Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
domingo, 24 de julho de 2022
Trump nada fez por mais de três horas durante ataque ao Congresso
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Trump enfrenta segundo impeachment com expectativa de absolvição
O segundo julgamento de Donald Trump num processos de impeachment, desta vez por incitar à insurreição e ao ataque ao Congresso em 6 de janeiro, começa hoje no Senado dos Estados Unidos, em Washington. A expectativa é que o ex-presidente seja absolvido.
A condenação exige dois terços dos votos, de 67 senadores. Como o Partido Democrata tem 50 senadores, são necessários 17 votos republicanos. Até agora, só cinco republicanos indicaram que pretendem condenar.
Se for condenado, em outra votação, por maioria simples, Trump pode ser tornado inelegível para cargos eleitorais por toda a vida. Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário:
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Câmara dos EUA aprova segundo impeachment de Donald Trump
Objetivo do Partido Democrata é tornar o atual presidente inelegível
Por 232 a 197 votos, com o apoio de 10 deputados republicanos, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos denunciou hoje o presidente Donald Trump por crime de responsabilidade ao incitar à insurreição que levou à invasão do Congresso em 6 de janeiro, quando cinco pessoas morreram.
Trump será o primeiro presidente julgado duas vezes em processos de impeachment. Como ele deixa o cargo daqui a uma semana, o Partido Democrata quer torná-lo inelegível para cargos federais por toda a vida.
Leia mais em Quarentena News e veja o comentário no meu canal no You Tube:
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
CoronaVac tem eficiência pouco acima da exigência da OMS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide no domingo se aprova o uso emergencial da vacina chinesa CoronaVac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e o laboratório sueco-britânico AstraZeneca contra a doença do coronavírus de 2019.
O governo do estado de São Paulo anunciou hoje um novo índice de eficiência para a CoronaVac, de 50,58%, bem abaixo dos 78% anunciados na semana passada num recorte da pesquisa. Com uma eficácia menor, será necessário vacinar mais gente para controlar o pandemia.
Mais de 36 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora em mais de 40 países. O Brasil ainda não tem data para o início da campanha nacional de imunização. O governador paulista, João Doria, insiste que será em 25 de janeiro, mas o ministro da Saúde, diz apenas que "será no dia D e na hora H".
Enquanto isso, a média diária de casos novos na última semana bateu novo recorde hoje, com 54.784, alta de 51% em duas semanas. Foram notificados mais 61.660 casos e 1.106 mortes em 24 horas, elevando os totais para 204.726 mortes e 8.195.493 casos confirmados. A média diária de mortes ficou em 993, com alta de 49% em duas semanas. Meu comentário:
domingo, 20 de dezembro de 2020
Congresso dos EUA chega a acordo sobre pacote econômico
Depois de meses de divergências, os líderes dos dois partidos representados no Congresso dos Estados Unidos chegaram um acordo para aprovar um pacote de US$ 900 bilhões (R$ 4,574 trilhões) de estímulo à recuperação da maior economia do mundo e fortalecer o sistema de saúde no momento mais crítico da pandemia do coronavírus de 2019.
A proposta inclui nova ajuda federal aos lares americanos, às pequenas empresas e aos serviços de saúde, e para financiar o governo até 30 de setembro, quando termina o atual ano fiscal.
"Finalmente, temos o consenso bipartidário que o país precisa", declarou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, descreveram o plano como "um pacote que dá os fundos necessários urgentemente para salvar vidas e os meios de subsistência do povo americano quando a pandemia se acelera." Mas o consideram insuficiente. Prometam aprovar novos gastos para o futuro governo Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro.
O projeto é o segundo maior plano de alívio econômico da história dos EUA. Deve ser aprovado nesta segunda-feira.
Em março, o Congresso aprovou a Lei dos Cuidados, de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,18 trilhões), para ajudar os cidadãos e as empresas a enfrentar a covid-19. Depois, os democratas aprovaram na Câmara gastos de mais US$ 2,4 trilhões (R$ 12,2 trilhões), mas a proposta empacou no Senado, onde os republicanos consideravam desnecessário mais estímulo.
Por causa desta resistência dos republicanos e do governo Donald Trump, a proposta exclui ajuda a estados e municípios, sobrecarregados com as despesas extras da pandemia. O presidente alegou que não daria dinheiro a governantes democratas. Com a derrota na eleição de 3 de novembro, que não aceitou, Trump manobra claramente para negar fundos ao governo Biden e no futuro acusar o presidente eleito de incompetência e de fazer um governo pior do que o seu.
Cada adulto e criança com renda anual de até US$ 75 mil (R$ 381 mil) vai receber uma ajuda direta de US$ 600 (R$ 3.049). O programa de proteção a pequenas empresas vai dar empréstimos de US$ 284 bilhões (R$ 1,443 trilhão), doações de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) a pequenas empresas e US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) a cinemas, teatros e instituições culturais. Os desempregados vão receber US$ 300 (R$ 1.524) por semana de ajuda suplementar. Este benefício começa em 27 de dezembro e vai até 14 de março.
Outros US$ 25 bilhões (R$ 127 bilhões) serão destinados a inquilinos com dificuldade de pagar o aluguel, que não poderão ser despejados até 31 de janeiro, US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) a ajuda alimentar e US$ 45 bilhões (R$ 228,68 bilhões) para o setor transportes, inclusive US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) para as companhias aéreas arcarem com os custos das folhas de pagamento. As escolas e universidades levam US$ 82 bilhões (R$ 416,7 bilhões).
O pacote aprovado em março dava uma ajuda suplementar de US$ 600 (R$ 3.049) por semana aos desempregados, mas acabou no fim de julho. Pelo menos 20,6 milhões de trabalhadores recebem algum tipo de auxílio-desemprego hoje nos EUA.
Mais US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) serão destinados à compra de vacinas para "tornar as vacinas disponíveis de graça para quem precisar", US$ 8 bilhões (R$ 40,65 bilhões) para a distribuição de vacinas e US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) para ajudar os estados a realizar testes de covid-19.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Virada na Geórgia e na Pensilvânia praticamente dá vitória a Biden
Como esperado, o ex-vice-presidente Joe Biden assumiu hoje a liderança nas apurações dos estados da Geórgia e da Pensilvânia, e na prática consolidou a vitória na eleição presidencial nos Estados Unidos. Ele mantém a vantagem no Arizona e em Nevada.
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Colégio Eleitoral elegeu Trump e é sua única esperança
No século 21, EUA foram governados oito anos por presidentes sem mandato popular
A eleição presidencial nos Estados Unidos não é nacional nem direta. Como o país é uma federação, cada estado realiza sua eleição, que escolhe delegados para um Colégio Eleitoral de 538 membros. Este número reproduz o número de deputados que cada estado tem na Câmara de Representantes, num total de 435, e no Senado (100), e mais três pelo Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington. Os representantes do DC têm direito a voz mas não a voto no Congresso.
Como 48 dos 50 estados dão todos os delegados ao partido vencedor, em cinco vezes, o ganhador no voto popular não foi eleito presidente. Três vezes foram no século 18, quando a democracia era novidade e a elite dirigente se reservou um papel de árbitro final do processo para evitar que um maluco chegasse à Casa Branca. Mas, desde o início do século 20, os EUA foram governados oito anos por presidentes que perderam a eleição.
O presidente Donald Trump sofreu a maior derrota e só o Colégio Eleitoral pode reelegê-lo. Meu comentário explicando como funciona o sistema eleitoral:
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Maioria republicana no Senado absolve Trump no processo de impeachment
O processo começou em setembro na Câmara dos Representantes, dominada pelo Partido Democrata, de oposição. Trump foi investigado por pressionar o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar as atividades de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal rival de Trump na eleição deste ano. Hunter dirigia uma empresa de gás no país.
Trump segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares aprovada pelo Congresso para pressionar o líder ucraniano. Também queria um inquérito para acusar a Ucrânia e não à Rússia pela interferência indevida nas eleições de 2016 nos Estados Unidos.
Um agente secreto que teve acesso ao conteúdo de um telefonema de Trump e Zelensky em 25 de julho deu o alerta. O presidente exigia um anúncio oficial da abertura de investigações sobre Biden e o filho. Usou a máquina pública para conseguir um trunfo na campanha eleitoral deste ano.
Pela Constituição dos Estados Unidos, basta maioria simples para a Câmara denunciar um presidente num processo de impeachment. Mas a condenação no Senado exige dois terços dos votos. Meu comentário:
domingo, 23 de dezembro de 2018
Fechamento do governo dos EUA pode durar até o próximo ano
O fechamento para o trabalho de nove departamentos (ministérios) e várias agências governamentais, inclusive as responsáveis por museus e parques nacionais. Cerca de 380 mil funcionários de atividades não essenciais não trabalham e ficam sem salários e outros 420 mil, de setores como portos e aeroportos, trabalham mas não recebem enquanto durar o impasse.
Em encontro com os líderes democratas na Câmara, deputada Nancy Pelosi, e no Senado, Charles Schumer, Trump deixou claro estar disposto a paralisar parcialmente o governo para barganhar verba para o muero. Durante a campanha prometeu que o México pagaria pelo muro.
Até mesmo comentaristas ultraconservadores como Ann Coulter e Rush Limbaugh criticaram a decisão do presidente pelo fechamento neste fim de ano caótico na Casa Branca, com as demissões do chefe da Casa Civil, general John Kelly, e do secretário da Defesa, general James Mattis, considerados os últimos adultos do governo, com autoridade e responsabilidade para conter os desatinos de um presidente sem limites.
Acuado pelos escândalos de corrupção, acusações de crimes como pagar pelo silêncio de duas ex-amantes e possíveis denúncias criminais contra um filho e o genro, Trump tenta mobilizar os elementos mais radicais de suas bases eleitorais para se apresentar como vítima quando a nova maioria democrata na Câmara começar a investigar as inúmeras suspeitas.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Trump demite ministro da Justiça e abre guerra contra investigações
A apuração ainda não terminou. Os democratas elegeram 223 deputados, cinco a mais do que o necessário para ter maioria na Câmara, e os republicanos, 199 deputados. Faltam os resultados de 13 distritos.
No Senado, os republicanos terão 51 cadeiras e os democratas 46, faltando definir três cadeiras.
Foi uma derrota para o presidente, que tinha maioria nas duas casas do Congresso. Por temor de que a maioria democrata investigue seus escândalos, conflitos de interesses e relações com a Rússia, Trump demitiu Sessions, que se negou a supervisionar o inquérito por ter mantido contato com o embaixador russo durante a campanha eleitoral.
Trump nunca engoliu a recusa. O subprocurador-geral, Rod Rosenstein, nomeou o procurador especial depois que o presidente demitiu James Comey, então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, em maio de 2017.
Depois de anunciar que entraria em “guerra” com a oposição se os democratas tentarem investigar ele e a família, Trump afastou Sessions e nomeou como interino Matthew Whitaker, que no ano passado declarou que Mueller não tem autorização para investigar as finanças pessoais do presidente e de sua família.
O presidente reclamou várias vezes de Sessions, insinuando que o procurador-geral deveria protegê-lo e não defender os interesses da Justiça dos EUA. Foi aconselhado a não demiti-lo antes das eleições de ontem para não prejudicar os candidatos republicanos.
Para reconquistar a Câmara, por causa do redesenho dos distritos eleitorais pelos republicanos nos estados que governam, os democratas precisavam de 55% do total de votos. Os republicanos são cada vez mais um partido conservador das pequenas cidades e das zonas rurais do país. Perdem nos grandes centros urbanos.
Apesar do excelente desempenho da economia, que cresce em ritmo de 3,5% ao ano, com desemprego de 3,7%, o menor índice desde 1969, a impopularidade do presidente, hoje na média de 42%, suas posições extremistas e os ataques ao programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde devolveram a maioria na Câmara aos democratas.
Obama perdeu a maioria na Câmara em 2010, no segundo ano de governo, principalmente por causa dos ataques dos republicanos a seu programa de saúde, que obriga os planos de saúde a cobrir doenças preexistentes. Agora, esta questão foi uma das grandes bandeiras dos democratas.
Os EUA têm a medicina mais desenvolvida do mundo, mas é muito cara. Os gastos somam 16% do produto interno bruto da maior economia do mundo, de cerca de US$ 20 trilhões. Uma doença como o câncer pode significar a falência da família e a morte do paciente.
Como a economia aparentemente atingiu o pico e a guerra comercial com a China ameaça provocar uma recessão, Trump pode tentar culpar os democratas. Levando em conta a taxa de desemprego e os preços das ações de empresas cotadas em bolsas de valores, o derrota do presidente em eleições intermediárias foi considerada a pior em 100 anos.
Outro fator importante na vitória democrata foi a expressiva participação das mulheres, irritadas pela misoginia de Trump. Com algumas cadeiras a definir, pelo 113 mulheres foram eleitas para o Congresso.
A líder democrata Nancy Pelosi, primeira mulher a presidir a Câmara, deve reassumir o cargo.
Alexandria Ocasio Cortez, uma socialista de origem porto-riquenha eleita por Nova York de 29 anos, será a mais jovem deputada. Ilhan Omar e Rashida Tlaib, eleitas por Minnesota e Michigan, serão as primeiras muçulmanas, enquanto Sharice Davids, do Kansas, e Debra Haaland, do Novo México, serão as primeiras mulheres indígenas no Congresso. São todas democratas.
A má notícia para os democratas é que venceram eleições locais. Das 29 cadeiras que tomaram dos republicanos para ter maioria, muitas estão em distritos conservadores onde os republicanos costumam ganhar e podem ser perdidas daqui a dois anos, nas próximas eleições.
Os republicanos devem aumentar a maioria no Senado, em eleições estaduais, e elegeram 20 dos 36 governadores estaduais, uma indicação melhor de um possível desempenho do partido na eleição presidencial de 2020. Venceram em estados-chaves como a Flórida e Ohio, decisivos na disputa pela Casa Branca.
Com a maioria na Câmara, os democratas podem denunciar o presidente e abrir um processo de impeachment, mas não têm a maioria de dois terços exigida no Senado para afastar o presidente. Parte da bancada republicana teria teria de abandonar Trump.
Uma acusação de obstrução de justiça, se Trump acabar com o inquérito do procurador especial, pode levar ao impedimento do presidente. Com certeza, os democratas vão aproveitar a maioria para investigar Trump.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Senado da Argentina rejeita o aborto
A aliança Cambiemos (Mudemos), do presidente Maurício Macri, e o Partido Justicialista (peronista) se dividiram, mas a maioria dos seus senadores votou não. Na aliança kirchnerista Frente para a Vitória, a ala do peronismo liderada pela ex-presidente e possível candidata em 2019 Cristina Kirchner, houve apenas um voto contra o aborto.
Houve duas abstenções e uma ausência. Por gênero, 24 homens votaram contra o aborto e 17. As mulheres se dividiram: 14 votaram a favor e 14 contra.
O presidente Macri é pessoalmente contra o aborto, mas prometeu não vetar a lei, se fosse aprovada. Com a derrota do projeto, a Casa Rosa cogita incluir a despenalização do aborto na reforma do Código Penal argentino. O aborto continuaria sendo crime, mas as mulheres deixariam de ser punidas com prisão, noticiou o jornal Clarín.
Do lado de fora do Congresso, manifestantes a favor do aborto protestaram e atacaram a polícia, que usou jatos d’água e gás lacrimogênio. Às três da manhã, mesma hora de Brasília, ainda há tumulto nas ruas de Buenos Aires ao redor do Palácio do Congresso.
Na América do Sul, o aborto só é permitido no Uruguai.
terça-feira, 3 de julho de 2018
López Obrador deve ter maioria absoluta no Congresso do México
O Movimento de Regeneração Nacional (Morena), de esquerda, liderado por López Obrador, é aliado do Partido do Trabalho, de esquerda, e do Encontro Social, um partido evangélico de centro-direita. A coalizão recebeu 54% dos votos para o Senado e 70% para a Câmara.
Com maioria absoluta, AMLO não precisaria do apoio dos partidos tradicionais de centro-direita, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) e o Partido de Ação Nacional (PAN). Isso facilitaria a implantação das reformas radicais que propõe.
Entre as mudanças, AMLO promete combater a corrupção, a violência e a miséria, e revogar as reformas dos setores de educação e energia feitas pelo atual presidente, Enrique Peña Nieto, do PRI, que governou o México de 1929 a 2000 e voltou com Peña Nieto em 2012.
domingo, 24 de junho de 2018
López Obrador está perto da vitória com maioria no Congresso
AMLO aumentou para 23 pontos sua vantagem sobre o direitista Ricardo Anaya, do Partido de Ação Nacional (PAN). A aliança que o apoia pode obter maioria absoluta na Câmara e no Senado.
Na média das pesquisas, López Obrador tem 49,6% das preferências do eleitorado, com 27% para Anaya e 20,4% para José Antonio Meade, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México desde sua fundação, em 1929, até o ano 2000 e voltou ao poder com o atual presidente Ernesto Peña Nieto.
Como no México não há segundo turno, o jornal espanhol El País dá a AMLO, como é conhecido popularmente, 95% de chance de conquistar a Presidência.
Em aliança com o Partido do Trabalho (PT) e o Partido do Encontro Social (PES), o Morena pode ter maioria absoluta na Câmara e no Senado. Isso daria a AMLO o direito de aplicar seu programa de reformas radicais.
Com 159 deputados do Morena, 51 do PT e 47 do PES, a aliança governista teria, na média das pesquisas, 258 das 500 cadeiras da Câmara dos Deputados. Por causa da imprecisão de pesquisas anteriores e do sistema eleitoral, a margem de erro é de mais ou menos 40 deputados.
Dos 500 deputados, 300 são eleitos por maioria relativa em distritos uninominais, o que leva as coalizões a apresentar um candidato único. Os outros 200 são eleitos pelo voto proporcional.
Pelo artigo 54 da Constituição do México, para evitar o poder exagerado que o PRI teve no passado, nenhum partido pode ter mais de 300 deputados na Câmara nem uma porcentagem de deputados oito pontos percentuais maior do que o percentual de votos.
Para o Senado, a aliança de esquerda tem 46% dos votos contra 33% do PAN e 21% do PRI.
terça-feira, 13 de março de 2018
Republicanos da Câmara tentam eximir Trump de conluio com a Rússia
A fase de tomada de depoimentos está encerrada, informou o deputado, enquanto o inquérito do procurador especial Robert Mueller segue em frente, observou o jornal The New York Times. Um anteprojeto de relatório final, de 150 páginas, será apresentado hoje à bancada democrata.
Sua conclusão final vai contra o entendimento da bancada democrata e de Mueller, primeiro, de que seja hora de encerrar a investigação da Câmara e, em segundo lugar, porque há vários indícios de cumplicidade entre a equipe de Trump e o Kremlin.
"Não encontramos prova de conluio", declarou ontem Conaway. "Descobrimos talvez erros de julgamentos, encontros inapropriados, julgamentos inapropriados em participar de encontros - mas só Tom Clancy poderia juntar essa série de encontros e contatos inadvertidos e tecer uma história de espionagem."
Trump imediatamente aplaudiu a decisão via Twitter: "A Comissão de Inteligência da Câmara, depois de uma profunda investigação de 14 meses, não encontros provas de conluio ou coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia para influenciar a eleição presidencial de 2016."
O líder democrata na comissão, deputado Adam Schiff, repudiou a posição do Partido Republicano como "um marco trágico" e "uma capitulação diante do Executivo".
"Ao encerrar seu papel de supervisão na única investigação autorizada na Câmara, a maioria colocou o interesse de proteger o presidente acima da proteção ao país", disparou Schiff. "A história vai julgar suas ações com dureza."
domingo, 29 de outubro de 2017
Trump tem pior avaliação desde a posse
Cerca de 38% dos eleitores americanos aprovam o trabalho de Trump, enquanto 58% o reprovam. Entre os republicanos, quase 80% têm uma visão favorável do presidente, mas há uma queda de prestígio em algumas bases eleitorais de Trump.
A maior baixa foi entre mulheres brancas sem curso superior. No mês passado, 50% eram a favor de Trump e 46%, não. Agora, 54% desaprovam o presidente e 40% apoiam seu desempenho na Casa Branca.
Por uma margem de cinco pontos percentuais, 42% a 37%, as políticas econômicas passaram no teste. A pesquisa foi feita depois da notícia de que a economia dos EUA cresceu em ritmo de 3% ao ano no terceiro trimestre de 2017, depois de avançar em ritmo de 3,1% no segundo trimestre.
Se a economia se enfraquecer, a popularidade de Trump vai junto.
O grande apoio ao presidente vem do eleitorado tradicional republicano. Só 36% dos americanos têm uma imagem positiva do presidente. Entre os republicanos, essa aprovação quase chega a 80%.
Depois de bater boca com uma viúva negra de 24 anos grávida de um soldado morto por terroristas no Níger, na África, 53% reprovaram sua atuação como comandante das Forças Armadas e 35% aprovaram. A troca de acusações com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, não ajudou.
Por 45% a 24%, os americanos preferem manter o acordo de 2015 assinado entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Trump ameaça romper o acordo.
A resposta aos furacões Harvey e Irma, que atingiram o território continental dos EUA, foi considerada positiva por 49% e reprovada por 28%, mas a ajuda federal a Porto Rico depois do furacão Maria foi aprovada por 29% e considerada insuficiente por 54%.
Outro problema para a imagem de Trump foi sua reação diante dos jogadores de futebol americano que se ajoelharam na hora do hino nacional em protesto contra a violência policial contra os negros e a impunidade de policiais que matam negros. Nesta questão, o presidente perdeu por 59% a 30%.
Com eleições daqui a um ano, 48% gostariam de ver o Partido Democrata reassumir o controle da Câmara e do Senado, e 41% estão satisfeitos com a maioria republicana.
Sobre as razões dessa decisão, 46% querem eleger mais democratas para que "controlem e equilibrem as ações de Trump e dos republicanos no Congresso". Por outro lado, 28% querem "mais republicanos para ajudar Donald Trump a aprovar seu programa legislativo".
Se forem considerados apenas os eleitores com partido definido, 79% dos democratas querem mais controle sobre Trump e 71% dos republicanos querem ajudar na aprovação das propostas do presidente.
domingo, 22 de outubro de 2017
Shinzo Abe consolida poder com ampla maioria no Japão
A recuperação da economia e o programa nuclear da Coreia do Norte foram os grandes temas da campanha. Durante o último um ano e meio, a economia japonesa, a terceira maior do mundo, cresceu em todos os trimestres graças às políticas de incentivo da abeconomia. Há mais de um década, não vivia um período de crescimento tão longo.
Com o regime comunista norte-coreano testando bombas atômicas e mísseis balísticos, Abe acredita que chegou a hora de reformar a Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), que impede o Japão de mandar suas Forças Armadas ao exterior, a não ser em missões de paz das Nações Unidas.
A primeira mudança do artigo 9 da Constituição foi em 1992, quando os militares japoneses foram autorizados a participar de missões de paz da ONU. Em 2014, o governo reinterpretou a Constituição para afirmar que as Forças de Defesa do Japão poderiam socorrer inimigos sob ataque.
Diante do desafio norte-coreano, o tabu está caindo. A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, do conservador Partido da Esperança, de centro-direita, apoia a reforma constitucional: "Estamos chegando a um lugar onde podemos ter uma discussão nacional sólida."
Uma pesquisa divulgada em 19 de outubro pelo jornal Asahi Shimbun indica que a opinião pública japonesa está dividida entre os que querem e os que rejeitam a reforma constitucional para o Japão voltar a ser um país normal, capaz de projetar seu poderio militar no exterior.
Se Abe, hoje com 63 anos, ficar no cargo até novembro de 2019, será o primeiro-ministro que governou o Japão por mais tempo no pós-guerra.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Reforma de Trump tira seguro-saúde de 22 milhões até 2026
A previsão aumenta a pressão sobre os senadores do Partido Republicano. Se dois republicanos votarem contra, o projeto está liquidado. Pelo menos duas senadoras alertaram que não vão apoiar a proposta, que corta o financiamento para a Planned Parenthood, uma instituição beneficente dedicada à saúde reprodutiva que entre outras coisas financia aborto.
É mais uma jogada ideológica do governo Trump e da ultradireita republicana. Obama acusou o projeto de não ser um programa de saúde, mas um corte de impostos bilionário para favorecer grandes empresas e grandes fortunas.
Pelos cálculos do CBO, o projeto aprovado no mês passado na Câmara deixaria 23 milhões sem cobertura. A proposta republicana acaba com a obrigatoriedade de ter seguro-saúde e não exige que os planos de saúde não excluam as doenças preexistentes. Assim, o prêmio do seguro deve cair para pessoas saudáveis, mas corre o risco de se tornar impagável para quem já tem doenças graves.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Programa de saúde de Trump vai deixar 23 milhões sem cobertura
No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.
A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.
"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.
Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.
Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.
Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Congresso aprova novo acordo de paz com as FARC
O acordo de paz foi ratificado ontem no Senado e hoje na Câmara, onde o presidente Juan Manuel Santos tem maioria, sem necessidade de nova consulta popular. Santos ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2016 mesmo com a derrota no referendo.
Apesar de algumas mudanças, os adversários do acordo, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe, denunciam uma suposta impunidade para os guerrilheiros que durante 52 anos tentaram derrubar o governo colombiano.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Republicanos mantêm controle da Câmara e do Senado dos EUA
A candidata democrata, Hillary Clinton, ainda se nega a reconhecer a derrotar. Em breve discurso onde deveria ser a festa da vitória, seu chefe de campanha, John Podesta, declarou que ainda há votos sendo contados e aconselhou os militantes do partido a irem para casa.
Os partidários de Trump protestam, alegando que ele seria execrado se fizesse isso. Com seu bom desempenho nos estados-chaves, onde os dois partidos tinham chance de vencer, o magnata imobiliário deu uma ajuda importante aos candidatos do partido nas eleições para o Senado.
A partir de janeiro, a bancada republicana na Câmara dos Representantes terá 234 deputados contra 171 democratas. No Senado, serão 51 republicanos e 47 democratas.