A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente em 2008, Sarah Palin, a política mais popular da direita americana, não vai disputar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012. Ela fez o anúncio agora há pouco, no programa de rádio de Mark Levin.
Com o elevado desemprego e a impopularidade do presidente Barack Obama, a oposição republicana tem grande chance de reconquistar a Casa Branca. Mas o radicalismo dos deputados eleitos com o apoio do movimento de ultradireita Festa do Chá rebaixou a avaliação positiva do Congresso para apenas 14%.
Sarah Palin surgiu como um furacão. Ao ser indicada para vice-presidente na chapa de John McCain, saltou do anonimato para o estrelato. Era, na sua própria definição "um pitbull de batom". Com as trapalhadas do governo George W. Bush e a crise econômica, a derrota era inevitável.
Desde que renunciou ao governo do Alasca no meio do mandato, Palin lançou uma autobiografia, fez programas da televisão sobre a vida selvagem e ganhou muito dinheiro com isso. Agora, alega que está mais preocupada em cuidar da família.
Apesar de sua enorme popularidade entre a direita mais radical, ela é considerada inelegível, tanto por não conseguir estender seu apelo aos eleitores independentes, de centro, que decidem as eleições, como por não ser considerada qualificada para ser presidente. Como comandante-em-chefe, teria em suas mãos os códigos do gatilho nuclear dos EUA.
Melhor assim. Palin vai continuar aumentando sua fortuna com a imagem de mamãe selvagem do Alasca, aquela que caça alces e joga hóquei como quem busca os filhos na escola, vai ao supermercado e pilota o fogão. Ganham os EUA! Salva-se o mundo!
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Ex-governador Pawlenty abandona corrida à Casa Branca
Depois de ficar em terceiro numa eleição prévia de caráter simbólico realizada em Ames, no estado de Iowa, o ex-governador de Minnesotta Tim Pawlenty anunciou hoje que está deixando a disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012.
A deputada Michele Bachmann, que travou um duelo pessoal com Pawlenty no último debate dos pré-candidatos republicanos, ganhou a prévia de Ames, que tem significado porque Iowa será o primeiro estado a realizar as chamadas eleições primárias ou prévias para escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca.
Entre outros fatores, essa prévia é um teste para a capacidade de organização das campanhas no início de uma grande maratona. Não garante a indicação nas convenções regionais de Iowa, mas é um duro golpe para quem chega em terceiro lugar.
Pawlenty teve decepcionantes 2.293 votos, contra 4.823 para Bachmann, musa do movimento radical de direita Festa do Chá, e de 4.671 para o deputado Ron Paul, um antiestatista radical, um isolacionista favorável a uma presença menor dos EUA no exterior, é contra o envio de tropas ao exterior e a favor de julgar terroristas na Justiça comum, com os mesmos direitos de qualquer cidadão americano.
Nem o libertário Paul nem a ultrarreligiosa Bachmann parece elegível para a Casa Branca. Como observou a analista democrata Donna Brazil, a campanha da vencedora ganhou um forte impulso na briga interna dos republicanos, mas Bachmann continua tão inelegível quanto antes.
Uma candidata que votou a favor de não aumentar o teto da dívida pública dos EUA, o que significaria uma inédita ruptura de contratos pelo país mais rico e poderoso do mundo, não deveria ser levada a sério.
Com a entrada na briga do governador do Texas, Rick Perry, Pawlenty perde o argumento de ser o mais experiente com credenciais conservadoras. O atual líder nas pesquisas sobre a candidatura republicana, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney é considerado liberal demais pelas alas mais conservadoras do partido.
Evangélico fervoroso, Perry ocupa esse espaço à direita. Sua experiência administrativa tem mais peso eleitoral, já que Pawlenty vem de um estado menor. Entre os atuais pré-candidatos republicanos, é considerado o mais forte, dependendo da ex-governadora do Alasca Sarah Paulin, que promete decidir se concorre até setembro.
Sem alternativa a não ser se endividar numa campanha com escassa perspectiva de sucesso, Pawlenty desistiu.
A deputada Michele Bachmann, que travou um duelo pessoal com Pawlenty no último debate dos pré-candidatos republicanos, ganhou a prévia de Ames, que tem significado porque Iowa será o primeiro estado a realizar as chamadas eleições primárias ou prévias para escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca.
Entre outros fatores, essa prévia é um teste para a capacidade de organização das campanhas no início de uma grande maratona. Não garante a indicação nas convenções regionais de Iowa, mas é um duro golpe para quem chega em terceiro lugar.
Pawlenty teve decepcionantes 2.293 votos, contra 4.823 para Bachmann, musa do movimento radical de direita Festa do Chá, e de 4.671 para o deputado Ron Paul, um antiestatista radical, um isolacionista favorável a uma presença menor dos EUA no exterior, é contra o envio de tropas ao exterior e a favor de julgar terroristas na Justiça comum, com os mesmos direitos de qualquer cidadão americano.
Nem o libertário Paul nem a ultrarreligiosa Bachmann parece elegível para a Casa Branca. Como observou a analista democrata Donna Brazil, a campanha da vencedora ganhou um forte impulso na briga interna dos republicanos, mas Bachmann continua tão inelegível quanto antes.
Uma candidata que votou a favor de não aumentar o teto da dívida pública dos EUA, o que significaria uma inédita ruptura de contratos pelo país mais rico e poderoso do mundo, não deveria ser levada a sério.
Com a entrada na briga do governador do Texas, Rick Perry, Pawlenty perde o argumento de ser o mais experiente com credenciais conservadoras. O atual líder nas pesquisas sobre a candidatura republicana, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney é considerado liberal demais pelas alas mais conservadoras do partido.
Evangélico fervoroso, Perry ocupa esse espaço à direita. Sua experiência administrativa tem mais peso eleitoral, já que Pawlenty vem de um estado menor. Entre os atuais pré-candidatos republicanos, é considerado o mais forte, dependendo da ex-governadora do Alasca Sarah Paulin, que promete decidir se concorre até setembro.
Sem alternativa a não ser se endividar numa campanha com escassa perspectiva de sucesso, Pawlenty desistiu.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Obama lidera contra qualquer republicano
Apesar da crise econômica e do desemprego de 9,1% da população economicamente ativa nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama venceria hoje qualquer um de seus potenciais adversários do Partido Republicano na eleição presidencial de 2012, indica uma pesquisa do Instituto Marista para a companhia jornalística McClatchy Newspapers.
Só 36% dos 801 eleitores americanos ouvidos entre 15 e 23 de junho garantiram já ter definido sua opção por Obama na corrida à Casa Branca.
Cerca de 43% disseram já ter decidido votar contra o presidente, sendo 43% dos independentes, 10% dos democratas e 85% entre os republicanos.
Contra o atual favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, Obama ganharia por 46%-42%.
Se o adversário fosse o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, o presidente levaria por 48%-41%. A nova queridinha do movimento radical de direita Festa do Chá, a deputada Michele Bachmann, perderia por 49%-37%.
A pior derrota seria da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa de John McCain em 2008. Extremamente popular entre o eleitorado conservador, ela é considerada incapaz de governar pela maioria, o que daria uma ampla vitória a Obama por 56%-30%.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Margaret Thatcher esnoba Sarah Palin
Frágil e doente, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1979-90) não aparece em público e não deve receber a ex-governadora do Alasca Sarah Palin e possível candidata à Casa Branca em 2012, afirma o jornal inglês The Guardian.
Aos 86 anos, a Baronesa Thatcher está proibida de discursar pelos médicos. Não vai nem às convenções do Partido Conservador, onde ainda seria a maior estrela.
Seus assessores entendem que Sarah Palin não merece a honra de um encontro com a mulher que deflagrou a revolução ou contrarrevolução conservadora. Ao lado do presidente americano Ronald Reagan (1981-89), eleito depois dela, Thatcher promoveu o neoliberalismo econômico e o conservadorismo político por todo o planeta.
"Lady Thatcher não vai se encontrar com Sarah Palin", declarou um assessor da ex-primeira-ministra ao Guardian. "Isso diminuiria Margaret. Sarah Palin é uma idiota."
Aos 86 anos, a Baronesa Thatcher está proibida de discursar pelos médicos. Não vai nem às convenções do Partido Conservador, onde ainda seria a maior estrela.
Seus assessores entendem que Sarah Palin não merece a honra de um encontro com a mulher que deflagrou a revolução ou contrarrevolução conservadora. Ao lado do presidente americano Ronald Reagan (1981-89), eleito depois dela, Thatcher promoveu o neoliberalismo econômico e o conservadorismo político por todo o planeta.
"Lady Thatcher não vai se encontrar com Sarah Palin", declarou um assessor da ex-primeira-ministra ao Guardian. "Isso diminuiria Margaret. Sarah Palin é uma idiota."
quarta-feira, 16 de março de 2011
Sarah Palin perde apoio entre republicanos
Menos de 60% dos republicanos e independentes de tendência conservadora têm hoje uma imagem favorável da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, que se tornou a queridinha da ultradireita nos Estados Unidos desde que foi candidata a vice-presidente em 2008 na chapa do senador John McCain, indica uma nova pesquisa feita para a rede de televisão ABC e o jornal The Washington Post.
Depois da Convenção Republicana de 2008, sua popularidade entre o eleitorado de direita nos EUA chegou a impressionantes 88%. Em outubro passado, antes das eleições legislativas de 2010, estava em 70%.
Sua imagem de favorita do movimento direitista radical Festa do Chá foi manchada quando um jovem aparentemente perturbado mentalmente matou várias pessoas ao atacar a deputada federal Gabrielle Giffords no estado do Arizona.
Durante a campanha, Palin e seus aliados da Festa do Chá colocaram miras no mapa dos distritos eleitorais que pretendiam reconquistar. Ela também aconselhou seus partidários com uma linguagem belicista: “Não recuem; recarreguem”.
Hoje, Palin tem uma imagem positiva para 58% do eleitorado conservador. Está atrás de dois adversários na disputa pela candidatura republica à Casa Branca em 2012.
O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee tem 61% de opiniões favoráveis e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, 60%.
Palin está à frente do ex-presidente da Câmara, Newt Gingrich, que já manifestou a intenção de concorrer à Casa Branca.
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sábado, 15 de janeiro de 2011
Obama recupera popularidade e venceria rivais
O presidente Barack Obama recuperou prestígio desde que sua popularidade atingiu o nível mais baixo, nas eleições de 2 de novembro.
Hoje, o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos derrotaria com folga seus principais adversários republicanos na luta pela Casa Branca. É o que indica uma pesquisa feita pelo Instituto de Opinião Pública do Colégio Marista de Nova York para o grupo de jornais McClatchy, editor do Miami Herald.
Obama ganharia do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney por 51%-38%, uma ampla vantagem em relação a dezembro, quando a pesquisa dava 46%-44%.
Contra o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, a vitória seria por 50%-38%, em comparação com 47%-43% da pesquisa anterior.
Sua maior vantagem seria sobre a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice-presidente em 2008 que se tornou a queridinha do movimento radical de direita Festa do Chá, inspirado pelo movimento de resistência dos colonos contra os impostos da coroa britânica que levou à independência dos Estados Unidos em 1776. Palin perderia por 56%-30%, bem mais do que os 52%-40% de dezembro.
A pesquisa foi realizada de 6 a 10 de janeiro, inclusive durante o sábado passado, marcado por uma matança durante um encontro político da deputada democrata Gabrielle Giffords com eleitores no estacionamento de um centro comercial de Tucson, no Arizona.
Os números não apontam alteração significativa nas intenções de votos depois do massacre. Mas não medem o impacto do discurso de Obama na homenagem às vítimas, feito depois da pesquisa.
Hoje, o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos derrotaria com folga seus principais adversários republicanos na luta pela Casa Branca. É o que indica uma pesquisa feita pelo Instituto de Opinião Pública do Colégio Marista de Nova York para o grupo de jornais McClatchy, editor do Miami Herald.
Obama ganharia do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney por 51%-38%, uma ampla vantagem em relação a dezembro, quando a pesquisa dava 46%-44%.
Contra o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, a vitória seria por 50%-38%, em comparação com 47%-43% da pesquisa anterior.
Sua maior vantagem seria sobre a ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice-presidente em 2008 que se tornou a queridinha do movimento radical de direita Festa do Chá, inspirado pelo movimento de resistência dos colonos contra os impostos da coroa britânica que levou à independência dos Estados Unidos em 1776. Palin perderia por 56%-30%, bem mais do que os 52%-40% de dezembro.
A pesquisa foi realizada de 6 a 10 de janeiro, inclusive durante o sábado passado, marcado por uma matança durante um encontro político da deputada democrata Gabrielle Giffords com eleitores no estacionamento de um centro comercial de Tucson, no Arizona.
Os números não apontam alteração significativa nas intenções de votos depois do massacre. Mas não medem o impacto do discurso de Obama na homenagem às vítimas, feito depois da pesquisa.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sarah Palin nega responsabilidade por matança
A ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos e ex-governadora Sarah Palin divulgou mensagem gravada hoje acusando a mídia de transformar os "crimes cometidos por um desequilibrado mental" no último sábado em Tucson, a capital do estado do Arizona, numa acusação contra a direita radical.
Na campanha eleitoral do ano passado, seu sítio de Internet colocou a vaga da deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça, sob a mira de um revólver. Palin alegou que o debate acalorado faz parte da democracia americana, mas "um dia depois das eleições todos se cumprimentam e todos voltamos a trabalhar juntos".
Numa gravação de oito minutos em postura defensiva, Palin usou a expressão "libelo de sangue", usada na perseguição aos judeus na Europa durante a Idade Média, quando os judeus eram acusados de sacrificar crianças cristãs para usar o sangue em rituais macabros.
Mais uma vez, a ex-governadora e aspirante à Casa Branca passou dos limites.
Numa gravação de oito minutos em postura defensiva, Palin usou a expressão "libelo de sangue", usada na perseguição aos judeus na Europa durante a Idade Média, quando os judeus eram acusados de sacrificar crianças cristãs para usar o sangue em rituais macabros.
Mais uma vez, a ex-governadora e aspirante à Casa Branca passou dos limites.
A demonização do presidente Barack Obama, descrito até como um "anti-Cristo", as denúncias contra a "tirania de Washington" e contra a máquina Estado, que salvou o país da crise, são comuns nos discursos da direita mais reacionária, do movimento radical Festa do Chá, acusado de inflamar o ambiente político.
O país tem uma longa história de violência política, com assassinatos e tentativas de assassinato de presidentes. Não é de hoje. Mas, desde a eleição de um negro para a Casa Branca, em 2008, o debate esquentou ainda mais.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Candidata de Sarah Palin perde no Alasca
Apesar de ter perdido a candidatura do Partido Republicano para Joe Miller, apoiado pelo movimento Festa do Chá e a ex-governadora Sarah Palin, a senadora Lisa Murkowski conseguiu se reeleger no Alasca, informou hoje a agência de notícias Associated Press.
Enquanto Palin, a queridinha da direita ultraconservadora, prepara sua candidatura à Casa Branca em 2012 depois de abandonar o governo do Alasca na metade do mandato, Murkowski conseguiu se reeleger mesmo com os eleitores tendo de escrever seu nome na cédula.
É uma advertência aos caciques do Partido Republicano. Ao apresentar sua ignorância como virtude, Palin, candidata a vice-presidente na chapa do senador John McCain em 2008, pode seduzir o eleitorado mais reacionário da América profunda. Mas os moderados e independentes que decidem eleições não a considerar preparada para exercer a Presidência dos EUA.
Enquanto Palin, a queridinha da direita ultraconservadora, prepara sua candidatura à Casa Branca em 2012 depois de abandonar o governo do Alasca na metade do mandato, Murkowski conseguiu se reeleger mesmo com os eleitores tendo de escrever seu nome na cédula.
É uma advertência aos caciques do Partido Republicano. Ao apresentar sua ignorância como virtude, Palin, candidata a vice-presidente na chapa do senador John McCain em 2008, pode seduzir o eleitorado mais reacionário da América profunda. Mas os moderados e independentes que decidem eleições não a considerar preparada para exercer a Presidência dos EUA.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Direita radical ganha primárias republicanas
NOVA YORK - Os candidatos radicais de direita, apoiados pelo movimento Festa do Chá, pelo senador ultrarreacionário John DeMint e pela ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos Sarah Palin, ganharam as eleições primárias mais importantes do Partido Republicano para escolha dos candidatos às eleições intermediárias de 2 de novembro em sete estados.
A maioria dos derrotados é de republicanos que tentaram negociar e trabalhar junto com o Partido Democrata, o que é necessário para enfrentar problemas sérios, como a dívida pública, que já passa de US$ 13 trilhões.
Em Nova York, o ex-deputado Rick Lazio, que disputou a eleição para o Senado contra Hillary Clinton, foi derrotado por Carl Paladino, um empresário conservador da cidade de Búfalo até há pouco desconhecido politicamente, na disputa pela candidatura a governador. Seu adversário democrata será o procurador-geral Andrew Cuomo.
Em Delaware, a consultora de marketing Christine O'Donnell derrotou o deputado Mike Castle e vai disputar uma vaga no Senado, mas os democratas juram que ela não tem a menor chance. Uma sorridente O'Donnell afirmou há pouco, em entrevista à rede de TV CNN. que sua vitória é uma questão de princípios.
Esses resultados representam uma forte guinada significativa para a direita que fortalece a chance de reeleição do presidente Barack Obama ao empurrar a oposição republicana ainda mais para a direita.
A realidade é que os brancos racistas nunca engoliram a vitória do presidente negro e usam todo o tipo de baixaria para acusá-lo. Acusam Obama de ser muçulmano e socialista, de não ter nascido nos EUA, de ser anti-israelense, de enfraquecer o país e de ajudar o Irã a fazer a bomba atômica.
É uma pregação nojenta, reforçada toda hora pelas tiradas irracionais mas de forte apelo emocional de Sarah Palin. Durante a campanha de 2008, Palin insinuava que Obama não parece americano. Agora, fala em resgatar os EUA, "tomar o país de volta, como se ele tivesse sido sequestrado por ideias e seres alienígenas.
Um dos últimos ataques partiu do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, uma das figuras mais ignorantes em política externa da direita republicana e eterno aspirante à Casa Branca, que descreveu a ideologia de Obama como "o anticolonialismo africano", já que seu pai era da tribo luo, no Quênia.
Ao que parece, o eleitorado republicano rejeita mais seus representantes em Washington do que os independentes.
A maioria dos derrotados é de republicanos que tentaram negociar e trabalhar junto com o Partido Democrata, o que é necessário para enfrentar problemas sérios, como a dívida pública, que já passa de US$ 13 trilhões.
Em Nova York, o ex-deputado Rick Lazio, que disputou a eleição para o Senado contra Hillary Clinton, foi derrotado por Carl Paladino, um empresário conservador da cidade de Búfalo até há pouco desconhecido politicamente, na disputa pela candidatura a governador. Seu adversário democrata será o procurador-geral Andrew Cuomo.
Em Delaware, a consultora de marketing Christine O'Donnell derrotou o deputado Mike Castle e vai disputar uma vaga no Senado, mas os democratas juram que ela não tem a menor chance. Uma sorridente O'Donnell afirmou há pouco, em entrevista à rede de TV CNN. que sua vitória é uma questão de princípios.
Esses resultados representam uma forte guinada significativa para a direita que fortalece a chance de reeleição do presidente Barack Obama ao empurrar a oposição republicana ainda mais para a direita.
A realidade é que os brancos racistas nunca engoliram a vitória do presidente negro e usam todo o tipo de baixaria para acusá-lo. Acusam Obama de ser muçulmano e socialista, de não ter nascido nos EUA, de ser anti-israelense, de enfraquecer o país e de ajudar o Irã a fazer a bomba atômica.
É uma pregação nojenta, reforçada toda hora pelas tiradas irracionais mas de forte apelo emocional de Sarah Palin. Durante a campanha de 2008, Palin insinuava que Obama não parece americano. Agora, fala em resgatar os EUA, "tomar o país de volta, como se ele tivesse sido sequestrado por ideias e seres alienígenas.
Um dos últimos ataques partiu do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, uma das figuras mais ignorantes em política externa da direita republicana e eterno aspirante à Casa Branca, que descreveu a ideologia de Obama como "o anticolonialismo africano", já que seu pai era da tribo luo, no Quênia.
Ao que parece, o eleitorado republicano rejeita mais seus representantes em Washington do que os independentes.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Palin: "Não há nada de errado com os EUA"
Em discurso diante do movimento conservador Festa do Chá agora há pouco, a candidata à vice-presidência dos Estados Unidos derrotada em 2008, Sarah Palin, declarou a uma plateia tao crédula quanto entusiasmada que "não há nada de errado com os EUA que nós aqui não possamos consertar".
Até parece que será fácil controlar uma dívida pública de mais de US$ 12 trilhões. Mas Palin vive no mundo de sonhos e fantasias da direita americana mais conservadora.
A ex-governadora do Alasca, que lançou um livro de memórias se autoglorificando de olho na Casa Branca, ganhou US$ 100 mil para fazer o principal discurso da convenção em que brancos da classe média protestam contra o endividamento do país e o desemprego como se isso fosse culpa do presidente Barack Obama e não dois dois desastrosos governo George W. Bush.
Sem qualquer proposta política concreta, seu discurso patético foi uma coleção de banalidades, lugares-comuns e slogans do Partido Republicano do tipo: "O presidente precisa enfrentar os verdadeiros inimigos dos EUA e não se curvar diante deles".
Só a TV conservadora Fox News transmitiu o discurso na íntegra, muito elogiado pelo notório apresentador de programas de baixo nível Geraldo Rivera como "consistente".
Com esse tipo de mentalidade tacanha, os EUA correm risco de cair numa radicalização infantil capaz de acelerar o declínio do país como superpotência decadente.
Para quem achou que já tinha visto o pior do Partido Republicano com W., a tsuname Sarah Palin mostra que o buraco é muito mais embaixo.
Até parece que será fácil controlar uma dívida pública de mais de US$ 12 trilhões. Mas Palin vive no mundo de sonhos e fantasias da direita americana mais conservadora.
A ex-governadora do Alasca, que lançou um livro de memórias se autoglorificando de olho na Casa Branca, ganhou US$ 100 mil para fazer o principal discurso da convenção em que brancos da classe média protestam contra o endividamento do país e o desemprego como se isso fosse culpa do presidente Barack Obama e não dois dois desastrosos governo George W. Bush.
Sem qualquer proposta política concreta, seu discurso patético foi uma coleção de banalidades, lugares-comuns e slogans do Partido Republicano do tipo: "O presidente precisa enfrentar os verdadeiros inimigos dos EUA e não se curvar diante deles".
Só a TV conservadora Fox News transmitiu o discurso na íntegra, muito elogiado pelo notório apresentador de programas de baixo nível Geraldo Rivera como "consistente".
Com esse tipo de mentalidade tacanha, os EUA correm risco de cair numa radicalização infantil capaz de acelerar o declínio do país como superpotência decadente.
Para quem achou que já tinha visto o pior do Partido Republicano com W., a tsuname Sarah Palin mostra que o buraco é muito mais embaixo.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Obama tem 12 pontos de vantagem
A 12 dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, os americanos já começaram a votar, mas os votos só serão escrutinados em 4 de novembro.
Na pesquisa diária da agência de notícias Reuters, o senador democrata Barack Obama liderá com 52% das preferências contra 40% para o senador republicano John McCain.
Nesta reta final, os candidatos a vice-presidente criaram problemas nas duas campanhas. O vice na chapa democrata, senador Joe Biden, disse num jantar para doadores de dinheiro para o Partido Democrata que logo haveria uma crise internacional para testar a liderança de Obama.
Imediatamente, McCain declarou que ele não precisa ser testado. Durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, era um piloto embarcado em porta-aviões, de prontidão para atacar Cuba ou um navio soviético que tentasse furar o bloqueio imposto à ilha para evitar a entrada de mísseis nucleares da União Soviética.
Obama não gostou da gafe do vice. Comentou apenas que Joe Biden fala demais.
A governadora Sarah Palin, vice de McCain, gastou US$ 150 mil em banhos de loja em Nova Iorque comprando modelitos para a campanha por conta do Partido Republicano, que agora promete doá-los a instituições de caridade depois da campanha. Isso significa que nem eles acreditam que ela seja eleita. Ou a vice-presidente dos EUA andaria por aí mal vestida?
Talvez leiloando eles recuperem o dinheiro, dada a popularidade do Furacão Sarah, nova estrela da direita conservadora americana. John McCain entrou para perder numa eleição em que o peso de dois governos de George W. Bush tornaram inevitável a derrota republicana. Sarah Palin é a nova cara do partido.
McCain fez campanha hoje na Flórida, insistindo que Obama é uma ameaça porque "vai aumentar os seus impostos para distribuir a riqueza".
Obama fez comício em Indianápolis, em Indiana, um estado conservador onde os republicanos costumam vencer. Mas ele está fazendo pressão nos estados onde a vantagem de McCain é pequena para afastar o adversário dos estados realmente indefinidos, que são cada vez menos: Flórida, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Norte...
Na pesquisa diária da agência de notícias Reuters, o senador democrata Barack Obama liderá com 52% das preferências contra 40% para o senador republicano John McCain.
Nesta reta final, os candidatos a vice-presidente criaram problemas nas duas campanhas. O vice na chapa democrata, senador Joe Biden, disse num jantar para doadores de dinheiro para o Partido Democrata que logo haveria uma crise internacional para testar a liderança de Obama.
Imediatamente, McCain declarou que ele não precisa ser testado. Durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962, era um piloto embarcado em porta-aviões, de prontidão para atacar Cuba ou um navio soviético que tentasse furar o bloqueio imposto à ilha para evitar a entrada de mísseis nucleares da União Soviética.
Obama não gostou da gafe do vice. Comentou apenas que Joe Biden fala demais.
A governadora Sarah Palin, vice de McCain, gastou US$ 150 mil em banhos de loja em Nova Iorque comprando modelitos para a campanha por conta do Partido Republicano, que agora promete doá-los a instituições de caridade depois da campanha. Isso significa que nem eles acreditam que ela seja eleita. Ou a vice-presidente dos EUA andaria por aí mal vestida?
Talvez leiloando eles recuperem o dinheiro, dada a popularidade do Furacão Sarah, nova estrela da direita conservadora americana. John McCain entrou para perder numa eleição em que o peso de dois governos de George W. Bush tornaram inevitável a derrota republicana. Sarah Palin é a nova cara do partido.
McCain fez campanha hoje na Flórida, insistindo que Obama é uma ameaça porque "vai aumentar os seus impostos para distribuir a riqueza".
Obama fez comício em Indianápolis, em Indiana, um estado conservador onde os republicanos costumam vencer. Mas ele está fazendo pressão nos estados onde a vantagem de McCain é pequena para afastar o adversário dos estados realmente indefinidos, que são cada vez menos: Flórida, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Norte...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Sarah Palin é acusada de abuso de poder
Uma comissão de inquérito da Assembléia Legislativa do Alasca conclui que a governadora Sarah Palin, candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano, abusou de poder para demitir o ex-genro, que trabalhava na polícia estadual.
O relatório de 263 páginas reconhece que, como governadora, Palin tinha o direito de demitir o comissário de segurança pública Walt Monegan, afastado por se negar a demitir o patrulheiro estadual Michael Wooten. Mas denuncia a vice da chapa republicana por abuso de poder e violação do código de ética do Alasca por fazer pressão e permitir que seu marido e outros subordinados forçassem a demissão do ex-marido de sua irmã, de quem Wooten se divorciara em 2005.
"Esses contatos inadmissíveis repetidos criaram conflitos de interesses para subordinados que teriam de escolher entre agradar a um superior ou correr o risco de enfrentar a insatisfaçãodo chefe com todas as suas conseqüências", acusa o relator.
Imediatamente a campanha do senador John McCain à Casa Branca declarou em nota que a investigação foi manipulada por motivos partidários.
O relatório de 263 páginas reconhece que, como governadora, Palin tinha o direito de demitir o comissário de segurança pública Walt Monegan, afastado por se negar a demitir o patrulheiro estadual Michael Wooten. Mas denuncia a vice da chapa republicana por abuso de poder e violação do código de ética do Alasca por fazer pressão e permitir que seu marido e outros subordinados forçassem a demissão do ex-marido de sua irmã, de quem Wooten se divorciara em 2005.
"Esses contatos inadmissíveis repetidos criaram conflitos de interesses para subordinados que teriam de escolher entre agradar a um superior ou correr o risco de enfrentar a insatisfaçãodo chefe com todas as suas conseqüências", acusa o relator.
Imediatamente a campanha do senador John McCain à Casa Branca declarou em nota que a investigação foi manipulada por motivos partidários.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
BB: "Palin é mais perigosa que qualquer animal"
Um mito do cinema investe contra a pitbull de batom.
Em carta aberta, a ex-atriz francesa Brigitte Bardot, musa dos anos 60, hoje presidente de uma associação de defesa dos direitos dos animais, atacou a governadora Sarah Palin, candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, chamando-a de "uma desgraça para as mulheres".
BB saiu atirando: "Espero que você perca esta eleição porque será uma vitória para o mundo".
Em seguida, atacou de militante ecológica: "Ao negar a responsabilidade do homem pela mudança climática, ao concordar com o direito de usar armas e usar argumentos desconcertantemente estúpidos, você se converte em uma desgraça para as mulheres e representa uma ameaça terrível, uma verdadeira catástrofe ambiental."
Ela também criticou a proposta da governadora de explorar petróleo no Alasca, ameaçando a reserva natural do Ártico, habitat natural do urso polar. "Isto mostra sua absoluta falta de responsabilidade e incapacidade para proteger ou simplesmente respeitar a vida animal".
Finalmente protestou contra a comparação que o Furacão Sarah fez de si mesma com uma pitbull de batom: "Imploro que não se compare com cachorros. Eu os conheço bem e posso dizer com certeza que nem um pitbull nem nenhuma outra espécie animal é tão perigosa quanto a senhora".
Bardot, hoje com 74 anos, tornou-se depois que deixou o cinema uma mulher reclusa, cercada de seus bichos e simpatizante da extrema direita francesa. Este ano foi multada em 19 mil euros por um tribunal por escrito que estava "farta dos muçulmanos que destroem a França".
Em carta aberta, a ex-atriz francesa Brigitte Bardot, musa dos anos 60, hoje presidente de uma associação de defesa dos direitos dos animais, atacou a governadora Sarah Palin, candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, chamando-a de "uma desgraça para as mulheres".
BB saiu atirando: "Espero que você perca esta eleição porque será uma vitória para o mundo".
Em seguida, atacou de militante ecológica: "Ao negar a responsabilidade do homem pela mudança climática, ao concordar com o direito de usar armas e usar argumentos desconcertantemente estúpidos, você se converte em uma desgraça para as mulheres e representa uma ameaça terrível, uma verdadeira catástrofe ambiental."
Ela também criticou a proposta da governadora de explorar petróleo no Alasca, ameaçando a reserva natural do Ártico, habitat natural do urso polar. "Isto mostra sua absoluta falta de responsabilidade e incapacidade para proteger ou simplesmente respeitar a vida animal".
Finalmente protestou contra a comparação que o Furacão Sarah fez de si mesma com uma pitbull de batom: "Imploro que não se compare com cachorros. Eu os conheço bem e posso dizer com certeza que nem um pitbull nem nenhuma outra espécie animal é tão perigosa quanto a senhora".
Bardot, hoje com 74 anos, tornou-se depois que deixou o cinema uma mulher reclusa, cercada de seus bichos e simpatizante da extrema direita francesa. Este ano foi multada em 19 mil euros por um tribunal por escrito que estava "farta dos muçulmanos que destroem a França".
domingo, 14 de setembro de 2008
Sarah Palin é a "grande esperança branca"
A fraqueza intelectual e a falta de experiência da governadora do Alasca, Sarah Palin, ficaram evidentes na sua primeira grande entrevista desde que foi indicada candidata à Vice-Presidência dos Estados Unidos daqui a 51 dias.
Assim, uma possível explicação para seu sucesso é que o eleitorado branco de classe média descontente com o candidato do Partido Republicano, senador John McCain, precisava de uma boa desculpa para ficar contra o senador mulato Barack Obama, candidato do Partido Democrata, que pode ser o primeiro afrodescendente a chegar à Casa Branca.
Neste sentido, Sarah pode ser considerada a "grande esperança branca", como observou o colunista Mario Diment no jornal argentino La Nación.
O colunista parte da história de Jack Johnson, o primeiro negro a se sagrar campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado, em 1908. Antes, os negros eram proibidos de competir nessa categoria.
Imediatamente, os americanos racistas passaram a procurar um lutador capaz de restaurar a supremacia. Depois de vários fracassos, o ex-campeão Tim Jeffries, que se aposentara sem derrotas, foi convencido a voltar ao ringue como a grande esperança branca. Seus segundos jogaram a tolha no final da luta, depois de duas quedas, para evitar um humilhante nocaute.
Agora, é a vez de Sarah Palin.
Numa descarada manipulação da realidade, Obama, filho de um pai africano que o abandonou e de uma mãe americana pobre, é apresentado pela propaganda republicana como um privilegiado que estudou numa universidade de elite, Harvard, como se não tivesse chegado lá por seus próprios méritos.
Por outro lado, Sarah Palin é pintada como a defensora dos valores tradicionais de deus, pátria e família, a mãe de cinco filhos que equilibra trabalho e vida pessoal, a evangélica que adora armas de fogo e acredita que deus está do lado dos soldados americanos em guerra. O objetivo é fazer com que as mães americanas de classe média baixa ou pobres, as mães do Wal-Mart, a rede de supermercados que compete com preços baixos.
É a glorificação da inexperiência e do antiintelectualismo como estratégia para ganhar eleições. Não é muito diferente do que fizeram os presidentes George Walker Bush e Luiz Inácio Lula da Silva na sua irresistível ascensão.
Lula nasceu pobre, realmente lutou para vencer na vida e fez carreira política num partido de esquerda. Isso lhe dá uma empatia natural com os excluídos que são uma parcela importante da sociedade brasileira.
Suas políticas sociais e a manutenção da política macroeconômica dos governos de Fernando Henrique Cardoso melhoraram a vida das camadas mais pobres da população, o que se traduz nas pesquisas de opinião.
Bush e Palin são conservadores que prometem cortes de impostos para os ricos e acusam os democratas de planejar aumentos de impostos para todos. Como prefeita e governadora do Alasca, ela lutou por 200 emendas parlamentares ao orçamento para ganhar dinheiro público. Seu partido a apresenta como uma rebelde que vai desafiar a burocracia de Washington.
Dentro desta estratégia de iludir o eleitorado, mentindo como Bush mentiu ao justificar a guerra do Iraque, em seu discurso de aceitação da candidatura, o senador McCain disse com falsa ironia que não via a hora de "apresentá-la a Washington". Falava como se a mulher que se descreveu como "um pitbull de batom" não fosse conhecedora dos lobbies e corredores escuros da capital americana que levam à liberação de verbas do Tesouro dos EUA.
Por ironia e falsidade, a burocracia de Washington é um dos alvos favoritos das campanhas eleitorais nos EUA, como se os principais candidatos e os grandes partidos que os representam não fossem frutos desse sistema político. No caso do Partido Republicano, é uma jogada para fazer campanha posando de oposição.
Mas o pior de tudo é o culto da ignorância e do despreparo como virtude, como se bastante o conceito religioso de "missão" para saber o que é certo ou errado nos negócios de Estado.
Assim, uma possível explicação para seu sucesso é que o eleitorado branco de classe média descontente com o candidato do Partido Republicano, senador John McCain, precisava de uma boa desculpa para ficar contra o senador mulato Barack Obama, candidato do Partido Democrata, que pode ser o primeiro afrodescendente a chegar à Casa Branca.
Neste sentido, Sarah pode ser considerada a "grande esperança branca", como observou o colunista Mario Diment no jornal argentino La Nación.
O colunista parte da história de Jack Johnson, o primeiro negro a se sagrar campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado, em 1908. Antes, os negros eram proibidos de competir nessa categoria.
Imediatamente, os americanos racistas passaram a procurar um lutador capaz de restaurar a supremacia. Depois de vários fracassos, o ex-campeão Tim Jeffries, que se aposentara sem derrotas, foi convencido a voltar ao ringue como a grande esperança branca. Seus segundos jogaram a tolha no final da luta, depois de duas quedas, para evitar um humilhante nocaute.
Agora, é a vez de Sarah Palin.
Numa descarada manipulação da realidade, Obama, filho de um pai africano que o abandonou e de uma mãe americana pobre, é apresentado pela propaganda republicana como um privilegiado que estudou numa universidade de elite, Harvard, como se não tivesse chegado lá por seus próprios méritos.
Por outro lado, Sarah Palin é pintada como a defensora dos valores tradicionais de deus, pátria e família, a mãe de cinco filhos que equilibra trabalho e vida pessoal, a evangélica que adora armas de fogo e acredita que deus está do lado dos soldados americanos em guerra. O objetivo é fazer com que as mães americanas de classe média baixa ou pobres, as mães do Wal-Mart, a rede de supermercados que compete com preços baixos.
É a glorificação da inexperiência e do antiintelectualismo como estratégia para ganhar eleições. Não é muito diferente do que fizeram os presidentes George Walker Bush e Luiz Inácio Lula da Silva na sua irresistível ascensão.
Lula nasceu pobre, realmente lutou para vencer na vida e fez carreira política num partido de esquerda. Isso lhe dá uma empatia natural com os excluídos que são uma parcela importante da sociedade brasileira.
Suas políticas sociais e a manutenção da política macroeconômica dos governos de Fernando Henrique Cardoso melhoraram a vida das camadas mais pobres da população, o que se traduz nas pesquisas de opinião.
Bush e Palin são conservadores que prometem cortes de impostos para os ricos e acusam os democratas de planejar aumentos de impostos para todos. Como prefeita e governadora do Alasca, ela lutou por 200 emendas parlamentares ao orçamento para ganhar dinheiro público. Seu partido a apresenta como uma rebelde que vai desafiar a burocracia de Washington.
Dentro desta estratégia de iludir o eleitorado, mentindo como Bush mentiu ao justificar a guerra do Iraque, em seu discurso de aceitação da candidatura, o senador McCain disse com falsa ironia que não via a hora de "apresentá-la a Washington". Falava como se a mulher que se descreveu como "um pitbull de batom" não fosse conhecedora dos lobbies e corredores escuros da capital americana que levam à liberação de verbas do Tesouro dos EUA.
Por ironia e falsidade, a burocracia de Washington é um dos alvos favoritos das campanhas eleitorais nos EUA, como se os principais candidatos e os grandes partidos que os representam não fossem frutos desse sistema político. No caso do Partido Republicano, é uma jogada para fazer campanha posando de oposição.
Mas o pior de tudo é o culto da ignorância e do despreparo como virtude, como se bastante o conceito religioso de "missão" para saber o que é certo ou errado nos negócios de Estado.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Sarah Palin energiza campanha de McCain
Com a escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, para candidata a vice-presidente, a chapa do Partido Republicano para a eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos cresceu nas pesquisas.
Em pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Gallup, o senador John McCain obteve 50% das preferências contra 46% para o candidato do Partido Democrata, senador Barack Obama. É mais um sinal do impacto positivo do Furacão Sarah.
McCain e sua vice estão fazendo comícios juntos, ao contrário do previsto, e atraindo muito mais gente do que McCain conseguia sozinho.
Preocupado, Obama vai se encontrar com Bill Clinton para discutir a estratégia da campanha, num sinal de crise. Bill pode dizer que Obama deveria ter escolhido Hillary Clinton para vice. Mas agora é tarde.
O Partido Democrata depende agora da mídia, que pode revelar a verdadeira face de Sarah Palin, uma ultraconservadora que recorreu a lobistas para receber mais emendas parlamentares para seu estado mas se apresenta como campeã da luta contra a burocracia e a corrupção.
Em pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Gallup, o senador John McCain obteve 50% das preferências contra 46% para o candidato do Partido Democrata, senador Barack Obama. É mais um sinal do impacto positivo do Furacão Sarah.
McCain e sua vice estão fazendo comícios juntos, ao contrário do previsto, e atraindo muito mais gente do que McCain conseguia sozinho.
Preocupado, Obama vai se encontrar com Bill Clinton para discutir a estratégia da campanha, num sinal de crise. Bill pode dizer que Obama deveria ter escolhido Hillary Clinton para vice. Mas agora é tarde.
O Partido Democrata depende agora da mídia, que pode revelar a verdadeira face de Sarah Palin, uma ultraconservadora que recorreu a lobistas para receber mais emendas parlamentares para seu estado mas se apresenta como campeã da luta contra a burocracia e a corrupção.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
McCain se define como um lutador
Em tom calmo e sereno, o sendor John McCain aceitou ontem à noite a indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos, apresentando-se como um herói de guerra que precisou lutar muito para vencer na vida, um rebelde e independente que nunca se rendeu ao partido nem aos grupos de interesse (lobbies) e que não trabalha para si próprio mas para o povo americano.
Foi um discurso muito diferente do tiroteio verbal disparado pela primeira mulher candidata a vice-presidente numa chapa republicana. A governadora Sarah Palin atacou duramente o candidato democrata à Casa Branca, senador Barack Obama.
McCain defendeu sua postura em relação à invasão do Iraque, na verdade um erro cometido a partir de uma mentira, mas não citou nem uma vez o nome do presidente George Walker Bush, limitando-se a falar que apoiou o presidente na guerra contra o terrorismo.
Foi um discurso muito diferente do tiroteio verbal disparado pela primeira mulher candidata a vice-presidente numa chapa republicana. A governadora Sarah Palin atacou duramente o candidato democrata à Casa Branca, senador Barack Obama.
McCain defendeu sua postura em relação à invasão do Iraque, na verdade um erro cometido a partir de uma mentira, mas não citou nem uma vez o nome do presidente George Walker Bush, limitando-se a falar que apoiou o presidente na guerra contra o terrorismo.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Furacão Sarah Palin sai atirando
Com um discurso bastante agressivo e muito bem escrito, não por ela, naturalmente, a governadora do Alasca, Sarah Palin, honrou sua biografia de sócia da Associação Nacional do Rifle. Ao aceitar a indicação do Partido Republicano para ser candidata a vice-presidente dos Estados Unidos na chapa liderada pelo senador John McCain, o Furacão Sarah, como foi apelidada pela mídia americana, saiu atirando para todos os lados.
O principal alvo o candidato democrata, senador Barack Obama, descrito como inexperiente e fraco para comandar os EUA em tempo de guerra, como insistem em dizer os republicanos, embora a luta contra o terrorismo não possa ser confundida com uma guerra.
Sarah prometeu ainda combater a rede terrorista Al Caeda e descreveu a invasão do Iraque como um desígnio de Deus, para delírio de uma platéia composta por conservadores brancos, muitos de chapéu de caubói neste grande rodeio para as câmaras que é a Convenção Nacional do Partido Republicano. Ela também é contra as políticas sociais propostas pelo Partido Democrata porque aumentariam impostos e as "ordens emanadas de Washington" e disparou contra a mídia que questionou sua experiência e liderança.
Como uma governadora do Alasca que o Partido Republicano quer nos convencer que enfrentou interesses estabelecidos na burocracia local, Sarah Palin quer agora reformar Washington, curiosamente apresentada na campanha presidencial americana como o grande demônio a ser combatido.
Antes dela, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, que posou como presidente dos EUA em 11 de setembro de 2001, mas não conseguiu bater McCain nas eleições prévias republicanas, passou aquela mensagem de medo terrível, de um novo fantasma que só McCain pode afastar.
A convenção republicana não pára de repetir que McCain é um herói de guerra. Ele foi prisioneiro no Vietnã. Curiosamente, em reportagem da TV americana CNN feita em Hanói, o diretor de prisão e a enfermeira que o tratou disseram que preferem se lembrar do candidato republicano como um homem que superou os ressentimentos e lutou para restabelecimento de relações diplomáticas entre os ex-inimigos.
O principal alvo o candidato democrata, senador Barack Obama, descrito como inexperiente e fraco para comandar os EUA em tempo de guerra, como insistem em dizer os republicanos, embora a luta contra o terrorismo não possa ser confundida com uma guerra.
Sarah prometeu ainda combater a rede terrorista Al Caeda e descreveu a invasão do Iraque como um desígnio de Deus, para delírio de uma platéia composta por conservadores brancos, muitos de chapéu de caubói neste grande rodeio para as câmaras que é a Convenção Nacional do Partido Republicano. Ela também é contra as políticas sociais propostas pelo Partido Democrata porque aumentariam impostos e as "ordens emanadas de Washington" e disparou contra a mídia que questionou sua experiência e liderança.
Como uma governadora do Alasca que o Partido Republicano quer nos convencer que enfrentou interesses estabelecidos na burocracia local, Sarah Palin quer agora reformar Washington, curiosamente apresentada na campanha presidencial americana como o grande demônio a ser combatido.
Antes dela, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, que posou como presidente dos EUA em 11 de setembro de 2001, mas não conseguiu bater McCain nas eleições prévias republicanas, passou aquela mensagem de medo terrível, de um novo fantasma que só McCain pode afastar.
A convenção republicana não pára de repetir que McCain é um herói de guerra. Ele foi prisioneiro no Vietnã. Curiosamente, em reportagem da TV americana CNN feita em Hanói, o diretor de prisão e a enfermeira que o tratou disseram que preferem se lembrar do candidato republicano como um homem que superou os ressentimentos e lutou para restabelecimento de relações diplomáticas entre os ex-inimigos.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
McCain escolhe governadora do Alasca para vice
O candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, senador John McCain, faz 72 anos hoje e acaba de revelar sua escolha para vice-presidente: uma mulher.
A especulação é que seria o ex-governador Mitt Romney, derrotado por McCain nas eleições prévias. Mas havia um problema: Romney também é milionário. Uma chapa de milionários seria um alvo fácil para os ataques dos democratas.
Será a governadora do Alasca, Sarah Palin, de 44 anos, uma jogada atrair os eleitores da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton insatisfeitos com a escolha do senador Barack Obama pelo Partido Democrata.
Sarah Palin é uma mãe de 5 filhos que gosta de caçar e pescar, o que ajudaria a identificá-la com o cidadão comum. Mas tem apenas dois anos de experiência como governadora. Pode ser acusada de inexperiente para comandar o país, caso McCain tenha problemas de saúde, e é considerada peso-leve para debater com um peso-pesado como Joe Biden, o vice de Obama.
A especulação é que seria o ex-governador Mitt Romney, derrotado por McCain nas eleições prévias. Mas havia um problema: Romney também é milionário. Uma chapa de milionários seria um alvo fácil para os ataques dos democratas.
Será a governadora do Alasca, Sarah Palin, de 44 anos, uma jogada atrair os eleitores da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton insatisfeitos com a escolha do senador Barack Obama pelo Partido Democrata.
Sarah Palin é uma mãe de 5 filhos que gosta de caçar e pescar, o que ajudaria a identificá-la com o cidadão comum. Mas tem apenas dois anos de experiência como governadora. Pode ser acusada de inexperiente para comandar o país, caso McCain tenha problemas de saúde, e é considerada peso-leve para debater com um peso-pesado como Joe Biden, o vice de Obama.
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