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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 26 de Outubro

 GEORGE III VAI AO PARLAMENTO

    Em 1775, o rei George III, do Reino Unido fala diante das duas câmaras do Parlamento Britânico, começa lendo a Proclamação da Rebelião e pede uma ação rápida e enérgica contra os colonos norte-americanos. 

"Muitas dessas pessoas infelizes podem ainda ser leais, e talvez não sejam muito inteligentes para não ver as consequências fatais de sua usurpação e desejem resistir, e a onda de violência seja suficiente forte para compelir sua aquiescência até que uma força apareça para apoiá-lo", declara George III.

Ao autorizar o uso da força, o rei faz o que os colonos acreditam que jamais aconteceria: o Império Britânico atacando seus próprios súditos.

A esta altura, a maioria dos colonos permanecia leal à coroa. Em janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica o livro Senso Comum, a favor da independência. Em 4 de julho, os colonos proclamam a independência dos Estados Unidos.

BENJAMIN FRANKLIN VAI A PARIS

    Em 1776, Benjamin Franklin viaja para Paris como embaixador para negociar uma aliança com a França na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83).

Inventor do para-raio, Franklin, é recebido com honrarias nos círculos científicos e literários de Paris. O governo francês apoia secretamente os colonos. Entende que só deve apoiar abertamente a revolta quando os colonos tiverem chance de vitória.

Depois da vitória dos colonos na Batalha de Saratoga, em 1777, começam as negociações para o Tratado de Amizade e Comércio e o Tratado de Aliança, assinados em 6 de fevereiro de 1778. A guerra termina com o Tratado de Paris, de 3 de setembro de 1783, quando a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

TIROTEIO EM TOMBSTONE

    Em 1881, os irmãos Earp enfrentam a gangue da Clanton e McLaury num tiroteio histórico em O. K. Corral, na cidade de Tombstone, que se tornara uma das mais ricas cidades mineiras do Sudoeste dos Estados Unidos desde a descoberta de prata em 1877.

Wyatt Earp, ex-policial no Kansas, é segurança de um banco. Ele e os irmãos, Morgan e Virgil, o xerife da cidade, são os defensores da segurança pública em Tombstone.

Os Clanton e os McLaury moram em ranchos fora da cidade e estão envolvidos com ladrões de gado, assaltantes e assassinos. A disputa de poder em Tombstone resulta em tiroteio.

Ike Clanton e Tom McLaury vão a Tombstone fazer compras na manhã de 25 de outubro. Nas próximas 24 horas, eles têm vários encontros com os irmãos Earp e seu amigo Doc Holliday.

Às 13h30 do dia 26, Billy Clanton, Frank McLaury e Billy Clairborne vão à cidade. Ao entrar no bar da cidade, Holliday conta que seus irmãos levaram coronhadas dos irmãos Earp e saem em busca de vingança.

Por volta das 15h, os irmãos Earp e Holliday veem os cinco membros da gangue num terreno baldio no fim da rua Fremont. Em 30 segundos, 30 tiros são disparados. 

A maioria dos relatos diz que Virgil Earp disparou primeiro, matando Billy Clanton, enquanto Holliday atira no peito de Tom McLaury e Wyatt Earp atinge Frank McLaury, que ainda consegue disparar alguns tiros antes de morrer.

Quando acaba o tiroteio, os irmãos McLaury e Billy Clanton estão mortos, e Doc Holliday, Morgan e Virgil Earp saem feridos. Ike Clanton e Clairborne fogem para a montanha.

O xerife do Condado de Cochise, John Behan, acusa Holliday e os irmãos Earp de homicídio, mas o juiz de Tombstone os absolve sob o argumento de que os homicídios eram "totalmente justificáveis". Cinco filmes foram feitos sobre o tiroteio em O.K. Corral.

BUSH SANCIONA LEI PATRIOTA

    Em 2001, um mês e meio depois dos atentados de 11 de setembro, o presidente George Walker Bush assina a Lei Patriota para "fortalecer as punições aos terroristas e a quem os ajudar".

Os grupos de defesa dos direitos civis criticam a lei por restringir as liberdades democráticas e dar poderes demais ao governo para investigar seus próprios cidadãos, prender estrangeiros por tempo indeterminado sem submetê-los a julgamento e a fazer operações de busca e apreensão em residências sem consentimento nem ordem judicial.

Até a tortura é autorizada na luta contra o terrorismo dos jihadistas. A maioria da provisões da lei caduca em 2020, mas ela não é revogada.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 26 de outubro

GEORGE III VAI AO PARLAMENTO

    Em 1775, o rei George III, do Reino Unido fala diante das duas câmaras do Parlamento Britânico, começa lendo Proclamação da Rebelião e pede uma ação rápida e enérgica contra os colonos americanos. 

"Muitas dessas pessoas infelizes podem ainda ser leais, e talvez não sejam muito inteligentes para não ver as consequências fatais de sua usurpação e desejem resistir, e a onda de violência seja suficiente forte para compelir sua aquiescência até que uma força apareça para apoiá-lo", declarou George III.

Ao autorizar o uso da força, o rei faz o que os colonos acreditam que jamais aconteceria: o Império Britânico atacando seus próprios súditos.

A esta altura, a maioria dos colonos permanecia leal à coroa. Em janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica o livro Senso Comum, a favor da independência. Em 4 de julho, os colonos proclamam a independência dos Estados Unidos.

BENJAMIN FRANKLIN VAI A PARIS

    Em 1776, Benjamin Franklin viaja para Paris como embaixador para negociar uma aliança com a França na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83).

Na França, Franklin, inventor do para-raio, é recebido com honrarias nos círculos científicos e literários de Paris. O governo francês apoia secretamente os colonos. Entende que só deve apoiar abertamente a revolta quando os colonos tiverem chance de vitória.

Depois da vitória dos colonos na Batalha de Saratoga, em 1777, começam as negociações para o Tratado de Amizade e Comércio e o Tratado de Aliança, assinados em 6 de fevereiro de 1778. A guerra termina com o Tratado de Paris, de 3 de setembro de 1783, quando a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

TIROTEIO EM TOMBSTONE

    Em 1881, os irmãos Earp enfrentam a gangue da Clanton e McLaury num tiroteio histórico em O. K. Corral, na cidade de Tombstone, que se tornara uma das mais ricas cidades mineiras do Sudoeste dos Estados Unidos desde a descoberta de prata em 1877.

Wyatt Earp, ex-policial no Kansas, é segurança de um banco. Ele e os irmãos, Morgan e Virgil, o xerife da cidade, são os defensores da segurança pública em Tombstone.

Os Clanton e os McLaury moram em ranchos fora da cidade e estão envolvidos com ladrões de gado, assaltantes e assassinos. A disputa de poder em Tombstone resulta em tiroteio.

Ike Clanton e Tom McLaury vão a Tombstone fazer compras na manhã de 25 de outubro. Nas próximas 24 horas, eles têm vários encontros com os irmãos Earp e seu amigo Doc Holliday.

Às 13h30 do dia 26, Billy Clanton, Frank McLaury e Billy Clairborne vão à cidade. Ao entrar no bar da cidade, Holliday conta que seus irmãos levaram coronhadas dos irmãos Earp e saem em busca de vingança.

Por volta das 15h, os irmãos Earp e Holliday veem os cinco membros da gangue num terreno baldio no fim da rua Fremont. Em 30 segundos, 30 tiros são disparados. 

A maioria dos relatos diz que Virgil Earp disparou primeiro, matando Billy Clanton, enquanto Holliday atira no peito de Tom McLaury e Wyatt Earp atinge Frank McLaury, que ainda consegue disparar alguns tiros antes de morrer.

Quando acaba o tiroteio, os irmãos McLaury e Billy Clanton estão mortos, e Doc Holliday, Morgan e Virgil Earp saem feridos. Ike Clanton e Clairborne fogem para a montanha.

O xerife do Condado de Cochise, John Behan, acusa Holliday e os irmãos Earp de homicídio, mas o juiz de Tombstone os absolve sob o argumento de que os homicídios eram "totalmente justificáveis". Cinco filmes foram feitos sobre o tiroteio em O.K. Corral.

BUSH SANCIONA LEI PATRIÓTICA

    Em 2001, um mês e meio depois dos atentados de 11 de setembro, o presidente George Walker Bush assina a Lei Patriótica para "fortalecer as punições aos terroristas e a quem os ajudar".

Os grupos de defesa dos direitos civis criticam a lei por restringir as liberdades democráticas e dão poderes demais ao governo para investigar seus próprios cidadãos, de prender estrangeiros por tempo indeterminado sem submetê-los a julgamento e a fazer operações de busca e apreensão em residências sem consentimento nem ordem judicial.

Até a tortura é autorizada na luta contra o terrorismo dos jihadistas. A maioria da provisões da lei caducou em 2020, mas ela não é revogada.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 21 de Julho

    Em 1861, na primeira grande batalha da Guerra da Secessão (1861-65), a Primeira Batalha de Bull Run ou Primeira Batalha de Manassas, uma cidade da Virgínia, um exército dos Estados Confederados do Sul, sob o comando do general Pierre Beauregard, impõe uma derrota esmagadora às forças da União (Norte) lideradas pelo general Irvin McDowell.

Três meses depois do início da Guerra Civil Americana na batalha de Forte Sumter, o comando militar do Norte acredita numa vitória rápida sobre os estados do Sul, que pretendiam deixar a União por não aceitar a abolição da escravatura, proposta pelo presidente Abraham Lincoln.

O objetivo era atacar Richmond, na Virgínia, a capital da Confederação. Com excesso de confiança, McDowell avança com 34 mil milicianos inexperientes e mal treinados. A cerca de 50 quilômetros de Washington, num entroncamento ferroviário de Manassas, se defronta com 20 mil soldados de Beauregard reforçados por 9 mil homens do general Joseph Johnston.

As forças da União sofrem cerca de 3 mil baixas, inclusive 481 mortos, e as da Confederação, 2 mil, com 387 mortes. É uma amostra do que está por vir.

A Guerra da Secessão é o pior conflito armado da história dos EUA, com cerca de 620 mil mortes. A pandemia do coronavírus se aproxima das 610 mil mortes. Deve superar a Guerra Civil.

    Em 1865, no primeiro duelo autêntico do Faroeste, Wild Bild Hickok mata Dave Tutt na praça do mercado em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos

A cena clássica dos filmes de bangue-bangue de Hollywood acontece raramente no mundo real. Em vez de se encontrar frente a frente friamente numa rua poeirenta e deserta, a maioria dos tiroteios começa em brigas de bêbados, no calor de discussões ou em emboscadas.

Os imigrantes levam o duelo, uma tradição da aristocracia europeia para resolver disputas com espadas ou tiros, para o Oeste dos EUA. Na segunda metade do século 18, é raro. Mas o conceito do duelo cria um código de honra informal no Oeste sobre como resolver disputas numa batalha legal e legítima com revólveres.

Este código prevê de um homem só pode recorrer a uma pistola de repetição com seis balas se o oponente também estiver armado. O duelo clássico foi este entre Wild Bill, um jogador profissional, e Dave Tutt, um ex-soldado da Confederação dos Estados do Sul na Guerra da Secessão (1861-65).

Não se sabe exatamente se a briga é por causa de jogo ou de mulher. Os dois combinam um duelo no dia seguinte e se encontram na praça central da cidade. Quando estão a uns 70 metros de distância, Bill grita: "Não chegue mais perto Dave." Nervoso, Dave dispara, erra e é morto com um tiro no peito.

Por seguir o código de honra, Hickok é absolvido. Onze anos depois, morre com um tiro pelas costas.

    Em 1899, nasce em Oak Park, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, o escritor Ernest Miller Hemingway, autor de sucessos como O Velho e o Mar e Por Quem os Sinos Dobram.

Depois de concluir o ensino médio, em 1917, começa a trabalhar no jornal Kansas City Star. No ano seguinte, foi ferido quando trabalhava como motorista voluntário da Cruz Vermelha Internacional durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nos anos 1920, Hemingway mora em Paris e faz parte de um grupo de escritores expatriados, entre eles F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ezra Pound. Em 1925, lança seu primeiro romance publicado no Brasil com o título O Sol Também se Levanta.

Em 1929, muda-se para Key West, na Flórida, e publica Adeus às Armas. No fim da década de 1930, vai para a Espanha como repórter para cobrir a Guerra Civil (1936-39). Com base nesta experiência, escreve Por Quem os Sinos Dobram, publicado em 1940. Conta a história de um jovem americano que luta ao lado das Brigadas Internacionais contra o fascismo dos falangistas do generalíssimo Francisco Franco.

Sua última grande obra é O Velho e o Mar, em que um velho pescador luta para pegar um grande espadarte para ver o peixe ser devorada pelos tubarões enquanto voltava para o porto.

Hemingway sobrevive a dois acidentes de avião na África em 1953, mas fica com angústia e depressão. Em 1961, mata-se com um tiro em Ketchum, no estado de Idaho. Seu pai se suicidara em 1928.

    Em 1944, depois de sobreviver a um atentado na véspera em seu quartel-general na Prússia Oriental, conhecido como Toca do Lobo, o ditador nazista Adolf Hitler faz um pronunciamento pelo rádio ao povo alemão à uma da madrugada: "Ainda estou vivo" e alerta que "as contas serão acertadas".

A conspiração liderada pelo Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, contra o regime nazista dura 11 horas e meia. Os conspiradores estão certos de que Hitler morreu e tocam à frente seus planos.

O major Otto Remer, considerado apolítico pelos rebeldes, é avisado de que o Führer está morto e que cabe a ele prender Joseph Goebbels, o poderoso ministro da Propaganda nazista. Mas Goebbels informa a Remer que Hitler está vivo e prova com uma ligação telefônica para o ditador.

Hitler manda Remer reprimir qualquer rebelião e só receber ordens dele próprio, de Goebbels e de Heinrich Himmler, comandante militar das SS, a tropa de choque do regime nazista.

Com o fracasso da conspiração para matar Hitler, 5 mil pessoas são presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

    Em 1970, termina a obra da Barragem de Assuã, no Egito, para acabar com as cheias e secas no Vale do Rio Nilo e explorar uma grande fonte de energia renovável mas de grande impacto ambiental.

A Barragem de Assuã tem mais de três quilômetros de extensão e custa US$ 1 bilhão. O ditador egípcio Gamal Abdel Nasser recebe apoio financeiro dos Estados Unidos e do Reino Unido, suspenso em julho de 1956 por causa de um acordo secreto do Egito com a União Soviética para compra de armas.

Em resposta, Nasser estatiza o Canal de Suez, provocando uma guerra em que a França, o Reino Unido e Israel ocupam o canal. Sob pressão das Nações Unidas, da URSS e dos EUA, que retiram o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às moedas britânica e francesa, enfraquecidas pelo impacto da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Egito assume o controle de Suez em 1957.

A obra da barragem recomeça em 1960, com a ajuda da URSS. Desmoralizado pela derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Nasser morreu do coração em 28 de setembro de 1970, dois meses depois da conclusão da barragem.

    Em 2005, terroristas muçulmanos tentam fazer um segundo ataque ao sistema de transportes públicos de Londres, duas semanas depois de explosão de bombas em três trens do metrô e um ônibus

Com 52 mortes, os atentados de 7 de julho foram os piores no Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mas a ação de 21 de julho fracassou. No dia seguinte, a polícia matou por engano o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. 

Ninguém foi punido pela morte de Jean Charles. A policial que autorizou a execução sumária, Cressida Dick, é hoje comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

    Em 2011, a volta à Terra da nave Atlantis marca o fim do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos. Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 levou os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa foi suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

domingo, 11 de agosto de 2019

Uruguai e Japão alertam viajantes sobre tiroteios nos EUA

O Ministério do Exterior do Uruguai advertiu os cidadãos daquele país que viajam aos Estados Unidos sobre o risco de serem vítimas de um ataque a tiros por causa da "crescente violência indiscriminada. Um cônsul do Japão deu aviso semelhante.

Os uruguaios foram aconselhados a evitar "parques temáticos, centros comerciais, festivais, eventos religiosos, feiras gastronômicas e qualquer tipo de eventos culturais ou esportivos".

Em Detroit, o cônsul japonês alertou que turistas do Japão "devem estar atentos a possíveis atentados com armas de fogo em todos os EUA", que descreveu como uma "sociedade armada".

O Japão tem mil vezes menos homicídios do que os EUA. A posse e o porte de armas são rigorosamente proibidos. O índice de homicídios é de 0,3 pessoas para cada 100 mil habitantes. Nos EUA, é de 5,3 por 100 mil habitantes.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ataque terrorista fecha o Parlamento Britânico

Um carro atropelou pedestres intencionalmente na ponte de Westminster, um homem saiu do carro, esfaqueou um policial e foi morto por agentes a paisana hoje às 14h40 (11h40 em Brasília) na entrada do Parlamento Britânico, em Londres, informou a televisão pública britânica BBCO Palácio de Westminster e as ruas próximas foram fechados. A polícia está tratando o caso como terrorismo.

Pelo menos quatro pessoas morreram, inclusive o terrorista, o policial esfaquedo e uma mulher atropelada, e outras 20 pessoas foram feridas no atropelamento, algumas seriamente, declarou a Polícia Metropolitana de Londres. Uma mulher caiu no Rio Tâmisa. Foi resgatada com vida, mas está gravemente ferida. Vários corpos ficaram estendidos sobre a ponte, mostram imagens de helicóptero.

Depois de atropelar os pedestres na ponte, o terrorista teria jogado o carro contra uma barreira que protege a entrada do Parlamento, esfaqueado um policial e corrido rumo à entrada dos deputados. Dois agentes a paisana o mandaram parar. Como o terrorista não respondeu, foi baleado três vezes e morto.

A principal suspeita recai sobre extremistas muçulmanos motivados ou ligados à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo quer contra-atacar todos os países que estão acabando com o califado que seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou há dois anos e nove meses em Mossul, no Iraque.

Com o apoio aéreo de uma coalizão de 65 países liderada pelos Estados Unidos da qual o Reino Unido faz parte, o Exército do Iraque e milícias aliadas está prestes a retomar Mossul, a segunda maior cidade do país. Na Síria, a capital do Estado Islâmico, Rakka, também está prestes a cair.

Como os veículos não são armas propriamente ditas, "são hoje as armas prediletas dos terroristas jihadistas", observou Paul Cruickshank, na rede de televisão americana CNN. Nos atentados de Nice, na França, em 14 de julho do ano passado, e contra uma feira de Natal em Berlim, na Alemanha, os terroristas usaram caminhões como arma para jogar contra a multidão.

O Reino Unido tem pouco menos de 3 milhões de muçulmanos. Milhares foram para a Síria e o Iraque lutar ao lado do Estado Islâmico. O mais notório era o João Jihadista, que apareceu nos primeiros vídeos de degolas de ocidentais. Pelo menos 400 voltaram para casa e são inimigos internos em potencial.

Em 7 de julho de 2005, quatro atentados contra o sistema de transportes da capital britânicas deixou 52 mortos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Atirador deixa pelo menos nove mortos em Munique

Pelo menos nove pessoas foram mortas e várias outras feridas num centro comercial e talvez em outros locais da cidade de Munique, no Sul da Alemanha. A notícia inicial era de um atirador solitário no centro comercial Olympia, mas testemunhas falaram em até três atiradores e a televisão americana CNN disse que haveria ataques a tiros em outros locais da cidade.

O ataque foi a uma lanchonete McDonald's no grande centro comercial Olympia, muito frequentado por famílias. Tem cinemas e áreas de diversão para crianças. A polícia local recomenda à população que evite lugares públicos, num sinal de que teme ações terroristas coordenadas.

Uma testemunha disse que seu filho viu um atirador carregando uma pistola no banheiro do centro comercial. Acrescentou que o atirador gritava "Alá é o maior!" ao disparar sua arma, o que caracterizaria o ataque como uma ação terrorista cometida por extremistas muçulmanos.

Outra possibilidade é de que se trate de um extremista de direitista interessado em atacar estrangeiros. Hoje é o quinto aniversário do massacre de 77 pessoas cometido na Noruega pelo neonazista Anders Breivik.

Se for jihadista, este ataque terá um tremendo impacto na Alemanha, que recebeu mais de um milhão de refugiados no ano passado, numa decisão da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel de cumprir a legislação da Europa, muito criticada dentro de seu próprio partido. Outros líderes da União Europeia se recusaram a fazer o mesmo.

Há quatro dias, um jovem afegão de 17 anos atacou passageiros de um trem no interior do estado da Baviera, deixando quatro feridos em estado grave. Munique é a capital da Baviera. Foi a primeira ação terrorista no país reivindicada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Munique foi o local do pior atentado terrorista da história da Olimpíada. Em 1972, o grupo terrorista palestino Setembro Negro sequestrou e matou 11 atletas da delegação de Israel.

Recentemente, a Alemanha tem sido poupada, embora os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos tenham sido organizados por uma célula da rede Al Caeda em Hamburgo. Os principais alvos na Europa costumam ser a França e o Reino Unido, que participam da coalizão aérea liderada pelos EUA na luta contra a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Atirador que matou cinco policiais no Texas é identificado

O atirador que baleou 12 policiais ontem à noite na cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi identificado hoje como Micah Xavier Johnson, de 25 anos. Ele era negro, veterano da Guerra do Afeganistão e não tinha antecedentes criminais nem ligação com grupos terroristas.

O ataque aconteceu durante manifestações de protesto em várias cidades americanas contra o assassinato de dois negros pela polícia em incidentes diferentes. Depois de horas de negociações com a polícia, Johnson foi morto por um robô-bomba, noticiou o jornal Los Angeles Times.

Durante as negociações, Johnson blefou. Ameaçou explodir uma bomba que a polícia não encontrou: "O suspeito disse que no fim encontraríamos uma bomba", declarou o chefe de polícia de Dallas, David Brown. "Ele queria matar policiais, expressou o desejo de matar brancos, especialmente policiais brancos". Ao mesmo tempo, "expressou raiva em relação ao movimento Vidas Negras Importam."

Na casa dele, a polícia encontrou armas e material para fabricação de bombas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Exército sai às ruas da capital do Congo após ataques ao governo

Tropas do Exército da República do Congo, o antigo Congo Francês, tomou as ruas de Brazzaville, a capital do país, depois de um ataque a um quartel da polícia e um prédio público, noticiou a agência Africa News. Milhares de pessoas estão fugindo da cidade.

Os ataques foram atribuídos a uma milícia conhecida como Ninja, acusada de cometer violações dos direitos humanos durante a guerra civil dos anos 1990s. Com a ajuda de helicópteros, os soldados contra-atacaram os rebeldes.

A violência é atribuída à eleição presidencial de 20 de março, quando o ditador Denis Sassou-Nguesso foi reeleito com mais de 60% dos votos, sob protesto das oposições.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Coreia do Sul acusa Coreia do Norte de preparar novo teste nuclear

A Coreia do Norte está preparando um novo teste nuclear subterrâneo, revelaram agentes secretos da Coreia do Sul citados pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Será o quinto teste nuclear do regime comunista de Pionguiangue.

Em 6 de janeiro de 2016, a ditadura stalinista norte-coreana anunciou ter testado uma bomba de hidrogênio, a mais poderosa das armas atômicas, mas analistas militares questionaram, imaginando que deva ter sido uma bomba mais simples.

Ontem, a Coreia do Norte noticiou ter lançado um satélite espacial, mas os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul afirmaram que foi um teste de míssil balístico de longo alcance. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou o teste e ameaçou impor novas sanções a Pionguiangue.

Hoje, a Marinha sul-coreana disparou tiros de advertência contra um barco patrulha norte-coreano que teria invadido a fronteira marítima entre os dois países no Mar Amarelo por volta das sete horas da manhã pelo horário local (20h de ontem em Brasília).

sábado, 28 de novembro de 2015

Atirador ataca clínica de aborto e mata três pessoas nos EUA

Um atirador invadiu hoje uma clínica de aborto em Colorado Springs, nos Estados Unidos, armado com explosivos e ameaçou explodir o prédio. Antes de se entregar, ele matou um policial e dois civis. Nove pessoas saíram feridas e estão hospitalizadas, inclusive quatro policiais.

A clínica Planned Parenthood tem sido alvo frequente de acusações de realizar abortos durante a campanha dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016. Ativistas antiaborto fizeram várias manifestações de protesto nesta e em outras clínicas do grupo.

Ainda não está claro se é um desequilibrado mental ou um terrorista com objetivos políticos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Polícia da França é recebida a tiros em Saint-Denis

Dois a três suspeitos estão entrincheirados num apartamento em Saint-Denis, na Grande Paris, e trocaram tiros com a polícia, que realizava uma busca atrás dos responsáveis pela onda de terror que deixou 129 mortos na sexta-feira, 13 de novembro, na capital da França.

Dois policiais estariam feridos. Há pouco houve uma pausa nos tiros. Um helicóptero está sobrevoando a área. O prefeito da cidade aconselhou a população a não sair de casa.

Uma fonte policial disse à Agência France Presse (AFP) citada pelo jornal Libération, que os alvos da operação seriam, o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o idealizador e mandante dos atentados em Paris, e o francês Salah Abdeslam, considerado o chefe da operação. Outro terrorista não identificado que também participou dos atentados seria a terceira pessoa no apartamento.

O tiroteio recomeçou pouco depois das cinco da manhã (2h em Brasília). No final duas pessoas morreram, inclusive uma terrorista suicida que se autodetonou. Como ela estava com um colete-bomba, levantou a suspeita de que se preparava para mais um atentado iminente. Três policiais saíram feridos. Sete suspeitos foram presos. Até agora, não se sabe de Abaaoud e Adeslam estão entre eles.

Horas antes dois aviões da companhia aérea Air France que iam dos Estados Unidos para a França fizeram escalas inesperadas por suspeita de bomba a bordo.

O voo 55 (Los Angeles-Paris), com 298 a bordo de um Boeing 777 foi desviado para Salt Lake City, e o voo 65 (Washington-Paris), com 497 passageiros num Airbus A380, parou em Halifax, na província da Nova Escócia, no Canadá. Nada foi encontrado e os aviões seguiram em suas viagens.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

EUA e aliados bombardeiam campo de petróleo na Síria

A Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados bombardeou hoje o campo de exploração de petróleo de Jafra, na província de Deir el-Zour, no Leste da Síria.

O campo é uma das principais fontes de financiamento da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que desde junho tenta implantar um califado nas terras que ocupa no Iraque e na Síria.

A milícia nasceu no Iraque depois da invasão americana de 2003, como um ramo da rede terrorista Al Caeda. Há um ano e meio, por causa de divergências na guerra civil na Síria, o grupo se separou da Caeda e pretende ser mais do que uma rede terrorista. Quer ter seu próprio Estado Nacional.

Uma ação terrorista realizada ontem contra o Parlamento do Canadá em que um soldado e o atirador, um canadense convertido ao islamismo, morreram está sendo encarada como uma tentativa de vingança contra os ataques da aliança liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico, da qual o Canadá faz parte.

Hoje a polícia canadense chegou à conclusão de que Michel  Zehaf Bibeau agiu sozinho. Na luta contra o terrorismo, uma grande dificuldade é antecipar-se à ação dos chamados "lobos solitários" ou células terroristas de um homem só.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Atirador morto no Canadá era extremista muçulmano

O atirador morto hoje pela polícia do Canadá depois de invadir a sede do Parlamento, em Ottawa, foi identificado como Michel Zehaf Bibeau. Ele nasceu no país e tinha uma longa ficha criminal por posse de drogas, pequenos roubos e fraudes em cartões de crédito antes de se converter ao islamismo, informou a televisão americana CNN, citando como fontes agentes americanos.

Zehaf Bibeau atirou no cabo Nathan Cirillo, que guardava o Memorial da Guerra e morreu. Em seguida, o terrorista invadiu o Parlamento, onde saiu atirando até ser morto pelo chefe de segurança, Kevin Vickers, que está sendo tratado como herói.

A polícia de Ottawa e a Polícia Montada Real do Canadá ainda procuram outros atiradores ou cúmplices. O Congresso continua fechado e o centro da cidade isolado.

Em pronunciamento à nação, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, declarou que "o país está sujeito a atentados terroristas como qualquer outro", mas "o Canadá não será intimidado". O caso está sendo tratado como terrorismo, informou o jornal The Globe and Mail.

Apesar da enorme diferença de proporções do ataque, é o equivalente para o Canadá dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, um alerta de que o país perdeu sua aura de paz e tranquilidade.

Na véspera, a polícia canadense tinha matado no Quebec outro muçulmano convertido, um extremista que atropelara dois soldados de propósito, matando um deles. Os ataques aconteceram no momento em que o Canadá elevou de baixo para médio o nível de alerta contra o terrorismo, diante de rumores de atentados no país detectados em salas de bate-papo de jihadistas na Internet.

Membro frequente de missões de paz das Nações Unidas, o Canadá se associou aos EUA na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que está recrutando vários jovens rebeldes ocidentais.

O grande medo no Ocidente não é que o EIIL faça atentados como os de 11 de setembro de 2001. É a volta para casa de terroristas treinados nas guerras do Oriente Médio.

Ao atacar o coração do Canadá, o terrorismo mostra como será difícil derrotar o Estado Islâmico. Não faltam rebeldes e desajustados nos países ocidentais para aderir ao jihadismo. Uma das preocupações centrais da guerra é evitar que os estilhaços atinjam os EUA e seus aliados.

No mês passado, o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Mohamed al-Adnani, exortou os fiéis à sua visão fundamentalista a atacar soldados e civis dos países ocidentais.

Embora a maioria dos muçulmanos que vivem no Ocidente seja de cidadãos pacatos e cumpridores da lei, a minoria radicalizada é suficiente para gerar um mal-estar permanente na relação dos muçulmanos com a sociedade e se nutrir dele à medida que a discriminação produza novos voluntários do martírio.

Este é o principal desafio doméstico de travar uma nova guerra contra terroristas: manter a segurança interna sem comprometer as liberdades democráticas e os direitos civis.

Atirador ataca guarda e invade Congresso do Canadá

Um atirador atirou contra um agente e invadiu hoje a sede do Congresso do Canadá, onde mais de 20 tiros foram disparados em seguida. A polícia isolou o prédio e investiga outros dois casos, noticia o jornal canadense The Globe and Mail.

O primeiro-ministro conservador Stephen Harper foi retirado pela segurança por uma porta lateral. Está em local seguro e deve fazer um pronunciamento à nação mais tarde. Pelo menos um atirador foi morto e duas pessoas foram hospitalizadas. Não há indícios até agora de que o morto tenha ligação com grupos terroristas.

Um soldado que guardava o Memorial da Guerra em Ottawa, a capital canadense, também foi ferido. Houve um terceiro tiroteio perto de um centro comercial. Toda a população da área foi aconselhada a fechar as janelas e não sair à rua. Há informações que falam em "vários atiradores".

Nos Estados Unidos, a polícia federal (FBI) ordenou a todos os agentes que fiquem de prontidão temendo retaliações do Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela intervenção militar ocidental nas guerras civis no Iraque e na Síria.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Irã e Paquistão trocam tiros na fronteira

Guardas de fronteira do Irã mataram um e feriram três membros da patrulha de fronteiras do Paquistão hoje ao atacar um veículo da corporação, noticiou o jornal paquistanês Dawn (Aurora) citando como fonte o porta-voz da patrulha, Khan Casey.

O Corpo de Fronteiras do Paquistão, uma força paramilitar, disse que nos últimos dois dias a guarda de fronteiras do Irã violou várias vezes a pretexto de combater extremistas. O carro da patrulha foi atingido em Mand Tehsil, no distrito de Kech, no Baluquistão.

Em outro incidente, 30 guardas iranianos tomaram a cidade paquistanesa de Nokundi e mantiveram os moradores reféns durante seis horas.

O inspetor-geral do Corpo de Fronteiras, general Ejaz Shahid, condenou com veemência as incursões de guardas iranianos e advertiu que a patrulha do Paquistão vai reagir em caso de futuras violações. Os dois países têm 900 quilômetros de fronteira comum.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Coreias do Sul e do Norte trocam tiros no mar

As Coreias do Norte e do Sul trocaram tiros de artilharia em 22 de maio de 2014 em águas da discutida Linha Limite Norte, uma extensão da Zona Desmilitarizada entre os dois países que o regime comunista norte-coreano considera ilegítima.

Na versão sul-coreana, obuses da artilharia naval norte-coreana caíram perto de navios do Sul que patrulhavam o mar ao redor da pequena ilha de Yeonpyeongdo, ao sul da LLN. A Marinha da Coreia do Sul respondeu dando dois tiros n'água perto de um barco patrulha da Coreia do Norte.

Em 20 de maio, navios do Sul tinham disparado tiros de advertência depois que três barcos de patrulha naval do Norte cruzaram a LLN. No dia seguinte, o regime stalinista de Pionguiangue divulgou uma declaração condenando "tiros dados a esmo" e advertindo que "todos os navios de guerra da Marinha-fantoche sul-coreana, grandes e pequenas, que manobram imprudentemente em águas sensíveis da fronteira da frente sudoeste, pontos quentes, vão se tornar sem exceção alvos de ataque por todos os meios."

Até hoje, os dois países não assinaram um acordo de paz na Guerra da Coreia (1950-53). Tecnicamente e na retórica belicista do Norte, ainda estão em guerra.

domingo, 13 de abril de 2014

Tiroteio mata um e fere cinco na Ucrânia

Pelo menos um policial morreu e outros cinco saíram feridos de uma tentativa das forças especiais da Ucrânia de retomar um prédio ocupado por milicianos pró-Rússia na cidade da Sloviansk descritos pelo governo provisório ucraniano como terroristas.

Há o temor de que o presidente russo, Vladimir Putin, aproveite a oportunidade para invadir e anexar o Leste da Ucrânia, a exemplo do que fez no mês passado com a região da Crimeia.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Tiroteio mata quatro no maior quartel dos EUA

O Forte Hood, no Texas, a maior quartel do Exército dos Estados Unidos, com 41 mil soldados, está fechado por causa de um tiroteio. A morte do único atirador foi confirmada. Mais tarde, soube-se que ele se suicidou. Seria Ivan Lopez, de 31 anos, que sofria de estresse pós-traumático depois de servir na guerra do Iraque. Além dele, três soldados foram mortos e 16 saíram feridas.

No início, havia suspeita de que houvesse um segundo atirador. Os funcionários receberam orientação de fechar as janelas e se afastar delas. Aparentemente o tiroteio começou depois do desentendimento entre dois soldados.

Em novembro de 2009, no mesmo quartel, o major médico Nidal Malek Hassan abriu fogo contra soldados que faziam os exames finais para irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão, matando 13 soldados e ferindo outros 35. Preso, alegou estar se vingando as mortes de muçulmanos nesses países. Condenado à morte, aguarda recurso.

A Fox News, uma rede de televisão conservadora alinhada com a direita do Partido Republicano, noticiou que o FBI, a polícia federal dos EUA, estaria atrás de um recruta que estaria planejando uma "guerra santa" tendo Nidal Hassan como exemplo.

O presidente Barack Obama declarou que "a situação ainda é muito fluida" e prometeu "ir fundo para descobrir exatamente o que aconteceu".

Horas depois, o comandante do Forte Hood atribuiu o ataque a um soldado que serviu na guerra do Iraque e estaria passando por tratamento psicoterápico por causa de problemas mentais decorrentes da experiência em campo de batalha.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Tiroteio marca véspera das eleições na Tailândia

Pelo menos seis pessoas, inclusive seis jornalistas, saíram feridas de um tiroteio entre partidários e opositores da primeira-ministra Yingluck Shinawatra hoje, véspera das eleições antecipadas na Tailândia.

A Aliança Popular pela Democracia, um movimento caracterizado pelas camisas amarelas usadas pelos militantes, exige a renúncia do governo antes das eleições, alegando que Yingluck é apenas uma fantoche do irmão Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006 em meio a denúncias de corrupção, a quem gostaria de anistiar. Quer boicotar a votação de amanhã.

Do outro lado, a Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, de camisas vermelhas, reúne os partidários de Shinawatra.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mulher que fugiu da polícia em Washington morre

A mulher negra perseguida e baleada pela polícia de Washington hoje depois de tentar furar uma barreira diante da Casa Branca e fugir até proximidades do Congresso dos Estados Unidos morreu. Tinha 34 anos e um histórico de distúrbios mentais. Uma criança de um ano que estava com ela no carro saiu ilesa.

Nenhum tiro foi disparado pela mulher, que estava desarmada, informou a polícia da capital americana. O incidente chegou a provocar o fechamento do Congresso durante 40 minutos em que a população foi aconselhada a ficar trancada no interior de prédios e longe das janelas.

Ela foi identificada depois como Miriam Carey, de 34 anos. Estaria sofrendo de depressão pós-parto e imaginava estar sendo perseguida pelo presidente Barack Obama, o que explicaria sua tentativa de furar uma barreira de proteção da Casa Branca.

Sua morte provocou uma discussão sobre o uso de força letal pela polícia. Pelas regras do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA, a polícia não pode disparar tiros de advertência, atirar em áreas onde houver multidões nem somente para defender a propriedade. Só pode usar armas de fogo quando um policial ou outra pessoa estiver sob ameaça de força letal.

É proibido atirar de um carro em movimento ou num carro em movimento, a não ser que força letal esteja sendo usada contra o policial ou qualquer outra pessoa. Um carro em movimento não é considerado uma arma letal.

Essas normas estão em vigor em Washington desde 1998. Nova York usa regras semelhantes desde 1972, recomendando aos agentes que não atirem em carros em movimento.

Quando atirou, a polícia não sabia que havia uma criança dentro do carro. Mas o erro fatal de Miriam foi ter tentado ultrapassar uma barreira na Casa Branca, o que fez o Serviço Secreto persegui-la, e fugir até perto do Congresso, onde foi atacada pela Polícia do Capitólio.

Essas forças, encarregadas de proteger a Casa Branca e o Capitólio da ameaça permanente do terrorismo, têm suas próprias regras, orientadas pelas preocupações com a segurança nacional dos EUA.