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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 11 de Agosto

PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA 

    Em 1934, o primeiro grupo de prisioneiros perigosos chega à Ilha de Alcatraz, na Baía de São Francisco, na Califórnia, convertida de prisão militar em prisão federal de segurança máxima dos Estados Unidos.

Os primeiros seres humanos chegam à Baía de São Francisco entre 20 e 10 mil anos antes de Cristo. Quando os europeus a descobrem, há cerca de 10 mil indígenas entre Point Sur, hoje um parque nacional perto de Carmel, e a Baía de São Francisco.

Alcatraz é um lugar de isolamento e ostracismo para quem viola as leis de tribo. É também um local de pesca e coleta de frutos do mar e ovos de aves. Também é refúgio para indígenas que não se submetem ao sistema de missões do início da colonização da Califórnia.

Quando a Califórnia pertence ao México, a ilha é cedida a John Workman para a construção de um farol. Com a Guerra Mexicano-Americana (1846-48) e a conquista de cerca de 40% do território mexicano pelos EUA, há uma preocupação em defender a Baía de São Francisco, especialmente porque em 24 de janeiro de 1848 começa a Corrida do Ouro na Califórnia.

Em 1853, Alcatraz é fortificada por uma guarnição para 200 soldados. A partir de 1868, as instalações passam a ser usadas como prisão para bandoleiros e indígenas rebeldes. Durante as guerras indígenas, muitos índios são confinados na ilha. No século 20, Alcatraz recebe uma quantidade expressiva de presos. É ampliada.

Durante a Grande Depressão (1929-39), uma crise econômica brutal que é a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a criminalidade aumenta nos EUA. Aquela pequena ilha rochosa de 8,9 quilômetros quadrados que fica a 2,4 km da cidade de São Francisco é um bom lugar para assustar qualquer bandido.

De 1934 a 1963, Alcatraz é uma das prisões mais seguras do planeta. Por lá, passam Robert Stroud, James Whitey Bulger e o mais famoso dos mafiosos, Al Capone.

JACKSON POLLOCK MORRE EM ACIDENTE

    Em 1956, morre aos 44 anos em acidente de automóvel em Springs, no estado de Nova York, quando dirigia alcoolizado, o pintor Jackson Pollock, um expoente do expressionismo abstrato, um movimento caracterizado pela livre associação de gestos num método conhecido como "pintura em ação". Ele andava sobre as telas salpicando-as com gotas de tinta.

Paul Jackson Pollock nasce em Cody, no estado de Wyoming, nos Estados Unidos, em 28 de janeiro de 1912. É o mais novo de cinco filhos de Stella May McClure, de origem escocesa, e de LeRoy Pollock, de origem escocesa e irlandesa. O sobrenome original do pai era McCoy, antes de ser adotado por em 1890 pela família Pollock depois da morte de seus pais.

Quando ele tem 11 meses, a família sai de Cody e passa 18 anos na Califórnia e no Arizona. Em 1928, eles vão para Los Angeles, onde Pollock se matricula na Escola Secundária de Artes Manuais e sofre influência de Frederick John de St. Vrain Schwankovsky, um pintor e ilustrador membro da Sociedade Teosófica, uma seita que promove a espiritualidade oculta e metafísica.

Schwankovsky ensina desenho e pintura a Pollock, e o apresenta aos movimentos da arte moderna da Europa e à literatura teosófica. Esta experiência o prepara para seguir a teoria do psicanalista suíço Carl Jung e a explora as imagens do inconsciente na pintura.

Em 1930, Jackson Pollock segue o irmão Charles e vai para Nova York, onde entra para a Liga dos Estudantes de Arte. Depois de alguns anos na miséria durante a Grande Depressão (1929-39), ele consegue um emprego no Projeto de Arte Federal. Isto lhe dá segurança e oportunidade para desenvolver sua arte.

Com problema de alcoolismo, Pollock começa um tratamento psiquiátrico em 1937. No ano seguinte, tem uma crise de saúde mental. É hospitalizado durante quatro meses. Depois deste problema, sua arte se torna semiabstrata e mostra influência dos pintores espanhóis Pablo Picasso e Joan Miró e do muralista mexicano José Clemente Orozco.

Depois do fim do Projeto de Arte Federal, Peggy Guggenheim o contrata em julho de 1943 para sua galeria Arte deste Século, em Nova York, onde ele desenvolve seu estilo totalmente pessoal. Ele pinta Mural para a entrada da casa de Guggenheim. Por sugestão do amigo Marcel Duchamp, Pollock pinta uma tela para ser portátil. O crítico Clement Greenberg observa: "Isto é uma arte extraordinária. Pollock é o maior pintor que este país já produziu."

Em 1947, Pollock usa pela primeira vez a técnica de gotejamento sobre a tela criada por Max Ernst. Coloca a tela no chão e não usa pincéis. 

É descrito por seus contemporâneos como gentil e contemplativo cquando sóbrio e violento quando bebia. A morte vem num acidente quando Pollock dirigia embriagado. Seu conversível sai da estrada, fere uma passageira, Ruth Kligman, com quem tem um caso, e mata sua amiga Edith Metzger.

INDEPENDÊNCIA DO CHADE

    Em 1960, o Chade se torna independente da França sob a liderança de François Tombalbaye, primeiro presidente, mas não consegue paz e estabilidade, e enfrenta cerca de 40 anos de guerra civil e violência, além de um conflito com a vizinha Líbia de 1978 a 1987.


O Chade vira uma república autônoma dentro da Comunidade Francesa em novembro de 1958 e consegue a independência total em agosto de 1960. É um dos países mais pobres do mundo até se tornar um grande produtor de petróleo, em 2003.

É também o berço da humanidade. O primeiro hominídeo, o Sahelanthropus tchadensis, surgiu lá há 7 milhões de anos.

REIS DO IÊ IÊ IÊ

    Em 1964, o primeiro filme dos Beatles, A Hard Day's Night (Os Reis do Iê Iê Iê), tem avant-première em Nova York no auge da Beatlemania.

É uma comédia musical em que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr enfrentam produtores nervosos, fãs histéricas e parentes problemáticos tentando equilibrar os compromissos profissionais e se divertir com sua arte.

O filme é um dos musicais mais influentes de todos os tempos, um precursor dos videoclipes feito com orçamento baixo.

REVOLTA EM LOS ANGELES

    Em 1965, a tensão racial explode no bairro de maioria negra Watts, em Los Angeles, quando dois policiais brancos lutam para submeter e prender um motorista negro suspeito de dirigir bêbado.

Uma multidão se reúne na esquina do Avalon Boulevard com a Rua 116 para ver o que acontece e se revolta. Vê a cena como mais um abuso de poder de caráter racista.

A rebelião se espalha por uma área de 130 quilômetros quadrados no Centro-Sul da segunda maior cidade dos Estados Unidos em população e a maior em área, com saques de lojas, incêndio de prédios e tiroteios com a polícia. Com a intervenção da Guarda Nacional, a violência é controlada em 16 de agosto.

Em cinco dias, 34 pessoas são mortas, 1.032 feridas e cerca de 4 mil presas. O prejuízo material é de US$ 40 milhões.

RETIRADA DO VIETNÃ

    Em 1972, a última unidade de combate terrestre dos Estados Unidos, que defendia a base de Da Nang, deixa o Vietnã do Sul, como parte do acordo de paz com o regime comunista do Vietnã do Norte. 

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75) começa quando os EUA suspendem as eleições para unificar o país, dividido depois da derrota da potência colonial, a França, na Primeira Guerra da Indochina (1946-54), porque os comunistas do Vietnã do Norte liderados por Ho Chi Minh são favoritos.

Os EUA começam a enviar assessores militares ao Vietnã do Sul nos governos Harry Truman (1945-53) e Dwight Eisenhower (1953-61). No fim do governo John Kennedy (1961-63), são mais de 2,8 mil. Alguns atuam em combate.

Depois de forjar o Incidente do Golfo de Tonkin, um ataque falso a navios contratorpedeiros norte-americanos, em 4 de agosto de 1964, o presidente Lyndon Johnson declara guerra ao Vietnã do Norte. Em 1968, os EUA tem 548 mil soldados na Guerra do Vietnã e mais de 30 mil perdas.

Impopular por causa da guerra, Johnson desiste da reeleição em 1968. O presidente Richard Nixon, do Partido Republicano, se elege prometendo acabar com a guerra e ameaça usar armas nucleares. Depois de visitar a China e a União Soviética em 1972, na chamada détente, um período de degelo na Guerra Fria nos anos 1970, a Guerra do Vietnã, com forte oposição interna, perde o sentido para os EUA. Ao todo, mais de 58,2 mil soldados norte-americanos morrem no Vietnã.

Ainda ficam no país 43,5 mil assessores militares, aviadores e tropas de apoio dos EUA. Este número não inclui os marinheiros da 7ª Frota estacionados no Mar do Sul da China nem o pessoal das bases aéreas na Tailândia e na ilha de Guam.

A Guerra do Vietnã termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e reunifica o país sob um regime comunista no poder até hoje. 

Mais de 3 milhões de vietnamitas morrem na Guerra do Vietnã (1955-75). Desde 1986, o Vietnã introduz reformas econômicas no modelo chinês, Doi Moi, que significa Renovação. Em 1995, estabelece relações diplomáticas com os EUA.

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sábado, 1 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Agosto

REI DA FRANÇA ESFAQUEADO

    Em 1589, o rei Henrique III da França é esfaqueado pelo frei dominicano fanático Jacques Clément e morre no dia seguinte, depois de indicar Henrique de Navarra, o futuro Henrique IV, da Dinastia dos Bourbon, um protestante huguenote, como sucessor.

Quarto filho do rei Henrique II e da rainha Catarina de Medici, Alexandre Édouard nasce em 19 de setembro de 1551 no Palácio de Fontainebleau. No reinado do irmão Carlos IX, ele comanda o Exército Real da França na guerra contra os protestantes e vence as batalhas de Jarnac e Moncontour.

Quando ainda é o Duque de Anjou, ajuda a planejar o Massacre dos Huguenotes na Noite de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572, quando cerca de 3 mil protestantes são mortos. A matança se espalha pela França. O total de mortos é estimado entre 10 e 30 mil.

Aos 21 anos, em 1573, é eleito rei da Polônia e grão-duque da Lituânia. Seu governo da Comunidade Polaco-Lituana vai até 1575. Em 1574, ele se torna rei da França como Henrique III. Seu reinado é marcado por quatro guerras religiosas. Ele enfrenta partidos políticos e religiosos apoiados por potências estrangeiros.

Henrique III se prepara para retomar Paris quando é esfaqueado. O assassino é morto na hora pela guarda real.  

HITLER ABRE OLIMPÍADA DE BERLIM

    Em 1936, diante de 100 mil espectadores e 5 mil atletas de 51 países, o ditador nazista Adolf Hitler participa da abertura da Olimpíada de Berlim.


 Ao entrar no Estádio Olímpico, Hitler é saudado pelo Hino da Alemanha Nazista, Deutschland über alles (Alemanha acima de tudo), lema copiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao acender a pira olímpica, a tocha, fabricada pela companhia metalúrgica Krupp, que produz armas para o regime nazista, Hitler dá início à olimpíada que consagraria a superioridade da raça ariana (branca) e da Alemanha. Mas o racismo perde.

O negro norte-americano Jesse Owens demole o mito da supremacia branca ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo. 

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-norte-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Atletas negros ganham 14 das 56 medalhas dos Estados Unidos, mas isso não evita que sejam discriminados pelo sistema segregação racial vigente no país naquela época ao voltar para casa.

LANCHA DE KENNEDY TORPEDEADA

    Em 1943, um contratorpedeiro japonês atinge a lancha torpedeira PT-109, dos Estados Unidos, partindo-a ao meio. Dois marinheiros morrem e 11 sobrevivem, entre eles o futuro presidente John Kennedy.

Depois de cinco horas no mar, os sobreviventes chegam a uma ilha de coral. Kennedy volta a entrar no mar nadando para ver se consegue avisar navios ou aviões norte-americanos. As fortes correntes e um problema crônico nas costas dificultam seu retorno.

Mais tarde, os sobreviventes nadam até uma ilha próxima, acreditando ser Nauru, e mandam uma mensagem numa casca de coco. Kennedy é condecorado pela Marinha dos EUA.

O filme O Herói da PT-109 é lançado em 1963, ano do assassinato de JFK.

ATAQUE AO POSTO DE GASOLINA DE HITLER

    Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), 117 aviões bombardeiros B-24 decolam de uma base aérea aliada na Líbia para atacar os poços de petróleo e as refinarias de Ploiesti, na Romênia, conhecidos como o posto de gasolina de Hitler.


A Operação Maremoto fracassa ao não dar um golpe fatal nas instalações, que processam 8,5 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Os bombardeiros voam a baixa altitude para escapar dos radares alemães e o ataque deixa de ser uma surpresa quando um esquadrão aéreo se perde e precisa de orientação por rádio-comunicação para retomar a rota. O ataque acaba vindo do sul, onde a Alemanha concentra suas baterias antiaéreas.

A ação é caótica, trágica e custosa, com grandes perdas para os aliados: 310 aviadores mortos, 108 capturados e 78 detidos na Turquia. Os aliados alegam ter destruído 40% da capacidade produtiva do campo, mas os danos são logo reparados. Meses depois, as refinarias superam a produção anterior.

posto de gasolina de Hitler continua funcionando até ser capturado pelo Exército Vermelho, da União Soviética, em agosto de 1944.

 TENSÃO RACIAL EXPLODE NO HARLEM

   Em 1943, a tensão racial e a frustração econômica explodem em Nova York no Distúrbio Racial de 1943 no Harlem, o principal bairro negro da cidade.

Em meio a uma discussão acalorada no saguão do Hotel Braddock, um policial branco dá um tiro no soldado negro Robert Bandy, deflagrando uma explosão de violência.

O Harlem é predominantemente branco até a Grande Migração, a fuga de mais de 6 milhões de negros do Sul para o Norte dos Estados Unidos de 1916 a 1970 por causa da segregação racial e da falta de oportunidades, num reflexo tardio da Guerra da Secessão (1861-65) e da discriminação que se segue desde a Reconstrução.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1941, 89% dos moradores do Harlem são negros. Além do recrutamento militar obrigatório, a comunidade negra norte-americana enfrenta as dificuldades econômicas causadas pela guerra.

Na noite daquele 1º de agosto, Marjorie Polite, uma mulher negra, decide reclamar do quarto no Hotel Braddock, que está em decadência. Insatisfeita, pede a devolução do dinheiro.

A discussão leva o policial branco James Collins a dar voz de prisão a Marjorie por "perturbação da ordem pública". 

Em meio à confusão, Bandy chega ao hotel para jantar com a mãe, que está hospedada lá. Ele tenta impedir o policial de bater em Marjorie com o cassetete, é baleado e tratado num hospital com ferimentos leves.

O boato de que Bandy fora morto deflagra uma onda de saques contra empresas de propriedade de brancos, a tal ponto que empresários negros botam placas avisando que seus negócios são de propriedade de negros.

Seis negros morrem e 500 saem feridos quando a Polícia de Nova York e o Exército, convocado pelo prefeito Fiorello La Guardia, ocupam o Harlem. 

No poema Beaumount a Detroit: 1943, o poeta Langston Hughes fala da ironia perversa de que os negros norte-americanos lutem na Segunda Guerra Mundial (1939-45) por um país que não os reconhece: "Faço esta pergunta/porque quero saber/quanto tempo terei de lutar/tanto contra Adolf Hitler quanto contra Jim Crow".

Jim Crow é um nome dado com frequência a negros norte-americanos estereotipados, imortalizado como um personagem do compositor Thomas Rice, que pintava o rosto de preto e ridiculariza os negros ao tratá-los como indolentes, preguiçosos, idiotas e infantis. Dá nome a leis segregacionistas aprovadas no Sul dos EUA depois da Guerra de Secessão (1861-65) e da Abolição da Escravatura.

ANNE FRANK ESCREVE PELA ÚLTIMA VEZ

    Em 1944, Anne Frank, a adolescente judia alemã escondida numa casa em Amsterdã, na Holanda, durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45) escreve pela última vez em seu diário, que se torna um símbolo da inocência perdida, roubada pelo terror do Holocausto.

Anne Frank nasce em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929, ganha o diário no aniversário de 13 anos e escreve nele regularmente durante dois anos, descrevendo a vida cotidiana no esconderijo, um anexo de três andares acima do armazém de seu pai na Prinsengracht 263, em Amsterdã. 

Havia mais sete pessoas: seus pais, Otto e Edith; o sócio de seu pai, Herman van Pels, sua mulher, Auguste, e o filho Peter; e o dentista Fritz Pfeffer.

Três dias depois do último escrito, ela e a família são presas pelos alemães. Os pais vão para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde o pai sobrevive.

Ela e a irmã, Margot Frank, são enviadas para Bergen Belsen, em Hanôver, na Alemanha, onde morrem numa epidemia de tifo em em fevereiro ou março de 1945.

Desde 1960, o museu Casa de Anne Frank é uma das principais atrações turísticas de Amsterdã, visitada por 1,2 milhão de pessoas em média por ano. A revista Time a considera uma das pessoas mais importantes do século 20.

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Julho

PRIMEIRO FORD

    Em 1903, a Ford Motor Company vende seu primeiro automóvel, o Ford Modelo A. Cinco anos depois, lança o bem-sucedido Ford Modelo T.

Henry Ford e 11 sócios fundam a empresa em 1903, no fim da revolução industrial norte-americana, na chamada Era Dourada do capitalismo nos Estados Unidos, quando o país ultrapassa o Reino Unido, no fim do século 19, para se tornar a maior economia do mundo, posição. Ocupa está posição até hoje. Agora, são ameaçados pela China.

A grande jogada da Ford é popularizar o automóvel, tornando-o num produto com consumo em massa. Henry Ford quer que seus operários possam comprar o carro que fabricam. A partir de 1914, paga um salário mínimo de 5 dólares por hora. Também investe em tecnologia. Introduz a linha de montagem móvel, uma revolução na produção industrial.

O fordismo é um sistema de produção em massa e de gestão da empresas criado em 1913 por Ford ao escrever o livro Minha Filosofia e Indústria.

Com sede em Dearborn, no estado de Michigan, a Ford cresce para se tornar uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.

ÁUSTRIA-HUNGRIA DÁ ULTIMATO À SÉRVIA

    Em 1914, pouco menos de um mês depois do assassinato do herdeiro do trono, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip nas ruas de Sarajevo, o embaixador do Império Austro-Húngaro em Belgrado dá um ultimato à Sérvia.

O plano austro-húngaro, elaborado em conjunto com a Alemanha, é provocar uma guerra que o governo de Viena espera vencer rapidamente, antes que a Rússia, poderosa aliada da Sérvia, reaja.

Pelos termos do ultimato, considerado inaceitável e sem precedentes por Winston Churchill, a Áustria-Hungria exige que a Sérvia aceite uma investigação austro-húngara do atentado, proíba toda e qualquer propaganda política contra a Áustria e acabe com todas as organizações terroristas baseadas em território sérvio.

Princip é ligado ao grupo Mão Negra, que fornece armas e leva o assassino de Belgrado para Sarajevo.

Viena dá 48 horas de prazo para a Sérvia. É um ultimato tão duro que o embaixador austríaco, Barão Giesl von Giesling, entrega e prepara sua mudança. Em toda a Europa, há um consenso de que nenhum país independente e soberano pode aceitar tais imposições.

O continente está dividido entre duas alianças. Desde 1882, Alemanha, Áustria-Hungria e Itália formam a Tríplice Aliança, supostamente defensiva, enquanto França, Reino Unido e Rússia se aliam na Tríplice Entente em 1907.

A Sérvia imediatamente apela à aliada Rússia. Em 24 de julho, o Conselho de Ministros do império czarista ordena a mobilização de quatro regiões militares.

No dia seguinte, o primeiro-ministro sérvio, Nicola Pasic, mobiliza o Exército e vai pessoalmente entregar a resposta ao embaixador austro-húngaro. A Sérvia aceita todas as exigências, menos a investigação em seu território.

A resposta não faz a menor diferença. Von Giesling rompe relações da Áustria-Hungria com a Sérvia e vai para a estação ferroviária.

Três dias depois, em 28 de julho, começa a Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Áustria-Hungria declara guerra e ataca a Sérvia. A Alemanha, que apoia a Áustria-Hungria, dá um ultimato a Rússia França e Reino Unido para que permaneçam neutros.

O Reino Unido cobra em 31 de julho de Alemanha e França que respeitem a neutralidade da Bélgica. A Alemanha não responde.

Em 1º de agosto, findo o ultimato alemão, Alemanha e Rússia estão em guerra. O Reino Unido anuncia que fica neutro se a França não for atacada.

A Alemanha invade Luxemburgo em 2 de agosto e troca tiros com guarnições da França. Em 3 de agosto, a Alemanha declara guerra à França. Na manhã de 4 de agosto, invade a Bélgica, que pode ajuda ao Reino Unido com base no Tratado de Londres.

O Reino Unido exige a retirada alemã da Bélgica até meia-noite. Como a Alemanha não recua, os dois países entram em guerra. 

A Itália não participa inicialmente. Alega que a Tríplice Aliança é meramente defensiva. Em 1915, entra ao lado dos aliados ocidentais. O Império Otomano (turco) se une às potências centrais.

A Primeira Guerra Mundial, o conflito que forja o século 20, termina em 11 de novembro de 1918 com a vitória dos aliados ocidentais depois da intervenção dos Estados Unidos. No fim, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo. A Revolução Comunista na Rússia e a ascensão do Nazifascismo são consequências.

Se era "a guerra para acabar com todas as guerras", como afirmava o presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar numa guerra na Europa, a Conferência de Versalhes, em 1919, é a paz para acabar com todas as pazes. Planta as sementes da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

CORONÉIS DERRUBAM MONARQUIA NO EGITO

    Em 1952, a Sociedade dos Oficiais Livres depõe o rei Faruk e toma o poder no Egito num golpe liderado pelo coronel Gamal Abdel Nasser. O rei é acusado de corrupção e pela derrota na Guerra de Independência de Israel (1948-49).

A Revolução dos Coronéis redistribui a terra, processa políticos corruptos e abole a monarquia. Nasser sai da sombra em 1954 como primeiro-ministro e promulga a Constituição da República Socialista Árabe do Egito. Em 1956, assume o novo cargo de presidente e se transforma no grande líder do nacionalismo pan-árabe.

Nasser nacionaliza a empresa que opera o Canal de Suez em 1956, provocando uma intervenção militar da França e do Reino Unido, com o apoio de Israel, na Guerra de Suez. Sob pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, as forças franco-britânicas se retiram e o Egito assume o controle do canal.

Com a derrota esmagadora dos países árabes na Guerra dos Seis Dias (1967) contra Israel, Nasser perde o prestígio e morre em 1970 de ataque cardíaco.

LUTA CONTRA O RACISMO NOS EUA

    Em 1967, começa a Rebelião de Detroit, a mais violenta da onda de protestos de rua contra o racismo do longo e quente verão de 1967 nos Estados Unidos
Em cinco dias de conflitos entre a comunidade negra e a polícia, 43 pessoas morrem, 1.189 saem feridas, mais de 7,2 mil são presas e 1,4 mil prédios vandalizados.

Tudo começa com uma operação policial às 3h45 contra um bar clandestino chamado Blind Pig (Porco Cego), num bairro pobre onde há uma festa para veteranos da Guerra do Vietnã (1964-71). A ação policial em plena madrugada atrai moradores da vizinhança, que se revoltam com a prisão das 82 pessoas.

Enquanto a polícia espera viaturas em quantidade suficiente, um porteiro filho do dono do bar incita a multidão. Joga uma garrafa contra os policiais. Quando a polícia vai embora, a multidão enfurecida saqueia uma loja de roupas próxima. Logo, a onda de saques se amplia.

O governador George Romney convoca a Guarda Nacional e o presidente Lyndon Johnson envia a 82ª e a 101ª divisões aerotransportadas, tropas de elite de paraquedistas que costumam estar na linha de frente das intervenções militares dos EUA no exterior.

AMY WINEHOUSE MORRE

    Em 2011, a cantora, compositora e multi-instrumentista britânica Amy Winehouse, que ganha cinco prêmios Grammy pelo álbum Back to Black (2006), mas enfrenta problemas com álcool e drogas ilícitas, morre de intoxicação alcoólica aos 27 anos.

Amy Winehouse nasce em Londres em 14 de setembro de 1983, filha de mãe farmacêutica que se separa do pai, um motorista de táxi, quando ela tem nove anos. Desde menina, ela revela dotes artísticos. É expulsa da Escola de Teatro Sylvia Young por causa de um piercing no nariz, o que hoje Sylvia Young nega.

Na prestigiada BRIT School, que tem como missão desenvolver a criatividade de jovens de todas as origens sociais para "dar uma grande contribuição à sociedade, Amy mostra talento como atriz e cantora. Aos 16 anos, começa a se apresentar com grupos de jazz.

Com sua poderosa voz contralto, Amy mistura soul, jazz, rhythm & blues e ritmos caribenhos. Quando lança o primeiro álbum, Frank (2006), um sucesso de crítica, é comparada a Sarah Vaughn, Dinah Washington e Billie Holiday.

A vida amorosa tumultuada inspira a poesia cáustica de Back to Black, seu maior sucesso. Depois de casar com Blake Fielder Civil, em 2007, Amy Winehouse entra numa fase de comportamento errático. Perde peso, cancela shows, se apresenta bêbada e é presa na Noruega por posse de maconha. O marido é preso numa briga de bar. Em janeiro de 2008, o jornal sensacionalista britânico The Sun divulga um vídeo em que ela aparece supostamente usando cocaína.

Em 2008, por causa do uso de drogas, não consegue visto para ir para os EUA e participa da entrega dos Prêmios Grammy através de um link via satélite. Back to Black ganha cinco grammies, inclusive melhor disco e melhor música para Rehab.

O casal se divorcia em 2009. Dois anos depois, ela tenta voltar aos palcos, mas a turnê é cancelada depois que Amy aparece doidona no primeiro show. Ela morre no mês seguinte.
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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Julho

 COMEÇA A GUERRA CIVIL ESPANHOLA

    Em 1936, uma rebelião de militares nacionalistas contra o governo republicano da Espanha marca o início da Guerra Civil Espanhola. O conflito armado termina em 1º de abril de 1939 com a vitória das forças do generalíssimo Francisco Franco, que impõe uma ditadura militar fascista até sua morte, em 1975.

Em fevereiro de 1936, são realizadas eleições com a Espanha dividida entre o Bloco Nacionalista, de direita, e a Frente Popular, de esquerda.

A esquerda vence, mas não consegue estabilizar o país. O comandante do Exército, general Francisco Franco, que não é filiado a nenhum partido político, defende a decretação de estado de emergência. É afastado do comando do Exército e enviado para uma guarnição menor nas Ilhas Canárias.

Por algum tempo, Franco se recusa a entrar para a conspiração contra o governo esquerdista, mas acaba aderindo.

Em 18 de julho de 1936, Franco divulga um manifesto apoiando a rebelião militar. No dia seguinte, vai para o Marrocos, onde assume o controle de uma das principais forças do Exército da Espanha.

As forças franquistas invadem a Espanha e marcham até Madri, mas são detidas nos arredores da capital espanhola. Quando preparam o assalto final à cidade, os militares decidem nomear um comandante em chefe da revolta. 

Em 1º de outubro de 1936, Franco é nomeado chefe de Estado do governo nacionalista. Apesar do apoio dos ditadores da Alemanha, Adolf Hitler, e da Itália, Benito Mussolini, leva quase três anos para assumir o controle sobre todo o país, em 1º de abril de 1939. Seu regime executa dezenas de milhares de espanhóis durante e logo após a guerra civil.

Apesar da simpatia pelos países do Eixo, a Espanha franquista fica neutra na Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra a Espanha fascista é marginalizada pela recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU). A reabilitação vem em 1953, quando, no auge da Guerra Fria, os Estados Unidos fazem um acordo militar de 10 anos com Franco.

Para tentar preservar a ditadura depois de sua morte, em 1947, Franco organiza um plebiscito que declara que a Espanha é uma monarquia, com ele como regente até o fim da vida. Em 1969, ele designa o príncipe Juan Carlos como sucessor.

Depois da morte do ditador, o rei Juan Carlos desmonta o regime autoritário, resiste à tentativa de golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981, e transforma a Espanha numa monarquia constitucional.

ABERTA A DISNEYLÂNDIA

     Em 1955, Walt Disney inaugura seu primeiro parque temático, a Disneylândia, construída numa área de 64 hectares em Anaheim, na Grande Los Angeles, na Califórnia, por US$ 17 milhões.

Disney nasce em Chicago em 1901 e funda seu primeiro estúdio em 1928, quando lança o primeiro desenho animado sonoro com o personagem-símbolo da Disneylândia, o camundongo Mickey. É um sucesso que continua até hoje com os outros filmes de animação de Disney.

ACOPLAMENTO EUA-URSS

    Em 1975, em plena Guerra Fria, as superpotências se encontram no espaço pela primeira vez, quando a nave espacial americana Apolo 18 se acopla à espaçonave soviética Soyuz 19.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, elogia os Estados Unidos e a União Soviética pelo espírito de paz e cooperação. 

É o período da détente, um degelo na Guerra Fria que termina com a invasão soviética ao Afeganistão em 24 de dezembro de 1979. Durante 44 horas, astronautas e cosmonautas fazem experiências e compartilham refeições.

Três anos depois da sexta viagem de americanos à Lua, é a última missão do Projeto Apolo. O acoplamento é um teste para possíveis missões de resgate no espaço. Hoje, começa a era do turismo espacial.

GUERRA NA UCRÂNIA DERRUBA AVIÃO DE PASSAGEIROS

   Em 2014, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubam um avião de passageiros Boeing 777 da companhia aérea Air Malaysia na rota Amsterdã-Kuala Lumpur no espaço aéreo da Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo.

Várias companhias europeias alteram a rota dos seus voos por causa da guerra na Ucrânia, mas não a Air Malaysia. Os serviços secretos ocidentais gravam uma comunicação de um oficial russo que manda os rebeldes examinar os destroços do avião e fica indignado ao saber que havia aviões civis cruzando uma zona de guerra.

A Rússia alega que o avião é abatido pelos rebeldes, mas os rebeldes não têm força aérea e não derrubariam um avião russo. Daria pretexto para uma intervenção militar em grande escala, como acontece desde 24 de fevereiro de 2022. 

É o segundo avião da Air Malaysia a desaparecer em 2014. Em 8 de março, outro Boeing 777 some no Oceano Índico depois de ser desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim, provavelmente pelo piloto, num mistério não esclarecido até hoje.

AMBULANTE NEGRO MORRE ASFIXIADO

       Em 2014, um policial de Nova York asfixia e mata com um golpe chamado de gravata o vendedor ambulante negro Eric Garner, suspeito de vender cigarros contrabandeados, que reclama várias vezes dizendo: "Eu não consigo respirar."

Garner, de 43 anos, pai de seis filhos, é conhecido como o "pacificador da vizinhança" na ilha de Staten e também por vender cigarros ilegalmente no terminal de ferryboats.

Os agentes Daniel Panteleo e Justin D'Amico atendem a um chamado por causa de uma suposta briga iniciada por Garner, discutem com o ambulante e Pantaleo aplica o golpe, proibido pelo Departamento de Polícia de Nova York.

Quando as imagens são divulgadas e viralizam nas redes sociais, deflagram uma onda de protestos. A decisão de um júri popular de não denunciar o policial assassino, em 3 de dezembro, causa uma revolta ainda maior.

"Eu não consigo respirar" vira slogan para o movimento contra o racismo e a violência policial Vidas Pretas Importam. A frase é repetida várias vezes por George Floyd, morto em 25 de maio de 2020 pelo policial Derek Chauvin, que o asfixia com um joelho no pescoço durante 9min25seg.

O homicídio brutal provoca uma onda de protestos em dezenas de países. Chauvin é condenado a 22 anos e meio. Os três policiais que o acompanham e nada fazem para salvar Floyd também são condenados.

MORRE LÍDER HISTÓRICO DO MOVIMENTO NEGRO

    Em 2020, morre o deputado e líder dos direitos civis John Lewis, um dos organizadores da Marcha sobre Washington por Empregos e pela Liberdade, liderada pelo reverendo Martin Luther King Jr., em 1963.

Sob a inspiração de Luther King, Lewis lidera o movimento contra a segregação racial em Nashville, no Tennessee. Durante uma marcha de Selma a Montgomery, no Alabama, a violenta repressão policial no Domingo Sangrento, 7 de março de 1965, fratura o crânio do jovem líder negro.

Lewis não se intimida. A marcha é concluída dias depois pelo Dr. King. Em agosto de 1965, o Congresso aprova a Lei dos Direitos de Voto, garantindo o direito de voto para os afroamericanos, parcialmente revogada recentemente pela Suprema Corte.

Com a derrota de Donald Trump na eleição de 2020, os estados de maioria republicana aprovam uma série de reformas para dificultar o voto das minorias, redesenhando distritos eleitorais, reduzindo horários e o número de locais de votação para garantir a supremacia branca.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Julho

ASSASSINATO DE MARAT

   Em 1793, Jean-Paul Marat, um dos líderes da fase mais radical da Revolução Francesa, a fase da Convenção (1792-95), que inclui o Período do Terror (1793-94), é assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, uma monarquista.

Marat é médico. Em 1789, funda o jornal O Amigo do Povo, que faz uma crítica feroz aos poderosos do dia. Em agosto de 1792, a revolução se radicaliza e o rei Luís XVI é preso. Marat, um jacobino, é eleito deputado da Convenção, onde faz oposição aos girondinos, republicanos moderados.

Corday, filha de um aristocrata falido que apoia os girondinos, vê Marat como um símbolo de todo o mal na França. Planeja matá-lo durante as festas de 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha quatro anos antes. Quando a comemoração é suspensa, vai até a casa de Marat e o mata.

PRIMEIRA COPA DO MUNDO

    Em 1930, começa no Uruguai a primeira Copa do Mundo de futebol, com 13 países.

O Brasil perde por 2-1 para a Iugoslávia e ganha de 4-0 da Bolívia, e é eliminado.

Na final, em 30 de julho, no Estádio Centenário, a seleção do Uruguai, conhecida como Celeste Olímpica por ser bicampeã olímpica, vence a Argentina por 4-2.

URSS VENCE BATALHA DE KURSK

    Em 1943, termina em Kursk, no Sudoeste da Rússia, a maior batalha de tanques de história, travada entre a Alemanha Nazista e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Mais de 8 mil tanques (5.128 soviéticos e 2.928 alemães), 5 mil aviões e 2 milhões de soldados participam da Batalha de Kursk, que depois da Batalha de Stalingrado repele a ofensiva nazista na URSS. Pouco menos de 178 mil soviéticos e mais de 54 mil alemães morrem em combate.

 A batalha começa em 5 de julho, quando 38 divisões alemãs, quase a metade blindadas, atacam o Exército Vermelho. Desta vez, as forças soviéticas têm tanques melhores e mais cobertura aérea, e destroem 40% dos blindados nazistas.

O comandante militar alemão, marechal-de-campo Günther von Kluge, suspende o ataque e, em 23 de julho, os soviéticos forçam os alemães a voltar às posições anteriores. É o fim da ofensiva nazista na URSS. Em agosto, os alemães estão em retirada em toda a frente oriental. A contraofensiva do Exército Vermelho toma Berlim em 8 de maio de 1945. É o fim da guerra na Europa.

KENNEDY CANDIDATO

    Em 1960, a Convenção Nacional do Partido Democrata nomeia o senador John Kennedy como candidato à Casa Branca.

Kennedy vence o senador texano Lyndon Johnson, indicado no dia seguinte como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, e derrota na eleição presidencial o vice-presidente Richard Nixon, com quem trava os primeiros debates presidenciais transmitidos pela televisão da história.

Kennedy se torna o mais jovem presidente dos EUA e o primeiro católico; o segundo é Joe Biden. No seu breve governo (1961-63), há a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, e a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS. Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começa a construir o Muro de Berlim.

O governo Kennedy decide enviar um homem à Lua e apoia o movimento pelos direitos civis dos negros, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. Mas amplia o envolvimento de assessores militares americanos na Guerra do Vietnã (1955-75). Acaba tragicamente com a morte do presidente num atentado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

FORD DEMITE IACOCCA

    Em 1978, o presidente da companhia automobilística Ford, Henri Ford II, demite o diretor-geral Lee Iacocca depois de anos de tensão entre os dois.

Filho de imigrantes italianos, Iacocca nasce na Pensilvânia em 1924 e começa a trabalhar na Ford como engenheiro em 1946. Logo passa ao setor de vendas e ascende à direção-geral depois de lançar o Mustang, um carro esportivo acessível que vira sucesso mundial.

Um ano depois de ser demitido pela Ford, Iacocca torna-se diretor-geral da Chrysler, que recebe uma ajuda de US$ 1,5 bilhão do governo dos Estados Unidos para não falir, o que enfraqueceria a indústria automobilística americana, na época a maior do mundo.

Iacocca lidera a recuperação da Chrysler, que em 1984 lucra mais de US$ 2,4 bilhões. É a década do Super-Japão, visto na época como um desafio à supremacia americana. Iacocca é uma das vozes mais eloquentes da indústria norte-americana contra o protecionismo japonês.

MAIOR CONCERTO DOS TRÊS TENORES

    Em 1997, os Três Tenores – Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo – fazem no estádio Camp Nou, em Barcelona, sua apresentação para o maior público: 65 mil pessoas.

De 1990 a 2005, estes cantores extraordinários fazem juntos 33 concertos que ajudam a democratizar a ópera.

No dia da apresentação em Barcelona, o grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassina o vereador conservador Miguel Ángel Blanco. Antes do show, há três minutos de silêncio em homenagem a Blanco.

VIDAS PRETAS IMPORTAM

    Em 2013, aparece pela primeira vez a frase "vidas pretas importam", que vira lema do movimento antirracista nos Estados Unidos.

Indignada com a absolvição na Flórida do vigilante George Zimmerman, que matara em 2012 o jovem negro Trayvon Martin, de 18 anos, Alicia Garza, residente na Califórnia, escreve no Facebook as palavras que se tornam o novo lema da luta contra o racismo.

Garza sofre de "uma tristeza profunda". Está mais revoltada ainda porque muitos culpam a vítima e não no flagelo do racismo. Um amigo, Patrice Cullors, líder comunitário em Los Angeles, responde com a hashtag #BlackLivesMatter (VidasPretasImportam), que logo viraliza nas redes sociais.

Quando Michael Brown é morto em Ferguson, no Missouri, em 9 de agosto 2014, o movimento sai às ruas. No início, a maioria dos norte-americanos considera o movimento radical, mas com o tempo sua ideia central é aceita como uma defesa do direito à vida.

Depois do assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 o apoio ao movimento cresce rapidamente em duas semanas nos EUA e se veem pelo mundo inteiro passeatas de negros, brancos, aborígenes, indígenas e gente de todas as origens étnicas marchando juntos contra o racismo e a violência policial.

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