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sábado, 2 de novembro de 2024

Republicanos dependem cada vez mais do Colégio Eleitoral

Quando os país da pátria escreveram a Constituição dos Estados Unidos, em 1787, era o primeiro país a eleger seu chefe de Estado. Então, criaram o Colégio Eleitoral para a elite ter a palavra final e evitar que um tresloucado chegasse à Presidência. 

Hoje é exatamente este sistema que ameaça levar Donald Trump, um notório fascista, de volta à Casa Branca. Com a mudança demográfica, é cada vez mais improvável que o Partido Republicano ganhe no voto popular. Isto estimula o autoritarismo e ameaça a mais antiga democracia do mundo.

O Colégio Eleitoral tem 538 delegados, o número de deputados e senadores do Congresso, que tem 435 deputados e 100 senadores. Os outros três são representantes do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital. Eles têm direito a voz, mas não a voto na Câmara dos Representantes. Ganham quem conquistar pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral.

Na eleição de Jimmy Carter, em 1976, 40 estados poderiam eleger um republicano ou democrata. Com a polarização política do país, especialmente depois que Ronald Reagan atrelou o Partido Republicano à direita religiosa, este número foi diminuindo. Hoje, acredita-se que a eleição será decidida em sete estados-chaves ou estados-pêndulos, que podem ir para um lado ou para outro.

Duas vezes, no século 19, o vencedor não ganhou no voto popular. Isto só voltou a acontecer no ano 2000, quando George W. Bush ganhou a eleição na Flórida, governada por seu irmão Jeb Bush, que organizava a votação, por uma diferença de 537 votos, com fortes suspeitas de fraude.

Desde então, os republicanos só venceram no voto popular com o mesmo Bush, em 2004, quando o país estava em guerra, o que tende a favorecer o presidente, com uma campanha de notícias falsas questionando a medalha de honra que o candidato democrata, John Kerry, ganhou pela Guerra do Vietnã.

Com a mudança demográfica e o aumento da população não branca, cada vez mais os republicanos dependem do Colégio Eleitoral e isto alimenta o autoritarismo e o fascismo.

terça-feira, 5 de março de 2019

Estados democratas se articulam para superar o Colégio Eleitoral

Depois de perder duas eleições presidenciais que venceu no voto popular, em 2000 e 2016, o Partido Democrata tenta superar o Colégio Eleitoral criado pela Constituição dos Estados Unidos. 

O governador do Colorado, Jared Polis, é o 12º a sancionar uma lei para que os votos eleitorais de seu estado vão para o vencedor do voto popular em nível nacional, noticiou o boletim de notícias The Hill.

O Distrito de Colúmbia, onde fica Washington, a capital do país, também aderiu ao Compacto Interestadual pelo Voto Popular Nacional. Até agora, participam 12 estados e o distrito federal, somando um total de 181 votos eleitorais.

Como a maioria absoluta no Colégio Eleitoral é de no mínimo 270 votos, ainda faltam 89. Talvez não seja possível mudar a regra do jogo até 2020, mas os governadores democratas esperam ter apoio suficiente em 2024, especialmente se Donald Trump for reeleito.

No ano 2000, Albert Gore Jr. teve cerca de 500 mil votos a mais do que George Walker Bush, que ganhou no Colégio Eleitoral por 271 a 266 graças a uma vitória por apenas 537 votos no estado da Flórida quando a Suprema Corte suspendeu a recontagem de 45 mil votos de resultado duvidoso, que não puderam ser lidos por máquinas.

Em 2016, Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos a mais do que Trump, mas perdeu por 304 a 227 no Colégio Eleitoral por ter sido derrotadas por pequenas margens em estados-chaves como Michigan, Ohio e Pensilvânia.

"Se tivéssemos os candidatos a presidente fazendo campanha no país inteiro e não apenas nos estados que podem oscilar para um lado ou outro, veríamos maior participação. Penso que isso seria bom e saudável para o processo eleitoral", declarou o deputado estadual Emily Sirota, um dos autores do projeto de lei.

Todos os estados que fazem parte do compacto votaram em Al Gore e Hillary Clinton, menos o Colorado, que em 2000 elegeu George W. Bush. Outros 16 estados debatem projetos com o mesmo objetivo. Se Delaware, Maine, Nevada e Oregon aprovaram a medida, o total de votos eleitorais sobe para 206.

Os republicanos consideram a manobra inconstitucional. Como numa federação, cada estado tem o direito de organizar suas eleições, se o movimento avançar, a disputa deve chegar à Suprema Corte.

Para mudar a Constituição, são necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado e a ratificação por 75% dos estados. Como os estados pequenos ganham um poder maior com o Colégio Eleitoral, é altamente improvável, que mudem uma regra que favoreceria os estados com maior população, como Califórnia, Texas, Nova York e Flórida.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Trump é maior perdedor no voto popular a chegar à Casa Branca

O magnata imobiliário Donald Trump perdeu a eleição presidencial de 8 de novembro de 2016 no voto popular por uma diferença de 2,8 milhões. É o maior perdedor no voto popular a chegar à Presidência dos Estados Unidos graças ao arcaico Colégio Eleitoral.

A vantagem da ex-secretária de Estado Hillary Clinton supera em muito os 554 mil votos a mais do vice-presidente Al Gore contra o republicano George W. Bush no ano 2000. Bush acabou vencendo por cerca de 500 votos na recontagem da Flórida.

Com os 25 votos eleitorais do estado onde seu irmão Jeb Bush era governador e organizador da eleição, George W. foi eleito presidente. Foi a única vez no século 20 em que o presidente eleito não venceu no voto popular. Os outros casos aconteceram no século 19.

O presidente dos EUA é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados representantes dos estados, equivalente ao número de deputados e senadores de cada estado. Mas a divisão não é proporcional. Por mais apertada que seja a disputa, o vencedor leva todos os votos eleitorais de cada estado, o que pode gerar esta contradição entre o voto popular e o Colégio Eleitoral.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Trump alega fraude para justificar derrota no voto popular

Em mais uma declaração sem precedentes para um presidente eleito dos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump afirmou ontem que perdeu a eleição no voto popular para a ex-secretária de Estado Hillary Clinton por causa de "milhões de pessoas que votaram ilegalmente".

Sem apresentar qualquer prova, Trump disparou no Twitter: "Além de ganhar no Colégio Eleitoral numa avalanche, eu também ganhei no voto popular se forem descontados os votos de milhões de pessoas que votaram ilegalmente."

O candidato do Partido Republicano venceu no Colégio Eleitoral, que reúne um número de delegados representantes dos estados igual ao número de deputados federais e senadores daquele estado. Com duas exceções, quem ganha no voto popular num estado leva todos os delegados do estado no Colégio Eleitoral. Assim, os votos no candidato derrotado não contam.

A vantagem de mais de 2 milhões de votos da candidata democrata, Hillary Clinton, no voto popular se deve à Califórnia, o maior e mais rico dos estados americanos.

Enquanto isso, a candidata do Partido Verde, Jill Stein, anunciou ter arrecadado dinheiro suficiente para pedir uma recontagem dos votos. Já fez o pedido formal em Wisconsin e pode fazer o mesmo em Michigan e na Pensilvânia. A vitória nesses três estados foi decisiva para o triunfo do candidato republicano. O presidente eleito reagiu furiosamente, acusando Hillary de não reconhecer a derrota.

Quem esperava que o presidente Trump seria diferente do candidato Trump pode se preparar para um período turbulento. O presidente eleito usa a Teoria dos Jogos numa lógica transacional, jogando uns contra os outros para manter o controle. É um presidente aprendiz, nome do programa em que Trump massacrava candidatos a emprego como um tubarão da indústria.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump vence na Pensilvânia praticamente garantindo eleição, diz AP

O magnata imobiliário Donald Trump, candidato do Partido Republicano, ganhou a eleição presidencial dos Estados Unidos no estado da Pensilvânia, que envia 20 delegados ao Colégio Eleitoral, praticamente selando a vitória sobre a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata, anunciou há pouco a agência de notícias Associated Press.

Com um desempenho surpreendente não previsto pelas pesquisas, Trump soma agora 268 dos 270 votos eleitorais necessários para ser o próximo presidente dos EUA. Ele também lidera nos estados de Michigan, Novo Hampshire e Wisconsin, considerados decisivos, e no Arizona, tradicionalmente dominado pelos republicanos.

Trump também vence no voto popular com mais de 1 milhão de votos de vantagem.