O projeto em discussão no Senado para acabar com o programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde vai deixar mais 22 milhões de americanos sem seguro-saúde até 2026, advertiu hoje o bipartidário Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) dos Estados Unidos.
A previsão aumenta a pressão sobre os senadores do Partido Republicano. Se dois republicanos votarem contra, o projeto está liquidado. Pelo menos duas senadoras alertaram que não vão apoiar a proposta, que corta o financiamento para a Planned Parenthood, uma instituição beneficente dedicada à saúde reprodutiva que entre outras coisas financia aborto.
É mais uma jogada ideológica do governo Trump e da ultradireita republicana. Obama acusou o projeto de não ser um programa de saúde, mas um corte de impostos bilionário para favorecer grandes empresas e grandes fortunas.
Pelos cálculos do CBO, o projeto aprovado no mês passado na Câmara deixaria 23 milhões sem cobertura. A proposta republicana acaba com a obrigatoriedade de ter seguro-saúde e não exige que os planos de saúde não excluam as doenças preexistentes. Assim, o prêmio do seguro deve cair para pessoas saudáveis, mas corre o risco de se tornar impagável para quem já tem doenças graves.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Planned Parenthood. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planned Parenthood. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de junho de 2017
domingo, 29 de novembro de 2015
Atirador em clínica de aborto nos EUA tinha motivação política
O atirador que ocupou uma clínica do grupo Planned Parenthood e matou três pessoas em Colorado Springs, nos Estados Unidos, identificado ontem como Robert Lewis Dear, de 57 anos, é um desequilibrado mental, mas tinha objetivos políticos. À polícia, ele declarou que "não haveria mais pedaços de bebês", noticiou o jornal The Washington Post.
No sábado à noite, a Planned Parenthood revelou que testemunhas haviam tido que Dear decidiu atacar a clínica por ser contra o aborto. A clínica também entregava tecidos de fetos para pesquisas científicas.
O policial que confirmou a notícia pediu anonimato. Ele disse que "definitivamente foi politicamente motivado". Não poderia falar abertamente enquanto a investigação do caso está em andamento.
A televisão NBC, a primeira a dar a notícia, acrescentou que acrescentou que Dear mencionou negativamente o presidente Barack Obama numa série de declarações confusas que suscitaram dúvidas sobre seus motivos e seu estado mental.
Dear era conhecido da polícia desde 1997, quando sua mulher na época o acusou de agressão, mas preferiu não levar o caso adiante. Ele se mudou para o estado da Carolina do Sul, onde houve sete episódios de conflito com vizinhos. Em maio de 2002, uma vizinha o denunciou por assédio sexual.
"Ele reclamava de tudo", contou um vizinho em Colorado Springs, no estado do Colorado. "Dizia que trabalhava para o governo e que todo o mundo o perseguia, mas que ele sabia de segredos dos EUA. Ele dizia: 'Ninguém mexe comigo porque tenho informações suficientes para por todos os EUA em perigo.' Era muita loucura."
Há pouco mais de um ano, Dear se mudou de um trêiler na Carolina do Norte para uma casinha de madeira por ele construída, mas acabou voltando para o Colorado, onde se registrou como eleitor em outubro de 2014.
O grupo Planned Parenthood tem sido um dos alvos preferenciais dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos EUA em 2016. Em nota, chamou o caso de "terrorismo doméstico" e denunciou a linguagem radical de ativistas antiaborto pelo ataque.
Desde 1977, pelo menos dez pessoas foram mortas em ataques a clínicas de aborto nos EUA, que foram mais de mais de cem ataques incendiários.
No sábado à noite, a Planned Parenthood revelou que testemunhas haviam tido que Dear decidiu atacar a clínica por ser contra o aborto. A clínica também entregava tecidos de fetos para pesquisas científicas.
O policial que confirmou a notícia pediu anonimato. Ele disse que "definitivamente foi politicamente motivado". Não poderia falar abertamente enquanto a investigação do caso está em andamento.
A televisão NBC, a primeira a dar a notícia, acrescentou que acrescentou que Dear mencionou negativamente o presidente Barack Obama numa série de declarações confusas que suscitaram dúvidas sobre seus motivos e seu estado mental.
Dear era conhecido da polícia desde 1997, quando sua mulher na época o acusou de agressão, mas preferiu não levar o caso adiante. Ele se mudou para o estado da Carolina do Sul, onde houve sete episódios de conflito com vizinhos. Em maio de 2002, uma vizinha o denunciou por assédio sexual.
"Ele reclamava de tudo", contou um vizinho em Colorado Springs, no estado do Colorado. "Dizia que trabalhava para o governo e que todo o mundo o perseguia, mas que ele sabia de segredos dos EUA. Ele dizia: 'Ninguém mexe comigo porque tenho informações suficientes para por todos os EUA em perigo.' Era muita loucura."
Há pouco mais de um ano, Dear se mudou de um trêiler na Carolina do Norte para uma casinha de madeira por ele construída, mas acabou voltando para o Colorado, onde se registrou como eleitor em outubro de 2014.
O grupo Planned Parenthood tem sido um dos alvos preferenciais dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos EUA em 2016. Em nota, chamou o caso de "terrorismo doméstico" e denunciou a linguagem radical de ativistas antiaborto pelo ataque.
Desde 1977, pelo menos dez pessoas foram mortas em ataques a clínicas de aborto nos EUA, que foram mais de mais de cem ataques incendiários.
sábado, 28 de novembro de 2015
Atirador ataca clínica de aborto e mata três pessoas nos EUA
Um atirador invadiu hoje uma clínica de aborto em Colorado Springs, nos Estados Unidos, armado com explosivos e ameaçou explodir o prédio. Antes de se entregar, ele matou um policial e dois civis. Nove pessoas saíram feridas e estão hospitalizadas, inclusive quatro policiais.
A clínica Planned Parenthood tem sido alvo frequente de acusações de realizar abortos durante a campanha dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016. Ativistas antiaborto fizeram várias manifestações de protesto nesta e em outras clínicas do grupo.
Ainda não está claro se é um desequilibrado mental ou um terrorista com objetivos políticos.
A clínica Planned Parenthood tem sido alvo frequente de acusações de realizar abortos durante a campanha dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016. Ativistas antiaborto fizeram várias manifestações de protesto nesta e em outras clínicas do grupo.
Ainda não está claro se é um desequilibrado mental ou um terrorista com objetivos políticos.
Assinar:
Postagens (Atom)