Os Estados Unidos anunciaram hoje a morte num ataque de drones no Iêmen do líder da rede Al Caeda na Península Arábica, Kassim al-Raymi. O grupo terrorista reivindicou no domingo a responsabilidade por um ataque a tiros na base aeronaval de Pensacola, na Flórida, em 6 de dezembro, quando um oficial da Força Aérea da Arábia Saudita matou três marinheiros americanos.
Para o Departamento da Defesa dos EUA, a rede na Península Arábica, com sede no Iêmen, é o ramo mais perigoso d'al Caeda. Por causa do aumento da repressão ao jihadismo na Arábia Saudita, há alguns anos seus líderes se refugiaram na vizinho Iêmen, aproveitando a guerra civil neste país.
"Sob a liderança de Raymi, Al Caeda cometeu atos de uma violência bárbara contra civis no Iêmen e tentou realizar e inspirar numerosos ataques contra os EUA e suas forças", declarou o presidente Donald Trump na Casa Branca. "Sua morte degrada ainda mais Al Caeda e seu movimento global, e nos deixa mais perto da eliminar a ameaça que estes grupos representam para nossa segurança nacional."
A alegação é falsa. O Departamento da Defesa acaba de reconhecer que a morte do líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, não reduziu em nada a capacidade militar de sua organização terrorista. Trump cantou vitória e retirou os soldados americanos da Síria, mas o Estado Islâmico ainda tem cerca de 30 mil milicianos no Iraque e na Síria.
Cerca de 850 sauditas estão entre os 5 mil militares estrangeiros em treinamento nos EUA.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Pelosi rasga discurso mentiroso de Trump
Em tom de campanha eleitoral, o presidente Donald Trump fez ontem o Discurso sobre o Estado da União apresentando seu governo como o melhor da história dos Estados Unidos. Mas mentiu e exagerou como de costume.
No final, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, rasgou o discurso enquanto o presidente era aplaudido. Ao chegar, ele recusou o aperto de mão de Pelosi.
Para os padrões de Trump, foi um discurso moderado, lido no teleprompter. Ele tentou se apresentar como um conciliador que governa para todos, mas o tom foi nitidamente partidário e autolaudatório.
Trump destacou os sucessos da economia, seu principal tema na campanha, mas omitiu que o país cresce sem parar desde 2009, no início do governo Barack Obama, e que o mercado de trabalho está em expansão desde 2010, atribuindo-se todas as glórias.
A contribuição de Trump para incentivar a economia foi o corte de impostos, que beneficiou principalmente os mais ricos e aumentou o déficit orçamentário para cerca de US$ 1 trilhão, deixando a conta para as futuras gerações. O dinheiro extra injetado na economia explica os recordes nas bolsas de valores.
O presidente não mentiu quando disse que as taxas de desemprego entre negros e latino-americanos são as menores da história. Mas afirmou que está protegendo quem tem doenças preexistentes nas reformas do sistema de saúde. Na prática, está na Justiça tentando derrubar a reforma de Obama e a garantia sobre doenças preexistentes.
A segurança nacional e a imigração, temas importantes na campanha, também foram exploradas. Trump mentiu mais uma vez ao dizer que quando chegou ao poder a organização terrorista Estado Islâmico controlava um grande território. Já estava acuado, em pleno recuo.
Dois inimigos dos EUA, o líder do Estado Islâmico, Abubaker al-Baghdadi, e o chefe da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, general Kassem Suleimani, foram mortos em ações militares americanas em seu governo, destacou Trump. Foi um dos poucos momentos em que foi aplaudido por republicanos e democratas. Mas um relatório do Departamento da Defesa conclui que a capacidade operacional do Estado Islâmico não diminuiu.
A diplomacia americana não vai tão bem assim. Trump destacou os acordos comerciais com a China e os países da América do Norte, mas a guerra comercial com os chineses prejudicou o crescimento dos EUA e da economia mundial. O novo acordo de livre comércio da América do Norte pouco mudou. A alegação de que vai gerar 100 mil empregos não tem fundamento. É mais uma mentira.
Sob seu governo, declarou o presidente, o direito de portar armas será garantido, assim como a "liberdade religiosa", inclusive o direito de rezar em escolas públicas, antiga reivindicação do eleitorado cristão conservador. Na prática, é uma violação do secularismo do Estado, base da liberdade religiosa.
O aquecimento global, que o governo Trump nega ser causado pelo homem, não foi mencionado, mas, sim, que os EUA são hoje os maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele omitiu que isto acontece desde 2012, quando Obama estava na Casa Branca.
Na plateia, foram homenageados o radialista ultraconservador Rush Limbaugh, que está com câncer de pulmão avançado, condecorado com a Medalha da Liberdade, veteranos de guerra, os pais de soldados mortos em combate e o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países como presidente interino do país.
Ao justificar o gesto de rasgar o discurso, a presidente da Câmara descreveu o texto como um "manifesto de inverdades" e sua atitude como "cortês, considerando a alternativa".
Hoje a bancada republicana no Senado deve absolver Trump no julgamento do processo de impeachment das acusações de abuso de poder ao pressionar o presidente da Ucrânia a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden e de obstruir as investigações da Câmara sobre o caso.
Apesar do impeachment, a popularidade do presidente aumentou. Na última pesquisa, 49% dos americanos aprovaram sua administração. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e o desemprego em 3,5%, Trump tem grandes chances de se reeleger em 3 de novembro.
No final, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, rasgou o discurso enquanto o presidente era aplaudido. Ao chegar, ele recusou o aperto de mão de Pelosi.
Para os padrões de Trump, foi um discurso moderado, lido no teleprompter. Ele tentou se apresentar como um conciliador que governa para todos, mas o tom foi nitidamente partidário e autolaudatório.
Trump destacou os sucessos da economia, seu principal tema na campanha, mas omitiu que o país cresce sem parar desde 2009, no início do governo Barack Obama, e que o mercado de trabalho está em expansão desde 2010, atribuindo-se todas as glórias.
A contribuição de Trump para incentivar a economia foi o corte de impostos, que beneficiou principalmente os mais ricos e aumentou o déficit orçamentário para cerca de US$ 1 trilhão, deixando a conta para as futuras gerações. O dinheiro extra injetado na economia explica os recordes nas bolsas de valores.
O presidente não mentiu quando disse que as taxas de desemprego entre negros e latino-americanos são as menores da história. Mas afirmou que está protegendo quem tem doenças preexistentes nas reformas do sistema de saúde. Na prática, está na Justiça tentando derrubar a reforma de Obama e a garantia sobre doenças preexistentes.
A segurança nacional e a imigração, temas importantes na campanha, também foram exploradas. Trump mentiu mais uma vez ao dizer que quando chegou ao poder a organização terrorista Estado Islâmico controlava um grande território. Já estava acuado, em pleno recuo.
Dois inimigos dos EUA, o líder do Estado Islâmico, Abubaker al-Baghdadi, e o chefe da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, general Kassem Suleimani, foram mortos em ações militares americanas em seu governo, destacou Trump. Foi um dos poucos momentos em que foi aplaudido por republicanos e democratas. Mas um relatório do Departamento da Defesa conclui que a capacidade operacional do Estado Islâmico não diminuiu.
A diplomacia americana não vai tão bem assim. Trump destacou os acordos comerciais com a China e os países da América do Norte, mas a guerra comercial com os chineses prejudicou o crescimento dos EUA e da economia mundial. O novo acordo de livre comércio da América do Norte pouco mudou. A alegação de que vai gerar 100 mil empregos não tem fundamento. É mais uma mentira.
Sob seu governo, declarou o presidente, o direito de portar armas será garantido, assim como a "liberdade religiosa", inclusive o direito de rezar em escolas públicas, antiga reivindicação do eleitorado cristão conservador. Na prática, é uma violação do secularismo do Estado, base da liberdade religiosa.
O aquecimento global, que o governo Trump nega ser causado pelo homem, não foi mencionado, mas, sim, que os EUA são hoje os maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele omitiu que isto acontece desde 2012, quando Obama estava na Casa Branca.
Na plateia, foram homenageados o radialista ultraconservador Rush Limbaugh, que está com câncer de pulmão avançado, condecorado com a Medalha da Liberdade, veteranos de guerra, os pais de soldados mortos em combate e o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países como presidente interino do país.
Ao justificar o gesto de rasgar o discurso, a presidente da Câmara descreveu o texto como um "manifesto de inverdades" e sua atitude como "cortês, considerando a alternativa".
Hoje a bancada republicana no Senado deve absolver Trump no julgamento do processo de impeachment das acusações de abuso de poder ao pressionar o presidente da Ucrânia a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden e de obstruir as investigações da Câmara sobre o caso.
Apesar do impeachment, a popularidade do presidente aumentou. Na última pesquisa, 49% dos americanos aprovaram sua administração. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e o desemprego em 3,5%, Trump tem grandes chances de se reeleger em 3 de novembro.
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Terrorista esfaqueia cinco pessoas e mata duas em Londres
Pelo menos cinco pessoas foram feridas a faca por volta das 14 horas de hoje pela hora local (11h em Brasília) na região da Ponte de Londres, no centro da capital do Reino Unido. Duas morreram. Cidadãos que estavam na ponte dominaram o agressor.
A polícia do centro financeiro da cidade reagiu rapidamente e baleou o terrorista quando percebeu que ele poderia carregar explosivos junto ao corpo. Mas o colete para suicídio como homem-bomba era falso.
Uma testemunha ouvida pela rádio e televisão pública BBC contou que "estava num ônibus na Ponte de Londres quando o motorista freou bruscamente porque pessoas corriam na ponte. Vi que várias pessoas se batiam e percebi que era a polícia tentando controlar um homem grande barbudo. Eu estava com meu bebê e me escondi atrás da escada dos fundos. Em seguida, ouvi duas detonações e pensei que eram tiros."
Logo depois, ela viu "um homem caído no chão. Ele tinha uma veste sob um manto. Não sei se era um colete a prova de bala ou uma espécie de veste explosiva. (...) Houve pânico dentro do ônibus."
Tanto o primeiro-ministro Boris Johnson quanto o líder da oposição, Jeremy Corbyn agradeceram à reação rápida da Polícia Metropolitana da Grande Londres, um braço da Scotland Yard.
O país está em campanha para as eleições gerais de 12 de dezembro e o terrorismo dos extremistas muçulmanos é mais um tema candente para a campanha, que gira em torno da Brexit, a saída britânica da União Europeia.
No mundo inteiro, as autoridades esperam retaliações da organização terrorista Estado Islâmico pela morte de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, em 26 de outubro deste ano, numa operação militar dos Estados Unidos na Síria.
Mais tarde, a polícia identificou o terrorista como Usman Khan, que havia sido condenado por uma conspiração para explodir bombas em Londres e estava em liberdade condicional com tornozeleira.
A polícia do centro financeiro da cidade reagiu rapidamente e baleou o terrorista quando percebeu que ele poderia carregar explosivos junto ao corpo. Mas o colete para suicídio como homem-bomba era falso.
Uma testemunha ouvida pela rádio e televisão pública BBC contou que "estava num ônibus na Ponte de Londres quando o motorista freou bruscamente porque pessoas corriam na ponte. Vi que várias pessoas se batiam e percebi que era a polícia tentando controlar um homem grande barbudo. Eu estava com meu bebê e me escondi atrás da escada dos fundos. Em seguida, ouvi duas detonações e pensei que eram tiros."
Logo depois, ela viu "um homem caído no chão. Ele tinha uma veste sob um manto. Não sei se era um colete a prova de bala ou uma espécie de veste explosiva. (...) Houve pânico dentro do ônibus."
Tanto o primeiro-ministro Boris Johnson quanto o líder da oposição, Jeremy Corbyn agradeceram à reação rápida da Polícia Metropolitana da Grande Londres, um braço da Scotland Yard.
O país está em campanha para as eleições gerais de 12 de dezembro e o terrorismo dos extremistas muçulmanos é mais um tema candente para a campanha, que gira em torno da Brexit, a saída britânica da União Europeia.
No mundo inteiro, as autoridades esperam retaliações da organização terrorista Estado Islâmico pela morte de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, em 26 de outubro deste ano, numa operação militar dos Estados Unidos na Síria.
Mais tarde, a polícia identificou o terrorista como Usman Khan, que havia sido condenado por uma conspiração para explodir bombas em Londres e estava em liberdade condicional com tornozeleira.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Estado Islâmico noticia morte do líder e anuncia sucessor
Cinco dias depois do ataque de forças de operações especiais dos Estados Unidos, a organização terrorista Estado Islâmico confirmou ontem a morte de seu líder Abu Baker al-Baghdadi e apresentou Abu Ibrahim al-Hachimi al-Kurachi como novo "comandante dos crentes" e novo "califa dos muçulmanos".
Pouco conhecido dos serviços secretos ocidental, o novo líder era o principal juiz do califado proclamado por Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, que chegou a ter uma área do tamanho do Reino Unido (245 mil quilômetros quadrados) e 10 milhões de habitantes. Al Kurachi era o responsável pela Autoridade da Charia, encarregada de aplicar a lei islâmica com um rigor medieval.
"Ó, muçulmanos, ó mujahedin, soldados do Estado Islâmico, nós choramos pelo comandante dos crentes Abu Baker al-Baghdadi", declarou a organização terrorista em gravação de som de sete minutos divulgada pelo aplicativo Telegram.
Na gravação, o Estado Islâmico apela aos seguidores para vinguem a morte do líder e ameaça especificamente os EUA, que o caçavam há nove anos, desde que se tornou líder do Estado Islâmico do Iraque. Durante a guerra civil da Síria, o grupo terrorista passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Ontem, o Pentágono, sede do Departamento da Defesa dos EUA, divulgou as primeiras imagens da operação. Mostram os soldados chegando e cercando o complexo onde Al-Baghdadi estava refugiado, na vila de Bericha, no Nordeste da Síria.
Pouco conhecido dos serviços secretos ocidental, o novo líder era o principal juiz do califado proclamado por Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, que chegou a ter uma área do tamanho do Reino Unido (245 mil quilômetros quadrados) e 10 milhões de habitantes. Al Kurachi era o responsável pela Autoridade da Charia, encarregada de aplicar a lei islâmica com um rigor medieval.
"Ó, muçulmanos, ó mujahedin, soldados do Estado Islâmico, nós choramos pelo comandante dos crentes Abu Baker al-Baghdadi", declarou a organização terrorista em gravação de som de sete minutos divulgada pelo aplicativo Telegram.
Na gravação, o Estado Islâmico apela aos seguidores para vinguem a morte do líder e ameaça especificamente os EUA, que o caçavam há nove anos, desde que se tornou líder do Estado Islâmico do Iraque. Durante a guerra civil da Síria, o grupo terrorista passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Ontem, o Pentágono, sede do Departamento da Defesa dos EUA, divulgou as primeiras imagens da operação. Mostram os soldados chegando e cercando o complexo onde Al-Baghdadi estava refugiado, na vila de Bericha, no Nordeste da Síria.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Líder do Estado Islâmico sonhava em criar um império do terror
Os Estados Unidos anunciaram ontem a morte do líder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que pretendia criar um império do terror e submeter o mundo inteiro à sua visão extremista e medieval do islamismo, onde mulheres eram escravizadas sexualmente e homossexuais executados brutalmente.
Depois de cinco meses de coleta de informações, um comando de elite de operações especiais das Forças Armadas dos Estados Unidos chegou sábado à noite de helicóptero à casa onde Abu Baker al-Baghdadi, de 48 anos, estava escondido, na província de Idlibe, no Noroeste da Síria.
Depois de cinco meses de coleta de informações, um comando de elite de operações especiais das Forças Armadas dos Estados Unidos chegou sábado à noite de helicóptero à casa onde Abu Baker al-Baghdadi, de 48 anos, estava escondido, na província de Idlibe, no Noroeste da Síria.
De acordo
com a versão do presidente Donald Trump, que assistiu à operação na sala de
comando da Casa Branca, acuado, Al-Baghdadi tentou fugir, mas entrou num túnel
sem saída. Encurralado por soldados e cães dos Estados Unidos, detonou
explosivos que trazia junto ao corpo, suicidando-se e matando três crianças que
seria seus filhos.
Ao contrário
do presidente Barack Obama, que nunca revelou as imagens da operação que matou
o líder da rede terrorista Al Caeda, Ossama ben Laden, em Abotabade, no Paquistão,
em 2 de maio de 2011, Trump quer divulgar as cenas do ataque ao líder do Estado
Islâmico para mostrar seu destino a milhares de seguidores de sua ideologia
assassina: “Ele morreu como um cão, como um covarde, gritando, gemendo e
chorando”, descreveu o presidente americano.
As informações
decisivas para a caçada de Baghdadi seriam de um dissidente do Estado Islâmico
que se aliou às Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda que fez a
operação terrestre na guerra dos Estados Unidos e aliados contra a organização
terrorista, mas foi traída por Trump. Meu comentário:
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domingo, 27 de outubro de 2019
EUA anunciam a morte do líder do Estado Islâmico
O líder supremo da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim de um califado que ele proclamou em 29 de junho de 2014, foi morto aos 48 anos durante a noite de ontem, na Síria, numa operação especial de um comando de elite das Forças Armadas dos Estados Unidos, anunciou neste domingo o presidente Donald Trump.
De acordo com a versão americana, quando as tropas de elite dos EUA chegaram em helicópteros, Al-Baghdadi teria tentado fugir, mas entrou num túnel sem saída. Cercado, detonou explosivos que trazia junto ao corpo matando também três crianças que o acompanhavam, afirmou Trump.
No seu momento de maior expansão, em 2014, o Estado Islâmico controlava uma área do tamanho do Reino Unido onde viviam 10 milhões de pessoas. Ao proclamar a fundação do califado, Al-Baghdadi se outorgou uma jurisdição universal, não só sobre todos os muçulmanos, como sobre toda a humanidade, a ser convertida à sua versão do islamismo.
Em 5 de agosto de 2014, diante do genocídio do povo yazidi no Iraque e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao grupo terrorista e iniciou uma guerra área com aliados como o Reino Unido e a França.
Os agentes de inteligência encontraram o veterano jihadista e ex-acadêmico, radicalizado ainda mais numa prisão americana no Iraque na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, uma área próxima à fronteira da Turquia.
As informações decisivas para localizá-lo seriam de um dissidente do Estado Islâmico que se aliou às Forças Democráticas Sírias (FDS), a milícia árabe-curda que fez a operação terrestre para a aliança liderada pelos EUA na guerra contra o Estado Islâmico e foi traída por Trump. Esta fase de coleta de informações com a colaboração dos curdos durou cinco meses.
O Estado Islâmico é resultado da revolta sunita depois da queda de Saddam Hussein na invasão americana ao Iraque de 2003, que permitiu em 2004 a infiltração no país da rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden. Em 2006. Al Caeda no Iraque virou Estado Islâmico do Iraque,
Com a guerra civil na Síria, o Estado Islâmico do Iraque se transformou em 8 de abril de 2013 no Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Al Baghdadi rejeitou as ordens do sucessor de Ben Laden, o médico egícpio Ayman al-Zawahiri, de lutar num país só. Rompeu com Al Caeda.
Depois de tomar o Nordeste da Síria, a grande vitória militar dos jihadistas foi a tomada de Mossul, no Iraque, em 10 de junho de 2014, depois de horas de combate, com a deserção dos soldados do Exército do Iraque, que abandonaram equipamentos militares americanos.
A morte de Al-Baghdadi não significa o fim do Estado Islâmico, assim como Al Caeda sobreviveu à morte do xeique Ossama ben Laden. Suas ideias políticas estão infiltradas nos movimentos extremistas muçulmanos do Oriente Médio.
De acordo com a versão americana, quando as tropas de elite dos EUA chegaram em helicópteros, Al-Baghdadi teria tentado fugir, mas entrou num túnel sem saída. Cercado, detonou explosivos que trazia junto ao corpo matando também três crianças que o acompanhavam, afirmou Trump.
No seu momento de maior expansão, em 2014, o Estado Islâmico controlava uma área do tamanho do Reino Unido onde viviam 10 milhões de pessoas. Ao proclamar a fundação do califado, Al-Baghdadi se outorgou uma jurisdição universal, não só sobre todos os muçulmanos, como sobre toda a humanidade, a ser convertida à sua versão do islamismo.
Em 5 de agosto de 2014, diante do genocídio do povo yazidi no Iraque e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao grupo terrorista e iniciou uma guerra área com aliados como o Reino Unido e a França.
Os agentes de inteligência encontraram o veterano jihadista e ex-acadêmico, radicalizado ainda mais numa prisão americana no Iraque na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, uma área próxima à fronteira da Turquia.
As informações decisivas para localizá-lo seriam de um dissidente do Estado Islâmico que se aliou às Forças Democráticas Sírias (FDS), a milícia árabe-curda que fez a operação terrestre para a aliança liderada pelos EUA na guerra contra o Estado Islâmico e foi traída por Trump. Esta fase de coleta de informações com a colaboração dos curdos durou cinco meses.
O Estado Islâmico é resultado da revolta sunita depois da queda de Saddam Hussein na invasão americana ao Iraque de 2003, que permitiu em 2004 a infiltração no país da rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden. Em 2006. Al Caeda no Iraque virou Estado Islâmico do Iraque,
Com a guerra civil na Síria, o Estado Islâmico do Iraque se transformou em 8 de abril de 2013 no Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Al Baghdadi rejeitou as ordens do sucessor de Ben Laden, o médico egícpio Ayman al-Zawahiri, de lutar num país só. Rompeu com Al Caeda.
Depois de tomar o Nordeste da Síria, a grande vitória militar dos jihadistas foi a tomada de Mossul, no Iraque, em 10 de junho de 2014, depois de horas de combate, com a deserção dos soldados do Exército do Iraque, que abandonaram equipamentos militares americanos.
A morte de Al-Baghdadi não significa o fim do Estado Islâmico, assim como Al Caeda sobreviveu à morte do xeique Ossama ben Laden. Suas ideias políticas estão infiltradas nos movimentos extremistas muçulmanos do Oriente Médio.
terça-feira, 30 de abril de 2019
Estado Islâmico reivindica ataque a bomba em Bangladesh
A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um atentado que feriu três policiais ontem em Daca, a capital de Bangladesh, a República de Bengala. Desde 2017, o grupo não assumia a responsabilidade por um ataque neste país.
É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.
Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.
Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.
A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.
É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.
Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.
Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.
A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.
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sábado, 23 de março de 2019
Forças Democráticas Sírias declaram vitória sobre Estado Islâmico
O último bolsão de resistência do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder Abu Baker al-Baghdadi caiu. As Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda sustentada pelos Estados Unidos, declararam hoje vitória sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
No seu momento de maior expansão, o Estado Islâmico dominava uma área do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Iraque, até as cercanias de Bagdá, com 10 milhões de habitantes, e pretendia se tornar um verdadeiro império do terror. Cerca de 40 mil jovens ocidentais migraram para lá sonhando com a utopia de uma sociedade islâmica pura.
Sua derrota no Oriente Médio acaba com o califado, mas não com sua ideologia brutalmente sanguinária. Seguidores do EI dominam parte da Península do Sinai, no Egito, estão no Afeganistão, nas Filipinas e no Nordeste da Nigéria, onde a milícia jihadista Boko Haram se declarou em 2015 a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
A maior vitória do EI foi a conquista de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, em 10 de junho de 2014. Humilhado e derrotado, o Exército iraquiano debandou, deixando para trás armas fabricadas nos EUA. Foi lá que Al-Baghdadi proclamou seu califado.
Pouco depois, o EI iniciou um genocídio contra o povo yazidi, provocando a intervenção militar americana, em agosto de 2014, com bombardeios aéreos e ajuda humanitária às vítimas. Quando o grupo começou a degolar refé.ns ocidentais, o governo Barack Obama declarou guerra ao EI.
Para não enviar soldados americanos para uma operação terrestre, os EUA armaram, treinaram e financiaram as FDS, de maioria curda.
A Rússia entrou na guerra civil da Síria em 30 de setembro de 2015, a pretexto de combater o terrorismo, quando na verdade queria sustentar a ditadura de Bachar Assad, seu principal aliado no Oriente Médio. Um atentado terrorista contra um avião russo no Deserto do Sinai levou a Força Aérea da Rússia a também bombardear o EI.
Em 13 de novembro de 2015, o EI realizou sua ação mais espetacular no Ocidente. Os atentados em Paris mataram 130 pessoas, mas o grupo já estava perdendo a guerra. É praticamente impossível resistir aos bombardeios das duas forças aéreas mais poderosas do mundo.
O objetivo inicial do EI era criar um califado no Oriente Médio e não aterrorizar as potências ocidentais, como fez Al Caeda, especialmente nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Sob ataque da Rússia, dos EUA e seus aliados, inclusive a França e o Reino Unido, o EI partiu para a retaliação, mas o califado estava condenado.
Quando o presidente Donald Trump assumiu, em 20 janeiro de 2017, levantou as restrições impostas por Obama para proteger a população civil, dando plena liberdade aos generais para agirem como quisessem.
Desde então, era uma questão de tempo. A queda de Mossul e Rakka, na Síria, declarada capital do califado, foi o prenúncio do fim, que chegou hoje depois de muito sangue suor e lágrimas.
No seu momento de maior expansão, o Estado Islâmico dominava uma área do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Iraque, até as cercanias de Bagdá, com 10 milhões de habitantes, e pretendia se tornar um verdadeiro império do terror. Cerca de 40 mil jovens ocidentais migraram para lá sonhando com a utopia de uma sociedade islâmica pura.
Sua derrota no Oriente Médio acaba com o califado, mas não com sua ideologia brutalmente sanguinária. Seguidores do EI dominam parte da Península do Sinai, no Egito, estão no Afeganistão, nas Filipinas e no Nordeste da Nigéria, onde a milícia jihadista Boko Haram se declarou em 2015 a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
A maior vitória do EI foi a conquista de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, em 10 de junho de 2014. Humilhado e derrotado, o Exército iraquiano debandou, deixando para trás armas fabricadas nos EUA. Foi lá que Al-Baghdadi proclamou seu califado.
Pouco depois, o EI iniciou um genocídio contra o povo yazidi, provocando a intervenção militar americana, em agosto de 2014, com bombardeios aéreos e ajuda humanitária às vítimas. Quando o grupo começou a degolar refé.ns ocidentais, o governo Barack Obama declarou guerra ao EI.
Para não enviar soldados americanos para uma operação terrestre, os EUA armaram, treinaram e financiaram as FDS, de maioria curda.
A Rússia entrou na guerra civil da Síria em 30 de setembro de 2015, a pretexto de combater o terrorismo, quando na verdade queria sustentar a ditadura de Bachar Assad, seu principal aliado no Oriente Médio. Um atentado terrorista contra um avião russo no Deserto do Sinai levou a Força Aérea da Rússia a também bombardear o EI.
Em 13 de novembro de 2015, o EI realizou sua ação mais espetacular no Ocidente. Os atentados em Paris mataram 130 pessoas, mas o grupo já estava perdendo a guerra. É praticamente impossível resistir aos bombardeios das duas forças aéreas mais poderosas do mundo.
O objetivo inicial do EI era criar um califado no Oriente Médio e não aterrorizar as potências ocidentais, como fez Al Caeda, especialmente nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Sob ataque da Rússia, dos EUA e seus aliados, inclusive a França e o Reino Unido, o EI partiu para a retaliação, mas o califado estava condenado.
Quando o presidente Donald Trump assumiu, em 20 janeiro de 2017, levantou as restrições impostas por Obama para proteger a população civil, dando plena liberdade aos generais para agirem como quisessem.
Desde então, era uma questão de tempo. A queda de Mossul e Rakka, na Síria, declarada capital do califado, foi o prenúncio do fim, que chegou hoje depois de muito sangue suor e lágrimas.
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domingo, 3 de março de 2019
Milícia árabe-curda faz ofensiva contra último reduto do Estado Islâmico
As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda treinada, apoiada e armada pelos Estados Unidos, invadiram o pequeno povoado de Baguz, o último reduto do Estado Islâmico na Síria, situado à margem direita do Rio Eufrates, na fronteira com o Iraque, noticiou a Agência France Presse.
Numa resistência desesperada, os últimos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante se movem entre prédios abandonados e um acampamento improvisado na periferia do povoado, entre as palmeiras do beira do Eufrates.
"A luta é intensa no momento", descreveu um comandante das FDS. "Nossas forças avançam em duas direções."
Depois de uma semana de cerco para permitir a fuga dos civis, as FDS lançaram na sexta-feira o que esperam que seja a ofensiva final contra a organização terrorista que, em 2014, proclamou um califado do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Oeste do Iraque.
Mais de 50 mil pessoas conseguiram escapar do que resta do califado proclamado pelo líder Abu Baker Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, 19 dias antes. Entre os civis, pode haver milicianos tentando escapar da morte ou da prisão.
O colapso do califado começou em 2017, com a retomada de suas capitais, Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque.
Sob intensa pressão, o Estado Islâmico usa túneis, armadilhas e terroristas suicidas para tentar resistir ao avanço do inimigo.
"Não podemos dar um prazo para esta batalha. Pode ser uma semana, duas semanas, três semanas. Depende das surpresas que encontramos no caminho", declarou Adnan Afrin, porta-voz das FDS. "Quem não se entregou até agora vai encontrar aqui seu destino."
Numa resistência desesperada, os últimos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante se movem entre prédios abandonados e um acampamento improvisado na periferia do povoado, entre as palmeiras do beira do Eufrates.
"A luta é intensa no momento", descreveu um comandante das FDS. "Nossas forças avançam em duas direções."
Depois de uma semana de cerco para permitir a fuga dos civis, as FDS lançaram na sexta-feira o que esperam que seja a ofensiva final contra a organização terrorista que, em 2014, proclamou um califado do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Oeste do Iraque.
Mais de 50 mil pessoas conseguiram escapar do que resta do califado proclamado pelo líder Abu Baker Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, 19 dias antes. Entre os civis, pode haver milicianos tentando escapar da morte ou da prisão.
O colapso do califado começou em 2017, com a retomada de suas capitais, Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque.
Sob intensa pressão, o Estado Islâmico usa túneis, armadilhas e terroristas suicidas para tentar resistir ao avanço do inimigo.
"Não podemos dar um prazo para esta batalha. Pode ser uma semana, duas semanas, três semanas. Depende das surpresas que encontramos no caminho", declarou Adnan Afrin, porta-voz das FDS. "Quem não se entregou até agora vai encontrar aqui seu destino."
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Putin elogia Trump por retirar tropas dos EUA da Síria
Os aliados e os departamentos de seu próprio governo deploram. O secretário da Defesa , James Mattis, pede demissão por discordar da retirada da Síria. Mas o ditador da Rússia, Vladimir Putin, suspeitíssimo de ter ajudado a eleger o presidente Donald Trump, gostou. A saída faz parte do recuo estratégico dos Estados Unidos, que diminui sua presença no Oriente Médio e abre espaço para inimigos como a Rússia e o Irã.
Putin é o inimigo que Trump trata como aliado. A Rússia não perde oportunidade para fustigar e diminuir os EUA. O elogio do ditador russo é um sinal inequívoco que o presidente americano tomou mais uma vez a decisão errada.
"Não acredito que sejam necessárias. Não devemos esquecer que a presença das tropas dos EUA é ilegítima. Os EUA estão lá sem autorização das Nações Unidas nem convite do governo da Síria. A Rússia está lá porque foi convidada pelo governo sírio. Se os EUA decidiram se retirar, isso é bom", declarou Putin com o cinismo habitual.
A Rússia interveio militarmente na guerra civil da Síria em apoio ao ditador Bachar Assad em 30 de setembro de 2015. Em aliança com o Irã, garantiram a vitória do aliado e agora dominam as negociações de paz, de que os EUA não participam.
Os EUA iniciaram sua intervenção no governo Barack Obama, em agosto de 2014, para evitar o genocídio do povo yazidi e em seguida para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante depois que o grupo passou a sequestrar e matar americanos.
Ao anunciar a retirada, Trump declarou que o Estado Islâmico está derrotado. Por isso, a presença militar americana não seria mais necessária. Mas o líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi, está foragido e os serviços secretos ocidentais estimam que ainda haja cerca de 35 mil milicianos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
No fim do dia, Trump anunciou a retirada da metade dos soldados americanos do Afeganistão, cerca de 7 mil tropas. A medida por marcar o início do fim da guerra mais longa da história dos EUA, mas deve provocar caos no país.
Os EUA atacaram o Afeganistão em 7 de outubro de 2001, para derrubar o regime da milícia extremista muçulmana dos Talebã, que abrigava a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano. Até hoje, o país não foi pacificado.
Enquanto na Síria o risco é de reagrupamento do Estado Islâmico, no Afeganistão é de um colapso total do regime instalado pela intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
A retirada expõe as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda formada para dar combate ao Estado Islâmico em terra. Sem a presença militar americana, vão ficar sob a ameaça de duas forças hostis, o Exército da ditadura de Bachar Assad e seus aliados iranianos, de um lado, e o Exército da Turquia, que teme o separatismo curdo. Abandonar uma força que lutou pelos EUA é algo totalmente inaceitável para o secretário da Defesa.
O general James Cachorro Louco Mattis ainda tentou convencer Trump a desistir da retirada da Síria. Em sua carta de demissão, afirmou que o presidente merece ter um secretário da Defesa alinhado com suas ideias. Ele considera a China e a Rússia adversários e acredita que a segurança dos EUA depende de parcerias e alianças.
Um dos maiores danos de Trump é o ataque ao sistema multilateral criado no pós-guerra sob a inspiração do presidente Franklin Roosevelt, baseado em alianças. O recuo estratégico de Trump ameaça aliados e fortalece os inimigos dos EUA, no caso sírio, a Rússia e o Irã.
Com a saída no fim do ano do chefe da Casa Civil, general John Kelly, Mattis era o último adulto na Casa Branca, um líder com competência, força e prestígio para se opor à megalomania delirante do presidente e controlar seus arroubos. Sai em fevereiro.
Por dois anos, o general da reserva do Corpo de Fuzileiros Navais viajou pelo mundo tentando convencer os aliados dos EUA de que nada havia mudado fundamentalmente. Desistiu. Seus amigos entendem que ele deveria ter pedido demissão em outubro, quando Trump mandou 5,3 mil soldados para a fronteira com o México a pretexto de contar uma caravana de miseráveis da América Central que não representam qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA.
O grupo de adultos da Casa Branca era formado pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, demitido e acusado publicamente por Trump, pelo ex-assessor de Segurança Nacional Herbert McMaster, pelo general Kelly e por James Mattis.
A história política dos EUA mostra que militares não pedem demissão. Cumprem uma missão. Saem quando consideram impossível cumprir a missão que lhes foi confiada. A credibilidade de Trump sofre mais um duro golpe. A rotatividade dos altos funcionários do governo é um reflexo da instabilidade e do total despreparo do presidente para liderar o país mais rico e poderoso do mundo.
Putin é o inimigo que Trump trata como aliado. A Rússia não perde oportunidade para fustigar e diminuir os EUA. O elogio do ditador russo é um sinal inequívoco que o presidente americano tomou mais uma vez a decisão errada.
"Não acredito que sejam necessárias. Não devemos esquecer que a presença das tropas dos EUA é ilegítima. Os EUA estão lá sem autorização das Nações Unidas nem convite do governo da Síria. A Rússia está lá porque foi convidada pelo governo sírio. Se os EUA decidiram se retirar, isso é bom", declarou Putin com o cinismo habitual.
A Rússia interveio militarmente na guerra civil da Síria em apoio ao ditador Bachar Assad em 30 de setembro de 2015. Em aliança com o Irã, garantiram a vitória do aliado e agora dominam as negociações de paz, de que os EUA não participam.
Os EUA iniciaram sua intervenção no governo Barack Obama, em agosto de 2014, para evitar o genocídio do povo yazidi e em seguida para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante depois que o grupo passou a sequestrar e matar americanos.
Ao anunciar a retirada, Trump declarou que o Estado Islâmico está derrotado. Por isso, a presença militar americana não seria mais necessária. Mas o líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi, está foragido e os serviços secretos ocidentais estimam que ainda haja cerca de 35 mil milicianos do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.
No fim do dia, Trump anunciou a retirada da metade dos soldados americanos do Afeganistão, cerca de 7 mil tropas. A medida por marcar o início do fim da guerra mais longa da história dos EUA, mas deve provocar caos no país.
Os EUA atacaram o Afeganistão em 7 de outubro de 2001, para derrubar o regime da milícia extremista muçulmana dos Talebã, que abrigava a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano. Até hoje, o país não foi pacificado.
Enquanto na Síria o risco é de reagrupamento do Estado Islâmico, no Afeganistão é de um colapso total do regime instalado pela intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
A retirada expõe as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda formada para dar combate ao Estado Islâmico em terra. Sem a presença militar americana, vão ficar sob a ameaça de duas forças hostis, o Exército da ditadura de Bachar Assad e seus aliados iranianos, de um lado, e o Exército da Turquia, que teme o separatismo curdo. Abandonar uma força que lutou pelos EUA é algo totalmente inaceitável para o secretário da Defesa.
O general James Cachorro Louco Mattis ainda tentou convencer Trump a desistir da retirada da Síria. Em sua carta de demissão, afirmou que o presidente merece ter um secretário da Defesa alinhado com suas ideias. Ele considera a China e a Rússia adversários e acredita que a segurança dos EUA depende de parcerias e alianças.
Um dos maiores danos de Trump é o ataque ao sistema multilateral criado no pós-guerra sob a inspiração do presidente Franklin Roosevelt, baseado em alianças. O recuo estratégico de Trump ameaça aliados e fortalece os inimigos dos EUA, no caso sírio, a Rússia e o Irã.
Com a saída no fim do ano do chefe da Casa Civil, general John Kelly, Mattis era o último adulto na Casa Branca, um líder com competência, força e prestígio para se opor à megalomania delirante do presidente e controlar seus arroubos. Sai em fevereiro.
Por dois anos, o general da reserva do Corpo de Fuzileiros Navais viajou pelo mundo tentando convencer os aliados dos EUA de que nada havia mudado fundamentalmente. Desistiu. Seus amigos entendem que ele deveria ter pedido demissão em outubro, quando Trump mandou 5,3 mil soldados para a fronteira com o México a pretexto de contar uma caravana de miseráveis da América Central que não representam qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA.
O grupo de adultos da Casa Branca era formado pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, demitido e acusado publicamente por Trump, pelo ex-assessor de Segurança Nacional Herbert McMaster, pelo general Kelly e por James Mattis.
A história política dos EUA mostra que militares não pedem demissão. Cumprem uma missão. Saem quando consideram impossível cumprir a missão que lhes foi confiada. A credibilidade de Trump sofre mais um duro golpe. A rotatividade dos altos funcionários do governo é um reflexo da instabilidade e do total despreparo do presidente para liderar o país mais rico e poderoso do mundo.
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Estado Islâmico divulga áudio do líder Abu Baker al-Baghdadi
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou hoje uma gravação de som de seu líder supremo, Abu Baker al-Baghdadi. O autoproclamado Califa Ibrahim estava em silêncio há quase um ano.
Nesse período, o grupo perdeu quase todos os territórios que ocupava no Iraque e na Síria. Com a queda iminente de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, o califado proclamado há três anos e três meses praticamente desaparece.
A data da gravação não foi revelada, mas é relativamente recente. Tem 46 minutos. Al-Baghdadi fala das ameaças da Coreia do Norte aos Estados Unidos e ao Japão, conclama os partidários à "guerra santa" contra os "infiéis" e faz longas citações ao Corão e outros textos sagrados dos muçulmanos.
O comunicado anterior do líder jihadista foi feito no início de novembro de 2016, quando começava a Batalha de Mossul. Na época, ele convocou seus seguidores a lutar contra os "infiéis" e "fazer seu sangue correr como rios".
Com o apoio das forças aéreas dos EUA e outros 65 países, e de milícias curdas, o Exército do Iraque reconquistou Mossul, uma cidade de 2 milhões de habitantes, sua maior perda na guerra contra o Estado Islâmico e a maior vitória de Al-Baghdadi
Enquanto a organização jihadista tenta se reagrupar na Líbia, o paradeiro de Al-Baghdadi é desconhecido. A principal suspeita é que esteja na região desértica e pouco povoada entre Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, onde tentou derrubar as fronteiras traçadas pelo imperialismo ocidental depois da Primeira Guerra Mundial para erguer seu califado.
Nesse período, o grupo perdeu quase todos os territórios que ocupava no Iraque e na Síria. Com a queda iminente de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, o califado proclamado há três anos e três meses praticamente desaparece.
A data da gravação não foi revelada, mas é relativamente recente. Tem 46 minutos. Al-Baghdadi fala das ameaças da Coreia do Norte aos Estados Unidos e ao Japão, conclama os partidários à "guerra santa" contra os "infiéis" e faz longas citações ao Corão e outros textos sagrados dos muçulmanos.
O comunicado anterior do líder jihadista foi feito no início de novembro de 2016, quando começava a Batalha de Mossul. Na época, ele convocou seus seguidores a lutar contra os "infiéis" e "fazer seu sangue correr como rios".
Com o apoio das forças aéreas dos EUA e outros 65 países, e de milícias curdas, o Exército do Iraque reconquistou Mossul, uma cidade de 2 milhões de habitantes, sua maior perda na guerra contra o Estado Islâmico e a maior vitória de Al-Baghdadi
Enquanto a organização jihadista tenta se reagrupar na Líbia, o paradeiro de Al-Baghdadi é desconhecido. A principal suspeita é que esteja na região desértica e pouco povoada entre Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, onde tentou derrubar as fronteiras traçadas pelo imperialismo ocidental depois da Primeira Guerra Mundial para erguer seu califado.
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Total de mortos em atentados na Catalunha sobe para 14
Com a morte de uma mulher atropelada na cidade balneária de Cambrils, subiu hoje para 14 o número total de mortos nos atentados terroristas na Catalunha, uma região autônoma da Espanha.
A polícia acredita que célula terrorista responsável pelos ataques tinha 12 membros: cinco morreram em Cambrils, quatro estão presos e três continuam foragidos. O principal alvo agora é Moussa Oukabir, que alugou o veículo usado em Barcelona.
Entre os 14 mortos e mais de 100 feridos, há pessoas de 34 nacionalidades. Isso mostra a diversidade das pessoas que estavam na Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona e da Espanha, com uma grande área de pedestres que vai da Praça da Catalunha até o porto, onde uma estátua de Cristóvão Colombo saúda a Descoberta da América.
Por ali, o terrorista dirigiu em ziguezague a 80 quilômetros por hora durante 550 metros, da Praça da Catalunha até a altura do Teatro do Liceu, atropelando e matando.
Como os dois atentados foram coordenados, e a explosão numa casa horas seria uma tentativa de armar uma bomba, havia uma célula terrorista criada ou inspirada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no coração da Catalunha.
Na opinião do professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, é uma nova estratégia da organização infiltrar células terroristas em grandes cidades no momento em que é derrotada nos campos de batalha do Iraque e da Síria.
Se o Califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim, praticamente desapareceu e ele fugiu, os atentados terroristas em grandes cidades tem ampla visibilidade e repercussão internacional, permitindo ao Estado Islâmico recrutar a inspirar novos voluntários para o martírio por esta seita apocalíptica.
A polícia acredita que célula terrorista responsável pelos ataques tinha 12 membros: cinco morreram em Cambrils, quatro estão presos e três continuam foragidos. O principal alvo agora é Moussa Oukabir, que alugou o veículo usado em Barcelona.
Entre os 14 mortos e mais de 100 feridos, há pessoas de 34 nacionalidades. Isso mostra a diversidade das pessoas que estavam na Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona e da Espanha, com uma grande área de pedestres que vai da Praça da Catalunha até o porto, onde uma estátua de Cristóvão Colombo saúda a Descoberta da América.
Por ali, o terrorista dirigiu em ziguezague a 80 quilômetros por hora durante 550 metros, da Praça da Catalunha até a altura do Teatro do Liceu, atropelando e matando.
Como os dois atentados foram coordenados, e a explosão numa casa horas seria uma tentativa de armar uma bomba, havia uma célula terrorista criada ou inspirada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no coração da Catalunha.
Na opinião do professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, é uma nova estratégia da organização infiltrar células terroristas em grandes cidades no momento em que é derrotada nos campos de batalha do Iraque e da Síria.
Se o Califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim, praticamente desapareceu e ele fugiu, os atentados terroristas em grandes cidades tem ampla visibilidade e repercussão internacional, permitindo ao Estado Islâmico recrutar a inspirar novos voluntários para o martírio por esta seita apocalíptica.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Estado Islâmico regride a grupo terrorista sem base territorial
Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e a derrota iminente na Batalha de Rakka, na Síria, o califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi está extingo na prática. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como o mundo inteiro viu a partir dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.
O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.
"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.
Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.
O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.
"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.
Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Estado Islâmico derruba helicóptero do Iraque na Batalha de Mossul
A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante abateu hoje um helicóptero do Exército do Iraque na Batalha de Mossul, a segunda maior cidade do país, tomada em 10 de junho de 2014 pela organização terrorista. Os dois tripulantes morreram, declarou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).
A Força Aérea e helicópteros do Exército do Iraque têm uma atuação importante na batalha iniciada em outubro de 2016 para retomar a principal base do Estado Islâmico no país.
Se perder Mossul e Rakka, na Síria, a capital do califado autoproclamado pelo líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi, seu protoestado desaparece na prática. O Estado Islâmico volta a ser apenas uma organização terrorista. Isso não o torna menos perigoso.
Talvez o terrorismo jihadista se torne mais difuso, com a dispersão dos milhares de voluntários dos quatro cantos do mundo seduzidos pelo sonho do califado. Mesmo sem território, a guerra ideológica via Internet e o terrorismo continuarão, sem força suficiente para tomar o poder, mas com capacidade para realizar massacres e causar grandes danos.
A Força Aérea e helicópteros do Exército do Iraque têm uma atuação importante na batalha iniciada em outubro de 2016 para retomar a principal base do Estado Islâmico no país.
Se perder Mossul e Rakka, na Síria, a capital do califado autoproclamado pelo líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi, seu protoestado desaparece na prática. O Estado Islâmico volta a ser apenas uma organização terrorista. Isso não o torna menos perigoso.
Talvez o terrorismo jihadista se torne mais difuso, com a dispersão dos milhares de voluntários dos quatro cantos do mundo seduzidos pelo sonho do califado. Mesmo sem território, a guerra ideológica via Internet e o terrorismo continuarão, sem força suficiente para tomar o poder, mas com capacidade para realizar massacres e causar grandes danos.
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quinta-feira, 9 de março de 2017
EUA enviam tropas para guerra contra o Estado Islâmico
Uma força anfíbia de fuzileiros navais dos Estados Unidos estabeleceu uma posição para apoiar aliados na Batalha de Rakka, a cidade síria que virou capital do Estado Islâmico do Iraque, noticiou ontem o jornal The Washington Post.
Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.
Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.
Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.
Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.
Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.
Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Al-Baghdadi está escondido em Mossul, diz The Independent
O líder supremo da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, está escondido em Mossul quando começa uma batalha pelo controle da cidade, afirmou um alto funcionário do governo autônomo do Curdistão iraquiano, citado pelo jornal inglês The Independent.
Em matéria do laureado correspondente Patrick Cockburn, autor do livro As Origens do Estado Islâmico: o fracasso da guerra ao terror, ele cita Fuad Hussein, o ministro-chefe da Casa Civil do presidente Massoud Barzani, para afirmar, "com base em múltiplas fontes, que Baghdadi está lá e, se ele for morto, será o colapso do todo o sistema do ISIS" (sigla em inglês).
A milícia teria de escolher um novo califa em meio a uma batalha decisiva para sua presença no Iraque. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça e pode ser alvo de uma próxima ofensiva.
Nenhum outro líder teria o prestígio de Al-Baghdadi, que proclamou, em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, um califado com jurisdição sobre o mundo inteiro.
O alto funcionário curdo assegura que Al-Baghdadi está escondido há oito ou nove meses. Sua segurança depende dos comandantes do Estado Islâmico em Mossul e Tal Afar, diretamente envolvidos na Batalha de Mossul.
A presença do líder supremo complica ainda mais a batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 com relativa facilidade, diante de um Exército iraquiano que debandou, entregando ao inimigo armas de fabricação americana de última geração.
Sua vida vale muito, o que pressupõe uma resistência obstinada. As forças especiais do Exército do Iraque entraram ontem em Mossul e tomaram a emissora de televisão da cidade, situada na margem oriental do Rio Tigre.
Há cinco pontes sobre o Rio Tigre, que com o Eufrates forma a Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Em sua estratégia de defesa, o Estado Islâmico pode ter minado as pontes para tentar conter o avanço do inimigo.
Em matéria do laureado correspondente Patrick Cockburn, autor do livro As Origens do Estado Islâmico: o fracasso da guerra ao terror, ele cita Fuad Hussein, o ministro-chefe da Casa Civil do presidente Massoud Barzani, para afirmar, "com base em múltiplas fontes, que Baghdadi está lá e, se ele for morto, será o colapso do todo o sistema do ISIS" (sigla em inglês).
A milícia teria de escolher um novo califa em meio a uma batalha decisiva para sua presença no Iraque. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça e pode ser alvo de uma próxima ofensiva.
Nenhum outro líder teria o prestígio de Al-Baghdadi, que proclamou, em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, um califado com jurisdição sobre o mundo inteiro.
O alto funcionário curdo assegura que Al-Baghdadi está escondido há oito ou nove meses. Sua segurança depende dos comandantes do Estado Islâmico em Mossul e Tal Afar, diretamente envolvidos na Batalha de Mossul.
A presença do líder supremo complica ainda mais a batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 com relativa facilidade, diante de um Exército iraquiano que debandou, entregando ao inimigo armas de fabricação americana de última geração.
Sua vida vale muito, o que pressupõe uma resistência obstinada. As forças especiais do Exército do Iraque entraram ontem em Mossul e tomaram a emissora de televisão da cidade, situada na margem oriental do Rio Tigre.
Há cinco pontes sobre o Rio Tigre, que com o Eufrates forma a Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Em sua estratégia de defesa, o Estado Islâmico pode ter minado as pontes para tentar conter o avanço do inimigo.
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Patrick Cockburn,
Rakka
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Estado Islâmico derruba avião de guerra da Síria
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou hoje um avião de guerra da Síria perto da cidade de Deir el-Zur, noticiou a agência Reuters citando como fontes o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país, e a agência de notícias dos jihadistas.
O avião foi abatido a cerca de cinco quilômetros do aeroporto militar de Deir el-Zur. Um vídeo da Amaq, a agência de notícias do Estado Islâmico na Internet mostra os destroços de um avião pegando fogo e um cadáver que seria do piloto.
Ainda não se sabe como o avião foi derrubado. O Estado Islâmico controla a maioria da província de Deir el-Zur. Embora esteja perdendo territórios na Síria e no Iraque, a milícia ainda é muito perigosa.
Em três anos, o Estado Islâmico passou de braço da rede Al Caeda na guerra civil do Iraque à maior organização terrorista não estatal da história. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em 10 de junho de 2014, seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou um califado de jurisdição universal em 29 de junho daquele ano.
Naquela época, o califado tinha uma área do tamanho da Grã-Bretanha onde viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Ia da província de Diala, no Leste do Iraque, à província de de Alepo, no Norte da Síria, ignorando as fronteiras estabelecidas pelas potências ocidentais no Oriente Médio depois da derrocada do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial.
Essa rápida expansão, a perseguição às minorias e as execuções de reféns ocidentais diante das câmeras, logo divulgadas pela Internet, levaram a uma nova intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais e árabes no Iraque e depois na Síria.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, embora na prática ataque muito mais os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente.
A Turquia também entrou na guerra contra o Estado Islâmico por ser alvo de vários atentados terroristas depois de ser tolerante a conivente com o tráfico de armas, a passagem de voluntários e o contrabando de petróleo através de sua fronteira.
Hoje o Estado Islâmico controla apenas enclaves isolados na Síria, na província de Alepo, em Deir el-Zur e em Rakka, considerada a capital do califado, e áreas desérticas. Sem condições de sustentar os territórios conquistas, recorre cada vez mais a táticas de guerrilha e ao terrorismo.
O avião foi abatido a cerca de cinco quilômetros do aeroporto militar de Deir el-Zur. Um vídeo da Amaq, a agência de notícias do Estado Islâmico na Internet mostra os destroços de um avião pegando fogo e um cadáver que seria do piloto.
Ainda não se sabe como o avião foi derrubado. O Estado Islâmico controla a maioria da província de Deir el-Zur. Embora esteja perdendo territórios na Síria e no Iraque, a milícia ainda é muito perigosa.
Em três anos, o Estado Islâmico passou de braço da rede Al Caeda na guerra civil do Iraque à maior organização terrorista não estatal da história. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em 10 de junho de 2014, seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou um califado de jurisdição universal em 29 de junho daquele ano.
Naquela época, o califado tinha uma área do tamanho da Grã-Bretanha onde viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Ia da província de Diala, no Leste do Iraque, à província de de Alepo, no Norte da Síria, ignorando as fronteiras estabelecidas pelas potências ocidentais no Oriente Médio depois da derrocada do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial.
Essa rápida expansão, a perseguição às minorias e as execuções de reféns ocidentais diante das câmeras, logo divulgadas pela Internet, levaram a uma nova intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais e árabes no Iraque e depois na Síria.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, embora na prática ataque muito mais os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente.
A Turquia também entrou na guerra contra o Estado Islâmico por ser alvo de vários atentados terroristas depois de ser tolerante a conivente com o tráfico de armas, a passagem de voluntários e o contrabando de petróleo através de sua fronteira.
Hoje o Estado Islâmico controla apenas enclaves isolados na Síria, na província de Alepo, em Deir el-Zur e em Rakka, considerada a capital do califado, e áreas desérticas. Sem condições de sustentar os territórios conquistas, recorre cada vez mais a táticas de guerrilha e ao terrorismo.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Estado Islâmico planeja atentado no Rio, diz serviço secreto francês
Um brasileiro ligado à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante estaria planejando um atentado contra a delegação da França na Olimpíada do Rio de Janeiro, revelou o chefe do serviço secreto militar francês em depoimento na comissão parlamentar de inquérito que investiga os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis.
O depoimento foi prestado em 26 de maio. O trecho referente à ameaça terrorista no Rio foi considerado um vazamento de informação e retirado das notas oficiais da CPI, mas foi publicado ontem no sítio da Assembleia Nacional da França na Internet e reproduzido pelo jornal francês Libération.
O general Christophe Gomart citou vários exemplos concretos de ameaças terroristas à França, como "sinais de que sete franceses de retorno do Iêmen em trânsito por Djibúti e de estrangeiros suscetíveis de realizar atos terroristas em territórios nacional", assim como "um certo indivíduo visto na Líbia que foi considerado um combate estrangeiro prestes a entrar em território francês".
A referência aos Jogos do Rio está num diálogo entre o general Gomert e o deputado Georges Fenech, que declarou: "Eu não tinha ouvido falar desse cidadão brasileiro que estaria se preparando para atacar a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você pode saber?"
A resposta foi curta e direta: "Através de nossos parceiros."
Embora o Brasil não seja alvo de terroristas, várias delegações estrangeiras podem ser. Em ataques a civis, os terroristas sempre escolhem alvos fáceis. Isso significa que pode ser em qualquer lugar.
Para garantir a segurança da Olimpíada, o Brasil montou um centro antiterrorismo com especialistas dos Estados Unidos, da Espanha, da França, de Israel e do Reino Unido.
Na minha opinião, a maior ameaça à segurança dos países democráticos hoje em dia é o surgimento de uma subclasse social de inempregáveis, sem uma educação mínima para fazer um trabalho digno, deserdados pelo processo de globalização da economia.
Se a rede terrorista Al Caeda foi fundada por um magnata saudita como Ossama ben Laden e formada por pessoas qualificadas como o atual líder, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, os criadores e líderes do Estado Islâmico, Abu Mussab al-Zarkaui, Abu Omar al-Baghdadi e Abu Baker al-Baghdadi, eram marginais com passagem pela prisão.
Os terroristas dos atentados em Paris eram marginaizinhos que haviam cometido pequenos delitos como furto e tráfico de pequenas quantidades de drogas para sustentar o próprio vício. Viraram extremistas muçulmanos na prisão. As cadeias da França, onde dois terços dos presos são muçulmanos, são hoje as grandes universidades do terror no país.
O Brasil tem uma enorme população marginalizada com características semelhantes, recrutas em potencial para todo tipo de organização criminosa.
O depoimento foi prestado em 26 de maio. O trecho referente à ameaça terrorista no Rio foi considerado um vazamento de informação e retirado das notas oficiais da CPI, mas foi publicado ontem no sítio da Assembleia Nacional da França na Internet e reproduzido pelo jornal francês Libération.
O general Christophe Gomart citou vários exemplos concretos de ameaças terroristas à França, como "sinais de que sete franceses de retorno do Iêmen em trânsito por Djibúti e de estrangeiros suscetíveis de realizar atos terroristas em territórios nacional", assim como "um certo indivíduo visto na Líbia que foi considerado um combate estrangeiro prestes a entrar em território francês".
A referência aos Jogos do Rio está num diálogo entre o general Gomert e o deputado Georges Fenech, que declarou: "Eu não tinha ouvido falar desse cidadão brasileiro que estaria se preparando para atacar a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você pode saber?"
A resposta foi curta e direta: "Através de nossos parceiros."
Embora o Brasil não seja alvo de terroristas, várias delegações estrangeiras podem ser. Em ataques a civis, os terroristas sempre escolhem alvos fáceis. Isso significa que pode ser em qualquer lugar.
Para garantir a segurança da Olimpíada, o Brasil montou um centro antiterrorismo com especialistas dos Estados Unidos, da Espanha, da França, de Israel e do Reino Unido.
Na minha opinião, a maior ameaça à segurança dos países democráticos hoje em dia é o surgimento de uma subclasse social de inempregáveis, sem uma educação mínima para fazer um trabalho digno, deserdados pelo processo de globalização da economia.
Se a rede terrorista Al Caeda foi fundada por um magnata saudita como Ossama ben Laden e formada por pessoas qualificadas como o atual líder, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, os criadores e líderes do Estado Islâmico, Abu Mussab al-Zarkaui, Abu Omar al-Baghdadi e Abu Baker al-Baghdadi, eram marginais com passagem pela prisão.
Os terroristas dos atentados em Paris eram marginaizinhos que haviam cometido pequenos delitos como furto e tráfico de pequenas quantidades de drogas para sustentar o próprio vício. Viraram extremistas muçulmanos na prisão. As cadeias da França, onde dois terços dos presos são muçulmanos, são hoje as grandes universidades do terror no país.
O Brasil tem uma enorme população marginalizada com características semelhantes, recrutas em potencial para todo tipo de organização criminosa.
sábado, 22 de agosto de 2015
Bombardeio dos EUA mata subcomandante do Estado Islâmico
O subcomandante da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Fadhil Ahmad al-Hayali, mais conhecido pelo nome de guerra, Haji Matazz, foi morto na última terça-feira por um bombardeio aéreo dos Estados Unidos perto de Mossul, no Norte do Iraque, anunciou ontem a Casa Branca.
Como segundo homem na hierarquia do Estado Islâmico, abaixo apenas do califa Abu Baker al-Baghdadi, Al-Hayali era responsável por coordenar grandes movimentos de tropas, armas, explosivos e veículos entre o Iraque e a Síria, onde o grupo controla vastos territórios, metade da Síria e um terço do Iraque.
Há um ano, os EUA e aliados bombardeiam o Estado Islâmico. A milícia perdeu homens, armas, munições, veículos e parte da infraestrutura econômica, mas está longe de ser "degradada e destruída", como prometeu o presidente Barack Obama em agosto de 2014.
Falta uma força terrestre capaz de reconquistar os territórios ocupados pela milícia jihadista.
Como segundo homem na hierarquia do Estado Islâmico, abaixo apenas do califa Abu Baker al-Baghdadi, Al-Hayali era responsável por coordenar grandes movimentos de tropas, armas, explosivos e veículos entre o Iraque e a Síria, onde o grupo controla vastos territórios, metade da Síria e um terço do Iraque.
Há um ano, os EUA e aliados bombardeiam o Estado Islâmico. A milícia perdeu homens, armas, munições, veículos e parte da infraestrutura econômica, mas está longe de ser "degradada e destruída", como prometeu o presidente Barack Obama em agosto de 2014.
Falta uma força terrestre capaz de reconquistar os territórios ocupados pela milícia jihadista.
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
Bombardeio mata subcomandante do Estado Islâmico no Iraque
O subcomandante da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abdul Rahman Mustafa Mohamad, mais conhecido como Abu Alaa al-Afri, foi morto junto com dezenas de milicianos num ataque aéreo à mesquita de Tal Afar, informou hoje o porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano, general Tahsin Ibrahim, citado televisão pública britânica BBC.
A morte foi confirmada pelo governador da província de Nínive, onde fica Tal Afar, Athil al-Nujaifi. Na semana passada, os Estados Unidos haviam oferecido uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à sua morte ou captura.
Nas últimas semanas, reportagem não confirmada do jornal inglês The Guardian afirmou que Al-Afri assumira o comando do grupo porque seu líder máximo, Abu Baker al-Baghdadi, teria sido ferido e ficado inválido em outro bombardeio aéreo da aliança liderada pelos EUA, que intervém nas guerras civis do Iraque e da Síria desde agosto de 2014.
O Departamento da Defesa dos EUA disse nesta semana não ter nenhuma evidência que confirme o afastamento de Al-Baghdadi. Ele não estaria no local atacado em 19 de março de 2015.
Al Afri nasceu em Mossul em 1957 ou 1959. Entrou para o na época Estado Islâmico do Iraque em 2012 e foi líder do grupo em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O governo iraquiano já anunciou antes a morte de outros líderes do Estado Islâmico que não foram confirmadas.
A morte foi confirmada pelo governador da província de Nínive, onde fica Tal Afar, Athil al-Nujaifi. Na semana passada, os Estados Unidos haviam oferecido uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à sua morte ou captura.
Nas últimas semanas, reportagem não confirmada do jornal inglês The Guardian afirmou que Al-Afri assumira o comando do grupo porque seu líder máximo, Abu Baker al-Baghdadi, teria sido ferido e ficado inválido em outro bombardeio aéreo da aliança liderada pelos EUA, que intervém nas guerras civis do Iraque e da Síria desde agosto de 2014.
O Departamento da Defesa dos EUA disse nesta semana não ter nenhuma evidência que confirme o afastamento de Al-Baghdadi. Ele não estaria no local atacado em 19 de março de 2015.
Al Afri nasceu em Mossul em 1957 ou 1959. Entrou para o na época Estado Islâmico do Iraque em 2012 e foi líder do grupo em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O governo iraquiano já anunciou antes a morte de outros líderes do Estado Islâmico que não foram confirmadas.
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