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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Comissão Europeia rejeita orçamento da Itália

Numa decisão sem precedentes, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), rejeitou ontem a proposta de orçamento da Itália. O governo populista adotou um tom de desafio e afirmou que não vai mudar. 

A comissão de Bruxelas viu um "um desvio sem precedentes" das regras sobre déficit e dívida pública do Pacto de Estabilidade e Crescimento aprovado para sustentar a moeda comum europeia, o euro.

O pacto limita o déficit orçamentário em 3% do produto interno bruto e a dívida pública em 60% do PIB. Embora a proposta preveja um déficit de 2,4%, a UE o considera insuficiente para reduzir a dívida pública italiana, de 131% do PIB, hoje em torno de US$ 2,2 trilhões. A promessa feita em junho era de um déficit de 0,8%.

"Lamentamos que a comissão seja pela primeira vez obrigada a exigir de um país da Zona do Euro de rever seus planos orçamentários, mas não há outra opção", declarou o vice-presidente da comissão, Valdis Dombrovskis.

Ele acrescentou: "Violar as regras comuns pode ser tentador à primeira vista, mais num momento ou noutro o peso da dívida nacional é elevado demais. Em 2017, a dívida italiana chegou a 131,2% do PIB. É a segunda maior da UE e uma das mais altas do mundo. Em 2017, era de 37 mil euros por habitante."

Para o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, líder da ultradireitista Liga, "isso não muda nada. Esses senhores da especulação se reassegurem, mas não recuamos. Eles não estão atacando um governo, mas um povo. São coisas que tornam os italianos cada vez mais coléricos e depois se pergunta por que a popularidade da UE é tão baixa."

O governo da Liga e do Movimento 5 Estrelas admite um "diálogo construtivo", mas não abre mão do "orçamento do povo": "Não me surpreende: é o primeiro orçamento italiano redigido em Roma e não em Bruxelas", ironizou Luigi di Maio, líder do M5E.

"Não estamos perto de um limite, mas face a um desvio claro, assumido e reivindicado", observou o comissário europeu de economia, o ex-ministro das Finanças da França Pierre Moscovici.

"A comissão não coloca em questão as prioridades do governo italiano, como por exemplo a luta contra a pobreza. Ela não vai interferir em quaisquer que sejam as escolhas políticas internas", acrescentou o comissário. "O que nos preocupa são as consequências deste orçamento sobre o povo e a economia. Este fardo sufoca a economia italiana."

terça-feira, 10 de maio de 2016

Parlamento da Grécia aprova reformas fiscal e previdenciária

Todos os 153 deputados da coalizão de governo da Grécia, liderada pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) votaram ontem a favor das reformas do sistema de impostos e da Previdência Social, noticiou o jornal grego Kathimerini. A expectativa é economizar 5,4 bilhões de euros por ano do orçamento público. 

Hoje o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, se encontra com seus colegas da Zona do Euro para discutir novas renegociações e a possibilidade de nova redução da dívida do país. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Alemanha exigem cortes adicionais de 3 bilhões de euros.

A consequência inevitável foi o reinício das manifestações de protesto na Praça Sintagma, diante do Parlamento da Grécia. Começa mais um verão do descontentamento.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA cresceram em ritmo de 3,9% ao ano no terceiro trimestre

CAMBRIDGE-MA, EUA - A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que estimado inicialmente no terceiro trimestre de 2014, indicou hoje a segunda estimativa do Departamento do Comércio. Em vez de 3,5% ao ano, a expansão foi de 3,9%.

Depois de um recuo anualizado de 2,1% no primeiro trimestre, os ganhos dos últimos seis meses foram os maiores desde o fim de 2003. No segundo trimestre, o crescimento foi de 4,6% ao ano. Em 12 meses, a alta foi de 2,4%. Os dados foram ajustados para descontar a inflação no período.

Em meio à desacelaração global, os EUA se firmam como a economia desenvolvida que mais cresce. A tendência deve se manter nos próximos anos.

Ao divulgar hoje sua perspectiva econômica, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um clube de países ricos, previu para os EUA crescimento de 3,1% em 2015 e de 3% em 2016. Em contraste, o Japão deve avançar só 0,4% em 2014, 0,8% em 2015 e 1% em 2016, enquanto a Zona do Euro tende a crescer 0,8% neste ano, 1,1% no próximo e 1,7% em 2016.

Neste contexto, aconselha a OCDE, "é essencial que todas as alavancas políticas macroeconômicas e estruturais sejam utilizadas para dar tanto apoio ao crescimento quanto possível".

O Japão precisa reduzir o déficit orçamentário. Os EUA devem investir em projetos de infraestrutura. E os países da Eurozona "deveriam, no quadro das regras orçamentárias europeias, reduzir o ritmo do ajuste estrutural dos orçamentos para atenuar o freio ao crescimento".

Como há tendências divergentes, "os EUA e o Reino Unido provavelmente vão reduzir os estímulos monetários, enquanto a Eurozona deve amplia-los". Na Europa continental, os maiores riscos são de deflação e recessão, que teriam impacto sobre o resto do mundo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Obama faz discurso bonito mas vazio

Em discurso na Academia Militar de West Point para celebrar a retirada do Afeganistão, o presidente Barack Obama disse aos formandos que será a primeira turma de oficiais a não ser enviada ao Iraque nem ao Afeganistão em uma década. Ele afirmou que a liderança dos Estados Unidos é indispensável, mas não deixou claro até onde os compromissos com a segurança e defesa de outros países.

Sua única proposta concreta foi a criação de um fundo de US$ 5 bilhões de combate ao terrorismo. Seria usado, por exemplo, para tentar encontrar as estudantes sequestradas por extremistas muçulmanos no Nordeste da Nigéria.

Há um recuo evidente dos EUA como potência mundial pressionada por déficits orçamentários que forçaram um corte nas despesas militares, mas o país ainda gasta em armas três vezes mais do que a China, que vem em segundo lugar.

As Forças Armadas dos EUA devem ser usadas para apoiar a ação diplomática e em operações especiais contra o terrorismo, considerado a maior ameaça à segurança nacional do país, em vez de guerras como no Iraque e no Afeganistão. Os EUA devem armar e treinar rebeldes sírios não ligados a grupos extremistas.

Diante da inação em conflitos como na Síria e na Ucrânia, os aliados dos EUA duvidam que possam contar com a superpotência no momento em que a Rússia faz demonstrações de força contra ex-repúblicas soviéticas e a China fustiga os países vizinhos com que tem disputas territoriais. Depois de intimidar as Filipinas, afundou um navio pesqueiro do Vietnã.

No Oriente Médio, além da omissão na Síria, citada apenas genericamente no discurso de hoje, a reaproximação entre os EUA e o Irã assusta as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico lideradas pela Arábia Saudita, que aumentaram significativamente seus gastos com defesa. Se o acordo negociado pelas grandes potências para evitar que o regime iraniano faça a bomba atômica não convencer, pode haver uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio.

Se o recuo é considerado positivo pelos críticos do imperialismo americano, cria um vácuo de poder que pode ser ocupado por outras grandes potências. A China tem desafiado os vizinhos com que tem disputas territoriais.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dívida pública da Itália é recorde a 132% do PIB

A dívida pública da Itália bateu novo recorde no fim de 2013, chegando a 132,6% do produto interno bruto do país depois de terminar 2012 em 127% do PIB, informou hoje o Istat (Instituto Nacional de Estatísticas). O PIB italiano recuou 1,9% no ano passado para 1,56 trilhão de euros, cerca de R$ 5 trilhões, superando o Brasil.

É a segunda maior dívida pública da União Europeia em porcentagem do PIB, atrás apenas da Grécia, mais um desafio para o jovem primeiro-ministro Matteo Renzi, que chegou ao poder sem passar pelo teste das urnas, em 22 de fevereiro de 2014.

Com um crescimento de 0,1% no último trimestre do ano passado, a Itália saiu de sua mais longa recessão no pós-guerra. A terceira maior economia da Zona do Euro recuou 2,4% em 2012 e 1,9% em 2013. O déficit orçamentário no ano passado ficou em 3%, o limite imposto pelo pacto de estabilidade que sustenta o euro.

Para 2014, os economistas esperam um crescimento de 0,5%. Mais otimista, o governo espera expansão de 1,1%.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Dívida pública da França chegará a 94% do PIB

A dívida pública da França deve chegar a 93% do produto interno bruto em 2013 e passar de 94% em 2014 antes de começar a recuar em 2015, estima o jornal econômico Les Echos. Em 2012, o PIB francês ficou em US$ 2,58 trilhões.

Essa relação dívida/PIB estava em 65% em 2007, no início da grande recessão econômica internacional, e passou de 90% no ano passado.

O governo socialista deve apresentar amanhã um plano para reduzir o déficit orçamentário para 3% do PIB, limite estabelecido pelo pacto de estabilidade que sustenta o euro, a moeda comum europeia.

Antes de completar um ano, a presidência de François Hollande enfrenta uma enorme crise. Não tem propostas capazes de reduzir a crise econômica, conter o fechamento de fábricas e o aumento do desemprego na França. Além disso, enfrenta um escândalo de corrupção em que o ex-ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac, admitiu ter contas bancárias em paraísos fiscais.

Cahuzac renunciou hoje a seu mandato como deputado da Assembleia Nacional.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

China tem déficit comercial inesperado

Com o crescimento de 14,1% nas importações superando a alta de 10% nas exportações, a China teve em março de 2013 um déficit comercial de US$ 884 milhões, contrariando a expectativa média dos economistas de um saldo de US$ 15 bilhões.

O aumento das importações é positivo na medida em que revela um fortalecimento do consumo interno na segunda maior economia do mundo, enquanto o crescimento menor das exportações é atribuído à persistência da crise nos países desenvolvidos. Se os negócios com os Estados Unidos aumentaram, sinal de recuperação da maior economia do mundo, as vendas para a Europa refletem a debilidade econômica do continente.

sábado, 2 de março de 2013

Obama autoriza cortes de gastos de US$ 85 bilhões

Sem acordo com a oposição republicana, o presidente Barack Obama assinou agora à noite um decreto autorizando o governo federal dos Estados Unidos a cortar gastos no valor de US$ 85 bilhões nos próximos sete meses.

"Isto está acontecendo por uma opção feita pelos republicanos no Congresso", acusou Obama ao reconhecer a impossibilidade de um acerto porque a oposição não quer aumentar impostos e ele não quer cortar programas sociais.

O chamado "sequestro" pode reduzir o crescimento da economia americana em 2013 em meio ponto percentual, mas será implementada gradualmente. Pode ser anulada se a Casa Branca e o Congresso se entenderem para reduzir o trilionário déficit público federal dos EUA.

A oposição republicana ficou parcialmente satisfeita por finalmente ter conseguido impor cortes de gastos ao presidente, mas teme prejuízos à segurança nacional. O orçamento de defesa será afetado, enquanto os programas de saúde e previdência social serão poupados.

Na realidade, os US$ 85 bilhões são apenas uma primeira parcela de cortes automáticos nas despesas governamentais no valor total de US$ 1,2 trilhão em dez anos, lembra o jornal The Washington Post.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Economia dos EUA não encolheu no fim de 2012

A economia dos Estados Unidos ficou praticamente estagnada nos três últimos meses de 2012. Mas, em vez do pequeno recuo de 0,1% ao ano anunciado inicialmente, a segunda estimativa do produto interno bruto, divulgada hoje, registrou alta de 0,1% ao ano. Os economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal esperavam crescimento de 0,5% ao ano.

Foi o menor avanço desde o primeiro trimestre de 2011. Com a revisão, a maior economia do mundo acumula 14 trimestres consecutivos de expansão desde que saiu da Grande Recessão no segundo semestre de 2009.

O crescimento de 2012 ficou nos mesmos 2,2% da estimativa anterior. A forte desaceleração dos 3,1% ao ano do terceiro trimestre do ano passado para 0,1% ao ano no quarto trimestre foi atribuída a uma queda de 14,8% nos gastos do governo federal, pressionado pelo déficit público trilionário. O orçamento militar sofreu o maior corte em 40 anos.

A inflação do ano passado foi de 1,5%, dentro da meta de 1% a 2% perseguida informalmente pela Reserva Federal, o banco central dos EUA.

Para 2013, a expectativa é que mais reduções nas despesas governamentais continuem travando o crescimento econômico.

A queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego em 22 mil para 344 mil, na semana passada, indica a continuação da lenta recuperação do mercado de trabalho. Totais abaixo de 400 mil sinalizam fortalecimento. O índice de desemprego de janeiro foi de 7,9%

As atenções se voltam para o mundo político. O Congresso e a Casa Branca têm até amanhã para fazer ajustes no orçamento para conter o déficit. Caso contrário, entram em vigor cortes automáticos nos gastos públicos no valor de US$ 85 bilhões.

Ontem, além de uma forte alta de 28,9% na venda de imóveis residenciais novos em janeiro, foi anunciado que as encomendas de máquinas para a indústria cresceram 6,3% em janeiro.

O ambiente de negócios também foi favorecido pela facilidade com que a Itália levantou ontem 6,5 bilhões de euros vendendo títulos de cinco e dez anos de prazo. Apesar de pagar juros mais elevados por causa das eleições parlamentares que levaram a um impasse político no país, os 4,83% ao ano pagos nos bônus de dez anos não alarmaram o mercado financeiro.

Hoje, o primeiro-ministro Shinzo Abe enviou ao Parlamento suas indicações para dirigir o Banco do Japão, peça-chave de sua estratégia para combater a deflação e a estagnação crônicas da terceira maior economia do mundo (leia abaixo).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Japão tem déficit comercial recorde

O déficit comercial do Japão aumentou três vezes em 2012, chegando a um recorde de US$ 77 bilhões,  mostrando que a terceira maior economia do mundo enfrenta uma série de desafios no momento em que seu governo tenta estimular o crescimento com aumento dos gastos públicos e elevação da meta oficial de inflacão de 1% para 2% ao ano.

Desde o estouro de uma bolha especulativa financeira e imobiliária, em 1991, a economia do Japão se arrasta num misto de deflação e estagnação econômica. Com os planos de estímulo, o governo já acumula uma dívida pública equivalente a 230% do produto interno bruto, de cerca de US$ 6 trilhões.

A balança comercial negativa reflete o fortalecimento do iene e a queda nas exportações para os Estados Unidos e a Europa por causa da crise econômica internacional. As exportações para a China caíram 11,5% por causa de um conflito bilaterial em torno de ilhas disputadas pelos dois países.

O Japão também é acusado de deflagrar uma "guerra cambial" ao aumentar gastos e admitir uma inflação maior, mas economistas como Kyohei Morita e Yuichiro Nagai, do banco Barclay's, citados pelo jornal inglês Financial Times, advertem que "a desvalorização do iene sozinha não basta para tornar a balança comercial positiva".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Obama promete EUA sem guerra nem crise

Ao tomar posse hoje para seu segundo e último mandato como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama prometeu um futuro de paz e prosperidade, sem as guerras nem a a pior crise econômica em décadas, herdadas de George W. Bush. Sem esses problemas, afirmou que as "possibilidades dos EUA são ilimitadas".

Seu maior desafio em política interna será consolidar a recuperação da economia, reduzir o desemprego e encaminhar uma solução para o déficit público trilionário do país. Não será fácil. Inevitavelmente, o governo americano terá de cortar gastos com saúde e previdência social.

No plano externo, Obama terá de reinventar as relações dos EUA com o novo Oriente Médio pós-Primavera Árabe (que parece cada vez mais um rótulo ocidental inadequado) e estabelecer uma relação operacional eficiente com a China, uma superpotência cada vez mais arrogante.

No primeiro mandato, o presidente americano tenta consolidar suas bases de apoio para tentar a reeleição. Quase todos conseguem. As exceções mais recentes foram Jimmy Carter (1977-81) e George Herbert Walker Bush (1889-93), abatidos por crises econômicas. O grande mérito político de Obama foi conseguir se reeleger em meio à crise.

No segundo mandato, sem a possibilidade de disputar eleições no futuro, o presidente dos EUA busca seu lugar na História. Às vezes, ela é cruel.

Em pleno degelo da Guerra Fria, depois de virar amigo do último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, Ronald Reagan (1981-89) foi acossado pelo escândalo Irã-Contras, a venda ilegal de armas ao Irã e o uso dos rendimentos para a ajuda, também ilegal, aos rebeldes direitistas que lutavam contra a revolução sandinista na Nicarágua.

O presidente Bill Clinton (1993-2001) governou os EUA numa era da grande prosperidade econômica. Mesmo assim, saiu chamuscado pelo escândalo sexual envolvendo-o com a estagiária Monica Lewinsky.

Depois de reeleger em 2004 como comandante da "guerra contra o terror", uma expressão equivocada em si mesma, George W. Bush (2001-9) deixou uma herança realmente maldita: duas guerras e a pior crise econômica em mais de 70 anos.

Para a revista inglesa The Economist, Obama deve se concentrar em três problemas de longo prazo deixar sua marca na História: o déficit público, o Oriente Médio e a China. São tarefas formidáveis.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Obama pede urgência para evitar "abismo fiscal"

Ao receber quatro líderes do Congresso ontem na Casa Branca, o presidente Barack Obama declarou que "a hora da ação imediata é agora" para evitar que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", uma combinação de aumentos de impostos e cortes de gastos públicos capaz de tirar US$ 600 bilhões e de jogar o país de volta na recessão.

A três dias do fim do ano, Obama afirmou estar "cautelosamente otimista" de que um acordo será alcançado ainda em 2012 para atacar o trilionário déficit orçamento federal dos EUA.

Caso contrário, a esperança é que haja um acordo nos primeiros dias de 2013 para evitar danos à economia real, especialmente ao bolso do consumidor americano, receoso desde a Grande Recessão de 2008-9.

O presidente insiste em aumentar impostos para quem ganha mais de US$ 250 mil por ano, mas para a maioria republicana na Câmara não aumentar impostos é quase um dogma. A oposição exige cortes em programas sociais que considera insustentáveis.

O projeto que está sendo examinado aumentaria impostos para quem ganha mais de US$ 400 mil. O líder democrata no Senado, Harry Reid, já não acredita em acordo neste ano.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Grécia terá mais dois anos para reduzir déficit

A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional devem ampliar de 2014 para 2016 o prazo para a Grécia enquadrar seu déficit orçamentário no limite máximo de 3% do produto interno bruto, previsto no pacto de estabilidade para sustentar o euro, anunciou hoje o jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung. Em troca, o governo grego teria de cortar gastos e aumentar impostos para economizar mais 11,5 bilhões de euros.

Na terça-feira, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolgang Schäuble, admitiu: "Podemos chegar a um acordo sobre uma política que faça sentido para a Grécia".

O país mais atingido pela crise das dívidas públicas está no quinto ano seguido de recessão. Já perdeu 20% do PIB. Um em cada quatro gregos em idade de trabalhar está sem emprego. Entre os jovens, a metade não tem trabalho remunerado regular e cresce a violência da extrema direita.

Nesta situação de grave crise social, a Grécia precisa com urgência de alívio na pressão política. Por isso, a notícia faz sentido.

terça-feira, 8 de maio de 2012

42% dos americanos serão obesos em 2030

Cerca de 42% dos americanos serão obesos em 2030 e um quarto destes, 10,5% da população total, terão obesidade mórbida, que encurta a vida e aumenta muito as despesas médicas, adverte um novo estudo divulgado numa conferência médica nos Estados Unidos.

"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.

Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.

As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.

O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Déficit da Alemanha caiu a 1% do PIB em 2011

Com o aumento do nível de emprego, que aliviou a conta da previdência social, o déficit público da Alemanha foi de apenas 1% do produto interno bruto em 2011, em comparação com 4,3% em 2010 e 3,2% em 2009, informa o instituto oficial de estatísticas do país, Destatis.

A Alemanha cresceu 3% no ano passado, mas teve contração de 0,5% no último trimestre principalmente por causa da crise das dívidas públicas de outros países da Zona do Euro.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comissão Europeia propõe lançamento de eurobônus

A Comissão Europeia está propondo o lançamento de títulos da dívida de toda a Zona do Euro, noticia o jornal Financial Times.

Até agora, a Alemanha resiste à proposta, alegando que as economias mais frágeis pegariam carona na credibilidade alemã e assim teriam menos pressão para fazer as reformas necessárias para a estabilidade da moeda comum.

Os mercados enfrentam mais um dia de pânico por causa da crise das dívidas públicas da Zona do Euro e do fracasso da comissão bipartidária encarregada de apresentar propostas para reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Irlanda sai da crise mas enfrenta desafios, diz OCDE

Com o aumento das exportações, a economia da Irlanda deve ter um crescimento de 1,2% em 2011, superando sua pior crise política desde que o país entrou para a Comunidade Europeia, em 1975, afirma um relatório da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne países industrializados.

O déficit orçamentário, que chegou a 32% no ano passado, quando o governo assumiu as dívidas dos principais bancos irlandeses, deve cair para 10% neste ano e se enquadrar no limite de 3% previsto no Pacto de Estabilidade que sustenta o euro até 2015.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Déficit de Portugal estoura meta

O déficit orçamentário de Portugal no primeiro semestre de 2011 foi de 8,3% do produto interno bruto do país, bem acima dos 5,9% prometidos no acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.

Ao reconhecer o problema, o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, declarou que Portugal não tem alternativa a não ser tomar novas medidas neste ano e em 2012 para ajustar as contas públicas e honrar a meta de apenas 3% de déficit em 2013.

Em 2010, o déficit público português ficou em 9,8% do PIB.

domingo, 2 de outubro de 2011

Grécia não cumpre meta de redução do déficit

Por causa da recessão econômica, o déficit público da Grécia deve chegar a 8,5% do produto interno bruto em 2011, acima da meta de 7,4% negociada com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional em troca de um empréstimo de emergência de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 250 bilhões) acertado em maio do ano passado, noticia a agência Reuters.

Na proposta orçamentária para 2012, o governo grego anunciou hoje a demissão de mais 30 mil funcionários públicos, que serão colocados em “disponibilidade”, informa a agência France Presse. Com uma queda de 2,5% prevista para o PIB deste ano, o quarto seguido de contração, Atenas também admitiu que não vai conseguir cumprir as metas de redução do déficit neste ano e no próximo.

Diante da dificuldade de ajustar as contas públicas, a Grécia pode enfrentar mais resistência para receber as próximas parcelas do primeiro empréstimo e obter um segundo de seus parceiros da Zona do Euro e do FMI.

Hoje, o vice-líder da União Social-Cristã, Alexander Dobrindt, principal partido aliado da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, no estado da Baviera, declarou que, se a Grécia não conseguir restaurar o equilíbrio fiscal, seria melhor que saía da união monetária europeia e deixe de usar o euro como moeda.

“É uma solução para levar a Grécia de volta a uma situação econômica estável e competitiva”, disse Dobrindt em entrevista de rádio, “que isso seja feito fora da Eurozona”.

A deterioração da situação fiscal da Grécia é um complicador a mais num cenário econômico internacional extremamente preocupante.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio opera em queda de cerca de 2%.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Portugal promete maior corte de gastos em 50 anos

Para reduzir o déficit orçamentário a zero em cinco anos, Portugal promete fazer o maior corte nos gastos públicos em mais de 50 anos, revela hoje o jornal inglês Financial Times, o principal diário econômico-financeiro europeu. O governo conservador pretende demitir 10 mil funcionários públicos por ano.

Hoje o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou que as despesas do governo serão reduzidas até 2015 em sete pontos percentuais para 43,5% do produto interno bruto, a soma de todas as riquezas que o país produz num ano menos as importações.

Depois das ajudas de emergência à Grécia e à Irlanda, Portugal recebeu empréstimos de 78 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia para combater a crise da dívida pública. Em troca, prometeu equilibrar as contas públicas.

Outras medidas incluem o congelamento dos salários do setor público em 2012 e 2013, e a demissão de 10 mil funcionários públicos por ano, informa hoje a imprensa portuguesa. Os gastos da Previdência Social devem ser reduzidos em 0,6% do PIB.