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terça-feira, 28 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

SAN MARTÍN PROCLAMA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão de 2022.

Ao voltar a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, o presidente Donald Trump tenta ignorar esta emenda para negar cidadania a filhos de imigrantes ilegais. A Suprema Corte considerou ilegal o decreto de Trump. 

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 

No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápida invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominam a política internacional na segunda metade do século 20.

Entre as consequências nefastas da Conferência de Versalhes, a "paz para acabar com todas as bases", estão a humilhação da Alemanha e o revanchismo que alimenta o nazifascismo.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chega a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

 SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão de 2022.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápida invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominam a política internacional na segunda metade do século 20.

Entre as consequências nefastas da Conferência de Versalhes, a "paz para acabar com todas as bases", estão a humilhação da Alemanha e o revanchismo que alimenta o nazifascismo.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chega a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

domingo, 28 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão recente.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápido invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominaram a política internacional na segunda metade do século 20.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chegou a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

 SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão recente.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápido invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominaram a política internacional na segunda metade do século 20.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chegou a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

 SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquista com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão recente.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápido invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial durou quatro anos e foi o conflito que moldou o século 20. Quando impérios derrotados - Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo - desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominaram a política internaconal na segunda metade do século 20.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido

Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chegou a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Procurador especial sugere que Congresso julgue Trump

Em sua primeira declaração pública após concluir o inquérito, o procurador especial Robert Mueller reafirmou ontem que houve interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e que não eximiu de responsabilidade o presidente Donald Trump. 

Mueller não encontrou provas de conluio da campanha de Trump com o Kremlin, mas não exonerou o presidente de obstrução de justiça, observando que um presidente no exercício do cargo só pode ser julgado pelo Congresso num processo de impeachment.

"Se eu tivesse confiança de que o presidente claramente não cometeu crime, teria dito isso", afirmou Mueller, em pronunciamento no Departamento da Justiça. "Não determinamos se o presidente cometeu um crime".

O procurador especial esclareceu que "um presidente não pode ser acusado de crime federal enquanto estiver no cargo. Isto seria inconstitucional. Mesmo se a denúncia for mantida selada e oculta do público - isto também é proibido." Só cabe um julgamento político em processo de impeachment.

Desde que a primeira versão do Relatório Mueller veio a público, resumido de mais de 400 páginas para quatro numa carta do ministro da Justiça e procurador-geral, William Barr, ao Congresso, Trump fala numa "exoneração total": "Não houve conluio com a Rússia e não houve obstrução de justiça."

Quem atestou que não havia indícios suficientes para denunciar Trump por obstrução de justiça, tentar impedir o andamento de uma investigação ou processo, foi o procurador-geral, nomeado pelo presidente para protegê-lo. Em vez de defender a nação, Barr defende o presidente.

O Relatório Mueller, examinado por juristas, lista pelo menos dez atos de Trump capazes de caracterizar obstrução de justiça, como pedir para o ex-diretor-geral do FBI (polícia federal) James Comey parar de investigar as relações com a Rússia do general Michael Flynn, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca; demitir Comey por não suspender as investigações; pressionar o então advogado-geral Don McGhan para pedir ao procurador-geral a demissão do próprio Mueller; e orientar assessores e advogados a mentir.

Com maioria na Câmara dos Deputados, o Partido Democrata pode abrir um processo de impeachment de Trump. Basta a maioria simples da Câmara para dar início ao processo e denunciar o presidente. Mas a votação para afastá-lo no Senado, o julgamento propriamente dito, exige dois terços dos votos, de 67 dos 100 senadores.

Como o Partido Republicano tem maioria no Senado, os democratas precisariam da defecção de 20 senadores governistas para derrubar Trump. Com a popularidade do presidente entre o eleitorado republicano, isto é praticamente impossível, a não ser que as investigações da Câmara tragam revelações bombásticas.

A presidente da Câmara, deputada Nancy Pelosi, principal líder democrata do país, resiste à pressão dos deputados mais radicais da bancada para iniciar um processo de impeachment. Ela entende que vai dividir ainda mais o país e, no caso de derrota, vai fortalecer Trump, que posaria de vítima e teria caminho aberto para a reeleição.

Ao rejeitar todas as intimações da Câmara para entregar declarações de renda e outros documentos e vetar depoimentos de seus assessores em comissões parlamentares, o presidente estaria provocando os democratas a tentar o impeachment. Trump se alimenta do confronto e a eleição é logo ali.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ex-procuradores dos EUA veem obstrução de justiça em atos de Trump

Mais de 720 ex-procuradores federais dos Estados Unidos contrariam a versão oficial da Casa Branca sobre o relatório do procurador especial Robert Mueller, que investigou a interferência da Rússia nas eleições americanas. Eles veem tentativas de obstrução de justiça em várias ações do presidente Donald Trump.

"Nós somos ex-procuradores federais. Servimos tanto sob governos democratas quanto republicanos em diferentes níveis do sistema federal, como advogados, supervisores, procuradores, procuradores especiais e altos funcionários do Departamento da Justiça", declararam em nota.

"Cada um de nós acredita que a conduta do presidente Trump descrita pelo procurador especial Robert Mueller, em qualquer caso de pessoa não coberta pela política de não denunciar um presidente no exercício do cargo, resultaria em múltiplas acusações criminais de obstrução de justiça", acrescentam os signatários.

"Olhar para esses fatos e dizer que um procurador não seria capaz de conseguir uma condenação por obstrução de justiça - o padrão estabelecido pelos princípios da Procuradoria Federal [para abrir um processo] - vai contra a lógica e a nossa experiência", afirmam os procuradores.

Trump poderia receber até dez acusações de tentar impedir o trabalho da Justiça. As principais atividades suspeitas foram: pressionar o então diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, James Comey, a encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, seu primeiro assessor de Segurança Nacional; demitir Comey quando este não cedeu; e pedir ao advogado-geral da Casa Branca Don McGhan para mandar o subprocurador-geral Rod Rosenstein demitir o procurador especial.

É política do Departamento de Justiça não processar presidentes dos EUA no exercício do cargo. Eles só podem ser julgados pelo Congresso num processo de impeachment ou depois de deixar a Casa Branca.

A abertura de um processo de impeachment depende da maioria simples da Câmara dos Representantes, que o Partido Democrata tem, mas a condenação exige os votos de dois terços do Senado, de pelo menos 67 dos 100 senadores. Isto significa que 20 senadores do Partido Republicano teriam de votar contra o presidente, o que é altamente improvável. Trump tem o apoio das principais bases do partido.

domingo, 24 de março de 2019

Relatório Mueller isenta campanha de Trump de conluio com a Rússia

O inquérito do procurador especial Robert Mueller não encontrou provas de que "a campanha do presidente Donald Trump ou qualquer associado conspirou ou se coordenou com a Rússia em seus esforços para influenciar a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos", de acordo com um resumo apresentado hoje pelo Departamento da Justiça a deputados e senadores.

Também não há provas "suficientes" de que Trump tenha obstruído a justiça e tentado dificultar a investigação, afirmou o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, William Barr, sem exonerar totalmente o presidente.

Trump festejou o resultado da investigação que atacou várias vezes como uma "caça às bruxas", alegando ter sido "total e completamente exonerado", mas o Partido Democrata, de oposição, exige a divulgação pública integral do relatório. "O povo americano tem o direito de saber", insistiram a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

"Depois de uma longa investigação, depois de não olhar para o outro lado - onde aconteceu uma série de coisas ruins, um monte de coisas horríveis para nosso país -, acaba de ser anunciado que não houve conluio com a Rússia", declarou o presidente na Flórida. "É uma vergonha que nosso país tenha passado por isto, para ser honesto é uma vergonha que nosso presidente tenha sido submetido a isso."

Aparentemente, a conclusão do inquérito é uma vitória do presidente e um elemento importante para sua campanha à reeleição em 2020. Os republicanos festejaram: "É um grande dia para o presidente Trump. Uma nuvem que pairava sobre o presidente Trump foi removida", comentou o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Lindsay Graham, que jogou golfe com Trump no fim de semana.

Mas seis assessores do presidente foram denunciados criminalmente e há outras investigações, relacionadas a seu ex-advogado Michael Cohen e o pagamento para que duas mulheres que alegam ter tido casos amorosos com Trump ficassem em silêncio durante a campanha eleitoral. Pela lei eleitoral americana, os pagamentos deveriam ter sido registrados como despesa de campanha.

A suspeita de obstrução de justiça era uma questão central da investigação. Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, foi nomeado procurador especial depois que Trump demitiu, em maio de 2017 o então diretor-geral do FBI, James Comey, por se negar a suspender o inquérito sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Em um ano e dez meses, o inquérito de Muller fez 199 acusações contra 37 pessoas, sendo seis ligadas a Trump. Doze militares russos foram denunciados por pirataria cibernética e 13 por conspiração para defraudar os EUA. Houve 2,8 mil intimações e 500 operações de busca e apreensão. Cerca de 500 testemunhas foram interrogadas e 13 pedidos foram feitos a governos estrangeiros.

Na carta aos congressistas, o procurador-geral disse que não houve conspiração "apesar dos múltiplos esforços de indivíduos ligados à Rússia para ajudar a campanha de Trump". A suspeita foi reforçada pela negativa do presidente de criticar o presidente Vladimir Putin depois que os serviços secretos dos EUA concluíram que o governo russo tentou manipular o eleitorado americano.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Procurador especial entrega relatório ao Departamento da Justiça

Depois de dois anos, o procurador especial Robert Mueller encaminhou hoje ao secretário da Justiça dos Estados Unidos o relatório do inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição de 2016 e um possível conluio com a campanha do presidente Donald Trump, sem apresentar novas denúncias, noticiou o jornal The Washington Post.

Agora, o secretário da Justiça e procurador-geral, William Barr, vai examinar o relatório e deve apresentar suas principais conclusões ao Congresso. O Partido Democrata está pedindo a divulgação de todo o conteúdo para o público.

Mueller foi designado pelo subprocurador-geral Rod Rosenstein depois que Trump demitiu o diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017. Sua investigação foi motivo de irritação e repetidos protestos do presidente, que acusou Trump e sua equipe de serem "democratas raivosos" e de promoverem uma "caça às bruxas".

Durante a investigação, cinco assessores de Trump confessaram a culpa e colaboraram com a equipe do procurador especial: o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort; o ex-subchefe da campanha Rick Gates; o ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn; o ex-advogado particular de Trump Michael Cohen; e o assessor George Papadopoulos.

O sexto americano denunciando, Roger Stone, amigo do presidente há muitos anos, acusado de mentir sob juramento ao Congresso, pretextou inocência. Também foram incriminados 13 russos.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Ex-chefe da campanha de Trump está condenado a sete anos e meio

Uma juiza federal de Washington sentenciou hoje Paul Manafort, ex-chefe da campanha eleitoral de Donald Trump, a três anos e sete meses de prisão. Somada a outra pena a que ele já estava condenado, Manafort deve ficar sete anos e meio na cadeia, mas pode receber indulto presidencial.

Neste segundo processo, Manafort foi considerado culpado de conspirar contra o governo dos Estados Unidos, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e não revelar atividades como lobista no exterior que lhe renderam dezenas de milhões de dólares.

"É difícil exagerar o número de mentiras e fraudes, e o montante de dinheiro envolvido", declarou a juíza Amy Berman Jackson ao proferir a sentença, citada pelo jornal The New York Times. "Não há dúvida de que o réu sabia muito bem o que estava fazendo.

Manafort terá um abatimento dos nove meses que já passou na cadeia. "Eu lamento o que fiz e todas as atividades que nos trouxeram aqui hoje", disse o ex-assessor de Trump antes de receber a sentença. "Sei que foi minha conduta que me trouxe aqui hoje. Por isso, tenho remorso."

No primeiro processo, um júri do estado da Virgínia condenou-o por oito crimes, cinco acusações de falsa declaração de renda, duas de fraude bancária e outra por não declarar contas bancárias no exterior. Estes crimes foram descobertos pelo inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência indevida da Rússia nas eleições americanas de 2016 e um possível conluio com a candidatura de Trump.

O condenado fez um acordo de delação premiada com Mueller, anulado porque ele concordou em cooperar a investigação. O procurador especial deve concluir seu trabalho em semanas. A grande questão é se vai apontar crimes cometidos pelo presidente.

Minutos depois da segunda sentença condenatória, foi apresentada uma denúncia contra Manafort por fraude imobiliária na Justiça estadual de Nova York. Como não é um processo federal, o presidente não pode lhe dar indulto neste caso.

terça-feira, 5 de março de 2019

Estados democratas se articulam para superar o Colégio Eleitoral

Depois de perder duas eleições presidenciais que venceu no voto popular, em 2000 e 2016, o Partido Democrata tenta superar o Colégio Eleitoral criado pela Constituição dos Estados Unidos. 

O governador do Colorado, Jared Polis, é o 12º a sancionar uma lei para que os votos eleitorais de seu estado vão para o vencedor do voto popular em nível nacional, noticiou o boletim de notícias The Hill.

O Distrito de Colúmbia, onde fica Washington, a capital do país, também aderiu ao Compacto Interestadual pelo Voto Popular Nacional. Até agora, participam 12 estados e o distrito federal, somando um total de 181 votos eleitorais.

Como a maioria absoluta no Colégio Eleitoral é de no mínimo 270 votos, ainda faltam 89. Talvez não seja possível mudar a regra do jogo até 2020, mas os governadores democratas esperam ter apoio suficiente em 2024, especialmente se Donald Trump for reeleito.

No ano 2000, Albert Gore Jr. teve cerca de 500 mil votos a mais do que George Walker Bush, que ganhou no Colégio Eleitoral por 271 a 266 graças a uma vitória por apenas 537 votos no estado da Flórida quando a Suprema Corte suspendeu a recontagem de 45 mil votos de resultado duvidoso, que não puderam ser lidos por máquinas.

Em 2016, Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos a mais do que Trump, mas perdeu por 304 a 227 no Colégio Eleitoral por ter sido derrotadas por pequenas margens em estados-chaves como Michigan, Ohio e Pensilvânia.

"Se tivéssemos os candidatos a presidente fazendo campanha no país inteiro e não apenas nos estados que podem oscilar para um lado ou outro, veríamos maior participação. Penso que isso seria bom e saudável para o processo eleitoral", declarou o deputado estadual Emily Sirota, um dos autores do projeto de lei.

Todos os estados que fazem parte do compacto votaram em Al Gore e Hillary Clinton, menos o Colorado, que em 2000 elegeu George W. Bush. Outros 16 estados debatem projetos com o mesmo objetivo. Se Delaware, Maine, Nevada e Oregon aprovaram a medida, o total de votos eleitorais sobe para 206.

Os republicanos consideram a manobra inconstitucional. Como numa federação, cada estado tem o direito de organizar suas eleições, se o movimento avançar, a disputa deve chegar à Suprema Corte.

Para mudar a Constituição, são necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado e a ratificação por 75% dos estados. Como os estados pequenos ganham um poder maior com o Colégio Eleitoral, é altamente improvável, que mudem uma regra que favoreceria os estados com maior população, como Califórnia, Texas, Nova York e Flórida.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Ex-advogado de Trump é sentenciado a três anos de prisão

Apesar de colaborar com a Justiça, Michael Cohen, o antigo advogado particular do presidente Donald Trump recebeu hoje uma sentença de três anos de prisão e multa de US$ 2 milhões por vários crimes cometidos trabalhando para Trump. O presidente também foi implicado, mas enquanto estiver no poder só pode ser processado num impeachment.

Cohen cometeu fraudes fiscal e bancária, mentiu sob juramento em depoimento do Congresso dos Estados Unidos sobre negócios com a Rússia e comprou o silêncio de duas ex-amantes do presidente para abafar os escândalos durante a campanha eleitoral.

Pela lei de financiamento eleitoral dos EUA, o dinheiro teria de ser declarado como despesa de campanha. Trump dirigiu as negociações com as ex-amantes e também foi implicado pelo Departamento da Justiça. Nos EUA, o presidente não pode ser processado pela Justiça no exercício do cargo, somente pelo Congresso num impeachment.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Trump alegou que não pode ser afastado num processo de impeachment porque não fez nada de errado. Considerou o fato de 14 assessores terem mantido contatos com a Rússia insignificante.

O advogado fez um apelo emocional ao juiz federal William Pauley, do distrito de Nova York: "Minha fraqueza pode ser caracterizada como lealdade cega a Donald Trump", declarou Cohen diante de um tribunal lotado.

Ele confessou ter mentido ao Congresso quando afirmou que os contatos de Trump com russos para construir uma Trump Tower em Moscou tinham cessado antes do início das eleições primárias para escolha dos candidatos à Casa Branca, em janeiro de 2016.

Para afastar um presidente, a Câmara dos Representantes deve abrir um processamento de impeachment com votos da maioria absoluta dos deputados, com um mínimo de 217 votos. A condenação depende dos votos de dois terços do Senado, 67 votos.

Como o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara nas eleições de 6 de novembro, pode iniciar o impeachment, mas não deve fazer isso se não houver chance de condenação no Senado, onde os republicanos têm 53 cadeiras e os democratas, 47. É necessária, portanto, o apoio de 20 senadores republicanos.

Diante das evidências crescentes de conluio da campanha de Trump com o governo da Rússia para derrotar a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, em carta aberta no jornal The Washington Post, 44 ex-senadores dos dois partidos defenderam a necessidade de preservar a Constituição e a democracia nos EUA.

Se não alvo de um impeachment, Trump deve ser processado quando deixar a Casa Branca.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Trump é implicado pela compra do silêncio de amantes

O procurador especial Robert Mueller encaminhou hoje à Justiça documentos que implicam o presidente Donald Trump na compra do silêncio de ex-amantes e procuradores federais revelaram que o advogado Michael Cohen manteve contato com um russo que ofereceu "sinergia política" para a campanha de Trump à Casa Branca, noticiou o jornal The Washington Post.

Imediatamente Trump declarou que os novos elementos "isentam totalmente o presidente". Mais uma de suas milhares de mentiras. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que os documentos relativos a Cohen "não dizem nada de novo que não soubéssemos".

Cohen confessou haver mantido contato em novembro de 2015 com um cidadão russo que se apresentou como uma "pessoa confiável" que ofereceu "sinergia política" e "sinergia a nível governamental". O agora ex-advogado de Trump rejeitou o convite porque estava trabalhando com outro russo no projeto de construção de uma Trump Tower em Moscou.

O primeiro russo insistiu e propôs a realização de um encontro entre Trump e o ditador da Rússia, Vladimir Putin, sob o argumento de que teria um impacto "fenomenal", "não apenas na política, mas com uma dimensão também nos negócios".

No memorando referente à compra do silêncio das ex-amantes de Trump, os procuradores de Nova York identificam três pessoas que participaram de uma reunião para encobrir os escândalos, em agosto de 2014: Cohen, o Indivíduo 1 e o Diretor-Presidente 1. Trump é o indivíduo. O diretor-presidente é David Pecker, da empresa que edita o jornal sensacionalista National Enquirer.

Em agosto de 2018, Cohen admitiu a culpa por violar a lei de financiamento de campanhas eleitorais quando acertou o pagamento de US$ 130 mil para a atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels. O dinheiro tinha de ser declarado como despesa de campanha.

Com sua delação premiada, Cohen pretendia escapar da prisão. Como mentiu várias vezes, os procuradores querem que pegue uma pena de pelo menos três anos e meio de cadeia.

No documento de 38 páginas encaminhado ao juiz federal William Pauley, os procuradores argumentam: "Ele procura uma leniência extraordinária - uma sentença sem prisão - baseada na sua visão cor-de-rosa da seriedade de seus crimes" e por ter fornecido "certas informações para as autoridades. Mas os crimes cometidos por Cohen são mais sérios do que essa submissão permite e foram marcados por um padrão de falsidade que permeou sua vida profissional."

Para a acusação, Cohen é "um homem cuja perspectiva de vida foi frequentemente trapacear", por isso não merece escapar da cadeia.

"Depois de enganar a Receita Federal durante anos, mentir a bancos e ao Congresso, e procurar influenciar criminalmente a eleição presidencial, a decisão de Cohen de se declarar culpado - em vez de pedir perdão por seus múltiplos crimes - não o torna um herói", diz o memorando dos procuradores federais nova-iorquinos.

O memorando de Mueller, o procurador especial nomeado para investigar um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia, afirma que Cohen "repetiu muitas de suas falsas declarações anteriores", quando foi interrogado por sua equipe em agosto.

Só em 12 de setembro, depois de confessar a culpa por crime eleitoral, Cohen reconheceu que "suas declarações prévias sobre o Projeto Moscou [da Trump Tower] tinham sido deliberadamente falsas e enganosas."

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Diretor da campanha de Trump esteve com Assange

O lobista Paul Manafort, que foi diretor da campanha presidencial de Donald Trump, se encontrou várias vezes em segredo com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na Embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian.

Manafort esteve com Assange em 2013, 2015 e 2016, quando se tornou diretor da campanha de Trump, afirmou o jornal. Em nota, ele negou tudo: "Nunca encontrei Julian Assange nem ninguém ligado a ele. Nunca estive em contato com ninguém ligado ao WikiLeaks, direta ou indiretamente. Nunca me dirigi a Assange ou ao WikiLeaks sobre qualquer assunto."

Esses encontros são de interesse do procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca.

Durante a campanha, em outubro de 2016, Trump disse: "Amo o WikiLeaks", uma empresa especializada em divulgar documentos e fatos sigilosos de governos e empresas. Em 2010, o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado americano e imagens de ações desastradas dos militares americanos na invasão do Iraque.

Em 2016, o WikiLeaks revelou dezenas de milhares de mensagens de correio eletrônico da campanha de Hillary e do Partido Democrata pirateadas pelo GRU (Departamento de Central de Inteligência), o serviço secreto militar da Rússia, para favorecer Trump.

Ontem, a equipe do procurador especial acusou Manafort de mentir repetidas vezes aos investigadores, violando os termos de seu acordo de delação premiada. Ele perdeu o direito à redução da pena e deve ser sentenciado em breve e pelo menos dez anos de prisão.

Na semana passada, por um erro da equipe de Mueller, vazou a notícia de que há uma denúncia contra Assange, que está sob pressão do atual governo equatoriano para sair da embaixada.

Assange se refugiou na Embaixada do Equador no Reino Unido em 2012 para escapar de um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Suécia. A primeira visita de Manafort aconteceu um ano depois, quando o lobista trabalhava para o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, aliado de Moscou.

A procuradoria sueca retirou as acusações, mas Assange deve ser preso no Reino Unido quando sair da embaixada por violar os termos de sua liberdade condicional. Aí, poderá ser extraditado para os EUA.

Um informe do serviço secreto do Equador visto pelo Guardian confirma que Manafort visitou Assange, assim como russos. Em março de 2016, Manafort esteve com Assange durante 40 minutos. Só mais tarde os equatorianos perceberam a importância das visitas do assessor de Trump.

De acordo com um dossiê do ex-agente secreto britânico Christopher Steele, Manafort estava no centro de uma conspiração da campanha de Trump com o governo Vladimir Putin para derrotar Hillary Clinton, que o ditador russo "odiava e temia".

Meses atrás, Mueller denunciou 12 agentes russos do GRU pela ciberpirataria da campanha democrata, que começou em março de 2016. Em junho daquele ano, Assange enviou mensagem ao GRU pedindo material sobre o diretório nacional do Partido Democrata. Os documentos foram enviados em meados de julho em arquivos anexados criptografados.

O cerco do procurador especial vai fechando, enquanto o presidente americano o acusa de "caça às bruxas" e de de chefiar uma equipe de "democratas raivosos". Ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), como a maioria dos funcionários dos serviços de segurança, Mueller era ligado ao Partido Republicano.

As acusações não passam de mentiras do presidente, o mais desonesto, antiético e imoral da história recente dos EUA.

Chefe da campanha de Trump violou acordo de delação premiada

A equipe do procurador especial Robert Mueller revelou ontem que o diretor da campanha presidencial de Donald Trump, Paul Manafort, mentiu repetidamente no inquérito sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016, violando seu acordo de delação premiada. Em consequência, ele deve ser sentenciado imediatamente, informou o jornal The Washington Post.

"Depois de assinar um acordo de delação premiada, Manafort cometeu crimes federais por mentir ao Federal Bureau of Investigation (FBI) e ao escritório do procurador especial numa variedade de matérias, o que constitui uma violado acordo", declarou a equipe de Mueller. Os procuradores pediram à juíza Any Berman Jackson que marque logo a data para proferir a sentença.

Manafort foi condenado por oito acusações de fraude fiscal e bancária em outro processo. Fez o acordo de cooperação com Mueller em setembro para evitar um segundo processo na Justiça Federal dos Estados Unidos. Agora, pode pegar uma pena de dez anos ou mais.

Como parte do acordo, confessou a culpa em duas acusações relacionadas a suas atividades como lobista no exterior e obstrução de justiça, e concordou em cooperar integralmente com a investigação sobre a interferência da Rússia. Há dois meses e meio, está em contato com a equipe do procurador especial.

Diretor da campanha de Trump durante seis meses, Manafort é considerado uma testemunha essencial para determinar se houve conluio com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca em 2016.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Trump queria mandar o Departamento da Justiça a processar Hillary e Comey

O presidente Donald Trump pretendia ordenar ao Departamento de Justiça em abril a abertura de processos contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, sua adversária na eleição presidencial de 2016, e o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation) James Comey. Foi advertido pelo advogado-geral da Casa Branca que isso poderia deflagrar um processo de impeachment, noticiou o jornal The New York Times.

A pressão levou o advogado-geral, Donald McGahn, a pedir demissão. Revela claramente a intenção de Trump de usar o Departamento da Justiça, um órgão independente, para perseguir seu adversários políticos como num país ditatorial.

Apesar da advertência, o presidente continuou discutindo a questão em encontros privados. Queria nomear um procurador especial para investigar Comey e Hillary.

Depois das eleições intermediárias de 6 de novembro, demitiu o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, substituindo-o por um procurador subserviente, Matthew Whitaker, que fez anteriormente várias declarações contra o inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.

Whitaker foi acusado de participar de uma organização que recebeu uma doação ainda não identificada de US$ 1 milhão, o que compromete sua atuação como supervisor do inquérito sobre a Rússia.

A Casa Branca não comentou.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trump aceita negativa de Putin sobre interferência em eleição

Em seu primeiro encontro de cúpula com o ditador Vladimir Putin, o presidente Donald Trump aceitou hoje, em Helsinque, na Finlândia, sua alegação de que a Rússia não interveio nas últimas eleições nos Estados Unidos, desautorizando as conclusões dos serviços secretos americanos.

Trump é suspeito de conluio com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton na corrida à Casa Branca em 2016. Mais uma vez, ele preferiu acusar a oposição democrata e os meios de comunicação de não aceitar sua vitória.

“Não vejo qualquer razão” para a interferência russa, afirmou o presidente, chamando de “ridículo o que está acontecendo no inquérito” presidido pelo procurador especial Robert Mueller, que na semana passada denunciou 12 agentes do serviço secreto militar russo GRU por invadir computadores da direção nacional do Partido Democrata e do sistema eleitoral dos EUA.

“Eles dizem que foi a Rússia. Eu tenho aqui o presidente Putin. Ele diz que não foi a Rússia. Não vejo a menor razão por que seria”, afirmou Trump. “Tenho grande confiança em meu pessoal de segurança, mas vou dizer a vocês que o presidente Putin foi extremamente forte e poderoso em sua negativa hoje.”

Para Trump, a investigação de Mueller é “um desastre para nosso país”. Sua calorosa acolhida a um rival histórico que tudo faz para minar o poder dos EUA no mundo contrasta com a postura agressiva com que o presidente tratou aliados americanos em reuniões recentes do Grupo dos Sete, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e durante a visita ao Reino Unido, onde desautorizou a primeira-ministra Theresa May e desrespeitou a rainha Elizabeth II.

Ex-agente da polícia política soviética, o KGB, e diretor de seu sucessor, o Serviço Federal de Segurança (FSB), Putin é mestre da espionagem e da manipulação psicológica dos inimigos políticos