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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Setembro

Em 1394, o rei Carlos VI ordena a expulsão de todos os judeus da França. 

Com o antissemitismo crescente, os franceses queimam os livros sagrados do judaísmo e cobram impostos discriminatórios dos judeus. Eles são acusados pela pandemia da Peste Negra (1346-53).

Os judeus são expulsos e têm as propriedades confiscadas em 1306. Para voltar, em 1315, precisam pagar. Por uma lei de 1315, os judeus não podem falar de sua religião publicamente, são obrigados a usar um distintivo de identificação como fariam sob o Nazismo e são advertidos contra a usura, uma acusação frequente.

Depois da expulsão de 1394, os judeus só voltam à França no século 18, fugindo da discriminação e perseguição na Europa Oriental. Na época da Revolução Francesa de 1789, há 40 mil judeus na França. A revolução lhes dá os direitos, mas o antissemitismo continua, como no Caso Dreifus, no fim do século 19, e os judeus franceses são parcialmente exterminados durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45), de 1940 a 1944.

Hoje os judeus são 1% da população francesa.

GUERRA DOS TRINTA ANOS

    Em 1631, um exército sueco-saxão sob o comando do rei Gustavo II Adolfo, da Suécia, destrói o exército do imperador Fernando II de Habsburgo, do Sacro Império Romano-Germânico e da Liga Católica na Batalha de Breitenfeld, durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), uma guerra mundial com 8 milhões de mortes que chega ao Brasil com as Invasões Holandesas no Nordeste.

A tensão criada pela Reforma da Igreja aumenta no início do século 17 com a fundação da União Protestante e da Liga Católica. A guerra começa na Boêmia, hoje República Tcheca, com a Segunda Defenestração de Praga. 

Em 23 de maio de 1618, protestantes revoltados com a destruição de um dos seus templos, invadem o Castelo de Praga e jogam pela janela dois ministros e um secretário do rei Fernando II, da Boêmia, futuro imperador do Sacro Império, que só permite uma religião, o catolicismo, na Boêmia e na Morávia.

A grande disputa é entre pequenos Estados e principados alemães católicos e protestantes. A Espanha entra na guerra ao lado do Sacro Império. A Holanda, a Suécia e a Dinamarca apoiam os protestantes. Os católicos levam vantagem na primeira fase, que inclui a Primera Invasão Holandesa no Nordeste (1624-25).

Os protestantes holandeses declaram independência da Espanha em 1581, um ano depois de Portugal e Espanha formarem a União Ibérica, quando a morte do rei Dom Sebastião, na Batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, deixa o trono português sem herdeiro. Começa o período conhecido na História do Brasil como Domínio Espanhol (1580-1640).

A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, fundada em 1621, ataca Salvador em 9 de maio de 1624 com uma esquadra de 26 navios e 3.400 homens sob o comando do almirante Jacob Willekens. Bombardeia a capital colonial do Brasil e a conquista em 24 horas. O governador-geral se refugia no palácio, mas é preso, assina a rendição e é enviado para a Holanda, onde é libertado em 1626. 

Em 30 de março de 1625, uma armada luso-espanhola de 52 navios, 14 mii homens e 1.185 armas de fogo chega à Bahia. É a maior enviada ao Hemisfério Sul até então. Sob o comando do almirante espanhol Dom Fradique de Toledo y Osorio, inicia a batalha para libertar Salvador do domínio holandês, o que acontece em 1º de maio daquele ano.

Na segunda fase da Guerra dos Trinta Anos, o Período Sueco, o poderoso primeiro-ministro da francês, o Cardeal de Richelieu, se alia a Gustavo II da Suécia. A França, um país católico, sente-se cercada pelos Habsburgo da Espanha e do Sacro Império, e se alia aos protestantes.

Gustavo Adolfo desembarca no que hoje é o Norte da Alemanha em 1630 e logo conquista a Pomerânia, mas não consegue impedir a destruição de Madgeburgo em 1631 pelas forças imperiais sob o comando do Conde de Tilly.

Em setembro de 1631, o Sacro Império invade a Saxônia e ocupa Leipzig. O exército protestante tem 26 mil suecos e 16 mil saxões. Às duas da tarde, o temerário general católico Gottfried zu Pappenheim lança um ataque contra as forças de Johan Baner, seis regimentos de cavalaria com destacamentos de infantaria. É repelido sete vezes.

A cavalaria de Fürstenberg ataca os saxões, que estão no lado esquerdo da formação dos protestantes. Despreparados, seus soldados debandam logo. Com a saída dos saxões, o Conde de Tilly desvia suas forças para a direita para atacar os protestantes pelo flanco. Mas as brigadas suecas são mais ágeis e bloqueiam a manobra.

Gustavo II vê uma oportunidade e ataca o novo flanco esquerdo de Tilly, onde se concentra a artilharia imperial. Toma parte dessas armas e bombardeia os católicos com seus próprios canhões. O rei da Suécia morre na Batalha de Lützen, em 16 de novembro de 1632.

O Período Sueco vai até 1635, quando começa a terceira e última fase da guerra, o Período Francês. Inicialmente Richelieu não queria entrar em guerra contra a Espanha e a Áustria. Em 19 de maio de 1635, a França declara guerra à Espanha, o outro grande domínio da Dinastia Habsburgo na Europa, ao lado da Áustria e regiões dependentes da Europa Central.

Em 1º de maio de 1640, Richelieu apoia a Revolta de Lisboa, que pede o fim da União Ibérica, do domínio espanhol sobre o Império Português. A monarquia portuguesa é restaurada em 1º de dezembro e Dom João IV se torna rei. É o primeiro da Dinastia de Bragança, que reina até a queda da monarquia, em 1910.

No fim da Guerra dos Trinta Anos, a França tem um exército de 100 mil homens aliado das Províncias Unidas dos Países Baixos (Holanda e Bélgica), da Suécia, da Confederação Helvética (Suíça), de principados alemães e de alguns Estados italianos.

A Paz da Vestfália é firmada em 24 de outubro de 1648. Consagra o princípio de soberania nacional, com liberdade de culto para católicos e protestantes. A Espanha perde seu império europeu. Deixa de ser a maior potência do continente, lugar ocupado pela França.

ASSINADA CONSTITUIÇÃO DOS EUA

    Em 1787, 38 dos 41 delegados da Convenção Constitucional da Filadélfia assinam a Constituição dos Estados Unidos da América. 


A Convenção Constitucional se reúne de 25 de maio a 17 de setembro de 1787 no Salão da Independência, na Filadélfia, no estado da Pensilvânia, com delegados de 12 dos 13 estados. Rhode Island se nega a enviar representantes. Seu mandato inicial é emendar os Artigos da Confederação, mas isso é insuficiente para o novo país.

A Constituição dos EUA tem sete artigos. Divide o governo em três poderes, legislativo, executivo e judiciário, tema dos três primeiros artigos. O artigo 4 dispõe sobre o federalismo e a divisão das competências entre o governo federal e os governos estaduais. O artigo 5 apresenta as regras para emendar a Constituição. O artigo 6 estabelece que a Constituição e as leis federais que dela emanam estão acima das leis estaduais e municipais. O artigo 7 fala sobre a ratificação e as emendas da carta.

Depois da aprovação na Convenção Constitucional por pelo menos três quintos dos votos, a Constituição dos EUA precisa ser ratificada por pelo menos três quartos dos estados, o que acontece em 1788. A Constituição entre em vigor em 1789.

Logo, começa um debate sobre os direitos e garantias individuais que não estariam na Constituição. São apresentadas 12 emendas. 

Dez são aprovadas e consideradas uma declaração de direitos, entre eles a liberdade de expressão, de religião e de associação para fins pacíficos, o direito de processar o Estado, os direitos de portar armas, de ficar em silêncio em interrogatórios para não se incriminar, de ter um julgamento justo e imparcial, de não perder bens e direitos sem sentença judicial e de não ser submetido a tratamento ou punição cruel ou desumana.

Desde 1787, são aprovadas 27 emendas à Constituição.

GUERRA CIVIL ARGENTINA

    Em 1861, as forças da Província de Buenos Aires, sob o comando do governador Bartolomeu Mitre, vencem o exército da Confederação Argentina, sob a chefia do general Justo José de Urquiza na Batalha de Pavón, na Província de Santa Fé.

É uma batalha decisiva da Guerra Civil Argentina. Mitre é líder dos unitários, que defendem um governo central forte, e se instalam no poder em Buenos Aires depois da derrota do ditador Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires (1829-52), talvez o caudilho mais importante da história da América Latina, na Batalha de Monte Caseros, em 1852, na última vez em que o Brasil está em guerra contra a Argentina.

Como o Brasil apoia o general Urquiza contra Rosas, Urquiza espera a mesma ajuda durante o conflito com Mitre, quando lidera os federalistas a favor de autonomia regional. Sua derrota marca o fim da Confederação Argentina e a reincorporação de Buenos Aires como a capital do país.

Sem reconhecer o governo Mitre, Urquiza fica no Paraguai, onde se alia ao ditador Francisco Solano López, que deflagra a Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança (1864-70), em que Mitre é o comandante militar da Argentina e aliado nos primeiros anos.

URSS INVADE A POLÔNIA

    Em 1939, a União Soviética invade o Leste da Polônia depois que o ministro do Exterior soviético, Viacheslav Molotov, declara que o governo polonês não existe mais, 17 dias depois da invasão do país pela Alemanha Nazista, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

As duas invasões são resultado do Pacto Germano-Soviético, um pacto de não agressão firmado entre Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939.

Com a invasão nazista, o Exército da Polônia recua e vai para o lado ocupado pela URSS, que prende todos os militares e policiais, e parte dos funcionários públicos civis e intelectuais, num total de quase 22 mil homens. Todos são executados pela polícia política stalinista, a NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos), no Massacre da Floresta de Katyn, em abril e maio de 1940.

Quando Hitler rompe o pacto de não agressão e invade a URSS, em 22 de junho de 1941, e a URSS entra na guerra ao lado dos aliados, o governo polonês no exílio pede a libertação dos 22 mil compatriotas. Em 1943, a Alemanha descobre os cemitérios clandestinos. A URSS culpa os nazistas. 

Só em 1990, com a abertura democrática promovida pelo líder Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS admite a responsabilidade pelo Massacre de Katyn, tema do filme Katyn, do cineasta polonês Andrzej Wajda.

THE WHO DETONA

    Em 1967, no fim de uma apresentação da explosiva banda de rock britânica The Who com a música My Generation na televisão norte-americana, o baterista Keith Moon detona uma bomba que deixa o cabelo do guitarrista Pete Townshend chamuscado, estilhaços no braço do próprio Moon e tira do ar o show The Smothers Brothers Comedy Hour.

Ao apresentar The Who no Festival de Monterrey três meses antes, Eric Burdon, da banda The Animals, avisa: "É um grupo que vai destruir você de várias maneiras." O som baixo do festival não permite a The Who mostrar a força de sua explosão musical, mas a destruição da guitarra por Townshend estimula Jimi Hendrix a queimar a sua.

O programa era cultural e politicamente subversivo. Durante três anos, is irmãos Tommy e Dick travaram um duelo com a direção da rede de TV CBS para apresentar candidatos antiestablishment. 

The Who não era politizado, mas com My Generation e o verso "espero morrer antes de envelhecer" se tornou porta-voz da juventude no conflito de gerações dos anos 1960. Gostava de tocar com som no volume máximo e de destruir os instrumentos e o palco, deixando o local arrasado como se tivesse explodido uma bomba.

Keith Moon tinha o hábito de colocar explosivos nos dois bumbos de sua bateria. Naquele dia, bota o dobro da carga.

ACORDOS DE CAMP DAVID

    Em 1978, o presidente do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, assinam acordos de paz intermediados pelos Estados Unidos no governo Jimmy Carter (1977-81).



A Assembleia Geral das Nações Unidas aprova em 29 de novembro de 1947, a divisão do território histórico da Palestina, que está sob administração do Império Britânico, com mandato da Liga das Nações, entre um país árabe e outro judeu. 

Como os árabes não aceitam a criação de Israel, quando o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes invadem no dia seguinte. A Guerra de Independência de Israel vai até 10 de março de 1949.

Quando o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza a empresa que opera o Canal de Suez, em 1956, a França e o Reino Unido declaram guerra ao Egito com o apoio de Israel. Os EUA ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) à libra esterlina e ao franco francês, ainda abalados pela Segunda Guerra Mundial (1939-45). A guerra acaba e o Egito fica com o canal.

Em 5 de junho de 1967, depois de Nasser ameaçar fechar o canal, Israel bombardeia as forças aéreas do Egito, da Síria e da Jordânia no solo, domina o espaço aéreo e obtém uma vitória rápida na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que era da Jordânia.

Desde então, a questão dos territórios árabes ocupados e a criação de um Estado palestino são obstáculos à paz no Oriente Médio. A Guerra do Yom Kippur (1973) é a maior empreitada militar árabe da era moderna. Começa com a invasão do Sinai, o maior objetivo do Egito. Mas os EUA dão apoio decisivo a Israel com a maior ponte aérea militar da história.

Em 32 dias, os EUA entregaram 22.325 toneladas de equipamentos militares, tanques, artilharia, munição e suprimentos diretamente no campo de batalha, duas vezes mais do que a União Soviética consegue fazer com seus aliados árabes.

O ditador egípcio, Anuar Sadat, chega a dizer: "Posso lutar uma guerra contra Israel, mas não contra os EUA."

Com superioridade aérea, Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai. Está prestes a destruí-lo quando a URSS ameaça intervir e entra em alerta nuclear para o caso de guerra contra os EUA. É o único alerta nuclear sovíético conhecido durante a Guerra Fria.

Em retaliação contra os países que apoiam Israel, os países árabes exportadores de petróleo, sob a liderança da Arábia Saudita, aprovam um embargo à venda de petróleo ao Ocidente. É o início da Primeira Crise do Petróleo (1973), que quadruplica os preços em curto prazo e acaba com o modelo econômico da ditadura militar brasileira, baseado em energia e mão de obra baratas.

Sem conseguir recuperar o Sinai militarmente, Sadat abandona a aliança do Egito com a URSS, se aproxima dos EUA e visita Israel de 19 a 21 de novembro de 1977. O Egito tem a maior população e o maior Exército do mundo árabe. Há um provérbio no Oriente Médio que diz: "Não há guerra sem o Egito nem paz sem a Síria."

Nos Acordos de Camp David, os dois países se reconhecem mutuamente, acaba o estado de guerra permanente que vem desde 1948, Israel se retira da Península do Sinai, mas ganha direito de passagem pelo Canal de Suez, enquanto o Golfo de Ácaba e o Estreito de Tiran são declarados águas internacionais.

Israel negocia os Acordos de Oslo com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que levam à criação da Autoridade Nacional Palestina, e faz a paz com a Jordânia em 1994. 

Mais recentemente, em 2020, nos Acordos Abraão, Israel estabelece relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, e depois com o Marrocos e o Sudão. Está em negociações com a Arábia Saudita mediadas pelos EUA. Mas o processo de paz com os palestinos é abandonado pela direita de Israel. Com ministros de extrema direita que falam em anexar a Cisjordânia, a situação se agrava. 

Desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, Israel está em guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e aliados na Faixa de Gaza. É um conflito que desestabiliza todo o Oriente Médio e ameaça até mesmo a histórica paz com o Egito. Em 28 de fevereiro deste ano, os EUA e Israel atacam o Irã, deflagrando uma nova guerra no Oriente Médio ainda sem solução.

OCUPE WALL STREET

    Em 2011, centenas de ativistas se reúnem na área do Parque Zucotti, na Baixa Manhattan, para lançar o movimento Ocupe Wall Street em protesto contra a corrupção empresarial e a desigualdade social nos Estados Unidos e no mundo. 

O movimento é resultado da crise econômico-financeira global chamada de Grande Recessão (2007-9), que na Zona do Euro se prolonga até 2014. Os editores da revista anticonsumismo Adbusters se inspiraram nas multidões que saem as ruas naquele ano na Primavera Árabe e decidem convocar o protesto em 13 de julho.

Como a polícia fica sabendo e bloqueia Wall Street, os manifestantes mudam o local da concentração para o Parque Zucotti. Durante 58 dias, manifestantes mantêm a vigília. E o slogan "somos 99%" numa crítica ao 1% mais rico e à desigualdade social ficou marcada como ideia central, legado do movimento contra a ganância e a concentração da riqueza. 

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domingo, 13 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

BATALHA DO QUEBEC

    Em 1759, as forças do Império Britânico vencem a França na Batalha do Quebec durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), em que os britânicos tomam as possessões francesas na Índia e quase todas na América do Norte.

O conflito começa dois anos antes, com uma disputa entra os impérios Francês e Britânico sobre o controle do alto Rio Ohio, se é parte da colônia da Virgínia ou não, seria parte de Louisiana Francesa, que seria vendida por Napoleão Bonaparte em 30 de abril de 1803, no governo Thomas Jefferson, por US$ 15 milhões. É uma disputa pelo coração da América do Norte.

No Quebec, na Batalha da Planície de Abraham, o general James Wolf lidera os britânicos e o Marquês de Montcalm os franceses. Os dois comandantes morrem de ferimentos sofridos na batalha. 

Dentro de um ano, o Canadá Francês capitula diante das forças britânicas. Com o fim da guerra, em 1763, a França cede praticamente todas as suas possessões no Canadá, menos o Quebec, hoje a única província do Canadá onde a maioria da população população (75%) fala francês como primeira língua.

A Guerra dos Sete Anos é uma das causas da independência dos EUA e da Revolução Francesa.

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia, uma colônia italiana na época, e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. Mussolini chega ao poder em 1922. A partir de 1935, ano em que invade a Etiópia, Mussolini envia camponeses para a Líbia para reduzir a superpopulação italiana. Quando a guerra começa, a Itália tem bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo é resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto. A estratégia italiana é avançar ao longo da costa da Líbia e do Egito para tomar o Canal de Suez. No caminho, há forças do Império Britânico e da França Livre.

O 10º Exército da Itália avança 105 quilômetros no território egípcio. Enfrenta a 7ª Divisão de Blindados do Exército Real britânico. Em 16 de setembro, a ofensiva para e os italianos decidem se entrincheirar no porto de Sidi Barrani.

Antes que os italianos recuperem as forças para retomar o ataque, em 8 de dezembro de 1940,  os britânicos atacam os acampamentos italianos fora de Sidi Barrani, na Operação Compasso, de cinco dias, desarticulam o exército fascista e perseguem os remanescentes em fuga dentro de território da Líbia, em Bardia, Tobruk, Dema, Mechvili e no Golfo de Sirte.

MASSACRE NA PRISÃO

    Em 1971, a polícia de Nova York ataca a Instituição Correcional Attica para controlar um motim de presos que tomam 40 reféns. Pelo menos 29 presos e 10 reféns morrem.

A prisão de Attica, de 1931, é uma das últimas grandes prisões construídas nos Estados Unidos. Tem paredes de 60 centímetros de espessura e 9 metros de altura. Os apenados passam 14 horas por dia em celas superlotadas e insanas, não recebem atendimento de saúde, a comida é ruim e falta recreação.

Em 9 de setembro de 1971, dois agentes tentam disciplinar dois presos que estariam brigando. No dia seguinte, os presos se rebelam e tomam 40 agentes penitenciários como reféns. Quando o governador Nelson Rockefeller manda a polícia de Nova York invadir, acontece o massacre.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia, a capital do estado de Goiás, é vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois por trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chega a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e é distribuído entre amigos e parentes.

Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei. Vai parar no ferro-velho e causa a tragédia.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfred Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus no território histórico da Palestina, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. O conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, em 1933, e da imigração de judeus. Isso leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha, aprova a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. 

Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam o Estado judaico e entram numa guerra vencida por Israel no início de 1949. Cerca de 750 mil árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra, em 6 de outubro de 1981. A paz entre árabes e judeus depende de mais negociações, que não acontecem.

O processo de paz entre Israel e os palestinos começa na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel é atacado e não retalia para manter a unidade da aliança liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque de Saddam Hussein.

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resultam em 1993 no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz. 

Bibi Netanyahu perde as eleições de 1999 e o primeiro-ministro Ehud Barak tenta negociar um acordo definitivo no fim do governo Bill Clinton, no ano 2000, mas Arafat rejeita a proposta apostando que um governo republicano seria menos a favor de Israel.

Barak é sucedido em 2001 pelo linha-dura Ariel Sharon, o general mais violento da história de Israel, que entende a necessidade de negociar a paz para acabar com a guerra. Sharon sai do Likud, funda o partido Kadima (Avante) e retira as colônias israelenses da Faixa de Gaza, mas sofre um acidente vascular cerebral que o inabilita. É sucedido em 2006 por Ehud Olmert, do mesmo partido, que cai num escândalo de corrupção em 2009, quando Netanyahu volta ao poder.

Desde então, Bibi domina a política israelense. Mesmo no breve período em que Netanyahu não lidera o governo, as negociações com os palestinos não avançam. O ataque terrorista do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que sempre boicotou o processo de paz, agrava ainda mais a situação. 

No momento, colonos israelenses atacam palestinos na Cisjordânia com a cumplicidade do governo na expectativa de provocar uma reação capaz de levar à vitória da extrema direita nas eleições de 27 de outubro. 

O ministro da Segurança Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que já foi chamado de nazista na Knesset, o parlamento de Israel, condiciona o apoio a um futuro governo à adoção de uma política de "emigração voluntária" dos palestinos da Faixa de Gaza.

Desde as guerras entre países árabes e Israel, a paz nunca esteve tão distante. A alternativa é esta guerra sem fim. 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 12 de Agosto

MORTE DE CLEÓPATRA: SUICÍDIO OU ASSASSINATO?

    Em 30 antes de Cristo, Cleópatra, rainha do Egito e amante de dois generais romanos, Caio Júlio César e Marco Antônio, se mata com uma picada de cobra diante da derrota de seu exército para Otávio, que três anos depois vira imperador romano com o nome de Otávio César Augusto, ou é assassinada por agentes de Otávio.

Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra nasce em 69 AC e se torna a rainha Cleópatra VII, do Egito, quando o pai morre, em 51 AC. Eles fazem parte de uma dinastia macedônia que assume o poder no Egito depois da morte de Alexandre o Grande, da Macedônia, em 323 AC.

Em 47 AC, começa uma guerra civil entre ela e o irmão. Roma, a maior potência da Europa na época, também está em guerra civil entre Júlio César e Cneu Pompeu, ambos membros do primeiro triunvirato. Vencido por César na Grécia, Pompeu foge para o Egito, mas é morto por agentes do rei Ptolomeu XIII.

César vai para Alexandria e decide impor a Pax Romana ao Egito. Cleópatra se alia a César para consolidar o poder no Egito. É entregue ao general romano enrolada num tapete. Linda e fascinante, ela seduz César e torna-se sua amante. Tem um filho com César, Cesarion.

Quando César volta para Roma, Cleópatra e Cesarion vão junto. Ela vive discretamente numa casa de campo que o general tem perto da Cidade Eterna. Com a morte de César, em 44 AC, Cleópatra volta para o Egito e Roma cai em nova guerra civil, que termina em 43 AC com a formação do segundo triunvirato: Otávio, sobrinho e sucessor designado de Júlio César, o general Marco Antônio e Lépido.

Marco Antônio, encarregado das províncias orientais de Roma, na época ainda uma república, convoca Cleópatra para um encontro em Tarso, na Ásia Menor, em 41 AC. Ela chega numa balsa magnífica fantasiada de Vênus, a deusa do amor, e seduz mais um general romano.

Em 40 AC, para emendar as relações, Antônio volta a Roma e casa com Otávia, irmã de Otávio. Em 37 AC, ele se separa e encontra Cléopatra, que lhe dá dois gêmeos, na Síria. Partidários de Otávio o acusam de se casar com uma estrangeira, o que é proibido pela lei romana.

Uma derrota militar em Pártia, hoje parte do Irã, em 36 AC reduz o prestígio de Marco Antônio. Ele se reabilita ao vencer na Armênia em 34 AC, quando faz uma marcha triunfal em Alexandria ao lado da rainha, de Cesarion e de seus filhos. Em Roma, é acusado de querer entregar Roma nas mãos de estrangeiros.

Otávio declara guerra a Cleópatra, e indiretamente a Marco Antônio, em 31 AC. Eles se enfrentam na Batalha do Ácio, uma batalha naval, na Grécia, em 31 AC. Uma semana depois, as forças terrestres de Marco Antônio se rendem, mas Otávio leva quase um ano para chegar a Alexandria e vencer Marco Antônio mais uma vez.

Cleópatra se refugia no mausoléu que mandara construir para si mesma. Ao ser informado erradamente da morte da rainha, Marco Antônio se suicida se jogando sobre sua espada, mas fica sabendo que ela está viva e é levado para morrer nos braços da amada. 

A rainha do Egito não consegue seduzir mais um general romano e morre no mausoléu, oficialmente por suicídio, mordida por uma cobra, mas o historiador romano Plutarco, quem mais escreveu sobre Cleópatra, disse: "O que aconteceu naquele mausoléu ninguém realmente sabe."

EDISON INVENTA FONÓGRAFO

    Em 1877, o norte-americano Thomas Alva Edison, o maior inventor de todos os tempos, com mais de 2 mil patentes, faz uma de suas invenções mais importantes, o fonógrafo, que faz as primeiras gravações numa folha de estanho com uma caneta vibratória.

Edison nasce em Milan, no estado de Ohio, em 1847, e recebe pouca educação formal, como acontece com a maioria dos norte-americanos na época. Com problemas de audição desde a infância, ele começa a trabalhar como operador de telégrafo aos 16 anos e logo usa sua engenhosidade para aperfeiçoar o sistema.

A partir de 1869, Edison torna-se inventor em tempo integral. Em 1876, ele se muda para um laboratório em Menlo Park, em Nova Jérsei, onde inventa o fonógrafo no ano seguinte tentando criar uma máquina para gravar conversas telefônicas.  Passa a ser conhecido como o Gênio de Menlo Park.

É o primeiro grande sucesso. Edison e sua equipe inventam a lâmpada de filamento incandescente em 1879, precursores da câmera e do projetor de cinema nos anos 1880.

Sua maior contribuição é no campo da eletricidade. Edison desenvolve um sistema de distribuição de luz e energia, cria em Nova York a primeira usina de energia elétrica, inventa a bateria alcalina e o trem movido a energia elétrica. Ao todo, registra 1.093 patentes nos EUA e mais de 2 mil contando as invenções patenteadas no exterior.

O fonógrafo vai sendo aperfeiçoado na maneira de gravar e reproduzir até o surgimento disco musical de 78 rotações por minuto em 1915. Cada lado toca por 4 minutos e 30 segundos em média. 

Em 1948, a Columbia Records lança o LP (long playing) de 33,3 rpm, com cerca de 30 minutos de gravação de cada lado. 

A gravação estereofônica, em dois canais de som distintos, surge em 1958 e cria o som de alta fidelidade.  

MORTE DE THOMAS MANN

    Em 1955, o escritor Thomas Mann, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1929, considerado o maior autor alemão do século 20, morre perto de Zurique, na Suíça.

Thomas Mann nasce em Lubeck em 6 de junho de 1875. Quando o pai morre, em 1891, ele vai para Munique, a capital da Baviera, um importante centro econômico, artístico e cultural, onde vive até 1933. Seus livros de maior sucesso são Morte em Veneza (1912) e A Montanha Mágica (1924), que lhe valhem o Nobel em 1929.

MURO DE BERLIM

    Em 1961, a Alemanha Oriental ultima os preparativos para a construção do Muro de Berlim, símbolo da divisão do mundo durante a Guerra Fria até sua abertura, em 9 de novembro de 1989. A obra começa na madrugada do dia 13.

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha é ocupada e dividida pela União Soviética, que toma Berlim, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França. Em 1949, as partes sob o controle dos aliados ocidentais formam a Alemanha Ocidental, e a parte soviética, a Alemanha Oriental, sob um regime comunista. Berlim fica do lado oriental e é dividida em Berlim Ocidental e Berlim Oriental.

Quando os aliados ocidentais revelam a intenção de unir suas partes, o ditador soviético Josef Stalin decreta o Bloqueio de Berlim, proibindo o acesso por terra ao lado ocidental da cidade de 24 de junho de 1948 a 12 de maio de 1949. Os aliados fazem a maior ponte aérea militar da história e transportam 2,3 milhões de toneladas de suprimentos ao lado ocidental da antiga capital da Alemanha.

A fundação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pelo Tratado de Washington, em 4 de abril de 1949, é uma reação ao Bloqueio de Berlim.

Em 1949, as partes sob o controle dos aliados ocidentais formam a Alemanha Ocidental, e a parte soviética, a Alemanha Oriental, sob um regime comunista. Berlim fica do lado oriental e é dividida em Berlim Ocidental e Berlim Oriental. 

Com a reconstrução do pós-guerra, a prosperidade e a liberdade do lado ocidental, logo os alemães-orientais começam a fugir para o Ocidente. Depois de fuga de 2,5 milhões, a Alemanha Oriental decide erguer um muro ao redor de Berlim Ocidental e a proibir seus cidadãos de sair do país.

Desde que o muro é erguido, cerca de 5 mil alemães-orientais escapam e cerca de 200 são mortos na fuga. Em 1987, em discurso diante do Portão de Brandemburgo, o então presidente norte-americano fez um apelo ao secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, para "derrubar este muro". Dois anos depois, em 9 de novembro de 1989, o muro é aberto em meio a uma onda de revoluções democráticas na Europa Oriental.

MAIS POPULARES DO QUE JESUS?

    Em 1966, entrevista coletiva, o beatle John Lennon pede desculpas por ter declarado em março daquele ano que para alguns jovens os Beatles "são mais populares do que Jesus Cristo".

A declaração provoca grandes protestos, especialmente nos Estados Unidos, onde religiosos fanáticos convocam manifestações para destruir, quebrar e queimar coletivamente discos e cartazes da banda, e rádios passam a boicotá-los.

"Eu não estava dizendo o que quer que eles disseram que eu estava dizendo. Lamento realmente o que disse. Nunca quis que fosse uma coisa ruim e antirreligiosa. Peço desculpas se isso vai deixá-los felizes. Ainda não sei bem o que eu fiz. Tentei dizer para vocês o que eu fiz, mas se querem que eu peça desculpas, se isso vai deixá-los felizes, então está ok, eu peço", declarou Lennon, no que foi considerado pelos cristãos um pedido de desculpas pela metade.

TIRANOSSAURO-REI

    Em 1990, o mais completo e bem-preservado esqueleto de um tiranossauro-rei é encontrado na Reserva Indígena do Rio Cheyenne, no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, e batizado de Sue, em homenagem a Susan Hendrickson, a paleontóloga responsável pela descoberta.

O fóssil de 67 milhões de anos tem 12,8 metros de comprimento. Só a cabeça tem 1,5 m e pesa 272 quilos. O Museu de História Natural de Chicago o compra por US$ 8,362 milhões num leilão em 1997 depois de anos de batalhas judiciais em torno de sua propriedade. Está em exposição no museu desde 17 de maio de 2000. 

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Julho

PRIMEIRO FORD

    Em 1903, a Ford Motor Company vende seu primeiro automóvel, o Ford Modelo A. Cinco anos depois, lança o bem-sucedido Ford Modelo T.

Henry Ford e 11 sócios fundam a empresa em 1903, no fim da revolução industrial norte-americana, na chamada Era Dourada do capitalismo nos Estados Unidos, quando o país ultrapassa o Reino Unido, no fim do século 19, para se tornar a maior economia do mundo, posição. Ocupa está posição até hoje. Agora, são ameaçados pela China.

A grande jogada da Ford é popularizar o automóvel, tornando-o num produto com consumo em massa. Henry Ford quer que seus operários possam comprar o carro que fabricam. A partir de 1914, paga um salário mínimo de 5 dólares por hora. Também investe em tecnologia. Introduz a linha de montagem móvel, uma revolução na produção industrial.

O fordismo é um sistema de produção em massa e de gestão da empresas criado em 1913 por Ford ao escrever o livro Minha Filosofia e Indústria.

Com sede em Dearborn, no estado de Michigan, a Ford cresce para se tornar uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.

ÁUSTRIA-HUNGRIA DÁ ULTIMATO À SÉRVIA

    Em 1914, pouco menos de um mês depois do assassinato do herdeiro do trono, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip nas ruas de Sarajevo, o embaixador do Império Austro-Húngaro em Belgrado dá um ultimato à Sérvia.

O plano austro-húngaro, elaborado em conjunto com a Alemanha, é provocar uma guerra que o governo de Viena espera vencer rapidamente, antes que a Rússia, poderosa aliada da Sérvia, reaja.

Pelos termos do ultimato, considerado inaceitável e sem precedentes por Winston Churchill, a Áustria-Hungria exige que a Sérvia aceite uma investigação austro-húngara do atentado, proíba toda e qualquer propaganda política contra a Áustria e acabe com todas as organizações terroristas baseadas em território sérvio.

Princip é ligado ao grupo Mão Negra, que fornece armas e leva o assassino de Belgrado para Sarajevo.

Viena dá 48 horas de prazo para a Sérvia. É um ultimato tão duro que o embaixador austríaco, Barão Giesl von Giesling, entrega e prepara sua mudança. Em toda a Europa, há um consenso de que nenhum país independente e soberano pode aceitar tais imposições.

O continente está dividido entre duas alianças. Desde 1882, Alemanha, Áustria-Hungria e Itália formam a Tríplice Aliança, supostamente defensiva, enquanto França, Reino Unido e Rússia se aliam na Tríplice Entente em 1907.

A Sérvia imediatamente apela à aliada Rússia. Em 24 de julho, o Conselho de Ministros do império czarista ordena a mobilização de quatro regiões militares.

No dia seguinte, o primeiro-ministro sérvio, Nicola Pasic, mobiliza o Exército e vai pessoalmente entregar a resposta ao embaixador austro-húngaro. A Sérvia aceita todas as exigências, menos a investigação em seu território.

A resposta não faz a menor diferença. Von Giesling rompe relações da Áustria-Hungria com a Sérvia e vai para a estação ferroviária.

Três dias depois, em 28 de julho, começa a Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Áustria-Hungria declara guerra e ataca a Sérvia. A Alemanha, que apoia a Áustria-Hungria, dá um ultimato a Rússia França e Reino Unido para que permaneçam neutros.

O Reino Unido cobra em 31 de julho de Alemanha e França que respeitem a neutralidade da Bélgica. A Alemanha não responde.

Em 1º de agosto, findo o ultimato alemão, Alemanha e Rússia estão em guerra. O Reino Unido anuncia que fica neutro se a França não for atacada.

A Alemanha invade Luxemburgo em 2 de agosto e troca tiros com guarnições da França. Em 3 de agosto, a Alemanha declara guerra à França. Na manhã de 4 de agosto, invade a Bélgica, que pode ajuda ao Reino Unido com base no Tratado de Londres.

O Reino Unido exige a retirada alemã da Bélgica até meia-noite. Como a Alemanha não recua, os dois países entram em guerra. 

A Itália não participa inicialmente. Alega que a Tríplice Aliança é meramente defensiva. Em 1915, entra ao lado dos aliados ocidentais. O Império Otomano (turco) se une às potências centrais.

A Primeira Guerra Mundial, o conflito que forja o século 20, termina em 11 de novembro de 1918 com a vitória dos aliados ocidentais depois da intervenção dos Estados Unidos. No fim, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo. A Revolução Comunista na Rússia e a ascensão do Nazifascismo são consequências.

Se era "a guerra para acabar com todas as guerras", como afirmava o presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar numa guerra na Europa, a Conferência de Versalhes, em 1919, é a paz para acabar com todas as pazes. Planta as sementes da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

CORONÉIS DERRUBAM MONARQUIA NO EGITO

    Em 1952, a Sociedade dos Oficiais Livres depõe o rei Faruk e toma o poder no Egito num golpe liderado pelo coronel Gamal Abdel Nasser. O rei é acusado de corrupção e pela derrota na Guerra de Independência de Israel (1948-49).

A Revolução dos Coronéis redistribui a terra, processa políticos corruptos e abole a monarquia. Nasser sai da sombra em 1954 como primeiro-ministro e promulga a Constituição da República Socialista Árabe do Egito. Em 1956, assume o novo cargo de presidente e se transforma no grande líder do nacionalismo pan-árabe.

Nasser nacionaliza a empresa que opera o Canal de Suez em 1956, provocando uma intervenção militar da França e do Reino Unido, com o apoio de Israel, na Guerra de Suez. Sob pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, as forças franco-britânicas se retiram e o Egito assume o controle do canal.

Com a derrota esmagadora dos países árabes na Guerra dos Seis Dias (1967) contra Israel, Nasser perde o prestígio e morre em 1970 de ataque cardíaco.

LUTA CONTRA O RACISMO NOS EUA

    Em 1967, começa a Rebelião de Detroit, a mais violenta da onda de protestos de rua contra o racismo do longo e quente verão de 1967 nos Estados Unidos
Em cinco dias de conflitos entre a comunidade negra e a polícia, 43 pessoas morrem, 1.189 saem feridas, mais de 7,2 mil são presas e 1,4 mil prédios vandalizados.

Tudo começa com uma operação policial às 3h45 contra um bar clandestino chamado Blind Pig (Porco Cego), num bairro pobre onde há uma festa para veteranos da Guerra do Vietnã (1964-71). A ação policial em plena madrugada atrai moradores da vizinhança, que se revoltam com a prisão das 82 pessoas.

Enquanto a polícia espera viaturas em quantidade suficiente, um porteiro filho do dono do bar incita a multidão. Joga uma garrafa contra os policiais. Quando a polícia vai embora, a multidão enfurecida saqueia uma loja de roupas próxima. Logo, a onda de saques se amplia.

O governador George Romney convoca a Guarda Nacional e o presidente Lyndon Johnson envia a 82ª e a 101ª divisões aerotransportadas, tropas de elite de paraquedistas que costumam estar na linha de frente das intervenções militares dos EUA no exterior.

AMY WINEHOUSE MORRE

    Em 2011, a cantora, compositora e multi-instrumentista britânica Amy Winehouse, que ganha cinco prêmios Grammy pelo álbum Back to Black (2006), mas enfrenta problemas com álcool e drogas ilícitas, morre de intoxicação alcoólica aos 27 anos.

Amy Winehouse nasce em Londres em 14 de setembro de 1983, filha de mãe farmacêutica que se separa do pai, um motorista de táxi, quando ela tem nove anos. Desde menina, ela revela dotes artísticos. É expulsa da Escola de Teatro Sylvia Young por causa de um piercing no nariz, o que hoje Sylvia Young nega.

Na prestigiada BRIT School, que tem como missão desenvolver a criatividade de jovens de todas as origens sociais para "dar uma grande contribuição à sociedade, Amy mostra talento como atriz e cantora. Aos 16 anos, começa a se apresentar com grupos de jazz.

Com sua poderosa voz contralto, Amy mistura soul, jazz, rhythm & blues e ritmos caribenhos. Quando lança o primeiro álbum, Frank (2006), um sucesso de crítica, é comparada a Sarah Vaughn, Dinah Washington e Billie Holiday.

A vida amorosa tumultuada inspira a poesia cáustica de Back to Black, seu maior sucesso. Depois de casar com Blake Fielder Civil, em 2007, Amy Winehouse entra numa fase de comportamento errático. Perde peso, cancela shows, se apresenta bêbada e é presa na Noruega por posse de maconha. O marido é preso numa briga de bar. Em janeiro de 2008, o jornal sensacionalista britânico The Sun divulga um vídeo em que ela aparece supostamente usando cocaína.

Em 2008, por causa do uso de drogas, não consegue visto para ir para os EUA e participa da entrega dos Prêmios Grammy através de um link via satélite. Back to Black ganha cinco grammies, inclusive melhor disco e melhor música para Rehab.

O casal se divorcia em 2009. Dois anos depois, ela tenta voltar aos palcos, mas a turnê é cancelada depois que Amy aparece doidona no primeiro show. Ela morre no mês seguinte.
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