Através de uma conta no Twitter, um grupo desconhecido que se apresenta como Soldados de Camiseta reivindicou a autoria da Operação Fênix, como chamaram o suposto atentado contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Sete policiais da Guarda Nacional foram feridos. O ditador saiu ileso.
“A operação era sobrevoar dois drones com [explosivo] C4 até o objetivo, o palco presidencial. Franco-atiradores da guarda presidencial derrubaram os drones antes de chegar ao objetivo. Demonstramos que são vulneráveis, não conseguimos, mas é uma questão de tempo”, diz um tuíte.
Os Soldados de Camiseta se apresentam como um grupo de “militares e civis patriotas e leais ao povo da Venezuela” e “baseados em argumentos legais e constitucionais”. São “oficiais, suboficiais e soldados...dispostos a dar suas vidas.”
“Hoje, não pudemos, mas seguiremos em nossa luta porque a Força Armada Nacional Bolivarista (FANB) tem por funções garantir a independência, a soberania da nação, a integridade territorial e a ordem pública”, acrescentou o grupo.
Os supostos rebeldes acusam boa parte dos órgãos do Estado de “ignorar a Constituição”. Falando em nome da FANB, “decidiram empreender uma luta para restabelecer sua efetiva vigência e evitar que seja derrogada por meios distintos dos que ela expressamente consagra”.
A guerra ao madurismo está declarada: “Os objetivos que seguiremos perseguindo são a volta da paz, a democracia, a Constituição, eleições limpas, a prosperidade e o progresso. (...) É contra a honra militar manter no poder aqueles que fizeram da função pública uma maneira obscena de enriquecer e envilecer.”
Depois do incidente, o ditador Maduro denunciou uma “tentativa de assassinato” em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Sem apresentar qualquer prova, ele acusou a oposição venezuelana e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de participar de uma conspiração, financiada com dinheiro vindo do estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 5 de agosto de 2018
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