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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Trump tenta convencer norte-americanos de que a economia vai bem

Num momento de grande impopularidade, com a aprovação de apenas 36%, a menor de seu segundo governo, o presidente Donald Trump fez hoje o Discurso sobre o Estado da União, a prestação de contas anual do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, tentando convencer a nação de que vai tudo bem. Repete o erro de Joe Biden, ao ignorar as dificuldades econômicas da maioria da população.

Foi o mais longo Discurso sobre o Estado da União da história: uma hora e 47 minutos de insultos, mentiras, falsidades e autocongratulação com escassa relação com a verdade e uma postura mussolinesca de cabeça para trás e queixo empinado. 

"Nossa nação está de volta, maior, melhor e mais forte do que nunca", gabou-se Trump.

Como de costume, afirmou que recebeu o país em péssimas condições de Joe Biden e fez a maior reviravolta em apenas um ano. Mente que a inflação era a maior da história, que o país estava invadido por imigrantes ilegais e com dificuldade para recrutar militares.

"Agora, temos a fronteira mais segura da história dos EUA", afirmou, acrescentando que nos últimos 12 meses não entrou nenhum imigrante ilegal no país. "A entrada de fentanil caiu 56% e o índice de homicídios caiu como nunca, desde que meu pai nasceu. O governo Biden e seus aliados no Congresso nos legou a pior inflação da história", o que é mentira.

Em seguida, declarou que o país está recebendo investimentos de US$ 18 bilhões, o que ninguém acredita. "Recebemos de nossa nova aliada Venezuela 8 milhões de barris". Acrescentou que a produção dos EUA aumentou em 600 mil barris diários porque ele cumpriu a promessa de mandar "perfurar, perfurar e perfurar" novos poços de petróleo.

"Acabamos com [as políticas de] DEI (diversidade, equidade e inclusão) nos EUA", um sinal evidente de seu racismo e desprezo pelas minorias. Antes de Trump começar a falar, o deputado federal pelo Texas Al Green foi expulso do plenário por apresentar um cartaz com as palavras: "Negros não são macacos", uma referência ao vídeo divulgado pela Casa Branca em que o ex-presidente Barack Obama e sua mulher, Michelle Obama, eram retratados como macacos.

"Estamos ganhando como nunca", falou ao convocar o time de hóquei sobre o gelo dos EUA, que conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália. O time feminino de hóquei também ganhou ouro, mas se recusou a participar do evento de hoje no Congresso alegando problema de agenda.

Trump acusou os democratas de votar contra seu corte de impostos para ricos e grandes empresas como se beneficiasse o cidadão comum. Também criticou a Suprema Corte por ter derrubado o tarifaço de sua guerra comercial. Mentiu mais uma vez ao dizer que são os estrangeiros que pagam pelas tarifas de exportação. A delegacia do banco central em Nova York estimou que 90% das tarifas são pagas por consumidores e empresas norte-americanas.

O presidente culpou os democratas pelo alto custo de vida, um dos grandes problemas deste governo: "Os preços estão desabando. O preço dos ovos caiu 60%. Mesmo a carne, que estava muito cara, está caindo. A energia caiu a números que ninguém acredita." 

Ele responsabilizou o programa de saúde do governo Barack Obama de enriquecer as empresas de seguro-saúde. Mais uma falsidade. Até hoje, Trump não apresentou uma proposta para a saúde. Também alegou que está baixando os preços dos medicamentos como nunca. "Os outros presidentes prometeram, falaram, mas não agiram. Hoje, pagamos os menores preços do mundo por medicamentos." Falso. Falou em quedas de 400%, 500% e 600%, mas 100% seriam suficientes para zerar os preços.

Em mais um desafio à Constituição, citou a possibilidade de exercer um terceiro mandato.

Não há nenhum indício de fraude em massa em eleições nos EUA, mas Trump insiste que "a fraude é desenfreada em nossa eleições... Eles querem trapacear. Eles têm trapaceado. E suas políticas são tão ruins que a única maneira de serem eleitos é trapaceando e vamos acabar com isso." Mais um insulto à oposição.

Até hoje, Trump não reconheceu a derrota para Biden em 2020. Seus advogados e aliados fizeram 61 reclamações à Justiça. Em todos os casos, os juízes não viram elementos suficientes para abrir um processo.

Ele pede que todos os eleitores provem que não são imigrantes ilegais. Um estudo de seu Departamento de Segurança Interna, entre 49,5 milhões de eleitores, foram identificados cerca de 10 mil casos para maior investigação, 0,02% to total. Trump prepara maneiras de interferir nas eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro, quando deve perder a maioria na Câmara e talvez também no Senado.

A seguir, inventou que um estado tentou mudar o sexo de uma menina na plateia. "Os democratas estavam destruindo nosso país, mas os paramos em cima da hora."

Trump se vangloriou de reduzir a violência nos EUA com sua política anti-imigrantes: "Deportamos imigrantes ilegais criminosos em número recorde", disse Trump. Na verdade, a maioria das pessoas detidas por agentes de imigração não têm condenação criminal. Seu governo deportou muito menos do que o governo Obama, com a diferença de que o democrata deportou criminosos.

Para defender a atuação de sua política de imigração fascistoide, apresenta família que perderam parentes em crimes cometidos por imigrantes. Mas a realidade é que imigrantes cometem muito menos crimes proporcionalmente do que cidadãos norte-americanos.

Quando Trump defendia sua política anti-imigração, a deputada federal por Minnesota Ilhan Omar, de origem somaliana, disparou: "Você matou norte-americanos", numa referência às mortes de Renne Good e Alex Pretti, baleados pela polícia de imigração em Mineápolis em janeiro.

O presidente se congratulou por acabar com oito guerras. Não acabou com nenhuma. No máximo, intermediou um acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão sem resolver os problemas históricos entre os dois países.

Às vésperas de um possível bombardeio ao Irã, Trump acusou o regime dos aiatolás de terrorismo e de ter matado 32 mil iranianos na onda de protestos recentes. Insistiu na mentira de que erradicou o programa nuclear do Irã. Declarou que o Irã nunca poderá ter armas nucleares nem mísseis capazes de atingir a Europa e as bases dos EUA no Oriente Médio.

"Minha preferência é resolver o problema diplomaticamente. Mas não se enganem, o maior patrocinador de terrorismo jamais poderá ter armas nucleares", ameaçou, ao defender sua estratégia de "paz através da força". Não revelou qual o objetivo de um possível ataque: acabar com o programa nuclear? Derrubar o regime? Proteger os manifestantes?

Ao falar dos "aliados e amigos" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), citou o compromisso assumido de que cada país gaste 5% do produtos interno bruto com defesa a partir de 2035, o que exigiu para não retirar as forças dos EUA da Europa. Também se vangloriou de não mandar mais dinheiro para a Ucrânia: "Tudo o que estamos enviando para a Ucrânia fazemos através da OTAN e eles nos pagam." Os europeus compram armas e munições dos EUA.

Não esqueceu de falar do Hemisfério Ocidental, nome que usa para se referir à América, dizendo que garantiu a segurança e acabou com o tráfico de drogas através do mar. Em seu tom hiperbólico, chamou a captura e o sequestro do ditador venezuelano Nicolás Maduro para levá-lo para julgamento nos EUA uma das operações militares mais espetaculares da história.

"Estamos trabalhando com a nova presidente Delcy Rodríguez para gerar ganhos extraordinários para os dois países". O futuro da Venezuela é incerto. Por enquanto, Trump conchava com o regime em troca de petróleo.

Em outro momento, convoca a primeira-dama Melanie Trump para condecorar um aviador que teria enfrentado aviões da União Soviética durante a Guerra da Coreia (1950-53).

A resposta democrata foi feita pela governadora da Virgínia, Abigail Spanberger. Ela declarou que Trump não se preocupa com a segurança e a situação econômica do cidadão comum, que nunca se viu tanta corrupção. Citou o enriquecimento de um presidente e sua família, inclusive com criptomoedas e outros negócios suspeitos, e o escândalo sexual de Jeffrey Epstein. 

A governadora lembrou sua eleição e outras que o Partido Republicano perdeu desde a posse de Trump e afirmou que o Partido Democrata vai ganhar as eleições intermediárias de 3 de novembro porque "nós trabalhamos para o povo."

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terça-feira, 29 de abril de 2025

Presidência imperial de Trump tem queda de popularidade aos 100 dias

Depois de ganhar pela primeira vez no voto popular e voltar à Casa Branca com uma popularidade maior do que tinha no primeiro governo, apesar de uma condenação criminal, o presidente Donald Trump chega hoje aos 100 dias de governo com reprovação maior do que aprovação, em meio a uma guerra comercial que causa incerteza à economia, abusos na deportação de imigrantes e conflitos com os aliados, a Justiça, o jornalismo independente, as universidades, o meio ambiente e a burocracia estatal.

As últimas pesquisas dão a Trump entre 39% e 42% de aprovação. É a menor nesta altura do governo desde Dwight Eisenhower em 1950. O atual presidente assumiu com o apoio de 52%, mais do que teve nas urnas. No primeiro governo, nunca teve mais de 50%. Este declínio rápido da popularidade quando o presidente deveria estar em lua de mel com o eleitorado e o Congresso é resultado do autoritarismo, do amadorismo, da incompetência e da improvisação do segundo governo Trump.

Trump foi reeleito principalmente porque a maioria do eleitorado viu nele, por ser um bilionário, alguém capaz de fazer uma administração econômica melhor depois da maior inflação em 40 anos e da alta do custo de vida no governo Joe Biden. A imigração, as políticas identitárias e outras questões também pesaram, mas o que decidiu a eleição foi a economia. O governo anterior foi reprovado.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Economia derrotou Kamala Harris

 A grande razão da vitória do ex-presidente Donald Trump foi o descontentamento do eleitor dos Estados Unidos com o governo Joe Biden e especialmente com a economia. Sob o impacto da pandemia, a inflação subiu a 9,1% ao ano, o maior nível em 41 anos. Agora, está em 2,4%. Os preços pararam de subir tanto, mas não caíram. O custo de vida subiu cerca de 20% e a vice-presidente Kamala Harris foi punida por isso e o Partido Democrata por abraçar o neoliberalismo desde o governo Bill Clinton (1993-2001).

Nesta quarta-feira, Kamala telefonou para cumprimentar Trump e prometeu uma transição de poder pacífica, ao contrário do que o ex-presidente fez em 2021, quando mandou seus partidários atacar o Congresso para impedir a certificação da vitória de Biden. Os dois prometeram trabalhar juntos para unir o país. Biden também ligou para Trump e o convidou a ir à Casa Branca para negociar a transição.

Mais tarde, Kamala fez um discurso para os militantes democratas e insistou na mensagem: "Quando a gente luta, nós ganhamos, mas a luta pode levar tempo. (...) O importante é não desistir de tentar criar um mundo melhor."

Foi também uma vitória do fascismo, do racismo, do machismo e da ignorância. A grande clivagem foi entre os com e sem diploma de curso superior. É um sintoma do declínio relativo dos EUA, onde as eleições sempre foram vencidas pelo centro, atraindo os votos de eleitores independentes, que não votam sempre no mesmo.

Trump conseguiu convencer a maioria do eleitorado de que é um defensor da classe trabalhadora, quando toda sua vida empresarial e política indica exatamente o contrário. É um bilionário. Vai governar para bilionários como Elon Musk.

Suas propostas econômicas de cortar impostos para os ricos e grandes empresas vão aumentar a dívida pública e, se aplicar o tarifaço prometido na campanha, certamente vai gerar inflação.

Em política externa, Trump deve ser isolacionista, o que assusta os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e cortar a ajudar militar à Ucrânia, talvez por força de seu relacionamento com o ditador da Rússia, Vladimir Putin. O jornalista Bob Woodward, um dos que descobriu o Escândalo de Watergate, acredita que Putin deve saber se segredos de Trump e vai continuar manobrando para manipular o ex-presidente.

Este é o maior ano eleitoral da história. Cerca de 4 bilhões de pessoas foram ou vão às urnas. A grande maioria tem punido os governos do dia.

Para o Brasil, a grande lição é que, se Trump tivesse sido condenado pela tentativa de golpe de 6 de janeiro de 2021, estaria inelegível. Assim é preciso processar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os militares golpistas que o apoiam para impedir que voltem.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Kamala vence debate e ganha apoio de Taylor Swift

 No primeiro e talvez único debate entre os dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos em 5 de novembro, a vice-presidente Kamala Harris conseguiu colocar o ex-presidente Donald Trump na defensiva, acusando-o de racismo e extremismo, apresentando-se como mais presidencial. Uma pesquisa da rede de televisão CNN lhe deu a vitória por 63% a 37%.

Assim que o debate acabou, a cantora e compositora Taylor Swift, que tem 200 milhões de seguidores nas redes sociais, anunciou o apoio a Kamala, importante na era em que a campanha se faz na rede mundial de computadores.

O debate começou com o tema que mais preocupa os eleitores, a economia. Desde o início, Trump colocou o problema da imigração ilegal, mas derrapou na questão do aborto. Perdeu a compostura quando Kamala disse que as pessoas estavam saindo mais cedo dos comícios do candidato republicano.

Trump começou a gritar e mentir. Falou, por exemplo, que o vice-presidente de Kamala, Tim Walz, é a favor não só de aborto até o nono mês da gravidez como o assassinato de recém-nascidos. Os mediadores deixaram claro que isso é proibido em todos os EUA. Trump também disse que imigrantes haitianos estão roubando e matando cães e gatos de estimação para comer em Springfield, na Pensilvânia, o estado mais decisivo nesta eleição.

Até como comandante em chefe, Kamala foi melhor do que Trump, que parecia velho e cansado. Ela o acusou de ser leniente com ditadores e desrespeitoso com os aliados. Talvez o melhor momento de Trump tenha sido no final, quando perguntou: se tem tantos planos, por que não fez durante os três anos e meio em que é vice-presidente.

A estratégia do ex-presidente é atacar o governo Joe Biden na economia, imigração ilegal e de ser um líder fraco por causa das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, e associar Kamala a um presidente impopular. Ela afirmou que "claramente não sou Biden" para se apresentar como novidade e não como a continuação de um governo mal avaliado, principalmente por causa da inflação e da alta no custo de vida.

Depois da discussão feroz, a campanha democrata propôs a realização de mais um debate. Trump alegou ser uma manobra de quem perdeu, mas foi ele que foi à sala de imprensa dar explicações aos jornalistas. Normalmente isso é feito por assessores.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Guerra, juros e inflação devem manter crescimento mundial baixo

 Apesar do maciço apoio dos Estados Unidos e aliados a Kiev e da rebelião dos mercenários do grupo Wagner, não se esperam grandes avanços na contraofensiva da Ucrânia contra a invasão russa no terceiro trimestre de 2023. A inflação, os juros e a guerra devem manter a economia mundial em ritmo lento.

As grandes economias e os países emergentes em boa situação macroeconômica, inclusive o Brasil, devem enfrentar bem a situação, mas há riscos em países em desenvolvimento como a Argentina, o Egito e o Paquistão.

Os riscos e as questões éticas relativas à inteligência artificial devem ampliar os esforços de regulamentação do setor, diminuindo o ritmo de inovação.

Com as altas temperaturas do verão no Hemisfério Norte – e 3 julho foi considerado o ano mais quente da história –, a seca vai se agravar no Sul da Europa e no Norte da África. Pode gerar crises econômicas e políticas na orla do Mar Mediterrâneo.

A China vai continuar retaliando as empresas ocidentais, em resposta às restrições ao acesso à tecnologia de microprocessadores, que o regime comunista chinês vê como uma ameaça ao desenvolvimento do país.

Diante do apoio chinês à guerra da Rússia, o Japão e a Coreia do Sul aumentam a cooperação militar entre si e com os Estados Unidos, o que pode provocar reações da Coreia do Norte.

Na reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a ser realizada em Joanesburgo, na África do Sul de 22 a 24 de agosto, a China e a Rússia devem fazer pressão para a entrada de novos membros. O Brasil e a Índia temem uma diluição da influência num grupo muito grande.

A Espanha realiza eleições em 23 de julho e a Argentina faz primárias em 13 de agosto. Nos dois países, há uma expectativa de vitória da direita e de ascensão da extrema direita. Meu comentário:

terça-feira, 1 de março de 2022

Putin já perdeu a Guerra da Ucrânia

 O ditador Vladimir Putin pode até vencer militarmente a Guerra da Ucrânia. Deve ganhar, dada a superioridade das Forças Armadas da Rússia. Mas já perdeu politicamente. 

O resultado é o oposto do que ele queria: a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, e o nacionalismo ucraniano saem fortalecidos. Meu comentário:

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Biden propõe agenda progressista como não se via há décadas

 No primeiro discurso no Congresso como presidente dos Estados Unidos, um dia antes de completar 100 dias na Casa Branca, Joe Biden anunciou planos ambiciosos de US$ 6 trilhões de dólares, incluindo o Plano de Resgate sancionado em 11 e março para modernizar a infraestrutura, gerar empregos, preparar o país para a competição no século 21, realizar a transição para uma economia com menos carvão e petróleo, reduzir à metade a pobreza infantil, oferecer saúde e educação para quem não pode pagar. 

Com a agenda mais ambiciosa e um presidente democrata em décadas, é um verdadeiro enterro do neoliberalismo. O plano é financiar todos estes investimentos com aumentos de impostos para os ricos e as grandes empresas. Meu comentário:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Biden quer US$ 1,9 trilhão para combater pandemia e recuperar economia

 Depois de tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito, Joe Biden, vai pedir ao Congresso dos Estados Unidos a aprovação de um pacote econômico de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,89 trilhões) para combater a doença do coronavírus de 2019, aumentar a testagem, acelerar a vacinação e recuperar a economia.

No Brasil, vários hospitais de Manaus ficaram sem oxigênio e vários pacientes morreram. Mais de 200 doentes foram transferidos para outros estados. O governo federal pediu ajuda aos EUA para transportar cilindros de oxigênio.

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, marcou para 20 de janeiro o início da campanha nacional de imunização.

Mais de 38 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora em cerca de 50 países. A Indonésia e a Turquia iniciaram a imunização ontem.

No mundo inteiro, são mais de 93 milhões de casos confirmados. O total de mortes deve chegar a 2 milhões nesta sexta-feira. Uma equipe de virologistas da Organização Mundial da Saúde chegou à China para investigar a origem da pandemia. Meu comentário:

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Trump e Biden fazem último debate civilizado e equilibrado

Presidente não obteve vitória para virar o jogo, que ainda não acabou

No último debate antes da eleição presidencial de 3 de novembro, o presidente Donald Trump e o ex-vice-presidente Joe Biden fizeram ontem à noite em Nashville, no estado do Tennessee, um duelo equilibrado e muito mais civilizado do que o primeiro, sem um nocaute. 

Líder nas pesquisas, Biden teve a clara preocupação de não se comprometer. Os temas mais polêmicos foram pandemia, saúde, corrupção, racismo e meio ambiente. Com os Estados Unidos polarizados e a opinião pública cristalizada, a expectativa é que não haja grande mudança no eleitorado. Cerca de 50 milhões já votaram antecipadamente.

Mais uma vez, Biden se apresentou como um homem decente, de caráter. Acusou Trump de ser "o presidente mais racista da história moderna do país" e de não pagar impostos, e previu um "inverno escuro", com o agravamento da pandemia do coronavírus de 2019 e possivelmente mais 200 mil mortes nos EUA.

Trump perguntou por que o candidato democrata não fez tudo o que promete nos 47 anos em que ficou no Senado e quando era vice-presidente nos governos Barack Obama (2009-17) e afirmou que uma vitória da oposição vai causar "uma recessão nunca vista". Atacou o que o outro não fez e não revelou o que pretende fazer num segundo mandato, além de recuperar a economia.

Leia mais em Quarentena News.

domingo, 18 de outubro de 2020

China cresce 4,9% em sinal de recuperação pós-pandemia

Num sinal de recuperação pós-pandemia, a China cresceu 4,9% no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período no ano passado. Depois de sofrer uma queda histórica no primeiro trimestre, sob o impacto da doença do coronavírus de 2019, que começou na cidade chinesa de Wuhan, a economia do país avançou 3,2% no terceiro trimestre.

O crescimento ficou abaixo da expectativa de mercado, que esperava 5,3%, mas indica que a China pode estar retomando o ritmo de crescimento de 6% ao ano anterior à pandemia. Enquanto o resto do mundo ainda sofre, o país onde tudo começou 

A China deve ser a única grande economia do mundo a crescer neste ano. O Fundo Monetário Internacional prevê uma queda de 4,4% na produção mundial. Para a China, a previsão é de uma alta de 1,9% no produto interno bruto, a soma de toda a riqueza produzida no país menos as importações.

O comércio exterior chinês voltou a se expandir, com alta nas exportações e nas importações. No mês passado, a produção industrial cresceu 6,9%, maior avanço no ano, e as vendas ao exterior aumentaram 10%. As vendas no varejo apontavam uma fraqueza do mercado interno, mas subiram 3,3% em setembro. O desemprego está em 5,4%, mas não considera quem não está procurando emprego.

Com mais 195 mortes e 8.874 casos registrados neste domingo, o Brasil chegou a 153.885 óbitos e 5.232.541 casos confirmados de covid-19; 4.650.030 pessoas se recuperaram e 2.362 mortes estão sob investigação. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu para 483, com tendência de baixa.

O mundo se aproxima de 40 milhões de casos confirmados, com 1.112.558 mortes, mais de 30 milhões de pacientes curados e 71.995 em estado grave. 

Nos EUA, houve mais 679 mortes e 52.774 casos novos em 24 horas. Até agora, são 8,155 milhões de casos confirmados e o total mortes está perto de 220 mil. 

A Índia teve mais 61.871 casos novos registrados no domingo. Soma agora 7,5 milhões de casos confirmados e 114.642 mortes.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vice de Biden acusa governo Trump "pelo maior fracasso na história dos EUA"

Senadora Kamala Harris e vice-presidente Mike Pence fazem debate civilizado, sem nocaute

A morte de mais de 210 mil americanos na pandemia do novo coronavírus é "o maior da história do governo dos Estados Unidos", afirmou hoje a senadora Kamala Harris, do Partido Democrata. Foi o primeiro ataque ao vice-presidente Mike Pence no único debate dos candidatos a vice na eleição de 3 de novembro. Pence alegou que poderia ser muito pior, não fossem as medidas tomadas pelo governo Donald Trump.

Afinal, um debate civilizado, depois do primeiro de três debates previstos entre os candidatos à Presidência, em 29 de setembro, um fiasco. Trump interrompeu o vice-presidente 77 vezes. Foi chamado de palhaço, mentiroso, racista e pior presidente da história. Há mais dois debates programa entre eles, em 15 e 22 de outubro, dependendo da recuperação do presidente da covid-19.

Kamala Harris mostrou-se capaz de ser presidente, mas apostou na segurança. Sua chapa leva uma vantagem de 10 pontos percentuais na média das pesquisas. Primeira mulher negra, de origem africana e indiana, a disputar a eleição presidencial dos EUA por um grande partido, tentou não parecer uma mulher raivosa como Trump a descreveu quando foi indicada.

Pence deu o recado de Trump, a favor da polícia em defesa da lei e da ordem diante das acusações de racismo. Alertou que revogar impostos pode prejudicar a economia, que a pandemia poderia ser muito pior e que a recuperação está a caminho. Não respondeu se proibiria o aborto no estado de Indiana, onde foi governador, nem como pretende garantir a cobertura de pessoas com doenças preexistentes, uma das bases do programa de saúde do governo Barack Obama, que Trump tenta destruir desde que chegou à Casa Branca.

Harris não revelou se a chapa democrata pretende amplicar a Suprema Corte para neutralizar as nomeações de juízes conservadores pelo governo atual. Seus focos foram atacar o governo em relação à pandemia, à economia e ao desemprego.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Pandemia do novo coronavírus não será controlada tão cedo

O presidente Donald Trump espera que o problema passe no outono no Hemisfério Norte, mas o principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, doutor Anthony Fauci, o desmentiu imediatamente. A covid-19 não será controlada tão cedo. 

Trump demitiu o diretor da Autoridade Biomédica Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento do Departamento da Saúde, a principal agência federal americana que tenta criar uma vacina contra o coronavírus. Rick Bright divulgou relatório que questionou a eficácia da hidroxicloroquina no combate à pandemia. 

Na visão do epidemiologista Michael Osterholm, da Universidade de Minnesota, o novo coronavírus deve continuar em grande atividade durante um ano e meio. Como a economia não poderá ficar parada tanto tempo, será necessário criar uma capacidade de detectar rapidamente a emergência de novas ondas de contaminação e atacar cada foco.

Para reabrir a economia, a Califórnia, o estado mais rico e mais populoso dos Estados Unidos está ampliando os testes incluir pessoas sem qualquer sintoma da doença. 

O governador Gavin Newson imagina que talvez os restaurantes tenham de reabrir com menos mesas, garçons de luvas e máscara, e cardápio descartável em papel ou enviado para o telefone celular do freguês.

No mundo, mais de 2,637 milhões de casos confirmados, quase 184 mil mortes e 717 mil pacientes curados na pandemia do novo coronavírus, 6,98 por cento. 

Os EUA têm quase 847 mil casos e mais de 47,5 mil mortes, sendo 2.219 em 24 horas, letalidade de 5,61 por cento. 

Hoje saiu a notícia de que a primeira morte por covid-19 nos EUA foi em 6 de fevereiro em Santa Clara, na Califórnia, semanas antes do que se pensava até agora. 

A testagem era tão pouca nos EUA em fevereiro que o primeiro caso de transmissão interna foi identificado em 26 de fevereiro e a primeira morte em 29 de fevereiro. Meu comentário:

terça-feira, 7 de abril de 2020

França tem mais de 10 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus

Com mais 1.417 mortes num dia, a França tem mais de 10 mil mortos e passa a Alemanha em número de casos confirmados do novo coronavírus. Já são 110.070 contaminados, mortalidade de 9,46 por cento. É o quarto país mais atingido pela pandemia.

Depois de quatro dias de queda, a Espanha tem 743 mortes num dia. É o segundo país em número de casos, cerca de 142 mil, e o segundo em número de mortes, com 14.045 óbitos, quase dez por cento. 

Os Estados Unidos passam de 400 mil casos e registram o maior número de mortes num dia, mil 970, um total de 12.841 mortes, mortalidade de 4,9 por cento. Só em Nova York foram mais de 800 mortes. A cidade já perdeu 3,3 mil pessoas, mais do que nos atentados de 11 de setembro.

No mundo inteiro, são mais de 1 milhão e 400 mil casos registrados, com 84 mil 904 mortes e 302 mil casos de cura, uma mortalidade de 5,9 por cento. Aqui no Brasil, são mais de 14 mil casos confirmados e pelo menos 686 mortes.

A Itália tem o maior número de mortos, 17.127 em mais de 135,5 mil casos confirmados, e a maior mortalidade, de 12,6 por cento. 

A Alemanha é o quinto país em número de casos, mais de 107,6 mil, e 2.016 mortes, letalidade de 1,87 por cento. Os outros países têm menos de 100 mil casos. 

Depois de não registrar nenhuma morte ontem desde janeira, a China, onde surgiu o novo coronavírus, teve duas mortes 62 casos novos hoje. Três mil 333 pessoas morreram na China, letalidade de 4 por cento.

Diante do risco de uma depressão econômica, sem precedentes, o que será necessário para retomar as atividades? Meu comentário:

terça-feira, 3 de março de 2020

Fed faz corte de emergência na taxa básica de juros

O Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos Estados Unidos, cortou hoje a taxa básica de juros em meio ponto percentual para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano para estimular a economia diante dos riscos causados pela epidemia do novo coronavírus.

A decisão foi unânime. É o primeiro corte emergencial, entre uma reunião e outra do Comitê do Mercado Aberto, desde a crise financeira internacional de 2008.

Em nota, o Fed declarou que "o comitê está monitorando de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica e vai usar seus instrumentos e agir como apropriado para sustentar a economia."

O corte de juros indica que autoridade monetária está preocupada com um grande impacto da doença do coronavírus sobre a economia, muito mais do que há duas semanas. Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua expectativa para o crescimento mundial em 2020 de 2,9% para 2,4% ao ano.

Economistas do banco Goldman Sachs preveem um crescimento da economia americana num ritmo anual de 0,9% no primeiro trimestre e estagnação no segundo trimestre. O analista Michael Feroli, do banco J P Morgan Chase vê 50% de chances de que o Fed reduza a taxa básica de juros para zero.

No Brasil, o impacto econômico do coronavírus será sentido porque a queda na demanda global reduz os preços das commodities, principais produtos de exportação do país, e podem faltar peças necessárias à produção industrial como já está acontecendo no setor de eletroeletrônicos.

Hoje o total de casos registrados chegou a 92.183, com 3.127 mortes, 48 mil pessoas recuperadas e mais de 10 mil casos fora da China continental, onde foi registrado o surto inicial e já morreram 2.943 pessoas.

No início da semana passada, o aumento no número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália deixou claro que a epidemia não seria contida na China e deve se tornar uma pandemia. Até agora, seis pessoas morreram nos EUA, todas no estado de Washington, onde o vírus estaria circulando há mais de um mês.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Coronavírus não é motivo para pânico, exige cautela e abala economia

A epidemia do novo coronavírus parece cada vez mais uma pandemia. Não é motivo para pânico, mas exige cautela e já abala a economia mundial. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu hoje de 2,9% para 2,4% a expectativa de crescimento da economia mundial neste ano. 

Os governos, as empresas e os cidadãos precisam fazer planos para responder ao impacto do que cada vez mais parece uma pandemia, uma epidemia em escala global que a cada dia chega a mais países. 

É fundamental que os governos sejam honestos com a população e não manipulem os dados sobre a doenças com objetivos políticos. 

Na semana passada, enquanto os cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos advertiam para o risco de propagação do coronavírus, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mentia ao afirmar que a situação está sob controle. 

Na terça-feira passada, quando a diretora do Centro Nacional para Imunização e Doenças Respitórias, Nancy Messonnier, considerava inevitável uma pandemia, o presidente Donald Trump insistia que está tudo bem. Meu comentário:

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Coronavírus pode causar recessão e abalar governos

"Quem não está preocupado com a doença do novo coronavírus não está prestando a atenção", advertiu o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008. As consequências políticas e econômicas da epidemia ainda são imprevisíveis.

Depois de desprezar o risco no primeiro momento, o mercado financeiro acordo com a propagação da doença fora da China, na Coreia do Sul, na Itália e no Irã. As bolsas de valores tiveram a pior semana desde a crise de 2008. Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 11 por cento. 

As pandemias acontecem há séculos e podem mudar o curso da história, lembrou hoje o jornal inglês Financial Times, o principal diário econômico-financeiro da Europa e um dos mais importantes do mundo. Meu comentário:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Bolsas de valores e petróleo caem com expansão da epidemia do novo coronavírus

Com o aumento do número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália, as bolsas de valores reagiram negativamente ao reavaliar o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus. O total de casos registrados chegou hoje a 79.444, com 2.627 mortes, sendo 77.150 casos e 2.592 mortes na China.

O Japão tem agora 838 casos confirmados e a Coreia do Sul, 833. O maior número de mortes fora da China foi no Irã, 12. A doença chegou a 33 países e às regiões semiautônomas chinesas de Hong Kong e Macau.

Na Europa, com queda de 5,4%, a Bolsa de Milão teve o pior dia desde 2016. A Itália já tem 152 casos, com seis mortes. Frankfurt perdeu 4,01, Paris 3,95% e Londres 3,34%. Em Nova York, o Índice Dow Jones cai mais de 900 pontos ou 3,3%. No fim do dia, acumulou queda de mais de mil pontos (3,6%), devolvendo os ganhos do ano

Também nos Estados Unidos, o barril do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, vale US$50,63 (-5,15%). Na Bolsa de Mercadoria de Londres, o petróleo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, está em US$ 54,79 (-5,44%).

O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA caiu para 1,377% ao ano, perto do mínimo histórico de 1,364% registrado em 2016.

Assim, o ouro, tradicional refúgio em momentos de crise, subiu 1,7% para US$1.677 a onça troy (31,1 gramas), a maior cotação desde o início de 2013.

Até agora, o mercado apostava que o impacto econômica doença sobre o consumo e os lucros das empresas seria temporário, com pico no número de novos casos em fevereiro. A propagação internacional do vírus muda as expectativas e aponta para o risco de uma pandemia.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Coronavírus prejudica 5 milhões de empresas no mundo inteiro

As bolsas de valores da Ásia estão em queda nesta terça-feira depois que a Apple advertiu o mercado sobre o impacto da epidemia do novo coronavírus, que pode afetar a fabricação de seus produtos, montados na China, e diminuir as vendas aos consumidores chineses. 

No mundo inteiro, 5 milhões de empresas podem ser prejudicadas pela epidemia, alerta um novo estudo divulgado hoje.

A maioria das bolsas da Ásia está em baixa. As perdas são de 1,15 por cento em Tóquio, 1,22 por cento em Seul, 0,2 por cento em Sídnei, na Austrália, 1 por cento em Hong Kong e 0,16 por cento em Xangai. Na contramão da tendência do mercado, a Bolsa de Shenzhen, também na China, sobe 0,33 por cento. As informações são do canal de notícias americano CNBC.

Com o alerta da Apple ao mercado de que vai faturar e lucrar menos, as ações dos fornecedores da empresa na Ásia caíram, no Japão, na Coreia do Sul, em Hong Kong e Taiwan. 

A Apple fabrica quase todos os seus iPhones e outros produtos na China, com design e software de Cupertino, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde fica a sede central da empresa, e peças fabricadas em países vizinhos da China. É uma empresa globalizada. 

Por causa da epidemia, a produção foi suspensa temporariamente e algumas lojas da empresa foram fechadas na China. Reabriram na semana passada com serviços reduzidos. Meu comentário:

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

China reduz tarifas para amenizar impacto do coronavírus

A China vai cortar pela metade as tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos num valor anual de US$ 75 bilhões a partir de 14 de fevereiro. Nesta data, entra em vigor o acordo preliminar assinado pelos dois países para levar a uma trégua na guerra comercial entre suas economias, as duas maiores do mundo. 

A República Popular da China espera assim diminuir o impacto negativo sobre a economia do país da epidemia do novo coronavírus e se preparar para renegociar os termos do acordo, se o problema de saúde causar prejuízos ainda maiores. 

A medida provocou alta nas bolsas de valores ao reduzir o temor dos investidores de uma desaceleração mais forte da economia mundial. Pelo acordo, a China se comprometeu a comprar mais 200 bilhões de dólares em produtos americanos nos próximos dois anos. Meu comentário:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Rússia cresceu 1,3% em 2019

A economia da Rússia avançou 1,3% no ano passado, noticiou hoje a agência oficial de estatísticas Rosstat, citada pelo jornal The Moscow Times. É a menor taxa de crescimento desde 2016. Em 2018, o avanço foi de 2,3%.

Sob pressão de choques externos, como os baixos preços do petróleo e as sanções internacionais por causa da intervenção militar na Ucrânia e da anexação ilegal da Crimeia, as oportunidades de crescimento são limitadas.

Para este ano, o governo prevê um crescimento de 1,7%, podendo chegar a 1,9%, a expectativa para o ano passado, se a situação melhorar. Os economistas numa expansão por causa do aumento do auxílio-maternidade anunciado pelo ditador Vladimir Putin para estimular a natalidade.

O governo também pode usar um fundo soberano de US$ 125 bilhões acumulados quando o petróleo estava em alta para incentivar o crescimento.

Putin quer a Rússia crescendo "acima da média mundial" para garantir que sua parcela da economia mundial não diminua. O país não conseguiu isso nos últimos sete anos. Nem deve conseguir neste ano, quando a expectativa é de um crescimento global de 3%.