Em mais um sinal do desprezo por aliados e da sua visão negocista da política, o presidente Donald Trump pediu um aumento de 400% para que a Coreia do Sul pague no próximo ano US$ 4,7 bilhões pela proteção militar dos Estados Unidos, que mantêm forças no país desde a Guerra da Coreia (1950-53), hoje cerca de 28,5 mil homens.
O Acordo de Medidas Especiais, que cobra a maioria das despesas pela presença militar americana na Coreia do Sul, está sendo renegociado. Não é a primeira vez que Trump quer aumentar preço. No ano passado, queria mais 50%. Acabou aceitando 8%. Exigiu em troca uma renegociação a cada ano.
Em última análise, a atitude de Trump abala a aliança entre os dois países e leva a Coreia do Sul a duvidar da proteção militar americana e partir para se tornar mais autossuficiente em segurança e defesa. Os EUA de Trump são inconfiáveis.
Alarmados pelos 400% de Trump, os Departamentos de Estado e da Defesa tentam justificar o aumento para os sul-coreanos. A Casa Branca quer incluir no preço a prontidão das tropas americanas, as manobras militares conjuntas e a rotação das tropas dos EUA.
A Coreia do Sul alega que estas obrigações não estão previstas no tratado bilateral de defesa. O presidente americano recuou no ano passado, mas este ano, inclusive pelo percentual de aumento pedido, a situação parece outra.
Os EUA podem pressionar a Coreia do Sul a retomar o acordo de cooperação em inteligência com o Japão e assim melhorar a relação bilateral dos dois países do Leste da Ásia, os maiores aliados americanos na região, que estão abaladas. Podem exigir que a Coreia do Sul não faça negócios com a companhia chinesa fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei, que a Casa Branca está boicotando, ou que o país aceite instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances.
Do ponto de vista dos EUA, o aumento de preço faz parte de uma iniciativa de Trump de renegociar e reestruturar a presença militar americana ao redor do mundo, especialmente em países que ficaram ricos e podem gastar muito mais com defesa.
Do lado sul-coreano, é um sinal de que os EUA deixaram de ser um aliado confiável, o que obriga o país a ser mais independente, investir mais em defesa e considerar a possibilidade de desenvolver armas atômicas.
A Coreia do Norte já tem armas nucleares, as negociações de desarmamento de Trump com o ditador Kim Jong Un não levaram a lugar nenhum e ninguém acredita que o regime comunista de Pyongyang esteja disposto a abrir mão de todo arsenal atômico, desenvolvido a um custo elevado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Trump ataca aliados da OTAN e pede para dobrarem gastos militares
O presidente Donald Trump acusou hoje os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de não gastar o combinado com defesa e a Alemanha de ser dependente da importação de energia da Rússia, o que anularia os esforços dos Estados Unidos para proteger o continente.
Na sua estratégia de desestabilizar os parceiros para obter vantagens nas negociações, Trump lamentou que apenas cinco dos 29 países da aliança militar liderada pelos EUA gastem 2% do produto interno bruto com defesa, uma meta estabelecida para 2024, e propôs dobrar esse percentual para 4% do PIB.
Como sempre, tratando-se de Trump, não se sabe se os 4% são um objetivo político ou uma tática de negociação. Diante das câmeras, o presidente americano afirmou que a Alemanha abandonou o carvão e a energia nuclear - e "foi capturada pela Rússia".
Mentindo como de costume, Trump declarou que a Alemanha importa 70% de sua energia da Rússia. O número verdadeiro é 13%. O presidente está querendo vender gás natural americano ou desviar as atenções de seu encontro de cúpula com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, acusado nos EUA de interferir nas eleições de 2016 para ajudar Trump.
Apesar das insinuações em contrário, o presidente dos EUA manteve o compromisso de fortalecer a aliança diante da Rússia e de manter as sanções aprovadas depois da intervenção militar na Ucrânia e da anexação ilegal da Crimeia.
Na reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), no mês passado, Trump disse que a Crimeia deveria ser parte da Rússia porque a maioria da população fala russo e tem origem russa.
Em resposta, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, citada pelo jornal The Guardian, lembrou que foi criada na antiga Alemanha Oriental e que, portanto, não precisa de lições sobre como lidar com regimes autoritárias.
"Tive a experiência eu mesmo em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética", disse Merkel. "Estou feliz que hoje estamos unidos em liberdade na República Federal da Alemanha. Por causa disso, podemos fazer políticas e tomar decisões independentemente."
Na sua estratégia de desestabilizar os parceiros para obter vantagens nas negociações, Trump lamentou que apenas cinco dos 29 países da aliança militar liderada pelos EUA gastem 2% do produto interno bruto com defesa, uma meta estabelecida para 2024, e propôs dobrar esse percentual para 4% do PIB.
Como sempre, tratando-se de Trump, não se sabe se os 4% são um objetivo político ou uma tática de negociação. Diante das câmeras, o presidente americano afirmou que a Alemanha abandonou o carvão e a energia nuclear - e "foi capturada pela Rússia".
Mentindo como de costume, Trump declarou que a Alemanha importa 70% de sua energia da Rússia. O número verdadeiro é 13%. O presidente está querendo vender gás natural americano ou desviar as atenções de seu encontro de cúpula com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, acusado nos EUA de interferir nas eleições de 2016 para ajudar Trump.
Apesar das insinuações em contrário, o presidente dos EUA manteve o compromisso de fortalecer a aliança diante da Rússia e de manter as sanções aprovadas depois da intervenção militar na Ucrânia e da anexação ilegal da Crimeia.
Na reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), no mês passado, Trump disse que a Crimeia deveria ser parte da Rússia porque a maioria da população fala russo e tem origem russa.
Em resposta, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, citada pelo jornal The Guardian, lembrou que foi criada na antiga Alemanha Oriental e que, portanto, não precisa de lições sobre como lidar com regimes autoritárias.
"Tive a experiência eu mesmo em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética", disse Merkel. "Estou feliz que hoje estamos unidos em liberdade na República Federal da Alemanha. Por causa disso, podemos fazer políticas e tomar decisões independentemente."
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
EUA suspendem toda ajuda de segurança ao Paquistão
O governo Donald Trump vai congelar toda ajuda de segurança ao Paquistão até que este país tome medidas mais duras contra as redes de terrorismo islâmico em seu território. A medida vai atrapalhar o apoio logístico e o suprimento das forças dos Estados Unidos no vizinho Afeganistão.
Pelos cálculos do jornal inglês Financial Times, são cerca de US$ 2 bilhões. Dias depois da embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, anunciar que o governo Trump vai segurar a liberação de uma ajuda militar de US$ 255 milhões, Washington confirmou a suspensão de mais de US$ 1 bilhão.
Há anos, os EUA acusam o Paquistão de servir de refúgio para grupos terroristas, inclusive para a milícia dos Talebã (Estudantes), que os americanos combatem no Afeganistão desde 2001. Por um lado, o apoio do Paquistão era considerado indispensável; de outro, o país abriga uma grande quantidade de grupos extremistas muçulmanos que usa na guerra indireta com a Índia.
A maior vítima deste jihadismo é o próprio Paquistão. Entre tantos outros casos, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto foi morta num atentado em 27 de dezembro de 2007, quando fazia campanha para voltar ao poder.
Desde o ano 2000, 62.979 foram mortas no Paquistão pelo terrorismo e a guerra contra o terrorismo. O pico foi em 2009, com 11.704 mortes.
Pelos cálculos do jornal inglês Financial Times, são cerca de US$ 2 bilhões. Dias depois da embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, anunciar que o governo Trump vai segurar a liberação de uma ajuda militar de US$ 255 milhões, Washington confirmou a suspensão de mais de US$ 1 bilhão.
Há anos, os EUA acusam o Paquistão de servir de refúgio para grupos terroristas, inclusive para a milícia dos Talebã (Estudantes), que os americanos combatem no Afeganistão desde 2001. Por um lado, o apoio do Paquistão era considerado indispensável; de outro, o país abriga uma grande quantidade de grupos extremistas muçulmanos que usa na guerra indireta com a Índia.
A maior vítima deste jihadismo é o próprio Paquistão. Entre tantos outros casos, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto foi morta num atentado em 27 de dezembro de 2007, quando fazia campanha para voltar ao poder.
Desde o ano 2000, 62.979 foram mortas no Paquistão pelo terrorismo e a guerra contra o terrorismo. O pico foi em 2009, com 11.704 mortes.
domingo, 5 de novembro de 2017
Popularidade de Macron cai a 35% seis meses depois da eleição
Seis meses depois de sua impressionante vitória nas urnas, só 35% dos franceses aprovam a atuação do jovem presidente Emmanuel Macron, indica uma pesquisa do instituto Harris Interactive divulgada ontem pelo canal de televisão France 2. Em comparação, 32% estão "mais descontentes" e 27% "muito descontentes".
Macron, de centro-direita, mantém o apoio de 80% dos que votaram nele no primeiro turno, em 23 de abril. Entre os eleitores da ultradireitista Marine Le Pen, do esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon e do socialista Benoît Hamon, a rejeição é maciça. O eleitorado conservador de François Fillon se dividiu: 51% aprovam Macron, enquanto 47% estão insatisfeitos.
A maioria dos franceses (52%) gostou do fim da cobrança do imposto predial para 80% dos proprietários de imóveis, mas 45% são contra o aumento da contribuição social geral, 41% contra a redução do imposto sobre fortunas e 35% contra a reforma trabalhista.
Essas reformas destinadas a aumentar o dinamismo da economia da França, a sexta maior do mundo, estimular o investimento e a geração de empregos deram a impressão, reforçada pela propagada da extrema direita e da esquerda, de que Macron é um "presidente dos ricos".
Mais de 60% dos franceses entendem que as políticas de Macron favorecem os mais ricos. Só 7% disseram que ele beneficia mais a classe média e 3% que ajuda mais aos pobres.
Enquanto mais da metade confia no chefe de Estado para "garantir um papel importante para a França a nível internacional" e "garantir a segurança da França", só 27% esperam um aumento do seu poder de compra.
A pesquisa consultou 1.817 pessoas via Internet em 2 e 3 de novembro.
Macron, de centro-direita, mantém o apoio de 80% dos que votaram nele no primeiro turno, em 23 de abril. Entre os eleitores da ultradireitista Marine Le Pen, do esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon e do socialista Benoît Hamon, a rejeição é maciça. O eleitorado conservador de François Fillon se dividiu: 51% aprovam Macron, enquanto 47% estão insatisfeitos.
A maioria dos franceses (52%) gostou do fim da cobrança do imposto predial para 80% dos proprietários de imóveis, mas 45% são contra o aumento da contribuição social geral, 41% contra a redução do imposto sobre fortunas e 35% contra a reforma trabalhista.
Essas reformas destinadas a aumentar o dinamismo da economia da França, a sexta maior do mundo, estimular o investimento e a geração de empregos deram a impressão, reforçada pela propagada da extrema direita e da esquerda, de que Macron é um "presidente dos ricos".
Mais de 60% dos franceses entendem que as políticas de Macron favorecem os mais ricos. Só 7% disseram que ele beneficia mais a classe média e 3% que ajuda mais aos pobres.
Enquanto mais da metade confia no chefe de Estado para "garantir um papel importante para a França a nível internacional" e "garantir a segurança da França", só 27% esperam um aumento do seu poder de compra.
A pesquisa consultou 1.817 pessoas via Internet em 2 e 3 de novembro.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Imprevisibilidade de Trump gera incógnita sobre futuro dos EUA
Nem mesmo o Partido Republicano esperava a vitória do magnata imobiliário e bufão Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos com seu festival de mentiras e agressões a adversários, tratados como inimigos dentro do próprio partido.
Quais serão suas reais prioridades e como ele vai governar, agora que se cercou de bilionários e militares?, perguntam Matthew Goodman e Daniel Remler, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Mentiroso contumaz e patológico, Trump parece ter recuado de promessas radicais da campanha como a construção de um muro na fronteira com o México, acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e abandonar o Acordo de Paris para tentar conter o aquecimento global.
Com sua convicção de que o déficit comercial dos EUA é resultado de negociações mal feitas, Trump deve abandonar a Parceria Transpacífica, diminuindo a influência americana na Ásia no momento de ascensão da China, exatamente a preocupação de Obama, e renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Ao acusar a China de manipular o câmbio, Trump sugere que preferiria um dólar fraco para equilibrar a balança comercial dos EUA, deficitária em mais de US$ 500 bilhões em 2015 (e não US$ 800 bilhões, como diz o presidente eleito). Mas o dólar atingiu nesta semana a maior cotação em 14 anos, com a expectativa de que Trump lance um grande programa de obras de infraestrutura, cortes de impostos e desregulamentação.
Diante da expectativa de aumento nos gastos públicos e na inflação, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, acenou com a probabilidade de elevar os juros três vezes em 2017. Isso fortaleceria ainda mais o dólar.
Se Trump quiser fazer um microgerenciamento como no caso da fábrica de ar condicionado que pressionou a não se transferir para o México e governar pelo Twitter, sua imprevisibilidade e seu estilo agressivo de negociar minando o oponente trarão incerteza e não apenas nos EUA.
Apesar das promessas de ser a voz do trabalhador branco sem curso superior, maior vítima do processo de globalização econômica, a equipe econômica será dominada por três executivos da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, Steve Mnuchin no Departamento do Tesouro, Wilbur Ross no Departamento do Comércio e Gary Cohn no Conselho Econômico Nacional. O megainvestigor Carl Icahn será o assessor especial para regulamentação. Nada indica que vão priorizar os interesses dos trabalhadores.
No setor de segurança e defesa, a dúvida é se James Cachorro Louco Mattis no Departamento de Defesa, o ex-presidente da Exxon Rex Tillerson no Departamento de Estado, o assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que não considera o Islã uma religião mas uma ideologia assassina, e o senador Mike Pompeo, futuro diretor da Agência Central de Inteligência, conseguirão se entender.
Tillerson foi condecorado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem Trump promete superar os problemas bilaterais. Mattis considera a Rússia a maior ameaça aos EUA.
Quais serão suas reais prioridades e como ele vai governar, agora que se cercou de bilionários e militares?, perguntam Matthew Goodman e Daniel Remler, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Mentiroso contumaz e patológico, Trump parece ter recuado de promessas radicais da campanha como a construção de um muro na fronteira com o México, acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e abandonar o Acordo de Paris para tentar conter o aquecimento global.
Com sua convicção de que o déficit comercial dos EUA é resultado de negociações mal feitas, Trump deve abandonar a Parceria Transpacífica, diminuindo a influência americana na Ásia no momento de ascensão da China, exatamente a preocupação de Obama, e renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Ao acusar a China de manipular o câmbio, Trump sugere que preferiria um dólar fraco para equilibrar a balança comercial dos EUA, deficitária em mais de US$ 500 bilhões em 2015 (e não US$ 800 bilhões, como diz o presidente eleito). Mas o dólar atingiu nesta semana a maior cotação em 14 anos, com a expectativa de que Trump lance um grande programa de obras de infraestrutura, cortes de impostos e desregulamentação.
Diante da expectativa de aumento nos gastos públicos e na inflação, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, acenou com a probabilidade de elevar os juros três vezes em 2017. Isso fortaleceria ainda mais o dólar.
Se Trump quiser fazer um microgerenciamento como no caso da fábrica de ar condicionado que pressionou a não se transferir para o México e governar pelo Twitter, sua imprevisibilidade e seu estilo agressivo de negociar minando o oponente trarão incerteza e não apenas nos EUA.
Apesar das promessas de ser a voz do trabalhador branco sem curso superior, maior vítima do processo de globalização econômica, a equipe econômica será dominada por três executivos da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, Steve Mnuchin no Departamento do Tesouro, Wilbur Ross no Departamento do Comércio e Gary Cohn no Conselho Econômico Nacional. O megainvestigor Carl Icahn será o assessor especial para regulamentação. Nada indica que vão priorizar os interesses dos trabalhadores.
No setor de segurança e defesa, a dúvida é se James Cachorro Louco Mattis no Departamento de Defesa, o ex-presidente da Exxon Rex Tillerson no Departamento de Estado, o assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que não considera o Islã uma religião mas uma ideologia assassina, e o senador Mike Pompeo, futuro diretor da Agência Central de Inteligência, conseguirão se entender.
Tillerson foi condecorado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem Trump promete superar os problemas bilaterais. Mattis considera a Rússia a maior ameaça aos EUA.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
França mobiliza 90 mil para segurança da Euro 2016
Mais de 90 mil soldados, policiais e agentes privados da França vão participar da segurança da Euro 2016, a copa da Europa de seleções, que começa em 10 de junho, anunciou hoje o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, noticiou hoje a agência Reuters.
A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.
Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.
Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.
Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.
A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.
A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.
Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.
Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.
Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.
A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Aeroporto internacional de Nova York tem falha de segurança
Sem querer, inadvertidamente, embarquei ontem à noite no Aeroporto Internacional John Fitzgerald Kennedy, em Nova York, com um isqueiro no bolso da mochila.
Na véspera do aniversário dos atentados de 2001, a vigilância era grande, mas o grande volume de passageiros talvez tenha provocado a falha. Só me dei conta quando comprei uma mochila nova e comecei a transferir canetas, cabos, iPad, computador para a mochila.
Na revista de segurança, mandaram tirar o sapato, tirar o computador da mochila e todas as demais exigência de segurança dos aeroportos americanos depois dos atentados de 11 de setembro. Em Porto Alegre, ninguém embarca com isqueiro. Escondido entre canetas hotel, ele burlou a polícia dos Estados Unidos.
Na véspera do aniversário dos atentados de 2001, a vigilância era grande, mas o grande volume de passageiros talvez tenha provocado a falha. Só me dei conta quando comprei uma mochila nova e comecei a transferir canetas, cabos, iPad, computador para a mochila.
Na revista de segurança, mandaram tirar o sapato, tirar o computador da mochila e todas as demais exigência de segurança dos aeroportos americanos depois dos atentados de 11 de setembro. Em Porto Alegre, ninguém embarca com isqueiro. Escondido entre canetas hotel, ele burlou a polícia dos Estados Unidos.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Novo rei da Arábia Saudita rejeita convite de Obama
Num sinal de descontentamento com as negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irã, o novo rei da Arábia Saudita, Salman ben Abdul Aziz al-Saud, não vai participar de uma reunião nos dias 13 e 14 de maio com as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico convocada pelo presidente Barack Obama, informa o jornal The New York Times.
Até sexta-feira, a Casa Branca contava com a presença de Salman, que talvez ligue para Obama hoje para se explicar. Os países do Golfo querem, na reunião a ser realizada em Camp David, na casa de campo dos presidentes americanos, garantias de segurança dos EUA contra a expansão do Irã.
As grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha estão negociando até 30 de junho de 2015 um acordo para desarmar o programa nuclear do Irã e evitar que o país faça bomba atômicas. Israel e os países árabes não acreditam no compromisso do regime fundamentalista iraniano com o desarmamento nuclear.
No domingo, a agência oficial saudita revelou que o país será representado pelos recém-promovidos a primeiro príncipe herdeiro, o ministro do Interior, Mohamed ben Nayef; e segundo príncipe herdeiro, o ministro da Defesa, Mohamed ben Salman, filho do novo rei.
O rei do Bahrein, Hamad ben Issa al-Khalifah, também não vai. Com problemas de saúde, o sultão de Omã e o presidente dos Emirados Árabes Unidos nunca foram esperados. Os outros convidados são os emires do Kuwait e do Catar, que seguem hoje para Washington.
Para o governo Obama, a reunião visa a reassegurar os árabes de que os EUA não estão se retirando do Oriente Médio nem se acomodando diante de uma expansão crescente da influência do Irã no Bahrein, no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen.
As monarquias petroleiras também estão insatisfeitas com uma entrevista recente de Obama a Thomas Friedman, do NY Times. O presidente advertiu que certos países deveriam se preocupar com ameaças internas como "populações alienadas, jovens subempregados, uma ideologia destrutiva e niilista e, em alguns casos, uma sensação de que não há saída política legítima para expressar insatisfação".
Por causa do compromisso com a segurança de Israel, é improvável que os EUA assinem um tratado de defesa mútua com os países do Golfo, que teria de ser aprovado pelo Congresso. Mais provável é a venda de sistemas de defesa americanos de alta tecnologia.
A ausência do novo sultão dará a oportunidade aos EUA de avaliar os novos príncipes herdeiros nomeados por Salman, que representam uma mudança de gerações na política saudita.
Até sexta-feira, a Casa Branca contava com a presença de Salman, que talvez ligue para Obama hoje para se explicar. Os países do Golfo querem, na reunião a ser realizada em Camp David, na casa de campo dos presidentes americanos, garantias de segurança dos EUA contra a expansão do Irã.
As grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha estão negociando até 30 de junho de 2015 um acordo para desarmar o programa nuclear do Irã e evitar que o país faça bomba atômicas. Israel e os países árabes não acreditam no compromisso do regime fundamentalista iraniano com o desarmamento nuclear.
No domingo, a agência oficial saudita revelou que o país será representado pelos recém-promovidos a primeiro príncipe herdeiro, o ministro do Interior, Mohamed ben Nayef; e segundo príncipe herdeiro, o ministro da Defesa, Mohamed ben Salman, filho do novo rei.
O rei do Bahrein, Hamad ben Issa al-Khalifah, também não vai. Com problemas de saúde, o sultão de Omã e o presidente dos Emirados Árabes Unidos nunca foram esperados. Os outros convidados são os emires do Kuwait e do Catar, que seguem hoje para Washington.
Para o governo Obama, a reunião visa a reassegurar os árabes de que os EUA não estão se retirando do Oriente Médio nem se acomodando diante de uma expansão crescente da influência do Irã no Bahrein, no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen.
As monarquias petroleiras também estão insatisfeitas com uma entrevista recente de Obama a Thomas Friedman, do NY Times. O presidente advertiu que certos países deveriam se preocupar com ameaças internas como "populações alienadas, jovens subempregados, uma ideologia destrutiva e niilista e, em alguns casos, uma sensação de que não há saída política legítima para expressar insatisfação".
Por causa do compromisso com a segurança de Israel, é improvável que os EUA assinem um tratado de defesa mútua com os países do Golfo, que teria de ser aprovado pelo Congresso. Mais provável é a venda de sistemas de defesa americanos de alta tecnologia.
A ausência do novo sultão dará a oportunidade aos EUA de avaliar os novos príncipes herdeiros nomeados por Salman, que representam uma mudança de gerações na política saudita.
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segunda-feira, 9 de março de 2015
Comissão Europeia defende criação de Exército da UE
A União Europeia precisa de um exército para responder às ameaças à sua segurança e enviar um sinal claro à Rússia, declarou hoje o presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo do bloco, o ex-primeiro-ministro de Luxemburgo Jean-Claude Juncker.
Sua proposta é que seja uma força complementar à Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar entre a América do Norte e a Europa, liderada pelos Estados Unidos.
Desde o início do processo de integração da Europa, nos anos 1950s, o continente discute a necessidade de criar seu próprio exército. Em 1998, as duas maiores potências militares da UE, a França e o Reino Unido, assinaram a Declaração de Saint-Malo, vista como uma tentativa de colocar em ação a política externa e de segurança comum criada pelo Tratado de Maastricht, de 1991.
Cerca de 20 operações conjuntas foram realizadas desde a cúpula franco-britânica em Saint-Malo. Mas a criação de uma força de reação rápida capaz de mobilizar 60 mil homens em 60 dias e mantê-los em ação durante um ano não avançou.
Sua proposta é que seja uma força complementar à Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar entre a América do Norte e a Europa, liderada pelos Estados Unidos.
Desde o início do processo de integração da Europa, nos anos 1950s, o continente discute a necessidade de criar seu próprio exército. Em 1998, as duas maiores potências militares da UE, a França e o Reino Unido, assinaram a Declaração de Saint-Malo, vista como uma tentativa de colocar em ação a política externa e de segurança comum criada pelo Tratado de Maastricht, de 1991.
Cerca de 20 operações conjuntas foram realizadas desde a cúpula franco-britânica em Saint-Malo. Mas a criação de uma força de reação rápida capaz de mobilizar 60 mil homens em 60 dias e mantê-los em ação durante um ano não avançou.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
China prende outro chefe da espionagem por corrupção
O secretário-executivo do Ministério da Segurança, Ma Jian, foi preso dentro da campanha anticorrupção movida pelo presidente da China, Xi Jinping, noticiou ontem o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
Ma trabalhou durante 30 anos no serviço secreto chinês. Em 2006, tornou-se um dos homens mais poderosos do regime comunista ao se tornar o secretário-executivo encarregado das operações de contrainteligência.
A prisão pode estar relacionada à investigação de uma empresa de alta tecnologia controlada pela Universidade de Beijim, o Founder Group, e seu diretor-presidente, Yu Li. Parentes de Ma Jian também são alvo de inquérito.
Em dezembro de 2014, a campanha anticorrupção prendeu o ex-ministro da Segurança Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o pequeno grupo que manda de fato na China.
Ambos, Ma e Zhou, seriam ligados ao ex-dirigente Bo Xilai, expurgado em março de 2012, antes da ascensão de Xi, num escândalo de corrupção que incluiu o assassinato de um empresário britânico que seria intermediário de negócios escusos no exterior.
Ao lançar a campanha anticorrupção, uma forma de manter a legitimidade do PC numa sociedade cada vez mais rica e desigual, Xi prometeu "caçar das moscas aos tigres". Outros tigres sob investigação são o vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e o ex-secretário do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.
Ma trabalhou durante 30 anos no serviço secreto chinês. Em 2006, tornou-se um dos homens mais poderosos do regime comunista ao se tornar o secretário-executivo encarregado das operações de contrainteligência.
A prisão pode estar relacionada à investigação de uma empresa de alta tecnologia controlada pela Universidade de Beijim, o Founder Group, e seu diretor-presidente, Yu Li. Parentes de Ma Jian também são alvo de inquérito.
Em dezembro de 2014, a campanha anticorrupção prendeu o ex-ministro da Segurança Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o pequeno grupo que manda de fato na China.
Ambos, Ma e Zhou, seriam ligados ao ex-dirigente Bo Xilai, expurgado em março de 2012, antes da ascensão de Xi, num escândalo de corrupção que incluiu o assassinato de um empresário britânico que seria intermediário de negócios escusos no exterior.
Ao lançar a campanha anticorrupção, uma forma de manter a legitimidade do PC numa sociedade cada vez mais rica e desigual, Xi prometeu "caçar das moscas aos tigres". Outros tigres sob investigação são o vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e o ex-secretário do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Venezuela reforça segurança nos supermercados
Por medo de saques, o governo da Venezuela reforçou a segurança nos supermercados de todo o país, anunciou hoje a ministra do Interior, Carmen Melendez, reportou o jornal Últimas Noticias.
A escassez de produtos básicos tem levado à formação de longas filas nos supermercados, onde houve protestos e tentativas de saque. Meléndez pediu calma e prometeu garantir o suprimento de produtos básicos.
Com a queda de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a economia venezuelana está à beira do colapso, mas o regime chavista se nega a mudar a política econômica que deixou o país com uma das maiores reservas mundiais de petróleo sem dinheiro para pagar as importações.
A escassez de produtos básicos tem levado à formação de longas filas nos supermercados, onde houve protestos e tentativas de saque. Meléndez pediu calma e prometeu garantir o suprimento de produtos básicos.
Com a queda de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a economia venezuelana está à beira do colapso, mas o regime chavista se nega a mudar a política econômica que deixou o país com uma das maiores reservas mundiais de petróleo sem dinheiro para pagar as importações.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Parlamento convoca eleições para 17 de março em Israel
A Knesset, o Parlamento de Israel, aprovou hoje sua autodissolução e marcou eleições antecipadas para 17 de março de 2015. O governo linha-dura israelense caiu ontem, quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demitiu dois ministros contrários ao projeto que declara oficialmente que o país é um "Estado Judaico", com implicações sérias sobre a democracia e a discriminação às minorias árabe e drusa.
Diante do aumento das ameaças à segurança de Israel, do extremismo muçulmano ao programa nuclear do Irã, Netanyahu confia em obter um quarto mandato apresentando-se como o único líder capaz os novos e antigos desafios.
Diante do aumento das ameaças à segurança de Israel, do extremismo muçulmano ao programa nuclear do Irã, Netanyahu confia em obter um quarto mandato apresentando-se como o único líder capaz os novos e antigos desafios.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Secretário da Defesa dos EUA pede demissão
CAMBRIDGE-MA, EUA - O presidente Barack Obama está anunciando neste momento a demissão do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, um republicano, o primeiro veterano de guerra a ocupar o cargo. Apesar dos muitos elogios, a rede de televisão americana CNN informa que ele foi pressionado a sair.
No momento, os EUA enfrentam múltiplos desafios de segurança, da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à crescente agressividade da Rússia em relação às ex-repúblicas da União Soviética, passando pela retirada parcial do Afeganistão, a afirmação da China como superpotência, as negociações para desarmar o programa nuclear do Irã e o aumento do terrorismo muçulmano na África.
Hagel fica no cargo até a aprovação de um novo chefe do Pentágono pelo Congresso. Ele estaria em conflito com os assessores de segurança nacional da Casa Branca. Nos últimos dias, Obama mudou de posição na Guerra do Afeganistão, onde os EUA devem manter as missões de combate depois da retirada do grosso das tropas no fim de 2014.
O secretário também teria advertido o presidente de que talvez seja necessário enviar soldados americanos para realizar operações terrestres contra o Estado Islâmico, como aconselham os comandantes militares, algo que Obama prometeu ao povo americano que jamais fará.
Hagel fica no cargo até a aprovação de um novo chefe do Pentágono pelo Congresso. Ele estaria em conflito com os assessores de segurança nacional da Casa Branca. Nos últimos dias, Obama mudou de posição na Guerra do Afeganistão, onde os EUA devem manter as missões de combate depois da retirada do grosso das tropas no fim de 2014.
O secretário também teria advertido o presidente de que talvez seja necessário enviar soldados americanos para realizar operações terrestres contra o Estado Islâmico, como aconselham os comandantes militares, algo que Obama prometeu ao povo americano que jamais fará.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Ciberpiratas atacam 300 empresas da Noruega
Mais de 300 empresas norueguesas de energia e petróleo foram alvo de um ataque cibernético em grande escala. Os hackers conseguiram invadir pelo menos 50.
A Autoridade de Segurança Nacional da Noruega faz um alerta, advertindo que outras 250 correram risco. Entre as companhias atacadas, está a estatal de petróleo Statoil, confirmou o porta-voz da empresa, Orjan Haraldsveit.
A Autoridade de Segurança Nacional da Noruega faz um alerta, advertindo que outras 250 correram risco. Entre as companhias atacadas, está a estatal de petróleo Statoil, confirmou o porta-voz da empresa, Orjan Haraldsveit.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Máfia russa rouba 1,2 bilhão de senhas
Uma máfia da Rússia roubou a maior quantidade de identidades digitais da história. São 1,2 bilhões de nomes de usuários e respectivas senhas, e mais de 500 mil endereços de correio eletrônico, revelou a empresa de segurança na Internet Hold Security, de Milwaukee, nos Estados Unidos.
Os dados foram pirateados em 420 mil sítios de grandes, médias e pequenas empresas com negócios na rede mundial de computadores.
"Os hackers não visaram só empresas americanas, atacaram todo sítio que puderam, das 500 maiores empresas da lista da revista Forbes até pequenos sítios", declarou Alex Holdon, fundador e diretor de segurança da Hold Security, ao jornal The New York Times.
Os dados foram pirateados em 420 mil sítios de grandes, médias e pequenas empresas com negócios na rede mundial de computadores.
"Os hackers não visaram só empresas americanas, atacaram todo sítio que puderam, das 500 maiores empresas da lista da revista Forbes até pequenos sítios", declarou Alex Holdon, fundador e diretor de segurança da Hold Security, ao jornal The New York Times.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
EUA recomenda a americanos que saiam da Líbia
Os Estados Unidos aconselharam ontem seus cidadãos a "abandonar imediatamente" a Líbia por causa da situação do país, descrita pelo Departamento de Estado como "instável e imprevisível".
"Diante dos problemas de segurança, o Departamento de Estado reduziu o pessoal na embaixada em Trípoli e tem capacidade apenas para oferecer serviços de emergência a cidadãos americanos", disse a nota. "Os viajantes devem estar conscientes de correm risco de sequestro e morte."
Uma revolução deflagrada em fevereiro de 2011, dentro da chamada Primavera Árabe, derrubou em agosto daquele ano a ditadura do coronel Muamar Kadafi, que estava no poder desde 1969 e destruíra as instituições do país. Sem Forças Armadas regulares significativas, a Líbia é dominada até hoje pelas milícias que o derrubaram, num estado de caos e anarquia.
Na terça-feira, homens armados atacaram a casa do novo primeiro-ministro, Ahmed Miitig. Os EUA enviaram um navio de assalto anfíbio com mil fuzileiros navais a bordo para retirar funcionários e cidadãos americanos do país em caso de necessidade.
Em 12 de setembro de 2012, um ataque de milícias inicialmente confundido com uma manifestação de protesto contra um filme antimuçulmano matou quatro funcionários americanos no consulado americano em Bengázi, inclusive o embaixador Christopher Stevens.
Até hoje, a oposição republicana tenta explorar politicamente o episódio na tentativa de atingir a então secretária de Estado, Hillary Clinton, que desponta como favorita para a eleição presidencial de 2016. Deveria se preocupar mais com a estabilidade da Líbia.
"Diante dos problemas de segurança, o Departamento de Estado reduziu o pessoal na embaixada em Trípoli e tem capacidade apenas para oferecer serviços de emergência a cidadãos americanos", disse a nota. "Os viajantes devem estar conscientes de correm risco de sequestro e morte."
Uma revolução deflagrada em fevereiro de 2011, dentro da chamada Primavera Árabe, derrubou em agosto daquele ano a ditadura do coronel Muamar Kadafi, que estava no poder desde 1969 e destruíra as instituições do país. Sem Forças Armadas regulares significativas, a Líbia é dominada até hoje pelas milícias que o derrubaram, num estado de caos e anarquia.
Na terça-feira, homens armados atacaram a casa do novo primeiro-ministro, Ahmed Miitig. Os EUA enviaram um navio de assalto anfíbio com mil fuzileiros navais a bordo para retirar funcionários e cidadãos americanos do país em caso de necessidade.
Em 12 de setembro de 2012, um ataque de milícias inicialmente confundido com uma manifestação de protesto contra um filme antimuçulmano matou quatro funcionários americanos no consulado americano em Bengázi, inclusive o embaixador Christopher Stevens.
Até hoje, a oposição republicana tenta explorar politicamente o episódio na tentativa de atingir a então secretária de Estado, Hillary Clinton, que desponta como favorita para a eleição presidencial de 2016. Deveria se preocupar mais com a estabilidade da Líbia.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Obama reafirma compromisso com segurança do Japão
No início de uma visita à Ásia, o presidente Barack Obama reafirmou hoje diante do primeiro-ministro Shinzo Abe o compromisso dos Estados Unidos de garantir a segurança do Japão, inclusive das ilhas Senkaku, disputadas pela China, que as chama de Diaoyu, mas negou ter traçado qualquer limite. Ao contrário, pediu diálogo pacífico em torno do problema.
Durante a entrevista, Obama voltou a ameaçar a Rússia com mais sanções, caso o Kremlin mantenha sua intervenção militar no Leste da Ucrânia. O presidente americano lamentou que a Rússia não tenha feito nada para "desescalar" o conflito.
Ao contrário, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou o governo provisório de cometer "crimes graves" ao tentar desalojar os manifestantes aliados de Moscou de prédios públicos de várias cidades ucranianas, mas um sinal de que a Rússia está pronta para atacar com os 40 mil soldados recentemente estacionados junto à fronteira da Ucrânia.
Durante a entrevista, Obama voltou a ameaçar a Rússia com mais sanções, caso o Kremlin mantenha sua intervenção militar no Leste da Ucrânia. O presidente americano lamentou que a Rússia não tenha feito nada para "desescalar" o conflito.
Ao contrário, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou o governo provisório de cometer "crimes graves" ao tentar desalojar os manifestantes aliados de Moscou de prédios públicos de várias cidades ucranianas, mas um sinal de que a Rússia está pronta para atacar com os 40 mil soldados recentemente estacionados junto à fronteira da Ucrânia.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Brasil gasta menos e América Central se reforça
A América Latina, o subcontinente com os maiores índices de homicídio do mundo, onde o risco de guerra entre os países é menor, os orçamentos de defesa aumentaram 2,2% em 2013 e 61% nos últimos 10 anos. O maior impacto vem da guerra contras as máfias do tráfico de drogas, observa o Instituto de Pesquisas sobre a Paz Internacional de Estocolmo (Sipri).
Na América do Sul, o avanço de 1,6% foi pequeno por causa de uma redução de 3,9% nas despesas militares do Brasil, que têm as maiores Forças Armadas da região, para US$ 31,5 bilhões. O Paraguai liderou o crescimento com alta de 33%, seguido pela Colômbia, que negocia a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Diante da guerra do México contra as drogas, as gangues de traficantes migraram para a América Central, onde houve significativas altas nos orçamentos militares em Honduras (22%), na Nicarágua (18%) e na Guatemala (11%). O México gastou mais 5,1%.
Na América do Sul, o avanço de 1,6% foi pequeno por causa de uma redução de 3,9% nas despesas militares do Brasil, que têm as maiores Forças Armadas da região, para US$ 31,5 bilhões. O Paraguai liderou o crescimento com alta de 33%, seguido pela Colômbia, que negocia a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Diante da guerra do México contra as drogas, as gangues de traficantes migraram para a América Central, onde houve significativas altas nos orçamentos militares em Honduras (22%), na Nicarágua (18%) e na Guatemala (11%). O México gastou mais 5,1%.
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Mundo gastou US$ 1,75 trilhão em armas em 2013
Com a redução dos orçamentos de defesa no Ocidente, sobretudo nos Estados Unidos, os gastos militares caíram pelo segundo ano consecutivo, desta vez em 1,9%, para US$ 1,75 trilhão, revelou hoje o Sipri (Instituto de Pesquisas da Paz Internacional de Estocolmo). Mas estão subindo no resto do mundo. O Brasil caiu do 10º para o 12º lugar, com US$ 31,5 bilhões.
Depois de sair do Iraque no fim de 2011 e de preparar a retirada do Afeganistão, os EUA cortaram o orçamento do Pentágono em 7,8%, mas ainda lideram as despesas militares por grande margem, com US$ 640 bilhões, 37% do total. Logo atrás, vem China, Rússia e Arábia Saudita, parte de um grupo de 23 países que dobraram os gastos com defesa nos últimos 10 anos.
Na Ásia e na Oceania, o gasto total subiu 3,6% para US$ 407 bilhões. Com alta de 7,4% para US$ 188 bilhões e de 170% nos últimos 10 anos, a China foi responsável por quase todo o aumento regional. Isso assusta os países vizinhos, que tendem a se reforçar, sobretudo o Japão, inimigo histórico, onde o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta revogar o artigo 9 da Constituição imposta pelos EUA em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, que impede o país de realizar operações militares no exterior.
A Rússia, que no momento intervém militarmente na Ucrânia, teve despesas militares de US$ 88 bilhões, com aumento de 108% em 10 anos e de 4,8% no ano passado. Pela primeira vez desde 2003, gastou uma porcentagem maior do PIB em defesa (4,1%) do que os EUA (3,8%).
O Plano Estatal de Armamentos prevê um investimento de US$ 708 bilhões de 2011 a 2020 para substituir 70% do arsenal russo por equipamentos novos e modernos como parte do delírio de grandeza do protoditador Vladimir Putin de restaurar parte do poder imperial soviético.
No Oriente Médio, onde se trava a guerra civil na Síria, o conflito armado mais grave hoje no mundo, os orçamentos aumentaram 4% em 2013, chegando a US$ 150 bilhões. Como o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Irã e a Síria não divulgaram suas cifras, a estimativa pode estar incorreta. O maior aumento na região foi de 27% no Iraque, que reconstroi suas Forças Armadas, destruídas pela invasão americana de 2003.
Assustada com o programa nuclear do Irã e especialmente com a reaproximação da república islâmica com os EUA, a Arábia Saudita gastou US$ 67 bilhões, 14% a mais, superando o Japão, o Reino Unido e a França em 2013 para ficar em quarto lugar.
Por causa das ameaças regionais, a Turquia e a Coreia do Sul também se reforçaram, enquanto Brasil, França, Reino Unido, Itália, Austrália e Canadá, além dos EUA, gastaram menos em armas.
Na América Latina, o subcontinente mais violento do mundo em criminalidade, houve um aumento de 2,2% em 2013 e de 61% nos últimos 10 anos.
Depois de sair do Iraque no fim de 2011 e de preparar a retirada do Afeganistão, os EUA cortaram o orçamento do Pentágono em 7,8%, mas ainda lideram as despesas militares por grande margem, com US$ 640 bilhões, 37% do total. Logo atrás, vem China, Rússia e Arábia Saudita, parte de um grupo de 23 países que dobraram os gastos com defesa nos últimos 10 anos.
Na Ásia e na Oceania, o gasto total subiu 3,6% para US$ 407 bilhões. Com alta de 7,4% para US$ 188 bilhões e de 170% nos últimos 10 anos, a China foi responsável por quase todo o aumento regional. Isso assusta os países vizinhos, que tendem a se reforçar, sobretudo o Japão, inimigo histórico, onde o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta revogar o artigo 9 da Constituição imposta pelos EUA em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, que impede o país de realizar operações militares no exterior.
A Rússia, que no momento intervém militarmente na Ucrânia, teve despesas militares de US$ 88 bilhões, com aumento de 108% em 10 anos e de 4,8% no ano passado. Pela primeira vez desde 2003, gastou uma porcentagem maior do PIB em defesa (4,1%) do que os EUA (3,8%).
O Plano Estatal de Armamentos prevê um investimento de US$ 708 bilhões de 2011 a 2020 para substituir 70% do arsenal russo por equipamentos novos e modernos como parte do delírio de grandeza do protoditador Vladimir Putin de restaurar parte do poder imperial soviético.
No Oriente Médio, onde se trava a guerra civil na Síria, o conflito armado mais grave hoje no mundo, os orçamentos aumentaram 4% em 2013, chegando a US$ 150 bilhões. Como o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Irã e a Síria não divulgaram suas cifras, a estimativa pode estar incorreta. O maior aumento na região foi de 27% no Iraque, que reconstroi suas Forças Armadas, destruídas pela invasão americana de 2003.
Assustada com o programa nuclear do Irã e especialmente com a reaproximação da república islâmica com os EUA, a Arábia Saudita gastou US$ 67 bilhões, 14% a mais, superando o Japão, o Reino Unido e a França em 2013 para ficar em quarto lugar.
Por causa das ameaças regionais, a Turquia e a Coreia do Sul também se reforçaram, enquanto Brasil, França, Reino Unido, Itália, Austrália e Canadá, além dos EUA, gastaram menos em armas.
Na América Latina, o subcontinente mais violento do mundo em criminalidade, houve um aumento de 2,2% em 2013 e de 61% nos últimos 10 anos.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
China aumenta gasto militar para US$ 148 bi em 2014
O orçamento militar da China aumentou de US$ 139,2 bilhões no ano passado para US$ 148 bilhões. É o segundo maior do mundo, muito abaixo dos Estados Unidos, que reduziram de US$ 664,3 bilhões em 2012 para US$ 574 bilhões em 2013, estima a empresa de consultoria e análise do setor de defesa IHS Jane's.
Em 2015, os gastos militares chineses vão superar os da Alemanha, França e Reino Unido somados; em 2024, devem superar toda a Europa Ocidental, informa o jornal The New York Times.
Esse aumento de gastos é acompanhado de uma política de defesa agressiva em que a China tenta se impor pela força nas disputas territoriais que têm com quase todos os vizinhos nos mares que a cercam, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Brunei, Filipinas, Malásia e Vietnã.
Em 2015, os gastos militares chineses vão superar os da Alemanha, França e Reino Unido somados; em 2024, devem superar toda a Europa Ocidental, informa o jornal The New York Times.
Esse aumento de gastos é acompanhado de uma política de defesa agressiva em que a China tenta se impor pela força nas disputas territoriais que têm com quase todos os vizinhos nos mares que a cercam, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Brunei, Filipinas, Malásia e Vietnã.
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