Depois de iniciar a campanha como um dos favoritos dos meios de comunicação e da cúpula do Partido Republicano, diante da falta de apoio nas pesquisas e de dinheiro, o governador de Wisconsin, Scott Walker, abandonou hoje a disputa pela candidatura de oposição à Presidência dos Estados Unidos em 2016.
É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.
Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.
Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.
Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.
Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.
Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.
A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.
O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.
Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Governador Scott Walker abandona corrida à Casa Branca
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
Ex-governador do Texas volta à corrida à Casa Branca
Apesar do fracasso de 2012, o ex-governador do Texas Rick Perry vai lançar dia 4 de junho sua campanha pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016, noticiou hoje o jornal Dallas Morning News.
A rede de televisão CBS confirmou e mulher de Perry, Anita, fez um convite no Twitter para um evento em Dallas no próximo dia 4.
Será a segunda tentativa de Perry de chegar à Casa Branca. Em 2012, sua campanha teve um início promissor. Estava bem nas pesquisas, arrecadando muito dinheiro. Naufragou depois de uma série de gafes.
Na disputa entre os candidatos republicanos para ver quem diminui mais a máquina do Estado, Perry prometeu fechar três ministérios e agências do governo federal dos EUA. Ao ser questionado num debate, não soube dizer quais seriam.
A rede de televisão CBS confirmou e mulher de Perry, Anita, fez um convite no Twitter para um evento em Dallas no próximo dia 4.
Será a segunda tentativa de Perry de chegar à Casa Branca. Em 2012, sua campanha teve um início promissor. Estava bem nas pesquisas, arrecadando muito dinheiro. Naufragou depois de uma série de gafes.
Na disputa entre os candidatos republicanos para ver quem diminui mais a máquina do Estado, Perry prometeu fechar três ministérios e agências do governo federal dos EUA. Ao ser questionado num debate, não soube dizer quais seriam.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Perry apoia Gingrich para a Casa Branca
Ao anunciar sua saída da disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, o governador do Texas, Rick Perry, acaba de dar apoio ao ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que descreveu como um verdadeiro conservador capaz de reformar o país e restabelecer sua glória.
Em tom sombrio, cabisbaixo, Perry disse que volta para casa de cabeça erguida para reavaliar sua campanha. A imagem indicava o contrário.
Nas duas eleições prévias realizadas até agora, Perry teve menos de 10% dos votos. Como o custo das campanhas eleitorais nos EUA é muito alto, especialmente para a Casa Branca, ele resolveu desistir.
Ex-piloto da Força Aérea, declarou que o importante é cumprir a missão e indicou Gingrich como o mais indicado para derrotar o presidente Barack Obama e recuperar a economia dos EUA.
Antes da decisiva eleição primária da Carolina do Sul, em 21 de janeiro, o ex-presidente da Câmara também recebeu o apoio da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa derrotada por Obama em 2008.
Palin é outra grande decepção da campanha republicana. Depois de flertar com a opinião pública e fazer fortuna com livros e programas de televisão, ela decidiu não lançar sua candidatura. Ironicamente, era a favorita da direita republicana e do governo Obama, que a vê como uma radical com problemas com o eleitorado centrista.
O bom trânsito junto aos independentes é o grande trunfo do favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. Dos atuais nomes republicanos, é o mais temido pelo Partido Democrata.
Em tom sombrio, cabisbaixo, Perry disse que volta para casa de cabeça erguida para reavaliar sua campanha. A imagem indicava o contrário.
Nas duas eleições prévias realizadas até agora, Perry teve menos de 10% dos votos. Como o custo das campanhas eleitorais nos EUA é muito alto, especialmente para a Casa Branca, ele resolveu desistir.
Ex-piloto da Força Aérea, declarou que o importante é cumprir a missão e indicou Gingrich como o mais indicado para derrotar o presidente Barack Obama e recuperar a economia dos EUA.
Antes da decisiva eleição primária da Carolina do Sul, em 21 de janeiro, o ex-presidente da Câmara também recebeu o apoio da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa derrotada por Obama em 2008.
Palin é outra grande decepção da campanha republicana. Depois de flertar com a opinião pública e fazer fortuna com livros e programas de televisão, ela decidiu não lançar sua candidatura. Ironicamente, era a favorita da direita republicana e do governo Obama, que a vê como uma radical com problemas com o eleitorado centrista.
O bom trânsito junto aos independentes é o grande trunfo do favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. Dos atuais nomes republicanos, é o mais temido pelo Partido Democrata.
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Rick Perry deixa corrida à Casa Branca
A grande decepção da disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, o governador do Texas, Rick Perry, convocou uma entrevista coletiva para daqui a pouco mais de uma hora em que deve anunciar sua desistência.
Quando entrou na disputa, Perry foi apontado como o favorito da direita religiosa, formada por evangélicos que vem com suspeita o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, um mórmon que não é considerado suficientemente conservador.
Perry decepcionou nos debates, cometendo inúmeras gafes. Não conseguiu, por exemplo, citar as três agências do governo americano que fecharia para reduzir o gasto público: "O Departamento da Educação, a Agência de Proteção Ambiental e... não me lembro".
O governador do Texas também chamou a Previdência Social de ser uma pirâmide financeira do governo federal dos EUA. Foi acusado pela deputada Michele Bachmann de impor uma vacinação obrigatória contra o vírus do papiloma humano (HPV) a todas as meninas do Texas a partir de 12 anos para favorecer uma empresa farmacêutica que financiou suas campanhas.
Quando entrou na disputa, Perry foi apontado como o favorito da direita religiosa, formada por evangélicos que vem com suspeita o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, um mórmon que não é considerado suficientemente conservador.
Perry decepcionou nos debates, cometendo inúmeras gafes. Não conseguiu, por exemplo, citar as três agências do governo americano que fecharia para reduzir o gasto público: "O Departamento da Educação, a Agência de Proteção Ambiental e... não me lembro".
O governador do Texas também chamou a Previdência Social de ser uma pirâmide financeira do governo federal dos EUA. Foi acusado pela deputada Michele Bachmann de impor uma vacinação obrigatória contra o vírus do papiloma humano (HPV) a todas as meninas do Texas a partir de 12 anos para favorecer uma empresa farmacêutica que financiou suas campanhas.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Romney tem 23 pontos de vantagem sobre rivais
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney abriu uma vantagem de 23 pontos percentuais sobre seus principais rivais na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2012, indica uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Gallup de 11 a 15 de janeiro.
Romney tem 37% das preferências, seguido pelo ex-presidente da Câmara Newt Gingrich e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, ambos com 14%, pelo deputado libertário Ron Paul com 12% e pelo decepcionante governador do Texas, Rick Perry, que chegou a ser apontado como favorito.
Nem o baixo nível dos anúncios e dos ataques dos rivais nos debate tem sido capaz de abalar a liderança de Romney.
Romney tem 37% das preferências, seguido pelo ex-presidente da Câmara Newt Gingrich e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, ambos com 14%, pelo deputado libertário Ron Paul com 12% e pelo decepcionante governador do Texas, Rick Perry, que chegou a ser apontado como favorito.
Nem o baixo nível dos anúncios e dos ataques dos rivais nos debate tem sido capaz de abalar a liderança de Romney.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Republicanos revelam ignorância em política externa
O ex-presidente da Câmara e pré-candidato à Casa Branca em 2012 Newt Gingrich tem uma resposta fácil para resolver a dependência dos Estados Unidos do petróleo importado: basta começar a perfurar poços no próprio país, como se as companhias do setor não estivessem prontas para isso, se houvesse mesmo jazidas a explorar.
Durante todo o debate sobre política externa realizado agora há pouco pela rede de televisão americana CNN, os anões que disputam a candidatura do Partido Republicano pontificaram sobre temas que não entendem e se mostraram mais vulneráveis do que o presidente Barack Obama, que se livrou de Ossama ben Laden e Muamar Kadafi, inimigos históricos dos EUA.
Falta uma estratégia de política externa e de segurança nacional à oposição republicana, observa o jornal The New York Times.
Rick Santorum está preocupado com as Américas Central e do Sul, mas não por causa da guerra do governo do México contra as drogas, com a fuga de cartéis para as frágeis nações centro-americanas. Ele está com medo do socialismo porque Obama apoiou a volta do José Manuel Zelaya ao poder em Honduras, em vez de ficar ao lado dos golpistas.
No momento em que os EUA mandam esquadrões de elite para o México, ele não vê os tremendos riscos associados à guerra contra as drogas, mas teme o fantasma do socialismo, que está em declínio em Cuba, na Venezuela, no Equador e na Bolívia.
A deputado Michele Bachmann quer deportar 11 milhões de ilegais. Considera qualquer abordagem humanitária do problema seria uma anistia capaz de atrair mais ilegais.
Todos os republicanos querem imigrantes qualificados, com PhD, como se as hordas de mexicanos, asiáticos e centro-americanos que fazem o trabalho braçal fossem dispensáveis. Jogam para a plateia.
O governador do Texas, Rick Perry, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney falaram grosso contra o Irã e a Síria, que consideram ameaças a Israel. Defenderam o excepcionalismo americano. Mas, na hora de dizer o que fariam, Perry defendeu a imposição de uma zona de exclusão aérea na Síria e foi ironizado por Romney.
Perry ameaçou cortar toda ajuda ao Paquistão, enquanto Bachmann está certa de que a rede terrorista Al Caeda está a um passo das armas nucleares paquistanesas.
Já o libertário Ron Paul quer um recuo estratégico inviável diante dos formidáveis interesses econômicos dos EUA no resto do mundo. Sob o argumento de que o país não tem dinheiro, quer cortar gastos com guerras e ajuda externa: "Se Israel quer brigar com o Irã, não temos de nos meter."
Nesse festival de ignorância, Herman Cain, o executivo de restaurantes que disputa inesperadamente a liderança nas pesquisas, só foi capaz de confirmar seu total desconhecimento sobre segurança nacional e política externa, a ponto de dizer que "nossos serviços secretos serão capazes de propor soluções". Dele, não sai nada mesmo.
Durante todo o debate sobre política externa realizado agora há pouco pela rede de televisão americana CNN, os anões que disputam a candidatura do Partido Republicano pontificaram sobre temas que não entendem e se mostraram mais vulneráveis do que o presidente Barack Obama, que se livrou de Ossama ben Laden e Muamar Kadafi, inimigos históricos dos EUA.
Falta uma estratégia de política externa e de segurança nacional à oposição republicana, observa o jornal The New York Times.
Rick Santorum está preocupado com as Américas Central e do Sul, mas não por causa da guerra do governo do México contra as drogas, com a fuga de cartéis para as frágeis nações centro-americanas. Ele está com medo do socialismo porque Obama apoiou a volta do José Manuel Zelaya ao poder em Honduras, em vez de ficar ao lado dos golpistas.
No momento em que os EUA mandam esquadrões de elite para o México, ele não vê os tremendos riscos associados à guerra contra as drogas, mas teme o fantasma do socialismo, que está em declínio em Cuba, na Venezuela, no Equador e na Bolívia.
A deputado Michele Bachmann quer deportar 11 milhões de ilegais. Considera qualquer abordagem humanitária do problema seria uma anistia capaz de atrair mais ilegais.
Todos os republicanos querem imigrantes qualificados, com PhD, como se as hordas de mexicanos, asiáticos e centro-americanos que fazem o trabalho braçal fossem dispensáveis. Jogam para a plateia.
O governador do Texas, Rick Perry, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney falaram grosso contra o Irã e a Síria, que consideram ameaças a Israel. Defenderam o excepcionalismo americano. Mas, na hora de dizer o que fariam, Perry defendeu a imposição de uma zona de exclusão aérea na Síria e foi ironizado por Romney.
Perry ameaçou cortar toda ajuda ao Paquistão, enquanto Bachmann está certa de que a rede terrorista Al Caeda está a um passo das armas nucleares paquistanesas.
Já o libertário Ron Paul quer um recuo estratégico inviável diante dos formidáveis interesses econômicos dos EUA no resto do mundo. Sob o argumento de que o país não tem dinheiro, quer cortar gastos com guerras e ajuda externa: "Se Israel quer brigar com o Irã, não temos de nos meter."
Nesse festival de ignorância, Herman Cain, o executivo de restaurantes que disputa inesperadamente a liderança nas pesquisas, só foi capaz de confirmar seu total desconhecimento sobre segurança nacional e política externa, a ponto de dizer que "nossos serviços secretos serão capazes de propor soluções". Dele, não sai nada mesmo.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Bachmann faz "terrorismo psicológico" com vacina
NOVA YORK - A líder da
bancada do movimento ultrarradical de direita Festa do Chá na Câmara dos
Representantes dos Estados Unidos, deputada Michele Bachmann, está fazendo
"terrorismo psicológico" contra uma vacinação em massa ordenada pelo
governo do Texas, Rick Perry, numa tentativa de salvar sua campanha para ser
candidata da oposição republicana à Casa Branca em 2012.
Com a entrada de Perry, um
cristão ultraconservador, na disputa, Bachmann perdeu apoio junto a essa
parcela do eleitorado. Sua candidatura está à beira do colapso. Vários
assessores importantes já a deixaram.
No último debate entre os
oito aspirantes republicanos, há dois dias, Bachmann denunciou uma campanha de vacinação em
massa de meninas de 12 anos contra o HPV (vírus do papiloma humana), um dos
principais causadores de câncer no aparelho sexual.
A deputada considerou a obrigatoriedade uma agressão à liberdade individual. Disse ainda que há casos de retardo mental e autismo causados pela vacina.
A deputada considerou a obrigatoriedade uma agressão à liberdade individual. Disse ainda que há casos de retardo mental e autismo causados pela vacina.
Ontem, a revista Time
acusou-a de ignorância e irresponsabilidade, tentando criar uma polêmica com
falsas alegações. Mas Perry, considerado o grande perdedor do debate por ter
recebido ataques de todos os seus adversários dentro do partido, foi
prejudicado. A empresa fabricante da vacina é uma das grandes financiadoras de
suas campanhas eleitorais, como informa o jornal The
Washington Post.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Perry e Romney dominam debate republicano
A disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos se concentra entre dois candidatos. Se a ex-governadora do Alasca Sarah Palin não entrar na corrida à Casa Branca, o adversário do presidente Barack Obama em novembro de 2012 deve ser o governador do Texas, Rick Perry, ou o empresário e ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Romney perde liderança da corrida republicana
O governador do Texas, Rick Perry, abriu uma grande vantagem sobre o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012, revela o jornal The Washington Post.
Em pesquisa do Instituto Gallup divulgada ontem, Perry tem o apoio de 29% dos eleitores republicanos e dos conservadores independentes com tendência a votar na oposição no próximo ano. Romney ficou em segundo, com 17%.
O deputado libertário Ron Paul foi o terceiro, com 13%, enquanto a deputada Michele Bachmann, líder da bancada do movimento Festa do Chá na Câmara, caiu para 10%.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Perry adverte Bernanke sobre "traição"
O governador texano Rick Parry, novo aspirante à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos foi criticado pela Casa Branca, informa a BBC, por advertir o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, que seria uma "traição" se ele mandasse imprimir mais dinheiro até novembro de 2012.
Perry lançou sua candidatura no sábado. Evangélico fervoroso, é uma alternativa para o eleitorado mais conservador. Mas já cruzou um limite ao atacar a independência do banco central dos EUA.
Bernanke é um especialista na Grande Depressão (1929-39). Depois de baixar os juros para praticamente zero, o Fed usou a compra de títulos públicos para colocar mais dinheiro em circulação.
O chamado "alívio quantitativo" é uma das alternativas do banco central para estimular a economia, diante da incapacidade dos políticos de fazerem isso.
Bernanke é um especialista na Grande Depressão (1929-39). Depois de baixar os juros para praticamente zero, o Fed usou a compra de títulos públicos para colocar mais dinheiro em circulação.
O chamado "alívio quantitativo" é uma das alternativas do banco central para estimular a economia, diante da incapacidade dos políticos de fazerem isso.
domingo, 14 de agosto de 2011
Ex-governador Pawlenty abandona corrida à Casa Branca
Depois de ficar em terceiro numa eleição prévia de caráter simbólico realizada em Ames, no estado de Iowa, o ex-governador de Minnesotta Tim Pawlenty anunciou hoje que está deixando a disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012.
A deputada Michele Bachmann, que travou um duelo pessoal com Pawlenty no último debate dos pré-candidatos republicanos, ganhou a prévia de Ames, que tem significado porque Iowa será o primeiro estado a realizar as chamadas eleições primárias ou prévias para escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca.
Entre outros fatores, essa prévia é um teste para a capacidade de organização das campanhas no início de uma grande maratona. Não garante a indicação nas convenções regionais de Iowa, mas é um duro golpe para quem chega em terceiro lugar.
Pawlenty teve decepcionantes 2.293 votos, contra 4.823 para Bachmann, musa do movimento radical de direita Festa do Chá, e de 4.671 para o deputado Ron Paul, um antiestatista radical, um isolacionista favorável a uma presença menor dos EUA no exterior, é contra o envio de tropas ao exterior e a favor de julgar terroristas na Justiça comum, com os mesmos direitos de qualquer cidadão americano.
Nem o libertário Paul nem a ultrarreligiosa Bachmann parece elegível para a Casa Branca. Como observou a analista democrata Donna Brazil, a campanha da vencedora ganhou um forte impulso na briga interna dos republicanos, mas Bachmann continua tão inelegível quanto antes.
Uma candidata que votou a favor de não aumentar o teto da dívida pública dos EUA, o que significaria uma inédita ruptura de contratos pelo país mais rico e poderoso do mundo, não deveria ser levada a sério.
Com a entrada na briga do governador do Texas, Rick Perry, Pawlenty perde o argumento de ser o mais experiente com credenciais conservadoras. O atual líder nas pesquisas sobre a candidatura republicana, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney é considerado liberal demais pelas alas mais conservadoras do partido.
Evangélico fervoroso, Perry ocupa esse espaço à direita. Sua experiência administrativa tem mais peso eleitoral, já que Pawlenty vem de um estado menor. Entre os atuais pré-candidatos republicanos, é considerado o mais forte, dependendo da ex-governadora do Alasca Sarah Paulin, que promete decidir se concorre até setembro.
Sem alternativa a não ser se endividar numa campanha com escassa perspectiva de sucesso, Pawlenty desistiu.
A deputada Michele Bachmann, que travou um duelo pessoal com Pawlenty no último debate dos pré-candidatos republicanos, ganhou a prévia de Ames, que tem significado porque Iowa será o primeiro estado a realizar as chamadas eleições primárias ou prévias para escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca.
Entre outros fatores, essa prévia é um teste para a capacidade de organização das campanhas no início de uma grande maratona. Não garante a indicação nas convenções regionais de Iowa, mas é um duro golpe para quem chega em terceiro lugar.
Pawlenty teve decepcionantes 2.293 votos, contra 4.823 para Bachmann, musa do movimento radical de direita Festa do Chá, e de 4.671 para o deputado Ron Paul, um antiestatista radical, um isolacionista favorável a uma presença menor dos EUA no exterior, é contra o envio de tropas ao exterior e a favor de julgar terroristas na Justiça comum, com os mesmos direitos de qualquer cidadão americano.
Nem o libertário Paul nem a ultrarreligiosa Bachmann parece elegível para a Casa Branca. Como observou a analista democrata Donna Brazil, a campanha da vencedora ganhou um forte impulso na briga interna dos republicanos, mas Bachmann continua tão inelegível quanto antes.
Uma candidata que votou a favor de não aumentar o teto da dívida pública dos EUA, o que significaria uma inédita ruptura de contratos pelo país mais rico e poderoso do mundo, não deveria ser levada a sério.
Com a entrada na briga do governador do Texas, Rick Perry, Pawlenty perde o argumento de ser o mais experiente com credenciais conservadoras. O atual líder nas pesquisas sobre a candidatura republicana, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney é considerado liberal demais pelas alas mais conservadoras do partido.
Evangélico fervoroso, Perry ocupa esse espaço à direita. Sua experiência administrativa tem mais peso eleitoral, já que Pawlenty vem de um estado menor. Entre os atuais pré-candidatos republicanos, é considerado o mais forte, dependendo da ex-governadora do Alasca Sarah Paulin, que promete decidir se concorre até setembro.
Sem alternativa a não ser se endividar numa campanha com escassa perspectiva de sucesso, Pawlenty desistiu.
sábado, 13 de agosto de 2011
Governador do Texas entra na corrida à Casa Branca
Com os slogans "não vou ficar sentado aceitando a miséria atual" e "um grande país exige uma direção melhor", o governador do Texas, Rick Perry, lançou hoje oficialmente sua candidatura à Casa Branca, alegando que "uma nação renovada exige um novo presidente".
Perry, um cristão evangélico fervoroso que cita Deus frequentemente em seus discursos, entra numa briga contra oito pré-candidatos do Partido Republicano sequiosos de enfrentar o presidente Barack Obama em novembro de 2012 com os Estados Unidos abalados pela pior crise econômica em 70 anos.
Mesmo sem ser candidato, Perry é o segundo mais cotado entre os republicanos, atrás apenas do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, considerado liberal demais pela ala mais direitista do país.
A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente em 2008, Sarah Palin, ainda não decidiu se será candidata. Foi parcialmente atropelada pelo lançamento da deputada Michele Bachmann, líder da bancada do movimento radical de direita Festa do Chá.
Bachmann é uma deputada de atuação discreta na Câmara totalmente despreparada para ser presidente dos EUA. No debate republicano desta semana, defendeu seu voto contra a elevação do teto da dívida pública do país. Teria levado a um calote inédito e a prejuízos incalculáveis para a economia americana e para o resto do mundo.
Sua visão nacionalista da direita religiosa ignora a globalização e as profundas relações dos EUA com o mundo. Sua sobrevivência na campanha será mais um sintoma da decadência americana.
Perry entra na briga para disputar esse espaço junto ao eleitorado cristão mais conservador. Tem como credencial seu desempenho como governador, onde ganhou prestígio por cortar gastos públicos e estimular a geração de empregos, dois temas centrais da campanha.
Perry, um cristão evangélico fervoroso que cita Deus frequentemente em seus discursos, entra numa briga contra oito pré-candidatos do Partido Republicano sequiosos de enfrentar o presidente Barack Obama em novembro de 2012 com os Estados Unidos abalados pela pior crise econômica em 70 anos.
Mesmo sem ser candidato, Perry é o segundo mais cotado entre os republicanos, atrás apenas do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, considerado liberal demais pela ala mais direitista do país.
A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente em 2008, Sarah Palin, ainda não decidiu se será candidata. Foi parcialmente atropelada pelo lançamento da deputada Michele Bachmann, líder da bancada do movimento radical de direita Festa do Chá.
Bachmann é uma deputada de atuação discreta na Câmara totalmente despreparada para ser presidente dos EUA. No debate republicano desta semana, defendeu seu voto contra a elevação do teto da dívida pública do país. Teria levado a um calote inédito e a prejuízos incalculáveis para a economia americana e para o resto do mundo.
Sua visão nacionalista da direita religiosa ignora a globalização e as profundas relações dos EUA com o mundo. Sua sobrevivência na campanha será mais um sintoma da decadência americana.
Perry entra na briga para disputar esse espaço junto ao eleitorado cristão mais conservador. Tem como credencial seu desempenho como governador, onde ganhou prestígio por cortar gastos públicos e estimular a geração de empregos, dois temas centrais da campanha.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Governador do Texas lança candidatura à Casa Branca
O governador do Texas, Rick Perry, um dos favoritos da direita religiosa, lança neste sábado sua campanha para obter a candidatura da oposição republicana à Presidência dos Estados Unidos, informou hoje a rede de televisão americana CNN.
Sem ser candidato, Perry já o segundo entre os republicanos na corrida à Casa Branca. Está atrás apenas do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, considerado liberal demais pela ala mais radical do partido, o movimento Festa do Chá, que não teria problemas em abraçar o governador texano. A questão é até onde sua religiosidade atrapalha numa disputa que será decidida pelo eleitorado independente.
No patético debate entre aspirantes à candidatura do Partido Republicano promovido hoje à noite pela TV Fox, a deputada Michele Bachmann defendeu sua decisão de votar contra a elevação do teto da dívida pública dos EUA. É de uma total irresponsabilidade. O país tem contratos a cumprir e uma longa tradição de honrá-los.
Um calote, ainda que parcial, seria devastador para a economia dos EUA, com reflexos no mundo inteiro. Bachmann não entende o mundo além de sua visão radical da direita religiosa.
Apesar da impopularidade do presidente Barack Obama, ainda não surgiu um nome forte capaz de aproveitar o desemprego elevado e se beneficiar com a insatisfação alimentada pela crise econômica. Até hoje, nenhum presidente se reelegeu com taxa de desemprego superior a 7,2%.
O desemprego está hoje em 9,1%. Com a virtual estagnação e possível volta da recessão, dificilmente o mercado de trabalho terá uma recuperação forte até as eleições de novembro de 2012 para a Casa Branca e o Congresso.
Sem ser candidato, Perry já o segundo entre os republicanos na corrida à Casa Branca. Está atrás apenas do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, considerado liberal demais pela ala mais radical do partido, o movimento Festa do Chá, que não teria problemas em abraçar o governador texano. A questão é até onde sua religiosidade atrapalha numa disputa que será decidida pelo eleitorado independente.
No patético debate entre aspirantes à candidatura do Partido Republicano promovido hoje à noite pela TV Fox, a deputada Michele Bachmann defendeu sua decisão de votar contra a elevação do teto da dívida pública dos EUA. É de uma total irresponsabilidade. O país tem contratos a cumprir e uma longa tradição de honrá-los.
Um calote, ainda que parcial, seria devastador para a economia dos EUA, com reflexos no mundo inteiro. Bachmann não entende o mundo além de sua visão radical da direita religiosa.
Apesar da impopularidade do presidente Barack Obama, ainda não surgiu um nome forte capaz de aproveitar o desemprego elevado e se beneficiar com a insatisfação alimentada pela crise econômica. Até hoje, nenhum presidente se reelegeu com taxa de desemprego superior a 7,2%.
O desemprego está hoje em 9,1%. Com a virtual estagnação e possível volta da recessão, dificilmente o mercado de trabalho terá uma recuperação forte até as eleições de novembro de 2012 para a Casa Branca e o Congresso.
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