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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Maio

FACA DE PONTA REDONDA

    Em 1637, o primeiro-ministro da França, Armand-Jean du Plessis, o Cardeal de Richelieu, inventa a faca de mesa de ponta redonda, supostamente para evitar que seus convidados usem a faca para remover restos de comida presos entre os dentes.

Du Plessis nasce em Poitou em 9 de setembro de 1585 e entra para a Igreja porque a família precisa de um bispo. É o primeiro bispo da França a implementar as reformas decretadas pelo Concílio de Trento. É o primeiro teólogo a escrever em francês. Em 1614, é eleito representante do clero nos Estados Gerais.

De 1624 a 1642, Richelieu é primeiro-ministro do rei Luís XIII. No poder, luta para impor o absolutismo monárquico e para acabar com a supremacia da Espanha e da Dinastia de Habsburgo, que domina o Sacro Império Romano-Germânico.

Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), quando a França supera a Espanha e se torna a maior potência do continente europeu, Richelieu fomenta a Revolta de Lisboa em 1º de maio de 1640, que acaba com a União Ibérica e o Domínio Espanhol sobre Portugal, que começa em 1580, dois anos após a morte na África do jovem rei Dom Sebastião, que não deixa herdeiros do trono.

CONGRESSO DOS EUA DECLARA GUERRA AO MÉXICO

Em 1846, o Congresso dos Estados Unidos aprova o pedido do presidente James Polk (1845-49) para declarar guerra ao México num conflito em torno do Texas, que havia se tornado independente do México em 1836.

O presidente anterior, John Tyler (1841-45), negocia a anexação do Texas, rejeitada por pequena margem no Senado em 1844. No fim do governo, com o apoio do presidente eleito, Tyler consegue a aprovação em 1º de março de 1845. O Texas entra para a União em 29 de dezembro de 1845.

Um pouco antes, em julho de 1845, o presidente Polk manda o diplomata John Slidell à Cidade do México para negociar a nova fronteira e fazer uma oferta de compra pela Califórnia e o Novo México. 

Com o fracasso da missão. Polk manda tropas sob o comando do general Zachary Taylor para as terras em disputa, ampliando o território dos EUA até o Rio Grande, que o Texas considera sua fronteira.

O México, que reconhece a fronteira anterior, no Rio Nozes, considera o envio de tropas uma invasão e manda o Exército cruzar o Rio Grande em abril de 1846. Em 11 de maio, James Polk pede autorização ao Congresso para declarar guerra ao México.

Depois de quase dois anos de guerra, pelo Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em 2 de fevereiro de 1848, o Rio Grande se torna a fronteira entre EUA e México. 

O México cede o Texas, a Califórnia, Nevada e Utah, e parte do Arizona, Colorado, Novo México e Wyoming, num total de 1,36 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 41% de seu território. Os EUA pagam US$ 15 milhões como indenização pelos danos causados pela guerra e assumem uma dívida de US$ 3,25 milhões de mexicanos com cidadãos norte-americanos.

"SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS"

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o recém-nomeado primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, faz seu primeiro pronunciamento como chefe de governo do Reino Unido e avisa aos deputados da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico que "não tenho nada a oferecer, a não ser sangue, trabalho, suor e lágrimas".

Churchill substitui Neville Chamberley, que tentara apaziguar o ditador da Alemanha Nazista, Adolf Hitler, com os Acordos de Munique, em 30 de setembro de 1938. Assume quando os nazistas estão travando a Batalha da Bélgica, parte da ofensiva alemã para conquistar a França.

Depois de salvar parte do Exército Real britânico com a Retirada de Dunquerque, na França, o Reino Unido impede a invasão nazista ao vencer a Batalha da Inglaterra, um combate aéreo travado de julho a outubro de 1940. 

Até a entrada da União Soviética na guerra com a invasão nazista de 22 de junho de 1941 e dos Estados Unidos depois do ataque do Japão a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, o Reino Unido é a única grande potência a desafiar a Alemanha. A primeira grande vitória em terra vem na Batalha de El-Alamein, no Egito, em novembro de 1942, com a derrota do Afrika Korps, o exército de Hitler no Norte da África.

NASCE STEVIE WONDER

    Em 1950, nasce em Saginaw, no estado de Michigan, o cantor, compositor e multi-instrumentista Stevie Wonder, um menino-prodígio que se torna um dos músicos mais importantes e criativos do fim do século 20.

Cego de nascença, aos 8 anos o Pequeno Stevie tem o talento musical reconhecido. Canta em igrejas. Aos 12 anos, faz sua primeira gravação. Ele sofre grande influência do álbum What's Going On, de Marvin Gaye, e assimila todos os estilos da música negra dos Estados Unidos, do blues e rhythm and blues ao jazz, soul e rock and roll. Em 1989, ele entra para o Rock and Roll Hall of Fame.

ATENTADO CONTRA O PAPA

    Em 1981, o papa João Paulo II sobrevive a uma tentativa de assassinato na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma, ao ser baleado pelo terrorista turco Mehmet Ali Agca.

João Paulo II é alvejado duas vezes no abdome ao entrar na praça para fazer um discurso. Com perfurações nos intestinos grosso e delgado, perde muito sangue. Passa por uma cirurgia de seis horas.

Agca usa uma pistola Browning semiautomática de 9mm. É um exímio atirador. Faz parte do grupo fascista Lobos Cinzentos. Preso imediatamente, é condenado à prisão perpétua por um tribunal italiano.

O papa perdoa o terrorista e pede ao presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, que faça o mesmo. Em junho de 2000, Agca é deportado para a Turquia depois de passar 19 anos em prisões italianas. Lá é condenado à prisão perpétua por assalto a banco e assassinato de um jornalista nos anos 1970, pena depois comutada para 10 anos de cadeia. 

Em 2 de março de 2006, no governo Silvio Berlusconi, uma comissão de inquérito do Congresso da Itália conclui que a União Soviética estava por trás do atentado ao papa em retaliação pelo apoio dado por João Paulo II ao sindicato independente Solidariedade na sua nativa Polônia. Agca teria sido usado pelo serviço secreto da Bulgária a mando de Moscou para despistar os investigadores.

O relatório acusa a inteligência militar, GRU (Diretoria Principal de Inteligência das Forças Armadas), e não a polícia política KGB (Comitê de Defesa do Estado) da URSS.

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terça-feira, 13 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Maio

 FACA DE PONTA REDONDA

    Em 1637, o primeiro-ministro da França, Armand-Jean du Plessis, o Cardeal de Richelieu, inventa a faca de mesa de ponta redonda, supostamente para evitar que seus convidados usem a faca para remover restos de comida presos entre os dentes.

Du Plessis nasce em Poitou em 9 de setembro de 1585 e entra para a Igreja porque a família precisa de um bispo. É o primeiro bispo da França a implementar as reformas decretadas pelo Concílio de Trento. É o primeiro teólogo a escrever em francês. Em 1614, é eleito representante do clero nos Estados Gerais.

De 1624 a 1642, Richelieu é primeiro-ministro do rei Luís XIII. No poder, luta para impor o absolutismo monárquico e para acabar com a supremacia da Espanha e da Dinastia de Habsburgo, que domina o Sacro Império Romano-Germânico.

Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), quando a França supera a Espanha e se torna a maior potência do continente europeu, Richelieu fomenta a Revolta de Lisboa em 1º de maio de 1640, que acaba com a União Ibérica e o Domínio Espanhol sobre Portugal, que começa em 1580, dois anos após a morte na África do jovem rei Dom Sebastião, que não deixa herdeiros do trono.

CONGRESSO DOS EUA DECLARA GUERRA AO MÉXICO

Em 1846, o Congresso dos Estados Unidos aprova o pedido do presidente James Polk (1845-49) para declarar guerra ao México num conflito em torno do Texas, que havia se tornado independente do México em 1836.

O presidente anterior, John Tyler (1841-45), negocia a anexação do Texas, rejeitada por pequena margem no Senado em 1844. No fim do governo, com o apoio do presidente eleito, Tyler consegue a aprovação em 1º de março de 1845. O Texas entra para a União em 29 de dezembro de 1845.

Um pouco antes, em julho de 1845, o presidente Polk manda o diplomata John Slidell à Cidade do México para negociar a nova fronteira e fazer uma oferta de compra pela Califórnia e o Novo México. 

Com o fracasso da missão. Polk manda tropas sob o comando do general Zachary Taylor para as terras em disputa, ampliando o território dos EUA até o Rio Grande, que o Texas considera sua fronteira.

O México, que reconhece a fronteira anterior, no Rio Nozes, considera o envio de tropas uma invasão e manda o Exército cruzar o Rio Grande em abril de 1846. Em 11 de maio, James Polk pede autorização ao Congresso para declarar guerra ao México.

Depois de quase dois anos de guerra, pelo Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em 2 de fevereiro de 1848, o Rio Grande se torna a fronteira entre EUA e México. 

O México cede o Texas, a Califórnia, Nevada e Utah, e parte do Arizona, Colorado, Novo México e Wyoming, num total de 1,36 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 41% de seu território. Os EUA pagam US$ 15 milhões como indenização pelos danos causados pela guerra e assumem uma dívida de US$ 3,25 milhões de mexicanos com cidadãos norte-americanos.

"SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS"

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o recém-nomeado primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, faz seu primeiro pronunciamento como chefe de governo do Reino Unido e avisa aos deputados da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico que "não tenho nada a oferecer, a não ser sangue, trabalho, suor e lágrimas".

Churchill substitui Neville Chamberley, que tentara apaziguar o ditador da Alemanha Nazista, Adolf Hitler, com os Acordos de Munique, em 30 de setembro de 1938. Assume quando os nazistas estão travando a Batalha da Bélgica, parte da ofensiva alemã para conquistar a França.

Depois de salvar parte do Exército Real britânico com a Retirada de Dunquerque, na França, o Reino Unido impede a invasão nazista ao vencer a Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea travada de julho e outubro de 1940. 

Até a entrada da União Soviética na guerra com a invasão nazista de 22 de junho de 1941 e dos Estados Unidos depois do ataque do Japão a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, o Reino Unido é a única grande potência a desafiar a Alemanha. A primeira grande vitória em terra vem na Batalha de El-Alamein, no Egito, em novembro de 1942, com a derrota do Afrika Korps, o exército de Hitler no Norte da África.

NASCE STEVIE WONDER

    Em 1950, nasce em Saginaw, no estado de Michigan, o cantor, compositor e multi-instrumentista Stevie Wonder, um menino-prodígio que se torna um dos músicos mais importantes e criativos do fim do século 20.

Cego de nascença, aos 8 anos o Pequeno Stevie tem o talento musical reconhecido. Canta em igrejas. Aos 12 anos, faz sua primeira gravação. Ele sofre grande influência do álbum What's Going On, de Marvin Gaye, e assimila todos os estilos da música negra dos Estados Unidos, do blues e rhythm and blues ao jazz, soul e rock and roll. Em 1989, ele entra para o Rock and Roll Hall of Fame.

ATENTADO CONTRA O PAPA

    Em 1981, o papa João Paulo II sobrevive a uma tentativa de assassinato na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma, ao ser baleado pelo terrorista turco Mehmet Ali Agca.

João Paulo II é alvejado duas vezes no abdome ao entrar na praça para fazer um discurso. Com perfurações nos intestinos grosso e delgado, perde muito sangue. Passa por uma cirurgia de seis horas.

Agca usa uma pistola Browning semiautomática de 9mm. É um exímio atirador. Faz parte do grupo fascista Lobos Cinzentos. Preso imediatamente, é condenado à prisão perpétua por um tribunal italiano.

O papa perdoa o terrorista e pede ao presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, que faça o mesmo. Em junho de 2000, Agca é deportado para a Turquia depois de passar 19 anos em prisões italianas. Lá é condenado à prisão perpétua por assalto a banco e assassinato de um jornalista nos anos 1970, pena depois comutada para 10 anos de cadeia. 

Em 2 de março de 2006, no governo Silvio Berlusconi, uma comissão de inquérito do Congresso da Itália conclui que a União Soviética estava por trás do atentado ao papa em retaliação pelo apoio dado por João Paulo II ao sindicato independente Solidariedade na sua nativa Polônia. Agca teria sido usado pelo serviço secreto da Bulgária a mando de Moscou para despistar os investigadores.

O relatório acusa a inteligência militar, GRU (Diretoria de Principal de Inteligência das Forças Armadas), e não a polícia política KGB (Comitê de Defesa do Estado) da URSS.

sábado, 13 de julho de 2024

Trump é alvo de tentativa de assassinato

Houve vários estampidos, uma rápida intervenção do Serviço Secreto dos Estados Unidos e mais uma série de tiros. Com uma orelha sangrando, o ex-presidente Donald Trump foi retirado do palanque onde fazia um comício, em Butler, no estado de Pensilvânia. A campanha de Trump declarou que ele está bem.

O sangue escorria pela bochecha do ex-presidente, que deu socos no ar antes de ser colocado dentro de um carro para sair do local. O atirador matou uma pessoa que assistia o comício e foi morto. Outras duas pessoas estão em estado grave. A polícia trata o caso como tentativa de assassinato e terrorismo.

Uma testemunha ouvida pela televisão britânica BBC disse ter visto o atirador com um fuzil em cima de um telhado e avisado a polícia. A investigação está a cargo do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, que confirmou que o atirador estava numa posição superior. O lugar deveria estar sob controle da segurança de Trump.

De madrugada, o FBI identificou o atirador como Thomas Matthew Crooks, um jovem de 20 anos de Bethel Park, na Pensilvânia. Os investigadores acreditam que ele agiu sozinho e ainda não descobriram a motivos. Crooks foi filiado ao Partido Republicano. Não há nenhum registro de problema mental do atirador.

O presidente Joe Biden, os ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush, o presidente da Câmara, deputado republicano Mike Johnson, o líder democrata na Câmara, deputado Hakeem Jeffries, e vários outros líderes políticos norte-americanos repudiaram o atentado e manifestaram solidariedade a Trump. "Não há lugar para este tipo violência nos EUA. É doentio. É doentio. É uma das razões pelas quais temos de unir este país", declarou Biden.

Na verdade, a violência política é uma marca da história do país. A maior guerra dos EUA, em que morreu mais gente, cerca de 620 mil pessoas, foi a Guerra da Secessão ou Guerra Civil (1861-65), quando 11 estados do Sul quiseram se separar para manter a escravidão e o Norte do país, sob a liderança do presidente Abraham Lincoln (1861-65), reagiu para manter a União.

PRESIDENTES ASSASSINADOS

Cinco dias depois do fim da guerra, Lincoln foi baleado pelas costas por John Wilkes Booth num teatro de Washington e morreu na manha seguinte, em 15 de abril de 1865. Outros três presidentes foram mortos no exercício do cargo: James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John Kennedy (1963).

James Garfield tomou posse em 4 de março, foi baleado por um assassino, Charles Guiteau. quatro meses depois, em 2 de julho na estação de trem de Baltimore & Potomac, em Washington. Morreu dois meses e meio depois de uma infecção causada pelo ferimento, em 19 de setembro de 1881. Guiteau foi executado pelo homicídio.

William McKinley (1897-1901) foi presidente na Guerra Hispano-Americana (1898), que promoveu a independência de Cuba e tornou Porto Rico e as Filipinas em colônias dos EUA. É o fim do Império Espanhol e o início do imperialismo norte-americano. Em 1898, os EUA também anexam o Havaí.

Seu governo é uma época de grande crescimento econômico. No fim do século 19, os EUA ultrapassam o Reino Unido e se tornam a maior economia do mundo, posição que ocupam até hoje. Ele é assassinado pelo anarquista Leon Czolgosz quando visitava a Exposição Pan-Americana em Buffalo, no estado de Nova York, em 6 de setembro de 1901, no primeiro ano do segundo mandato, e morreu oito dias depois.

Desde a morte de McKinsey, o Serviço Secreto é encarregado da segurança dos presidentes e ex-presidentes dos EUA.

John Kennedy foi o presidente mais jovem da história dos EUA e o primeiro católico. Joe Biden é o segundo. Kennedy tomou posse aos 43 anos. Foi presidente durante a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, a construção do Muro de Berlim, em agosto de 1961, e a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear.

Kennedy mandou forças federais para garantir o acesso de estudantes negros a educação, defendeu as leis de direitos civis que seriam aprovadas no governo de seu vice e sucessor Lyndon Johnson (1963-69) e lançou o programa para enviar um homem à Lua. Mas aumentou a presença militar dos EUA na Guerra do Vietnã com um total de 2,8 mil assessores militares para o governo do Vietnã do Sul, alguns entrando em combate.

Durante um desfile em carro aberto em visita a Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Kennedy foi baleado na cabeça e no pescoço às 12h30 e declarado morto meia hora depois. As investigações oficiais concluíram que Lee Harvey Oswald agiu sozinho. Como ele foi morto dois dias depois por Jack Ruby, dono de um clube noturno ligado à máfia, as dúvidas e teses conspiratórias persistem até hoje.

ATAQUES NÃO FATAIS A PRESIDENTES

Treze presidentes dos EUA foram alvos de tentativas de assassinato, reporta a revista eletrônica Business Insider. Andrew Jackson (1929-37), um fazendeiro sulista que foi o primeiro presidente que não era da elite dos Pais Fundadores do país, foi atacado em 1835 por Richard Lawrence, um pintor inglês desempregado que acreditava ser o rei Ricardo III, mas a arma não disparou.

O últiimo ex-presidente que se recandidatou antes de TrumpTheodore Roosevelt (1901-9) foi alvo de um tiro durante um comício em 1912. A bala atingiu o peito depois de ser amortecida pela caixa de óculos metálica de Roosevelt e uma cópia do discurso que está fazendo, com 50 páginas.

Em 1928, anarquistas argentinos planejaram atacar o trem onde viajava Herbert Hoover (1929-33), o presidente no início da Grande Depressão (1929-39), mas o assassino foi preso antes de colocar a bomba nos trilhos.

Franklin Delano Roosevelt (1933-45), o presidente que governou os EUA durante mais tempo, durante quatro mandatos, o último incompleto, durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial (1939-45) sobreviveu a um atentado em Miami em 1933, 17 dias depois da posse para o primeiro mandato. FDR não foi atingido, mas o prefeito de Chicago, Anton Cermak, morreu.

Na biografia do pai, Margaret Truman Daniel, filha do presidente Harry Truman (1945-53), revelou que em 1947 sionistas extremistas enviaram cartas-bomba para a Casa Branca desarmadas pelo Serviço Secreto. Em 1º de novembro de 1950, nacionalistas portorriquenhos tentaram invadir a Blair House, onde Trump estava morando enquanto a Casa Branca era reformada.  

O senador Robert Kennedy, irmão e ministro da Justiça do presidente Kennedy, foi baleado em 1968 no dia em que venceu a eleição primária da Califórnia, o que garantia a candidatura à Casa Branca. No mesmo ano, foi morto o líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros, reverendo Martin Luther King Jr. 

Em 1972, o governador do Alabama, George Wallace, um segregacionista que disputava a candidatura do Partido Democrata à Casa Branca, foi baleado e ficou paraplégico. Arthur Bremer, que atirou em Wallace, cogitou atacar o presidente Richard Nixon.

Uma tentativa mais ousada a espetacular fez Samuel Byck. Em 22 de fevereiro de 1974, ele invadiu o Aeroporto Internacional de Baltimore e tentou sequestrar um voo da Delta Airlines para jogá-lo sobre a Casa Branca para matar Nixon. Quando os pilotos disseram que não podiam decolar, ele matou dois e logo foi morto pela polícia.

Em setembro de 1975, o presidente Gerald Ford (1974-77) foi alvo de duas tentativas de assassinato fracassadas. No primeiro, a arma de Lynette Fromm enão funcionou. No segundo, Sara Jane Moore errou o primeiro tiro e foi dominada por um fuzileiro naval à paisana.

Em 5 de maio de 1979, a polícia prendeu Raymond Lee Harvey com uma pistola diante do Centro Cívico de Los Angeles poucos minutos antes de um pronunciamento do presidente Jimmy Carter (1977-81). Ele declarou ser parte de uma célula que queria matar Carter, mas foi considerado desequilibrado mental e os co-conspiradores suspeitos foram soltos. 

Em março de 1981, no início de seu primeiro mandato, o presidente Ronald Reagan e outras três pessoas foram baleadas por William Hinckley Jr. Reagan foi atingido no peito, fez uma cirurgia de emergência e ficou semanas internado no Hospital da Universidade George Washington.

O presidente Bill Clinton (1993-2001) foi alvo de várias tentativa de assassinato, três no ano de 1994. Ronald Gene Barbour quis matar Clinton quando ele corria no National Mall, em Washington. Frank Engene Corder jogou um avião monomotor nos jardins da Casa Branca para matar o presidente. Francisco Martin Duran disparou vários tiros na direção do gramado norte da Casa Branca até ser detido por um grupo de turistas. No seu bolso, foi encontrada uma nota de suicídio revelando suas intenções.

A maior ameaça a Clinton foi durante uma visita a Manila, a capital das Filipinas. A polícia descobriu uma bomba embaixo de uma ponte por onde passaria o presidente dos EUA. A conspiração foi atribuída à rede terrorista Al Caeda.

Em fevereiro de 2001, Robert Pickett, um ex-funcionário da receita federal dos EUA com problemas mentais, disparou vários tiros contra a Casa Branca quando o presidente George Walker Bush se exercitava na área residencial até ser morto pelo Serviço Secreto.

A maior ameaça a Bush foi em 2006, quando ele participava de um comício em Tíflis, na ex-república soviética da Geórgia, ao lado do presidente Mikheil Saakashvili, quando Vladimir Arutyanian jogou em direção ao palanque uma granada que não explodiu.

Quando Barack Obama (2009-17) ainda era candidato em 2008, dois supremacistas brancos, Paul Schlesselman e Daniel Cowart, planejam matar 102 negros, inclusive Obama. Em 2011. Óscar Ramiro Ortega Hernández atira contra a Casa Branca alegando que Obama é um anticristo. O casal Obama não estava na hora do ataque.

Em abril de 2013, James Everett Dutschke enviou uma carta com ricina para Obama e pegou 25 anos de prisão por isso. Em 2015, Aboror Abibov, Abdurassul Juraboev e Akhror Saidakhmetov foram presos sob a acusação de conspirar para matar Obama em Ilha Coney para serem admitidos no grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Agora, foi a vez de Trump, que logo disse que foi atingido de raspão na orelha. O ex-presidente amaldiçoava a imigração e tinha gráficos para apresentar em telões instalados ao lado do palanque. Ao se virar para a direita para olhar um telão, Trump se esquivou de um tiro possivelmente fatal.

O ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 para tentar impedir a certificação da vitória de Biden, incitado por Trump numa tentativa de golpe de Estado, também foi um ato de violência poítica.

EXPLORAÇÃO POLÍTICA

Com certeza, Trump vai explorar o atentado politicamente, a exemplo do que fez o ex-presidente Jair Bolsonaro quando levou uma facada em Juiz de Fora durante campanha eleitoral, em 6 de setembro de 2018. Vai posar de vítima e de mártir para seus seguidores mais fanáticos, com risco de aumento da violência política se algum deles resolver revidar de alguma forma e especialmente se perder a eleição presidencial de 5 de novembro.

Outra tentativa de matar Clinton ocorreu durante uma viagem a Manila, a capital das Filipinas, em 1996. Uma bomba foi descoberta sob uma ponte onde o presidente dos EUA passaria. A rede terrorista Al Caeda seria responsável.

Na segunda-feira, começa em Milwaukee, no estado de Wisconsin, a convenção nacional do Partido Republicano que vai confirmar a candidatura de Donald Trump à Presidência dos EUA na eleição de 5 de novembro. Depois do atentado, ele promete fazer um discurso conciliador, de união nacional, talvez pelo choque da ameaça de morte ou por mero oportunismo político. É difícil acreditar numa conversão mais profunda para um espírito pacifista.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 13 de Maio

FACA DE PONTA REDONDA

    Em 1637, o primeiro-ministro da França, Armand-Jean du Plessis, o Cardeal de Richelieu, inventa a faca de mesa de ponta redonda, supostamente para evitar que seus convidados usem a faca para remover restos de comida presos entre os dentes.

Du Plessis nasce em Poitou em 9 de setembro de 1585 e entra para a Igreja porque a família precisa de um bispo. É o primeiro bispo da França a implementar as reformas decretadas pelo Concílio de Trento. É o primeiro teólogo a escrever em francês. Em 1614, é eleito representante do clero nos Estados Gerais.

De 1624 a 1642, Richelieu é primeiro-ministro do rei Luís XIII. No poder, luta para impor o absolutismo monárquico e para acabar com a supremacia da Espanha e da Dinastia de Habsburgo, que domina o Sacro Império Romano-Germânico.

Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), quando a França supera a Espanha e se torna a maior potência do continente europeu, Richelieu fomenta a Revolta de Lisboa em 1º de maio de 1640, que acaba com a União Ibérica e o Domínio Espanhol sobre Portugal, que começa em 1580, dois anos após a morte na África do jovem rei Dom Sebastião, que não deixa herdeiros do trono.

CONGRESSO DOS EUA DECLARA GUERRA AO MÉXICO

Em 1846, o Congresso dos Estados Unidos aprova o pedido do presidente James Polk (1845-49) para declarar guerra ao México num conflito em torno do Texas, que havia se tornado independente do México em 1836.

O presidente anterior, John Tyler (1841-45), negocia a anexação do Texas, rejeitada por pequena margem no Senado em 1844. No fim do governo, com o apoio do presidente eleito, Tyler consegue a aprovação em 1º de março de 1845. O Texas entra para a União em 29 de dezembro de 1845.

Um pouco antes, em julho de 1845, o presidente Polk manda o diplomata John Slidell à Cidade do México para negociar a nova fronteira e fazer uma oferta de compra pela Califórnia e o Novo México. 

Com o fracasso da missão. Polk manda tropas sob o comando do general Zachary Taylor para as terras em disputa, ampliando o território dos EUA até o Rio Grande, que o Texas considera sua fronteira.

O México, que reconhece a fronteira anterior, no Rio Nozes, considera o envio de tropas uma invasão e manda o Exército cruzar o Rio Grande em abril de 1846. Em 11 de maio, James Polk pede autorização ao Congresso para declarar guerra ao México.

Depois de quase dois anos de guerra, pelo Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em 2 de fevereiro de 1848, o Rio Grande se torna a fronteira entre EUA e México, que cede a Califórnia e o Novo México e recebe US$ 15 milhões em compensação. Os EUA tomam 41% do território mexicano.

"SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS"

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o recém-nomeado primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, faz seu primeiro pronunciamento como chefe de governo do Reino Unido e avisa aos deputados da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico que "não tenho nada a oferecer, a não ser sangue, trabalho, suor e lágrimas".

Churchill substitui Neville Chamberley, que tentara apaziguar o ditador da Alemanha Nazista, Adolf Hitler, com os Acordos de Munique, em 30 de setembro de 1938. Assume quando os nazistas estão travando a Batalha da Bélgica, parte da ofensiva alemã para conquistar a França.

Depois de salvar parte do Exército Real britânico com a Retirada de Dunquerque, na França, o Reino Unido impede a invasão nazista ao vencer a Batalha da Inglaterra, uma batalha aérea travada de julho e outubro de 1940. 

Até a entrada da União Soviética na guerra com a invasão nazista de 22 de junho de 1941 e dos Estados Unidos depois do ataque do Japão a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, o Reino Unido é a única grande potência a desafiar a Alemanha. A primeira grande vitória vem na Batalha de El-Alamein, no Egito, em novembro de 1942, com a derrota do Afrika Korps, o exército de Hitler no Norte da África.

NASCE STEVIE WONDER

    Em 1950, nasce em Saginaw, no estado de Michigan, o cantor, compositor e multi-instrumentista Stevie Wonder, um menino-prodígio que se torna um dos músicos mais importantes e criativos do fim do século 20.

Cego de nascença, aos 8 anos o Pequeno Stevie tem o talento musical reconhecido. Canta em igrejas. Aos 12 anos, faz sua primeira gravação. Ele sofre grande influência do álbum What's Going On, de Marvin Gaye, e assimila todos os estilos da música negra dos Estados Unidos, do blues e rhythm and blues ao jazz, soul e rock and roll. Em 1989, ele entra para o Rock and Roll Hall of Fame.

ATENTADO CONTRA O PAPA

    Em 1981, o papa João Paulo II sobrevive a uma tentativa de assassinato na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma, ao ser baleado pelo terrorista turco Mehmet Ali Agca.

João Paulo II é alvejado duas vezes no abdome ao entrar na praça para fazer um discurso. Com perfurações nos intestinos grosso e delgado, perde muito sangue. Passa por uma cirurgia de seis horas.

Agca usa uma pistola Browning semiautomática de 9mm. É um exímio atirador. Faz parte do grupo fascista Lobos Cinzentos. Preso imediatamente, é condenado à prisão perpétua por um tribunal italiano.

O papa perdoa o terrorista e pede ao presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, que faça o mesmo. Em junho de 2000, Agca é deportado para a Turquia depois de passar 19 anos em prisões italianas. Lá é condenado à prisão perpétua por assalto a banco e assassinato de um jornalista nos anos 1970, pena depois comutada para 10 anos de cadeia. 

Em 2 de março de 2006, no governo Silvio Berlusconi, uma comissão de inquérito do Congresso da Itália conclui que a União Soviética estava por trás do atentado ao papa em retaliação pelo apoio dado por João Paulo II ao sindicato independente Solidariedade na sua nativa Polônia. Agca teria sido usado pelo serviço secreto da Bulgária a mando de Moscou para despistar os investigadores.

O relatório acusa a inteligência militar, GRU (Diretoria de Principal de Inteligência das Forças Armadas), e não a polícia política KGB (Comitê de Defesa do Estado).

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 22 de Setembro

 ABOLIÇÃO NOS EUA

    Em 1862, o presidente Abraham Lincoln anuncia que fez um projeto de Declaração de Emancipação para acabar com a escravatura nos Estados Unidos e reorienta a Guerra da Secessão (1861-65) para uma luta contra a escravidão.

Lincoln faz a Declaração de Emancipação em 1º de janeiro de 1863, mas a Emenda Constitucional nº 13, da abolição da escravatura, só é ratificada oito meses depois do fim de Guerra Civil, em 6 de dezembro de 1865.

FORD ESCAPA DE ATENTADO

    Em 1975, Sara Jane Moore aponta uma arma para o presidente Gerald Ford quando ele sai do Hotel Saint Francis, em São Francisco, mas a arma é desviada por um popular, 17 dias depois que ele escapou de outra tentativa de assassinato, também de uma mulher, Lynette Fromme.

Ambas são perturbadas mentalmente. Logo, o serviço secreto prende Sara Moore, que é condenada e cumpre pena até receber liberdade condicional em 31 de dezembro de 2007.

GUERRA IRÃ-IRAQUE

    Em 1980, por ordem do ditador Saddam Hussein, o Iraque invade a província iraniana do Cuzistão, rica em petróleo, dando início à Guerra Irã-Iraque, dura oito anos e mata pelo menos 500 mil pessoas.

Por causa da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini no Irã, os Estados Unidos, a União Soviética e os países árabes apoiam o Iraque, mas os iranianos resistem e o conflito termina num impasse.

Dentro da Guerra Irã-Iraque, houve uma guerra dos petroleiros, quando os dois países ataques os navios-tanques do outro, e uma guerra das cidades, com intenso bombardeio de zonas urbanas.

Com a economia iraquiana arrasada pela guerra, Saddam pressiona os vizinhos Kuwait e Arábia Saudita e invade o Kuwait em 2 de agosto de 1990. Os EUA reagem e, à frente de uma aliança militar de mais de 30 países, expulsam os iraquianos do Kuwait na Guerra do Golfo (1991).

domingo, 13 de março de 2022

Hoje na História do Mundo: 13 de Março

CZAR ASSASSINADO

    Em 1881, um atentado a bomba cometido pelo grupo revolucionário Vontade Popular mata nas ruas de São Petersburgo Alexandre II, czar da Rússia desde 1855.

Alexandre II, um czar reformista, abole a servidão em 1861, mas rejeita qualquer mudança política e reprime com dureza os movimentos de oposição. No dia de sua morte, assina uma proclamação chamada de Constituição de Loris-Melikov, que criaria duas comissões legislativas com representantes eleitos indiretamente.

O sucessor, seu filho de 36 anos, Alexandre III rejeita a Constituição. Os assassinos são presos e enforcados. O grupo Vontade Popular é violentamente reprimido.

Alexandre Ulianov, irmão mais velho de Vladimir Ulianov, mais conhecido como Lenin, entra para a ala terrorista da Vontade Popular em 1886 e participa de uma conspiração para matar Alexandre III. 

A polícia desconfia que o czar será atacado quando for à igreja no aniversário da morte do pai. Em 1º de março de 1887, prende três membros do partido na Nevsky Prospekt, a principal avenida de São Petersburgo.

Ulianov, ideólogo e fabricante de bombas do grupo, é preso em seguida. No tribunal, ele faz um discurso político. Todos os conspiradores são condenados à morte. O czar só não perdoa cinco. Em 8 de maio de 1887, Alexandre Ulianov e quatro companheiros são enforcados.

O martírio do irmão é importante na decisão de Lenin de se tornar um revolucionário. Em 8 de novembro de 1917, ele toma o poder na Rússia com a vitória da Revolução Bolchevique.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 21 de Julho

    Em 1861, na primeira grande batalha da Guerra da Secessão (1861-65), a Primeira Batalha de Bull Run ou Primeira Batalha de Manassas, uma cidade da Virgínia, um exército dos Estados Confederados do Sul, sob o comando do general Pierre Beauregard, impõe uma derrota esmagadora às forças da União (Norte) lideradas pelo general Irvin McDowell.

Três meses depois do início da Guerra Civil Americana na batalha de Forte Sumter, o comando militar do Norte acredita numa vitória rápida sobre os estados do Sul, que pretendiam deixar a União por não aceitar a abolição da escravatura, proposta pelo presidente Abraham Lincoln.

O objetivo era atacar Richmond, na Virgínia, a capital da Confederação. Com excesso de confiança, McDowell avança com 34 mil milicianos inexperientes e mal treinados. A cerca de 50 quilômetros de Washington, num entroncamento ferroviário de Manassas, se defronta com 20 mil soldados de Beauregard reforçados por 9 mil homens do general Joseph Johnston.

As forças da União sofrem cerca de 3 mil baixas, inclusive 481 mortos, e as da Confederação, 2 mil, com 387 mortes. É uma amostra do que está por vir.

A Guerra da Secessão é o pior conflito armado da história dos EUA, com cerca de 620 mil mortes. A pandemia do coronavírus se aproxima das 610 mil mortes. Deve superar a Guerra Civil.

    Em 1865, no primeiro duelo autêntico do Faroeste, Wild Bild Hickok mata Dave Tutt na praça do mercado em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos

A cena clássica dos filmes de bangue-bangue de Hollywood acontece raramente no mundo real. Em vez de se encontrar frente a frente friamente numa rua poeirenta e deserta, a maioria dos tiroteios começa em brigas de bêbados, no calor de discussões ou em emboscadas.

Os imigrantes levam o duelo, uma tradição da aristocracia europeia para resolver disputas com espadas ou tiros, para o Oeste dos EUA. Na segunda metade do século 18, é raro. Mas o conceito do duelo cria um código de honra informal no Oeste sobre como resolver disputas numa batalha legal e legítima com revólveres.

Este código prevê de um homem só pode recorrer a uma pistola de repetição com seis balas se o oponente também estiver armado. O duelo clássico foi este entre Wild Bill, um jogador profissional, e Dave Tutt, um ex-soldado da Confederação dos Estados do Sul na Guerra da Secessão (1861-65).

Não se sabe exatamente se a briga é por causa de jogo ou de mulher. Os dois combinam um duelo no dia seguinte e se encontram na praça central da cidade. Quando estão a uns 70 metros de distância, Bill grita: "Não chegue mais perto Dave." Nervoso, Dave dispara, erra e é morto com um tiro no peito.

Por seguir o código de honra, Hickok é absolvido. Onze anos depois, morre com um tiro pelas costas.

    Em 1899, nasce em Oak Park, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, o escritor Ernest Miller Hemingway, autor de sucessos como O Velho e o Mar e Por Quem os Sinos Dobram.

Depois de concluir o ensino médio, em 1917, começa a trabalhar no jornal Kansas City Star. No ano seguinte, foi ferido quando trabalhava como motorista voluntário da Cruz Vermelha Internacional durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nos anos 1920, Hemingway mora em Paris e faz parte de um grupo de escritores expatriados, entre eles F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ezra Pound. Em 1925, lança seu primeiro romance publicado no Brasil com o título O Sol Também se Levanta.

Em 1929, muda-se para Key West, na Flórida, e publica Adeus às Armas. No fim da década de 1930, vai para a Espanha como repórter para cobrir a Guerra Civil (1936-39). Com base nesta experiência, escreve Por Quem os Sinos Dobram, publicado em 1940. Conta a história de um jovem americano que luta ao lado das Brigadas Internacionais contra o fascismo dos falangistas do generalíssimo Francisco Franco.

Sua última grande obra é O Velho e o Mar, em que um velho pescador luta para pegar um grande espadarte para ver o peixe ser devorada pelos tubarões enquanto voltava para o porto.

Hemingway sobrevive a dois acidentes de avião na África em 1953, mas fica com angústia e depressão. Em 1961, mata-se com um tiro em Ketchum, no estado de Idaho. Seu pai se suicidara em 1928.

    Em 1944, depois de sobreviver a um atentado na véspera em seu quartel-general na Prússia Oriental, conhecido como Toca do Lobo, o ditador nazista Adolf Hitler faz um pronunciamento pelo rádio ao povo alemão à uma da madrugada: "Ainda estou vivo" e alerta que "as contas serão acertadas".

A conspiração liderada pelo Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, contra o regime nazista dura 11 horas e meia. Os conspiradores estão certos de que Hitler morreu e tocam à frente seus planos.

O major Otto Remer, considerado apolítico pelos rebeldes, é avisado de que o Führer está morto e que cabe a ele prender Joseph Goebbels, o poderoso ministro da Propaganda nazista. Mas Goebbels informa a Remer que Hitler está vivo e prova com uma ligação telefônica para o ditador.

Hitler manda Remer reprimir qualquer rebelião e só receber ordens dele próprio, de Goebbels e de Heinrich Himmler, comandante militar das SS, a tropa de choque do regime nazista.

Com o fracasso da conspiração para matar Hitler, 5 mil pessoas são presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

    Em 1970, termina a obra da Barragem de Assuã, no Egito, para acabar com as cheias e secas no Vale do Rio Nilo e explorar uma grande fonte de energia renovável mas de grande impacto ambiental.

A Barragem de Assuã tem mais de três quilômetros de extensão e custa US$ 1 bilhão. O ditador egípcio Gamal Abdel Nasser recebe apoio financeiro dos Estados Unidos e do Reino Unido, suspenso em julho de 1956 por causa de um acordo secreto do Egito com a União Soviética para compra de armas.

Em resposta, Nasser estatiza o Canal de Suez, provocando uma guerra em que a França, o Reino Unido e Israel ocupam o canal. Sob pressão das Nações Unidas, da URSS e dos EUA, que retiram o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às moedas britânica e francesa, enfraquecidas pelo impacto da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Egito assume o controle de Suez em 1957.

A obra da barragem recomeça em 1960, com a ajuda da URSS. Desmoralizado pela derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Nasser morreu do coração em 28 de setembro de 1970, dois meses depois da conclusão da barragem.

    Em 2005, terroristas muçulmanos tentam fazer um segundo ataque ao sistema de transportes públicos de Londres, duas semanas depois de explosão de bombas em três trens do metrô e um ônibus

Com 52 mortes, os atentados de 7 de julho foram os piores no Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mas a ação de 21 de julho fracassou. No dia seguinte, a polícia matou por engano o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. 

Ninguém foi punido pela morte de Jean Charles. A policial que autorizou a execução sumária, Cressida Dick, é hoje comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

    Em 2011, a volta à Terra da nave Atlantis marca o fim do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos. Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 levou os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa foi suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 20 de Julho

    Em 1881, depois da histórica derrota do coronel George Custer na Batalha de Little Big Horn, o cacique sioux Touro Sentado se entrega ao Exército dos Estados Unidos com a promessa de receber anistia para si e seus guerreiros

Depois da batalha em que Custer e 264 soldados americanos foram mortos, em 1876, Touro Sentado fugiu para o Canadá. Voltou quando seu povo estava passando fome. Ele foi morto pela polícia em sua casa em 15 de dezembro de 1890.

    Em 1944, o ditador nazista Adolf Hitler sobrevive um atentado contra sua vida no seu quartel-general em Rastenburg, na Prússia Oriental, hoje parte da Polônia, conhecido como Toca do Lobo.

 O líder da conspiração, o Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, leva uma bomba até o quartel-general de Adolf Hitler em Berchtesgaden, na Baviera, com a intenção de assassinar o Führer. O atentado seria em 15 de julho, mas Hitler é chamado à Toca do Lobo.

Desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), as atrocidades do nazismo provocam a indignação de alemães e, com o tempo, de conspirações para derrubar Hitler. A maior reúne cerca de 500 oficiais alemães.

Stauffenberg servia o Exército alemão desde 1926. Durante a guerra, participa da invasão à União Soviética, onde judeus e prisioneiros soviéticos eram sumariamente eliminados. Transferido para o Norte da África, perde um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda. Como comandante das Forças da Reserva, tem acesso direto a Hitler.

Líder da conspiração, chamada de Operação Valquíria, ele recebe a bomba do major Helmuth Stieff em 3 de julho. Com a viagem de Hitler e o adiamento do ataque, ele sabe em 16 de julho, num encontro com o coronel Cæsar von Hofacker que a Muralha do Atlântico entrara em colapso na Normandia e que a guerra havia mudado na frente ocidental. Era chegado o momento de se livrar de Hitler e negociar a paz.

O atentado fica para 20 de julho. Como Hitler vai receber Mussolini, a reunião é antecipada em uma hora. Stauffenberg tem pouco tempo para armar as duas bombas escondidas numa pasta. Ele só consegue preparar uma, a aciona e deixa a reunião. 

Por acidente, o coronel Heinz Brandt chuta a pasta de Stauffenberg, que fica do outro lado do grosso pé da mesa de carvalho. No momento da explosão, Hitler está do outro lado da mesa e não morre.

Do lado de fora da cabana, Stauffenberg e outros conspiradores saem convencidos da morte do Führer. Horas depois, o coronel anuncia que está tomando o poder na Alemanha. 

A proposta a conspiração era assinar um cessar-fogo com os aliados ocidentais, numa rendição incondicional, e concentrar esforços na guerra contra a URSS na frente oriental para impedir o Exército Vermelho de tomar a Europa Oriental e chegar a Berlim.

Com o fracasso do atentado, 5 mil pessoas foram presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

   Em 1969, depois de viajar 384 mil quilômetros na nave Apolo 11, o astronauta americano Neil Armstrong se torna no primeiro homem a pisar na Lua e pronuncia uma frase histórica: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade."

No início da década, o presidente John Kennedy anunciara a intenção de enviar um homem à Lua, "não porque seja fácil, mas porque é difícil".

Depois de entrar na órbita da Lua, o módulo lunar Águia se separa da nave-mãe, onde fica o astronauta Michael Collins, e desce com os astronautas Neil Armstrong e Edward Aldrin. Três horas e dois minutos depois, alunissa no Mar da Tranquilidade e a missão manda a mensagem histórica: "A Águia pousou." 

Dezessete minutos mais tarde, Armstrong toca o solo do satélite da Terra e pronuncia outra frase histórica: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade." 

Aldrin desceu 15 minutos depois. Os dois hasteiam a bandeira dos EUA, tiram fotos e recolhem amostras da superfície lunar. Duas horas e 58 minutos depois que Armstrong pisou na Lua, os dois voltaram ao módulo e subiram rumo à Apolo 11, que chega à Terra em 24 de julho. 

    Em 1976, no sétimo aniversário da chegada do homem a Lua, a nave não tripulada Viking 1 pousa na superfície de Marte.

A Viking 1 parte em 20 de agosto de 1975 e entra na órbita de Marte em 19 de junho de 1976. Passa o primeiro mês inspecionando a superfície do Planeta Vermelho em busca de um local para pousar. Escolhe a Planície de Chryse, de onde tira as primeiras fotos em closeup da superfície de Marte.

Em setembro, a Viking 2, lançada três semanas depois da Viking 1, se juntaria à missão para fazer mais de 1,4 mil imagens de toda a superfície de Marte.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Ataque a bomba fere 30 em comício de partidários do primeiro-ministro da Etiópia

A explosão de uma bomba num comício a favor do primeiro-ministro Abiy Ahmed deixou pelo menos 30 pessoas feridas na cidade de Ambo, situada a 100 quilômetros a oeste de Adis Abeba, a capital da Etiópia. Seis pessoas foram presas. O atentado foi atribuído à Frente de Libertação Oromo.

O ataque é um sinal a mais do risco de violência política na campanha para as eleições gerais de agosto, um teste importante para a abertura política e as reformas econômicas de Abiy, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2019 pelas negociações para acabar com o conflito com a Eritreia, que durou 20 anos.

Com a liberalização do regime político, vários grupos étnicos rebeldes passaram a atuar abertamente, como a Frente de Libertação Oromo, que luta pela libertação do povo oromo contra o "colonialismo abissínio", e a Frente de Libertação Nacional de Ogaden, que defende a autodeterminação dos somalianos, que são maioria na região de Ogaden.

As rivalidades políticas e étnicas são o maior desafio aos planos ambiciosos de Abiy de reformar os sistemas políticos e econômico da Etiópia, que tem a segunda maior população da África e foi o país que mais cresceu no mundo na última década.

sábado, 30 de novembro de 2019

Estado Islâmico reivindica autoria do ataque a facadas em Londres

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou hoje a responsabilidade pelo ataque terrorista de ontem na Ponte de Londres, quando Usman Khan, um condenado que estava em liberdade condicional, esfaqueou cinco pessoas, matando duas, até ser contido por populares e morto pela polícia.

Até agora, a polícia acredita que Khan agiu sozinho. Como foi preso e condenado por conspiração para cometer atentados terroristas pela rede Al Caeda, era um dos 20 mil suspeitos de jihadismo vigiados pela polícia no Reino Unido.

O atentado foi descrito como uma vingança pela morte do líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, em 26 de outubro de 2019, numa operação de comandos de elite da força Seals, da Marinha dos Estados Unidos.

Pelo menos 40 mil estrangeiros de 120 países aderiram ao califado do Estado Islâmico, enquanto o grupo controlava uma área do tamanho do Reino Unido no Iraque e na Síria. Muitos estão voltando para casa radicalizados e prontos a cultivar sua ideologia assassina e cometer atentados contra os países que destruíram o pesadelo do califado.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Trump quer negar cidadania a bebês de pais sem cidadania

Em mais uma manobra para tentar mobilizar o eleitorado do Partido Republicano para as eleições de 6 de novembro, o presidente Donald Trump quer agora negar cidadania americana a bebês nascidos nos Estados Unidos de pais que não tenham cidadania. O presidente disse poder fazer isso por decreto, mas o presidente da Câmara dos Representantes, deputado Paul Ryan, adverte que depende de emenda constitucional.

"Acredito no texto da Constituição e penso que, neste caso, a Emenda nº 14 é muito clara. Envolveria um processo constitucional muito longo", declarou Ryan, citado pelo jornal The New York Times. A emenda garante a cidadania a qualquer bebê nascido no país, independentemente do status dos pais.

Nos últimos dias, o presidente descreveu a caravana de 7 mil imigrantes da América Central que tentam chegar aos EUA como um "exército de invasores". Prometeu mandar 5 mil soldados para a fronteira.

Sua maior preocupação é mobilizar o eleitorado republicano e conservador a ir às urnas. Como o voto não é obrigatório nos EUA, Trump teme perder a maioria na Câmara e talvez no Senado. Por causa de seu discurso agressivo e divisionista, os eleitores do Partido Democrata estão mais decididos a votar.

"Somos o único país do mundo onde uma pessoa entra, tem um filho e o bebê é um cidadão dos EUA por 85 anos, com todos os seus benefícios", afirmou Trump, em mais uma de suas mais de 5 mil mentiras. "É ridículo. Isto tem de acabar."

Pelo menos 30 países, inclusive o Brasil, o Canadá e o México, dão cidadania automaticamente a bebês nascidos em seu território.

Trump foi hoje a Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, onde um atirador matou 11 judeus numa sinagoga no sábado passado aos gritos de "todos os judeus têm de morrer". Uma grande manifestação de protesto exigiu que o presidente denuncie os supremacistas brancos e neonazistas, e deu apoio aos imigrantes e refugiados.

Ao atacar, o atirador acusou os judeus de estarem por trás da caravana. A resposta dos manifestantes foi: "Como judeus, damos boas-vindas a qualquer pessoa que venha em busca de segurança e oportunidade."

O ultranacionalismo de Trump está estimulando um tribalismo nos EUA. As políticas de identidade nacional sempre favorecem o preconceito contra quem não é considerado um americano autêntico. Os defensores do presidente invocam seu apoio a Israel.

Para os ultranacionalistas americanos, Israel é um Estado étnico do povo judeu. Eles entendem que todos os judeus devem ir para Israel e que os EUA devem ter a mesma pureza racial.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Venezuela prende dois altos oficiais pelo suposto ataque a Maduro

O inquérito sobre o suposto atentado com drones contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em 4 de agosto já identificou 34 suspeitos, dos quais 14 foram presos, entre eles o general de divisão Alejandro Pérez, da Guarda Nacional Bolivarista (GNB), e o coronel Pedro Zambrano.

"A cifra de implicados neste caso chegou a 34 sem que se descarte que este número aumente. Até agora, há 14 detidos que foram apresentados [à Justiça] e denunciados", declarou o procurador-geral Tarek William Saab, citado pelo jornal venezuelano El Nacional.

Sem apresentar nenhuma prova de envolvimento do governo da Colômbia e de financiamento vinda da Flórida, nos Estados Unidos, como alegou Maduro, Saab concentrou o fogo no deputado oposicionista Juan Requesens, "denunciado por traição à pátria, homicídio doloso qualificado em grau de frustração em prejuízo do presidente da República".

 Além do mais, foi acusado de "homicídio doloso qualificado cometido com aleivosia em grau de frustração contra sete militares, terrorismo, associação para delinquir, instigação pública continuada e posse ilícita de armas e munições."

domingo, 5 de agosto de 2018

Grupo desconhecido reivindica suposto atentado contra Maduro

Através de uma conta no Twitter, um grupo desconhecido que se apresenta como Soldados de Camiseta reivindicou a autoria da Operação Fênix, como chamaram o suposto atentado contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Sete policiais da Guarda Nacional foram feridos. O ditador saiu ileso.

“A operação era sobrevoar dois drones com [explosivo] C4 até o objetivo, o palco presidencial. Franco-atiradores da guarda presidencial derrubaram os drones antes de chegar ao objetivo. Demonstramos que são vulneráveis, não conseguimos, mas é uma questão de tempo”, diz um tuíte.

Os Soldados de Camiseta se apresentam como um grupo de “militares e civis patriotas e leais ao povo da Venezuela” e “baseados em argumentos legais e constitucionais”.  São “oficiais, suboficiais e soldados...dispostos a dar suas vidas.”

“Hoje, não pudemos, mas seguiremos em nossa luta porque a Força Armada Nacional Bolivarista (FANB) tem por funções garantir a independência, a soberania da nação, a integridade territorial e a ordem pública”, acrescentou o grupo.

Os supostos rebeldes acusam boa parte dos órgãos do Estado de “ignorar a Constituição”. Falando em nome da FANB, “decidiram empreender uma luta para restabelecer sua efetiva vigência e evitar que seja derrogada por meios distintos dos que ela expressamente consagra”.

A guerra ao madurismo está declarada: “Os objetivos que seguiremos perseguindo são a volta da paz, a democracia, a Constituição, eleições limpas, a prosperidade e o progresso. (...) É contra a honra militar manter no poder aqueles que fizeram da função pública uma maneira obscena de enriquecer e envilecer.”

Depois do incidente, o ditador Maduro denunciou uma “tentativa de assassinato” em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Sem apresentar qualquer prova, ele acusou a oposição venezuelana e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de participar de uma conspiração, financiada com dinheiro vindo do estado da Flórida, nos Estados Unidos.