Dois reféns, um americano e outro sul-africano, foram mortos pela rede terrorista Al Caeda na Península Arábica durante uma fracassada tentativa de resgate feita por comandos de elite dos Estados Unidos, admitiu hoje o secretário da Defesa americano, Chuck Hagel.
Quando o comando de operações especiais com 40 soldados estava a cerca de 100 metros do esconderijo, na madrugada deste sábado, os seqüestradores perceberam sua presença. Num tiroteio de meia hora, os reféns foram mortos. Um deles era o jornalista britânico naturalizado americano Luke Somers; o outro, o assistente social sul-africano Pierre Korkie.
A Casa Branca lamentou o fracasso da operação, mas alegou que não tinha alternativa porque os terroristas estavam decididos a matar Somers: "Eles iam executá-lo neste sábado", declarou um alto funcionário do governo dos EUA ao jornal The Wall St. Journal.
Depois da operação que matou Ossama ben Laden, em Abotabade, no Paquistão, em 2 de maio de 2011, as ações de comandos de elite se mostraram uma opção importante na luta contra o terrorismo. Mas o risco de um resgate é sempre elevado.
Os serviços secretos americanos localizaram o refém na quinta-feira. O Comando Conjunto de Operações Especiais do Pentágono queria realizar a ação no dia seguinte. Na sexta-feira de manhã, o presidente Barack Obama aprovou a operação, com o apoio unânime de seus principais assessores, e ps EUA pediram autorização ao presidente do Iêmen.
Pelo relato dos altos funcionários do Pentágono, assim que o tiroteio começou, um militante da Caeda correu em direção ao prédio onde estariam os reféns, dentro de um complexo cercado por um muro alto. Naquele momento, eles devem ter sido mortos. Os americanos alegam que seus tiros não podem ser responsáveis pelas mortes porque havia um muro entre eles e o local onde estavam os reféns.
Um morreu no avião de resgate, um Ospreys V-22; o outro quando era operado no navio de assalto anfíbio USS Makin Island, estacionado na costa do Iêmen. Seis terroristas morreram na ação. Os comandos saíram ilesos. Pouco depois, a principal assessora antiterrorismo da Casa Branca, Lisa Monaco, revelou o fracasso ao presidente, que condenou a execução dos reféns.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 6 de dezembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Secretário da Defesa dos EUA pede demissão
CAMBRIDGE-MA, EUA - O presidente Barack Obama está anunciando neste momento a demissão do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, um republicano, o primeiro veterano de guerra a ocupar o cargo. Apesar dos muitos elogios, a rede de televisão americana CNN informa que ele foi pressionado a sair.
No momento, os EUA enfrentam múltiplos desafios de segurança, da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à crescente agressividade da Rússia em relação às ex-repúblicas da União Soviética, passando pela retirada parcial do Afeganistão, a afirmação da China como superpotência, as negociações para desarmar o programa nuclear do Irã e o aumento do terrorismo muçulmano na África.
Hagel fica no cargo até a aprovação de um novo chefe do Pentágono pelo Congresso. Ele estaria em conflito com os assessores de segurança nacional da Casa Branca. Nos últimos dias, Obama mudou de posição na Guerra do Afeganistão, onde os EUA devem manter as missões de combate depois da retirada do grosso das tropas no fim de 2014.
O secretário também teria advertido o presidente de que talvez seja necessário enviar soldados americanos para realizar operações terrestres contra o Estado Islâmico, como aconselham os comandantes militares, algo que Obama prometeu ao povo americano que jamais fará.
Hagel fica no cargo até a aprovação de um novo chefe do Pentágono pelo Congresso. Ele estaria em conflito com os assessores de segurança nacional da Casa Branca. Nos últimos dias, Obama mudou de posição na Guerra do Afeganistão, onde os EUA devem manter as missões de combate depois da retirada do grosso das tropas no fim de 2014.
O secretário também teria advertido o presidente de que talvez seja necessário enviar soldados americanos para realizar operações terrestres contra o Estado Islâmico, como aconselham os comandantes militares, algo que Obama prometeu ao povo americano que jamais fará.
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domingo, 19 de outubro de 2014
Espanha vai treinar Exército do Iraque
Como contribuição à luta contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), militares espanhóis vão ajudar a treinar o Exército do Iraque, anunciou ontem o ministro da Defesa da Espanha, Pedro Morenes, depois de encontro com o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, informa o sítio de notícias France24.
Os instrutores espanhóis chegam ao Iraque no fim de 2014 e não devem se envolver em missões de combate.
A Espanha, na época governada pelo primeiro-ministro conservador José María Aznar, participou da invasão do Iraque liderada pelos EUA de George W. Bush em março de 2003. Diante da reação negativa da opinião pública, o então líder da oposição, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu retirar as tropas espanholas. Com a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições de 11 de março de 2004, a Espanha saiu da guerra do Iraque.
Os instrutores espanhóis chegam ao Iraque no fim de 2014 e não devem se envolver em missões de combate.
A Espanha, na época governada pelo primeiro-ministro conservador José María Aznar, participou da invasão do Iraque liderada pelos EUA de George W. Bush em março de 2003. Diante da reação negativa da opinião pública, o então líder da oposição, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu retirar as tropas espanholas. Com a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições de 11 de março de 2004, a Espanha saiu da guerra do Iraque.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
EUA autorizam ataques a Estado Islâmico na Síria
O alto comando das Forças Armadas dos Estados Unidos autorizou bombardeios aéreos contra a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) em território da Síria, revelou hoje o secretário da Defesa, Chuck Hagel.
A ditadura de Bachar Assad e a Rússia e a China, que a apoiam, consideram ilegal qualquer ataque sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Depois de muito relutar, o presidente Barack Obama decidiu usar a força contra o EIIL, responsável pela degola de dois jornalistas americanos sequestrados na Síria, por vários massacres e pela perseguição de minorias.
Obama promete manter o controle sobre a escolha dos alvos a serem atingidos na Síria.
A ditadura de Bachar Assad e a Rússia e a China, que a apoiam, consideram ilegal qualquer ataque sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Depois de muito relutar, o presidente Barack Obama decidiu usar a força contra o EIIL, responsável pela degola de dois jornalistas americanos sequestrados na Síria, por vários massacres e pela perseguição de minorias.
Obama promete manter o controle sobre a escolha dos alvos a serem atingidos na Síria.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
EUA acusam regime sírio de usar armas químicas
Em carta ao Congresso dos Estados Unidos, o secretário da Defesa, Chuck Hagel, atestou que a ditadura de Bachar Assad usou armas químicas em pequena escala pelo menos duas vezes na guerra civil da Síria contra os rebeldes que lutam contra o regime, informa a rede de televisão americana CNN.
O presidente Barack Obama advertiu repetidas vezes que, se usasse armas químicas, Assad estaria cruzando um sinal vermelho capaz de provocar uma intervenção militar no país. A substância usada teria sido sarin.
Para garantir a credibilidade da denúncia, os EUA pediram às Nações Unidas que investiguem as acusações.
O presidente Barack Obama advertiu repetidas vezes que, se usasse armas químicas, Assad estaria cruzando um sinal vermelho capaz de provocar uma intervenção militar no país. A substância usada teria sido sarin.
Para garantir a credibilidade da denúncia, os EUA pediram às Nações Unidas que investiguem as acusações.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Senado dos EUA confirma Hagel para o Pentágono
Depois de duas semanas de obstrução do Partido Republicano, por 58 a 41 votos, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a indicação do ex-senador republicano Chuck Hagel para secretário da Defesa do segundo governo Barack Obama.
Veterano da Guerra do Vietnã, como senador, Hagel criticou a invasão do Iraque e a política externa de Israel. Nas audiências de confirmação, foi acusado de não ser suficientemente duro com o programa nuclear do Irã.
Veterano da Guerra do Vietnã, como senador, Hagel criticou a invasão do Iraque e a política externa de Israel. Nas audiências de confirmação, foi acusado de não ser suficientemente duro com o programa nuclear do Irã.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Oposição bloqueia aprovação do chefe do Pentágono
Numa obstrução sem precedentes, a bancada do Partido Republicano no Senado dos Estados Unidos decidiu bloquear a indicação do ex-senador republicano Chuck Hagel para secretário da Defesa do segundo governo Barack Obama. É a primeira vez que um cargo de ministro da área de segurança nacional é alvo desse tipo de medida.
Pelo regimento do Senado dos EUA, de 100 cadeiras, um partido precisa de 60 votos para interromper o debate sobre determinada matéria forçando a votação no plenário. Caso contrário, o outro lado pode fazer discursos sem fim para obstruir a votação.
Os republicanos têm 41 votos. Querem mais esclarecimentos sobre o ataque terrorista contra o Consulado dos EUA em Bengázi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, quando quatro americanos foram mortos, inclusive o embaixador.
"Isto aqui não é uma escola secundária escolhendo que vai jogar no time de futebol ou participar de uma peça de teatro em produção", protestou o líder da maioria, senador Harry Reid. "Estamos tentando confirmar a indicação de alguém para dirigir a defesa e as Forças Armadas do país", reporta o jornal The Washington Post.
A aprovação deve ser adiada por 12 dias.
Pelo regimento do Senado dos EUA, de 100 cadeiras, um partido precisa de 60 votos para interromper o debate sobre determinada matéria forçando a votação no plenário. Caso contrário, o outro lado pode fazer discursos sem fim para obstruir a votação.
Os republicanos têm 41 votos. Querem mais esclarecimentos sobre o ataque terrorista contra o Consulado dos EUA em Bengázi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, quando quatro americanos foram mortos, inclusive o embaixador.
"Isto aqui não é uma escola secundária escolhendo que vai jogar no time de futebol ou participar de uma peça de teatro em produção", protestou o líder da maioria, senador Harry Reid. "Estamos tentando confirmar a indicação de alguém para dirigir a defesa e as Forças Armadas do país", reporta o jornal The Washington Post.
A aprovação deve ser adiada por 12 dias.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Obama deve nomear republicano para o Pentágono
O presidente Barack Obama deve indicar hoje o ex-senador republicano Chuck Hagel para secretário da Defesa no seu segundo governo, em substituição a Leon Panetta. John Brennan deverá chefiar a Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos.
Hagel pode enfrentar problemas para ser confirmado pelo Senado por causa de suas posicoes polêmicas em relação a Israel e o Irã. Ele questiona as sanções e a possibilidade de ação militar contra o Irã e já acusou o lobby israelense de "intimidar" o Congresso.
Hagel pode enfrentar problemas para ser confirmado pelo Senado por causa de suas posicoes polêmicas em relação a Israel e o Irã. Ele questiona as sanções e a possibilidade de ação militar contra o Irã e já acusou o lobby israelense de "intimidar" o Congresso.
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