Mostrando postagens com marcador Ted Cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ted Cruz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Democratas reconquistam maioria na Câmara dos EUA

O Partido Democrata venceu o presidente Donald Trump e terá maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, anunciou há pouco a rede de televisão NBC. O Partido Republicano vai manter a maioria no Senado, noticiou a rede de TV CNN.

Com a reeleição do ultraconservador Ted Cruz no Texas, os republicanos terão pelo menos 50 senadores, a metade do Senado. Como o vice-presidente preside o Senado, Mike Pence pode dar o voto de minerva em caso de empate.

Ainda há 12 cadeiras indefinidas. Então, é provável que os republicanos aumentem sua maioria no Senado, que hoje é de apenas duas cadeiras.

Na Câmara, os democratas precisavam tomar 23 cadeiras dos republicanos para retomar a maioria que perderam em 2010, nas eleições do meio do primeiro mandato do presidente Barack Obama. A deputada Nancy Pelosi, da Califórnia, deve voltar a presidir a Câmara.

É uma grande derrota do presidente Trump, que fez campanha furiosamente, com uma média superior a mais de 30 mentiras por dia, tentando aterrorizar os americanos com as caravanas de miseráveis da América Central que marcham rumo à fronteira sul dos EUA.

A partir de janeiro, a nova maioria democrata vai poder exigir que a Casa Branca entregue documentos. Cautelosa, Nancy Pelosi é contra a abertura de um processo de impeachment de Trump por causa do suposta conluio com a Rússia nas eleições de 2016.

Nos EUA, a Câmara pode abrir um processo de impeachment por maioria simples, mas o presidente só pode ser afastado por dois terços dos votos do Senado. Isso exige que vários senadores republicanos abandonem Trump, o que é altamente improvável, a não ser em caso de um grande escândalo.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Trump vence em Indiana e Cruz abandona corrida à Casa Branca

Depois de uma vitória do bilionário Donald Trump por 53% a 37% na eleição primária do estado de Indiana, o senador evangélico texano ultraconservador Ted Cruz abandonou a disputa pela candidatua do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016. No Partido Democrata, o senador Bernie Sanders impôs mais uma derrota à favorita Hillary Clinton.

Na prática, Trump garantiu a indicação, apesar da rejeição de sua candidatura pela cúpula republicana. O governador de Ohio, John Kasich, que não fez campanha para aumentar as chances de Cruz, ficou em terceiro com 7,6% dos votos.

Faltam agora apenas 227 delegados para Trump atingir os 1.237 necessários para garantir a nomeação na convenção nacional do partido, marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, Ohio. Com nove eleições prévias a realizar, inclusive na Califórnia, o maior estado americano, o magnata precisa conquistar menos da metade dos delegados em jogo para ser candidato em novembro.

"Demos tudo em Indiana, mas os eleitores fizeram outra escolha", lamentou Cruz ao anunciar a desistência.

Horas antes, Cruz havia detonado Trump, que acusou o pai do adversário de ter participado do assassinato do presidente John Kennedy, em 1963, chamando-o de "totalmente amoral", "narcisista", "pilantra" e "mentiroso patológico".

O magnata imobiliário contra-atacou no Twitter: "O mentiroso Ted Cruz realmente pirou hoje. Fez todo tipo de acusações malucas. Não pode funcionar sob pressão - não é muito presidenciável. Triste!"

Um comitê de ação política que gastou US$ 1,3 milhão em Indiana para derrubar Trump promete continuar a campanha "para abrir os olhos dos eleitores".

Durante a campanha, um acusou a mulher do outro. Nada foi poupado num debate de baixo nível em que Trump não deixou nada sem resposta. Por isso, ele é rejeitado por 65% do eleitorado americano, enquanto sua provável adversária, a ex-secretária de Estado, ex-senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton tem 56% de rejeição.

O repúdio a Hillary é evidente dentro do próprio Partido Democrata, onde o socialista Bernie Sanders seduziu a esquerda do partido com seus ataques à concentração da riqueza e os privilégios do centro financeiro de Wall Street.

Por 53% a 47%, Bernie venceu Hillary em Indiana, o que se repete em vários estados onde não grandes parcelas de negros e latinos no eleitorado. Onde essas minorias são importantes, dá Hillary.

Nas pesquisas sobre um possível confronto entre Hillary e Trump na eleição de novembro, a ex-secretária de Estado lidera com uma vantagem de 10 pontos percentuais.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ted Cruz indica Carly Fiorina para vice nos EUA

Num gesto de desespero, sem condições matemáticas de superar o magnata imobiliário Donald Trump na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro, o senador evangélico ultraconservador Ted Cruz indicou a executiva Carly Fiorina como candidata a vice-presidente.

"Durante os 13 meses desta corrida, houve uma lutadora testada e consistente. Uma lutadora que aterroriza Hillary. Por isso, tenho o orgulho de anunciar Carly Fiorina como minha vice-presidente", declarou Cruz.

Ex-diretora-executiva da empresa multinacional Hewlett-Packard (HP), Fiorina, de 61 anos, foi candidata ao Senado pela Califórnia em 2010, o estado mais populoso dos EUA, onde haverá 172 delegados em disputa na eleição primária republicana.

Sem grande prestígio num estado liberal depois de ser arrasado por Trump no Nordeste dos EUA por criticar os "valores de Nova York", resta a Cruz apelar ao eleitorado religioso e a Fiorina. O bilionário lidera na Califórnia com mais de 25 pontos percentuais de frente.

Quando ainda estava na luta, Fiorina afirmou que não aceitaria um convite para ser vice: "Não. Estou concorrendo a presidente e não para ser vice. As pessoas que me apoiam sabem que sou a candidata mais qualificada para ser presidente e para conquistar o cargo. Este é o desafio e vou ganhar."

Em março, depois de abandonar sua própria campanha, Fiorina apoiou Cruz. O costume é indicar o candidato a vice-presidente quando a candidatura a presidente está assegurada.

"Parece fora de contato com a realidade indicar vice-presidente antes de garantir os 1.237", comentou o ex-presidente da Câmara e ex-aspirante à Casa Branca Newt Gingrich, referindo-se ao mínimo necessário para ser nomeado candidato oficialmente.

Sem chances matemáticas no confronto direto, Cruz aposta que Trump também não chegue lá para que o Partido Republicano tenha uma disputa dentro da convenção nacional de 18 a 21 de julho, em Cleveland, no estado de Ohio. Se Trump não levar na primeira votação, a disputa fica em aberto. Os delegados não precisam mais seguir a distribuição definida nas eleições primárias.

Com Fiorina a seu lado, Cruz sonha em ser ungido na convenção.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Trump ganha eleições primárias em mais cinco estados

O bilionário Donald Trump venceu as eleições primárias do Partido Republicano realizadas hoje em cinco estados do Nordeste dos Estados Unidos (Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island), aumentando as chances de garantir a candidatura à Casa Branca antes da convenção nacional do partido, em julho.

Com dois concorrentes que concentram seus esforços em outros estados, o senador Ted Cruz e o governador John Kasich praticamente abandonaram as prévias de hoje. Assim, no início da apuração Trump obtém vantagens de 60% ou mais e todas as projeções indicam sua vitória.

Trump conquistou hoje 105 delegados contra 5 para Kasich e 1 para Cruz, um evangélico ultraconservador texano sem prestígio nos estados mais liberais do Nordeste dos EUA.

O magnata imobiliário nova-iorquino tem agora 949 delegados com 548 de Cruz e 153 para Kasich, na contagem do jornal The Wall Street Journal. Para garantir a candidatura republicana, são necessários 1.237 delegados.

Se Trump chegar à convenção nacional em Cleveland, Ohio, em 18 de julho, sem a vitória assegurada, a partir da segunda votação os delegados não precisam mais seguir o resultado das prévias. Numa "convenção disputada", podem votar livremente e escolher mais ao gosto da cúpula do partido.

No momento, Trump precisa de mais 288 delegados. Como lidera com vantagens de mais de 25 pontos percentuais na Califórnia e Nova Jérsei, onde há 223 delegados em jogo e o ganhador leva todos, faltariam apenas 65 delegados a disputar nas primárias de Indiana, Novo México e Oregon. Por isso, Cruz e Kasich fizeram uma aliança para o mais fraco apoiar o mais forte nestes três estados.

Entre os democratas, a ex-secretária de Estado e ex-senadora Hillary Clinton praticamente garantiu a candidatura do partido ao ganhar na Pensilvânia, em Maryland, os dois estados mais populosos em jogo em mais estar superterça-feira, em Delaware e Connecticut.

O senador socialista Bernie Sanders só ganhou em Rhode Island. Está sob pressão para abandonar a disputa e apoiar Hillary, que marcha para assegurar a candidatura democrata à Presidente dos EUA em 8 de novembro.

Hillary ganhou mais 195 delegados hoje contra 129 para Sanders. No Partido Democrata, o número para garantir a candidatura é 2.383. A ex-secretária de Estado chegou hoje a 2.141, enquanto Sanders soma 1.321.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Cruz e Kasich se unem para barrar candidatura Trump

O senador Ted Cruz e o governador John Kasich uniram esforços para tentar impedir que o bilionário Donald Trump seja o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016.

Seu objetivo é evitar que Trump chegue à convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, com o apoio de 1.237 delegados. Isso lhe garantiria a nomeação automaticamente.

Na primeira votação dentro da convenção, os delegados são obrigados a manter a lealdade aos candidatos com base nos resultados das prévias do partido. Se não houver um vencedor, a partir da segunda votação, os delegados são livres para votarem como quiserem, até mesmo em que não disputou as primárias.

Como Trump é o favorito nos cinco estados do Nordeste dos EUA que realizam eleições prévias amanhã (Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island) Kasich se retirou da primária do estado de Indiana, onde Cruz tem mais chances. O senador texano fará o mesmo nos estados do Novo México e Oregon, onde o governador de Ohio deve sair melhor.

O acordo foi negociado discretamente na semana passada durante a reunião do diretório nacional do partido realizada no estado da Flórida entre o gerente da campanha de Cruz, Jeff Roe, e John Weaver, assessor de Kasich.

Em seu estilo agressivo, Trump se defendeu no Twitter atacando: "Ted Mentiroso e Kasich estão matematicamente mortos e totalmente desesperados. Seus doares e grupos de interesses especiais não estão satisfeitos com eles. Triste!"

No momento, Trump tem 845 delegados contra 559 de Cruz, 171 do senador Marco Rubio, que já abandonou a disputa, e 148 para Kasich.

A ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton já garantiu na prática a candidatura do Partido Democrata e é a favorita.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Derrota em Wisconsin complica candidatura Donald Trump

Os favoritos até agora na corrida Casa Branca, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, no Partido Democrata, e o bilionário Donald Trump, no Partido Republicano, perderam hoje as eleições primárias do estado de Wisconsin. Enquanto Hillary segue firme rumo à candidatura, Trump terá problemas à frente.

No Partido Republicano, com 57% dos votos apurados, o ultraconservador Ted Cruz lidera com 51% dos votos contra 32% para Trump e 14% para o governador de Ohio, John Kasich.

Com a vitória do ultraconservador Cruz, outro nome mal visto pela cúpula do partido, Trump precisa conquistar 70% dos delegados em disputa nas prévias que faltam para chegar à convenção nacional do partido com pelo menos 1.237 comprometidos com sua candidatura.

Se conseguir, só um golpe de Estado interno no partido contra as regras do jogo poderia negar a Trump a candidatura republicana. O magnata imobiliário já reclamou que o governo de Ohio John Kasich não abandona a campanha, embora matematicamente não tenha chances.

Kasich, considerado um conversador moderado, ajuda a roubar votos de Trump. Se estivessem só Trump e Cruz na disputa, o vencedor chegaria na convenção com a candidatura assegurada.

Caso seja barrado, Trump ameaça concorrer como independente, o que tiraria votos do candidato republicano, facilitando em princípio uma vitória de Hillary.

No Partido Democrata, com mais da metade dos votos apurados, o socialista Sanders vence Hillary por 54% a 45%. Ele trouxe temas para a campanha como desigualdade, salário mínimo e abusos do sistema financeiro.

Com grande prestígio entre os jovens, o senador conquistou vitórias importantes em estados pequenos com eleitorado majoritariamente branco. Hillary ganha por ampla margem em estados com eleitorados negros e latinos importantes.

terça-feira, 15 de março de 2016

Trump e Hillary vencem na Flórida e Rubio abandona

Com uma derrota arrasadora no estado da Flórida, que representa no Senado, Marco Rubio abandonou hoje a corrida à Casa Branca. Os vencedores foram o bilionário Donald Trump, no Partido Republicano, e a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton, no Partido Democrata, noticiou o jornal The New York Times.

Hillary venceu também no estado de Ohio, onde a vitória republicana ficou com o governador John Kasich, que assim continua na luta para ser a alternativa a Trump aceitável pela cúpula do do partido.

No fim da noite, entre os republicanos, Trump venceu em três estados e Kasich em Ohio. Conseguiu 46% dos votos da Flórida seguido por Rubio com 27% e Ted Cruz com 17%. Ganhou em Illinois com 39% contra 31% de Cruz e 20% de Kasich. Na Carolina do Norte, teve 40% dos votos contra 37% de Cruz e 13% de Kasich.

Kasich levou Ohio, onde é governador, com 47% contra 36% de Trump e 13% para Cruz. A prévia do Missouri ainda está indefinida. Trump tem pequena vantagem, mas está praticamente empatado com Cruz com 41% para cada um.

Trump lidera com 621 delegados à convenção nacional que vai indicar oficialmente o candidato republicano, seguido por Cruz com 395, Rubio com 168 e Kasich com 138. Se Rubio apoiar outro aspirante, agora que abandonou a disputa, ele pode herdar os delegados do senador da Flórida. São necessários 1.237 delegados para ser o candidato republicano.

Entre os democratas, Hillary obteve uma grande vitória contra o senador socialista Bernie Sanders por 65% a 33% na Flórida e boas vitórias em Ohio por 57% a 43% e na Carolina do Norte por 55% a 41%. Ganhou por 50% a 49% em Illinois. Com 99% dos votos apurados, a primária do Missouri estava praticamente empatada em 50%, com pequena vantagem de Hillary.

A ex-secretária já conquistou 1.094 dos 2.383 delegados necessários para garantir a candidatura do Partido Democrata contra 774 para Sanders. Com os superdelegados, Hillary tem cerca de 1,5 mil delegados, uma vantagem praticamente impossível de ser neutralizada por Sanders. Mas o senador socialista ainda não desistiu da luta.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Ted Cruz vira alternativa a Donald Trump

Com vitórias nas convenções regionais nos estados do Kansas e do Maine, o senador texano Ted Cruz se transformou na única alternativa para barrar a candidatura do bilionário Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano em novembro de 2016. O problema é que Cruz, ultraconservador e evangélico, é ainda mais reacionário do que Trump.

O favorito da cúpula do partido, o senador Marco Rubio, não passou do terceiro lugar. Com apenas uma vitória, no pequeno estado de Minnesotta, de pouco peso, Rubio vê sua campanha definhar. Trump sugeriu que chegou a hora de Rubio abandonar a corrida à Casa Branca.

Depois do forte ataque ao magnata imobiliário feito pelo candidato derrotado pelo presidente Barack Obama em 2012, Cruz bateu Trump por 48% a 23% no Kansas e por 46% a 33%. Perdeu por margens menores, 36% a 32% no Kentucky e 41% a 38% na Lousiana.

O colapso da candidatura Rubio é um enorme problema para os republicanos. Cruz também é adversário da cúpula do partido e também é considerado radical demais para ganhar uma eleição geral.

Trump tem agora 382 delegados à convenção nacional que vai indicar o candidato contra 300 de Cruz e 128 de Rubio. Para vencer, um candidato precisa de pelo menos 1.237 delegados.

Defensor das armas, anti-imigrantes e antiaborto, apesar da origem cubana, o senador texano terá enormes dificuldades com o eleitorado centrista e independente, sem filiação partidária. A vitória da provável candidata do Partido Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, seria mais fácil.

Pelo seu poder de mobilizar a manipular a massa, Trump é um candidato mais imprevisível. Poderia ter uma chance, apesar dos ataques a latino-americanos e mulheres.

No Partido Democrata, o senador socialista Bernie Sanders bateu a favorita Hillary Clinton nos estados do Kansas e de Nebraska, e no Maine no domingo. A ex-secretária e ex-primeira-dama tem 1.121 delegados e Sanders, 479. Para conquistar a candidatura democraca, um aspirante precisa de ao menos 2.383 delegados.

terça-feira, 1 de março de 2016

Trump e Hillary disparam na Superterça-feira

Com eleições primárias em 12 estados e um território, a Superterça-feira é um momento decisivo da corrida para Casa Branca. Hoje, Hillary Clinton praticamente consolidou a vitória na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, enquanto o bilionário Donald Trump abriu vantagem sobre os adversários do Partido Republicano.

Até agora, Trump ganhou em cinco estados (Alabama, Geórgia, Massachusetts, Tennessee e Virgínia) e o ultraconservador Ted Cruz em dois (Texas e Oklahoma).

Entre os democratas, Hillary (Alabama,  Arkansas, Geórgia, Texas, Tennessee e Virgínia) venceu em seis estados e o senador socialista Bernie Sanders em dois (Oklahoma e Vermont).

No fim da apuração, já de madrugada, Hillary somava sete vitórias, ganhando também em Massachusetts, enquanto Sanders levou a melhor também no Colorado e em Minnesotta.

No Partido Republicano, Cruz também ganhou no Alasca, somando três vitórias, enquanto o favorito da cúpula do partido, o senador da Flórida Marco Rubio venceu em Minnesotta, conquistando sua primeira vitória, mas num estado pequeno, que manda poucos delegados para a convenção nacional que vai indicar o candidato do partido à eleição presidencial de novembro de 2016.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ted Cruz larga na frente na corrida republicana à Casa Branca

Com 97% dos votos apurados, o senador ultraconservador e evangélico Ted Cruz lidera as convenções regionais do Partido Republicano no estado de Iowa com 28% dos votos, seguido pelo bilionário Donald Trump com 24% e o senador Marco Rubio com 23%, enquanto nenhum dos aspirantes chegou a 10%.

Foram os primeiros votos populares da eleição presidencial de novembro de 2016 nos Estados Unidos. No Partido Democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton tem uma vantagem mínima sobre o senador socialista Bernie Sanders.

Cruz é o mais reacionário de todos os candidatos republicanos e não conta com o apoio da cúpula do partido. Chegou a discursar durante 72 horas seguidas no Senado para forçar o fechamento do governo federal por falta de orçamento na expectativa de acabar com o programa de saúde universal de Obama.

Com esse radicalismo, não tem a menor chance na eleição, que será decidida por independentes, mas a cúpula do partido não vai se incomodar se ele tirar a aura de invencibilidade de Trump, que lidera as pesquisas, mas ainda não ganhou nada.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Trump sobe em pesquisa da NBC e do Wall Street Journal

Apesar das críticas à sua proposta de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, o magnata imobiliário Donald Trump avançou na pesquisa da rede de televisão NBC e do jornal The Wall Street Journal sobre a disputa da candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016.

Depois de atingir impressionantes 35% em pesquisa da rede de TV CBS e do jornal The New York Times, Trump teve o apoio de 27% dos entrevistados, ultrapassando o médico-cirurgião Ben Carson, que sofreu uma queda forte e foi superado pelos senadores Ted Cruz e Marco Rubio.

Cruz, o mais conservador entre os políticos profissionais aspirantes à candidatura da oposição, ficou em segundo lugar com 22%. Ele tem o cuidado de não criticar Trump na expectativa de herdar os votos do magnata quando este sair da corrida à Casa Branca.

Trump não parece disposto a desistir. Se for boicotado pela cúpula do partido, ameaça concorrer como candidato independente. Isso dividiria o eleitorado conservador, facilitando a vitória da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, franca favorita no Partido Democrata.

O senador Marco Rubio, da Flórida, filho de imigrantes cubanos, que hoje seria o favorito dos caciques republicanos, ficou em terceiro com 15%.

Carson desabou de 29% no fim de outubro, quando liderava a disputa, para 11%, em parte pelas besteiras que falou depois dos atentados terroristas em Paris e em San Bernardino, na Califórnia, que trouxeram a política externa e a segurança nacional para o centro do debate. O cirurgião aposentado chegou a dizer que as Pirâmides do Egito eram silos para estocar grãos.

A pesquisa não dá muita esperança ao favorito no início da campanha, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes dos EUA. Jeb teve 7%. A ex-diretora-executiva da transnacional Hewlett-Packard Carli Fiorina ficou com 5%. O ex-governador de Arkansas Mike Huckabee e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, não passaram de 3%. O governador de Ohio, John Kasich, e o senador Rand Paul encerraram a fila com 2%.

As eleições primárias que vão apontar os candidatos começam em 1º de fevereiro de 2016.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Governador Scott Walker abandona corrida à Casa Branca

Depois de iniciar a campanha como um dos favoritos dos meios de comunicação e da cúpula do Partido Republicano, diante da falta de apoio nas pesquisas e de dinheiro, o governador de Wisconsin, Scott Walker, abandonou hoje a disputa pela candidatura de oposição à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.

Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.

Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.

Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.

Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.

Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.

A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.

O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.

Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Tirada machista não reduz liderança de Donald Trump

Apesar dos comentários machistas sobre a apresentadora do debate na televisão Fox News Megyn Kelly, o magnata imobiliário Donald Trump mantém a liderança nas pesquisas sobre quem será o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

Depois de uma entrevista à CNN em que acusou Kelly de vazar sangue por todos os lados, no que foi considerado uma tirada sexista relativa à menstrução, Trump foi desconvidado para uma conferência conservadora realizada em Atlanta, no estado da Geórgia.

"Você podia ver o sangue saindo de seus olhos, sangue saindo de sua qualquer coisa", disparou Trump na CNN. Mais tarde, disse que só um "depravado" interpretaria sua frase como sexista.

Mesmo assim, em pesquisa feita no fim de semana para a TV NBC, Trump foi o preferido com 23%, seguido do senador texano Ted Cruz, um dos mais conservadores e reacionários entre os 17 aspirantes, que fez propaganda fritando bacon no cano de uma metralhadora.

A favorita do Partido Democrata, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, aproveitou a oportunidade para descrever como "ultrajantes" as declarações e as mensagens de Trump no Twitter falando mal de Megyn Kelly, e apresentá-las como um sintoma da "guerra do Partido Republicano contra as mulheres".

Trump também não foi poupado pela única mulher entre os aspirantes à candidatura republicana. A executiva Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de alta tecnologia HP ficou "horrorizada".

O magnata respondeu no Twitter: "Acabo de perceber que, se você ouve Carly Fiorina por mais de dez minutos, fica com uma tremenda dor de cabeça. Sua chance é zero!"

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mais três republicanos entram na corrida à Casa Branca

De olho no voto evangélico, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um conservador em questões sociais, lançou hoje sua campanha à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Ontem, foi a vez da executiva Carly Fiorina e o neurocirurgião aposentado Ben Carson.

Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.

Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.

Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.

Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.

"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."

As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.

Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.

Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".

Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.

Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".

As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mais um radical de direita se lança na corrida à Casa Branca

O senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos da Flórida, anunciou hoje a intenção de disputar a candidadura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. É o terceiro, depois dos senadores Rand Paul e Ted Cruz, também de origem cubana. Todos chegaram ao Congresso com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, a favor de menos impostos e do Estado mínimo.

Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.

"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.

Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.

No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.

Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.

Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ultraconservador é o primeiro a lançar candidatura à Casa Branca

Em discurso na Universidade da Liberdade, uma instituição cristã do estado da Virgínia fundada pelo pregador fundamentalista Jerry Falwell, o senador ultradireitista Ted Cruz lançou hoje sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano prometendo acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e até mesmo com a Receita Federal americana.

Cruz, de 44 anos, de origem cubana, nasceu em Calgary, no Canadá, o que pode complicar suas pretensões. A Constituição dos EUA exige que o presidente tenha nascido no país. Em 2013, ele renunciou à cidadania canadense.

Filho de de mãe americana e pai cubano, Cruz foi educado nas universidades de elite de Harvard e Princeton. Em 2012, foi eleito para o Senado pelo estado do Texas com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá.

Ted Cruz é contra a universalização da cobertura de saúde, contra o aborto, contra o casamento gay, contra as negociações nucleares com o Irã, contra causas ambientais, a favor do apoio incondicional a Israel e da guerra contra o terrorismo. Ele não acredita que o homem seja responsável pelo aquecimento global.

No seu discurso, Cruz conclamou a direita religiosa a se mobililizar para assumir o controle do partido e do país. Em 34 minutos, o senador texano usou 40 vezes o verbo "imaginem", mas num sentido completamente diferente da música de John Lennon.

"Imaginem uma nova América", declarou o senador. "Imaginem um presidente que honra a Constituição e que sob nenhuma circunstância deixe o Irã ter armas nucleares." E seguiu defendendo o fim da Receita Federal, a adoção de uma alíquota única e baixa para o imposto de renda, e uma guerra mais decidida contra o Estado Islâmico.

Para o jornal The Washington Post, sua pré-candidatura testa os limites do conservadorismo americano. Já o governador da Califórnia, o considerada "inapto" para ocupar a Casa Branca.

O lançamento de sua candidatura coloca uma pressão à direita sobre o governador da Wisconsin, Scott Walker, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush.

No momento, Cruz é o oitavo colocado nas pesquisas sobre os possíveis candidatos republicanos, lideradas por Jeb Bush. O descendente de imigrantes cubano mais bem-cotado é o senador Marco Rubio, da Flórida, outro favorito da ala mais direitista do partido.

Numa reação à candidatura do ultraconservador, Jeb apoiou na semana passada uma proposta indecorosa para dar aos comerciantes o direito de se recusar a atender clientes homossexuais por motivos religiosos.

Em visita a Atlanta, na Geórgia, Jeb não chegou a apoiar um projeto neste sentido tramitando no legislativo estadual, mas manifestou simpatia.

O problema das eleições primárias nos EUA é que os ativistas envolvidos costumam ser os mais radicais de seus partidos, empurrando-os muito à direita ou à esquerda. Isso acaba atrapalhando a campanha eleitoral quando chega a hora de conquistar o eleitorado de centro, sem filiação partidária.

A favorita à Casa Branca, com 44% das preferências, é a ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. Enquanto Cruz discursava em Richmond, na Virgínia, Hillary falava no Centro para o Progresso Americano, em Washington, defendendo mais investimentos em infraestrutura urbana e formação profissional.