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domingo, 21 de agosto de 2016

China censura fracasso de atletas chineses no Rio

O regime comunista da China ordenou à mídia oficial que não dê destaque às derrotas dos atletas chineses na Olimpíada do Rio de Janeiro, dando ênfase ao esforço para defender a pátria numa cobertura nacionalista.

A China venceu a Olimpíada de Beijim, que organizou em 2008, com 51 medalhas de ouro e 100 no total, contra 36 ouros e 110 ao todo para os Estados Unidos. Em 2012, em Londres, a China ficou em segundo com 36 ouros contra 46 dos EUA.

Agora, deve terminar em terceiro lugar com 26 ouros, 18 pratas e 26 atrás dos EUA (46, 37 e 38) e da Grã-Bretanha (27, 26 e 17), um desempenho abaixo do que a propaganda nacionalista do ditador Xi Jinping gostaria.

O departamento de propaganda do Partido Comunista determinou então à mídia oficial uma cobertura positiva do esforço e da dedicação dos atletas do país.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Phelps bate recorde de títulos individuais de Leônidas de Rodes

Ao vencer há pouco a prova de 200 metros quatro estilos na Olimpíada do Rio de Janeiro, o nadador americano Michel Phelps, maior medalhista olímpico de todos os tempos, com 26 medalhas, sendo 22 de ouro, bateu o recorde do corredor Leônidas de Rodes, dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, de títulos olímpicos individuais.

Leônidas de Rodes foi o maior corredor das olimpíadas da Grécia Antiga, um super-herói e um ídolo do seu tempo.

Na 154ª Olimpíada, realizada em 164 antes de Cristo, ganhou o triplo, a corrida no estádio, de cerca de 200 metros; a diaulos, numa distância duas vezes maior; e o hoplitodromos, uma diaulos com elmo, armadura e carregando um escudo, num total de 50 quilos.

O grande corredor repetiu as vitórias no triplo nos três Jogos seguintes, em 160, 156 e 152 AC. Como contou o historiador e geógrafo grego Pausanias, "o corredor mais famoso foi Leônidas de Rodes. Manteve sua velocidade como primeira por quatro olimpíadas, obtendo 12 vitórias em corridas".

A vitória de Phelps quebrou um recorde de 2.168 anos.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ministro da Guerra do Estado Islâmico pode ter sido morto

Um alto comandante militar considerado ministro da Guerra da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Tarkhan Batirachvili, teria sido morto no Iraque, noticiou o jornal britânico The Independent.

Batirachvili, mais conhecido pelo nome de guerra de Omar al-Chichani, Omar o Checheno, teria morrido perto de Charkate, ao sul de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, informou a Amaq, agência de notícias do Estado Islâmico na Internet.

Não é a primeira vez que a morte de Al-Chichani, natural da ex-república soviética da Geórgia, é noticiada. Em março, foi dito que ele teria sido morto num bombardeio aéreo dos Estados Unidos na Síria. Agora, por ser divulgada pela agência do EI, a notícia ganha credibilidade.

Sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico perde territórios no Iraque e na Síria. Por isso, apela cada vez mais ao terrorismo.

Hoje, o jornal francês Libération revelou que o chefe do serviço secreto militar da França mencionou numa comissão parlamentar de inquérito sobre os atentatos terroristas em Paris que um brasileiro ligado ao Estado Islâmico estaria preparando um ataque contra a delegação francesa durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

O governo brasileiro nega ter qualquer informação concreta sobre essa ameaça.

Estado Islâmico planeja atentado no Rio, diz serviço secreto francês

Um brasileiro ligado à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante estaria planejando um atentado contra a delegação da França na Olimpíada do Rio de Janeiro, revelou o chefe do serviço secreto militar francês em depoimento na comissão parlamentar de inquérito que investiga os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis.

O depoimento foi prestado em 26 de maio. O trecho referente à ameaça terrorista no Rio foi considerado um vazamento de informação e retirado das notas oficiais da CPI, mas foi publicado ontem no sítio da Assembleia Nacional da França na Internet e reproduzido pelo jornal francês Libération.

O general Christophe Gomart citou vários exemplos concretos de ameaças terroristas à França, como "sinais de que sete franceses de retorno do Iêmen em trânsito por Djibúti e de estrangeiros suscetíveis de realizar atos terroristas em territórios nacional", assim como "um certo indivíduo visto na Líbia que foi considerado um combate estrangeiro prestes a entrar em território francês".

A referência aos Jogos do Rio está num diálogo entre o general Gomert e o deputado Georges Fenech, que declarou: "Eu não tinha ouvido falar desse cidadão brasileiro que estaria se preparando para atacar a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você pode saber?"

A resposta foi curta e direta: "Através de nossos parceiros."

Embora o Brasil não seja alvo de terroristas, várias delegações estrangeiras podem ser. Em ataques a civis, os terroristas sempre escolhem alvos fáceis. Isso significa que pode ser em qualquer lugar.

Para garantir a segurança da Olimpíada, o Brasil montou um centro antiterrorismo com especialistas dos Estados Unidos, da Espanha, da França, de Israel e do Reino Unido.

Na minha opinião, a maior ameaça à segurança dos países democráticos hoje em dia é o surgimento de uma subclasse social de inempregáveis, sem uma educação mínima para fazer um trabalho digno, deserdados pelo processo de globalização da economia.

Se a rede terrorista Al Caeda foi fundada por um magnata saudita como Ossama ben Laden e formada por pessoas qualificadas como o atual líder, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, os criadores e líderes do Estado Islâmico, Abu Mussab al-Zarkaui, Abu Omar al-Baghdadi e Abu Baker al-Baghdadi, eram marginais com passagem pela prisão.

Os terroristas dos atentados em Paris eram marginaizinhos que haviam cometido pequenos delitos como furto e tráfico de pequenas quantidades de drogas para sustentar o próprio vício. Viraram extremistas muçulmanos na prisão. As cadeias da França, onde dois terços dos presos são muçulmanos, são hoje as grandes universidades do terror no país.

O Brasil tem uma enorme população marginalizada com características semelhantes, recrutas em potencial para todo tipo de organização criminosa.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

França mobiliza 90 mil para segurança da Euro 2016

Mais de 90 mil soldados, policiais e agentes privados da França vão participar da segurança da Euro 2016, a copa da Europa de seleções, que começa em 10 de junho, anunciou hoje o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, noticiou hoje a agência Reuters.

A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.

Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.

Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.

Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.

A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

François Hollande vem à abertura da Olimpíada do Rio

O presidente da França, François Hollande, virá para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informou hoje o telejornal das 20h (JT de 20 Heures) da TV francesa France 2.

Hollande vem ao Brasil num momento de consolidação da retomada do crescimento na Zona do Euro e na França, com queda no desemprego, que na França continua elevado, em torno de 10% da população economicamente ativa.

Mas Hollande está interessado mesmo é na promoção da candidatura de Paris a sede da Olimpíada de 2024.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Abin confirma ameaça do Estado Islâmico ao Brasil

A advertência apareceu no Twitter em novembro de 2015, logo depois dos atentados que deixaram 130 mortos em Paris. O Brasil pode ser alvo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, especialmente durante a Olimpíada do Rio. Foi confirmada em 13 de abril pelo diretor de contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Alberto Sallaberry.

"Brasil, vocês são nosso próximo alvo", disparou a mensagem divulgada na rede social por Maxime Hauchard, um terrorista que já apareceu degolando pessoas num vídeo do Estado Islâmico. Uma segunda frase foi atribuída a um perfil falso: "Podemos atacar este país de merda."

A conta  de Hauchard foi cancelada pelo Twitter, que está fazendo o mesmo com todos os perfis associados a grupos terroristas. À medida em que perde territórios no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico tende a regredir de protoestado para organização terrorista.

"Monitoramos e percebemos que o perfil era realmente do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem, houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores deste grupo terrorista no Brasil", declarou Salaberry durante uma Feira Internacional de Segurança realizada no Rio de Janeiro tendo como fogo os Jogos Olímpicos.

Hauchard foi descrito como um "garoto-propaganda do Estado Islâmico". Aos 18 anos, ele saiu de uma vila no interior da França e foi para a Síria integrar à organização terrorista, onde "é o segundo na linha de comando dos decapitadores.

O diretor da Abin, o serviço secreto da Presidência da República, chamo a atenção para o número crescente de pessoas no Brasil que juraram lealdade ao califado autoproclamado pelo Estado Islâmico em 29 de junho de 2014: "Quando uma pessoa faz o juramento, está disposta a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo. A ordem pode ser via Internet."

Essas pessoas estão sendo vigiadas pela Abin. Por questão de segurança, Sallaberry não divulgou quantas são. Seus agentes também estão de olho na Internet. Motoristas de táxi e funcionários de hotéis estão sendo treinados para dar o alerta. E há uma intensa cooperação com os serviços secretos de outros países, especialmente os principais alvos potenciais do terrorismo.

"O sucesso contra o terrorismo só é possível com cooperação", advertiu o chefe da Abin. "O terrorista é uma ameaça sem rosto. Pode ser qualquer um."

sexta-feira, 25 de março de 2016

Estado Islâmico mata 41 pessoas em atentado no Iraque

Um atentado terrorista suicida matou 41 pessoas e deixou mais de 100 feridas numa explosão na arquibancada durante um jogo de futebol amador na cidade de Iskandaria, nos arredores de Bagdá, a capital do Iraque, noticiou a agência Reuters. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, sem vitória importantes em combates abertos desde maio de 2015, o Estado Islâmico recorre cada vez mais ao terrorismo, como vimos em 22 de março em Bruxelas, na Bélgica.

Serão necessários anos para derrotar o grupo militarmente no Oriente Médio, prevê a empresa de consultoria e análises estratégicas Stratfor, sem falar nos aliados no Oriente Médio, na África e na Ásia. Para se manter vivo como líder do movimento jihadista o EI precisa realizar mais ataques espetaculares contra grandes capitais do mundo.

Os ataques terroristas contra estádios haviam sido tentados anteriormente, inclusive nos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, quando o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, onde estava o presidente François Hollande, era um dos alvos. Quando não conseguiram entrar no estádio, os terroristas se explodiram do lado de fora.

É um alerta importante para a Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações estrangeiras podem ser.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Operação para retomar Mossul está em marcha

Com cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram hoje uma ofensiva na província de Nínive com o objetivo de retomar Mossul, a segunda maior cidade do país, capturada em 10 de junho de 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Enquanto na Síria, o regime de Bachar Assad e milícias aliadas estão prestes a retomar Palmira, a última cidade importante a caminho de Rakka, a capital do Estado Islâmico, o Iraque prepara a reconquistar Mossul.

A operação há muito esperada está em marcha. Deve ser longa e difícil. Hoje o comando militar iraquiano anunciou a retomada de várias vilas na periferia de Makhmur, uma cidade a leste de Mossul.

Dois mil homens lutam na ofensiva contra Makhmur, muitíssimo menos do que a força necessária para reconquistar Mossul. O plano de combate preparado pelos EUA pede que as forças de segurança do Iraque mobilizem de 20 a 25 mil homens, que seriam apoiados por milicianos curdos. A Turquia, por sua vez, daria ajuda a milícias sunitas aliadas.

Pelos cálculos da empresa de consultoria e estudos estratégicos americana Stratfor, serão necessários 40 mil soldados.

Nos últimos meses, as forças do Iraque conseguiram vitórias importantes contra o Estado Islâmico na cidade de Samarra e na província de Ambar. Para retomar Mossul, terá de cercar a cidade e cortar as linhas de suprimento dos jihadistas.

O general Sean MacFarland, comandante da campanha militar dos EUA contra o Estado Islâmico, disse que os generais iraquianos não acreditam que terão condições de reconquistar Mossul antes do fim deste ano ou do início de 2017.

Apesar da perda de 20% do total de territórios que já dominou no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico ainda é uma poderosa força de combate. Não vai entregar Mossul sem luta. A cidade é hoje a grande bastiã do sunismo, um centro de logística e de finanças do Estado Islâmico, e uma fonte de mão de obra e de voluntários do martírio.

Se perder Rakka e Mossul, o Estado Islâmico deixará de ser o protoestado que é hoje. Será reduzido mais uma vez a grupo terrorista. Terá de fazer ataques espetaculares como os de 13 de novembro de 2015 em Paris e 22 de março de 2016 em Bruxelas para manter a liderança do movimento jihadista internacional. Isso o torna ainda mais perigoso para o resto do mundo, inclusive para o Brasil, que não é alvo mas pode ser palco de atentados terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

OMS declara emergência mundial por causa do vírus zika

A Organização Mundial da Saúde declarou hoje que a epidemia do vírus zika é uma "emergência internacional de saúde pública, noticiou o jornal americano The Washington Post

É a terceira vez que este órgão das Nações Unidas faz isso. A primeira vez foi contra a pandemia da gripe suína (vírus H1N1), em 2009, e a mais recente foi por causa da epidemia do vírus ebola no Oeste da África, em 2014 e 2015.

A decisão foi tomada numa reunião do comitê de emergência da OMS diante da "propagação explosiva" do vírus zika nas Américas Central e do Sul, principalmente no Brasil, onde foram detectados 4 mil casos de bebês nascidos com microcefalia por causa da doença em suas mães durante a gravidez.

Com a declaração da emergência, a OMS deve agilizar a ajuda aos 22 países mais afetados e preparar outros países para enfrentar a propagação da doença. Também haverá ênfase nos impactos sobre fetos, crianças e adultos.

O vírus zika, identificado pela primeira vez em florestas de Uganda, no Centro da África, só foi ligado à microcefalia no ano passado por médicos do Nordeste do Brasil alarmados com a explosão dos casos em recém-nascidos na região mais pobre do Brasil.

Desta vez, a OMS foi mais rápida, depois de ser muito criticada por demorar a reagir à epidemia de ebola.

Diante da certeza de que a doença deve chegar à Flórida e ao Texas, estados do Sul dos Estados Unidos onde os verões são quentes e há pântanos infestados de mosquitos, o presidente Barack Obama se mobilizou para que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus zika. Mas isso pode demorar alguns anos.

No momento, as autoridades de vários países desaconselham viagens aos países infectados, o que pode ter um impacto sobre o turismo e a Olimpíada do Rio de Janeiro. Este momento que serviria para celebrar a ascensão do Brasil no cenário internacional pode virar motivo de vergonha nacional.

As mulheres grávidas com suspeita de zika devem fazer exames médicos. Se a doença for confirmada, devem fazer ultrassonografia para saber se o feto foi atingido. A expectativa é de um grande aumento no número de abortos, que são permitidos nos EUA, mas proibidos nos países onde a situação é mais grave hoje.

sábado, 14 de novembro de 2015

França declara guerra ao Estado Islâmico

Ao lado do ex-presidente conservador Nicolas Sarkozy para mostrar unidade nacional, o presidente socialista François Hollande acusou hoje o "exército jihadista do Estado Islâmico" de realizar "ações de guerra" contra a França e prometeu uma resposta implacável. A onda de terror deixou 129 mortos e 352 feridos, 99 em estado grave.

"O que aconteceu ontem em Paris e Saint-Denis foi um ato de guerra e, diante da guerra, o país deve tomar as decisões apropriadas", afirmou Hollande. Ele estava no Estádio da França assistindo a uma partida amistosa entre as seleções de futebol da França e da Alemanha, quando houve a primeira explosão do lado de fora.

Na visão do presidente francês, foi "um ataque aos valores que defendemos em todo o mundo" como "um país livre que fala pelo conjunto do planeta". Hollande descreveu os acontecimentos como "uma barbárie absoluta".

Hollande acrescentou: "É um ato de guerra que foi preparado, organizado e planejado do exterior com cumplicidade interna. A investigação vai esclarecer os fatos. (...) A França é forte e, embora possa ser ferida, se levanta sempre e nada vai conseguir derrubá-la."

Para os terroristas do Estado Islâmico, foram ações contra "a capital do adultério e do vício".

Essa é uma ideia antiga nas mentes dos muçulmanos. Está em O Paraíso dos Infiéis, livro escrito por Mehmed Efendi, embaixador do Império Otomano na França em 1720-21, escandalizado com as orgias e a licenciosidade da sociedade francesa na época.

A polícia francesa identificou hoje um dos terroristas mortos no teatro Bataclan como cidadão francês. Dos três terroristas suicidas que atacaram o Estádio da França, um era francês, outro tinha passaporte egípcio e um terceiro passaporte sírio, mas os passaportes podem ser falsos para complicar a investigação.

O procurador da República em Paris, François Molins, declarou que os ataques foram realizados por três grupos coordenados: um atacou o estádio; outro, o teatro; e um terceiro, bares e restaurantes no 10º e 11º distritos da capital francesa.

Pelo menos um homem-bomba tentou entrar no estádio, provavelmente para se detonar no meio da torcida. O terrorista com passaporte sírio entrou na Europa vindo da Turquia através da ilha de Leros, na Grécia. Isso vai alimentar o discurso neofascista da Frente Nacional, que tenta associar todo imigrante muçulmano ao risco de terrorismo, e de outros partidos europeus de extrema direita.

Os muçulmanos, descendentes de imigrantes principalmente das antigas colônias francesas na África e no Oriente Médio, são hoje quase 10% da população da França e dois terços dos presos. As cadeias são um lugar de radicalização.

Até hoje, grupos terroristas evitaram ataques em estádios, talvez por causa da inevitável reação contrária da opinião pública. O EI não está interessado nas opiniões de torcedores que vão a jogo de dois países cristãos. Abre um precedente perigoso, inclusive para a Olimpíada do Rio.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Agência antidoping quer excluir atletas da Rússia da Olimpíada do Rio

Diante de provas de doping apoiado por entidades oficiais, uma comissão independente da Agência Mundial de Combate ao Doping (WADA, do inglês) recomendou a exclusão da Rússia de todas as competições internacionais, inclusive das provas de atletismo da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Seria a medida mais drástica já tomada contra uma federação nacional.

De acordo com o relatório da investigação, divulgado hoje, a Rússia realizou durante anos um programa sistemático de doping patrocinado pelo governo federal, inclusive na véspera dos Jogos Olímpicos de Inverno disputados em Sóchi, na Rússia, em 2014.

O foco central da investigação foi o atletismo, mas documentos encontrados no Ministério dos Esportes e na agência oficial antidoping apontam o envolvimento de outras modalidades esportivas.