Mostrando postagens com marcador Áustria-Hungria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Áustria-Hungria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 6 de Outubro

PAPA JULGADO APÓS A MORTE

    Em 891, Formoso é eleito papa. Ele seria julgado depois da morte no Sínodo do Cadáver, um dos atos mais bizarros da história da Igreja Católica.

O papa Nicolau I (858-867) o nomeia bispo e cardeal em 864 e o manda converter a Bulgária. Os papas Adriano II (867-872) e João VIII (872-882) o enviam em missões na França, mas Formoso cai em desgraça em 876, provavelmente por causa de um desentendimento em torno da coroação de Carlos II, do Sacro Império Romano-Germânico.

Formoso é reabilitado pelo papa Marinho I (882-884). Nos pontificados de Adriano III (884-885) e Estêvão V (885-891), a influência de Formoso cresce e é eleito sucessor. Para se livrar dos co-imperadores romano-germânicos Guido II de Spoleto e seu filho Lamberto II, Formoso convida Arnulfo da Caríntia, rei dos francos orientais, para invadir Roma.

Em 896, Formoso coroa Arnulfo como imperador do Sacro Império, mas ele tem uma paralisia quando se prepara para atacar Spoleto e volta para a Alemanha. Formoso morre em 4 de abril de 896 deixando o conflito em aberto.

Nove meses após sua morte, o cadáver de Formoso é exumado da cripta papal para ser colocado num trono e julgado no chamado Sínodo do Cadáver, convocado pelo papa Estêvão VI (896-897), com um diácono fazendo sua voz. 

Formoso é condenado por violar a lei canônica ao ser papa (bispo de Roma) já sendo bispo de Porto e perjúrio (mentir sob juramento) entre outros crimes contra a lei da Igreja. Sua eleição para papa é anulada e todos os seus atos como sumo pontífice são revogados. Seu corpo é enterrado e depois jogado no Rio Tibre.

O processo forjado causa uma revolta popular. Estêvão VI é preso e estrangulado, O papa Teodoro II (897), em seu pontificado de apenas 20 dias, restaura todas as ordenações de Formoso. E o papa João IX (898-900) condena o Sínodo do Cadáver e anula todos as seus atos.

MÁRTIRES DE ARAD

    Em 1849, a Áustria executa 13 generais (cinco húngaros, quatro alemães, dois armênios, um sérvio e um croata), os Mártires de Arad, por sua ação na Revolução Húngara (1848-49) contra o império dos Habsburgo, herdeiro do Sacro Império Romano-Germânico, que domina a Hungria desde 1526. Cinco são fuzilados e oito morrem na forca.

Sob a inspiração da Revolução de 1848 na França e do nacionalismo húngaro, em 15 de março daquele ano, uma revolta popular pacífica liderada por poetas e intelectuais defende a independência da Hungria do governo imperial de Viena. Eles abolem a censura em Peste e fazem várias exigências.

Sob a liderança de Lajos Kossuth, líder da oposição nacionalista, o Parlamento aprova as Leis de Março, também chamadas de Leis de Abril, com medidas importantes como a generalização da cobrança de impostos, uma reforma agrária, a reformulação da câmara baixa do Parlamento em bases representativas e a restauração da integridade territorial da Hungria.

É o terceiro país da Europa a adotar eleições democráticas para o Parlamento, depois da França (1791) e da Bélgica (1831)

Mas o novo governo tem inimigos: conservadores contrários à reforma agrária, a elite educada em Viena favorável ao império, e sérvios, romênios e croatas, que não reconhecem a autoridade de Buda e Peste.

Em setembro de 1848, as forças leais a Viena invadem a Hungria, mas um exército improvisado consegue expulsar o invasor. Quando o imperador Francisco José ascende ao trono da Áustria, em 2 de dezembro 1848, renova a ofensiva para subjugar a Revolução Húngara e pede ajuda ao czar Nicolau I, da Rússia, para finalmente derrotar os nacionalistas.

A execução dos Mártires de Arad (na época parte do Reino da Hungria, hoje parte da Romênia) é um marco da derrota final da guerra pela independência e consolida o domínio do Império Austríaco sobre a Hungria. 

Duas décadas depois, diante da derrota para a Prússia em 1866, sob pressão da aristocracia húngara, surge a monarquia dual, o Império Austro-Húngaro para acomodar os interesses da Hungria. No fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os impérios Alemão, Austro-Húngaro, Russo e Otomano são dissolvidos.

ÁUSTRIA-HUNGRIA ANEXA BÓSNIA-HERZEGOVINA

    Em 1908, o Império Austro-Húngaro anuncia a anexação da Bósnia-Herzegovina, que formalmente está sob o controle do Império Otomano.

Desde o Congresso de Berlim, em 1878, a Áustria-Hungria controla a região. Uma revolta dos Jovens Turcos contra o Império Otomano cria a oportunidade para a Áustria-Hungria reafirmar seu controle sobre a região dos Bálcãs, sob protesto dos sérvios e do movimento pan-eslavista na Europa.

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho de 1914, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip é a causa imediata da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que começa um mês depois.

GUERRA DO YOM KIPPUR

    Em 1973, durante o feriado religioso judaico do Dia do Perdão (Yom Kippur), mais de 100 mil soldados do Egito atravessem o Canal de Suez e invadem a Península do Sinai enquanto a Síria ataca em outra frente na maior empreitada militar árabe da era moderna. É o início da Guerra do Yom Kippur, uma tentativa de recuperar os territórios árabes ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967).

Os Estados Unidos fazem então a maior ponte aérea militar da história, a Operação Nickel Grass. Durante 32 dias, entregam 22.325 toneladas de equipamentos, tanques, peças de artilharia, munição e peças de reposição para aviões a Israel diretamente no campo de batalha, a ponto do então ditador do Egito, Anuar Sadat, reclamar para o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Henry Kissinger, que pode enfrentar Israel, mas não os EUA.

A confrontação entre as superpotências quase deflagra uma guerra nuclear. Quando Israel domina o espaço aéreo, cerca e ameaça destruir o 3º Exército do Egito no Sinai, a União Soviética entra em alerta nuclear e ameaça ir à guerra. É o único alerta nuclear da URSS durante a Guerra Fria.

Diante da impotência no campo de batalha, os países árabes, liderados pelo rei Faiçal, da Arábia Saudita, iniciam um embargo à venda de petróleo aos aliados de Israel, provocando a primeira crise do petróleo. Os preços do petróleo bruto quadruplicam. Nos países ocidentais, os motoristas fazem fila em postos de gasolina. Acaba a era dos carrões.

Quatro anos depois, seguindo conselho de Kissinger, Sadat rompe a aliança com a URSS, aproxima-se dos EUA, visita Israel e negocia a paz nos Acordos de Camp David como única maneira de recuperar o Sinai. Israel aceita porque o Egito tem o maior exército do mundo árabe e há um adágio no Oriente Médio que diz: "Não há guerra sem o Egito nem paz sem a Síria."

Nunca mais os países árabes realizaram um ataque conjunto contra Israel. Sadat e o primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, ganham o Prêmio Nobel da Paz, mas o ditador egípcio paga com a vida.

A crise do petróleo acaba com o modelo econômico da ditadura militar brasileira, baseado em energia e mão de obra baratas. É o fim do milagre econômico e a origem da hiperinflação, herança maldita da ditadura militar que só seria debelada pelo Plano Real em 1994.

GANGUE DOS QUATRO PRESA

    Em 1976, depois da morte de Mao Tsé-tung, a Gangue ou Camarilha dos Quatro, da qual sua terceira mulher, Jiang Qing (pronuncia-se Chin), faz parte, cai em desgraça e é presa. É o fim da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) na China.

Zhang, Wang, Jiang e Yao

Dentro da luta interna pelo poder dentro do regime com líderes como Liu Shaoqi, Deng Xiaoping e Peng Zhen, Mao lança a Revolução Cultural em 16 de maio de 1966. Sob pressão da intervenção militar dos Estados Unidos no vizinho Vietnã e da perseguição e massacre de comunistas na Indonésia, o Grande Timoneiro denuncia a infiltração de elementos burgueses no partido e na sociedade para restaurar o capitalismo por medo que a China seja o próximo alvo..

Mao convoca a juventude a "bombardear os quartéis-generais" porque "se revoltar é justificado". Armados com o Livro Vermelho de Mao, os guardas vermelhos percorrem o país impondo as ideias do livro. Professores, intelectuais e líderes do partido, inclusive o líder das reformas capitalistas iniciadas em 1978, Deng Xiaoping, e o pai do atual ditador, Xi Jinping, são enviados para reeducação pelos camponeses em fazendas coletivas.

Há uma total inversão de valores. Obras de artes e arquitetura são destruídas como símbolos do período imperial. O trânsito anda no sinal vermelho e pare no sinal verde. Jiang Qing cuida do setor cultural, decide o que os chineses podem ler, ver e ouvir.

Lin Biao, um marechal do Exército Popular de Libertação que comandara a guerra revolucionária no Nordeste da China e a intervenção chinesa na Guerra da Coreia (1950-53), é nomeado vice-presidente e sucessor de Mao. Mas também cai em desgraça, sob a acusação de tramar um golpe fracassado contra Mao e morre numa queda de avião suspeita em 13 de setembro de 1971, quando tenta fugir da China. 

A Revolução Cultural perde o ímpeto. Desde os incidentes de fronteira com a União Soviética, em 1969, quase uma guerra entre as duas grandes potências comunistas, os militares pedem ao partido o fim da anarquia interna. 

O risco de conflito com a URSS leva a uma aproximação com os EUA, com as visitas do assessor de segurança nacional Henry Kissinger e do presidente Richard Nixon à China.

Em 1972, a Gangue dos Quatro ascende ao poder e toma conta dos principais órgãos do partido a um nível que não se sabe se cumprem as ordens de Mao ou agem por conta própria. Alem de Madame Mao, fazem parte Zhang Chunqiao, Yao Wenyuan e Wang Hongwen. Todos se descatam em Xangai no início da Revolução Cultural.

Em 1973, o primeiro-ministro Chu Enlai, que aceita a Revolução Cultural mas nunca a apoia totalmente, é nomeado vice-presidente do Partido Comunista e reabilita Deng Xiaoping. A morte de Chu provoca o Incidente da Praça da Paz Celestial, dois dias de protestos, em 4 e 5 de abril de 1976, com 2 milhões de uma população que quer honrar um líder respeitado.

O Comitê Central do PC, dominado pela Gangue dos Quatro, considera as manifestações antirrevolucionárias, Sob a alegação de organizar os protestos, o vice-primeiro-ministro Deng é destituído e posto em prisão domiciliar. 

A morte de Mao, em 9 de setembro, é o golpe final na Gangue dos Quatro. No fim do mês, o novo líder, Hua Guofeng, critica o radicalismo dos meios de comunicação uma reunião do Politburo, o Birô Político do Comitê Central do partido. Madame Mao reage indignada e exige ser nomeada presidente do partido.

Em 4 de outubro, o grupo extremista adverte num jornal que qualquer reformista que interfira nos princípios estabelecidos [por Mao] "não vai terminar bem". A Gangue dos Quatro conta com um apoio militar que não tem.

Uma reunião de emergência do Politburo é convocada para 6 de outubro no Grande Salão do Povo com presença obrigatória. Quando entram pelas portas giratórias no vestíbulo do prédio, os membros da Gangue dos Quatro são presos um a um. Uma unidade especial vai à casa de Madame Mao para prendê-la.

Naquele noite, os propagandistas da Gangue dos Quatro na mídia e na universidade são presos. Os aliados da gangue em Xangai são convocados para uma reunião em Beijim e são presos. A tentativa de chegar ao poder absoluto chega ao fim. Wang Hongwen resiste e mata dois guardas que tentam prendê-lo.

No julgamento da Gangue dos Quatro, realizado em 1980 e 1981, Jiang Qing e Zhang Chunqiao são condenados à morte. Yao Wenyuan e Wang Hongwen pegam 20 anos de prisão.

Com o partido e a sociedade dilacerados pela Revolução Cultural, Deng percebe que a única ideia capaz de unir o partido e a sociedade é modernização. Ele lança o programa das quatro modernizações: agricultura, defesa, indústria, e ciência e tecnologia. Em discurso em 13 de dezembro de 1978, lança as reformas e a abertura econômica que tornam a China na segunda maior economia e na maior potência industrial do mundo.

ASSASSINATO DE SADAT

    Em 1981, durante uma festividade militar para comemorar o aniversário do início da Guerra do Yom Kippur, extremistas muçulmanos do grupo Jihad Islâmica metralham o palanque das autoridades e matam o ditador do Egito, Anuar Sadat, numa vingança porque ele fez a paz com Israel.

Os terroristas, liderados por Khaled el-Islambouli, tenente do Exército do Egito, param em frente ao palanque, dão tiros e jogam granadas contra o ditador e outras autoridades. Sadat leva quatro tiros e morre duas horas depois. Outras 10 pessoas morrem no atentado.

Em novembro, 25 pessoas vão a julgamento. Todos, inclusive o futuro líder da rede terrorista Al Caeda Ayman al-Zawahiri, admitem com orgulho sua participação. Islambouli e outros quatro são condenados à morte e executados. Os outros pegam diferentes penas de prisão.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

terça-feira, 28 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

SAN MARTÍN PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão de 2022.

Ao voltar a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, o presidente Donald Trump tenta ignorar esta emenda para negar cidadania a filhos de imigrantes ilegais. A Suprema Corte considerou ilegal o decreto de Trump. 

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 

No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápida invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominam a política internacional na segunda metade do século 20.

Entre as consequências nefastas da Conferência de Versalhes, a "paz para acabar com todas as bases", estão a humilhação da Alemanha e o revanchismo que alimenta o nazifascismo.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chega a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Julho

PRIMEIRO FORD

    Em 1903, a Ford Motor Company vende seu primeiro automóvel, o Ford Modelo A. Cinco anos depois, lança o bem-sucedido Ford Modelo T.

Henry Ford e 11 sócios fundam a empresa em 1903, no fim da revolução industrial norte-americana, na chamada Era Dourada do capitalismo nos Estados Unidos, quando o país ultrapassa o Reino Unido, no fim do século 19, para se tornar a maior economia do mundo, posição. Ocupa está posição até hoje. Agora, são ameaçados pela China.

A grande jogada da Ford é popularizar o automóvel, tornando-o num produto com consumo em massa. Henry Ford quer que seus operários possam comprar o carro que fabricam. A partir de 1914, paga um salário mínimo de 5 dólares por hora. Também investe em tecnologia. Introduz a linha de montagem móvel, uma revolução na produção industrial.

O fordismo é um sistema de produção em massa e de gestão da empresas criado em 1913 por Ford ao escrever o livro Minha Filosofia e Indústria.

Com sede em Dearborn, no estado de Michigan, a Ford cresce para se tornar uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.

ÁUSTRIA-HUNGRIA DÁ ULTIMATO À SÉRVIA

    Em 1914, pouco menos de um mês depois do assassinato do herdeiro do trono, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip nas ruas de Sarajevo, o embaixador do Império Austro-Húngaro em Belgrado dá um ultimato à Sérvia.

O plano austro-húngaro, elaborado em conjunto com a Alemanha, é provocar uma guerra que o governo de Viena espera vencer rapidamente, antes que a Rússia, poderosa aliada da Sérvia, reaja.

Pelos termos do ultimato, considerado inaceitável e sem precedentes por Winston Churchill, a Áustria-Hungria exige que a Sérvia aceite uma investigação austro-húngara do atentado, proíba toda e qualquer propaganda política contra a Áustria e acabe com todas as organizações terroristas baseadas em território sérvio.

Princip é ligado ao grupo Mão Negra, que fornece armas e leva o assassino de Belgrado para Sarajevo.

Viena dá 48 horas de prazo para a Sérvia. É um ultimato tão duro que o embaixador austríaco, Barão Giesl von Giesling, entrega e prepara sua mudança. Em toda a Europa, há um consenso de que nenhum país independente e soberano pode aceitar tais imposições.

O continente está dividido entre duas alianças. Desde 1882, Alemanha, Áustria-Hungria e Itália formam a Tríplice Aliança, supostamente defensiva, enquanto França, Reino Unido e Rússia se aliam na Tríplice Entente em 1907.

A Sérvia imediatamente apela à aliada Rússia. Em 24 de julho, o Conselho de Ministros do império czarista ordena a mobilização de quatro regiões militares.

No dia seguinte, o primeiro-ministro sérvio, Nicola Pasic, mobiliza o Exército e vai pessoalmente entregar a resposta ao embaixador austro-húngaro. A Sérvia aceita todas as exigências, menos a investigação em seu território.

A resposta não faz a menor diferença. Von Giesling rompe relações da Áustria-Hungria com a Sérvia e vai para a estação ferroviária.

Três dias depois, em 28 de julho, começa a Primeira Guerra Mundial (1914-18). A Áustria-Hungria declara guerra e ataca a Sérvia. A Alemanha, que apoia a Áustria-Hungria, dá um ultimato a Rússia França e Reino Unido para que permaneçam neutros.

O Reino Unido cobra em 31 de julho de Alemanha e França que respeitem a neutralidade da Bélgica. A Alemanha não responde.

Em 1º de agosto, findo o ultimato alemão, Alemanha e Rússia estão em guerra. O Reino Unido anuncia que fica neutro se a França não for atacada.

A Alemanha invade Luxemburgo em 2 de agosto e troca tiros com guarnições da França. Em 3 de agosto, a Alemanha declara guerra à França. Na manhã de 4 de agosto, invade a Bélgica, que pode ajuda ao Reino Unido com base no Tratado de Londres.

O Reino Unido exige a retirada alemã da Bélgica até meia-noite. Como a Alemanha não recua, os dois países entram em guerra. 

A Itália não participa inicialmente. Alega que a Tríplice Aliança é meramente defensiva. Em 1915, entra ao lado dos aliados ocidentais. O Império Otomano (turco) se une às potências centrais.

A Primeira Guerra Mundial, o conflito que forja o século 20, termina em 11 de novembro de 1918 com a vitória dos aliados ocidentais depois da intervenção dos Estados Unidos. No fim, desaparecem os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo. A Revolução Comunista na Rússia e a ascensão do Nazifascismo são consequências.

Se era "a guerra para acabar com todas as guerras", como afirmava o presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar numa guerra na Europa, a Conferência de Versalhes, em 1919, é a paz para acabar com todas as pazes. Planta as sementes da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

CORONÉIS DERRUBAM MONARQUIA NO EGITO

    Em 1952, a Sociedade dos Oficiais Livres depõe o rei Faruk e toma o poder no Egito num golpe liderado pelo coronel Gamal Abdel Nasser. O rei é acusado de corrupção e pela derrota na Guerra de Independência de Israel (1948-49).

A Revolução dos Coronéis redistribui a terra, processa políticos corruptos e abole a monarquia. Nasser sai da sombra em 1954 como primeiro-ministro e promulga a Constituição da República Socialista Árabe do Egito. Em 1956, assume o novo cargo de presidente e se transforma no grande líder do nacionalismo pan-árabe.

Nasser nacionaliza a empresa que opera o Canal de Suez em 1956, provocando uma intervenção militar da França e do Reino Unido, com o apoio de Israel, na Guerra de Suez. Sob pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, as forças franco-britânicas se retiram e o Egito assume o controle do canal.

Com a derrota esmagadora dos países árabes na Guerra dos Seis Dias (1967) contra Israel, Nasser perde o prestígio e morre em 1970 de ataque cardíaco.

LUTA CONTRA O RACISMO NOS EUA

    Em 1967, começa a Rebelião de Detroit, a mais violenta da onda de protestos de rua contra o racismo do longo e quente verão de 1967 nos Estados Unidos. 
Em cinco dias de conflitos entre a comunidade negra e a polícia, 43 pessoas morrem, 1.189 saem feridas, mais de 7,2 mil são presas e 1,4 mil prédios vandalizados.

Tudo começa com uma operação policial às 3h45 contra um bar clandestino chamado Blind Pig (Porco Cego), num bairro pobre onde há uma festa para veteranos da Guerra do Vietnã (1964-71). A ação policial em plena madrugada atrai moradores da vizinhança, que se revoltam com a prisão das 82 pessoas.

Enquanto a polícia espera viaturas em quantidade suficiente, um porteiro filho do dono do bar incita a multidão. Joga uma garrafa contra os policiais. Quando a polícia vai embora, a multidão enfurecida saqueia uma loja de roupas próxima. Logo, a onda de saques se amplia.

O governador George Romney convoca a Guarda Nacional e o presidente Lyndon Johnson envia a 82ª e a 101ª divisões aerotransportadas, tropas de elite de paraquedistas que costumam estar na linha de frente das intervenções militares dos EUA no exterior.

AMY WINEHOUSE MORRE

    Em 2011, a cantora, compositora e multi-instrumentista britânica Amy Winehouse, que ganha cinco prêmios Grammy pelo álbum Back to Black (2006), mas enfrenta problemas com álcool e drogas ilícitas, morre de intoxicação alcoólica aos 27 anos.

Amy Winehouse nasce em Londres em 14 de setembro de 1983, filha de mãe farmacêutica que se separa do pai, um motorista de táxi, quando ela tem nove anos. Desde menina, ela revela dotes artísticos. É expulsa da Escola de Teatro Sylvia Young por causa de um piercing no nariz, o que hoje Sylvia Young nega.

Na prestigiada BRIT School, que tem como missão desenvolver a criatividade de jovens de todas as origens sociais para "dar uma grande contribuição à sociedade, Amy mostra talento como atriz e cantora. Aos 16 anos, começa a se apresentar com grupos de jazz.

Com sua poderosa voz contralto, Amy mistura soul, jazz, rhythm & blues e ritmos caribenhos. Quando lança o primeiro álbum, Frank (2006), um sucesso de crítica, é comparada a Sarah Vaughn, Dinah Washington e Billie Holiday.

A vida amorosa tumultuada inspira a poesia cáustica de Back to Black, seu maior sucesso. Depois de casar com Blake Fielder Civil, em 2007, Amy Winehouse entra numa fase de comportamento errático. Perde peso, cancela shows, se apresenta bêbada e é presa na Noruega por posse de maconha. O marido é preso numa briga de bar. Em janeiro de 2008, o jornal sensacionalista britânico The Sun divulga um vídeo em que ela aparece supostamente usando cocaína.

Em 2008, por causa do uso de drogas, não consegue visto para ir para os EUA e participa da entrega dos Prêmios Grammy através de um link via satélite. Back to Black ganha cinco grammies, inclusive melhor disco e melhor música para Rehab.

O casal se divorcia em 2009. Dois anos depois, ela tenta voltar aos palcos, mas a turnê é cancelada depois que Amy aparece doidona no primeiro show. Ela morre no mês seguinte.
ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sábado, 23 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Maio

PRISÃO DE JOANA D'ARC

    Em 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de Borgonha, aliadas da Inglaterra na Guerra dos Cem Anos (1337-1453).

A Donzela de Orleans é uma guerreira, uma heroína e uma santa francesa, homenageada em 30 de maio, dia da sua morte. Aos 17 anos, lidera o Exército Real da França.

Joana d'Arc nasce em 1412 em Donrémy, no Nordeste da Franca, numa família camponesa e alega ter visões de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida que a inspiram a se unir ao exército de Carlos VI para livrar a França do domínio da Inglaterra. Vira uma heroína ao entrar em combate no Cerco de Orleans, de 12 de outubro de 1428 a 8 de maio de 1429, a primeira grande vitória francesa depois da derrota na Batalha de Agincourt, em 25 de outubro de 1415.

A França obtém outras vitórias, mas o Cerco de Paris, de 3 a 8 de setembro, fracassa. Em 23 de maio de 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de João, Duque de Borgonha, aliado da Inglaterra. É julgada pelo bispo Pierre Cauchon, que faz acusações de cunho religioso e a condena à morte na fogueira como uma bruxa.

Na História dos Povos da Língua Inglesa, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill considera um grande erro a execução na fogueira, em Ruan, em 30 de maio de 1341, que a transforma em mártir. Em 1456, um Tribunal da Inquisição autorizado pelo papa Calisto III a proclama inocente e mártir da Igreja.

Depois da Reforma Protestante, no século 16, Joana d'Arc vira um símbolo da Igreja Católica. Por decisão de Napoleão Bonaparte, em 1803, torna-se um símbolo nacional de França. É beatificada em 1909 e declarada Santa Joana d'Arc em 1920. Hoje é a heroína cultuada pela extrema direita francesa.

COMEÇA GUERRA DOS TRINTA ANOS

    Em 1618, a Terceira Defenestração de Praga, em que protestantes tchecos jogam dois representantes do imperador católico do Sacro Império Romano-Germânico pela janela do Castelo de Praga, dá início à Guerra dos Trinta Anos.

A defenestração é uma rejeição à tentativa do imperador de restringir a liberdade religiosa. A guerra causada pelo conflito entre católicos e protestantes se transforma numa grande disputa pelo poder na Europa.

É no início um conflito religioso que começa dentro do Sacro Império, com os católicos austríacos e espanhóis lutando contra os reinos e principados protestantes. Depois das intervenções da Dinamarca (1625-29) e da Suécia (1630-35) do lado dos protestantes, a França, apesar de majoritariamente católica, intervém ao lado dos protestantes em 1635 sob a liderança do Cardeal de Richelieu, primeiro-ministro do rei Luís XIII.

A Guerra dos Trinta Anos é o conflito que provoca as invasões holandesas no Nordeste do Brasil e o fim da União Ibérica, o período da história do Brasil conhecido como Domínio Espanhol (1580-1640), quando o rei da Espanha reina também em Portugal. Richelieu fomenta a Revolta de Lisboa, em 1º de maio de 1640, para Portugal recuperar a independência e enfraquecer a Espanha, o que acontece em 1º de dezembro do mesmo ano.

Cinco dias após a ascensão de Luís XIV ao trono da França com menos de cinco anos, a França quebra na Batalha de Rocroi o mito da invencibilidade espanhola nas guerras europeias. No fim da guerra, a França toma o lugar da Espanha como a maior potência da Europa continental.

A Paz da Vestfália, assinada em 24 de outubro de 1648, cria uma nova ordem internacional para acabar com as guerras religiosas na Europa. Consagra os princípios de soberania nacional e não intervenção nos assuntos internos de outros países como bases da sociedade internacional, embora sejam seguidamente violados.

GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1777, as forças do coronel Return Jonathan Meigs, do Exército Continental, capturam 24 navios britânicos e queimam suprimentos destinados aos casacas vermelhas (britânicos) em Sag Harbor, no estado de Nova York, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83). 

Com baionetas, sem dar tiros para não chamar a atenção, os patriotas americanos tomam o forte britânico e prendem o comandante. Seis soldados britânicos são mortos e 90 capturados. É o único ataque bem-sucedido dos rebeldes a Long Island durante a guerra. 

ITÁLIA DECLARA GUERRA À ÁUSTRIA-HUNGRIA

    Em 1915, a Itália declara guerra ao Império Austro-Húngaro e entra na Primeira Guerra Mundial (1914-18) ao lado da Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia). 

Quando a guerra começa, em julho e agosto de 1914, a Itália opta pela neutralidade, apesar de fazer parte da Tríplice Aliança, criada em 1882, ao lado da Alemanha e da Áustria-Hungria, sob a alegação de que a aliança é defensiva. Adere ao outro lado depois de receber, no Tratado de Londres, de abril de 1915, promessas de controle de sua fronteira com a Áustria-Hungria, parte da Dalmácia, da Albânia e de territórios do Império Otomano. 

Quando a guerra acaba, 615 mil italianos estão mortos. O país ganha o controle da região do Tirol, mas muito menos do que prometido em Londres. A delegação italiana chega a se retirar da Conferência de Paz de Versalhes, a paz para acabar com todas as pazes. 

O ressentimento italiano contribui para a ascensão do fascismo, que domina a Itália de 1922 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). O futuro ditador Benito Mussolini era do Partido Socialista Italiano, a favor da neutralidade. Sua decisão de apoiar a Primeira Guerra Mundial (1914-18) leva à criação do Partido Revolucionário Fascista, em janeiro de 1915, antes mesmo de ser expulso do PSI, em 29 de novembro daquele ano. 

Mussolini seria o principal aliado do ditador alemão Adolf Hitler e do Nazismo na Segunda Guerra Mundial. 

MORTE DE BONNIE E CLYDE

    Em 1934, policiais do Texas e da Louisiana matam os lendários criminosos Bonnie e Clyde quando fogem num carro roubado da cidade de Sailes, na Louisiana, nos Estados Unidos.


Bonnie Parker tem 19 anos quando conhece Clyde Barrow, no Texas. Seu marido está preso por homicídio. Clyde é preso por roubo. Ela vai visitá-lo na cadeia e lhe entrega um revólver. Ele foge, mas é recapturado em Ohio. 

Quando consegue liberdade condicional, em 1932, Clyde vai atrás de Bonnie. Os dois iniciam uma carreira de crimes. Assaltam bancos e lojas em cinco estados: Texas, Lousiana, Missouri, Novo México e Oklahoma. 

Para a polícia, é um casal de criminosos frios e sem escrúpulos, capazes de matar quem cruza seu caminho, especialmente policiais. Ao todo, a gangue mata 13 pessoas, inclusive nove policiais. Mas uma visão romântica de que seriam um Robin Hood moderno cria uma aura de heróis populares, como aconteceu no Brasil com os cangaceiros. Esta fama é reforçada pelo filme Bonnie & Clyde, de 1967, com Faye Dunaway e Warren Beatty. 

SUICÍDIO DE HIMMLER

    Em 1945, o líder nazista Heinrich Himmler, comandante das tropas paramilitares do partido (SS) e subchefe da polícia política Gestapo, comete suicídio um dia após ser capturado pelos britânicos.


 
A SS (Schutzstaffel) era o braço armado do Partido Nazista. Himmler a transforma de um batalhão de 290 homens numa força paramilitar com um milhão. Como um dos homens mais poderosos da Alemanha, ministro do Interior de Adolf Hitler, ajuda a criar e instalar campos de concentração. É um dos principais responsáveis pelo Holocausto. 

Diante da derrota iminente, Himmler tenta iniciar negociações com as potências ocidentais sem o conhecimento de Hitler. Ao saber disso, o Führer o demite, em abril de 1945. Ele tenta fugir, mas é preso por soldados britânicos e se mata. 

ALEMANHA OCIDENTAL

    Em 1949, nasce a República Federal da Alemanha, mais conhecida como Alemanha Ocidental, consolidando a divisão da Alemanha.

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), as forças aliadas ocupam a Alemanha. Em 1949, a parte ocidental, tomada pelos Estados Unidos, o Reino Unido e a França forma a Alemanha Ocidental, enquanto a parte ocupada pela União Soviética vira a República Democrática da Alemanha (democrática só no nome), a Alemanha Oriental. Konrad Adenauer é o primeiro chanceler alemão-ocidental.

A capital da Alemanha é dividida em Berlim Ocidental e Berlim Oriental. Diante da fuga em massa para o Ocidente, de 12 para 13 de agosto de 1961, o regime comunista alemão-oriental ergue um muro dividindo a cidade, chamado de Muro da Vergonha. 

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, em meio a revoluções democráticas na Europa Oriental, é o início do fim da Alemanha Oriental. Em 3 de outubro de 1990, a República Federal da Alemanha é unificada.

CHINA ANEXA O TIBETE

    Em 1951, a República Popular da China anexa o Tibete, que era independente desde o fim do Império Chinês, em 1912. Nasce o movimento pela independência do Tibete sob a liderança do Dalai Lama, que fala em autonomia para não provocar o regime comunista chinês.

A China é durante 2 mil anos o Império do Meio, o centro do mundo na Ásia. Por se fechar ao mundo, entra em declínio na era industrial. É vencida pelo e humilhada Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60). A derrota para o Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95) acaba com a ordem sinocêntrica na Ásia.

Há uma última reação anti-imperialista na Guerra dos Boxers (1899-1901). Mais uma derrota, e o Império Chinês acaba. O Tibete, parte do império desde o século 13, se torna independente. 

Quando a revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung conquista o poder, em 1º de outubro de 1949, entre os objetivos centrais estão restaurar a dignidade do povo chinês, humilhado pelos imperialismos ocidental e japonês, e as fronteiras históricas da China.

Pouco depois, Mao manda invadir o Tibete. Como o acesso é difícil, o Exército Popular de Libertação (EPL) leva 11 meses para chegar lá, em 6 de outubro de 1950. Sete meses depois, a China toma conta do Tibete, que mantém a estrutura administrativa sob o controle chinês.

A crescente sinificação causa à Revolta Tibetana em 10 de março de 1959. Os. rebeldes tomam Lhaça. Com a derrota duas semanas depois, o Dalai Lama foge para o exílio no Norte da Índia e Beijim assume o controle sobre a região, aliás sobre todo o Grande Tibete, que inclui a província da Gansu e tem uma área superior a 1,1 milhão de quilômetros quadrados.  

ISRAEL PRENDE EICHMANN

    Em 1960, o fundador e primeiro-ministro de Israel, David ben Gurion, anuncia a captura do carrasco nazista Adolf Eichmann, dias antes, em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. 

Um dos articuladores da "solução final para a questão judaica", um plano para exterminar o povo judeu, ele é levado para julgamento em Israel, onde é condenado à morte e enforcado em 31 de maio de 1962.

Eichmann participa da Conferência de Wannsee, realizada em 20 de janeiro de 1942 num palacete à beira do Lago Wannsee, em Berlim, para planejar a "solução final". Fica encarregado de identificar, reunir e transportar os judeus da Europa tomada pela Alemanha nazista para campos de concentração. Pelo menos 4 milhões de judeus morrem em centros de extermínio e outros 2 milhões fora dos campos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

MAREMOTO MATA NO HAVAÍ 

    Em 1960, ondas de mais de 10 metros causadas por um terremoto no Chile atingem o Havaí e matam 61 pessoas na Baía de Hilo, na ilha do Havaí.

Na véspera, o Terremoto de Valdívia, de 9,5 graus na escala aberta de Richter, o mais violento registrado até hoje, mata entre mil e 6 mil pessoas pessoas no Chile. Outras 180 pessoas morrem nas ilhas de Honshu e Hokkaido, no Japão. Os prejuízos na costa oeste dos EUA são avaliados em US$ 1 milhão, mas ninguém morre. 

TOM PETTY DECLARA FALÊNCIA

Em 1979, o cantor e compositor americano Tom Petty declara falência para se livrar de um contrato com a gravadora Shelter Records.
 
A indústria da música costuma pagar um adiantamento aos músicos a ser descontado dos futuros ganhos com direitos autorais. Como as despesas de estúdio e distribuição dos discos, incluindo ações de marketing e turnê para promover a obra, são elevadas, muitos artistas nunca recuperam as perdas. 

Tom Petty decide bancar seu próprio disco. Com dívidas de US$ 500 mil, declara falência. A gravadora MCA, que controla a Shelter, cede, anula o contrato e o recontrata por US$ 3 milhões. 

Seu próximo álbum, Damn the Torpedoes, ganha um duplo disco de platina e transforma Tom Petty and the Heartbreakers em celebridades do rock. Ele vende 60 milhões de discos e morre em 2 de outubro de 2017 de uma dose excessiva de opioides, inclusive fentanil, considerada acidental.

IRLANDA LEGALIZA CASAMENTO GAY

    Em 2015, a Irlanda, um dos países mais católicos do mundo, é o primeiro a legalizar o casamento de pessoas do mesmo sexo num plebiscito, com 60,5% da participação e 62% dos votos a favor.

A vitória é esmagadora. O não só ganha em um dos 43 distritos eleitorais irlandeses. Quando a votação acaba, mais de 2 mil pessoas festejaram no Castelo de Dublin, iluminado com as cores da bandeira do arco-íris do movimento LGBTQ.

A Igreja Católica protesta. O cardeal Pietro Parolin descreve o resultado como uma "derrota para a humanidade".

É uma luta antiga. A homossexualidade era crime na Irlanda até 1993. Quando a data do plebiscito é marcada, em 19 de fevereiro de 2015, a campanha começa.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37