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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Israel e Hamas acertam princípios uma trégua, diz jornal israelense

 Em negociações no Cairo, Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro, teriam chegado a um acordo sobre os "princípios básicos" de uma trégua de de 35 dias para libertar todos os reféns israelenses por prisioneiros palestinos, informou o jornal liberal israelense Haaretz. A notícia não foi confirmada.

Até agora, as posições de negociações pareciam inconciliáveis. O Hamas exigia o fim da guerra e Israel um cessar-fogo temporário. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a atacar o Catar, que negocia pelo Hamas.

Com 110 dias de guerra completados ontem, apesar dos esforços para evitar sua expansão, o conflito no Oriente Médio envolve diretamente 10 países e o povo palestino. Qualquer acordo durável exige um compromisso envolvendo Israel, o Egito, a Jordânia, o Catar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, sob a liderança dos Estados Unidos, o aliado mais confiável de Israel.

O maior risco de ampliação conflito vem do Líbano, onde Israel bombardeou ontem um aeroporto a 20 quilômetros da fronteira sob o pretexto de que era usado pela milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Irã para atacar o território israelense. Israel deu um prazo até o fim do mês para a retirada do Hesbolá da fronteira. Quer estabelecer uma zona de segurança no Sul do Líbano.

Nesta sexta-feira, a Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas (CIJ) deve anunciar se aceita a denúncia de genocídio apresentada pela África do Sul contra Israel e se vai tentar impor medidas preliminares, inclusive ordenar o fim da guerra, antes do julgamento de mérito, que pode levar anos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Ampliação do BRICS reflete aumento do poder da China

 A 15ª reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terminou ontem em Joanesburgo, na África do Sul, com o anúncio da entrada de seis países a partir do próximo ano: Argentina, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã.

O Brasil, a Índia e a África do Sul resistiram inicialmente porque a expansão dilui sua força dentro do grupo, criado a partir de um memorando de 2001 de um analista do banco de investimentos Goldman Sachs prevendo que Brasil, Rússia, Índia e China, as grandes economias emergentes, seriam os principais motores do crescimento mundial no início do século 20. O BRICS nasceu de uma ideia da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, e não no Sul Global.

No centro da expansão, está a determinação da China e da Rússia de desafiar a ordem internacional dominada pelos Estados Unidos e a Europa nos últimos 500 anos. São duas ditaduras. Dos novos membros, só a Argentina é uma democracia. O projeto é da esquerda peronista, que deve perder a eleição presidencial de outubro e novembro deste ano. Os candidatos favoritos, Javier Milei e Patricia Bullrich, são contra.

Entre as propostas citadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão a reforma do Conselho de Segurança das Nações e a criação de uma moeda contábil para desdolarizar as transações comerciais dos países-membros. Ambas têm pouca chance de acontecer, pelo menos em curto e médio prazos. Meu comentário: