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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Obama assina lei para evitar o "abismo fiscal"

O presidente Barack Obama sancionou ontem à noite a lei aprovada às pressas pelo Senado dos Estados Unidos duas horas antes do fim de 2012 e pela Câmara em 1º de janeiro para evitar aumentos de impostos e cortes de gastos que tirariam centenas de bilhões de dólares de circulação, ameaçando jogar o país de volta na recessão.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Senado dos EUA aprova acordo antiabismo fiscal

Duas horas antes da meia-noite, por 89 votos a 8, o Senado dos Estados Unidos aprovou um acordo para evitar que o país caia no chamado abismo fiscal.

A proposta precisa ser aprovada pela Câmara. Prevê aumento de impostos para quem ganha mais de US$ 400 mil por ano.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

EUA fazem último esforço para evitar "abismo fiscal"

Uma negociação de última hora entre o vice-presidente Joe Biden e o líder da oposição republicana no Senado, Mitch McConnell, tenta evitar que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", mas restam apenas mais oito horas deste pelo horário de Washington.

A proposta em discussão aumentaria impostos para casais com renda anual superior a US$ 450 mil e indivíduos com renda acima de US$ 400 mil anuais, prorrogaria o seguro-desemprego por mais um ano e elevaria o teto da dívida pública dos EUA, hoje em US$ 16,4 trilhões, limite atingido hoje, revela o jornal The Washington Post.

Se não houver acordo até a meia-noite, na quarta-feira, entram em vigor cortes automáticos de gastos públicos no valor de US$ 110 bilhões e expiram as reduções de impostos da era George W. Bush (2001-9). Com a queda de dinheiro em circulação, os EUA podem voltar à recessão.

O presidente Barack Obama declarou estar confiante.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Obama pede urgência para evitar "abismo fiscal"

Ao receber quatro líderes do Congresso ontem na Casa Branca, o presidente Barack Obama declarou que "a hora da ação imediata é agora" para evitar que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", uma combinação de aumentos de impostos e cortes de gastos públicos capaz de tirar US$ 600 bilhões e de jogar o país de volta na recessão.

A três dias do fim do ano, Obama afirmou estar "cautelosamente otimista" de que um acordo será alcançado ainda em 2012 para atacar o trilionário déficit orçamento federal dos EUA.

Caso contrário, a esperança é que haja um acordo nos primeiros dias de 2013 para evitar danos à economia real, especialmente ao bolso do consumidor americano, receoso desde a Grande Recessão de 2008-9.

O presidente insiste em aumentar impostos para quem ganha mais de US$ 250 mil por ano, mas para a maioria republicana na Câmara não aumentar impostos é quase um dogma. A oposição exige cortes em programas sociais que considera insustentáveis.

O projeto que está sendo examinado aumentaria impostos para quem ganha mais de US$ 400 mil. O líder democrata no Senado, Harry Reid, já não acredita em acordo neste ano.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Republicanos desistem de aprovar alta de impostos

Como o presidente Barack Obama ameaçou vetar, a maioria republicana na Câmara dos Representantes decidiu nem colocar em votação uma proposta do presidente da Câmara, deputado John Boehner, autorizando aumentos de impostos para quem ganha US$ 1 milhão ou mais por ano de renda bruta para reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos.

Seria uma maneira de dizer ao eleitorado que os republicanos têm propostas alternativas às de Obama, que não se limitam a críticas destrutivas. Mas os dois lados recuaram.

Sob pressão da ala mais direitista do partido, Boehner retirou o projeto. Um acordo ficou mais distante. Os EUA se aproximam perigosamente do "abismo fiscal", uma combinação de aumentos de impostos com cortes de gastos públicos capaz de tirar de circulação US$ 600 bilhões.

Com a má notícia, hoje deve ser um dia de queda nas bolsas de valores do mundo inteiro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EUA cresceram em ritmo de 3,1% ao ano

O crescimento da economia dos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2012 foi elevado em 0,4 ponto percentual em relação à estimativa anterior. A maior economia do mundo avançou num ritmo de 3,1% ao ano de julho a setembro, mas a expectativa é de queda no fim do ano com o impacto da supertempestade Sandy e o medo de que o país caia no chamado "abismo fiscal", se o governo Barack Obama e a maioria republicana na Câmara não chegarem a um acordo até o fim do ano para reduzir o déficit público federal.

As negociações estão estagnadas desde que o presidente rejeitou a proposta do presidente da Câmara, deputado John Boehner, de aumentar impostos apenas para quem ganha US$ 1 milhão ou mais por ano. Obama quer cobrar mais de quem recebe mais de US$ 250 mil por ano.

Boehner deve colocar sua proposta em votação amanhã para tentar transferir para a Casa Branca a responsabilidade por um possível fracasso nas negociações.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Obama e oposição estão perto de evitar abismo fiscal

Em encontro ontem à noite, o presidente Barack Obama e o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado John Boehner, aproximaram suas posições para chegar a um acordo e evitar que o pais caia no chamado "abismo fiscal" no início de 2013.

A proposta prevê aumentos de impostos no valor de US$ 1 trilhão, cortes de gastos públicos no mesmo montante e a elevação do teto da dívida pública dos EUA, de US$ 15 trilhões, mais de 100% de toda a riqueza que o país produz num ano. Não foram revelados todos os detalhes.

Até agora, a oposição republicana, que domina a Câmara, responsável pela aprovação do orçamento por representar o povo, se recusava a aumentar impostos para os ricos. Obama queria incluir neste grupo quem ganha mais de US$ 250 mil por ano. Boehner concordou para quem tiver renda bruta de US$ 1 milhão por ano e estaria pronto para colocar o projeto em votação, informa o jornal The Washington Post.

O "abismo fiscal" seria resultado do fim dos cortes de impostos da era George W. Bush (2001-9) e das reduções automáticas nos gastos públicos que seriam deflagradas pela falta de acordo entre a Casa Branca e o Congresso. Cerca de US$ 600 bilhões sairiam de circulação e a economia americana voltaria a cair na recessão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Setor privado tem saldo de 118 mil empregos nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 118 mil empregos a mais do que fecharam no mês de novembro de 2012, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. É um pouco menos do que os 125 mil esperados, em média, pelos economistas.

Apesar da taxa de crescimento dos EUA no terceiro trimestre ter sido revisada para 2,7% ao ano, o Instituto de Pesquisa dos Ciclos Econômicos (ECRI, do inglês) acredita que a maior economia do mundo voltou à recessão, com quedas na produção, no consumo e na renda. O emprego seria o único indicar importante ainda em alta.

Com o desentendimento entre Casa Branca e o Congresso sobre os cortes orçamentários necessários para reduzir o trilionário déficit público federal, os EUA correm risco de cair no chamado "abismo fiscal". É uma mistura de fim dos cortes de impostos do governo George W. Bush (2001-9) com reduções obrigatórias nas despesas governamentais capaz de tirar US$ 600 bilhões de circulação.

Ontem, o presidente Barack Obama rejeitou a contraproposta do Partido Republicano, apresentada pelo presidente da Câmara, deputado John Boehner. Obama insiste em aumentar os impostos para os ricos, deixando expirar os cortes da era Bush, mas quer poupar a classe média.

Se os EUA caíram no "abismo fiscal" daqui a 27 dias, não será o fim do mundo, mas o declínio observado pelo ECRI vai se acentuar. A volta da recessão será inevitável.

A boa nova para Obama é que as pesquisas indicam que a maioria do eleitorado culpa a oposição republicana pelo impasse. A maioria não vê problemas em aumentar impostos para os ricos. Os republicanos alegam que os ricos são "criadores de empregos". Se tiverem de pagar mais impostos, a economia perderia.

O otimismo de Obama não se justifica.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Republicanos fazem contraproposta a Obama

Sob pressão da ameaça do "abismo fiscal", a maioria republicana na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentou hoje um plano para cortar o déficit orçamentário federal em US$ 2,2 trilhões nos próximos dez anos, com cortes de gastos de US$ 1,2 trilhão e uma alta de US$ 800 milhões na arrecadação sem aumentar impostos. Dificilmente o presidente Barack Obama vai aceitar a proposta.

Obama defende aumentos de arrecadação de US$ 1,6 trilhão, inclusive US$ 960 bilhões do fim dos cortes de impostos para os ricos do governo George W. Bush (2001-9), e cortes de gastos de US$ 600 bilhões. Mas quer mais dinheiro para investimentos em infraestrutura e para ajudar mutuários em dificuldade para pagar as prestações da casa própria.

A proposta republicana quer poupar mais US$ 200 bilhões mudando o cálculo da inflação, o que reduziria as pensões, aposentadorias e outros benefícios previdenciários, e não reajustando a tabela do imposto de renda para corrigi-la pela inflação, informa o jornal The New York Times.

Para cortar US$ 600 bilhões em despesas, especialmente no programa de saúde para idosos, Medicare, a oposição quer elevar a idade mínima para ser beneficiário. O economista liberal Paul Krugman alega que o impacto seria mínimo, já que os maiores gastos são com os pacientes de idade mais avançada, que estão na outra ponta do sistema.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

OCDE reduz previsões para crescimento mundial

A recuperação econômica mundial será fraca, desigual e hesitante nos próximos dois anos por causa da crise das dívidas públicas da Zona do Euro e do risco de um "abismo fiscal" nos Estados Unidos previu hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em vez dos 3,4% da previsão de seis meses atrás, o mundo deve crescer apenas 2,9% neste ano. Para 2013, a expectativa recuou de 4,2% para 3,4%.

"O mundo ainda está longe de sair do mato", observou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, em Paris ao lançar sua última Perspectiva Econômica. "Se o 'abismo fiscal' dos EUA se materializar, pode jogar uma economia já enfraquecida na recessão, enquanto o fracasso para resolver a crise na Eurozona pode levar a um grande choque financeiro e a um declínio global".

Caso os EUA evitem o "abismo fiscal", devem crescer 2% em 2013 e 2,8% em 2014. Para o Japão, a expectativa é mais modesta: 0,7% em 2013 e 0,8% em 2014. A Eurozona terá uma leve recessão de 0,1% em 2013 e retoma o crescimento em 2014, com expansão de 1,4%.

Entre os países emergentes, a China deve crescer 8,5% em 2013, mais do que em 2012, e 8,9%. Outras economias emergentes importantes como Brasil, África do Sul, Índia, Indonésia e Rússia também devem avançar.

Para o Brasil, a previsão é de uma alta de 4% no produto interno bruto em 2013 e 4,1% em 2014, depois de um avanço pobre de 1,5% neste ano, menos do que a Índia e a Indonésia, praticamente o mesmo que a Rússia e um pouco mais do que a África do Sul. Mas os analistas de mercado brasileiros já consideram esses números otimistas demais.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Obama quer manter corte de impostos para classe média

Ao comentar hoje as negociações com o Congresso para evitar que os Estados Unidos caiam num "abismo fiscal", o presidente Barack Obama pediu a prorrogação imediata dos cortes de impostos para a classe média, deixando para discutir a tributação dos 2% mais ricos, que ganham mais de US$ 250 mil (R$ 500 mil) por ano, e outras medidas para depois.

Se a Casa Branca e o Capitólio não chegarem a um acordo até o fim do ano, acabam os cortes de impostos dos governos de George W. Bush (2001-9) e entram em vigor reduções de despesas governamentais para conter o déficito público. Sairiam de circulação US$ 600 bilhões. Os EUA correriam o risco de cair num "abismo fiscal". Isso seria fatal para a frágil recuperação econômica do país. Traria a recessão de volta.

Em sua primeira entrevista coletiva em oito meses, Obama afirmou que não houve vazamento de informações classificadas no escândalo sexual envolvendo os generais David Petraeus, ex-diretor-geral da CIA e ex-comandante militar no Iraque e no Afeganistão, e John Allen, atual comandante militar no Afeganistão, nomeado para comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança liderada pelos EUA. Foi o destaque do jornal The Washington Post.

O presidente acusou os senadores republicanos John McCain e Lindsay Graham de jogar para a plateia quando ameaçam vetar uma possível indicação da embaixadora dos EUA nas Nações Unidos, Susan Rice, para secretária de Estado, em substituição a Hillary Clinton, que não fica no segundo governo Obama.

Rice, que é negra, é acusada pela oposição republicana de dar declarações equivocadas logo após o ataque contra o consulado americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, quando morreu o embaixador dos EUA na Líbia. No primeiro momento, a ação foi atribuída a manifestantes que estariam protestando contra um filme ofensivo ao Islã e ao profeta Maomé, mas logo ficou evidente que ninguém vai a um protesto com metralhadoras, foguetes e morteiros.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Obama chama oposição para discutir "abismo fiscal"

Ao convocar os líderes dos dois grandes partidos para discutir o "abismo" fiscal na próxima semana na Casa Branca, o presidente reeleito Barack Obama voltou a insistir em que qualquer acordo para reduzir o déficit público federal dos Estados Unidos precisa incluir aumentos de impostos para os ricos.

Em 2 de janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9). Se não houver acordo entre Executivo e Legislativo, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos. Podem sair de circulação US$ 600 bilhões. É o "abismo fiscal".

Os republicanos, que controlam a Câmara sob a liderança do deputado John Boehner, são contra aumentos de impostos, alegando que seriam contraproducentes em meio a uma crise econômica: "É o momento do presidente. Ele precisa liderar e propor um acordo capaz de ser aprovado".

A seguir, impôs uma condição: "Somos contra cortes de impostos para os ricos porque eles são, na maioria, donos de pequenas empresas. Isso vai custar 700 mil empregos, em prejuízo da nossa economia", afirmou o presidente da Câmara.

"Eu me recuso a aceitar qualquer acordo que não seja equilibrado. Não vou deixar aposentados, estudantes e a classe média pagarem sozinhos pelo ajuste fiscal", declarou o presidente, alegando que o orçamento não pode ser equilibrado simplesmente cortando gastos públicos.

Se o impasse dos últimos anos por não for resolvido por algum acordo, há o risco de que a frágil recuperação americana, com ritmo de crescimento de 2% ao ano, se transforme numa contração de 2%.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Abismo fiscal" é primeiro desafio do reeleito Obama

A reeleição do presidente Barack Obama e a manutenção do status quo no Congresso antecipam mais impasses entre a Casa Branca e o Capitólio para tentar reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos, que passa de US$ 1 trilhão por ano há quatro anos. Mas a derrota numa eleição que a oposição considerava ganha por causa da crise econômica vai provocar um profundo exame de consciência no Partido Republicano.

O primeiro desafio do presidente reeleito será conseguir o que não conseguiu no primeiro mandato: chegar a um acordo com a oposição que inclua cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos para o país não cair no "abismo fiscal". Os republicanos preferem cortar programas sociais a aumentar o imposto de renda para os mais ricos.

Como não houve acordo, em janeiro de 2013, devem expirar os cortes de impostos da era George W. Bush e entram em vigor reduções automáticas nos gastos do governo. Isto ameaça tirar bruscamente US$ 600 bilhões de  circulação da economia americana. A queda no produto interno bruto dos EUA poderia chegar a quatro pontos percentuais, do baixo crescimento anual de 2% para uma contração de 2% ao ano.

Obama ganhou do ex-governador Mitt Romney no voto popular e no Colégio Eleitoral que vai confirmar sua reeleição em 17 de dezembro de 2012, mas não foi uma vitória suficientemente expressiva para romper o impasse com a oposição, majoritária na Câmara.

Ao todo, o presidente recebeu 60.460.212 votos contra 57.674.292 para o adversário. Venceu em todos os chamados estados-pêndulo, que podem ir para qualquer lado. Conquistou 332 delegados contra 206 para Romney.

Em Ohio, o estado decisivo mais uma vez, a vitória do presidente se deve muito a ter salvado a General Motors e a Chrysler da falência. Vários republicanos se opuseram, inclusive Romney, alegando que o governo dos EUA não deve fabricar automóveis.

A falência da GM e da Chrysler provavelmente arrastaria também a Ford. Os EUA ficariam sem fábricas de automóveis, com a exceção das japonesas, europeias e sul-coreanas. Ohio, Michigan, Pensilvânia, Virgínia e Virgínia Ocidental são estados do chamado cinturão, centro de uma indústria siderúrgica que encolheu nas últimas décadas.

Sem a indústria automobilística, as fábricas de autopeças desapareceriam.

Depois de US$ 6 bilhões em despesas de campanha, dezenas de eleições primárias, quatro debates na televisão e mais anúncios do que qualquer pessoa possa assistir, observa o jornal The New York Times, os dois grandes partidos dos EUA ficaram no mesmo lugar. A correlação de forças em Washington não mudou.

O Partido Democrata manteve o controle do Senado, de 100 cadeiras, com maioria de 53, e a oposição republicana a maioria na Câmara com 234 cadeiras contra 192 democratas. Nove vagas ainda estão em disputa.

Como a Câmara representa ao povo, cabe aos deputados aprovar toda e qualquer despesa pública. O presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, declara estar aberto a acordos, mas acaba de rejeitar em entrevista coletiva qualquer possibilidade de aumentar as alíquotas de impostos para os mais ricos, alegando que isso prejudicaria a economia e reduziria o PIB dos EUA.

A Bolsa de Nova York fechou um dia com queda de 2,4% em 12.932,73 pontos, o menor nível em três meses, diante do impasse político que impede um ajuste das contas públicas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo caiu abaixo de US$ 85 por barril.

Se o presidente conseguiu a reeleição ao apresentar seu adversário como um representante das elites que trabalha para proteger os ricos, os republicanos da Câmara não entenderam por que o partido perdeu a Casa Branca mais uma vez e não aumentou sua representação no Senado. Por causa do radicalismo de direita.

Na oposição ao presidente negro, com claros tons racistas, oposição foi para a direita, ignorando questões que preocupam o américano médio. Ela nega o aquecimento global, rejeita o aborto e o casamento gay, exige mais gastos militares para garantir a supremacia americana e não aceita qualquer aumento de impostos.

O movimento Festa do Chá foi o grande derrotado ontem nos EUA. Quase todos os candidatos ao Senado com o apoio do grupo perderam, assim como Romney e seu vice, Paul Ryan, que não ganharam nem em seus próprios estados. Na Câmara, a maioria dos novos deputados republicanos eleitos em 2010 se reelegeu. Esta é a ala radical. Há quem acredite que no segundo mandato será mais equilibrada e aberta ao consenso

Mas, no primeiro momento, a derrota não arrefeceu o ânimo dos conservadores americanos. Nas redes sociais, o grito é: "A guerra continua".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FMI reduz previsão de crescimento para 2013

O Fundo Monetário Internacional diminuiu de 3,9% para 3,6% sua expectativa de crescimento para a economia mundial em 2013 e de 3,6% para 3,3% neste ano. Em 2012, o Brasil deve crescer menos da metade da média mundial.

Em sua Perspectiva Econômica Global, lançada hoje em Washington, o FMI criticou a Europa e os Estados Unidos por subestimarem os danos causados pelos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, dando munição aos críticos das políticas de austeridade fiscal.

A nova previsão, que rebaixa a estimativa de julho, presume que o Congresso dos EUA evite o chamado "abismo fiscal".

Em janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9) e, como não houve acordo até agora para reduzir o déficit, entram em vigor reduções obrigatórias previstas em lei nas despesas de governos.

Esse movimento duplo vai tirar mais recursos da economia, ameaçando-a com a volta da recessão que já ronda as economias desenvolvidas.

Na Europa, o FMI espera que os governos aproveitem que o Banco Central Europeu está comprando as dívidas de países em dificuldades para fazer reformas e aprofundar a integração da União Europeia, observa o jornal inglês Financial Times.

Para o Brasil, o Fundo reduziu sua expectativa de crescimento para 2012 de 2,5% para apenas 1,5%; em 2013, espera 4%. A China deve avançar 7,8% neste ano e 8,2% no próximo.