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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 13 de Dezembro

 DRAKE PARTE PARA VOLTA AO MUNDO

    Em 1577, com cinco navios e 164 homens, o corsário inglês Francis Drake zarpa de Plymouth, na Inglaterra, para saquear colônias da Espanha na costa leste da América Latina e explorar o Oceano Pacífico, terminando por se tornar o primeiro comandante a completar a volta ao mundo porque o português Fernão de Magalhães morrera nas Filipinas, em 1521, sem concluir a primeira viagem de circunavegação da Terra, finalizada por Juan Sebastián Elcano.

Drake nasce por volta de 1540 em Tavistock. É o mais velho de 12 filhos. Aos 20 anos, é capitão de navio. Em 1568, começa a trabalhar como corsário para a rainha Elizabeth I.

Na circunavegação, atravessa o Estreito de Magalhães e ataca colônias espanholas ao longo da costa do Oceano Pacífico. O rei Felipe II, da Espanha, o acusa de pirataria e ofereceu 20 mil ducados (US$ 8,8 milhões pela cotação atual) por ele vivo ou morto

Para reparar seu navio, o Golden Hind (Corça Dourada), ancora onde hoje é a Califórnia. Em junho de 1579, reivindica a posse daquelas terras, que chama de Nova Albion, pela coroa da Inglaterra. É o primeiro a fazer isso em território hoje pertencente aos EUA.

Drake segue rumo ao Norte em busca de uma passagem para voltar à Europa. Sem encontrar, volta pelo Pacífico até chegar às Índias Orientais. Passa pelo Oceano Índico até chegar ao Atlântico. Em 26 de setembro de 1580, volta a Plymouth. No ano seguinte, é nomeado cavaleiro pela rainha.

Sua maior façanha talvez seja como subcomandante na vitória sobre a Invencível Armada da Espanha, uma tentativa do rei Felipe II de invadir a Inglaterra, em julho e agosto de 1588, sob o comando de Alonso de Gusmán y Sotomayor, 7º Duque de Medina Sidônia, um aristocrata sem experiência em combate.

Conta a lenda que Drake joga boliche no porto de Plymouth e diz que há tempo de sobra para terminar o jogo e derrotar os espanhóis. Espera pela maré alta para lançar o ataque. Esta história não é confirmada.  

Drake persegue e captura no Canal da Mancha o navio Nuestra Señora del Rosario, que levava dinheiro para pagar o Exército espanhol baseado na região de Flandres, nos Países Baixos, que pertenciam à Espanha.

Na noite de 7 para 8 de julho, Drake e o comandante, Lorde Charles Howard, tocam fogo em navios e os enviam na direção da frota espanhola, que é obrigada a sair às pressas do porto de Calais, na França, é derrotada na Batalha de Gravelines e foge dando a volta pelo Norte da Escócia e a Irlanda, onde tempestades ajudam a completar a derrota. Dos 122 navios espanhóis que entram no Canal da Mancha, 87 voltam à Espanha.

Em 1589, ele recebe uma missão tripla: destruir a frota atlântica da Espanha, em reparos em La Coruña; ir a Lisboa fomentar uma revolta contra o Domínio Espanhol (desde 1580, Felipe II era rei da Espanha e de Portugal); e tomar os Açores para instalar uma base militar permanente.

A derrota em La Coruña custa as vidas de 12 mil homens e a perda de 20 navios. Drake é rebaixado a comandante da defesa da costa de Plymouth. Durante seis anos, não comanda nenhuma expedição naval.

Em 1595, Drake tenta tomar Las Palmas, nas Ilhas Canárias, cruza o Atlântico e ataca Porto Rico, onde perda a Batalha de São João. Tenta conquistar o porto do Panamá, onde partiam os galeões espanhóis carregados das riquezas do Peru, transportadas através do Istmo do Panamá em lombo de mula, e fracassa outra vez. Morre de desinteria em Colón, no Panamá, em 28 de janeiro de 1596.

ESTUPRO DE NANQUIM

    Em 1937, o Império do Japão invade a cidade de Nanquim, na época capital da República da China, e inicia um massacre de seis semanas em que pelo 150 mil "prisioneiros de guerra" e 50 mil civis são mortos, e 20 mil meninas e mulheres são violentadas sexualmente. Ao todo, estima-se que 300 mil chineses foram mortos no Estupro de Nanquim, uma atrocidade que até hoje marca as relações entre os dois países.

O Japão invade a região da Manchúria, no Nordeste da China, em 1931, e ataca Xangai, a maior e mais rica cidade chinesa, em agosto de 1937. A cidade resiste até meados de novembro. 

Para quebrar a força moral do inimigo, em 1º de dezembro, o general japonês Iwane Matsui manda destruir Nanquim. 

Depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Tribunal Militar Internacional de Crimes de Guerra de Tóquio estimou que pelo menos 200 mil pessoas foram mortas em Nanquim e condenou Matsui à pena de morte.

DECRETADO O AI-5

    Em 1968, um dia depois que o Congresso nega autorização para processar o deputado Márcio Moreira Alves, que havia exortado as mulheres a não dançarem com militares, o ditador Artur da Costa e Silva decreta o Ato Institucional Nº 5, que abole o direito de habeas corpus, aumenta a tortura, os sequestros e assassinatos políticos, impõe a censura e transforma o Brasil numa ditadura militar fascista.

O AI-5 é um golpe dentro do golpe. É o período mais sombrio do regime militar instaurado em 1964, com a deposição do presidente João Goulart. A ditadura fecha o Congresso, passa a governar por decretos-leis, ignora a Justiça e se arroga o direito de demitir qualquer funcionário público.

É o mais violento dos 17 atos institucionais da ditadura. Imediatamente, 500 pessoas perdem os direitos políticos, 5 juízes, 4 senadores e 95 deputados são cassados.

Em 1973, a Guerra do Yom Kippur, entre Israel e países árabes, causa a primeira crise do petróleo, que acaba com o milagre econômico da ditadura, baseado em energia e mão de obra barata, com sindicatos proibidos de defender os trabalhadores e de lutar por melhores salários.

No ano seguinte, o ditador Ernesto Geisel anuncia a "abertura lenta, gradual e segura". Com a crise do petróleo, o governo perde o apoio da classe média e as eleições para o Senado em 16 dos 22 estados.

A censura prévia à grande imprensa acaba em 1977. O AI-5 é revogado em 31 de dezembro de 1978, depois de 10 anos de tirania.

GOLPE NA POLÔNIA

    Em 1981, o general Wojciech Jaruzelski, primeiro-secretário do Partido Operário Unificado Polonês (comunista) e primeiro-ministro da Polônia, decreta lei marcial e coloca na ilegalidade o sindicato livre Solidariedade, liderado por Lech Walesa, reconhecido pelo regime no ano anterior. Walesa é preso.


A lei marcial é suspensa em 1982 e Walensa é libertado. Três anos depois, Mikhail Gorbachev se torna secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e inicia uma abertura política e reforma econômica. Jaruzelski inicia reformas, mas é repudiado.

A Polônia é o primeiro país do Bloco Soviético a realizar eleições democráticas, em 4 e 18 de junho de 1989, mas o Solidariedade só é autorizado a disputar 35% das cadeiras. Conquista todas, menos uma, que fica com um candidato independente.

Como os comunistas mantém a maior parte das cadeiras, Jaruzelski é eleito presidente indiretamente em 19 de julho de 1989, mas é obrigado a ceder o poder em 22 de dezembro de 1990 a Walensa, primeiro presidente polonês eleito democraticamente.

GORE RECONHECE DERROTA

    Em 2000, depois de uma batalha judicial em torno da apuração dos votos da Flórida que chega à Suprema Corte, o vice-presidente Albert Gore Jr. reconhece a vitória de George Walker Bush na eleição presidencial, a primeira e única no século 20 em que o candidato vencedor no voto popular perde no Colégio Eleitoral.

Fortes suspeitas de fraude pesam sobre a eleição. No sistema político norte-americano, uma verdadeira federação, a eleição é organizada pelos estados. 

A Flórida, o estado decisivo, é governada por Jeb Bush, irmão do candidato republicano. A secretária de Estado da Flórida, encarregada da eleição, chefia a campanha de Bush.

Há o voto borboleta, em que a ordem dos candidatos na cédula confundem o eleitor, máquinas de perfurar cartões com a perfuração imperfeita. No fim, Bush vence por 537 votos na Flórida e perde por 543.895 no voto popular no país inteiro, mas ganha no Colégio Eleitoral por 271 a 266.

O Tribunal de Justiça da Flórida manda recontar os votos. A Suprema Corte suspende a recontagem, o que leva o ministro John Paul Stevens a afirmar que, "embora talvez nunca saibamos com total certeza a identidade de quem venceu a eleição presidencial de 2020, a identidade do perdedor é perfeitamente clara. É a confiança no juiz como guardião do Estado de Direito."

Mesmo discordando da decisão da Suprema Corte, Gore aceita o resultado porque "o rancor bipartidário deve ser posto de lado". Quanta diferença para os dias de hoje, quando o ex-presidente Donald Trump se recusa a reconhecer a vitória de Joe Biden e tenta dar um golpe de Estado para evitar a ratificação pelo Congresso da votação no Colégio Eleitoral.

"Aceito o resultado final, que será ratificado segunda-feira pelo Colégio Eleitoral", declarou Gore na televisão. "Nesta noite, por nossa unidade como povo e por nossa força como democracia, ofereço minha concessão."

SADDAM HUSSEIN PRESO

    Em 2003, oito meses depois de ser derrubado por uma invasão dos Estados Unidos, o ditador iraquiano Saddam Hussein al-Tikrit é preso por forças norte-americanas.

Saddam nasce em Tikrit em 1937. Quando adolescente, vai para Bagdá, onde entra para o Partido Baath, um partido socialista árabe aliado da União Soviética na Guerra Fria, e participa de várias tentativas de golpe até instalar um primo no poder em 1968.

O ditador conquista o poder absoluto em 16 de julho de 1979, quando 14 pessoas são executadas publicamente em Bagdá. Em 22 de setembro de 1980, inicia uma guerra contra a República Islâmica do Irã.

Apesar do apoio dos Estados Unidos, da URSS e dos países árabes, a Guerra Irã-Iraque termina num impasse, em 20 de agosto de 1990, com um total de mortes estimado em até 1 milhão de pessoas.

Com a economia abalada pela guerra, Saddam pressiona as monarquias petroleiras árabes em busca de dinheiro. Sem sucesso, invade o Iraque em 2 de agosto de 1990 e ameaça a Arábia Saudita.

Os EUA e aliados reagem e formam uma grande aliança, inclusive com países muçulmanos. Na Guerra do Golfo, em 1991, os iraquianos são expulsos do Kuwait, mas Saddam não cai e massacra rebeldes curdos e xiitas que desafiam sua autoridade. 

O Iraque é submetido a um rigoroso regime de sanções pelas Nações Unidas para acabar com os programas de desenvolvimento de armas de destruição em massa (químicas, biológicas e nucleares).

Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos quais o Iraque não teve qualquer participação, o presidente George W. Bush coloca o país num "eixo do mal", ao lado da Coreia do Norte e do Iraque. 

Sob o falso pretexto de Saddam tinha armas de destruição em massa, os EUA e alguns aliados invadem o Iraque em 20 de março de 2003 e derrubam o ditador, gerando uma situação de caos e anarquia em que se infiltra a rede terrorista Al Caeda, responsável pelo 11 de setembro. Al Caeda no Iraque se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um grupo terrorista ainda mais feroz do que Al Caeda.

Preso, Saddam é condenado e executado em 30 de dezembro de 2006. As armas de destruição em massa nunca foram encontradas.

GRETA PERSONALIDADE DO ANO

    Em 2019, a jovem ativista sueca Greta Thunberg, de apenas 16 anos, é escolhida Personalidade do Ano da revista Time por sua luta contra o aquecimento global. É a primeira pessoa nascida no século 21 a receber a honraria.

Depois de convencer os pais a virarem veganos, reduzir sua pegada de carbono e evitar viagens aéreas, Greta promove greves de estudantes do ensino médio para pressionar as autoridades e os adultos. Logo, é convida a discursar em eventos e afirma "nossa casa está pegando fogo".

Em agosto de 2019, Greta atravessa o Oceano Atlântico num navio movido a energia solar e depõe no Congresso dos Estados Unidos com um discurso contundente: "Vocês roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias. Mesmo assim, sou uma das sortudas. Pessoas estão sofrendo. Pessoas estão morrendo. Ecossistemas inteiros estão entrando em colapso. Estamos no início de uma extinção em massa. E tudo o que vocês conseguem dizer é sobre dinheiro e o conto de fadas do crescimento econômico eterno. Como vocês ousam?"

terça-feira, 5 de março de 2019

Estados democratas se articulam para superar o Colégio Eleitoral

Depois de perder duas eleições presidenciais que venceu no voto popular, em 2000 e 2016, o Partido Democrata tenta superar o Colégio Eleitoral criado pela Constituição dos Estados Unidos. 

O governador do Colorado, Jared Polis, é o 12º a sancionar uma lei para que os votos eleitorais de seu estado vão para o vencedor do voto popular em nível nacional, noticiou o boletim de notícias The Hill.

O Distrito de Colúmbia, onde fica Washington, a capital do país, também aderiu ao Compacto Interestadual pelo Voto Popular Nacional. Até agora, participam 12 estados e o distrito federal, somando um total de 181 votos eleitorais.

Como a maioria absoluta no Colégio Eleitoral é de no mínimo 270 votos, ainda faltam 89. Talvez não seja possível mudar a regra do jogo até 2020, mas os governadores democratas esperam ter apoio suficiente em 2024, especialmente se Donald Trump for reeleito.

No ano 2000, Albert Gore Jr. teve cerca de 500 mil votos a mais do que George Walker Bush, que ganhou no Colégio Eleitoral por 271 a 266 graças a uma vitória por apenas 537 votos no estado da Flórida quando a Suprema Corte suspendeu a recontagem de 45 mil votos de resultado duvidoso, que não puderam ser lidos por máquinas.

Em 2016, Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos a mais do que Trump, mas perdeu por 304 a 227 no Colégio Eleitoral por ter sido derrotadas por pequenas margens em estados-chaves como Michigan, Ohio e Pensilvânia.

"Se tivéssemos os candidatos a presidente fazendo campanha no país inteiro e não apenas nos estados que podem oscilar para um lado ou outro, veríamos maior participação. Penso que isso seria bom e saudável para o processo eleitoral", declarou o deputado estadual Emily Sirota, um dos autores do projeto de lei.

Todos os estados que fazem parte do compacto votaram em Al Gore e Hillary Clinton, menos o Colorado, que em 2000 elegeu George W. Bush. Outros 16 estados debatem projetos com o mesmo objetivo. Se Delaware, Maine, Nevada e Oregon aprovaram a medida, o total de votos eleitorais sobe para 206.

Os republicanos consideram a manobra inconstitucional. Como numa federação, cada estado tem o direito de organizar suas eleições, se o movimento avançar, a disputa deve chegar à Suprema Corte.

Para mudar a Constituição, são necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado e a ratificação por 75% dos estados. Como os estados pequenos ganham um poder maior com o Colégio Eleitoral, é altamente improvável, que mudem uma regra que favoreceria os estados com maior população, como Califórnia, Texas, Nova York e Flórida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Jeb Bush lança pré-candidatura à Presidência dos EUA

O ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush, anunciou hoje que está "explorando ativamente a possibilidade" de se candidatar à Casa Branca na eleição presidencial de 2016, noticiou hoje o jornal The New York Times.

De olho na Casa Branca, Jeb Bush vai abrir em janeiro um comitê de ação política. Em sua página no Facebook, ele disse ter tomado a decisão depois de conversar com a família no feriado do Dia Nacional de Ação de Graças. Jeb é considerado moderado dentro do Partido Republicano e deve enfrentar resistência do movimento de ultradireita Festa do Chá.

Como governador da Flórida, Jeb organizou as eleições no estado em 2000, quando George W. Bush venceu o vice-presidente Al Gore por apenas 500 votos, conquistando a Casa Branca depois de uma série de contestações do resultado na Justiça, com recontagem de votos, cédulas que induziram o eleitor a erro e problemas para votar em bairros de maioria negra.

Tudo isso levantou sérias suspeitas de fraude e manipulação. Quando a Suprema Corte vetou a recontagem total dos votos pedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Flórida, a vitória de Bush foi confirmada. Ficou a suspeita no ar de que a democracia americana não é a prova de fraude.

Com a ampla derrota do Partido Democrata nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014, os republicanos estão de olho na reconquista da Casa Branca. Por enquanto, a favorita é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os democratas apostam no desgaste de Congresso, que será dominado pelos republicanos na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2015, para manter a Presidência depois dos oito anos de governo de Barack Obama.

Entre os republicanos, o candidato derrotado em 2012 Mitt Romney pode tentar mais uma vez. Outro nome cogitado é o senador Rand Paul, ligado à ala mais à direita do partido, a Festa do Chá, que já tem um candidato em potencial na Flórida, o senador Marco Rubio. Ele já avisou que a candidatura de Jeb não o tira da corrida à Casa Branca.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Suprema Corte mantém reforma da saúde de Obama

Em um dos seus julgamentos mais importantes em anos, por 5 a 4, a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve o elemento central da reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama, que obriga os americanos a terem seguro de saúde.

Como não foi possível, por causa da oposição conservadora, criar um sistema público de saúde, a lei exige que todos tenham seguro-saúde antes de 2014. Assim, quem paga mais ajudaria a financiar o atendimento para os mais pobres.

Para a oposição republicana, isto seria uma violação do direito individual de comprar ou não seguro-saúde. Mais uma vez, os ministros do supremo tribunal federal americano se dividiram. Seu presidente, John Roberts, votou com os juízes mais liberais, concluindo que o Congresso tem poder para criar impostos.

A decisão é considerada a mais importante da Suprema Corte desde que os candidatos Al Gore Jr. e George W. Bush questionaram o resultado da eleição presidencial de 2000 no estado da Flórida. Na época, o tribunal decidiu não ordenar uma recontagem total dos votos.

Bush ganhou por cerca de 500 votos num estado onde seu irmão Jeb era governador e tinha organizado a eleição. Gore ganhou na soma dos votos populares em todo o país, mas não levou.

Agora, a Suprema Corte deu vitória a Obama no dispositivo central da Lei de Assistência de Saúde Pagável. Ao mesmo tempo, rejeitou a expansão de Medicaid, o programa de saúde do governo federal para pobres, dando flexibilidade aos estados para ampliar ou não a cobertura sem correr o risco de ter de pagar multas pesadas, informa o jornal The New York Times.

Ao comentar a decisão, o candidato republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, afirmou que "a Suprema Corte disse que a reforma da saúde de Obama não é inconstitucional. Não disse que é um boa lei nem boa política".

Romney prometeu derrubar a lei, se for eleito, alegando que ela aumenta impostos, destrói empregos e coloca o governo federal entre o médico e o paciente, embora a reforma de Obama não seja muito diferente da que ele fez como governador de Massachusetts. Se os republicanos alegarem na campanha que Obama criou um novo imposto, os democratas dirão que Romney fez o mesmo.

Em pronunciamento na Casa Branca, Obama descreveu a decisão como "uma vitória do povo americano". Para se desviar das críticas, acrescentou que é hora de concentrar esforços para gerar empregos. O desemprego é a maior ameaça à sua reeleição.

O texto integral da decisão acaba de ser divulgado pelo jornal The Washington Post.