A guerra comercial do governo Donald Trump contra o resto do mundo começa a fazer estragos do outro lado do Oceano Atlântico. As encomendas à indústria manufatureira na Alemanha caíram 4% em junho de 2018. Foi a maior baixa em quase um ano e meio.
O declínio foi acentuado pela queda de 5,9% nas encomendas de fora da Zona do Euro. A demanda interna caiu 2,8% e no resto da Eurozona em 2,7%. As encomendas de bens de capital foram especialmente fracas, com queda de 4,7% na Alemanha e de 4,5% na Eurozona.
Os dados mensais podem oscilar, mas uma queda tão forte indica que a guerra de tarifas de Trump está abalando o comércio mundial e o sistema multilateral do comércio..
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Produção industrial da Alemanha cai 4% num mês
Com uma redução de 5,7% nas encomendas, a poderosa indústria alemã sofreu uma forte queda de 4% em agosto, revelou ontem o Destatis, órgão oficial de estatísticas da República Federal da Alemanha. Foi o maior recuo desde 2009. Os economistas esperavam uma baixa menor, de 1,5%.
A produção de bens de capital, máquinas usadas na produção foi 8,8% menor, a de bens intermediários recuou 1,9% e a de bens de consumo, 0,4%. A construção caiu 2%. O setor de energia avançou 0,3%.
O crescimento industrial de julho foi revisado para baixo, de 1,9% para 1,6% positivo. A contração de agosto é um mau presságio para o desempenho econômico da Alemanha no terceiro trimestre de 2014.
A maior economia da Europa e quarta do mundo sofre com a estagnação na Zona do Euro, de que é parcialmente responsável ao impor programas de austeridade e disciplina fiscal para enfrentar a crise internacional, e também com as sanções impostas à Rússia por causa da guerra na Ucrânia.
Diante da persistência da crise na Europa, as bolsas caíram no mundo inteiro, com baixa de 1% em Londres e 1,6% no Índice Dow Jones, em Nova York, enquanto a Bolsa de S. Paulo avançava 0,56%.
A produção de bens de capital, máquinas usadas na produção foi 8,8% menor, a de bens intermediários recuou 1,9% e a de bens de consumo, 0,4%. A construção caiu 2%. O setor de energia avançou 0,3%.
O crescimento industrial de julho foi revisado para baixo, de 1,9% para 1,6% positivo. A contração de agosto é um mau presságio para o desempenho econômico da Alemanha no terceiro trimestre de 2014.
A maior economia da Europa e quarta do mundo sofre com a estagnação na Zona do Euro, de que é parcialmente responsável ao impor programas de austeridade e disciplina fiscal para enfrentar a crise internacional, e também com as sanções impostas à Rússia por causa da guerra na Ucrânia.
Diante da persistência da crise na Europa, as bolsas caíram no mundo inteiro, com baixa de 1% em Londres e 1,6% no Índice Dow Jones, em Nova York, enquanto a Bolsa de S. Paulo avançava 0,56%.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Ordens de bens duráveis têm forte alta nos EUA
As encomendas de bens duráveis, com pelo menos três anos de uso, à indústria dos Estados Unidos cresceram 2,6% em março de 2014, superando a expectiva dos analistas e apontando uma aceleração do crescimento no segundo trimestre, anunciou ontem o Departamento do Comércio.
Os EUA cresceram num ritmo de 2,6% ao ano no último trimestre de 2013. Com o rigoroso inverno, as estimativas para o primeiro trimestre deste ano ficam em torno de 1,5% ao ano.
Entre os dados positivos, destaca-se o aumento de 2,2% as ordens de bens de capital (máquinas de produção) de fora do setor de defesa, um indicador de maior investimento de empresas.
As encomendas de computadores e produtos eletrônicos registraram a maior alta desde novembro de 2010.
Os EUA cresceram num ritmo de 2,6% ao ano no último trimestre de 2013. Com o rigoroso inverno, as estimativas para o primeiro trimestre deste ano ficam em torno de 1,5% ao ano.
Entre os dados positivos, destaca-se o aumento de 2,2% as ordens de bens de capital (máquinas de produção) de fora do setor de defesa, um indicador de maior investimento de empresas.
As encomendas de computadores e produtos eletrônicos registraram a maior alta desde novembro de 2010.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Encomenda de máquinas à indústria alemã aumenta
Por causa da forte demanda externa, a encomenda de máquinas industriais às fábricas da Alemanha registrou alta anual de 7% em novembro de 2013. As ordens do exterior cresceram 12% em relação a novembro de 2012, enquanto as encomendas internas caíram 1%.
Na comparação mensal, as encomendas totais à indústria alemã subiram 2,1% em novembro, compensando a queda de 2,1% em outubro.
Na comparação mensal, as encomendas totais à indústria alemã subiram 2,1% em novembro, compensando a queda de 2,1% em outubro.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Economia dos EUA não encolheu no fim de 2012
A economia dos Estados Unidos ficou praticamente estagnada nos três últimos meses de 2012. Mas, em vez do pequeno recuo de 0,1% ao ano anunciado inicialmente, a segunda estimativa do produto interno bruto, divulgada hoje, registrou alta de 0,1% ao ano. Os economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal esperavam crescimento de 0,5% ao ano.
Foi o menor avanço desde o primeiro trimestre de 2011. Com a revisão, a maior economia do mundo acumula 14 trimestres consecutivos de expansão desde que saiu da Grande Recessão no segundo semestre de 2009.
O crescimento de 2012 ficou nos mesmos 2,2% da estimativa anterior. A forte desaceleração dos 3,1% ao ano do terceiro trimestre do ano passado para 0,1% ao ano no quarto trimestre foi atribuída a uma queda de 14,8% nos gastos do governo federal, pressionado pelo déficit público trilionário. O orçamento militar sofreu o maior corte em 40 anos.
A inflação do ano passado foi de 1,5%, dentro da meta de 1% a 2% perseguida informalmente pela Reserva Federal, o banco central dos EUA.
Para 2013, a expectativa é que mais reduções nas despesas governamentais continuem travando o crescimento econômico.
A queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego em 22 mil para 344 mil, na semana passada, indica a continuação da lenta recuperação do mercado de trabalho. Totais abaixo de 400 mil sinalizam fortalecimento. O índice de desemprego de janeiro foi de 7,9%
As atenções se voltam para o mundo político. O Congresso e a Casa Branca têm até amanhã para fazer ajustes no orçamento para conter o déficit. Caso contrário, entram em vigor cortes automáticos nos gastos públicos no valor de US$ 85 bilhões.
Ontem, além de uma forte alta de 28,9% na venda de imóveis residenciais novos em janeiro, foi anunciado que as encomendas de máquinas para a indústria cresceram 6,3% em janeiro.
O ambiente de negócios também foi favorecido pela facilidade com que a Itália levantou ontem 6,5 bilhões de euros vendendo títulos de cinco e dez anos de prazo. Apesar de pagar juros mais elevados por causa das eleições parlamentares que levaram a um impasse político no país, os 4,83% ao ano pagos nos bônus de dez anos não alarmaram o mercado financeiro.
Hoje, o primeiro-ministro Shinzo Abe enviou ao Parlamento suas indicações para dirigir o Banco do Japão, peça-chave de sua estratégia para combater a deflação e a estagnação crônicas da terceira maior economia do mundo (leia abaixo).
Foi o menor avanço desde o primeiro trimestre de 2011. Com a revisão, a maior economia do mundo acumula 14 trimestres consecutivos de expansão desde que saiu da Grande Recessão no segundo semestre de 2009.
O crescimento de 2012 ficou nos mesmos 2,2% da estimativa anterior. A forte desaceleração dos 3,1% ao ano do terceiro trimestre do ano passado para 0,1% ao ano no quarto trimestre foi atribuída a uma queda de 14,8% nos gastos do governo federal, pressionado pelo déficit público trilionário. O orçamento militar sofreu o maior corte em 40 anos.
A inflação do ano passado foi de 1,5%, dentro da meta de 1% a 2% perseguida informalmente pela Reserva Federal, o banco central dos EUA.
Para 2013, a expectativa é que mais reduções nas despesas governamentais continuem travando o crescimento econômico.
A queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego em 22 mil para 344 mil, na semana passada, indica a continuação da lenta recuperação do mercado de trabalho. Totais abaixo de 400 mil sinalizam fortalecimento. O índice de desemprego de janeiro foi de 7,9%
As atenções se voltam para o mundo político. O Congresso e a Casa Branca têm até amanhã para fazer ajustes no orçamento para conter o déficit. Caso contrário, entram em vigor cortes automáticos nos gastos públicos no valor de US$ 85 bilhões.
Ontem, além de uma forte alta de 28,9% na venda de imóveis residenciais novos em janeiro, foi anunciado que as encomendas de máquinas para a indústria cresceram 6,3% em janeiro.
O ambiente de negócios também foi favorecido pela facilidade com que a Itália levantou ontem 6,5 bilhões de euros vendendo títulos de cinco e dez anos de prazo. Apesar de pagar juros mais elevados por causa das eleições parlamentares que levaram a um impasse político no país, os 4,83% ao ano pagos nos bônus de dez anos não alarmaram o mercado financeiro.
Hoje, o primeiro-ministro Shinzo Abe enviou ao Parlamento suas indicações para dirigir o Banco do Japão, peça-chave de sua estratégia para combater a deflação e a estagnação crônicas da terceira maior economia do mundo (leia abaixo).
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Encomendas de máquinas aumentam no Japão
As encomendas de máquinas pesadas ao Japão tiveram uma alta inesperada de 14,8% em novembro de 2011 em relação ao mês anterior. Os economistas esperavam um avanço de apenas 6%.
Essas encomendas são vistas como um indicador da atividade industrial dentro de seis a nove meses, mas os analistas consideram esse ritmo insustentável por causa da crise das dívidas públicas na Europa e da valorização da moeda japonesa, o iene. O país é o maior fabricante mundial de robôs para a indústria
A maioria das encomendas não veio de fábricas, mas de empresas de energia, transportes e construção civil.
O Banco do Japão acredita que a economia tenha estagnado no fim do ano passado e início deste. Espera a retomada de um crescimento moderado, informa a televisão americana especializada em noticiário econômico CNBC.
Essas encomendas são vistas como um indicador da atividade industrial dentro de seis a nove meses, mas os analistas consideram esse ritmo insustentável por causa da crise das dívidas públicas na Europa e da valorização da moeda japonesa, o iene. O país é o maior fabricante mundial de robôs para a indústria
A maioria das encomendas não veio de fábricas, mas de empresas de energia, transportes e construção civil.
O Banco do Japão acredita que a economia tenha estagnado no fim do ano passado e início deste. Espera a retomada de um crescimento moderado, informa a televisão americana especializada em noticiário econômico CNBC.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Produção industrial cai na Alemanha
A produção da indústria da Alemanha caiu 1% em agosto, menos do que a perda de 2% prevista pelos economistas. Essa baixa foi atribuída às férias de verão, mas a expectativa é de uma redução maior por causa da diminuição das ordens.
Em agosto, a produção de bens de consumo diminuiu 4,9%, enquanto a de bens de capital avançou 0,2%.
No ano, a produção industrial alemã cresceu 7,7%.
Em agosto, a produção de bens de consumo diminuiu 4,9%, enquanto a de bens de capital avançou 0,2%.
No ano, a produção industrial alemã cresceu 7,7%.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Encomendas de máquinas crescem no Japão
As encomendas de máquinas industriais no Japão subiram 4% em abril.
O país é líder mundial no setor. Assim, o índice é considerado um dos indicadores de investimento em bens de produção e expansão da atividade industrial.
O país é líder mundial no setor. Assim, o índice é considerado um dos indicadores de investimento em bens de produção e expansão da atividade industrial.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Ordens de bens duráveis caem nos EUA
Pelo segundo mês consecutivo, em setembro, as encomendas de produtos industriais duráveis caíram nos Estados Unidos além da expectativa do mercado, anunciou hoje o Departamento do Comércio. A queda nas encomendas do setor de defesa superou a demanda por bens de capital.
Ao todo, as encomendas de bens duráveis foram 1,7% menores em agosto, depois de uma baixa de 5,3% em setembro. Os analistas de mercado previam uma queda de 1,1%.
Os detalhes do relatório revelam dados mais encorajadores. As ordens de bens capital cresceram 0,4%, com forte demanda de máquinas industriais. Já as ordens do setor de defesa foram 39% menores. Excluindo-as os pedidos de bens duráveis à indústria aumentaram 0,7%.
"São ganhos modestos, comentou Stephen Gallagher, economista do banco francês Société Générale. "Mas num ambiente em que as empresas estão preocupadas com a perspectiva econômica e um possível aperto de crédito, ainda vemos um aumento de ordens do setor privado. Esses números não alteram muito a expectativa de um crescimento de 3% a 3,3% no terceiro semestre, o que será anunciado na próxima semana."
Confira aqui o relatório completo do Departamento do Comércio dos EUA.
Ao todo, as encomendas de bens duráveis foram 1,7% menores em agosto, depois de uma baixa de 5,3% em setembro. Os analistas de mercado previam uma queda de 1,1%.
Os detalhes do relatório revelam dados mais encorajadores. As ordens de bens capital cresceram 0,4%, com forte demanda de máquinas industriais. Já as ordens do setor de defesa foram 39% menores. Excluindo-as os pedidos de bens duráveis à indústria aumentaram 0,7%.
"São ganhos modestos, comentou Stephen Gallagher, economista do banco francês Société Générale. "Mas num ambiente em que as empresas estão preocupadas com a perspectiva econômica e um possível aperto de crédito, ainda vemos um aumento de ordens do setor privado. Esses números não alteram muito a expectativa de um crescimento de 3% a 3,3% no terceiro semestre, o que será anunciado na próxima semana."
Confira aqui o relatório completo do Departamento do Comércio dos EUA.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Ordens de bens duráveis crescem 3,4% nos EUA
As encomendas de bens duráveis aumentaram 3,4% em março nos Estados Unidos, puxadas pelas compras de aviões e de bens de capital, anunciou ontem o Departamento de Comércio. Esse número supera a média das previsões dos economistas, de 2,5%. É o maior aumento desde dezembro.
Quem se destacou foi a fábrica de aviões Boeing, com 37,6% a mais em encomendas. Já o setor de bens de capital cresceu 4,7% depois de uma queda acumulada de 8,5% em janeiro e fevereiro.
Quem se destacou foi a fábrica de aviões Boeing, com 37,6% a mais em encomendas. Já o setor de bens de capital cresceu 4,7% depois de uma queda acumulada de 8,5% em janeiro e fevereiro.
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