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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Obama pressiona oposição a elevar teto da dívida dos EUA

Em entrevista para marcar o fim de seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama pressionou hoje a oposição republicana, que controla a Câmara, a elevar o teto da dívida pública do país, alegando que isso significa apenas pagar a dívida já contratada e não aumentar o endividamento.

Obama declarou que a questão não negociável, argumentando que os EUA podem parar de pagar as aposentadorias, pensões e benefícios da Previdência Social e voltar à recessão. Aumentando o tom no duelo verbal, o presidente advertiu que o Partido Republicano "não vai cobrar um resgate para não derrubar a economia americana".

A dívida pública dos EUA chegou ao limite de US$ 16,4 trilhões em 31 de dezembro de 2012. O governo Obama e a oposição divergem sobre como cortar o déficit orçamentário federal, que passou de US$ 1 trilhão nos últimos quatro anos.

Enquanto Obama e o Partido Democrata, querem aumentar impostos para os ricos e setores poluidores como a indústria do petróleo, os republicanos se negam a elevar impostos e insistem no corte dos gastos públicos, inclusive com saúde e previdência.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Republicanos fazem contraproposta a Obama

Sob pressão da ameaça do "abismo fiscal", a maioria republicana na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentou hoje um plano para cortar o déficit orçamentário federal em US$ 2,2 trilhões nos próximos dez anos, com cortes de gastos de US$ 1,2 trilhão e uma alta de US$ 800 milhões na arrecadação sem aumentar impostos. Dificilmente o presidente Barack Obama vai aceitar a proposta.

Obama defende aumentos de arrecadação de US$ 1,6 trilhão, inclusive US$ 960 bilhões do fim dos cortes de impostos para os ricos do governo George W. Bush (2001-9), e cortes de gastos de US$ 600 bilhões. Mas quer mais dinheiro para investimentos em infraestrutura e para ajudar mutuários em dificuldade para pagar as prestações da casa própria.

A proposta republicana quer poupar mais US$ 200 bilhões mudando o cálculo da inflação, o que reduziria as pensões, aposentadorias e outros benefícios previdenciários, e não reajustando a tabela do imposto de renda para corrigi-la pela inflação, informa o jornal The New York Times.

Para cortar US$ 600 bilhões em despesas, especialmente no programa de saúde para idosos, Medicare, a oposição quer elevar a idade mínima para ser beneficiário. O economista liberal Paul Krugman alega que o impacto seria mínimo, já que os maiores gastos são com os pacientes de idade mais avançada, que estão na outra ponta do sistema.