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quinta-feira, 26 de março de 2020

EUA denunciam Maduro por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos denunciou hoje o ditador Nicolás Maduro e mais de dez altos funcionários da Venezuela por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro - e ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões de dólares, mais de R$ 75 milhões, por informações que levem à sua captura.

As acusações, apresentadas em tribunais de Nova York, da Flórida e de Washington, são resultado de uma década de investigações. Maduro e os demais denunciados são acusados de agir em coordenação com guerrilheiros colombianos para enviar toneladas de cocaína para os EUA nos últimos 20 anos.

Em entrevista coletiva em Washington, o procurador-geral e secretário da Justiça do governo Donald Trump, William Barr, descreveu o regime chavista da Venezuela como "empestado pela criminalidade e a corrupção", dominado por "um sistema construído e controlado para enriquecer quem está nos altos escalões do governo".

O presidente da Corte Suprema da Venezuela, Maikel José Moreno, foi denunciado por receber milhões de dólares de propina e de gastar o dinheiro com artigos de luxo de propriedades na Flórida.

Maduro preside a um governo catastrófico, com uma depressão econômica que reduziu o produto interno bruto venezuelano à metade desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em março de de 2013.

A Venezuela enfrenta uma hiperinflação superior a um milhão por cento ao ano e desabastecimento generalizado. Como muitos hospitais não nem água e fornecimento regular de energia elétrica, o impacto da pandemia do coronavírus deve ser catastrófico.

Em janeiro do ano passado, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, declarou a nulidade do novo mandato de Maduro, reeleito com fraude, e empossou seu presidente, Juan Guaidó, como presidente interino.

Mais de 50 países, inclusive os EUA, o Brasil e a maioria da União Europeia, reconhecem Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela, mas sua tentativa de estimular um golpe militar fracassou.

Com o apoio da cúpula das Forças Armadas, envolvidas nos crimes do regime, Maduro continua no poder e dificilmente será levado à Justiça dos EUA. A denúncia é mais uma tentativa de forçar sua queda. Talvez o vírus seja mais eficiente.

Há um precedente. Em 1988, dois tribunais do júri de Miami e Tampa, na Flórida, denunciaram o então ditador do Panamá, general Manuel Antonio Noriega, por extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os EUA invadiram o Panamá em dezembro de 1989. Noriega foi preso e levado para julgamento nos EUA. Condenado a 40 anos de prisão, Noriega teve a pena reduzida para 17 anos por bom comportamento na cadeia.

Em 2010, o ex-ditador foi extraditado para a França, onde pegou 7 anos de prisão por lavagem de dinheiro. No ano seguinte, foi extraditado para o Panamá, onde morreu em 2017 de um tumor cerebral.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Panamá divulga lista de suspeitos com altos dirigentes da Venezuela

A Comissão Nacional contra a Lavagem de Capitais do Panamá divulgou uma lista de suspeitos de "lavagem de dinheiro" e "financiamento do terrorismo" com 55 altos funcionários do regime chavista da Venezuela . 

Entre eles, estão o ditador Nicolás Maduro; o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do regime, Diosdado Cabello; o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o procurador-geral da República, Tarek William Saab.

O supremo tribunal venezuelano considerou "grotescas" e "ilegais" as medidas adotadas pelo Panamá e pela Suíça, que na semana passada congelou as contas bancárias de sete altos dirigentes chavistas, inclusive Saab e Moreno.

"As autoridades do Panamá e da Confederação Suíça demonstram à comunidade internacional o descaramento de sua subordinação, convertendo-se assim em cúmplices de uma potência militarista que busca aniquilar a democracia venezuelana e suas instituições", protestou, em nota, o TSJ.

Em resposta, a vice-presidente e ministra do Exterior do Panamá, Isabel Saint Malo, declarou que a lista foi elaborada para "proteger" o sistema financeiro do país porque os dirigentes venezuelanos são considerados de "alto risco" para o crime de lavagem de dinheiro.

"O Panamá considerou, para proteção do nosso sistema financeiro internacional, que era importante pegar a lista da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos e compartilhar com o setor bancário panamenho quais são as pessoas incluídas nestas listas para que o tomem em conta em suas avaliações de risco", acrescentou a chanceler.

Paraíso fiscal, o Panamá foi incluído na lista de suspeitos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) de combate à evasão fiscal depois da divulgação dos Papéis do Panamá, em fevereiro de 2016. Desde então, passou a colaborar com as autoridades da Europa e dos EUA para manter sua posição de centro financeiro internacional.