lei, elaborada sem a menor participação das autoridades locais, criminaliza qualquer ato de "secessão, subversão, terrorismo ou colusão com forças estrangeiras". Ameaça a liberdade de expressão, a independência do Judiciário e as liberdades democráticas. Atacar prédios públicos e bloquear o trânsito são considerados ações terroristas. A pena máxima é prisão perpétua.

Pelo acordo feito em 1984 pelo líder chinês Deng Xiaoping e a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, o regime comunista se comprometeu a manter as liberdades públicas em Hong Kong com base na fórmula "um país, dois sistemas" durante pelo menos 50 anos.

Desde 9 de junho de 2019, havia uma onda de manifestações de protesto no território, inicialmente contra um projeto de lei que permitia a extradição de cidadãos de Hong Kong para responder a processos na China continental. Evoluiu para exigir eleições diretas para governador e o Conselho Legislativo. O projeto da extradição foi abandonado, mas agora está incluído na nova lei.

A ditadura comunista de Xi Jinping na República Popular da China nunca aceitou os protestos, que acusa de ser um movimento pela independência do território insuflado por potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Reino Unido. Na verdade, é uma luta pela democracia.

Como a governadora Carrie Lam, nomeada pelo regime comunista chinês, não conseguiu controlar as manifestações, há muito se esperava uma intervenção de Beijim. Se o Exército Popular de Libertação fosse enviado, a repercussão política seria enorme. Então, veio pela via legislativa.

O fim da autonomia compromete a independência do Judiciário de Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia, por onde entrou boa parte do capital estrangeiro que financiou o extraordinário desenvolvimento da China nas últimas décadas. Agora, Cingapura se prepara para ocupar este lugar.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ofereceu cidadania para 3 milhões de cidadãos de Hong Kong. A República da China em Taiwan, que a ditadura militar de Beijim considera uma província rebelde, fez a mesma oferta.

Os Estados Unidos vão suspender as preferências comerciais a Hong Kong e impor as tarifas de importação aplicadas na guerra comercial do presidente Donald Trump contra a China.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Xi Jinping promete criar grande sistema de saúde na China para evitar epidemias

Em discurso na terça-feira, o ditador Xi Jinping prometeu construir um grande sistema de saúde pública na China para evitar crises como a pandemia da doença do coronavírus de 2019, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

A ideia é criar uma grande rede incluindo governos municipais e provinciais, agências de controle e prevenção de doenças, laboratórios, hospitais, clínicas comunitárias e escolas de saúde pública para identificar e coordenar respostas a surtos de novas doenças infecciosas. 

“A segurança da população é a pedra fundamental da segurança nacional... O sistema de prevenção de doenças é uma garantia importante para garantir a estabilidade econômica e social”, declarou Xi, citado pela imprensa oficial.

Em janeiro e fevereiro, a epidemia do coronavírus representou um grande desafio à ditadura de partido único e à liderança de Xi Jinping, observou Steve Tseng, diretor da Escola de Estudos Africanos e Orientais da Universidade de Londres (SOAS). O que reabilitou a ditadura de Xi diante do povo chinês foi a grande mortandade na Europa e nos EUA.

Nesta semana, uma reportagem investigativa da agência de notícias Associated Press confirmou que o regime comunista chinês tentou esconder informações sobre a epidemia em seu estágio inicial retardando um combate mais efetivo ao que se tornou uma pandemia que já matou mais de 398 mil pessoas no mundo inteiro.

Hoje o total de casos no mundo passou de 6,852 milhões, com mais de 3,352 milhões de pacientes curados. Os EUA têm o maior número de casos confirmados, mais de 1,965 milhão, e mais de 111 mil mortes. 

Nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump citou o Brasil como mau exemplo no combate à pandemia do novo coronavírus. Disse que, se os Estados Unidos tivessem seguido o exemplo do Brasil, poderiam ter mais de 2 milhões mortos.

O Brasil registrou mais 1.005 mortes em 24 horas, elevando o total 35.037 óbitos. Com 30.830 casos novos num dia, o total de casos confirmados subiu para mais de 646 mil.

O novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, quer recalcular o número de casos numa clara manobra para manipular a maquiar os números, excluindo casos em que os mortos tinham outras doenças.

Na realidade, a maioria dos cientistas acredita que haja uma subnotificação. O Brasil faz muitos poucos testes. É o vigésimo país em número de mortes por milhão de habitantes, mas o centésimo vigésimo nono do mundo em número de testes. 

Assim, haveria muitos mais casos e mortes do que aparecem nas estatísticas oficiais.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Um novo estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, com dados da mais de 11 mil pacientes internados em 175 hospitais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido concluiu que “não houve efeito benéfico da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com covid-19”.

A boa notícia da sexta-feira foi o relatório mensal de emprego dos EUA, que revelou um saldo positivo de 2,5 milhões de novas contratações a mais do que demissões, quando o mercado esperava a perda de até 7,5 milhões.

O índice de desemprego caiu de 14,7% para 13,3%, mas não leva em conta as pessoas que não estão procurando emprego. Meu comentário:

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Trump rompe com a OMS e alimenta guerra fria com a China

Em busca de uma desculpa para o fracasso no combate à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 104 mil pessoas nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump rompeu com a Organização Mundial da Saúde (OMS), proibiu a entrada de alguns cidadãos chineses no país e suspendeu as preferências comerciais a Hong Kong. Fomenta uma guerra fria com a China como manobra para melhorar suas chances na eleição presidencial de 3 de novembro.

No jardim da Casa Branca, Trump justificou a ruptura alegando que a agência das Nações Unidas não faz as reformas necessárias. Ele acusou a China de controlar a OMS, embora contribua com apenas US$ 40 milhões de dólares, enquanto os Estados Unidos davam US$ 450 milhões. 

Como a China prometeu US$ 2 bilhões, é possível que tente controlar o resultado de uma investigação sobre a pandemia que a OMS ficou de fazer quando a situação melhorar.

O presidente americano afirma que vidas poderiam ter sido poupadas se a China tivesse agido de maneira responsável quando detectou o primeiro surto, na cidade de Wuhan, e se a OMS não tivesse supostamente ajudado a acobertar a periculosidade da doença. 

Em janeiro, quando assinou um acordo preliminar para promover uma trégua na guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo, Trump elogiou a China e o ditador Xi Jinping pelo combate à doença do novo coronavírus. 

Agora, pressionado pela pandemia, rompeu com a OMS, proibiu a entrada de chineses nos Estados Unidos e cancelou as preferenciais comerciais a Hong Kong, que perdeu a autonomia em relação a Beijim com a nova lei de segurança nacional aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional do Povo da China.

O primeiro caso da covid 19 aconteceu na China em 17 de novembro. De início, o regime comunista chinês tendou esconder a doença e minimizar sua gravidade. Avisou a OMS em 31 de dezembro e admitiu que havia transmissão de pessoa para pessoa em 20 de janeiro.

Os EUA tiveram o primeiro caso registrado em 23 de janeiro, mas em 30 de dezembro os serviços secretos americanos haviam advertido Trump para o risco da doença.

Sua reação foi minimizar a gravidade da doença, dizendo que estava tudo sob controle. Quando os EUA tinham 15 casos da covid-19, chegou a declarar que em breve não teria nenhum.

Há 10 dias, o presidente americano dera um mês de prazo para a OMS promover reformas, mas atropelou este prazo.

Hong Kong era uma colônia britânica, um território ocupado desde as Guerras do Ópio, no século 19. Quando a China reassumiu o controle, em 1997, o regime comunista chinês prometeu manter o regime liberal e a economia de mercado durante 50 anos, dentro da fórmula "um país, dois sistemas".

Uma onda de manifestações no ano passado tentou defender a a autonomia de Hong Kong da influência cada vez maior do regime comunista. Um dos centros financeiros mais importantes do mundo, o território é sede de várias empresas internacionais e um canal para captar investimentos estrangeiros para a China.

Ao acabar com a autonomia de Hong Kong, a China prejudica esta função importante, mas há pouco que a sociedade internacional possa fazer para conter a expansão ao território da ditadura de Xi Jinping. 

Xi acabou com o limites de mandatos dos líderes do partido e do governo estabelecida pelo líder Deng Xiaoping, o grande arquiteto das reformas que modernizaram a China e transformaram o país na segunda maior potência mundial, ameaçando a supremacia dos EUA. Virou presidente perpétuo.