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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

China reduz tarifas para amenizar impacto do coronavírus

A China vai cortar pela metade as tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos num valor anual de US$ 75 bilhões a partir de 14 de fevereiro. Nesta data, entra em vigor o acordo preliminar assinado pelos dois países para levar a uma trégua na guerra comercial entre suas economias, as duas maiores do mundo. 

A República Popular da China espera assim diminuir o impacto negativo sobre a economia do país da epidemia do novo coronavírus e se preparar para renegociar os termos do acordo, se o problema de saúde causar prejuízos ainda maiores. 

A medida provocou alta nas bolsas de valores ao reduzir o temor dos investidores de uma desaceleração mais forte da economia mundial. Pelo acordo, a China se comprometeu a comprar mais 200 bilhões de dólares em produtos americanos nos próximos dois anos. Meu comentário:

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

FMI reduz previsão de crescimento mundial para 3,4% em 2016

Diante da desaceleração na China, da longa recessão no Brasil e na queda nos preços do petróleo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) diminuiu hoje sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2016 para 3,4%, 0,2 ponto percentual abaixo da expectativa anterior. Em 2015, a expansão foi de 3,1%.

"O crescimento mundial poderá ser descarrilado se as transições importantes da economia mundial não forem bem geridas", adverte o Fundo, comentando a tentativa da China de reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno.

Mais cedo, a segunda maior economia do mundo anunciou um avanço de 6,9% em 2015, o menor desde 1990. Pelos cálculos do FMI, a China deve crescer 6,3% em 2016 e 6,7% em 2017.

Em relação ao Brasil, a perspectiva é de uma contração mais forte, de 3,5%. No relatório de outubro, a queda prevista era de 1%. A retomada do crescimento foi adiada para 2018. No próximo ano, em vez de um avanço de 2,3% da previsão anterior, a expectativa agora é de estagnação.

O Brasil está na contramão dos mercados emergentes, que avançaram 4% em 2015, o pior desempenho desde a Grande Recessão de 2008-9, e devem crescer 4,3% em 2016 e 4,7% em 2017.

Para o petróleo, o FMI espera um preço médio de US$ 42 por barril. Ontem a cotação caiu abaixo de US$ 29 pela primeira vez desde 2003.

As economias desenvolvidas devem crescer 2,1% em 2016 e repetir a dose em 2017 puxadas pelos Estados Unidos, que avançaram 2,5% em 2015 e devem progredir 2,6% em 2016 com o fortalecimento dos mercados de trabalho e imobiliário. Mas o fortalecimento do dólar deve prejudicar as exportações da indústria americana.

Na Zona do Euro, os juros baixos e a queda nos preços do petróleo devem estimular o consumo interno. O Japão também deve se beneficiar com o aumento da quantidade de dinheiro em circulação e a baixa nos preços da energia.

Entre os principais riscos para a economia mundial em 2016, o FMI citou:
• Uma desaceleração mais forte na China capaz de abalar ainda mais os mercados de produtos primários.
• Uma valorização ainda maior do dólar, o que acentuaria as vulnerabilidades dos países emergentes, com dificuldades para saldar dívidas em dólares e risco de quebra de bancos e empresas.
• Uma nova onda de aversão ao risco, que poderia causar desvalorização de moedas e problemas financeiros nos países emergentes.
• Uma escalada nas tensões geopolíticas em várias regiões como o Oriente Médio, o Sudeste Asiático e a Ucrânia capaz de prejudicar o comércio, os fluxos de capital e o turismo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

FMI adverte que recuperação exige estímulos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou de 3,7% para 3,4% sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2014 e advertiu que "a recuperação mundial precisa de forte apoio". Para 2015, a expectativa é de um avanço de 4%.

No Brasil, pelos cálculos do fundo, a expansão neste ano deverá ser de 1,3%, em vez do 1,8% anunciado em abril. As projeções do mercado já estão abaixo disso, em torno de 1%, enquanto o governo promete 1,8%. Em contraste, as economias emergentes vão crescer em média 4,6%.

A queda mais significativa foi para a economia dos Estados Unidos. Depois de encolher num ritmo de 2,9% ao ano no primeiro trimestre de 2014, a maior economia do mundo deve crescer 1,7% e não os 2,8% da previsão anterior. O FMI recomenda ao governo americano medidas para estimular a atividade econômica.

A China teve uma redução de expectativa mais moderada, de 7,6% para 7,4%. O índice dos gerentes de compras calculado pelo banco HSBC, divulgado hoje constatou um forte avanço da produção industrial chinesa, o mais forte em um ano e meio, confirmando a retomada do crescimento do setor na segunda maior economia do mundo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FMI reduz previsão de crescimento para 2013

O Fundo Monetário Internacional diminuiu de 3,9% para 3,6% sua expectativa de crescimento para a economia mundial em 2013 e de 3,6% para 3,3% neste ano. Em 2012, o Brasil deve crescer menos da metade da média mundial.

Em sua Perspectiva Econômica Global, lançada hoje em Washington, o FMI criticou a Europa e os Estados Unidos por subestimarem os danos causados pelos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, dando munição aos críticos das políticas de austeridade fiscal.

A nova previsão, que rebaixa a estimativa de julho, presume que o Congresso dos EUA evite o chamado "abismo fiscal".

Em janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9) e, como não houve acordo até agora para reduzir o déficit, entram em vigor reduções obrigatórias previstas em lei nas despesas de governos.

Esse movimento duplo vai tirar mais recursos da economia, ameaçando-a com a volta da recessão que já ronda as economias desenvolvidas.

Na Europa, o FMI espera que os governos aproveitem que o Banco Central Europeu está comprando as dívidas de países em dificuldades para fazer reformas e aprofundar a integração da União Europeia, observa o jornal inglês Financial Times.

Para o Brasil, o Fundo reduziu sua expectativa de crescimento para 2012 de 2,5% para apenas 1,5%; em 2013, espera 4%. A China deve avançar 7,8% neste ano e 8,2% no próximo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

FMI melhora previsão de crescimento mundial

Na sua Perspectiva Econômica Mundial, lançada hoje em Washington, o Fundo Monetário Internacional aumentou de 3,3% para 3,5% sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2012, mas advertiu que a crise das dívidas públicas da Zona do Euro e a alta nos preços do petróleo podem atrapalhar a recuperação. Para 2013, a expectativa é de expansão de 4,1%.

O Brasil deve avançar 3% em 2012 e 4,1% em 2013. Neste ano, fica atrás das médias da América Latina (3,7%) e dos países emergentes em geral (4,7%).

Das maiores economias do mundo, a previsão é de crescimento de 2,1% neste ano e de 2,4% em 2013 para os Estados Unidos, e de 8,2% e 8,8% para a China.

Quanto à Europa, o FMI propôs a adoção de medidas para estimular o crescimento como lmelhor saída para a crise das dívidas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Crescimento mundial em 2012 depende da China

Com a Europa em plena crise das dívidas públicas e a recuperação débil nos Estados Unidos, a economia mundial vai depender da China para crescer em 2012, afirma o economista britânico Jim O'Neill, o mesmo que previu há 10 anos que Brasil, China, Índia e Rússia seriam os principais motores do crescimento nas próximas décadas.

Para crescer acima de 8%, argumenta O'Neill em artigo publicado ontem no Financial Times, apesar da queda nas exportações e nos investimentos públicos, a China vai depender do fortalecimento do mercado interno.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Crise do euro reduz crescimento mundial

A crise das dívidas públicas da Zona do Euro é a maior ameaça à economia mundial e exige medidas urgentes. Um colapso da união monetária europeia não pode ser descartado, alertou hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), reduzindo sua previsão de crescimento para a economia mundial de 4,2% para 3,8% em 2011 e de 4,6% para 3,4% em 2012.

Pelas projeções da OCDE, formada por 30 países industrializados, o Brasil deve crescer 3,4% neste ano, 3,2% em 2012 e 3,9% em 2013, abaixo da meta oficial de 5% ao ano. A inflação deve ficar em 6,5% em 2011, 5,8% em 2012 e só em 2013, com 4,7%, se aproxima do centro da meta, que é de 4,5% ao ano.

O pior cenário é inação na Europa, que deve voltar à recessão no fim deste ano, e incapacidade do Congresso dos Estados Unidos de chegar a um acordo para reduzir o déficit orçamentário da maior economia do mundo, afirma a última Perspectiva Econômica da OCDE. A União Europeia e os EUA são os maiores mercados consumidores do mundo.

Hoje, os bônus da Itália com dez anos de prazo chegaram a 7,27% ao ano. Taxas acima de 7% são consideradas insustentáveis.

"Os políticos continuam correndo atrás da curva", advertiu Pier Carlo Padoan, economista da OCDE, citado pela agência Reuters. "Isso não é mais aceitável. O tempo está se esgotando. A cada oportunidade perdida, aumenta o custo por um resultado favorável".