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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.

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domingo, 17 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze. 

sábado, 17 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

    Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

    Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 23 de Janeiro

PRIMEIRA MÉDICA NOS EUA

    Em 1849, numa cerimônia de formatura realizada numa igreja de Genebra, no estado de Nova York, Elizabeth Blackwell torna-se a primeira mulher a se graduar em medicina nos Estados Unidos.

Seu pai era do movimento abolicionista. O irmão e a mulher dele eram ativistas da luta pelo voto feminino. Boa aluna, Elizabeth decide estudar medicina depois de ouvir de uma amiga que estava morrendo que teria sido mais bem-tratada por uma mulher.

A questão vai para o conselho universitário e é aprovada por estudantes, talvez por troça tão inacreditável é a ideia para a época. Elizabeth recebe sua carta de aceitação e começa a estudar em 1847.

Elizabeth Blackwell monta uma clínica para pobres em Nova York, funda um hospital e uma enfermaria para crianças e mulheres junto com uma irmã mais moça que também se forma em medicina,

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), elas treinam enfermeiras para atender os feridos. Em 1868, abrem sua faculdade de medicina. Elizabeth vai então para Londres, onde dá aula de ginecologia na Escola de Medicina para Mulheres.

Blackwell é uma pioneira. Seu exemplo contribui para que as mulheres aos poucos sejam aceitas numa profissão predominantemente masculina. Em 2017, pela primeira vez, há mais mulheres do que homens estudando medicina nos EUA.

MULHER NO PODER

    Em 1997, um dia depois de aprovação unânime no Senado, Madeleine Albright toma posse como a primeira secretária de Estado, a primeira mulher a chefiar a diplomacia dos Estados Unidos.

Albright nasce em 1937 na Tcheco-Eslováquia e é batizada como Madeleine Jana Korbelova. Sua família foge para os EUA em 1948, depois que os comunistas tomam o poder. 

Ela estuda direito e política na Universidade Colúmbia, em Nova York, e vai até o doutorado. Em 1959, casa com Joseph Albright, de uma família de editores. Nos anos 1970, trabalha como funcionária do Conselho de Segurança Nacional nos anos 1970. 

Em janeiro de 1993, no início do governo, o presidente Bill Clinton a nomeia embaixadora junto às Nações Unidas. Em dezembro de 1996, Clinton a indica para secretaria da Estado, tornando-a na primeira mulher a ocupar o cargo e a mais alta funcionária até então do governo dos EUA.

Imigrante da Europa Oriental, fala francês, polonês, russo e tcheco, Madeleine Albright se interessa especialmente pelos países de sua região de origem no mundo pós-Guerra Fria. É uma das principais responsáveis pela intervenção internacional da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Guerra do Kossovo contra o ditador sérvio Slobodan Milosevic, também conhecida como a guerra da Srª Albright.

Madeleine Albright é secretária de Estado até o fim do governo Clinton, em janeiro de 2001. Volta então a lecionar na Universidade Georgetown. Torna-se uma voz importante do antifascismo nos EUA. Ela morre em 23 de março de 2022. Um mês antes, na véspera da invasão da Ucrânia, o jornal The New York Times publica um artigo da ex-secretária advertiu o ditador russo, Vladimir Putin, para o "erro histórico" de ir à guerra.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio

É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri

Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação e obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 9 de Dezembro

VARÍOLA ERRADICADA

    Em 1979, uma comissão internacional de cientistas declara que a varíola, uma doença com 30% de risco de vida, está erradicada. Agora, corre o risco de voltar por causa da insanidade e irracionalidade do movimento antivacinas.

A varíola é uma praga para a humanidade há milênios. O faraó Ramsés V, do Egito, teria morrido de varíola em 1145 antes de Cristo. 

O conquistador espanhol Hernán Cortez toma Tenochtitlán, a capital do Império Asteca, em 13 de agosto de 1521, em meio a uma epidemia de varíola que atingiu sobretudo os índios, que acreditam que o deus dos espanhóis é superior ao deles, que não os protege.

O vírus atual, que seria de 1580, é combatido na China no século 16 com a inoculação de pequenas quantidades para causar casos leves capazes de gerar imunidade, um precursos das vacinas.

No fim do século 18, quando a vacina é uma das principais causas de mortes na Europa, o cientista inglês Edward Jenner, cria a vacina em 1796. Muitos países europeus tornam a vacinação obrigatória e a varíola declina nos séculos 19 e 20.

A partir de 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz campanha para atacar os últimos focos da doença. O último caso é diagnosticado em 1977 na Somália. A erradicação da varíola, graças à vacina, é um dos grandes triunfos da medicina.

PRIMEIRA INTIFADA

    Em 1987, jovens palestinos começam na Faixa de Gaza a Primeira Intifada (revolta das pedradas) contra a ocupação de territórios árabes por Israel depois de um acidente de um caminhão israelense que bate numa caminhonete em que morrem quatro palestinos.

Quando Israel manda forças especiais para conter a violência, a revolta se propaga para a Cisjordânia. Os dois territórios estão sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Para fortalecer o movimento pela criação de uma pátria para o povo palestino, o rei Hussein, da Jordânia, abre mão da reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia em julho de 1988.

Em 15 de novembro de 1988, no exílio na Tunísia, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, declara a independência da Palestina, denuncia o terrorismo e reconhece o Estado de Israel, tentando criar condições para negociações de paz.

As negociações começam na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois que Israel evita responder aos ataques do Iraque de Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991. Ganham impulsa com as negociações secretas de Oslo, na Noruega, em 1993.

Em 13 de setembro de 1993, Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, apertam as mãos e assinam uma declaração de princípios nos jardins da Casa Branca. No ano seguinte, é criada a Autoridade Nacional Palestina. Arafat volta à Cisjordânia. Os palestinos assumem o controle sobre a Faixa de Gaza e a cidade histórica de Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, em Telavive, desanda o processo da paz. A paz entre israelenses e palestinos é um sonho distante até hoje.

WALESA PRESIDENTE

    Em 1990, o líder operário Lech Walesa, fundador do sindicato livre Solidariedade, se torna o primeiro presidente eleito diretamente da história da Polônia.

Walesa, nascido em 1943, era eletricista no Estaleiro Lenin, em Gdansk, de onde é demitido em 1976 como agitador. Em agosto de 1980, lidera uma greve que leva ao reconhecimento do sindicato pelo regime comunista polonês. 

Um golpe liderado pelo general Jociech Jaruzelski, em 13 de dezembro de 1981, recoloca o Solidariedade na ilegalidade. Em 1983, Walesa ganha o Prêmio Nobel da Paz.

Com a abertura polícia promovida a partir de 1985 pelo líder do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, o Solidariedade volta a ser legalizado em abril de 1989 e obtém uma ampla vitória nas primeiras eleições parlamentares livres no Bloco Soviético, em 4 e 18 de junho de 1989. Tadeusz Mazowiech, aliado de Walesa, se torna primeiro-ministro e inicia as reformas liberalizantes para superar o regime comunista.

Na Presidência, Walesa se mostra menos hábil do que como líder sindical. Em 1995, perde a eleição presidencial para o ex-comunista Alexander Kwasniesk, da Aliança da Esquerda Democrática.

CHARLES E DIANA SE SEPARAM

    Em 1992, o primeiro-ministro britânico, John Major, anuncia a separação dos príncipes de Gales, Charles e Diana, depois de anos de uma guerrinha particular do casal travada através da imprensa sensacionalista do Reino Unido.

É o fim de um casamento de sonho, transmitido ao vivo da Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981, para 1 bilhão de telespectadores de 79 países. Diana precisa fazer teste de virgindade para casar. O primeiro filho, o príncipe William, nasce em 1982, e o segundo, o príncipe Harry, em 1984.

O casal real se divorcia em agosto de 1996. Lady Di morre em acidente de automóvel como uma cinderela cuja carruagem se esborracha em Paris, a cidade romântica por excelência, quando fugia dos fotógrafos com o namorado egípcio, Dodi al-Fayed, em 31 de agosto de 1997. A tragédia da princesa do povo causa uma grande comoção no Reino Unido e obriga a família real a reconhecer sua importância para a monarquia.

EUA INTERVÊM NA SOMÁLIA

    Em 1992, por ordem do presidente George Herbert Walker Bush (1989-93), derrotado por Bill Clinton um mês antes, os fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam a Mogadíscio, na Somália, numa missão para levar garantir a ação humanitária das Nações Unidas ao país assolado pela fome, que está em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em janeiro 1991.

A Somália cai em guerra civil. Em pouco menos de dois anos, 50 mil pessoas morrem na guerra e outras 300 mil de fome. Os EUA intervêm com a Operação Restaurar a Esperança na expectativa de acabar com o flagelo da fome. 

A ajuda humanitária das Nações Unidas recomeça, mas as forças norte-americanas não conseguem controlar a ação dos senhores da guerra que disputam o poder na Somália. A violência continua e um ataque à missão da ONU mata 24 soldados do Paquistão.

Em reação, a ONU ordena a captura do general Mohamed Farah Aidid, o senhor da guerra que controla a região de Mogadíscio, a capital somaliana. Mas as forças dos EUA, já no governo Bill Clinton (1993-2001) estão lá para proteger a ajuda humanitária. Não têm equipamento para grandes ações ofensivas.

Durante uma tentativa de prender Aidid, em 3 de outubro de 1993, os rebeldes somalianos derrubam dois helicópteros de combate Falcão Negro e matam 18 soldados. Alguns são arrastados pelas ruas de Mogadíscio, numa humilhação para os EUA, que se retiram da Somália. A Batalha de Mogadíscio é encenada no filme Falcão Negro em Perigo.

Esta humilhação leva ao que Clinton considera o maior erro de política externa de seu governo. Os EUA não intervêm em Ruanda para impedir o genocídio da minoria tútsi. De 7 de abril a 15 de julho de 1994, cerca de 800 mil pessoas morrem neste pequeno país do Centro da África, no último genocídio do trágico século 20.

A maioria hutu, inclusive a milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio, foge para o Zaire, onde entra em choque com os baniamulengue, da mesmo etnia dos tútsis, desestabilizando o país vizinho. 

Isto leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara com Ernesto Che Guevara, que o considerava bêbado e mulherengo, incapaz de liderar uma revolução, a deixar seu refúgio, marchar até Kinshasa, derrubar o ditador Joseph Mobutu, em 1997, e mudar o nome do país para República Democrática do Congo.

A queda de Mobutu deflagra a Primeira Grande Guerra Mundial Africana (1997-2002), travada por nove países e pelo menos 25 grupos armados irregulares, com um total de mortes estimado em 5,4 milhões, em combate, de fome e de doenças. É o maior conflito armado do mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

RÚSSIA DOPADA

    Em 2016, a Agência Mundial Antidoping (WADA) acusa a Rússia de dopagem sistemática de mais de mil atletas numa "conspiração institucional" para fraudar competições esportivas internacionais, inclusive as olimpíadas.

 Um segundo relatório da WADA implica o Ministério dos Esportes e o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, sucessor da temida polícia política soviética (KGB), do qual o ditador Vladimir Putin foi diretor-geral antes de se tornar primeiro-ministro e presidente.

A Rússia é suspensa de competições internacionais por quatro anos em 2019, pena depois reduzida para dois anos. Na Olimpíada de Tóquio, os atletas russos competem seu seus uniformes, sem bandeira e sem hino nacional.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45)

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. A partir de 1935, ano em que invadiu a Etiópia, Mussolini começou a enviar camponeses para a Líbia para aliviar a superpopulação do país. Quando a guerra começou, a Itália tinha bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo era resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987, uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia é pega vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chegou a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e o distribuíram entre amigos e parentes. Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfredo Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de dezembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. Conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha em 1933. Isto leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial, as Nações Unidas aprovam a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam a medida e entram numa guerra vencida por Israel. Milhares de árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, em 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra. A paz entre árabes e judeus dependeria de mais negociações, que não aconteceram.

O processo de paz entre Israel e os palestnos começa em 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel foi atacado e não retaliou para manter a unidade da aliança contra o Iraque de Saddam Hussein.

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resulta no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina. O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

     Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio. É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri

Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual,  em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky e pede desculpas por enganar a mulher e o povo americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação e obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment.

sábado, 26 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 26 de Junho

    Em 1945, 50 países, inclusive o Brasil, assinam em São Francisco da Califórnia a Carta das Nações Unidas "para livrar as futuras gerações do flagelo da guerra". Criavam a segunda organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial, depois do fracasso da Liga das Nações, fundada depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18), em evitar a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A Carta da ONU foi ratificada em 24 de outubro por 51 países, com a adesão da Polônia, que recuperara sua independência depois de ser invadida pela Alemanha nazista em 1º de setembro de 1939 no começo da guerra. A primeira reunião da Assembleia Geral aconteceu em Londres, em 10 de janeiro de 1946.

Desde 1941, líderes aliados defendiam a criação de uma nova organização internacional para garantir a paz. Em agosto daquele ano, antes dos EUA entrarem na guerra, o presidente Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, assinaram a Carta do Atlântico.

Depois do ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que levou os EUA à guerra, em 1º de janeiro de 1942, 26 países assinaram em Washington a Declaração das Nações Unidas.

A partir de outubro de 1943, os três grandes líderes dos aliados - Churchill, Roosevelt e o ditador soviético Josef Stalin - se reuniram numa série de conferências para discutir a questão. Em fevereiro de 1945, em Ialta, na Crimeia, chegaram a um acordo.

     Em 1948, os Estados Unidos e o Reino Unido começam uma ponte aérea para levar suprimentos (água, comida, roupas, remédios e combustíveis) a Berlim Ocidental, rompendo o bloqueio imposto pela União Soviética, que dominava a Alemanha Oriental, durante a Guerra Fria

Quando terminou a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha ocupada foi divida em zonas sob o controle dos EUA, do Reino Unido, da França e da URSS. As partes dos aliados ocidentais formaram a Alemanha Ocidental e a parte soviética virou Alemanha Oriental. 

Berlim, a capital alemã, que também foi dividida, fica no Leste. Berlim Ocidental era um enclave dentro da Alemanha Oriental. Em 24 de junho de 1948, por ordem do ditador Josef Stalin a URSS bloqueou o acesso por terra para tentar assumir o controle total da cidade, que estava na linha de frente da Guerra Fria. 

A linha dura pressionou o presidente americano, Harry Truman, a dar uma resposta militar a Stalin, mas Truman temia deflagrar uma nova guerra mundial. Dois dias depois, os aliados ocidentais lançaram a Ponte Aérea de Berlim.

No início, os aviões aliados carregavam 5 mil toneladas de suprimentos por dia; no fim, 8 mil toneladas por dia. Ao todo, foram 2,3 milhões de toneladas de carga para romper o Bloqueio de Berlim, numa das grandes batalhas da Guerra Fria. 

Em 12 de maio de 1949, a URSS suspendeu o bloqueio. A ponte aérea foi mantida até setembro, a um custo de US$ 224 milhões.

Para evitar a fuga em massa de alemães-orientais, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, o regime comunista da Alemanha Oriental erguei um muro ao redor de Berlim Ocidental. O Muro de Berlim era a cicatriz viva da Guerra Fria. Sua abertura, em 9 de novembro de 1989, foi um dos marcos do fim da confrontação estratégica entre os EUA e a URSS que dominou a política internacional na segunda metade do século 20.

    Em 1993, o presidente Bill Clinton (1993-2001) autoriza um ataque de mísseis contra o quartel-general do serviço secreto do Iraque, em Bagdá, em retaliação por uma suposta conspiração para matar o ex-presidente George Bush (1989-93) durante uma visita ao Kuwait em abril daquele ano.

Um dia antes da chegada de Bush, 14 suspeitos, na maioria iraquianos, foram presos na Cidade do Kuwait e no dia seguinte foi encontro o carro-bomba a ser usado no atentado.

Em resposta, 23 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram disparados de navios de guerra dos EUA no Golfo Pérsico contra a central de inteligência de Saddam Hussein, que seria derrubado e morto pela invasão americana de 2003, durante o governo George W. Bush (2001-9), filho do presidente que seria alvo do atentado.

    Em 2015, a Suprema Corte decide que o casamento de pessoas do mesmo sexo não pode ser proibido e deve ser reconhecido em todos os Estados Unidos, dando finalmente aos casais homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais.

O marco do início do movimento pelos direitos dos homossexuais nos EUA é a Rebelião de Stonewall, iniciada quando a polícia invadiu o bar gay Stonewall Inn, no Greenwich Village, em Nova York, em 28 de junho de 1969. 

Quando a homossexualidade tornou-se aceitável pela sociedade americana, houve uma reação conservadora. Em 1996, o presidente Bill Clinton foi forçado a assinar a Lei de Defesa do Casamento, que proibia o reconhecimento gay pelas leis federais do país. 

No ano 2000, Vermont foi o primeiro estado a reconhecer a união civil de casais homossexuais. O primeiro a legalizar o casamento gay foi Massachusetts, em 2003. A questão virou um dos focos centrais da guerra cultural entre conservadores e liberais no governo George W. Bush (2001-9). 

Sob pressão dos conservadores, o presidente liberal Barack Obama (2009-17) orientou o Departamento da Justiça em 2011 a não defender o casamento. Mas, em 2013, a Suprema Corte declarou ilegal a Lei de Defesa do Casamento e legalizou, na prática, o casamento gay na Califórnia.

A ação Obergefell x Hodges foi iniciada por Jim Obergefell. Ele casou com John Arthur em Maryland, mas o casamento não foi reconhecido no estado de Ohio. Por 5-4, a Suprema Corte decidiu em favor do casal.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Trump enfrenta segundo impeachment com expectativa de absolvição

 O segundo julgamento de Donald Trump num processos de impeachment, desta vez por incitar à insurreição e ao ataque ao Congresso em 6 de janeiro, começa hoje no Senado dos Estados Unidos, em Washington. A expectativa é que o ex-presidente seja absolvido. 

A condenação exige dois terços dos votos, de 67 senadores. Como o Partido Democrata tem 50 senadores, são necessários 17 votos republicanos. Até agora, só cinco republicanos indicaram que pretendem condenar.

Se for condenado, em outra votação, por maioria simples, Trump pode ser tornado inelegível para cargos eleitorais por toda a vida. Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Câmara dos EUA aprova segundo impeachment de Donald Trump

 Objetivo do Partido Democrata é tornar o atual presidente inelegível

Por 232 a 197 votos, com o apoio de 10 deputados republicanos, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos denunciou hoje o presidente Donald Trump por crime de responsabilidade ao incitar à insurreição que levou à invasão do Congresso em 6 de janeiro, quando cinco pessoas morreram. 

Trump será o primeiro presidente julgado duas vezes em processos de impeachment. Como ele deixa o cargo daqui a uma semana, o Partido Democrata quer torná-lo inelegível para cargos federais por toda a vida.

Leia mais em Quarentena News e veja o comentário no meu canal no You Tube:

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Ministra mais liberal da Suprema Corte dos EUA morre aos 87 anos

O presidente Donald Trump terá uma nova chance de nomear um juiz conservador para a Suprema Corte dos Estados Unidos, acabando com o frágil equilíbrio. Morreu aos 87 anos Ruth Bader Ginsburg, a ministra mais liberal do supremo tribunal americano.

Ícone feminista e liberal, foi a segunda mulher a assumir o cargo, nomeada pelo presidente Bill Clinton em 1993. Ginsburg perdeu uma longa batalha contra cânceres no fígado, pulmão, pâncreas e intestino grosso. Sua morte ameaça o direito ao aborto, garantido por uma decisão da Suprema Corte de 1973.

Quando morreu o ultraconservador Antonin Scalia, em fevereiro de 2016, de quem Ginsburg era grande amiga pessoal, apesar da divergência de ideias, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se negou a examinar a indicação do então presidente Barack Obama, Merrick Garland, alegando que estava no fim do mandato. 

Contra quase todas as expectativas, Trump derrotou Hillary Clinton e indicou dois ministros conservadores, Neil Gorsuch e Brett Kavanagh. Agora, é altamente improvável que McConnell adote a mesma posição. 

O último pedido da juíza Ginsburg foi que seu substituto só fosse indicado pelo próximo presidente. Só será atendida se alguns senadores republicanos resolverem honrar sua memória e bloquear uma nomeação ainda neste governo.

Pela Constituição dos EUA, cabe ao Senado aprovar a nomeação. No momento, o Partido Republicano tem uma maioria de 53 a 47. Como o vice-presidente acumula a Presidência do Senado, será necessário que quatro republicanos votem contra uma indicação de Trump. Se a votação empatar, o vice Mike Pence daria o voto de Minerva.

Com as nomeações de Gorsuch e Kavanagh, o presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, nomeado pelo presidente George W. Bush, passou a ser o fiel da balança, votando várias vezes com os ministros liberais em defesa do equilíbrio do tribunal, que tinha cinco ministros conservadores e quatro liberais. Um novo indicado por Trump mudaria esta divisão para 6-3. Roberts não conseguiria mais manter o equilíbrio entre as duas correntes.

Leia mais no jornal The New York Times e na revista Rolling Stone.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Morre George Bush, dos mais bem-preparados presidentes dos EUA

Morreu ontem aos 94 anos George Herbert Walker Bush (1989-93) , talvez o mais bem-preparado de todos os presidentes dos Estados Unidos. Foi o último presidente da Guerra Fria e o último a lutar na Segunda Guerra Mundial, quando seu avião foi derrubado no Oceano Pacífico.

Seu filho George Walker Bush (2001-9), muito menos qualificado, governou por dois mandatos. O pai por apenas um. A dignidade com que Bush sênior se comportou no cargo contrasta com o arrivismo, o oportunismo e a corrupção do atual presidente, Donald Trump.

Aristocrata da Nova Inglaterra, Bush nasceu em Milton, no estado de Massachusetts, em 12 de junho de 1924. Contra a vontade do pai, que era senador, se alistou para lutar na Segunda Guerra Mundial. Era piloto da Marinha quando seu avião foi abatido, em setembro de 1944.

Depois da guerra, formou-se em economia em apenas dois anos meio na Universidade de Yale e foi para o Texas, onde fez sua própria fortuna na indústria do petróleo antes de entrar na política. Foi deputado, presidente do Partido Republicano, diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), embaixador nas Nações Unidas e na China, e vice-presidente de Ronald Reagan (1981-89).

Durante as eleições primárias da campanha de 1980, criticou o que chamou de "economia vodu" de Reagan, a noção de que cortes de impostos eram uma panaceia para todos os males. Vice-presidente da Reagan, beneficiou-se do prestígio do chefe para ser um dos poucos vices a chegar à Casa Branca.

Na sua própria campanha, prometeu não aumentar impostos. Foi obrigado a fazê-lo para reduzir o déficit herdado de Reagan, que gastou US$ 2 trilhões em armas para pressionar a União Soviética no fim da Guerra Fria. Nunca foi perdoado pela ala mais à direita do Partido Republicano.

Conservador, ao aceitar a candidatura, no discurso na convenção republicana, falou em "mil pontos de luz", defendendo o voluntariado dos cidadãos como fórmula para atacar os problemas sociais, sendo alvo de duras críticas do Partido Democrata. Mesmo assim, obteve uma ampla vitória sobre o ex-governador Michael Dukakis.

Sua vida política foi marcada por guerras, da Segunda Guerra Mundial, quando serviu como aviador, à Guerra Fria, passando pela invasão do Panamá, em dezembro de 1989, para depor o ditador Manuel Noriega, ex-agente da CIA que se associara às máfias colombianas do tráfico de drogas, e a Guerra do Golfo (1991), para expulsar as forças do Iraque de Saddam Hussein do Kuwait.

Bush estava no poder quando o regime comunista da China esmagou a revolta dos estudantes no Massacre na Praça da Paz Celestial, na noite de 3 para 4 de junho de 1989, o Muro de Berlim caiu, em 9 de novembro daquele ano, e as revoluções liberais acabaram com o comunismo na Hungria, que abriu primeiro a cortina de ferro, na Polônia, que realizou as primeiras eleições democráticas na Europa Oriental, na Alemanha Oriental, na Tcheco-Eslováquia, na Bulgária e na Romênia.

Ao lado do Reino Unido e da França, acabou com a ocupação militar da Alemanha Ocidental, permitindo a reunificação da Alemanha, em 3 de outubro de 1990. A União Soviética acabaria em 31 de dezembro de 1991.

Antes, Bush assinou com o líder soviético Mikhail Gorbachev dois acordos fundamentais para o fim da Guerra Fria: o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa (1990), que limitou o total de armas não nucleares no continente; e o Tratado de Redução de Armas Estratégias (1991), o START 1, que diminuiu a quantidade de armas nucleares capazes de atacar diretamente os EUA e a URSS.

Quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait, em 2 de agosto de 1990, a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, o advertiu: "Não é hora de ser mole, George."

Diante da ameaça de que Saddam tomasse a Arábia Saudita, o que lhe daria o controle sobre 40% das reservas mundiais de petróleo, em 6 de agosto de 1990, Bush lançou a Operação Escudo no Deserto e exigiu a retirada incondicional das forças iraquianas do Kuwait.

Como o Iraque não recuou, os EUA lideraram uma aliança de 33 países, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas para usar a força. A URSS de Gorbachev votou a favor e a China se absteve.

Em 17 de janeiro de 1991, usando a estrutura militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA iniciaram a Operação Tempestade no Deserto com uma intensa campanha de bombardeios aéreos que ficou conhecida como o videogame da guerra, uma grande propaganda da nova geração de armas inteligentes dos EUA. As imagens divulgadas pelo Departamento da Defesa dos EUA pareciam um videogame e não mostravam as mortes e a destruição em terra.

A invasão terrestre começou em 24 de fevereiro. Quatro dias depois, o Iraque se rendeu. O setor mais linha-dura do Partido Republicano nunca perdoou Bush por não ter marchado até Bagdá e deposto Saddam Hussein. O então presidente da França, François Mitterrand, era contra.

Bush preferiu não romper a coalizão. Apostou num golpe militar contra Saddam Hussein por causa da humilhação sofrida pelas Forças Armadas do Iraque. Foi muito criticado por incentivar as rebeliões de curdos e xiitas, esmagadas por Saddam com alto custo em vidas humanas.

A aliança com vários países árabes e a decisão de Israel de não entrar na guerra, apesar dos ataques iraquianos ao território israelense, permitiu o início do processo de paz no Oriente Médio na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991. Bush chegou a ameaçar com o corte de garantias de crédito para pressionar Israel.

Os EUA foram muito criticados por não intervirem militarmente para acabar com as guerras civis que destruíram a Iugoslávia. Na visão de Bush, no mundo pós-Guerra Fria, isso seria responsabilidade dos europeus. Seu sucessor, Bill Clinton (1993-2001), acabou intervindo ao descobrir que a política externa compensaria as derrotas em questões internas nos EUA.

Com o prestígio obtido na vitória esmagadora sobre Saddam Hussein, Bush dava a reeleição em 1992 como certa. Foi abatido pela recessão de 1990-91, que aumentou o desemprego até junho de 1992, e pela entrada de um candidato independente na corrida para a Casa Branca.

"É a economia, estúpido!", declarou James Carville, o estrategista da campanha de Bill Clinton. Mas o que roubou mesmo a vitória de Bush foi o candidato conservador independente Ross Perot.

Clinton venceu, em 3 de novembro de 1992, com 44,9 milhões de votos (43%), contra 39,1 milhões (37,4%) de Bush e 19,7 milhões (18,9%) de Perot.

Quando Clinton entrou na Casa Branca, em 20 de janeiro de 1993, encontrou uma carta pessoal de Bush desejando-lhe um bom governo e aconselhando-o a não se abalar com as críticas: "Seu sucesso agora é o sucesso do nosso país. Estou torcendo por você. Boa sorte, George."

Por iniciativa do presidente George Walker Bush, o filho, os dois fizeram campanhas para recolher doações para as vítimas do maremoto de 2004 no Sudeste Asiático, que matou mais de 200 mil pessoas, e para as vítimas do furacão Katrina, que atingiu o Sul dos EUA em 2005 e causou 1.833 mortes.

Mesmo sendo adversários políticos, os dois ex-presidentes se tornaram grandes amigos, provando, nas palavras de Bush sênior, que "a política não precisa ser mesquinha e horrível." Trump não aprendeu a lição. Nem o Brasil.