Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 3 de janeiro de 2026
Trump captura Maduro e ameaça controlar a Venezuela
segunda-feira, 29 de julho de 2024
Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anuncia vitória de Maduro
Depois de muita tensão e ataques de encapuçados a lugares de votação, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela acaba de anunciar a vitória do ditador Nicolás Maduro. Com 80% das urnas apuradas, supostamente Maduro recebeu 5.150.092 votos (51,2%) contra 4.496.978 (44,2%) para o oposicionista Edmundo González. É mais uma eleição fraudada pela ditadura chavista.
O CNE declarou que houve um ataque terrorista ao sistema de votação que será investigado. Maduro prometeu uma punição rigorosa. O alvo de sua ameaça é a líder oposicionista María Corina Machado, que era a favorita para ser a candidata da oposição, mas foi considerada inelegível pela Corte Suprema, conivente com a ditadura.
O governo brasileiro, aliado da ditadura de Maduro, enviou o assessor de política internacional do Palácio do Planalto, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, como observador da eleição. Vamos ver qual a reação do governo Lula diante de mais uma farsa eleitoral na Venezuela.
domingo, 28 de julho de 2024
Dois lados se preparam para cantar a vitória na Venezuela
As pesquisas de boca de urna são proibidas na Venezuela, mas foram realizadas mesmo assim e apresentaram resultados totalmente divergentes por grandes margens antes da divulgação do resultado oficial. Tudo indica que a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição, representada pelo diplomata Edmundo González Urrutia, devem reivindicar a vitória na eleição presidencial de hoje.
Às 18h pela hora local (19h em Brasília), a empresa Edison Research anunciou, depois de entrevistar 9.846 eleitores em 100 locais de votação, que 65% votaram em González e 31% em Maduro.Mais cedo, ao meio-dia, a agência Hinterlaces, ligada ao regime venezuelano, declarou que 61,5% dos eleitores havia votado, 54,6% no governo e 42,8% na oposição. O instituto de pesquisas Meganalisis contestou estes números, dizendo que às 11h só 41% haviam votado, 65,3% em González e só 13,1% em Maduro.
A oposição acusa a ditadura de negar acesso aos locais de votação e ao Conselho Nacional Eleitoral para poder fiscalizar a apuração. Um homem morreu e outras duas pessoas foram feridas quando encapuçados atacaram cidadãos que faziam vigília no centro de votação John Kennedy, em Guácimos, no estado de Táchira.
Os governos de direita e centro-direta Argentina, Uruguai, Equador, Paraguai, Peru, Panamá, Costa Rica e República Dominicana, e o governo de esquerda do Chile exigiram que os fiscais tenham acesso às atas de votação e que o resultado seja respeitado.segunda-feira, 5 de junho de 2023
Lula sabota sua própria reunião de cúpula da América do Sul
A iniciativa de reunir os presidente da América do Sul em Brasília foi importante. O governo Jair Bolsonaro isolou o Brasil internacionalmente. Não tinha uma visão geopolítica. Não valorizou o subcontinente como área de importância econômica, política, ambiental e de segurança. Mas, ao dar palanque ao ditador Nicolás Maduro e afirmar que a Venezuela é uma democracia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, boicotou sua própria cúpula.
Ao exaltar uma ditadura com presos políticos, fome, miséria, tortura e execuções sumárias, um regime do qual fugiram 7,5 milhões de pessoas, Lula dividiu a reunião, perdeu a neutralidade para mediar uma solução para a crise venezuelana, reduziu a capacidade de liderar a integração regional e deu munição à extrema direita.
A integração regional depende de resultados práticos. Meu comentário:
terça-feira, 30 de maio de 2023
Rússia envia armas nucleares à Bielorrússia e sofre ataque em Moscou
A Rússia fez um acordo para enviar armas nucleares à Bielorrússia e intensificou os ataques a Kiev nos últimos dias. Hoje o prefeito de Moscou atribuiu explosões na capital russa a drones da Ucrânia.
O ex-presidente Dimitri Medvedev previu que a guerra pode durar décadas, enquanto o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, disse ao enviado chinês para negociar a paz que há "sérios obstáculos" por causa da Ucrânia e do Ocidente.
Se a guerra é a continuação da política por outros meios, a guerra só termina quando houver mudança de regime em Kiev ou Moscou, observa o historiador norte-americano Timothy Snyder, autor de vários livros sobre a Ucrânia.
Como terminam as guerras? O século 20 criou as guerras sem fim, entende o professor Chris Coker, diretor de LSE Ideias, o centro de pesquisas sobre relações internacionais da London School of Economics.
Sob o impacto econômico da guerra, a Alemanha entrou em recessão.
Dez presidentes da América do Sul se reúnem hoje em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relançar a integração regional. Ontem, Lula recebeu o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, com honras de chefe de Estado e afirmou que foi "eleito pelo povo" e que as críticas ao regime chavista são uma "narrativa antidemocrática".
Na Turquia, o ditador Recep Tayyip Erdogan, há 20 anos no poder, foi reeleito para mais um mandato de cinco anos. É um exemplo de como a democracia iliberal involui para autocracia.
O governador da Flórida, Ron DeSanctis, lançou sua candidatura à Casa Branca no Twitter com vários problemas técnicos. É o principal adversário do ex-presidente Donald Trump na luta pela candidatura do Partido Republicano. Trump é o franco favorito, uma ameaça à democracia nos Estados Unidos.
A disputa pela água do Rio Helmand causa um conflito entre os regimes extremistas muçulmanos do Afeganistão e do Irã.
A China superou o Japão como maior exportadora mundial de automóveis. Lidera a corrida pelo carro elétrico e a produção de baterias de lítio. Meu comentário:
sábado, 27 de março de 2021
Brasil volta a ter mais de 3 mil mortes num dia e chega a 310 mil
O ritmo da morte se acelera. Hoje, foram notificadas mais 3.368 mortes e 81.909 casos confirmados da doença do coronavírus de 2019 no Brasil. Já são 12.489.232 casos confirmados e a 310.649 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias atingiu novo recorde: 2.548, com alta de 39% em duas semanas. A média de casos novos por dia também subiu: 77.128, com alta de 16% em duas semanas. A morte está em alta em 20 estados e no Distrito Federal.
No mundo, o total de casos confirmados está em 126.616.893, com 2.776.696 mortes, mais de 102 milhões de pacientes recuperados, cerca de 21,75 milhões apresentam sintomas leves e 93.281 estão em estado grave.
Com mais 75.756 casos e 1.260 óbitos registrados neste sábado, os Estados Unidos chegaram a 30.218.381 casos confirmados, com alta de 8% em duas semanas, e 548.825 mortes, com queda de 28% em duas semanas. É o país com o maior número absoluta de casos e de mortes.
O País de Gales é o primeiro dos quatro países que formam o Reino Unido a permitir encontros de até seis pessoas, depois de um confinamento rigoroso. Na segunda-feira, a Inglaterra toma a mesma medida, aliviando gradualmente as medidas de distanciamento social, que devem ser mantidas até 21 de junho.
A data não é o mais importante. São os dados sobre contágio, hospitalização e mortes que vão orientar a conduta do governo, anunciou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. O país registrou hoje 58 mortes.
Pouco menos de 560 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, das quais 141,8 milhões nos EUA, onde 91,7 milhões receberam a primeira dose e 50,1 milhões (15% da população) estão imunizados, devendo esperar duas semanas para a vacina fazer efeito. No Brasil, foram aplicadas 19,9 milhões de doses, 15,25 milhões receberam a primeira dose e 4,68 milhões as duas necessárias à imunização.
O Facebook suspendeu por um mês a conta do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por divulgar notícias falsas sobre a pandemia. Maduro tentou apresentar "gotinhas milagrosas" como cura para a doença.
quinta-feira, 26 de março de 2020
EUA denunciam Maduro por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
As acusações, apresentadas em tribunais de Nova York, da Flórida e de Washington, são resultado de uma década de investigações. Maduro e os demais denunciados são acusados de agir em coordenação com guerrilheiros colombianos para enviar toneladas de cocaína para os EUA nos últimos 20 anos.
Em entrevista coletiva em Washington, o procurador-geral e secretário da Justiça do governo Donald Trump, William Barr, descreveu o regime chavista da Venezuela como "empestado pela criminalidade e a corrupção", dominado por "um sistema construído e controlado para enriquecer quem está nos altos escalões do governo".
O presidente da Corte Suprema da Venezuela, Maikel José Moreno, foi denunciado por receber milhões de dólares de propina e de gastar o dinheiro com artigos de luxo de propriedades na Flórida.
Maduro preside a um governo catastrófico, com uma depressão econômica que reduziu o produto interno bruto venezuelano à metade desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em março de de 2013.
A Venezuela enfrenta uma hiperinflação superior a um milhão por cento ao ano e desabastecimento generalizado. Como muitos hospitais não nem água e fornecimento regular de energia elétrica, o impacto da pandemia do coronavírus deve ser catastrófico.
Em janeiro do ano passado, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, declarou a nulidade do novo mandato de Maduro, reeleito com fraude, e empossou seu presidente, Juan Guaidó, como presidente interino.
Mais de 50 países, inclusive os EUA, o Brasil e a maioria da União Europeia, reconhecem Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela, mas sua tentativa de estimular um golpe militar fracassou.
Com o apoio da cúpula das Forças Armadas, envolvidas nos crimes do regime, Maduro continua no poder e dificilmente será levado à Justiça dos EUA. A denúncia é mais uma tentativa de forçar sua queda. Talvez o vírus seja mais eficiente.
Há um precedente. Em 1988, dois tribunais do júri de Miami e Tampa, na Flórida, denunciaram o então ditador do Panamá, general Manuel Antonio Noriega, por extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os EUA invadiram o Panamá em dezembro de 1989. Noriega foi preso e levado para julgamento nos EUA. Condenado a 40 anos de prisão, Noriega teve a pena reduzida para 17 anos por bom comportamento na cadeia.
Em 2010, o ex-ditador foi extraditado para a França, onde pegou 7 anos de prisão por lavagem de dinheiro. No ano seguinte, foi extraditado para o Panamá, onde morreu em 2017 de um tumor cerebral.
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Movimento indígena exige queda do presidente do Equador
Os protestos são liderados pelo movimento indígena, que derrubou três presidentes do Equador desde 1997 e agora exige a renúncia do presidente Lenín Moreno. Em uma semana, pelo menos cinco pessoas foram mortas e quase 800 foram presas.
A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se nega a negociar com o governo, liderou a marcha até o centro da capital, paralisada por uma greve geral. Foram seguidos por trabalhadores e estudantes. Estes jogaram pedras na polícia, que reagiu com bombas de gás lacrimogênio.
"Queremos que as medidas sejam revogadas para dar tranquilidade ao povo", declarou o líder indígena César García, de 52 anos, enquanto uma representante da comunidade de Zumbahua, na província de Cotopaxi, Diana Guanatuña, exigia que "o governo se vá porque teve tempo suficiente para mostrar o que pode fazer pelo povo e não fez nada."
A situação econômica do país se agravou nos últimos anos com a queda nos preços do petróleo. O presidente Moreno anunciou a intenção de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para escapar dos limites de produção impostos pelos grandes produtores.
Moreno era vice-presidente de Rafael Correa, um presidente de esquerda carismático e popular que seguia a linha do chavismo. No governo, adotou uma postura mais favorável ao mercado e aos empresários. Acusado de corrupção num escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, Correa fugiu para a Bélgica, país de sua mulher.
Na semana passada, Correa esteve em Caracas, onde se reuniu com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Moreno, que na segunda-feira transferiu o governo para Guaiaquil, a maior cidade e capital econômica do Equador, responsabiliza os dois pela explosão de violência no Equador. Hoje, voltou a Quito.
Os índios são 4,5 milhões, cerca de 25% da população equatoriana, de 17,7 milhões de habitantes, dos quais 37% vivem na miséria. Entre os indígenas, a pobreza chega a 73%. Eles tiveram participação decisiva em todos os movimentos de protesto. Provocaram a queda dos presidente Abdalá Bucaram, em 1997; Jamil Mahuad, em 2000; e Lucio Gutiérrez, em 2005.
sábado, 31 de agosto de 2019
Salário mínimo na Venezuela cai para US$ 2 por mês
Mais de 80% dos venezuelanos vivem na miséria, sem esperança de que a situação melhore. Ontem, quase 10 milhões de trabalhadores e aposentados receberam o equivalente a US$ 1, a metade do rendimento mensal, que dá para comprar um quilo de açúcar ou de farinha de trigo.
Só nos últimos 30 dias, a moeda venezuelana perdeu 50% do valor.
A ditadura de Nicolás Maduro distribui mensalmente bônus para cerca de 10 milhões de pessoas, mas o limite é de 100 mil bolívares, apenas US$ 5. Algumas empresas pagam os bônus em dólares para não perder seus funcionários.
Nos últimos seis anos, no governo Maduro, quando o produto interno bruto caiu pela metade, 5 milhões de pessoas fugiram da Venezuela. Elas mandam dinheiro do exterior para cerca de 1 milhão de venezuelanos.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Trump congela todos os bens da Venezuela nos EUA
Este embargo total é mais uma tentativa dos Estados Unidos de aumentar a pressão sobre o regime chavista e forçar sua queda. A Venezuela já está sob sanções, especialmente a companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). O sucesso da nova medida depende da capacidade do governo americano que impor o embargo enquanto China e Russia mantêm o apoio a Maduro.
Ao reagir às novas sanções, o governo venezuelano acusou os EUA de "terrorismo econômico". Os EUA adotaram este tipo de embargo contra Cuba e a Coreia do Norte, sem conseguir derrubar seus regimes comunistas.
Em janeiro, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, foi proclamado presidente interino. Seu governo paralelo foi reconhecido pelos EUA, pela maioria dos países da América Latina, inclusive o Brasil, e pela maioria da União Europeia.
O governo Trump tentou usar uma operação de ajuda humanitária para desestabilizar Maduro e Guaidó chegou a convocar um levante popular e militar contra a ditadura, mas a cúpula das Forças Armadas manteve o apoio ao regime chavista.
Durante o último encontro do presidente Jair Bolsonaro com Trump, na reunião do Grupo dos 20 em Osaka, no Japão, no fim de junho, o Brasil deixou claro que não vai participar de qualquer intervenção militar na Venezuela. Trump e Bolsonaro também manifestaram preocupação com uma possível derrota do presidente Mauricio Macri na eleição presidencial de outubro na Argentina.
sexta-feira, 5 de julho de 2019
ONU acusa ditadura da Venezuela por mais de 5 mil mortes em 2018
No ano passado, o governo venezuelano registrou 5.287 mortos como "autos de resistência", quando as vítimas supostamente teriam resistido à prisão, aliás argumento usado amplamente pelas polícias no Brasil. Neste ano, até 19 de maio, houve 1.569 mortos em "atos de resistência". Em 31 de maio, havia 793 presos políticos no país. Em resposta ao relatório, a ditadura soltou hoje cerca de 20 presos.
De janeiro a maio deste ano, 66 pessoas foram mortas em protestos contra o regime chavista e o ditador Nicolás Maduro. Pelo menos 52 dessas mortes foram atribuídas às forças de segurança e aos colectivos, as milícias criadas pelo finado caudilho Hugo Chávez para defender o regime. Meu comentário:
A Venezuela é hoje um dos países mais violentos do mundo. Caracas é a terceira cidade mais violenta do mundo. Além das milícias e dos grupos mafiosos, cerca de metade do país teria se tornado território livre para a ação de guerrilheiros e grupos paramilitares da Colômbia, que traficam drogas, fazem contrabando e mineração ilegal. Restabelecer a ordem pública será mais um grande desafio do futuro governo venezuelano.
A transição pós-ditadura será árdua e longa. O Fundo Monetário Internacional, o FMI, estima que a Venezuela vai precisar de 30 milhões de dólares por ano durante dez anos para recuperar a economia. Antes, Maduro e seu regime precisam cair.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Oposição apresenta planos para renegociar dívidas da Venezuela
A grande promessa da oposição é tratar todos os credores da mesma maneira, independentemente do tipo de dívida e de que órgão a contratou, noticiou hoje o jornal inglês Financial Times. Meu comentário:
terça-feira, 2 de julho de 2019
Credores cercam regime da Venezuela para cobrar dívidas de US$ 175 bilhões
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Rússia alega ter enviado soldados à Venezuela para rodízio
O número e o tipo de soldados que a Rússia envia à Venezuela são indicadores do apoio do Kremlin à ditadura de Nicolás Maduro. Embora a Rússia afirme ter evitado uma concentração maior de forças na Venezuela, os dois países disseram que Moscou pode aumentar a presença militar russa "se necessário".
Em 23 de março, dois meses depois que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, proclamou ser o presidente legítmo da Venezuela, um avião Antonov 124 e um Ilyuchin 62 com 100 soldados e 35 toneladas de carga em Caracas.
terça-feira, 25 de junho de 2019
Ex-diretor de inteligência da Venezuela faz sérias acusações a Maduro
De acordo com o general, o palácio presidencial de Miraflores está tomado por agentes cubanos, corruptos e ladrões. O ex-ditador cubano Raúl Castro é um dos principais conselheiros do ditador venezuelano. O filho de Maduro lucra com a exploração ilegal de ouro. O vice-presidente Tareck Aissimi, acusado de tráfico de drogas nos Estados Unidos, faz lavagem de dinheiro.
Figuera também denunciou que a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) levanta dinheiro na Venezuela para suas ações terroristas. O Exército de Libertação Nacional, uma guerrilha comunista colombiana, ofereceu ajuda a Maduro contra ameaças externas.
A economia da Venezuela está à beira do colapso. Mais de 4 milhões de venezuelanos fugiram do país nos últimos anos. A organização não governamental Foro Penal denuncia que há 688 presos políticos no país.
Mais impressionante é que Maduro ainda não tenha caído. Meu comentário:
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Racionar gasolina na Venezuela é como racionar areia no deserto
Havia uma piada na extinta União Soviética que dizia o seguinte: “Se o Partido Comunista tomar o poder no Deserto do Saara, em dois anos, vai começar a faltar areia.” O editor-chefe do jornal francês Libération, Laurent Joffrin, lembrou essa história para comparar com a crise atual na Venezuela.



