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domingo, 4 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

  INDEPENDÊNCIA DA BIRMÂNIA

    Em 1948, a Birmânia, o país mais ao norte do Sudeste Asiático, conquista formalmente a independência do Império Britânico, concluindo a transferência de poder negociada em 1947 entre o líder birmanês Aung San e o primeiro-ministro do Reino Unido, Clement Atlee.

A região é habitada desde a pré-história. Desde o primeiro milênio da Era Cristã, é uma rota de passagem entre a China e Índia. Tem uma forte influência da cultura indiana. O budismo chega no século 9 e se torna a religião dominante no século 11.

O Império Mongol conquista o que hoje é a Birmânia do início do século 13 ao fim do século 14.. No século 16, o rei Tabinshweti e o filho conseguem unificar o país com a ajuda dos portugueses. Em 1599, o Reino de Pegu passa a fazer parte do Império Português.

Na dinastia criada por Alaungpaya, o reino de expande para o Oeste e entra em conflito com a Companhia das Índias Ocidentais, que toma Bengala em 1757 a serviço do Império Britânico. Depois das guerras de 1824-26, 1852 e 1885, os britânicos colonizam o país e dão o nome de Birmânia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão domina a Birmânia. Com o fim da guerra, os países do Sudeste Asiático conquistam a independência.

A Birmânia é um país relativamente próspero até 1962, quando o general Ne Win dá um golpe e socializa a maior parte da economia do país, iniciando uma era de domínio dos militares que continua até hoje.

Em 1989, a ditadura militar rebatiza o país como União de Mianmar. Um breve período de redemocratização começa em 2011 sob a liderança de Aung San Suu Kyi, filha do líder da independência que passa anos em prisão domiciliar e ganha o Prêmio Nobel da Paz em 1991. 

Como conselheira do Estado a partir de 6 de abril de 2016, Suu Kyi chefia o governo como uma espécie de primeira-ministra até o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021, quando ela e o presidente Win Myint são presos. Desde então, Mianmar está em guerra civil, um dos piores conflitos hoje no mundo. No momento, a ditadura realiza eleições numa tentativa de se legitimar.

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei dos Direitos de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se torna extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidata à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon (1969-74) se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país, um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e netas, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Nancy Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003. Ela preside a Câmara dos Representantes de 2007-11 e 2019-23.

EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO

    Em 2010, o emirado árabe de Dubai inaugura o edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, a Torre do Califa, com 828 metros e 160 andares, um projeto de US$ 1,5 bilhão.

O edifício faz parte de um complexo industrial e comercial com área de dois quilômetros quadrados no Centro de Dubai. A obra, realizada pela empresa sul-coreana Samsung Engenharia & Construções, começa em 21 de setembro de 2004. O preço inicial do metro quadrado das salas para escritórios é de US$ 43 mil.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Grande adversária de Trump não será candidata à reeleição

Uma das figuras políticas mais importantes dos Estados Unidos nas últimas décadas, a deputada federal democrata Nancy Pelosi anunciou nessa quinta-feira que não será candidata à reeleição. Ela foi a primeira e única mulher a presidir a Câmara dos Representantes.

Nancy Patricia D'Alessandro nasceu em Baltimore, se formou em ciência política no Trinity College, em Washington, e se mudou para São Francisco da Califórnia, onde fez carreira política, Ela foi eleita para a Câmara pela primeira vez em 1987, quando a pandemia da aids estava dizimando a comunidade gay da cidade, e lutou para mitigar o impacto da doença.

Em 2003, Pelosi foi eleita líder da bancada democrata na Câmara e da oposição ao governo George W. Bush, posição que a levou à Presidência da Câmara quando os democratas conquistaram a maioria. Ela presidiu a Câmara de 2007 a 2011 e de 2019 a 2023, quando liderou a oposição na segunda metade do primeiro governo Donald Trump.

Grande adversária de Trump, iniciou dois processos de impeachment contra o presidente, que chamou de "a pior pessoa na face da Terra". Ao saber da notícia, Trump declarou que ela é uma pessoa má que fez muito mal ao país. Mas Nancy Pelosi conquistou seu lugar na história, enquanto Trump ainda aguarda o julgamento da história.

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sábado, 4 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

 INDEPENDÊNCIA DA BIRMÂNIA

    Em 1948, a Birmânia, o país mais ao norte do Sudeste Asiático, conquista formalmente a independência do Império Britânico, concluindo a transferência de poder negociada em 1947 entre o líder birmanês Aung San e o primeiro-ministro do Reino Unido, Clement Atlee.

A região é habitada desde a pré-história. No primeiro milênio da Era Cristã, é uma rota de passagem entre a China e Índia. Tem uma forte influência da cultura indiana. O budismo chega no século 9 e se torna a religião dominante no século 11.

O Império Mongol conquista o que hoje é a Birmânia do início do século 13 ao fim do século 14.. No século 16, o rei Tabinshweti e o filho conseguem unificar o país com a ajuda dos portugueses. Em 1599, o Reino de Pegu passa a fazer parte do Império Português.

Na dinastia criada por Alaungpaya, o reino de expande para o Oeste e entra em conflito com a Companhia das Índias Ocidentais, que toma Bengala em 1757 a serviço do Império Britânico. Depois das guerras de 1824-26, 1852 e 1885, os britânicos colonizam o país e dão o nome de Birmânia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão domina a Birmânia. Com o fim da guerra, os países do Sudeste Asiático conquistam a independência.

A Birmânia é um país relativamente próspero até 1962, quando o general Ne Win e dá um golpe e socializa a maior parte da economia do país, iniciando uma era de domínio dos militares que continua até hoje.

Em 1989, a ditadura militar rebatiza o país como União de Mianmar. Um breve período de redemocratização começa em 2011 sob a liderança de Aung San Suu Kyi, filha do líder da independência que passa anos em prisão domiciliar e ganha o Prêmio Nobel da Paz em 1991. 

Como conselheira do Estado a partir de 6 de abril de 2016, Suu Kyi chefia o governo como uma espécie de primeira-ministra até o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021, quando ela e o presidente Win Myint são presos. Desde então, Mianmar está em guerra civil, um dos piores conflitos hoje no mundo.

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon (1969-74) se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país, um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Nancy Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003. Ela preside a Câmara dos Representantes de 2007-11 e 2019-23.

EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO

    Em 2010, o emirado árabe de Dubai inaugura o edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, a Torre do Califa, com 828 metros e 160 andares, um projeto de US$ 1,5 bilhão.

O edifício faz parte de um complexo industrial e comercial com área de dois quilômetros quadrados no Centro de Dubai. A obra, realizada pela empresa sul-coreana Samsung Engenharia & Construções, começa em 21 de setembro de 2004. O preço inicial do metro quadrado das salas para escritórios é de US$ 43 mil.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

INDEPENDÊNCIA DA BIRMÂNIA

    Em 1948, a Birmânia, o país mais ao norte do Sudeste Asiático, conquista formalmente a independência do Império Britânico, concluindo a transferência de poder negociada em 1947 entre o líder birmanês Aung San e o primeiro-ministro do Reino Unido, Clement Atlee.

A região é habitada desde a pré-história. No primeiro milênio da Era Cristã, é uma rota de passagem entre a China e Índia. Tem uma forte influência da cultura indiana. O budismo chega no século 9 e se torna a religião dominante no século 11.

O Império Mongol conquista o que hoje é a Birmânia no século 13. No século 16, o rei Tabinshweti e o filho conseguem unificar o país com a ajuda dos portugueses. Em 1599, o Reino de Pegu passa a fazer parte do Império Português.

Na dinastia criada por Alaungpaya, o reino de expande para o Oeste e entra em conflito com a Companhia das Índias Ocidentais, que toma Bengala em 1757 a serviço do Império Britânico. Depois das guerras de 1824-26, 1852 e 1885, os britânicos colonizam o país e dão o nome de Birmânia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão domina a Birmânia. Com o fim da guerra, os países do Sudeste Asiático conquistam a independência.

A Birmânia é um país relativamente próspero até 1962, quando o general Ne Win e dá um golpe e socializa a maior parte da economia do país, iniciando uma era de domínio dos militares que continua até hoje.

Em 1989, a ditadura militar rebatiza o país como União de Mianmar. Um breve período de redemocratização começa em 2011 sob a liderança de Aung San Suu Kyi, filha do líder da independência que passou anos em prisão domiciliar e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1991. 

Como conselheira do Estado a partir de 6 de abril de 2016, Suu Kyi chefia o governo como uma espécie de primeira-ministra até o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021, quando ela e o presidente Win Myint são presos. Desde então, Mianmar está em guerra civil, um dos piores conflitos hoje no mundo.

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país. um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003.

EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO

    Em 2010, o emirado árabe de Dubai inaugura o edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, a Torre do Califa, com 828 metros e 160 andares.

O edifício faz parte de um complexo industrial e comercial com área de dois quilômetros quadrados no Centro de Dubai. A obra começa em 21 de setembro de 2004.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

 GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país. um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Visita da presidente da Câmara dos EUA a Taiwan gera crise com China

Num desafio ao regime comunista chinês, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a deputada democrata Nancy Pelosi, chegou hoje a Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde, onde se encontrou com a presidente Tsai Ing-wen.

O governo chinês protestou e mobilizou as Forças Armadas para manobras militares. Alega que a visita viola o princípio de que só existe uma China, a soberania nacional e a integridade territorial do país, e perturba a paz e a segurança no Estreito de Taiwan. O governo Joe Biden apelou à China para não criar uma crise.

É a mais alta funcionária dos EUA a ir a Taiwan em 25 anos, desde uma visita do então presidente da Câmara, Newt Gingrich.

A viagem é criticada porque o mundo enfrenta uma crise internacional com a invasão da Ucrânia pela Rússia há 160 dias. Os EUA apoiam, financiam e armam a Ucrânia. A China e a Rússia anunciaram uma "parceria ilimitada" em 4 de fevereiro, 20 dias antes do início da guerra. Tudo o que o mundo não precisa é de uma nova crise. O presidente Biden tentou convencer Pelosi a desistir.

Com a viagem, Pelosi tenta fortalecer a liberdade e a democracia no único território chinês governado democraticamente, o que em si já é um desafio à ditadura de partido único de Beijim.

"Hoje o mundo encara uma escolha entre democracia e autocracia. A determinação dos EUA de preservar a democracia aqui em Taiwan e ao redor do mundo continua inquebrantável. Os EUA não vão abandonar Taiwan", declarou Pelosi ao lado da presidente taiwanesa. 

Leia mais em Quarentena News. Veja no meu canal no You Tube. Meu comentário:

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. Atual presidente, é a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país. um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Trump enfrenta segundo impeachment com expectativa de absolvição

 O segundo julgamento de Donald Trump num processos de impeachment, desta vez por incitar à insurreição e ao ataque ao Congresso em 6 de janeiro, começa hoje no Senado dos Estados Unidos, em Washington. A expectativa é que o ex-presidente seja absolvido. 

A condenação exige dois terços dos votos, de 67 senadores. Como o Partido Democrata tem 50 senadores, são necessários 17 votos republicanos. Até agora, só cinco republicanos indicaram que pretendem condenar.

Se for condenado, em outra votação, por maioria simples, Trump pode ser tornado inelegível para cargos eleitorais por toda a vida. Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Câmara dos EUA aprova segundo impeachment de Donald Trump

 Objetivo do Partido Democrata é tornar o atual presidente inelegível

Por 232 a 197 votos, com o apoio de 10 deputados republicanos, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos denunciou hoje o presidente Donald Trump por crime de responsabilidade ao incitar à insurreição que levou à invasão do Congresso em 6 de janeiro, quando cinco pessoas morreram. 

Trump será o primeiro presidente julgado duas vezes em processos de impeachment. Como ele deixa o cargo daqui a uma semana, o Partido Democrata quer torná-lo inelegível para cargos federais por toda a vida.

Leia mais em Quarentena News e veja o comentário no meu canal no You Tube:

domingo, 20 de dezembro de 2020

Congresso dos EUA chega a acordo sobre pacote econômico

 Depois de meses de divergências, os líderes dos dois partidos representados no Congresso dos Estados Unidos chegaram um acordo para aprovar um pacote de US$ 900 bilhões (R$ 4,574 trilhões) de estímulo à recuperação da maior economia do mundo e fortalecer o sistema de saúde no momento mais crítico da pandemia do coronavírus de 2019.

A proposta inclui nova ajuda federal aos lares americanos, às pequenas empresas e aos serviços de saúde, e para financiar o governo até 30 de setembro, quando termina o atual ano fiscal.

"Finalmente, temos o consenso bipartidário que o país precisa", declarou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, descreveram o plano como "um pacote que dá os fundos necessários urgentemente para salvar vidas e os meios de subsistência do povo americano quando a pandemia se acelera." Mas o consideram insuficiente. Prometam aprovar novos gastos para o futuro governo Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro.

O projeto é o segundo maior plano de alívio econômico da história dos EUA. Deve ser aprovado nesta segunda-feira.

Em março, o Congresso aprovou a Lei dos Cuidados, de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,18 trilhões), para ajudar os cidadãos e as empresas a enfrentar a covid-19. Depois, os democratas aprovaram na Câmara gastos de mais US$ 2,4 trilhões (R$ 12,2 trilhões), mas a proposta empacou no Senado, onde os republicanos consideravam desnecessário mais estímulo.

Por causa desta resistência dos republicanos e do governo Donald Trump, a proposta exclui ajuda a estados e municípios, sobrecarregados com as despesas extras da pandemia. O presidente alegou que não daria dinheiro a governantes democratas. Com a derrota na eleição de 3 de novembro, que não aceitou, Trump manobra claramente para negar fundos ao governo Biden e no futuro acusar o presidente eleito de incompetência e de fazer um governo pior do que o seu.

Cada adulto e criança com renda anual de até US$ 75 mil (R$ 381 mil) vai receber uma ajuda direta de US$ 600 (R$ 3.049). O programa de proteção a pequenas empresas vai dar empréstimos de US$ 284 bilhões (R$ 1,443 trilhão), doações de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) a pequenas empresas e US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) a cinemas, teatros e instituições culturais. Os desempregados vão receber US$ 300 (R$ 1.524) por semana de ajuda suplementar. Este benefício começa em 27 de dezembro e vai até 14 de março.

Outros US$ 25 bilhões (R$ 127 bilhões) serão destinados a inquilinos com dificuldade de pagar o aluguel, que não poderão ser despejados até 31 de janeiro, US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) a ajuda alimentar e US$ 45 bilhões (R$ 228,68 bilhões) para o setor transportes, inclusive US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) para as companhias aéreas arcarem com os custos das folhas de pagamento. As escolas e universidades levam US$ 82 bilhões (R$ 416,7 bilhões).

O pacote aprovado em março dava uma ajuda suplementar de US$ 600 (R$ 3.049) por semana aos desempregados, mas acabou no fim de julho. Pelo menos 20,6 milhões de trabalhadores recebem algum tipo de auxílio-desemprego hoje nos EUA.

Mais US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) serão destinados à compra de vacinas para "tornar as vacinas disponíveis de graça para quem precisar", US$ 8 bilhões (R$ 40,65 bilhões) para a distribuição de vacinas e US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) para ajudar os estados a realizar testes de covid-19.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

EUA aprovam segunda vacina para uso emergencial

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou hoje a segunda vacina para uso emergencial no pais contra a doença do coronavírus de 2019, que será aplicada a partir de segunda-feira. 

A empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Boston, deve entregar 5,9 milhões de doses na próxima semana e 20 milhões até o fim do ano. Elas se somam a 25 milhões de doses do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemão BioNTech.

Para dar o exemplo, o presidente Mike Pence, a presidente da Câmara dos Representantes, deputada Nancy Pelosi, e o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, tomaram a vacina diante das câmeras. O presidente eleito, Joe Biden, e sua vice-presidente, Kamala Harris, devem tomar em breve. O presidente Donald Trump prometia ser o primeiro da fila. Mentiu como de costume.

Com o contágio em alta em 40 dos 50 estados, os EUA registraram mais 249 mil casos novos em 24 horas. O total de casos confirmados se aproxima de 17,5 milhões e o de mortes está em 313.588. Cerca de 115 mil pacientes estão hospitalizados.

No Brasil, o número diário de mortes está em alta em 17 estados e no Distrito Federal. O total de mortes chegou a 185.687 e o de casos confirmados a 7,164 milhões. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores mais fanáticos fazem campanha contra as vacinas, o ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu a vacinação em massa como condição para a plena recuperação da economia.

Os recordes de mortes no mundo foram revisados para cima. Foram 13.697 mortes na quarta-feira e 738.663 casos novos na quinta-feira. Meu comentário:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Maioria republicana no Senado absolve Trump no processo de impeachment

Como era esperado, os senadores do Partido Republicano absolveram hoje o presidente Donald Trump no julgamento do processo de impeachment. Só um senador republicano, o ex-candidato a presidente Mitt Romney, condenou Trump por abuso de poder. Eram necessários os votos de pelo menos 20 senadores do partido para afastar o presidente.

O processo começou em setembro na Câmara dos Representantes, dominada pelo Partido Democrata, de oposição. Trump foi investigado por pressionar o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar as atividades de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal rival de Trump na eleição deste ano. Hunter dirigia uma empresa de gás no país.

Trump segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares aprovada pelo Congresso para pressionar o líder ucraniano. Também queria um inquérito para acusar a Ucrânia e não à Rússia pela interferência indevida nas eleições de 2016 nos Estados Unidos.

Um agente secreto que teve acesso ao conteúdo de um telefonema de Trump e Zelensky em 25 de julho deu o alerta. O presidente exigia um anúncio oficial da abertura de investigações sobre Biden e o filho. Usou a máquina pública para conseguir um trunfo na campanha eleitoral deste ano.

Em 17 de dezembro, a maioria democrata na Câmara aprovou a denúncia contra o presidente com duas acusações: abuso de poder ao usar a máquina pública para pressionar o presidente da Ucrânia em benefício próprio e obstrução do Congresso ao se negar a entregar documentos e a autorizar assessores a depor. 

Pela Constituição dos Estados Unidos, basta maioria simples para a Câmara denunciar um presidente num processo de impeachment. Mas a condenação no Senado exige dois terços dos votos. Meu comentário:

Pelosi rasga discurso mentiroso de Trump

Em tom de campanha eleitoral, o presidente Donald Trump fez ontem o Discurso sobre o Estado da União apresentando seu governo como o melhor da história dos Estados Unidos. Mas mentiu e exagerou como de costume. 

No final, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, rasgou o discurso enquanto o presidente era aplaudido. Ao chegar, ele recusou o aperto de mão de Pelosi.

Para os padrões de Trump, foi um discurso moderado, lido no teleprompter. Ele tentou se apresentar como um conciliador que governa para todos, mas o tom foi nitidamente partidário e autolaudatório.

Trump destacou os sucessos da economia, seu principal tema na campanha, mas omitiu que o país cresce sem parar desde 2009, no início do governo Barack Obama, e que o mercado de trabalho está em expansão desde 2010, atribuindo-se todas as glórias.

A contribuição de Trump para incentivar a economia foi o corte de impostos, que beneficiou principalmente os mais ricos e aumentou o déficit orçamentário para cerca de US$ 1 trilhão, deixando a conta para as futuras gerações. O dinheiro extra injetado na economia explica os recordes nas bolsas de valores.

O presidente não mentiu quando disse que as taxas de desemprego entre negros e latino-americanos são as menores da história. Mas afirmou que está protegendo quem tem doenças preexistentes nas reformas do sistema de saúde. Na prática, está na Justiça tentando derrubar a reforma de Obama e a garantia sobre doenças preexistentes.

A segurança nacional e a imigração, temas importantes na campanha, também foram exploradas. Trump mentiu mais uma vez ao dizer que quando chegou ao poder a organização terrorista Estado Islâmico controlava um grande território. Já estava acuado, em pleno recuo.

Dois inimigos dos EUA, o líder do Estado Islâmico, Abubaker al-Baghdadi, e o chefe da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, general Kassem Suleimani, foram mortos em ações militares americanas em seu governo, destacou Trump. Foi um dos poucos momentos em que foi aplaudido por republicanos e democratas. Mas um relatório do Departamento da Defesa conclui que a capacidade operacional do Estado Islâmico não diminuiu.

A diplomacia americana não vai tão bem assim. Trump destacou os acordos comerciais com a China e os países da América do Norte, mas a guerra comercial com os chineses prejudicou o crescimento dos EUA e da economia mundial. O novo acordo de livre comércio da América do Norte pouco mudou. A alegação de que vai gerar 100 mil empregos não tem fundamento. É mais uma mentira.

Sob seu governo, declarou o presidente, o direito de portar armas será garantido, assim como a "liberdade religiosa", inclusive o direito de rezar em escolas públicas, antiga reivindicação do eleitorado cristão conservador. Na prática, é uma violação do secularismo do Estado, base da liberdade religiosa.

O aquecimento global, que o governo Trump nega ser causado pelo homem, não foi mencionado, mas, sim, que os EUA são hoje os maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele omitiu que isto acontece desde 2012, quando Obama estava na Casa Branca.

Na plateia, foram homenageados o radialista ultraconservador Rush Limbaugh, que está com câncer de pulmão avançado, condecorado com a Medalha da Liberdade, veteranos de guerra, os pais de soldados mortos em combate e o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países como presidente interino do país.

Ao justificar o gesto de rasgar o discurso, a presidente da Câmara descreveu o texto como um "manifesto de inverdades" e sua atitude como "cortês, considerando a alternativa".

Hoje a bancada republicana no Senado deve absolver Trump no julgamento do processo de impeachment das acusações de abuso de poder ao pressionar o presidente da Ucrânia a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden e de obstruir as investigações da Câmara sobre o caso.

Apesar do impeachment, a popularidade do presidente aumentou. Na última pesquisa, 49% dos americanos aprovaram sua administração. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e o desemprego em 3,5%, Trump tem grandes chances de se reeleger em 3 de novembro.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Câmara dos EUA abre inquérito para o impeachment de Trump

Por 232 a 196 votos, uma Câmara de Representantes dividida ao longo de linhas partidárias aprovou hoje a abertura oficial do inquérito sobre possíveis crimes capazes de justificar a abertura de um processo de impeachment do presidente Donald Trump. Todos os republicanos e dois democratas votaram contra.

Dentro de duas semanas, as audiências devem passar a ser televisionadas. A comissão parlamentar de inquérito também poderá divulgar os depoimentos realizados em sessões secretas, motivo de protestos do Partido Republicano. 

Logo depois da votação, o presidente Trump foi para o Twitter alegar que é a maior caça às bruxas da história dos Estados Unidos. A bancada republicana repudiou a decisão, alegando ser uma tentativa de mudar o resultado da eleição de 2016. 

Os deputados governistas chegaram a citar a resistência da presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, em abrir o processo de impeachment. Desde o início do ano, a oposição tem maioria na Câmara dos Estados Unidos e a ala mais radical do partido pedia a abertura do processo.

Tudo mudou quando um oficial de informações revelou que Trump havia pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar os negócios ucranianos de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal adversário de Trump nas eleições do ano que vem. 

O presidente americano segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares à Ucrânia e abusou do poder, usando a política externa dos Estados Unidos para forçar um chefe de Estado estrangeiro a investigar um adversário político, numa interferência direta na eleição presidencial americana. Meu comentário:

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Trump dobra a aposta e pede à China que investigue Joe Biden

Cada vez mais irritado com o inquérito sobre um possível processo da impeachment, o presidente Donald Trump dobra a aposta e pede à China e à Ucrânia que investiguem o ex-vice-presidente Joe Biden, seu principal adversário na eleição de 2020.

Apesar de ser alvo de investigação por pedir a ajuda de um governo estrangeiro para atacar um rival, interferindo na eleição nos Estados Unidos, o presidente sem limites surpreendeu mais uma vez pela arrogância, prepotência e desfaçatez.

Ontem, em uma entrevista coletiva patética na Casa Branca ao lado do presidente da Finlândia, Trump negou qualquer irregularidade. Insistiu que a conversa telefônica de 25 com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi absolutamente normal, que corruptos são os democratas e parte da imprensa, que o presidente da comissão que o investiga é um traidor e que o agente que denunciou ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos não passa de um espião.

Hoje de manhã, em mais um acesso de fúria, declarou: “A China deve iniciar uma investigação sobre os Biden porque o que aconteceu na China é tão ruim quanto o que aconteceu na Ucrânia.”


Mais estranho ainda, é ter feito um apelo à China, que está em plena guerra comercial com os Estados Unidos por causa dos tarifaços de Trump. A China tem interesse direto na derrota do presidente em 2020. E não foram só a China e a Ucrânia. Meu comentário:

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Agente acusa Trump de abuso de poder e Casa Branca de tentar acobertar

A reclamação enviada por um analista de informações ao inspetor-geral de Inteligência dos Estados Unidos, revelada hoje, acusou o presidente Donald Trump de abusar do poder em benefício próprio e funcionários não identificados da Casa Branca de tentar encobrir o caso, noticiou o jornal The Washington Post.

Em conversa telefônica em 25 de julho, Trump pressionou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden, Hunter Biden, que foi diretor de uma companhia ucraniana de gás, e Joe Biden, favorito para ser o candidato do Partido Democrata à Presidência em 2020.

O presidente americano insinua que o então vice-presidente pressionou o governo da Ucrânia a afastar o procurador-geral do país para proteger o filho. Na verdade, o procurador-geral está impedindo o combate à corrupção.

"No exercício das minhas funções, recebi informações de vários funcionários do governo que o presidente dos EUA está usando o poder do cargo para pedir a interferência de um governo estrangeiro na eleição de 2020 nos EUA", escreveu o denunciante em 12 de agosto. Ele também disse que a Casa Branca tentou esconder a gravação.

No domingo, Trump admitiu ter falado no assunto durante o telefonema. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, decidiu então abrir um inquérito para investigar possíveis crimes de responsabilidade capaz de levar a um processo de impeachment do presidente.

Neste momento, o diretor-geral interino da Inteligência Nacional, Joseph Maguire, está depondo na Comissão de Justiça da Câmara.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Câmara dos EUA abre inquérito sobre impeachment de Trump

Depois de resistir desde o início do ano, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a deputada democrata Nancy Pelosi, anunciou hoje a abertura de inquérito para informar um possível processo de impeachment do presidente Donald Trump.

Até agora, Pelosi resistia às pressões da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que reconquistou a maioria na Câmara nas eleições do ano passado. Primeiro, esperou o relatório do procurador especial Robert Mueller, que não descobriu conluio da campanha de Trump com a Rússia, mas apontou dez casos de possível obstrução de justiça pelo presidente.

Como o presidente dos EUA não pode ser processado pela Justiça durante o exercício do cargo, só pelo Congresso, num julgamento político, caberia à presidente da Câmara dar início ao impeachment. As pesquisas indicavam que a maioria do eleitorado era contra. Pelosi entendia que o processo poderia acabar ajudando na reeleição de Trump em 2020.

Mudou de ideia com a revelação de que Trump pressionou o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em telefonema em 25 de julho, a investigar os negócios de Hunter Biden, que foi diretor de uma companhia de gás ucraniana quando o pai era vice-presidente do governo Barack Obama (2009-17).

Trump segurou uma ajuda militar de US$ 391 milhões e uma ajuda econômica de US$ 250 milhões para forçar Zelensky a investigar Hunter Biden. Hoje, disse que o telefonema foi "perfeito", prometendo liberar a gravação ou a transcrição em breve.

Joe Biden é o líder das pesquisas entre os pré-candidatos do Partido Democrata e provável adversário de Trump em novembro do próximo ano. Ao usar a política externa dos EUA em benefício próprio, Trump rompeu um limite. Um agente secreto que teve acesso à gravação alertou o inspetor-geral de Inteligência, responsável pela fiscalização do setor.

No domingo, Trump admitiu ter falado no assunto com o presidente ucraniano. Como costuma fazer, a Casa Branca tentou negar ao Congresso o acesso ao conteúdo do telefonema. Com o inquérito para abrir um processo de impeachment, o presidente deve ser obrigado a ceder.

Política veterana, Pelosi deve ter calculado que o inquérito vai desgastar, em vez de fortalecer, o presidente Trump. Com foco na Ucrânia, Joe Biden também vai entrar na investigação. Até o momento, não há indícios de irregularidades cometidas por Biden ou seu filho.

Pela Constituição dos EUA, o julgamento político do presidente precisa ser aprovado pela maioria simples da Câmara dos Representantes, onde os democratas são maioria. Mas a condenação e o impedimento do presidente dependem de uma maioria de dois terços dos votos do Senado, onde o Partido Republicano tem maioria. São necessários 67 votos contra Trump, o que exigiria o apoio de toda a bancada democrata e mais 20 senadores republicanos.

Em 1974, no Escândalo de Watergate, o presidente Richard Nixon renunciou depois que a bancada republicana vai à Casa Branca anunciar a retirada do apoio. Trump ainda está muito longe disso.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Supremacistas brancos são nova ameaça do terror nos EUA

Treze horas depois de um ataque com 22 mortes em El Paso, no Texas, um homem mascarado identificado como Connor Betts, com colete a prova de bala e um fuzil de assalto metralhou dezenas de pessoas numa região de bares noturnos em Dayton, no estado de Ohio. 

O atirador matou nove pessoas e feriu outras 27 em 30 segundos, até ser morto pela polícia. Os ataques realimentam o debate sobre controle de armas e também para a ameaça crescente do terrorismo dos ultranacionalistas, de extrema direita, nos Estados Unidos.

Em El Paso, na fronteira com o México, a polícia descobriu um manifesto atribuído a Patrick Crusius, o terrorista de 21 anos, um admirador do presidente Donald Trump, denunciando uma "invasão hispânica do Texas". Ele alegou: "Estou simplesmente defendendo meu país contra uma substituição étnica e cultural trazida por uma invasão."

Para o jornal The New York Times, é um eco do discurso do presidente Trump contra os imigrantes, especialmente da América Latina, reproduzido por jornalistas e comentaristas alinhados ao presidente.

"O ódio não tem lugar no nosso país, vamos tomar conta disso", declarou Trump, atribuindo os ataques a "problemas de doença mental". Mas o ex-deputado por El Paso Beto O'Rourke, aspirante à candidatura democrata à Presidência dos EUA em 2020, afirmou que "o presidente Trump tem muito a ver com o que aconteceu ontem em El Paso. Trump semeia um um tipo de medo e o tipo de reação que vimos ontem."

Em entrevista à rede de televisão ABC, o chefe da Casa Civil interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, negou mais uma vez que o presidente tenha qualquer simpatia por grupos racistas ou supremacistas brancos: "São pessoas doentes. Você não pode ser um supremacista branca e ser bom da cabeça. Eu sei, você sabe e o presidente sabe disso. Este tipo de coisa tem de parar. Temos de imaginar uma maneira de corrigir o problema e não de a quem atribuir a culpa."

Desde 2015, Trump usou várias a palavra invasão para se referir aos imigrantes que tentam entrar nos EUA pela fronteira com o México. Manipula a questão para agradar ao eleitorado mais conservador, branco e sem curso superior, que se sente ameaçado pelos estrangeiros.

Em 2011, Trump alegou que o então presidente Barack Obama não tinha nascido nos EUA. Assim, não poderia ser presidente. Ao lançar sua candidatura, em junho de 2016, chamou os imigrantes mexicanos de "traficantes, estupradores e assassinos", e prometeu erguer um muro na fronteira.

Naquele mesmo ano, propôs a proibição da entrada de muçulmanos no país, uma discriminação religiosa inaceitável à luz da Constituição dos EUA. Depois da marcha de nazistas em Charlottesville, na Virgínia, em 12 de agosto de 2017, e de confrontos violentos com antifascistas, Trump disse que "havia gente boa e gente ruim dos dois lados".

Nas últimas semanas, o presidente atacou quatro jovens deputadas de primeiro mandato da ala mais à esquerda do Partido Democrata, todas de origem estrangeira e nenhuma branca. Ainda discutiu com um deputado negro da Comissão de Supervisão da Câmara de Representantes que criticou as condições de alojamento dos imigrantes na fronteira descrevendo a cidade de Baltimore como "infestada de ratos".

Hoje, no México, o ministro do Exterior, Marcelo Ebrard, considerou o ataque em El Paso uma agressão aos mexicanos e ofereceu a ajuda do país às vítimas. Sete mexicanos foram mortos e outros sete saíram feridos em El Paso.

A maioria dos atentados hoje nos EUA vem da extrema direita. No ano passado, supremacistas brancos cometeram 39 das 50 matanças realizadas por extremistas políticos. Oito foram responsabilidade de assassinos com posições contrárias ao governo.

Nos últimos dez anos, extremistas de direita causaram mais de 70% das mortes por terrorismo político. "A violência do extremismo de direita é nossa maior ameaça", denuncia o presidente da Liga Antidifamação, uma organização não governamental que luta contra a discriminação.

O discurso eleitoreiro de Trump no mínimo banaliza o racismo e o lobby das armas garante o acesso fácil a armas de guerra. O projeto de Trump, como acusa a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, está mais para "tornar os EUA brancos de novo".

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Trump rompe diálogo com oposição exigindo fim das investigações

Em mais uma reação temperamental, o presidente Donald Trump abandonou ontem, depois de três minutos, um encontro com líderes do Partido Democrata para discutir obras de infraestrutura. 

Nos jardins da Casa Branca, o presidente alegou ter sido acusado de tentar "acobertar" crimes cometidos no exercício do cargo e exigiu o fim das investigações da Câmara dos Representantes sobre obstrução de justiça.

"Entrei na sala e vi uma pessoa que me acusou de acobertamento. Não faço acobertamentos. Vocês provavelmente sabem disso melhor do que ninguém", declarou Trump aos jornalistas, referindo-se a uma entrevista dada horas antes pela presidente da Câmara, deputada Nancy Pelosi. "Acabem com estas investigações espúrias."

Pelosi descreveu a reação do presidente como "um ataque de fúria temperamental" para esconder a "falta de confiança" do presidente diante do "tamanho do desafio" de recuperar a infraestrutura dos EUA. Ela falou em "acobertamento" diante da recusa de Trump de fornecer documentos pedidos pela Câmara, de maioria oposicionista, e de impedir assessores e ex-assessores de depor em inquéritos parlamentares.

Horas antes do encontro, Trump havia enviado uma carta ao Congresso dizendo que primeiro os deputados e senadores teriam de aprovar o novo acordo de livre comércio da América do Norte. Ao entrar na sala, o presidente não cumprimentou os líderes democratas e nem chegou a se sentar.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou Trump de armar uma cena teatral porque não pretende financiar um grande plano para recuperar e melhorar estradas, portos, pontes, canais, redes de energia e a infraestrutura da Internet, estimado em US$ 2 trilhões.

Alguns analistas políticos entendem que a obstrução do presidente visa a pressionar os democratas a abrir um processo de impeachment contra ele. Como dificilmente seria condenado pelo Senado, onde a oposição é minoria e precisaria dos votos de 20 senadores republicanos, Trump posaria de vítima de perseguição durante a campanha para a eleição presidencial de 2020.

domingo, 24 de março de 2019

Relatório Mueller isenta campanha de Trump de conluio com a Rússia

O inquérito do procurador especial Robert Mueller não encontrou provas de que "a campanha do presidente Donald Trump ou qualquer associado conspirou ou se coordenou com a Rússia em seus esforços para influenciar a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos", de acordo com um resumo apresentado hoje pelo Departamento da Justiça a deputados e senadores.

Também não há provas "suficientes" de que Trump tenha obstruído a justiça e tentado dificultar a investigação, afirmou o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, William Barr, sem exonerar totalmente o presidente.

Trump festejou o resultado da investigação que atacou várias vezes como uma "caça às bruxas", alegando ter sido "total e completamente exonerado", mas o Partido Democrata, de oposição, exige a divulgação pública integral do relatório. "O povo americano tem o direito de saber", insistiram a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

"Depois de uma longa investigação, depois de não olhar para o outro lado - onde aconteceu uma série de coisas ruins, um monte de coisas horríveis para nosso país -, acaba de ser anunciado que não houve conluio com a Rússia", declarou o presidente na Flórida. "É uma vergonha que nosso país tenha passado por isto, para ser honesto é uma vergonha que nosso presidente tenha sido submetido a isso."

Aparentemente, a conclusão do inquérito é uma vitória do presidente e um elemento importante para sua campanha à reeleição em 2020. Os republicanos festejaram: "É um grande dia para o presidente Trump. Uma nuvem que pairava sobre o presidente Trump foi removida", comentou o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Lindsay Graham, que jogou golfe com Trump no fim de semana.

Mas seis assessores do presidente foram denunciados criminalmente e há outras investigações, relacionadas a seu ex-advogado Michael Cohen e o pagamento para que duas mulheres que alegam ter tido casos amorosos com Trump ficassem em silêncio durante a campanha eleitoral. Pela lei eleitoral americana, os pagamentos deveriam ter sido registrados como despesa de campanha.

A suspeita de obstrução de justiça era uma questão central da investigação. Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, foi nomeado procurador especial depois que Trump demitiu, em maio de 2017 o então diretor-geral do FBI, James Comey, por se negar a suspender o inquérito sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Em um ano e dez meses, o inquérito de Muller fez 199 acusações contra 37 pessoas, sendo seis ligadas a Trump. Doze militares russos foram denunciados por pirataria cibernética e 13 por conspiração para defraudar os EUA. Houve 2,8 mil intimações e 500 operações de busca e apreensão. Cerca de 500 testemunhas foram interrogadas e 13 pedidos foram feitos a governos estrangeiros.

Na carta aos congressistas, o procurador-geral disse que não houve conspiração "apesar dos múltiplos esforços de indivíduos ligados à Rússia para ajudar a campanha de Trump". A suspeita foi reforçada pela negativa do presidente de criticar o presidente Vladimir Putin depois que os serviços secretos dos EUA concluíram que o governo russo tentou manipular o eleitorado americano.