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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Advogados negam culpa de Trump pelo assalto ao Congresso

A defesa de Donald Trump no julgamento do segundo impeachment no Senado alegou hoje que o ex-presidente convocou seus seguidores para uma luta pacífica e não pode ser responsabilizado pelo ataque ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos.

Como deputados do Partido Democrata fizeram ao acusar, os três defensores de Trump também usaram um vídeo. Para descaracterizar a linguagem do ex-presidente como de incitação à insurreição, apresentaram uma montagem com líderes democratas usando repetidas vezes a palavra "luta" em contextos completamente diferente.

Trump sempre incitou seus seguidores a agredir possíveis adversários infiltrados em seus comícios, aplaudiu quando jornalistas foram agredidos, além de cortejar o apoio político de milícias e grupos armados de extrema direita.

Uma coisa é lutar politicamente para vencer a eleição e chegar ao poder. Outra, completamente diferente, é mobilizar seguidores fanáticos para mudar o resultado de uma eleição perdida. A defesa alegou "cultura do cancelamento constitucional". A votação final deve ser realizada neste sábado à noite. Meu comentário:

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Trump aumenta em 400% o preço da proteção à Coreia do Sul

Em mais um sinal do desprezo por aliados e da sua visão negocista da política, o presidente Donald Trump pediu um aumento de 400% para que a Coreia do Sul pague no próximo ano US$ 4,7 bilhões pela proteção militar dos Estados Unidos, que mantêm forças no país desde a Guerra da Coreia (1950-53), hoje cerca de 28,5 mil homens.

O Acordo de Medidas Especiais, que cobra a maioria das despesas pela presença militar americana na Coreia do Sul, está sendo renegociado. Não é a primeira vez que Trump quer aumentar preço. No ano passado, queria mais 50%. Acabou aceitando 8%. Exigiu em troca uma renegociação a cada ano.

Em última análise, a atitude de Trump abala a aliança entre os dois países e leva a Coreia do Sul a duvidar da proteção militar americana e partir para se tornar mais autossuficiente em segurança e defesa. Os EUA de Trump são inconfiáveis.

Alarmados pelos 400% de Trump, os Departamentos de Estado e da Defesa tentam justificar o aumento para os sul-coreanos. A Casa Branca quer incluir no preço a prontidão das tropas americanas, as manobras militares conjuntas e a rotação das tropas dos EUA.

A Coreia do Sul alega que estas obrigações não estão previstas no tratado bilateral de defesa. O presidente americano recuou no ano passado, mas este ano, inclusive pelo percentual de aumento pedido, a situação parece outra.

Os EUA podem pressionar a Coreia do Sul a retomar o acordo de cooperação em inteligência com o Japão e assim melhorar a relação bilateral dos dois países do Leste da Ásia, os maiores aliados americanos na região, que estão abaladas. Podem exigir que a Coreia do Sul não faça negócios com a companhia chinesa fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei, que a Casa Branca está boicotando, ou que o país aceite instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances.

Do ponto de vista dos EUA, o aumento de preço faz parte de uma iniciativa de Trump de renegociar e reestruturar a presença militar americana ao redor do mundo, especialmente em países que ficaram ricos e podem gastar muito mais com defesa.

Do lado sul-coreano, é um sinal de que os EUA deixaram de ser um aliado confiável, o que obriga o país a ser mais independente, investir mais em defesa e considerar a possibilidade de desenvolver armas atômicas.

A Coreia do Norte já tem armas nucleares, as negociações de desarmamento de Trump com o ditador Kim Jong Un não levaram a lugar nenhum e ninguém acredita que o regime comunista de Pyongyang esteja disposto a abrir mão de todo arsenal atômico, desenvolvido a um custo elevado.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Secretário da Defesa dos EUA suspende viagem à China

Em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump e o aumento da tensão entre os dois países, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, general James Mattis, cancelou uma viagem à China prevista para o fim do mês. anunciou hoje a CNBC, um canal de televisão especializado em notícias econômicas.

A visita é suspensa dias depois que a China negou acesso ao porto de Hong Kong ao USS Wasp, um navio multifuncional de assalto anfíbio da Marinha dos EUA, que pretendia fazer uma escala técnica.

Enquanto Trump festeja o novo acordo de livre comércio da América do Norte, assinado com o Canadá e o México, as relações entre as duas maiores economias do mundo continuam a se deteriorar. Depois das sanções impostas pelos EUA a US$ 250 bilhões de importações anuais da China, o governo chinês suspendeu as negociações comerciais.

O vice-primeiro-ministro Liu He cancelou uma viagem a Washington marcada para 27 de setembro para tentar acabar com o conflito comercial. Três dias antes, entraram em vigor as sobretaxas sobre US$ 200 bilhões em importações anuais.

Há tensão também no Mar do Sul da China em como negociar a questão nuclear da Coreia do Norte. Os EUA temem que a China pressione a Coreia do Norte a exigir a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul.

O regime comunista chinês reivindica soberania sobre 90% do espelho d'água do mar, contrariando decisão do Tribunal Internacional de Justiça em reclamação apresentada pelas Filipinas. Tem militarizado a região, construindo instalações militares para garantir o domínio da região.

Os EUA alegam são águas internacionais abertas à livre navegação com base no direito internacional do mar.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Trump ataca aliados da OTAN e pede para dobrarem gastos militares

O presidente Donald Trump acusou hoje os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de não gastar o combinado com defesa e a Alemanha de ser dependente da importação de energia da Rússia, o que anularia os esforços dos Estados Unidos para proteger o continente.

Na sua estratégia de desestabilizar os parceiros para obter vantagens nas negociações, Trump lamentou que apenas cinco dos 29 países da aliança militar liderada pelos EUA gastem 2% do produto interno bruto com defesa, uma meta estabelecida para 2024, e propôs dobrar esse percentual para 4% do PIB.

Como sempre, tratando-se de Trump, não se sabe se os 4% são um objetivo político ou uma tática de negociação. Diante das câmeras, o presidente americano afirmou que a Alemanha abandonou o carvão e a energia nuclear - e "foi capturada pela Rússia".

Mentindo como de costume, Trump declarou que a Alemanha importa 70% de sua energia da Rússia. O número verdadeiro é 13%. O presidente está querendo vender gás natural americano ou desviar as atenções de seu encontro de cúpula com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, acusado nos EUA de interferir nas eleições de 2016 para ajudar Trump.

Apesar das insinuações em contrário, o presidente dos EUA manteve o compromisso de fortalecer a aliança diante da Rússia e de manter as sanções aprovadas depois da intervenção militar na Ucrânia e da anexação ilegal da Crimeia.

Na reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), no mês passado, Trump disse que a Crimeia deveria ser parte da Rússia porque a maioria da população fala russo e tem origem russa.

Em resposta, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, citada pelo jornal The Guardian, lembrou que foi criada na antiga Alemanha Oriental e que, portanto, não precisa de lições sobre como lidar com regimes autoritárias.

"Tive a experiência eu mesmo em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética", disse Merkel. "Estou feliz que hoje estamos unidos em liberdade na República Federal da Alemanha. Por causa disso, podemos fazer políticas e tomar decisões independentemente."

terça-feira, 29 de maio de 2018

Polônia quer base militar dos EUA para se proteger da Rússia

O ministro da Defesa da Polônia, Mariusz Blaszczak, confirmou ontem que o país negocia com os Estados Unidos a instalação de bases militares permanentes para evitar uma agressão da Rússia, noticiaram a Rádio Liberdade e a Rádio Europa Livre.

A Polônia se propõe a investir US$ 2 bilhões para ajudar a construir a infraestrutura necessária para instalar a base. Desde a campanha, o presidente Donald Trump se queixa de que os sócios europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não gastam o acertado dentro da aliança.

Com o fim da Guerra Fria e a ampliação da OTAN até a fronteira da Rússia, os EUA ajudaram os novos aliados da Europa Oriental nos setores de economia, energia e defesa.

A Polônia acelerou a modernização das Forças Armadas a partir de 2014, quando a Rússia interveio militarmente na ex-república soviética da Ucrânia, anexou a península da Crimeia e fomentou uma guerra civil no Leste do país.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Rússia reduz orçamento militar pela primeira vez em 19 anos

Os gastos militares da Rússia diminuíram em 2017 pela primeira vez desde 1998, quando o país enfrentou um colapso econômico. No ano passado, a queda foi de 20% para US$ 63 bilhões, de acordo com o relatório do Instituto de Pesquisas da Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI). É nove vezes menos do que os Estados Unidos, antes do aumento do orçamento pedido pelo presidente Donald Trump.

Em 2017, as despesas russas com defesa baixaram de 5,5% para 4,3% do produto interno bruto, estimado pelo Fundo Monetário Internacional em US$ 1,527 trilhão. Depois de anos de contração da economia, o Kremlin foi obrigado a fazer grandes cortes no orçamento de defesa que devem ter impacto sobre as compras e as operações.

Com a limitação orçamentária, apesar das bravatas do ditador Vladimir Putin sobre o míssel nuclear "invencível", o Kremlin tem de tomar decisões difíceis e escolher prioridades. Será necessário reduzir as ambições marítimas para reforçar o poderio terrestre, observa a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.

A Rússia não vai abandonar os mares, mas sua defesa será baseada na dissuasão nuclear por terra, mar e ar. O sonho de Putin era um grande Programa de Armamentos do Estado (2018-25). Com os cortes orçamentários, não será possível modernizar 70% de suas Forças Armadas até 2020. O programa de armamentos deve receber a metade do dinheiro previsto.

O maior problema está na Marinha, que não passou por uma modernização significativa desde o fim da União Soviética, em 1991, observa a Stratfor. O único porta-aviões russo, o Almirante Kuznetsov, foi lançado ao mar em 1985. Sem muito dinheiro, o foco deve ser em sistemas de armas e não em investimentos pesados em grandes navios.

Em maio do ano passado, o vice-primeiro-ministro Dimitri Rodozin, encarregado da indústria bélica, admitiu que, "ao contrário dos Estados Unidos, a Rússia não é uma potência naval". É uma potência continental.

Durante a Guerra Fria, a importância dos submarinos nucleares era tanta que a Marinha de superfície era uma força auxiliar. A tendência é que isso continue. Os submarinos serão o setor da força naval a ser poupado dos cortes de gastos.

O mecanismo de dissuasão nuclear da Rússia se assenta num tripé: mísseis baseados em terra, aviões bombardeiros estratégicos e mísseis balísticos lançados de submarinos, acrescentam os analistas estratégicos.

Na Força Aérea, preveem, o Kremlin vai investir em grandes aviões de transporte e caças-bombardeiros, com foco no aperfeiçoamento da quarta geração de caças a jato, em vez de comprar novos modelos de última geração como o avião de combate invisível aos radares T-50.

Outras preocupações são tornar as Forças Armadas mais ágeis, flexíveis e letais, com munição precisa guiada, maior capacidade tecnológica, equipamentos de comando e controle de alta tecnologia, satélites espaciais e desenvolvimento de drones para missões de reconhecimento, vigilância e inteligência.

As regiões militares mais beneficiadas pelo programa de modernização das Forças Armadas da Rússia devem ser os comandos do Sul e do Oeste, com jurisdição sobre áreas consideradas essenciais para a segurança nacional do país como o Mar Báltico, a Ucrânia e o Cáucaso. O Comando Estratégico Conjunto do Ártico será promovido a região militar em 2020.

Na visão de Moscou, marcada pelo histórico medo do cerco da Rússia, o maior país do mundo, com 60 milhões de quilômetros de fronteiras marítimas ou terrestres sem fronteiras naturais na maioria da parte terrestre, o inimigo é a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, e sua expansão pós-Guerra Fria até a fronteira russa.

Putin quer manter as repúblicas da antiga União Soviética dentro da esfera da influência da Rússia, mas não tem o poder econômico necessário para dar peso à União Econômica da Eurásia. Também projeta seu poderio a regiões do Ártico à Síria, num caso clássico de sobre-extensão imperial, quando as ambições externas são maiores do que a matriz pode bancar.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Imprevisibilidade de Trump gera incógnita sobre futuro dos EUA

Nem mesmo o Partido Republicano esperava a vitória do magnata imobiliário e bufão Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos com seu festival de mentiras e agressões a adversários, tratados como inimigos dentro do próprio partido.

Quais serão suas reais prioridades e como ele vai governar, agora que se cercou de bilionários e militares?, perguntam Matthew Goodman e Daniel Remler, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Mentiroso contumaz e patológico, Trump parece ter recuado de promessas radicais da campanha como a construção de um muro na fronteira com o México, acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e abandonar o Acordo de Paris para tentar conter o aquecimento global.

Com sua convicção de que o déficit comercial dos EUA é resultado de negociações mal feitas, Trump deve abandonar a Parceria Transpacífica, diminuindo a influência americana na Ásia no momento de ascensão da China, exatamente a preocupação de Obama, e renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Ao acusar a China de manipular o câmbio, Trump sugere que preferiria um dólar fraco para equilibrar a balança comercial dos EUA, deficitária em mais de US$ 500 bilhões em 2015 (e não US$ 800 bilhões, como diz o presidente eleito). Mas o dólar atingiu nesta semana a maior cotação em 14 anos, com a expectativa de que Trump lance um grande programa de obras de infraestrutura, cortes de impostos e desregulamentação.

Diante da expectativa de aumento nos gastos públicos e na inflação, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, acenou com a probabilidade de elevar os juros três vezes em 2017. Isso fortaleceria ainda mais o dólar.

Se Trump quiser fazer um microgerenciamento como no caso da fábrica de ar condicionado que pressionou a não se transferir para o México e governar pelo Twitter, sua imprevisibilidade e seu estilo agressivo de negociar minando o oponente trarão incerteza e não apenas nos EUA.

Apesar das promessas de ser a voz do trabalhador branco sem curso superior, maior vítima do processo de globalização econômica, a equipe econômica será dominada por três executivos da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, Steve Mnuchin no Departamento do Tesouro, Wilbur Ross no Departamento do Comércio e Gary Cohn no Conselho Econômico Nacional. O megainvestigor Carl Icahn será o assessor especial para regulamentação. Nada indica que vão priorizar os interesses dos trabalhadores.

No setor de segurança e defesa, a dúvida é se James Cachorro Louco Mattis no Departamento de Defesa, o ex-presidente da Exxon Rex Tillerson no Departamento de Estado, o assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que não considera o Islã uma religião mas uma ideologia assassina, e o senador Mike Pompeo, futuro diretor da Agência Central de Inteligência, conseguirão se entender.

Tillerson foi condecorado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem Trump promete superar os problemas bilaterais. Mattis considera a Rússia a maior ameaça aos EUA.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Governo do Japão aprova orçamento militar recorde

O governo do Japão aprovou hoje um orçamento de US$ 800 bilhões, com um recorde de US$ 42 bilhões destinados à defesa nacional, uma alta de 1,5% em relação a 2015, informou o jornal Japan Times.

Foi o quarto aumento anual do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, que está preocupado com o crescente poderio militar da China. O dinheiro será destinado à compra de aviões de caça F-35, aviões espiões, construção de submarinos, desenvolvimento de mísseis e fabricação de um submarino.

Ao assumir um papel maior na segurança regional, em alianças com a Índia e o Vietnã, o Japão corre o risco de novos atritos com a China, além da disputa territorial das lhas Senkaku, que os chineses chamam de Diaoyu.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Obama vai nomear primeiro secretário do Exército gay dos EUA

Em mais um momento histórico para o Pentágono, o presidente Barack Obama decidiu indicar Eric Fanning para secretário do Exército dos Estados Unidos. Será o primeiro homossexual assumido a chefiar uma das Forças Armadas do país, noticiou o jornal The Washington Post.

A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Fanning, de 47 anos, é um especialista em defesa e segurança nacional com mais de 25 anos de experiência no Congresso e no Departamento da Defesa. Como secretário do Exército, Fanning vai trabalhar em conjunto com o general Mark Milley, que assumiu o comando da força em agosto de 2015.

É mais uma grande mudança para o Pentágono. Há apenas quatro anos, os militares americanos eram proibidos de assumir publicamente sua homossexualidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Coreia do Norte executa ministro da Defesa em público

O ministro da Defesa da Coreia do Norte, Hyon Yon Chol, foi executado publicamente por suposta deslealdade com o ditador Kim Jong Un, denunciou um espião sul-coreano em depoimento no Parlamento da Coreia do Sul, noticia hoje a televisão pública britânica BBC.

De acordo com o depoimento, Hyon teria sido morto em 30 de abril por baterias de artilharia antiaérea diante de centenas de pessoas por dormir durante uma cerimônia com a presença de Kim e por "não ter completado seus deveres".

Há informes não confirmados de que 15 altos oficiais do regime comunista de Pionguiangue teriam sido mortos. Entre eles, dois eram vice-ministros que haveriam contrariado políticas de Kim, revelou a Agência Nacional de Inteligência da Coreia do Sul. Outro agente sul-coreano disse que pelo menos um alto funcionário público está sendo morto por semana dentro da campanha de Kim para se firmar no poder.

Hyon era pouco conhecido até ser promovido a general em 2010. No ano seguinte, ele participou da comissão organizadora do funeral do Querido Líder Kim Jong Il, pai de Kim Jong Un, um sinal de proximidade como o novo líder supremo. A execução do ministro da Defesa seria um indicador de instabilidade no governo da Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo.

Sem condições de melhorar a situação econômica do país, apesar de uma tentativa frustrada de realizar reformas no estilo da China, Kim estaria investindo em segurança e defesa para preservar sua ditadura stalinista.

Há quatro dias, o governo norte-coreano divulgou imagens de um suposto teste de mísseis lançados de submarinos. Isso aumentaria substancialmente a capacidade militar do país. Dois dias depois, os EUA afirmaram que não houve teste de mísseis, mas de um sistema de ejeção a gás comprimido, uma etapa inicial do desenvolvimento de mísseis baseados em submarinos.

Em entrevista à televisão americana CNN, um dissidente que fugiu da Coreia do Norte há poucos anos previu a queda do regime em três anos. "Durante os três primeiros anos de Kim no poder, centenas de pessoas da elite foram executadas." Como o país é fechado e vive sob forte censura, essa alegação não foi confirmada.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Novo rei da Arábia Saudita rejeita convite de Obama

Num sinal de descontentamento com as negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irã, o novo rei da Arábia Saudita, Salman ben Abdul Aziz al-Saud, não vai participar de uma reunião nos dias 13 e 14 de maio com as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico convocada pelo presidente Barack Obama, informa o jornal The New York Times

Até sexta-feira, a Casa Branca contava com a presença de Salman, que talvez ligue para Obama hoje para se explicar. Os países do Golfo querem, na reunião a ser realizada em Camp David, na casa de campo dos presidentes americanos, garantias de segurança dos EUA contra a expansão do Irã.

As grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha estão negociando até 30 de junho de 2015 um acordo para desarmar o programa nuclear do Irã e evitar que o país faça bomba atômicas. Israel e os países árabes não acreditam no compromisso do regime fundamentalista iraniano com o desarmamento nuclear.

No domingo, a agência oficial saudita revelou que o país será representado pelos recém-promovidos a primeiro príncipe herdeiro, o ministro do Interior, Mohamed ben Nayef; e segundo príncipe herdeiro, o ministro da Defesa, Mohamed ben Salman, filho do novo rei.

O rei do Bahrein, Hamad ben Issa al-Khalifah, também não vai. Com problemas de saúde, o sultão de Omã e o presidente dos Emirados Árabes Unidos nunca foram esperados. Os outros convidados são os emires do Kuwait e do Catar, que seguem hoje para Washington.

Para o governo Obama, a reunião visa a reassegurar os árabes de que os EUA não estão se retirando do Oriente Médio nem se acomodando diante de uma expansão crescente da influência do Irã no Bahrein, no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen.

As monarquias petroleiras também estão insatisfeitas com uma entrevista recente de Obama a Thomas Friedman, do NY Times. O presidente advertiu que certos países deveriam se preocupar com ameaças internas como "populações alienadas, jovens subempregados, uma ideologia destrutiva e niilista e, em alguns casos, uma sensação de que não há saída política legítima para expressar insatisfação".

Por causa do compromisso com a segurança de Israel, é improvável que os EUA assinem um tratado de defesa mútua com os países do Golfo, que teria de ser aprovado pelo Congresso. Mais provável é a venda de sistemas de defesa americanos de alta tecnologia.

A ausência do novo sultão dará a oportunidade aos EUA de avaliar os novos príncipes herdeiros nomeados por Salman, que representam uma mudança de gerações na política saudita.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

França reforça o orçamento de defesa para combater o terrorismo

Em plena crise, com a economia estagnada, o presidente François Hollande anunciou hoje um aumento de 3,8 bilhões de euros (US$ 4,2 bilhões) no orçamento de defesa da França nos próximos quatro anos para financiar o combate ao terrorismo. O dinheiro vai sair do orçamento de outros ministérios.

Desde os atentados terroristas de janeiro de 2015 contra o jornal satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico, 10 mil soldados do Exército participam regularmente do patrulhamento de escolas, embaixadas, templos e locais turísticos, ao custo de 1 milhão de euros por dia. Para cada soldado em operação, há outro de prontidão no quartel e um terceiro em treinamento.

No momento, a França mantém 9 mil soldados em ação no exterior. Tem forças terrestres no Mali e na República Centro-Africana, duas ex-colônias africanas, e participa dos bombardeios aéreos da aliança liderada pelos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico no Iraque. O custo é estimado em 1,1 milhão de euros por dia, sem contar a depreciação dos equipamentos militares.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Obama pede US$ 8,8 bilhões para guerra ao Estado Islâmico

No orçamento de defesa proposto pelo presidente Barack Obama ao Congresso dos Estados Unidos, US$ 8,8 bilhões são destinados a combater a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, incluindo a ajuda ao governo do Iraque e a rebeldes que lutam contra o grupo na guerra civil da Síria, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.

Deste total, US$ 5,3 bilhões vão para o Departamento da Defesa, o Pentágono, e US$ 3,5 bilhões para o Departamento de Estado, o ministério das relações exteriores dos EUA.

Os últimos jihadistas do Estado Islâmico abandonaram Kobane, uma cidade curda no Norte de Síria, junto à fronteira da Turquia, depois de uma batalha feroz iniciada em setembro, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres.

A milícia extremista reivindicou a autoria de dois atentados terroristas suicidas cometidos em Bagdá em 30 de janeiro de 2015 e afirmou ter morto ou ferido 200 policiais e soldados iraquianos. O Ministério do Interior confirmou 24 mortes.

Ao todo, a proposta orçamentária de Obama prevê gastos de US$ 4 trilhões, aumento de impostos para os ricos e os bancos, e reduções e benefícios sociais à classe média e aos mais pobres.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Obama nomeia Ashton Carter para secretário da Defesa dos EUA

O ex-número dois do Pentágono Ashton Carter foi nomeado pelo presidente Barack Obama como seu quarto secretário da Defesa, noticiou há pouco o jornal The Wall St. Journal.

Carter, de 60 anos foi subsecretário da Defesa de Leon Panetta no primeiro governo Obama, encarregado das compras. Assume a chefia do Pentágono num momento de cortes no orçamento militar e novos desafios lançados pela ofensiva terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Oriente Médio, a ascensão da China como superpotência e o aumento da agressividade do imperialismo da Rússia em relação às ex-repúblicas da União Soviética.

A nomeação precisa ser aprovada pelo Senado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ashton Carter deve ser o novo secretário da Defesa dos EUA

Pouco conhecido fora de Washington, mas com grande prestígio intelectual na capital dos Estados Unidos, Ashton Carter, ex-número dois do Pentágono  deve ser nomeado futuro secretário da Defesa pelo presidente Barack Obama, noticia o jornal The Washington Post, em substituição a Chuck Hagel, que pediu demissão por discordar da política de combate ao Estado Islâmico.

Ashton Carter, de 60 anos, foi subsecretário da Defesa no governo Bill Clinton, encarregado da compra de armas e equipamentos. É um especialista em compras e orçamento, no momento em que o governo federal corta gastos. Uma de suas maiores preocupações é com a guerra cibernética.

Sua escolha indicaria mais continuidade do que mudança na política de segurança nacional dos EUA e fortaleceria a posição do general Martin Dempsey, comandante-em-chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, como principal comandante militar.

Carter conhece por dentro a imensa burocracia do Pentágono. Estaria assim em melhores condições para administrá-la, enquanto Dempsey se dedicaria às questões operacionais.

O antecessor, Chuck Hagel, teria menos interesse em debates políticos. Carter, graduado na Universidade de Yale e ex-professor da Universidade de Harvard, estaria mais qualificado para discutir os novos desafios à segurança dos EUA, como o jihadismo feroz do Estado Islâmico e o renascimento do imperialismo da Rússia.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Secretário da Defesa dos EUA pede demissão

CAMBRIDGE-MA, EUA - O presidente Barack Obama está anunciando neste momento a demissão do secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, um republicano, o primeiro veterano de guerra a ocupar o cargo. Apesar dos muitos elogios, a rede de televisão americana CNN informa que ele foi pressionado a sair.

No momento, os EUA enfrentam múltiplos desafios de segurança, da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à crescente agressividade da Rússia em relação às ex-repúblicas da União Soviética, passando pela retirada parcial do Afeganistão, a afirmação da China como superpotência, as negociações para desarmar o programa nuclear do Irã e o aumento do terrorismo muçulmano na África.

Hagel fica no cargo até a aprovação de um novo chefe do Pentágono pelo Congresso. Ele estaria em conflito com os assessores de segurança nacional da Casa Branca. Nos últimos dias, Obama mudou de posição na Guerra do Afeganistão, onde os EUA devem manter as missões de combate depois da retirada do grosso das tropas no fim de 2014.

O secretário também teria advertido o presidente de que talvez seja necessário enviar soldados americanos para realizar operações terrestres contra o Estado Islâmico, como aconselham os comandantes militares, algo que Obama prometeu ao povo americano que jamais fará.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

China e EUA fazem acordo para evitar confrontos militares

Os presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, devem anunciar amanhã dois acordos para evitar que incidentes militares levem a confrontos entre as duas superpotências, anunciou hoje o jornal mais vendido nos EUA, The Wall St. Journal.

O primeiro acordo prevê a notificação prévia de grandes manobras militares e o segundo estabelece regras de procedimento para encontros no mar e no ar. Ontem, Obama revelou outro acordo entre os dois países para reduzir os impostos de importação sobre semicondutores e outros produtos de tecnologia da informação.

Esse acordo pode ser ratificado na Organização Mundial do Comércio em dezembro de 2014 para ser estendido a todos seus os países-membros. Cobriria transações internacionais estimadas em US$ 1 trilhão por ano.

Obama e Xi fazem hoje e amanhã um encontro de cúpula paralelo à reunião do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), realizada em Beijim.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Maduro muda ministros da Defesa e do Interior

Sob pressão de uma crise econômica sem precedentes e das milícias chavistas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, transferiu a ministra da Defesa, vice-almirante Carmen Meléndez, para o cargo de ministra do Interior em substituição a Miguel Rodríguez Torres, acusado por abusos policiais. O comandante-em-chefe das Forças Armadas, general Vladimir Padrino López será o novo ministro da Defesa.

A pressão contra Rodríguez Torres vinha sobretudo dos "coletivos", as milícias organizadas pelo presidente Hugo Chávez para defender sua "revolução" depois do golpe de abril de 2002. Eles fazem sua própria lei e se impõe à força nos bairros populares.

Em 7 de outubro, a polícia científica invadiu a sede de um coletivo, a Frente 5 de Março, na periferia de Caracas e matou cinco milicianos, inclusive o líder do grupo, José Odreman. O então ministro do Interior os chamou de "delinquentes e assassinos", mas não apresentou provas. Odreman foi enterrado no "cemitério dos mártires" às custas do governo como um herói nacional.

Meléndez foi a primeira mulher venezuelana promovida a almirante. Foi nomeada por Chávez em 3 de julho de 2012.

O general Padrino López foi nomeado comandante do Exército e do Estado-Maior das Forças Armadas por Maduro no ano passado.

Com uma inflação de 70% e desabastecimento de vários produtos básicos, de leite, carne e farinha a papel higiênico, e sem o carisma de Chávez, Maduro mais do que triplicou o número de militares no governo em relação a Chávez. Hoje, são mais de 900. Ex-motorista de caminhão e sindicalista, ele não é militar e vive com medo de um golpe.

A falta de controle sobre os coletivos alimenta a violência na Venezuela, um dos países fora de zonas de guerra com um dos maiores índices de homicídios, que chega a 79 mortos por ano para cada 100 mil habitantes na capital, Caracas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

EUA e UE reforçam sanções contra a Rússia

Diante da recusa do presidente Vladimir Putin de controlar os rebeldes russos da Ucrânia e permitir uma investigação sobre a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines, os Estados Unidos e a União Europeia adotaram hoje sanções muito mais duras contra a Rússia.

Os setores mais atingidos são de finanças, defesa, petróleo e gás. A dúvida é se as sanções serão capazes de mudar a posição do homem-forte do Kremlin ou torná-lo mais fechado ao diálogo, observa o jornal The Wall St. Journal.

Ao fazer o anúncio na Casa Branca, o presidente Barack Obama negou que se trata de uma nova guerra fria: "É uma questão específica relacionada à falta de vontade da Rússia de reconhecer que a Ucrânia pode traçar seu próprio caminho."

O Departamento do Tesourou incluiu mais três bancos estatais russos na lista de instituições financeiras que terão acesso limitado aos mercados de capitais em dólar: Hit VTB, Banco de Moscou e Banco Agrícola da Rússia. Assim, cinco dos seis grandes bancos russos estão submetidos a sanções dos EUA.

A indústria bélica United Shipbuilding Corporation teve os ativos bloqueados e foi proibida a exportação de "equipamento para a prospecção e a exploração de petróleo".

Horas antes, a UE anunciara sanções aos setores de defesa, petróleo e alta tecnologia. Os europeus vinham relutando por causa do impacto sobre a economia do continente, que ainda não se recuperou plenamente da crise. Agora, 23 empresas e 95 indivíduos são alvos das sanções europeias.

A Rússia fornece um terço do gás consumido pela UE. O Reino Unido temia perder o capital russo que se abriga no centro financeiro de Londres. E a França, que vendeu dois porta-helicópteros à Rússia, nas palavras do presidente François Hollande, vai "entregar o primeiro e aguardar o comportamento da Rússia".

O governo russo reagiu limitando as exportações de frutas e outros produtos para a UE.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Obama faz discurso bonito mas vazio

Em discurso na Academia Militar de West Point para celebrar a retirada do Afeganistão, o presidente Barack Obama disse aos formandos que será a primeira turma de oficiais a não ser enviada ao Iraque nem ao Afeganistão em uma década. Ele afirmou que a liderança dos Estados Unidos é indispensável, mas não deixou claro até onde os compromissos com a segurança e defesa de outros países.

Sua única proposta concreta foi a criação de um fundo de US$ 5 bilhões de combate ao terrorismo. Seria usado, por exemplo, para tentar encontrar as estudantes sequestradas por extremistas muçulmanos no Nordeste da Nigéria.

Há um recuo evidente dos EUA como potência mundial pressionada por déficits orçamentários que forçaram um corte nas despesas militares, mas o país ainda gasta em armas três vezes mais do que a China, que vem em segundo lugar.

As Forças Armadas dos EUA devem ser usadas para apoiar a ação diplomática e em operações especiais contra o terrorismo, considerado a maior ameaça à segurança nacional do país, em vez de guerras como no Iraque e no Afeganistão. Os EUA devem armar e treinar rebeldes sírios não ligados a grupos extremistas.

Diante da inação em conflitos como na Síria e na Ucrânia, os aliados dos EUA duvidam que possam contar com a superpotência no momento em que a Rússia faz demonstrações de força contra ex-repúblicas soviéticas e a China fustiga os países vizinhos com que tem disputas territoriais. Depois de intimidar as Filipinas, afundou um navio pesqueiro do Vietnã.

No Oriente Médio, além da omissão na Síria, citada apenas genericamente no discurso de hoje, a reaproximação entre os EUA e o Irã assusta as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico lideradas pela Arábia Saudita, que aumentaram significativamente seus gastos com defesa. Se o acordo negociado pelas grandes potências para evitar que o regime iraniano faça a bomba atômica não convencer, pode haver uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio.

Se o recuo é considerado positivo pelos críticos do imperialismo americano, cria um vácuo de poder que pode ser ocupado por outras grandes potências. A China tem desafiado os vizinhos com que tem disputas territoriais.