De olho no voto evangélico, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um conservador em questões sociais, lançou hoje sua campanha à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Ontem, foi a vez da executiva Carly Fiorina e o neurocirurgião aposentado Ben Carson.
Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.
Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.
Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.
Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.
"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."
As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.
Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.
Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".
Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.
Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".
As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Mais um radical de direita se lança na corrida à Casa Branca
O senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos da Flórida, anunciou hoje a intenção de disputar a candidadura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. É o terceiro, depois dos senadores Rand Paul e Ted Cruz, também de origem cubana. Todos chegaram ao Congresso com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, a favor de menos impostos e do Estado mínimo.
Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.
"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.
Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.
No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.
Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.
Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.
Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.
"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.
Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.
No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.
Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.
Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.
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terça-feira, 7 de abril de 2015
Outro ultradireitista entra na corrida para a Casa Branca
Depois do texano Ted Cruz, mais um senador de extrema direita anunciou hoje a intenção de disputar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. Rand Paul, do estado do Kentucky, filho do ex-deputado libertário Ron Paul, se lançou como um defensor da liberdade individual e do Estado mínimo, informou o jornal The Washington Post.
É mais um a disputar o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá.
"Temos de tomar nosso país de volta", declarou o senador na cidade de Louisville, no Kentucky, seguindo a linha da ultradireita branca que considera o presidente Barack Obama um estranho no ninho, se não um estrangeiro.
De quem Paul quer livrar os EUA? "Dos interesses especiais que usam Washington como seu cofrinho, os interesses especiais mais interessados no seu bem-estar pessoal do que com o bem-estar geral", como se os republicanos não fossem os maiores defensores do centro financeiro de Wall Street e das grandes empresas americanas.
Cercado de bandeiras dos EUA, Paul tentou vender a imagem de um Partido Republicano diferente com uma mensagem de diversidade e inclusão social: "A mensagem de oportunidade, liberdade e justiça é para todos os americanos, use você um terno, uniforme ou avental, seja branco ou negro, rico ou pobre. Muitos americanos estão sendo deixados para trás. A recompensa pelo trabalho parece além de seu alcance. Sob ambos os partidos, os podres parecem ficar mais pobres e os ricos mais ricos."
Como terá de enfrentar as eleições primárias do partido, seus correligionários não foram poupados: "Com frequência, quando os republicanos ganham, desperdiçam a vitória se tornando parte da máquina de Washington. Eu não sou assim. Não é por isso que concorri a um cargo eletivo pela primeira vez anos atrás. Parece-me que ambos os partidos e todo o sistema político são culpados. O governo grande e a dívida dobraram sob um governo republicano. E agora estão triplicando sob Obama."
Paul apelou para o discurso clássico dos políticos americanos, criticar o governo central como se Washington ficasse em outro país e todos eles não quisessem chegar lá.
Em política externa, Rand Paul recuou um pouco das posições anti-intervencionistas adotadas pelo pai, duas vezes pré-candidato sem sucesso. Ele apoiou a participação americana na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Para atingir o eleitorado jovem e fazer uma campanha mais austera, Paul pretende usar a Internet e as redes sociais. Ele é contra a regulamentação da maconha e do casamento pelo governo federal, embora ultimamente tenha hesitado na questão do casamento gay, e promete fechar a Agência de Segurança Nacional, que anda espionando americanos e estrangeiros.
Médico oftalmologista que ainda faz cirurgias, Rand Paul tem uma visão de futuro que agrada à ultraidireita. Suas chances na próxima eleição presidencial são consideradas mínimas. Ele tende a empurrar o partido mais para a direita durante as primárias, alienando os eleitores de centro, essenciais para a vitória que interessa contra o candidato do Partido Democrata.
O favorito no partido até o momento é o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão dos ex-presidentes George Herbert Walker Bush (1989-93) e George Walker Bush (2001-9). A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, do Partido Democracta, lidera a corrida à Casa Branca.
É mais um a disputar o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá.
"Temos de tomar nosso país de volta", declarou o senador na cidade de Louisville, no Kentucky, seguindo a linha da ultradireita branca que considera o presidente Barack Obama um estranho no ninho, se não um estrangeiro.
De quem Paul quer livrar os EUA? "Dos interesses especiais que usam Washington como seu cofrinho, os interesses especiais mais interessados no seu bem-estar pessoal do que com o bem-estar geral", como se os republicanos não fossem os maiores defensores do centro financeiro de Wall Street e das grandes empresas americanas.
Cercado de bandeiras dos EUA, Paul tentou vender a imagem de um Partido Republicano diferente com uma mensagem de diversidade e inclusão social: "A mensagem de oportunidade, liberdade e justiça é para todos os americanos, use você um terno, uniforme ou avental, seja branco ou negro, rico ou pobre. Muitos americanos estão sendo deixados para trás. A recompensa pelo trabalho parece além de seu alcance. Sob ambos os partidos, os podres parecem ficar mais pobres e os ricos mais ricos."
Como terá de enfrentar as eleições primárias do partido, seus correligionários não foram poupados: "Com frequência, quando os republicanos ganham, desperdiçam a vitória se tornando parte da máquina de Washington. Eu não sou assim. Não é por isso que concorri a um cargo eletivo pela primeira vez anos atrás. Parece-me que ambos os partidos e todo o sistema político são culpados. O governo grande e a dívida dobraram sob um governo republicano. E agora estão triplicando sob Obama."
Paul apelou para o discurso clássico dos políticos americanos, criticar o governo central como se Washington ficasse em outro país e todos eles não quisessem chegar lá.
Em política externa, Rand Paul recuou um pouco das posições anti-intervencionistas adotadas pelo pai, duas vezes pré-candidato sem sucesso. Ele apoiou a participação americana na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Para atingir o eleitorado jovem e fazer uma campanha mais austera, Paul pretende usar a Internet e as redes sociais. Ele é contra a regulamentação da maconha e do casamento pelo governo federal, embora ultimamente tenha hesitado na questão do casamento gay, e promete fechar a Agência de Segurança Nacional, que anda espionando americanos e estrangeiros.
Médico oftalmologista que ainda faz cirurgias, Rand Paul tem uma visão de futuro que agrada à ultraidireita. Suas chances na próxima eleição presidencial são consideradas mínimas. Ele tende a empurrar o partido mais para a direita durante as primárias, alienando os eleitores de centro, essenciais para a vitória que interessa contra o candidato do Partido Democrata.
O favorito no partido até o momento é o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão dos ex-presidentes George Herbert Walker Bush (1989-93) e George Walker Bush (2001-9). A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, do Partido Democracta, lidera a corrida à Casa Branca.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Jeb Bush lança pré-candidatura à Presidência dos EUA
O ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush, anunciou hoje que está "explorando ativamente a possibilidade" de se candidatar à Casa Branca na eleição presidencial de 2016, noticiou hoje o jornal The New York Times.
De olho na Casa Branca, Jeb Bush vai abrir em janeiro um comitê de ação política. Em sua página no Facebook, ele disse ter tomado a decisão depois de conversar com a família no feriado do Dia Nacional de Ação de Graças. Jeb é considerado moderado dentro do Partido Republicano e deve enfrentar resistência do movimento de ultradireita Festa do Chá.
Como governador da Flórida, Jeb organizou as eleições no estado em 2000, quando George W. Bush venceu o vice-presidente Al Gore por apenas 500 votos, conquistando a Casa Branca depois de uma série de contestações do resultado na Justiça, com recontagem de votos, cédulas que induziram o eleitor a erro e problemas para votar em bairros de maioria negra.
Tudo isso levantou sérias suspeitas de fraude e manipulação. Quando a Suprema Corte vetou a recontagem total dos votos pedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Flórida, a vitória de Bush foi confirmada. Ficou a suspeita no ar de que a democracia americana não é a prova de fraude.
Com a ampla derrota do Partido Democrata nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014, os republicanos estão de olho na reconquista da Casa Branca. Por enquanto, a favorita é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os democratas apostam no desgaste de Congresso, que será dominado pelos republicanos na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2015, para manter a Presidência depois dos oito anos de governo de Barack Obama.
Entre os republicanos, o candidato derrotado em 2012 Mitt Romney pode tentar mais uma vez. Outro nome cogitado é o senador Rand Paul, ligado à ala mais à direita do partido, a Festa do Chá, que já tem um candidato em potencial na Flórida, o senador Marco Rubio. Ele já avisou que a candidatura de Jeb não o tira da corrida à Casa Branca.
De olho na Casa Branca, Jeb Bush vai abrir em janeiro um comitê de ação política. Em sua página no Facebook, ele disse ter tomado a decisão depois de conversar com a família no feriado do Dia Nacional de Ação de Graças. Jeb é considerado moderado dentro do Partido Republicano e deve enfrentar resistência do movimento de ultradireita Festa do Chá.
Como governador da Flórida, Jeb organizou as eleições no estado em 2000, quando George W. Bush venceu o vice-presidente Al Gore por apenas 500 votos, conquistando a Casa Branca depois de uma série de contestações do resultado na Justiça, com recontagem de votos, cédulas que induziram o eleitor a erro e problemas para votar em bairros de maioria negra.
Tudo isso levantou sérias suspeitas de fraude e manipulação. Quando a Suprema Corte vetou a recontagem total dos votos pedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Flórida, a vitória de Bush foi confirmada. Ficou a suspeita no ar de que a democracia americana não é a prova de fraude.
Com a ampla derrota do Partido Democrata nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014, os republicanos estão de olho na reconquista da Casa Branca. Por enquanto, a favorita é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os democratas apostam no desgaste de Congresso, que será dominado pelos republicanos na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2015, para manter a Presidência depois dos oito anos de governo de Barack Obama.
Entre os republicanos, o candidato derrotado em 2012 Mitt Romney pode tentar mais uma vez. Outro nome cogitado é o senador Rand Paul, ligado à ala mais à direita do partido, a Festa do Chá, que já tem um candidato em potencial na Flórida, o senador Marco Rubio. Ele já avisou que a candidatura de Jeb não o tira da corrida à Casa Branca.
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